boa parte das escolas de Elite de São Paulo oferece bolsas de estudo a alunos de baixa renda mas a tentativa de promover uma educação de qualidade para quem não pode pagar a mensalidade precisa de cuidados do colégio o objetivo deve ser impedir o preconceito e gerar experiências enriquecedoras para estudantes de todas as classes sociais a reportagem especial é de Flávia Travassos a cor que a pele tem não deveria fazer diferença nenhuma mas fez na vida de Gabriel eu fui apelidado de Gabi negro enquanto eu estava lá porque era uma forma que eu vi e eu
não via maldade naquilo né eu olhava e falava tá é uma chance que eu tô tendo de ter um espaço de me diferenciar de me destacar e só depois assim que eu fui entender tipo nossa tudo isso pela aceitação né pelo pertencimento aele espao negro da Periferia e sistem uma escola particular de São Paulo quando era adolescente Você é negro você se veste diferente fala diferente as pessoas já te olham e falam tá ele é o bolsista chegou o bolsista e por mais que não seja E maldoso de forma voluntária a diferenciação né na forma
como é tratado o cuidado para chegar a forma de se construir intimidade dentro e fora da sala de aula muitas vezes eles fazem parte também do mesmo Clube eles fazem parte também do do mesmo time ou frequentam os mesmos espaços vão no estádio de futebol junto toda semana isso é uma experiência uma realidade muito além da que você vive realidade é enfrentada por muitos alunos que ganham uma bolsa de estudo direito previsto em lei desde 2009 escolas que oferecem o benefício estão livres de pagar alguns impostos mas na prática o tema levanta algumas questões no
fim de agosto em uma reunião do Conselho Estadual de Educação de São Paulo o empresário Cláudio Mansur Salomão dono de uma instituição de ensino confirmou as dificuldades no relacionamento entre os alunos bolsistas com os outros que pagam a mensalidade e essas parcerias que nós temos feito com intuito de aproximar ou trazer mais dignidade para esse aluno carente no processo de aprendizado às vezes traz um prejuízo muito grande no campo social porque ele acaba se julgando injustiçado ele acaba se julgando excluído quando quando ele vê o coleguinha ir a uma festa ele não pode ir não
tem nem roupa para ir naquela festa bolsista negro e homossexual O estudante de 14 anos da tradicional escola Bandeirantes em São Paulo não aguentou a pressão e tirou a própria vida no mês passado a família relata que ele era vítima de preconceito no colégio em nota a escola disse que a prioridade é oferecer apoio e assistência à família do aluno e aos colegas impactados pela tragédia o lugar que deveria acolher incentivar o convívio social e abrir as portas para um futuro cheio de possibilidades também pode afastar o jovem muitas vezes o aluno que sofre qualquer
tipo de discriminação tem a sensação de estar sozinho sem ter para quem pedir ajuda segundo especialistas em Saúde Mental ISS su gera consequências graves para crianças e adolescentes que na fase escolar estão construindo a própria identidade a gente fazer parte da onde a gente tá é é é é fundamental pra felicidade pra realização pessoal numa situação de bolsista quando tem um componente racial ou mesmo econômico tende haver uma exclusão porque é o diferente por muito tempo escolas particulares reservaram um turno ou até outro prédio apenas para alunos bolsistas a segregação é criticada e hoje muita
optam por integrar esses estudantes com aqueles que pagam a mensalidade o que segundo psiquiatra Presidente do Instituto ame sua mente pode funcionar se a instituição colocar em prática ações como preparar a comunidade escolar para a inclusão de bolsistas antes mesmo deles entrarem criar um serviço de mentoria para alunos que recebem bolsa para que eles possam lidar com os desafios proporcionar espaços de troca de experiências entre os estudantes além de arcar com a participação de bolsistas em atividades extracurriculares como viagens e passeios Então qual é o papel da escola prestar atenção aprender sobre o tema para
que possa ajudar entender o que que é bullying ter uma comunicação boa com os alunos ajudar alunos a esclarecer que eles podem denunciar uma situação de bullying no caso de Gabriel as lembranças difíceis se tornaram um motivo para lutar Hoje ele cursa administração pública na Fundação Getúlio Vargas e fundou um movimento para defender que mais alunos tenham acesso à bolsa de estudos o Gabriel agora com a maturidade de toda essa educação aprendeu que a gente vence coletivamente e que a gente vence olhando pro outro olhando pro planeta olhando pras boas oportunidades e o Gabriel que
acredita que principalmente por meio das bolsas de estudos a gente vai poder gerar oportunidades para que a gente tenha diferentes mentes diferentes realidades diferentes vidas e almas pensando esse país aí pra gente ser um lugar melhor as escolas ainda têm que aprender além de ensinar eu não tenho a menor dúvida disso mas o preconceito o racismo eles nascem dentro de casa a sociedade tem muito que aprender e a ensinar Principalmente as nossas crianças porque a criança nasce pura e inocente o racismo o preconceito ela aprende dentro de casa e com quem ela convive antes mesmo
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