A felicidade conjugal não é automática. Casamento não é união de dois iguais, mas de dois diferentes. Já dizem os teóricos, os opostos se atraem.
O casamento é um mistério. É preciso muito empenho e dedicação ao longo da vida para que ele seja um casamento feliz. Não é verdade, é mito que existem almas gêmeas.
É mito que para cada panela tem uma tampa, para cada pé torto tem uma bota torta, que o importante é você encontrar a pessoa certa para se casar. Essa pessoa não existe, porque todos nós estamos a caminho. Não existe uma pessoa perfeita.
Portanto, o casamento é uma aliança de amor entre duas pessoas pecadoras, duas pessoas com deficiências, lacunas na alma, na vida, que precisam caminhar juntas, sendo suporte uma para outra. Deus instituiu o casamento. Casamento é a primeira das instituições divinas precedendo à igreja e ao estado.
Mas para que um casamento seja feliz, é necessário que tanto a esposa quanto o marido exerçam o seu papel. Papel este estabelecido pelo próprio Deus. Sempre que princípios são quebrados, as consequências são inevitáveis.
Portanto, quando o marido ou a mulher não seguem estes parâmetros, estes princípios e preceitos, certamente o casamento sofrerá danos e amargas consequências. Mas se a esposa e o marido atenderem às orientações estabelecidas pelo próprio Deus em sua palavra, então este casamento, a despeito das muitas adversidades da vida, das muitas conspirações do sistema, ainda assim este casamento pode ser laureado pela verdadeira felicidade. Então, quais são esses papéis?
Eu quero examinar com você este assunto tão importante à luz de Efésios, capítulo 5 versos 22 a 33. E Paulo começa com o papel da mulher ao dizer assim: "As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido como ao Senhor, porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo salvador do corpo. Como porém a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido.
A palavra em destaque aqui, certamente, como você notou, é a palavra submissão. E essa palavra, ela está hoje desgastada demais. Dr John Macai, presidente do seminário de Princeton nos Estados Unidos, disse que um dos principais hobbies do diabo é esvaziar, desgastar e distorcer as principais palavras do cristianismo.
E esta palavra causa urticária em muitas mulheres. Esta palavra se levanta na contramão de cosmovisões contemporâneas. Esta palavra provoca na vida de muitas mulheres uma espécie de repulsa, quase que asco.
Mas o problema é que nem sempre o sentido da palavra submissão é corretamente entendido. Eu gostaria então de clarear esse ponto aqui para que não haja nenhuma nesga de dúvidas acerca do que significa a submissão bíblica. Primeiramente, a submissão não é apenas destinada às mulheres, porque o apóstolo Paulo vem tratando desta matéria e no verso anterior ao início da passagem, verso 21 de Efésios 5, ele diz: "Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo".
Então, submissão é uma marca do cristianismo. Nós submetemo-nos uns aos outros. Então, não é uma coisa que só é destinada ao sexo feminino, às mulheres.
Não. A submissão é uma marca de um cristão. Um cristão é submisso uns aos outros.
Então, tira esse peso, tira essa essa carga pesada que alguns entendem que é um fardo insuportável. Agora vamos olhar que em primeiro lugar, ou melhor, em segundo lugar, essa submissão não é de gênero. Não é de gênero.
Ou seja, a ordem divina não é que a mulher deva ser submissa ao sexo masculino, ao homem de forma genérica. A mulher deve ser submissa ao seu próprio marido e não a qualquer outro homem. Portanto, não é de gênero.
Segundo, essa submissão não significa subserviência, ser inferior, ser capacho. Não, em absoluto. Em absoluto.
Eh, você pode perceber isso quando diz que Cristo é o cabeça ah do homem, é o cabeça da igreja. E quando você vai para primeiro Coríntios 11, você vai encontrar lá o apóstolo Paulo afirmando que Deus é o cabeça de Cristo. Cristo é o cabeça do homem, o homem é o cabeça da mulher.
Então não tem grau de superioridade e inferioridade nessa questão de ser líder ou cabeça. Por quê? Porque Deus Pai e Deus Filho são da mesma essência, da mesma natureza.
tendo os mesmos atributos, realizando as mesmas obras. Nas palavras do credo uniceno, Jesus é Deus de Deus, luz de luz, coigual, com eterno e com substancial com o Pai. Mas dentro da trindade, o Pai é o cabeça de Cristo.
Cristo é o cabeça do homem e o homem é o cabeça da mulher. Entendendo, portanto, que ser cabeça não significa que é maior superior, tem mais direitos, tem mais privilégios, não tem deveres. Não, não é uma questão de funcionalidade.
Então, além de não ser submissão de gênero, essa submissão não significa que é inferior. Não, não significa isso. Quando Deus criou o homem, Deus criou a mulher, Deus disse que a mulher era auxiliadora idônea.
E essa ideia de auxiliadora é a mesma ideia que está lá no Salmo 121. Eleva os meus olhos para os montes, de onde me virou o socorro? Meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra.
Então, não há aqui qualquer sentido de uma pessoa inferior à outra. não tem esse significado, mas também essa inferioridade, ou melhor, essa submissão que o apóstolo Paulo está mencionando, eh, não significando inferioridade, ela traz também a ideia de que ela tem limites. Não é uma submissão cega, não é uma subserviência, não é uma imposição eh absoluta.
Não é um ditador oprimindo alguém debaixo da sua autoridade em absoluto. Não tem esse contexto. Até porque o apóstolo Paulo dá uma referência.
A mulher deve ser submissa ao seu próprio marido e não a qualquer outro homem. Assim como a igreja é submissa a Cristo, então há um nível, há uma referência dessa submissão. Nenhum homem pode oprimir a sua mulher, nenhum homem pode eh tirar os direitos da sua mulher.
Nenhum homem pode suplantar sua mulher esmagando-a, seja verbalmente, seja emocionalmente, seja fisicamente, seja espiritualmente, em na defesa de que ele é o cabeça, de que a mulher tem que ser submissa. Em absolutamente não é isso. Não é isso.
Porque a o próprio Senhor Jesus, sendo Deus, não julgou como usurpação ser igual a Deus. antes assumiu a forma de servo. Ele não veio para ser servido, ele veio para servir.
E no reino de Deus, quem quiser ser o maior vai servo de todos. Então, a ideia de submissão não traz em sentido algum, nem etimologicamente falando, nem filosoficamente falando, nem biblicamente falando, nem teologicamente falando, uma posição de inferioridade. É questão de funcionalidade dentro do corpo de Cristo.
A referência que a mulher tem está no verso 24. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido, tá? Então fica claro aqui que quando a mulher entende esse papel de que ela tem uma missão sob a missão do seu marido, aquilo não é um peso para ela.
Aliás, é importante agora dizer que nenhuma mulher teria dificuldade de submeter-se a um marido que a ama como Cristo amou a igreja. Se você está julgando pesado demais a posição ou o [limpando a garganta] papel que a mulher exerce, veja qual é o papel que o marido exerce. Se a mulher precisa imitar a igreja, o marido precisa imitar Cristo no seu amor sacrificial.
Então, ah, esse é o primeiro ponto. Nenhuma mulher é feliz mandando no marido. Nenhum homem é feliz sendo mandado pela mulher.
Nenhum marido é feliz se ele oprime a mulher. Nenhuma mulher é feliz sendo oprimida pelo marido. Deus que criou o homem e a mulher e Deus que instituiu o casamento, certamente tem a receita da verdadeira felicidade conjugal.
E a maneira de você ser livre é exatamente cumprindo o papel para o qual você foi criado e estabelecido. Eu pergunto a você, quando é que um motorista é livre para dirigir o seu carro? quando ele obedece as leis de trânsito ou quando as transgrede.
Quando é que um aluno é bem-sucedido na escola? É quando ele segue as normativas da as normas e diretrizes da escola ou quando ele rebela-se contra elas? Quando é que um trem é livre para percorrer, levando passageiros ou cargas?
É quando anda no trilho ou quando descarrilha? Então, as leis divinas não foram dadas para nós para nos oprimir, mas para nos dar liberdade. A verdadeira felicidade e liberdade da mulher não está na sua rebelião ao preceito divino, está no cumprimento desse preceito divino.
Agora, o apóstolo Paulo vai fazer a transição do papel da mulher, da esposa, para o papel do marido. E ele começa no verso 25 da seguinte maneira: "Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela. Se o papel da mulher é submeter-se, o papel do homem é amar.
Mas amar como? Amar de que maneira? Amar apenas o físico?
Amar apenas o amor ah sensual. erótico sexual. Não.
A palavra que Paulo usa aqui para amar vem do verbo agapaal, a palavra agape ou ágape. E há quatro tipos de amor mencionados na Bíblia ou mencionados na cultura grega. O amor Eros é o amor físico.
O amor estorguê, que é o amor de pai para filho, de filho para pai, o amor familiar, o amor filel, de onde vem a palavra filia, que é o amor de amizade. Daí vem a palavra filosofia, né? Eh, amor ao ao ao conhecimento, a sabedoria, né?
Eh, e o amor agape ou ágape, eh, que é o amor sacrificial, é o amor que tá pronto a morrer pelo outro, tá pronto a sacrificar-se pelo outro. Se a mulher deve ser submissa ao seu marido, cabe ao marido amar sua mulher e estar pronto a morrer por ela, a dar sua vida por ela. Então, esse amor, ele tem algumas características.
Primeiro, é um amor que supre as necessidades eh espirituais da mulher, porque ele prossegue no verso 26 e diz para que a santificasse, tendo a purificado por meio da lavagem de água pela palavra. O marido que ama sua mulher, ele a protege. marido que ama sua mulher, ele blinda sua mulher de tentações perigosas, porque ao ser abordada talvez por algum Dom Juan que vem galantear ou fazer elogios baratos no propósito de seduzir o coração dessa mulher, se ela é amada, se ela é querida, se ela tem valor, se ela sabe disso, se ela é alvo do carinho, do afeto, do cuidado do seu marido, ela não cairá nessas lábias sedutoras, porque ela é uma pessoa que sabe o valor que ela tem e o amor que ela recebe do seu marido.
Por outro lado, uma mulher que nunca é amada, nunca é elogiada, nunca é prestigiada, nunca nunca é valorizada pelo seu marido, torna-se vulnerável a qualquer tipo de abordagem que venha a capturar o seu coração. Então, o amor do marido na linguagem do apóstolo Paulo santifica a sua mulher. No versículo 27 ainda diz: "Para apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa, sem defeito.
" É isso que Cristo, como noivo, como marido da igreja e a igreja como noiva e esposa do cordeiro tem, porque Jesus, por amar a sua igreja, ele tá preparando a sua igreja para aquele grande banquete das núpcias do cordeiro de Deus, uma festa messiânica. que vai durar por toda a eternidade. Nós estamos sendo santificados.
O próprio Senhor que deu a vida por nós, que intercede por nós, que vela por nós, está nos aperfeiçoando para aquele grande encontro, naquele glorioso dia da sua segunda vinda. Então, primeiro aspecto é que o amor do marido cuida da vida espiritual da sua esposa. Mas Paulo prossegue e diz assim: "Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo.
Quem ama a esposa, se mesmo se ama. Então, veja você, eh, a Bíblia diz que quando marido e mulher se casam, os dois se tornam uma só carne. O casamento é monogâmico, o casamento é monossomático.
De tal maneira que homem e mulher, uma relação heterossexual, ah, formando uma relação monogâmica, é um homem e uma mulher, eles, no momento que se casam, se tornam uma só carne. O casamento é monossomático. Então, quando o marido fere a esposa, ele tá ferindo a si mesmo.
Quando a esposa fere o marido, ela está ferindo a si mesma. Porque o texto é claríssimo em dizer: "Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Quem ama o marido a si mesmo se ama.
" Ou seja, você está velando não só pela vida espiritual, você está velando também pela vida emocional. do seu cônjuge. Você está cuidando emocionalmente do seu cônjuge, porque ao investir no seu cônjuge, você está investindo em você.
Ao ferir o seu cônjuge, você está ferindo a você. Você e sua mulher, sua mulher e você são uma só carne diante de Deus. Mas veja o verso 29, que esse amor passa pelo emocional também aí, porque ninguém jamais odiou a própria carne antes da antes alimenta e dela cuida.
Claro, se você encontra uma pessoa se auto punindo, se autoflagelando, ferindo a si mesma, você vai concluir que essa pessoa não tem uma saúde mental adequada. É isso mesmo, porque ninguém jamais odiou sua própria carne. Então Paulo está dizendo que quando marido e mulher se unem em casamento, eles se tornam uma só carne.
E que ferir a mulher, ferir o marido, seria algo antinatural. Não é natural, não é racional. Agora ele diz antes alimenta e dela cuida.
Essa palavra cuida só aparece mais uma vez no Novo Testamento, que lá em primeiro Tessalonicenses 2:7, e a palavra que usa lá é acariciar, como ama que acaricie os seus filhos. Ou seja, é importante que o marido não apenas vele pela vida espiritual da sua esposa, mas cuide também da vida emocional da sua esposa, sendo um marido carinhoso, que acarcia a sua mulher. abraça, beija, é romântico, é cavalheiro, é atencioso, é generoso no trato, é dócil nas palavras, é meigo nos gestos.
Isso faz parte do amor do marido pela sua mulher. Ele não é rude, ele não é agressivo nas palavras, ele não é explosivo no trato. Ele não tce críticas pejorativas da sua esposa.
Ele não compara a sua mulher com outra mulher para rebaixar sua mulher. Ele não critica a família da sua mulher para humilhá-la. Não, este marido é cuidadoso, é generoso no trato, é dócil nas palavras, é meigo nas atitudes.
Ele acarici a sua mulher. Mas veja você comigo ainda que eh este amor, além de ser espiritual e emocional é também um amor físico. Por isso o texto disse diz assim: "Eh, eis que deixará o homem seu pai e sua mãe, se une a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne".
Agora, o apóstolo Paulo está mostrando que esta relação culmina na intimidade sexual. Os dois se tornam só carne. A Bíblia é eloquentemente e abundantemente explícita nesta matéria.
O sexo foi criado por Deus. O sexo é santo, é puro e deleitoso. Deus criou o homem, Deus criou a mulher, ambos com desejo sexual e com capacidade de receber prazer e dar prazer.
Mas Deus estabeleceu que esse prazer sexual não devo ser experimentado antes do casamento, que é fornicação. Não deva ser experimentado fora do casamento, que é infidelidade ou adultério, mas deva ser usufruído de maneira plena e maiúscula no casamento, porque os dois são uma só carne. Tanto sexo antes quanto fora do casamento estão fora do padrão de Deus.
Mas o sexo no casamento é uma ordenança de Deus. Aliás, o apóstolo Paulo em Primeiro Coríntios, capítulo 7 3 a 5 diz assim: "O marido concede a esposa o que lhe é devido, semelhantemente a esposa ao seu marido. O marido não tem poder sobre o seu próprio corpo e sem a mulher.
A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo e seu marido. Não vos priveis um ao outro, salvo, talvez por mútuo consentimento, para vos dedicardes à oração e novamente vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência. Portanto, se o sexo antes e fora do casamento é proibido por Deus, o sexo no casamento é ordenado por Deus, porque agora os dois são uma só carne.
Então fica aqui posto pelo apóstolo Paulo com a autoridade da inspiração divina estas verdades, estes princípios, estes papéis da esposa e do marido. a esposa deva ser submissa ao seu próprio marido, como a igreja é submissa a Cristo. E o marido deve amar a sua mulher com o mesmo amor que com que Cristo amou a sua igreja e deu a sua vida por ela para santificar, para apresentar a si igreja gloriosa, sem rúcla, sem mã, sem ruga, sem mácula, sem mancha.
Quem ama a sua mulher ama a ama a si mesmo, porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes alimenta e dela cuida. É por isso que tá escrito: "Deixa o homem, seu pai e sua mãe, se une a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. " Eu não tenho dúvidas de que, embora nós sejamos todos pecadores, porque todos pecarem destituídos estão da glória de Deus, embora não há nenhum casal perfeito, porque não há pessoas perfeitas, então o segredo da felicidade é encontrar a pessoa perfeita, porque se você um dia encontrar a pessoa perfeita, você vai estragar a vida dela, porque você não é perfeito.
Então, não existem essa ideia de almas gêmeas. que o casamento é aquela é aquela harmonia plena, que nunca vai ter tensão, nunca vai ter conflito, nunca vai ter pontos de discordância, não. É um mistério.
É preciso ajuste todo dia, todo dia, todo dia. É preciso renúncia, é preciso investimento, é preciso cuidado, é preciso amor, é preciso afeto, é preciso elogio, é preciso e incentivo, é preciso cercar o cônjuge de proteção e não colocá-lo como escudo protetor. Então, se nós guardarmos os princípios de Deus, nós buscaremos esta felicidade e ela está ao alcance.
Se nós seguirmos os parâmetros estabelecidos pelo criador, aquele que instituiu o casamento, nós beberemos desta fonte a fonte da felicidade. >> Estou preparando essa reflexão. A estrutura do casamento bíblico oferece um modelo claro para a cooperação e o amor mútuo.
Irmãos em Cristo, meditemos hoje sobre o santo matrimônio, instituição divina e solene estabelecida pelo próprio Deus no princípio da criação, quando o Senhor criou o homem do pó da terra e a mulher da costela do homem, e os uniuem uma só carne, abençoando-os e ordenando-lhes que frutificassem e se multiplicassem, estabelecendo assim o fundamento de toda a sociedade humana e o primeiro e mais sublime retrato da relação entre Cristo e a sua igreja. Mistério grande e glorioso que o apóstolo Paulo nos revela em sua epístola, mostrando que o casamento não é mero contrato humano, conveniência social ou arranjo cultural, mas um pacto sagrado feito diante de Deus, selado pela aliança, e que deve ser honrado, preservado e cultuado como um reflexo terreno do amor eterno e imutável de Cristo por seu povo. O ensino apostólico é claro e inegociável quanto ao papel do marido, chamado a ser o cabeça da esposa, assim como Cristo é o cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo.
E esta cabeça não é tirania, dominação ou autoritarismo, mas liderança sacrificial, amorosa e serviçal, que imita o próprio Cristo, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. e que amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela para a santificar, purificando-a com a lavagem da água pela palavra, para apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível, de modo que o marido é chamado a amar a sua esposa, como Cristo amou a Igreja, amor que não é egoísta, nem interesseiro, mas doador, protetor, provedor e santific icador. Amor que se sacrifica diariamente pelo bem espiritual, emocional e físico da esposa.
Amor que não busca os próprios interesses, mas o bem da amada. Amor que a nutre e a cuida, como ao próprio corpo. Pois ninguém jamais odeia a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida, assim como também Cristo cuida da igreja.
A Bíblia nos revela que o marido que não ama assim a sua esposa não está apenas falhando com ela, mas está distorcendo o evangelho. Pois o casamento é o teatro onde o amor redentor de Cristo deve ser encenado diante de um mundo que precisa ver o que é o amor sacrificial. E quando o marido é negligente, ausente, egoísta, violento, indiferente ou tirânico, ele está pregando uma mentira sobre o caráter de Deus e sobre o amor de Cristo pela sua igreja, trazendo sobre si juízo severo e sobre seu lar desgraça e ruína.
Quanto à esposa, o ensino inspirado das Escrituras a chama a submeter-se ao seu próprio marido como ao Senhor. Porque o marido é o cabeça da esposa, assim como Cristo é o cabeça da igreja. E assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as esposas devem estar sujeitas ao seu marido em tudo.
E esta submissão não é inferioridade, servidão, opressão, nem degradação. Pois diante de Deus não há distinção de valor, dignidade ou posição espiritual entre homem e mulher. Ambos são coerdeiros da graça da vida.
Ambos foram redimidos pelo mesmo sangue precioso. Ambos são igualmente filhos de Deus em Cristo. Mas a submissão é uma ordem da criação anterior à queda, estabelecida por Deus para a ordem, a harmonia e a beleza do lar.
e reflete a própria ordem trinitária, onde o Filho se submete voluntariamente ao Pai, sem qualquer inferioridade de essência, glória ou poder. Yeah.