Olá vamos dar continuidade hoje a exposição do Capítulo 24 do Capital intitulado a assim chamada acumulação primitiva na nossa sessão de hoje vamos expor ou item 5 deste Capítulo e tem este que se intitula por sua vez efeito retroativo da revolução agrícola sobre a indústria criação do mercado interno para o capital industrial lembremos que Marques está discutindo ao longo dos vários itens Como que o desenvolvimento do capitalismo industrial na Inglaterra teve como pressuposição o desmantelamento da estrutura feudal da estrutura agrária e a transformação desta estrutura agrária em Estrutura capitalista em campo capitalista ou campo subordinado
a lógica da acumulação de capital Marx parte neste item da observação de que a intermitente Isto é contínua e sempre renovada expropriação e expulsão da população rural forneceu a indústria Urbana massas cada vez maiores de proprietários totalmente estranhos as relações corporativos observamos aqui quem vários momentos Marques está falando da indústria no entanto é necessário considerar que o que ele está chamando por indústria é ainda fase manufatureira do Capital ele não está lidando aqui com a grande indústria mesmo quando ele fala do campo às vezes ele fala da produção industrial mas no sentido de que havia
uma determinada produção de é valores de uso no campo então destaquemos aqui que indústria não está ainda no sentido de grande indústria capitalista Não podemos perder de vista que esta fase de transição do campus sob estrutura feudal para o campo sobre a conformação capitalista ela é acompanhada pelo desenvolvimento inicialmente da manufatura não é a indústria propriamente dita Marques vai observar que este é um elemento importante para compreender a acumulação capitalista Ou seja a desestruturação Da Da Lógica Rural Da Lógica feudal ou do campo sob comando da lógica feudal para a sua transformação para o seu
caminhar em direção a campo norteado pela lógica da acumulação do Capital Foi um momento fundamental no processo da acumulação primitiva este processo lembremos mais uma vez ele implicou a rarefação da população rural independente aquela que cultivava suas próprias terras e paralelamente produziu um condensamento uma concentração no espaço urbano do proletariado industrial ou daquilo que viria a se constituir ao longo do tempo o proletariado industrial embora o número de cultivadores no campo tem a decrescido o solo continuou a render tanta produção quanto antes lembremos que este número de cultivadores no campo diminui em razão dos cercamentos
e da expulsão progressiva do antigo campesinato do campo e a transformação deste campo em pastagens ou então e fornecedora de matérias-primas para Nascente produção Urbana embora o número de cultivadores no campo tenha decrescido o solo continuou a render tanta produção quanto antes ou ainda mais destaca Marx uma vez que a Revolução nas relações de propriedade fundiária foi acompanhada de métodos aperfeiçoados de cultivo além de uma maior cooperação e concentração dos meios de produção soma-se a isso que não só os assalariados agrícolas foram obrigados a trabalhar com maior intensidade mas também o campo de produção sobre
o qual trabalhavam para si mesmos se contraiu cada vez mais isso quer dizer o quê que cada vez mais aquelas terras que eram araradas pelos camponeses foi se tornando uma propriedade pequeno tamanho e tornando-se uma propriedade de pequeno tamanho converse necessariamente a situação anterior daquele campesinato em uma situação mais degradada uma vez que ele não conseguiria extrair tudo que necessita para sua sobrevivência além de pagar o arrendamento ou pagar outros tributos cultivando apenas uma pequena exceção de terra expropriado de suas condições de existência O Camponês doravante tende adquirir de seu novo Senhor o capitalista industrial
aquele capitalista que começava a montar as manufaturas sobre a forma de salário o valor desses meios alimentares repetindo aqui expropriado de suas condições de existência O Camponês doravante tem de adquirir desse novo Senhor o capitalista industrial sob a forma de salário o valor desses meios alimentares acresce a isto que também as matérias-primas agrícolas vocais da indústria se convertem em elemento do Capital constante Ou seja a produção agrícola cada vez mais passa a ser direcionada alimentar as máquinas ou a produção manufatureira em desenvolvimento e posteriormente a própria produção industrial quando as máquinas definitivamente se apossam do
processo de produção deste modo de smarts antes inúmeros pequenos produtores com suas famílias cultivavam e fiavam em pequenas porções agora isto se concentra nas mãos de um capitalista que coloca outros para trabalhar para ele anteriormente o trabalho extra resultava em receita complementar em ganho complementar para inúmeras famílias camponesas ou então eram convertidos em impostos para o rei agora o trabalho extra passa a ser incorporado ao lucro de poucos capitalistas sobre a forma de mais-valia os meios de produção como fusos e teares por exemplo antes espaços pelo interior dos territórios agora se concentram em algumas grandes
cavernas de trabalho do mesmo modo que os trabalhadores e a matéria-prima continua Marx fusos teares e matéria-prima antes meios de existência Independentes para fiandeiros e tecelões agora converteram-se em meios de comandá-los e de deles extrair trabalho não pago portanto mais valia trabalho extra não pago sobre trabalho assim o que se verifica é que as grandes manufaturas bem como os grandes arrendamentos constituídos de muitos pequenos centros de produção se formaram pela expropriação de muitos pequenos produtores Independentes observemos que Marx está destacando mais uma vez o caráter violento deste processo que acompanha acumulação primitiva do Capital a
expropriação expulsão de uma parte da população rural de Marx não só liberou trabalhadores para o capital industrial e com eles seus meios de subsistência Esse é o material de trabalho mas criou também o mercado interno de consumidores portanto os acontecimentos que transformaram Os Pequenos camponeses em assalariados e seus meios de subsistência e de trabalho em elementos materiais do Capital criaram para este último ou seja o capital ao mesmo tempo seu mercado interno observem como o processo vai ser imbricando a transformação do campo alimenta o desenvolvimento do capitalismo nas cidades e o desenvolvimento do capitalismo na
cidades impulsiona cada vez mais a uma desestruturação daquela lógica feudal ou daquela dinâmica feudal que percorria o campo até então anteriormente a família camponesa produzia e processava os meios de subsistência e matérias-primas que ela mesma em sua maior parte consumia essas matérias-primas e meios de subsistência converteram-se agora dentro deste processo em mercadorias ou seja produtos do trabalho que não tem por finalidade serem valores de uso mas também precisam precisa agregar a este valor de uso um valor de troca lembramos que lembremos que a mercadoria é unidade do valor de uso com o valor de troca
algo útil que exatamente por ser útil alguém pode ser comercializado produtos do trabalho e matérias-primas que se concentravam no âmbito da família camponesa Elias serviam de consumo próprio converteram-se neste sentido agora em artigos de manufatura cujos mercados são formados precisamente pelos distritos rurais destaca Marx essas matérias-primas em meios de subsistência consequentemente converteram-se em mercadorias o grande arrendatário as vende encontra-se o mercado nas manufaturas outro contraponto que Marx coloca em relação à clientela a clientela portanto os consumidores antes dispersa em razão da existência de uma grande quantidade de pequenos produtores trabalhando por conta própria de maneira
independente concentrou-se agora num grande mercado abastecido pelo capital Industrial expropriados os Camponeses antes cultivadores de suas próprias terras agora tornaram-se apartados de seus meios de produção a indústria Rural foi destruída e processou-se a cisão entre manufatura e Agricultura observem aqui que Marx está utilizando o termo da indústria inclusive para se remeter a produção rural consequentemente quando ele otimizando o termo indústria aqui necessariamente ele não está se remetendo a produção industrial propriamente dita e sim aquela produção que começa a ser desenvolvida nos Espaços urbanos esta situação era para o capital ou este processo era para o
capital uma necessidade apenas a destruição da indústria doméstica Rural poderia dar ao mercado interno de um país a amplitude e a sólida consistência de que necessitava o modo de produção capitalista no entanto convém observar o período manufatureiro propriamente dito não provocou uma transformação radical das antigas relações sociais de produção na verdade a manufatura só se apodera neste momento muito fragmentamente da produção nacional e tem sempre como sua Ampla base de sustentação o artesanato Urbano e a indústria subsidiária doméstica e Rural recordemos mais uma vez que o período da manufatura representa para o Marx o momento
da subsunção formal do trabalho ao capital ou seja o capital ainda não detém o controle absoluto das maneiras de produzir ou então o controle absoluto do ritmo do trabalho é somente com a grande indústria que se transita são formal do trabalho para a subsunção real do trabalho ao capital na manufatura ainda vai prevalecer habilidade de cada trabalhador individual sobretudo aquela habilidade que decorria da existência das corporações que produzia uma força de trabalho relativamente qualificada toda vez que a manufatura Destrói essa indústria doméstica em uma de suas formas prossegue Marques erramos particulares de negócio e em
determinados pontos ela provoca seu ressurgimento em outros pois tem necessidade dela até certo grau para o processamento da matéria prima portanto se trata aqui de um processo que vai se desenvolver no lentamente o campo não é desestruturado da sua forma feudal da noite para o dia subsistem ainda alguns polos que se mantém presos na estrutura feudal e que acaba até mesmo sendo funcionais ao capital é somente um momento posterior que este Campo vai se tornar efetivamente Campo capitalista ela produz assim este processo produz assim uma nova classe de pequenos lavradores que cultivam o solo como
atividades subsidiária exercem como negócio principal o trabalho industrial para venda dos produtos a manufatura diretamente ou por meio do comerciante notemos mais uma vez que ao falar da produção agrícola Marx está falando de uma produção de um trabalho Industrial não é a indústria apenas para mostrar que este trabalho Ele começava já fornecer mercadorias em grande quantidade para os espaços urbanos alimentando a nascente indústria capitalista documentos da época registra Marx revela um protestos indignados sobre o avanço da economia capitalista no campo e A Aniquilação progressiva do campesinato porém se havia a condenação moral esta não teve
no entanto a força suficiente para deter a marcha avassaladora do Capital em muitas regiões ou campesinato continuou a existir No entanto quando isto se verificava registrava-se também o seu ritmo decrescente portanto declínio do campesinato e a pior em suas condições de existência um campesinato que tem as suas condições de existência básicas cada vez mais comprometidas uma vez que a propriedade também estava se reduzindo eram estes camponeses que resistiam a este processo eram cada vez mais cercados pela expansão do cultivo do trigo ou a criação de gado em períodos alternados e em cada um desses momentos
a grande indústria ancorada agora no uso de máquinas e aqui marque já está apontando para o processo subsequente ao da manufatura e em cada um desses momentos a grande indústria ancorada agora no uso de máquinas impulsionou paralelamente ao surgimento da Agricultura capitalista ou seja o campo também ser modernizou e se modernizou no sentido de tornar-se ele também Campo capitalista esta agricultura capitalista expropriou radicalmente a imensa maioria da população rural e consumou a cisão entre agricultura e a indústria doméstica Rural ver se pois que passou a ver uma nova divisão social do trabalho você tem a
indústria operacionalizando industrializando os produtos do campo e o campo como um setor autônomo fornecendo matérias-primas para a indústria tornam-se dois ramos bastante distintos de atividade e assim procedendo agricultura capitalista conquistou para o capital Industrial todo o mercado interno com estas observações Marques em Serra suas reflexões neste item 5 do capítulo sobre acumulação primitiva Espero que tenham gostado encaminha em suas considerações positivas e negativas e em uma próxima oportunidade exploremos o item 6 que se intitula Gênese do capitalista industrial é um longo Capítulo este de número 24 Portanto o mais adequado é que ele seja exposto
lentamente com bastante calma a fim de tornar também a explicação mais compreensível aguardo vocês em uma próxima continuamos aqui em nosso trabalho em defesa da sociologia e em da Razão até a próxima