Olá nós estamos aqui com a equipe da Educação Especial inclusiva da Secretaria Municipal de Educação de Irati Estamos também com a professora pedagoga Vanderleia coordenadora da equipe de Educação Especial e inclusão pedagoga Vanderleia Como é composta a equipe da Educação Especial e inclusiva Olá professora o setor de Educação Especial inclusiva da Secretaria Municipal de Educação de Irati ela é composta por cinco pedagogas por quatro psicólogos uma fonodiólogo até porque a demanda do trabalho Ela é bem grande atendemos hoje 41 instituições dessa 41 instituições são 24 escolas e 17 esse mês eh devido a toda essa
organização para atender aí a demanda de trabalho acompanhamento de dos de todos os nossos alunos que são públicos alvos da Educação Especial atendimento às famílias eh orientações a equipe pedagógica das escolas e do Cis e toda essa organização para que seja realizado aí o nosso trabalho como observamos a equipe de Educação Especial inclusiva é uma equipe grande consistente né composta por pedagogos psicólogos fonoaudióloga e isso é um avanço por conta que muitas vezes é escasso nas secretarias municipais de educação esses profissionais né sobre isso também dando continuidade eu gostaria de conversar com a pedagoga Luciane
quais alunos público alvo da Educação Especial estão incluídos no ensino comum todos os nossos alunos público alvo da Educação Especial estão incluídos no ensino comum eu quero destacar aqui os da nossa rede que são os alunos com deficiência neuromotora visual intelectual surdez altas habilidades transtornos do espectro autista transtornos globais do desenvolvimento transtornos específicos funcionais específicos dislexia disgrafia entre outros assim como as síndromes e os alunos portadores de câncer Olha observamos que é amplo né o número de alunos e necessidades e especificidades e muito interessante quando a professora né salienta a os alunos né Com altas
habilidades e também eh alunos né com deficiência física neuromotora porque muitas vezes esses não estavam né os Com altas habilidades sendo identificados e os com algum comprometimento ou até mesmo uma deficiência física neuromotora eles estavam às vezes na maioria das vezes né inseridos na educação especial e não na no ensino comum na escola comum pedagoga Franciele quantos alunos público alvo da Educação Especial estão incluídos no município então na rede Municipal nós contamos com aproximadamente 7.000 alunos dentre estes eh cerca de 400 alunos fazem parte do público alvo da Educação Especial alguns em diagnóstico ainda e
Vale ressaltar que nosso município de Irati conta com 24 escolas e 17 mês muito bem um número bem expressivo né de alunos público alvo da Educação Especial incluídos né tanto nas escolas quanto no CS nos serviços que a rede oferece tudo bem sobre o diagnóstico conversaremos então com a psicóloga Teresa psicóloga Teresa como Ocre O diagnóstico é na verdade é um processo né que a gente percorre orre Porque a partir das observações que o professor faz de alguma dificuldade eh ele comunica isso para a equipe eh escolar equipe pedagógica e o primeiro passo é então
registrar essas essas condutas comportamento aquilo que tá preocupando o professor através de uma ficha de levantamento das necessidades onde são apontados tanto os pontos fracos quanto os fortes daquele aluno né e eh são feitas observações em diferentes ambientes eh do material do Estudante anamnese eh uma conversa para entender a dinâmica familiar Ou algums dados da história de vida desses sujeitos né e e acontecem também até durante a própria annese algumas orientações familiares a partir daquilo que a gente já vai observando né porque eh mesmo antes do diagnóstico se fechar que é um processo Como eu
disse é preciso e já podem ser feitas intervenções adaptações né porque o o diagnóstico ele não é fechado só por nós da equipe ele precisa também ser composto pela avaliação de eh especialistas Então dependendo do caso conforme a queixa se é mais na área visual vai para oftalmologista se é mais na área eh motora precisamos também de uma opinião de um ortopedista né do neurologista Então dependendo da queixa eh a o nosso processo vai ser direcionado e daí no caso H Acontece uma avaliação pedagógica mais esmiuçada pelas meninas da pedagogia e nós da Psicologia também
dependendo da queixa também temos escalas instrumentos verbais não verbais que a gente dependendo da idade também que a gente vai vai fazer um rastreio dessas condutas e vai vai possibilitar pra gente o encaminhamento mais assertivo muito bem então muito interessante né que mesmo no processo de Diagnóstico algumas intervenções pontuais pedagógicas já são oferecidas para a criança isso mesmo Porque durante esse processo várias conversas com a equipe da escola com o professor essas orientações já vão sendo compostas em conjunto com a equipe da secretaria né da nossa equipe com a equipe da escola então muitas vezes
a gente já consegue eh alguns avanços dentro do quadro eh até porque Alguns alguns casos a gente Verifica que é uma dificuldade mais pedagógica Como já foi falado anteriormente existi um período né Principalmente da pandemia todas essas coisas que acontecem elas implicam na vida familiar e no estudante né E durante a annese esses contatos que a gente tem com a família também é possível a gente conhecer as expectativas que essa família tem em relação à escola ao próprio filho e isso já vai orientando também algumas adaptações algumas encaminhamentos diferentes né Tá certo sobre os suportes
ainda conversaremos um pouquinho com a pedagoga Ivana que suportes são oferecidos para os alunos público alvo da Educação Especial que estão incluídos então na nossa rede Municipal nós ofertamos né adaptação pedagógica o plano Educacional individualizado que chamamos de pei quando apontado pelo estudo de caso o apoio pedagógico em sala também alguns alunos recebem o atendimento educacional especializado nas salas de recurso multifuncional hoje no município nós temos a sala de recurso multifuncional tipo um a Tipo dois e a sala de recursos de altas habilidades alguns alunos também são atendidos nas turmas de classe especial realizamos rodas
de conversa com terapeutas e o trabalho colaborativo outros dispositivos da sociedade como consel Tutelar e o Cras também em conjunto com outras parcerias da sociedade ofertamos para os nossos alunos oficinas práticas né na área artística na área cultural e na área Esportiva muito bem pedagog Ivana a gente observa assim que são várias as possibilidades né e recursos que esse aluno pode ter acesso né Muito interessante na sua fala o suporte aos alunos Com altas habilidades né Eu costumo dizer que esses alunos são alunos que realmente eles muitas vezes estão excluídos né porque muitas vezes nem
são identificados diagnosticados passa despercebido e na rede vocês já tem essa sala a qual oferece ali né Eh uma para complementar e suplementar ali eh as necessidades desse aluno que também necessita né de suporte pedagógico Sim e também eh a nossa sala de altas habilidades eh dizemos que estamos engatinhando porque faz um mês que ela iniciou suas atividades mas a gente assim apesar de estar iniciando a gente já vê esse avanço da secretaria municipal né de Educação de se ter e de se pensar nesse público né a pedagoga Ivana comentou dos suportes que a rede
oferece para os alunos público alvo da Educação Especial então pedagoga Noemi Nós gostaríamos de saber quais suportes a rede oferece para o professor do ensino comum como é que ocorre a formação continuada de desses professores as formações são realizadas frequentemente entre os professores regentes profissionais de apoio eh professores de sala de recursos professores de classes especiais né classe especial são promovidos também reuniões via me eh com os professores regentes e também os professores de sala de recursos de alunos matriculados nessas duas salas visando a colaboração dos docentes e a definição de estratégias Além disso também
são organizadas reuniões com os pais e a equipe da escola juntamente com os profissionais do setor de Educação Especial eh no sentido de acompanhar o processo de ensino de e aprendizagem de nossos alunos muito bem Professora porque é comum a gente ouvido aos professores que na formação Inicial deles eles não tiveram uma disciplina específica né que abarcasse ali as especificidades da Educação Especial e da inclusão né e a formação continuada a a equipe então A secretaria está oportunizando aos professores dando sequência conversaremos então com o psicólogo Humberto sobre Quais são os encaminhamentos os suportes da
Educação Especial junto às escolas inclusivas considerando toda da organização mesmo do trabalho pedagógico né A gestão o coordenador pedagógico né então psicólogo Humberto você pode comentar para a gente Claro eh são vários os suportes que a gente dá à escolas né em relação à educação inclusiva eh a gente dá Assessoria né para pros professores de apoio a gente dá assessoria para as coordenações a gente partilha materiais pistas visuais eh eh formulários de identificação de altas habilidades de de rastreios para pra teia eh E além disso a gente também faz os estudos de caso a gente
acompanha recebe né a a as as demandas das escolas entende o caso e ajuda a encaminhar n além de também fazer uma ponte entre os profissionais da rede outros equipamentos públicos e também equipamentos privados né ou ou profissionais que atendam essas crianças via reuniões via me eh para tentar dar o dar o atendimento mais variado possível né considerando as especificidades eh sociais de Diagnóstico familiares e comunitárias de todas as crianças né e a gente atua junto com a escola dando esse suporte para que todo esse trabalho aconteça da forma mais fluida possível muito bem então
a gente observa né que as escolas a equipe a gestão tem todo esse apoio e suporte né tanto da equipe no sentido da pedagogia da psicologia da área Da fonoaudiologia né dando esse suporte e esse apoio que cada área específica pode contribuir também nos aspectos educacionais muito bem professor em sequência vamos conversar um pouquinho sobre os transtornos funcionais específicos de aprendizagem com considerando que esse público pela política de Educação Especial e inclusão Eles não eram considerados então bem recentemente por meio de uma lei em 2021 esse esses alunos essas crianças com essas características passam também
a ter né o direito de estar tendo suporte que as escolas as secretarias oferecem neste sentido vamos conversar com a psicóloga Priscila sobre os alunos com transtornos específicos de aprendizagem como eles são diagnosticados então é um processo que não é simples né ele exige um trabalho multiprofissional eh geralmente a investigação ela começa na escola né Então a professora o professor ele identifica que a criança tem um desempenho abaixo do esperado pra idade paraa fase em que essa criança frequenta né e a partir disso é é feito encaminhamento pra equipe né do setor de Educação Especial
e sendo realizado esse encaminhamento a equipe do setor se desloca até a escola para realizar uma conversa com a equipe escolar n entender um pouquinho sobre o histórico escolar dessa criança eh entender um pouquinho sobre o perfil da aprendizagem dela o perfil das dificuldades é também observado essa criança dentro do contexto de sala de aula é observado toda a produção dessa criança o material escolar dela né Eh também é realizada a avaliação pedagógica onde são realizadas atividades de leitura de escrita eh de interpretação de textos matemáticas as questões psicomotoras também são avaliadas a criança também
passa por uma avaliação psicológica onde além de ser avaliado o coeficient intelectual eh a gente também busca compreender um pouquinho do perfil cognitivo dessa criança entender alguns aspectos comportamentais outro aspecto bem importante é a conversa com a família dessa criança para entender como que eles se organizam eh em relação à saúde em relação eh à rotinas né dessa criança em relação aos aspectos escolares Então essa conversa é muito importante e a partir desse levantamento de dados eh a gente consegue compreender um pouquinho melhor se essa dificuldade se esse baixo desempenho persiste né apesar de serem
feitas intervenções voltadas para essa dificuldade se fatores orgânicos eh ambientais fatores eh né de saúde enfim podem estar contribuindo para uma dificuldade eh se existe um transtorno Global associado ou uma deficiência intelectual que explicaria melhor essas dificuldades né Então a partir de a gente consegue fazer o apontamento de uma hipótese diagnóstica de um transtorno específico né e e também a gente busca o contato com outros profissionais da área da saúde como fonodiólogo neuropediatras para compor essa avaliação certo muito bem pela experiência profissional psicóloga qual transtorno tem sido mais evidenciado no dia a dia eh nós
temos percebido principalmente os transtornos eh voltados à leitura escrita né dislexia eh temos observado também com muita frequência eh o TDH né muito presente nas escolas eu acredito que esses são são os principais muito interessante a dislexia ter sido citada porque normalmente é comum a queixa do transtorno né Eh do déficit de atenção e hiperatividade sobre isso nós vamos conversar também com a psicóloga Érica eh psicóloga Quais as orientações né Quais são as orientações para o professor do ensino comum no aspecto pedagógico junto a esses educandos com transtornos específicos de aprendizagem então num num primeiro
momento acredito que seja importante destacar eh que essas orientações elas precisam ser individuais né mesmo que esses transtornos eles se repitam a gente tem que Será que cada aluno ele é único né ele tem uma história de vida ele vem de um contexto ele tá inserido numa escola que tem toda uma dinâmica própria né porém né Para Além disso tem orientações Gerais que a gente realmente acaba passando para as escolas para realizar mesmo eh a inclusão desses educandos eh junto ao processo de ensino aprendizagem uma dessas orientações é realmente buscar incluir esses alunos nas atividades
da turma eh considerando tanto eh as potênci idades quanto também as defasagens desses alunos e para isso a gente utiliza muito o pe que é o plano Educacional individualizado uma outra orientação eh que a gente eh realiza bastante em conjunto para essas escolas é de mesmo realizar um trabalho colaborativo então nesse trabalho colaborativo a gente vai ter a participação da família vai ter a participação da escola que atende esse aluno no ensino regular vai ter participação do professor da sala de recurso vai ter também a participação dos terapeutas dessa criança então é realmente um trabalho
em conjunto uma terceira orientação também que a gente acaba passando para essas escolas é de Sempre buscar promover a autonomia desses estudantes e isso vai desde atividades no papel até por exemplo a educação física porque o que a gente mais espera dessas crianças é que realmente elas consigam eh mostrar suas potencialidades a partir da sua própria autonomia então a gente também acaba realizando essa orientação com bastante frequên e uma última orientação também bastante importante é com relação a adaptar as metodologias né então os materiais os métodos que são utilizados com esses alunos considerando as particularidades
e sempre buscando incluir na turma para que não seja realmente só uma adaptação específica para esse aluno mas que a turma toda possa estar incluída nisso muito interessante o que a psicóloga Érica comenta sobre a autonomia desse aluno e reforçar os pontos fortes né para que ele realmente seja o protagonista ali eh do seu aprendizado também gostaríamos de saber sobre Quais são os encaminhamentos junto ao professor desses alunos né então para isso nós também conversaremos com a fonodiólogo Elisângela eh então a Elisângela né irá nos socializar alguns encaminhamentos realizados junto aos professores é na verdade
são exemplos né das orientações que a gente Repassa a esses professores eh então a gente sugere que seja utilizado jogos atividades estratégias que auxiliem no desenvolvimento principalmente da percepção auditiva visual motora né estimulando todas as vias de aprendizagem desse aluno a gente também orienta o professor quanto ao desenvolvimento da linguagem expressiva né para esse aluno ele seja avaliado não somente pela aquela escrita né mas que ele consiga eh manifestar esse conhecimento adquirido de alguma forma e podendo ser validado inclusive pela forma oral eh também nós destacamos a importância do professor desenvolver dentro da sala de
aula atividades que tenham a questão da consciência fonológica né explorando os sons das palavras eh percebendo as diferenças sonoras que elas têm e trabalhando com todas essas atividad tanto de forma auditiva percebendo discriminando reconhecendo esses sons que vai estar auxiliando ele nesse processo e posteriormente facilitando na aprendizagem também na parte escrita né e com relação à utilização dos materiais de apoio esses eles são os mais variados possíveis né que vai desde ali uma tabuada um teclado de um computador uso de uma calculadora e hoje também por não utilizar tecnologia a nosso favor né então com
o uso de algumas plataformas e aplicativos principalmente nas crianças não verbais que é com o uso das Pistas visuais e da comunicação alternativa muito bem que interessante né então observa-se que são várias as possibilidades os recursos pedagógicos para oferecer aos educandos né e os meios digitais estão aí também para servir de suporte apoio no processo de ensino e aprendizagem como salientado né durante muito tempo os alunos com transtornos transtornos específicos de aprendizagem não frequentavam as salas de recursos multifuncionais ou não poderiam estar matriculados nessa nesse serviço Educacional pedagoga Ivana os alunos com transtornos funcionais específicos
de aprendizagem hoje frequentam as salas de recurso multifuncionais então após a avaliação pedagógica e psicológica ou diagnóstico esses alunos frequentam em salas de recurso multifuncional e a gente chama de tipo um então eles frequentam as salas de recurso multifuncional tipo um um trabalho também bem bacana de enfatizar que acontece na nossa rede Municipal é um que a gente diz que é um trabalho colaborativo então uma vez no sem mestre é o professor Regente ele tem alguns minutos né com o professor de sala de recurso para que juntos pensem em estratégias pedagógicas para aquele aluno também
em alguns casos fazemos rodas de conversa com a o professor Regente o professor de sala de recurso e com os terapeutas desses alunos principalmente fonodiólogo aonde todos pensam em novas estratégias para melhorar o a questão do processo de aprendizagem como observamos a inclusão ela passa por vários processos nós já tivemos Em alguns momentos né A negação da inclusão a inclusão condicional onde todos os professores deveriam estar preparados para depois acontecer a inclusão ou talvez a inclusão radical vamos incluir e incluir mas o que observamos hoje na fala dos profissionais da equipe de Educação Especial e
inclusão da Secretaria Municipal de Irati Eles estão pautados numa inclusão responsável começa já pensando ali a equipe multiprofissional onde são oferecidos ali suportes pedagógicos apoio Educacional recursos educacionais de acordo com cada área porque sabemos que o professor sozinho ele não dá conta e não consegue também achamos muito interessante a formação continuada desses professores né obviamente nunca estaremos prontos e e concluídos no processo de inclusão porque cada aluno é um aluno único cada aluno é uma especificidade diferente mas ao receber esse aluno você vai ter Então os suportes os apoios a formação para então trabalhar com
esse educando com essa com essas crianças que tanto necessita necessitam então uma inclusão de fato responsável onde se tem também uma rede de apoio né então outros profissionais que também são ali solicitados para que a inclusão aconteça e [Música]