Olá, queridos. Graça e paz. Aqui quem está falando é o professor Márcio Pereira.
Vamos iniciar eh a nossa terceira e última aula da nossa unidade de número um, né, sobre os fundamentos bíblicos da espiritualidade do educador cristão, tá? e seguindo nessa disciplina chamada espiritualidade e a formação do educador cristão. Nessa terceira aula da unidade um, eh, vamos falar sobre a doutrina, né, a vida interior e a identidade do docente, né?
Ou seja, vamos apenas reforçar o conceito que formamos, né, nas aulas anteriores, reforçando então essa ideia eh de ver que a fé cristã, né, em sua essência não se restringe a apenas conjuntos teóricos ou declarações formais de uma crença, né? Ela vai além disso, né? Desde quando observamos a palavra de Deus, os primeiros séculos da era cristã, percebemos então essa integração entre a fé, né, entre a doutrina eh praticada, eh unindo a transformação do caráter e essa transformação do ser, né, e da doutrina interiorizada da palavra de Deus e que se externa na vivência prática.
no evangelho e causando também transformações sociais, né? Nós vemos isso e no Novo Testamento e na história cristã. Então, nessa perspectiva, essa aula, ela aborda mais esses aspectos da unidade entre a fé, né, a sua a devoção, né, essa espiritualidade mais devocional, assim como a doutrina, né, assimilação teológica, né, doutrinária e também a questão da prática, da vivência, né?
Lembrando que o seminário betel brasileiro tem em sua filosofia exatamente essa esse tripé, né, uma espiritualidade, eh, unindo a teologia, a academia e também a prática, né, faz parte da nossa filosofia de ministério. Entendemos que o ministério educacional passa, ele precisa ter ser integrado, ter essa unidade, né, nesses três aspectos. Então, a gente vai eh sublinhar aqui a questão do caráter, que já trabalhamos também nas outras aulas, né, com as convicções teológicas, né, doutrinárias desse educador cristão e, claro, apresentando as bases para um desenvolvimento de uma teologia prática, né, vivencial que seja do dia a dia, que esteja encarnada, né, falando da nossa espiritualidade encarnada, temos falado nas aulas anterior Então, temos aqui a unidade, né, dessas três esferas que temos falado, né, da fé, da vivência da fé, da experiência da fé, a doutrina, né, a palavra de Deus, a teologia, academia e a prática, né, ou seja, unir a ortodoxia, a doutrina certa, e a ortopraxia, que é a ação correta também, né, a prática, né, Mas percebemos que ao longo da história, quando a gente fala de unir, né, de integrar, a gente percebe que ao longo da história a gente tem uma dicotomia ou um dualismo, né, entre às vezes teoria e prática, entre oração e teologia.
A gente percebe isso, esses dilemas que são frequentes na vida cristã, né? em em certos ciclos enfatizam-se até a a ortodoxia, por exemplo, a doutrina. Em muitos círculos evangélicos, né, protestantes, você tem um selo extremo e e precisa ter esse gelo mesmo pela palavra, né, pela teologia certa, pelo pela doutrina certa, mas muitas vezes abandonam e negligenciam a questão prática, vivencial, né?
E isso é um risco de cair num academicismo, a cair num num fundamentalismo, né? Então, pensar de maneira unindo essas duas vertentes, né? A a doutrina certa, né?
a nossa relação com a palavra, falar um pouquinho mais à frente sobre isso, precisa inevitavelmente levar a gente a uma prática certa, ou seja, como diz Thago, né, de que nós não podemos ser apenas ouvintes da palavra, mas também praticantes. Então, as escrituras apontam e sempre numa numa numa direção diferente dessa desse dualismo e dessa dicotomia. Ela sempre procura integrar, né, o próprio Thago, citando Tiago novamente, que declara em em Tiago 2:17 que a fé, se não tiver obras, por si só está morta, né?
A fé sem obras. Nesse mesmo sentido, João 14:21, que expõe um amor que é um amor prático, né? e que tá ligado esse amor prático a a obediência aos mandamentos, a palavra, a obediência aquilo que se ler, aquilo que se estuda, quando diz: "Aquele que tem os meus mandamentos tem a doutrina certa e os guarda, ou seja, os observa, os pratica, esse é o que me ama".
Em Timóteo, capítulo 4, versículo 16, Paulo diz a Timóteo para ter cuidado de ti, né? Um cuidado pessoal, uma vigilância interior e também um cuidado, um zelo pela doutrina, coisas que devem coexistir, né? E que essa caráter, esse cuidado pessoal, certamente se liga também a uma prática correta.
Eh, isso então nos leva a pensar que o educador cristão, eh, ele precisa ter uma coerência entre o que ele diz e o que ele faz. o dizer doutrinário, o dizer teológico, o dizer acadêmico, né, em bem ortodoxo, né, eh ele precisa, eh, estar em coerência ou eh o que precisa ser evidenciado por uma prática correta de acordo com a doutrina que ele professa. Então, o cristão autente precisa articular essas convicções que ele tem sólidas e que seja coerente com a vida.
Esse é o grande desafio do educador cristão de de viver. Não é não basta ter um discurso, né? Mas ele precisa viver.
Nisso repousa a autoridade, como vimos nas aulas anteriores, que Jesus falava, ensinava como quem tinha autoridade, porque ele tinha exatamente essas duas questões, né, de questões do ensino, onde eh se enfatia as dois aspectos, né? Eh, a doutrina e prática formam, citando aqui um teórico, diz que formam dois eixos que se entrelaçam para produzir um viver que reflita o caráter de Cristo. Nós vamos eh sempre tocar bastante nessa tecla que quando falamos de caráter, da formação da vida, o nosso paradigma no nosso modelo é Jesus Cristo.
O propósito da nossa existência é sermos parecidos com Jesus em seu caráter, em sua vivência. Jesus que era poderoso em obras e palavras diante de Deus e diante dos homens. Então, a ênfase nessa conciliação de ambas dimensões também se observa em outro teório que diz: "A mente ela pode compreender uma verdade, mas é o coração que deve dar respaldo para que ela se torne ação.
" Ou seja, novamente fazendo essa conciliação entre o intelecto, o que passa pela mente, cai no coração e deságua numa ação concreta. Isso é espiritualidade cristã, aliado aqui, claro, à educação. Então, esses pontos ilustram claramente esse desafio, né, dessas duas dimensões, tanto da ortodoxia quanto da ortopraxia.
Eh, isso me faz lembrar, né, o coração e mente unidos intelecto e coração e ação, né? coração como sede das faculdades humanas, né, simbólico a questão do coração. Precisamos, eu lembrando de um teórico que diz que o o cristão ele precisa ter luz na mente e fogo no coração, né?
eh o ardor, eh a compaixão que nos conduz a uma ação, mas que passa pela luz, pelo intelecto, pelo labor teológico, né, pela intelectualidade, né, a busca de do conhecimento, né, tudo isso envolve, né, é o é no coração, né, nesse símbolo que que a verdade então vai encontrar, como vimos aqui, eh, na citação, respaldo para para as ações. Ou seja, é é ela que vai eh fomentar ou vai impulsionar ou motivar a ação, né? A que motiva ação, o motivo para agir, né?
O desafio é então manter esse equilíbrio nessas duas áreas que nós temos falado aqui, correta, a doutrina correta e claro a prática correta embasada na doutrina, né? e unindo essas duas coisas. Muitas vezes nós falhamos porque pendemos para um lado ou para o outro.
Eh, isso quando falamos em discurso e vivência e prática, nós estamos falando também da autenticidade daquilo que você prega ou daquilo que você ensina. a autenticidade da mensagem, ou seja, autenticidade e coerência, né, naquilo que você diz e naquilo que você faz. Então, para eh falar um pouco dessa dessa questão, eh a autenticidade, citando aqui um teórico, ele vai dizer que a autenticidade da mensagem cristã reside sobretudo na coerência entre o que se diz e o que se faz, como eu mesmo já falei aqui dessa dessas duas questões que traz a autenticidade à mensagem.
Eh, também falamos aqui eh até esse momento de unir, né, unir a a doutrina, a compreensão bíblica, unir a questão do caráter, né, da transformação do caráter, a aplicação de uma vivência, né, na na prática que tenha impacto social, que tenha impacto na igreja, ou seja, seja, nós precisamos dessa unidade, né, desses aspectos na vida cristã para que a educação, né, já que estamos focando educador, tenha também uma educação transformadora que leve em consideração esses aspectos. Então, a compreensão bíblica, ação transformadora devem andar juntas dentro do contexto cristão. Então, não basta conhecer as doutrinas, é necessário aplicá-las nas relações fundamentais, né, nas relações do dia a dia com o convívio, com a família, a igreja local, a sociedade, sociedade de forma geral, seja pela leitura bíblica, né, pela nossa devoção pessoal, eh, seja por ouvir a palavra de Deus, por teólogo, seja por educadores cristãos, por nos ensinar a unidade entre o que se crê e o que se pratica.
Vai revelar aí a essência de um evangelho que é poderoso em obras e palavras, né? Então, em eh em suma, né, quando um discípulo de Cristo subordina a sua vida à palavra de Deus, ele mergulha e medita na doutrina, se aprofunda, tornando então esse o fundamento, a base da sua existência, ele vai demonstrar, claro, ao mundo a força de uma espiritualidade que não é uma espiritualidade que tem apenas o saber falar ou dizer, mas principalmente o saber viver, viver como Jesus Cristo, seguindo as pisadas do mestre, lembrando as palavras de João, que aquele que diz estar nele deve andar como ele andou. E então temos o cerne disso tudo, que é o caráter forjado, é um caráter desse educador.
Eh, quando a gente fala de caráter e identidade, a nossa identidade, eu me lembro bastante do personagem Jacó, né, ali no Val de Jaboque, no capítulo 32, quando Jacó tinha uma identidade, vamos dizer assim, duvidosa. sua identidade, eh, o nome dele, identidade tá muito ligado ao nome, né? E o nome a identidade.
Nome Jacó se identificava ali suplantador, enganador. E de fato parece que Jacó parece, não, certamente ao ler o texto bíblico, digamos que ele leva uma vida de enganador, um caráter dúbio, né? E e então eh Jacó passa num processo de encontro, lembrando que espiritualidade é encontro com Deus, consigo mesmo, com o próximo e, claro, com o mundo.
E Jacó, então ali no Val de Jabó, que ele tem esse encontro com quem ele era. quando ele está sozinho e passa a orar, ele reflete sobre essa experiência, sobre o seu coração, sobre o processo de vida, essa identidade eh falha, né, que precisava ser transformado. Então, ele deseja esse transformação e ali que ele tem uma experiência, um encontro com Deus.
E agora é o interessante que essa experiência que Jacó tem com Deus diz no capítulo 33 que quando ele tem um encontro transformador com o seu irmão. Então aqui temos esses três relacionamentos, né? um relacionamento com Deus, um relacionamento consigo mesmo e um relacionamento com o próximo, eh, harmônico, restaurador.
E ali, nesse processo, o caráter dele foi transformado, a identidade dele é transformada quando ali o anjo, o representante de Deus diz: "Agora não se chamará mais Jacó, mais Israel". Então, todo esse processo, o caráter precisa ser submetido à palavra de Deus e a nossa devoção pessoal e tudo precisa ser eh transformado o nosso coração na mesma imagem de Cristo. Então, no ambiente da educação também o educador, né, a atuação desse educador não pode se restringir a apenas suas habilidades teóricas, o domínio que você tem da teologia ou o domínio que você tem sobre as ferramentas pedagógicas.
O que vai fazer a diferença, embora essas duas coisas são importantes, é fundamental que ele tenha passado por esse processo de espiritualidade, de encontro e seja capaz, então, de externar, de encarnar todos esses ensinamentos ou esse encontro que ele teve com Deus ou essa experiência que ele teve com Deus, esse conhecimento adquirido da parte de Deus, não apenas intelectual, se manifeste nos ensinamentos com a sua própria vida, o seu exemplo, a sua vida. Essa é a meta principal na formação de discípulos, né, que espelhem a semelhança com Cristo. O educador, então, ele deve desempenhar um papel de exemplo de ser, como Paulo eh dizia ali aos Coríntios, sede pois meus imitadores.
Não é se esconder e dizer: "Não, eu sou pecador, não. Sede pois meus imitadores, porque eu sou de Cristo. " essa coerência entre aquilo que ele ensina e aquilo que ele vive, o que ele pratica.
Então, isso tem a ver com o caráter do educador cristão. Franc Shafer eh chama atenção para essa responsabilidade ao dizer que a verdadeira espiritualidade se manifeste não apenas em ideias, conceitos, né, mas em todo o nosso ser. um ser conformado à imagem de Cristo.
O caráter então do docente, do professor cristão, né, desse educador cristão, então se configura em um testemunho vivo, sala de aula, na vivência com os alunos, na dinâmica dos seus ensinamentos. Não estamos falando aqui de perfeição, né? Não estamos, estamos falando de uma maturidade e lembrando que maturidade é crescer em direção a Cristo.
Percebe-se? E o educador, o cristão está crescendo, amadurecendo e sempre em direção a Cristo. Então, mesmo com os deslizes, com os nossos pecados que temos, sempre é aquele que está em direção a Cristo crescendo.
Isso me faz lembrar de uma ilustração do Paul Waser com ele contando em um dos seus vídeos que foi um vídeo, não foi uma palestra que eu assisti ele presencialmente em São Paulo e ele estava contando quando ele era pequeno, ele gostava de imitar o pai, né? O pai ia levar os os eh comida para os animais, né, no campo. E ele pegava aqueles baldes pesados, né, que o pai colocava com a comida para dar aos animais.
E ele também queria imitar seguindo os passos ali do pai. Só que ele dizia que ele era pequeno e muitas vezes por conta daquele peso ele caía no chão, caía na lama, se sujava. Mas o que ele fazia?
Ele levantava, se limpava, pegava novamente os baldes com muita dificuldade, mas continuava olhando pro seu pai e imitar o pai, né? E essa aplicação, essa ilustração, eh, mostra que a nossa, eh, postura, sabemos que somos pecadores, que somos falhos, mas nós temos um propósito, continuar olhando para Jesus, autor e consumador da nossa fé, continuar imitando. Mesmo que haja queda na jornada, no caminho, por conta da nossa fragilidade, nós nos levantamos, continuamos olhando para Jesus e imitar e seguir os passos.
de Cristo, tá? Advertência paulina, Primeira Timóteo 4:16, né? Quando ele diz para ter cuidado de ti mesmo e da doutrina, ele disse: "Tende cuidado de ti mesmo e da doutrina.
continua nestes deveres, porque fazendo assim, olha que coisa interessante, salvará a ti mesmo como aos teus ouvintes. Ou seja, é um cuidado pessoal, ou seja, ó, cuide da sua prática, como é que tá o seu coração, como é que tá o seu caráter e como é que tá a doutrina, tem ortodoxia? Como é que, como que está isso?
E aí ele faz essa conexão com a educação, porque tem gente que tá te ouvindo e ele não quer ouvir apenas a doutrina certa, a teologia correta. O que ele quer ver é o ensino e a coerência a partir da sua vida. Então, salvarás a ti e também aos seus ouvintes.
Então, essa inseparabilidade entre vida pessoal, né, do líder e o conteúdo do seu ensino, falando do caráter de Cristo. Então, se a conduta do educador contradiz ensinamentos, a sua influência e autoridade também ficam comprometidas. John Pacro vai dizer que não há separação verdadeira entre doutrina e devoção, pois um leva necessariamente a outra.
Então, sempre ah, encontro-me com Deus, né? Tenho um conhecimento de Deus. O conhecimento de Deus me leva a uma um quebrantamento, a humilhação e assim sucessivamente.
O conhecimento teológico precisa nos render em oração. Como diz uma outra fase de Cbart, que teologia se faz de joelhos. Porque a teologia precisa nos humilhar.
O conhecimento a respeito de Deus precisa nos humilhar. E isso vira uma cadeia cíclica importante. O exemplo, então de vida, do caráter do obreiro, do educador precisa ser alvo ali na dinâmica da educação.
o estudo consciente profundo da teologia, das escrituras, das doutrinas, como falamos anteriormente, né, desse cíclico entre doutrina e devoção. A a Bíblia, a doutrina precisa nos levar a uma um relacionamento mais profundo com Deus. Teologia se faz de joelho.
A teologia precisa nos conduzir a Deus e não nos afastar. Muitas vezes temos aquela ideia de nas igrejas, né, de maneira popular, ah, não faça teologia porque a teologia vai te afastar de Deus, vai, você não vai mais ler a Bíblia devocionalmente, você não vai parar de orar, não. Pelo contrário, né, estudar teologia é se aprofundar nas escrituras.
Se aprofundar nas escrituras precisa nos humilhar e nos conduzir a um relacionamento profundo com Deus. Nós temos no Betel brasileiro, dentro da nossa filosofia, eh essa esse empenho em levar a teologia unindo a devoção, a espiritualidade e é um compromisso eh de um relacionamento entre o aluno e Deus, né, mais profundo, levar ele à profundidade com Deus. E claro que vai se expressar na obediência do dia a dia, né, na prática correta, uma forma de lidar, por exemplo, nos relacionamentos.
Ou seja, esse relacionamento profundo com Deus, como dissemos lá na primeira aula, ele dinamiza as demais relações, né, com o próximo e com toda a criação. Eh, nessa frase colabora um pouco com o que a gente falou, né, que o coração do mestre cristão é, por vezes, a lição mais eloquente que um aluno pode receber, né, falando então do seu discurso com o seu caráter, o caráter do educador cristão. Temos então a integridade, o que a gente chama de um homem inteiro em sua inteireza, que não há divisões, né?
A integridade do professor. Então é o firme alicerce que vai possibilitar os alunos a crerem na veracidade da doutrina. É aquela famosa frase que muitas vezes falamos pros filhos, né?
Aqueles que são casados e têm filhos. Olha, eh, faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço, né? Isso não funciona, porque nós somos seres que somos muito mais ensináveis ou ensinados através do exemplo do que até mesmo das palavras, né?
Mas o educador cristão, ele precisa estar atento a esses dois aspectos da vida. esse entrelaçamento então entre a graça, né, esse caráter, né, ou o carisma pessoal, eh, e também a sua solidez doutrinária, ou seja, ele conhece a doutrina, ele tem o caráter, desperta então a confiança de quem aprende, criando então esse ambiente que é propício para o desenvolvimento espiritual autêntico. E é isso que a gente quer.
E ser depois meus imitadores, porque eu sou de Cristo e levar o outro a ser como Cristo, né? Numa numa perspectiva de discipulado, né? O alvo e o objetivo é que aquela pessoa que nós estamos educando, né, que estamos ensinando, ele possa ser, eh, viver e fazer como Jesus.
Então, está envolvindo aí o caráter de Cristo. Nessa perspectiva, a forma como o professor, o educador cristão se porta, seja em sala de aula, na igreja, na comunidade, vai se tornar ou torna-se uma extensão de suas convicções teológicas, como afirma CS Ls, né, que a fé sem a prática é tão inútil quanto a inteligência sem a virtude, né? Então essa ideia expõe essa necessidade da prática de um tripé, né, ou um conhecimento fundamental através das escrituras, né, a aplicação desse conhecimento na vida real e concreta e claro que culmina na transformação, né?
O educador cristão, então, como temos falado eh diversas vezes, é aquele que transmite não apenas a informação dos fatos, mas o que ele promove é transformação de vidas, para que vidas sejam semelhantes a Cristo, cheguem à maturidade da fé, sejam edificadas. Ou seja, esse alerta ressalta que, independentemente do conhecimento que temos como educadores, sem uma mudança de caráter e uma vivência concreta, real, a mensagem bíblica pode perder a força e relevância. É verdade.
Eu quero abrir um parênteses aqui, que a palavra ela estar além para além do pregador, né? ouvi certa vez do Nicodemos, Augusto Nicodemos, quando numa palestra que eu estava assistindo ele presencialmente em Águas de Lindóia e ele ia falar, o tema que deram a ele foi como terminar bem o ministério pastoral, era esse tema. E ele começou falando do tema dizendo o seguinte, dizendo: "Irmãos, eu não terminei ainda o meu ministério, não, não chegou ao fim.
Então, como que eu vou falar de alguma coisa que eu ainda não vivi ou que eu não terminei, não vivi? Pode ser que o final seja trágico, não é isso que que ele quer. Mas veja, eu não fechei esse ciclo.
Então, como é que eu vou falar sobre isso? que aí ele entrou e disse o seguinte: "A palavra de Deus está acima do pregador". Ou seja, mesmo que eh eles não esteja vivendo aquilo ali, a palavra está acima.
Palavra tem que ser pregada e anunciada. Então, quero trazer esse parêntese dizendo que, eh, apesar, né, da dificuldade de você ouvir a palavra de alguém que não esteja vivendo essa palavra, né, aquilo que está sendo pregado, a palavra em si, né, ela tem o seu poder, ela tem a sua força. É claro, é inevitável.
Nós estamos falando de ouvintes que às vezes, ao se deparar com alguém que você sabe que não vive aquilo, você já pode entrar eh eh e tendo preconceitos e você como pregador, você ou como educador você acaba perdendo esse ouvinte, né? Pode acontecer porque isso tá muito associado, né? O que se diz e o que se vive, tá?
Mas é só um parêntese. Então, mas em última análise, esse educador cristão, ele precisa integrar, ele integra palavras e ações, né, transmitindo, são os valores que apontam para Cristo, pro Evangelho, que reflete de maneira concreta a sua vivência. Então, eh, encerramos esse aspecto falando da necessidade de, já que estamos falando de doutrina e de prática, eh, quando falamos de doutrina, estamos falando de teologia, uma teologia de joelhos, como falamos, né?
Por isso, teologia espiritual e ao mesmo tempo vivencial ou prática ou concreta. Novamente falando desse tripé que compõe inclusive a filosofia de Ministério Educacional do Betel Brasileiro, uma academia, né, falando de teologia, eh, unindo a espiritualidade, né, devoção, ao compromisso, o caráter, formação do caráter e a prática, a vivência, colocar em prática a doutrina, então construir uma teologia espiritual e e vivencial implica, acima de tudo, não tratar a fé cristã como conjunto de teorias, de proposições teológicas, acadêmicas, academicistas, né? Muitas vezes se cai nisso, mas sim vê-la como uma força capaz de influenciar a vida.
Então, a teologia, essa frase importante, está a serviço, precisa estar a serviço da vida, da vida concreta. Novamente citando Tiago 2:17, né? A fé, se não tiver obras, é morta em si mesmo.
Então, estamos falando de fé na questão doutrinária, né, de conjunto teológico. Estamos falando de fé, também da vida, do ser. né, do caráter daquela pessoa, da fé, eh, nesse sentido e ligado à vivência, as boas obras.
Então, em especial no âmbito educacional, que é o nosso foco, é possível constatar que o docente professor precisa dominar as questões teológicas doutrinárias, mas eh ele precisa eh externar o seu amor, eh precisa ficar claro a integridade desse líder, senão a sua mensagem pode perder a credibilidade junto com aos os alunos. Nesse sentido, convicção doutrinária deve se traduzir em conduta ou uma ortopraxia, como temos falado até aqui. O ensino, portanto, desse educador que integra esses fatores teológicos, eh, espirituais, de caráter e práticos, eh, ele terá um ensino que, de fato, transforma, conduz o outro à semelhança com Cristo.
Veja essa citação. Quando o cristão não demonstra a realidade de Deus em seu comportamento, sua fé perde o poder de convencer, né? você enfraquece a ali o ensino, como temos falado até aqui.
Uma boa observação ou uma observação que se aplica diretamente a esse cenário educacional é o seguinte. Se o objetivo último é levar o discípulo não ao conhecimento teórico, um conhecimento intelectual das escrituras, mas também é um relacionamento profundo com Deus. Então esse é o objetivo, o foco do professor através do seu testemunho e do seu ensino, eh ter esses dois tipos de ensino, né?
O ensino formal é ensinar a doutrina, mas o ensino informal é ensinar no dia a dia do discipulado ou na na sua forma de lidar dos relacionamentos e que o aluno tem observado. Um crente que estuda a palavra precisa deixar que ela molde o coração, o caráter e em última instância as relações interpessoais, ou seja, a genuína compreensão teológica. não se restringe apenas ao conhecimento cognitivo, mas certamente vai afetar o modo de lidar das suas relações numa postura de área cotidiana.
Isso precisa ficar fixo no coração do educador. Essa perspectiva, um outro teórico diz que o professor quando encarna as verdades bíblicas, a aula deixa de ser uma palestra para se tornar uma experiência de vida além de discursos bonitos, eloquentes, mas sim um discurso que atinge o coração do outro, né, de verdades que são encarnadas na vida real, né, em cada conversa, em cada interação, eh em cada ação concreta ali, os valores da fé estão ali eh externados, né, na vivência, na experiência, nas decisões, em tudo. Tudo envolvendo ali o caráter do líder.
Logo, encerrando eh essa aula, o esforço para desenvolver uma teologia que seja simultaneamente espiritual, trate do caráter da vida devocional, ela desague numa vivência, numa demanda entre união, entre discurso e prático, tá? Então isso é o que fica claro nessa aula, onde nós fechamos, sendo assim promover uma educação em que as verdades bíblicas elas são encarnadas e torna-se um convite a uma transformação genuína daqueles que estão aprendendo, sendo conduzindos a um relacionamento cada vez mais autêntico e profundo com Jesus Cristo. e assim os nossos alunos, aqueles que estão sendo ensinados, sejam cada vez mais parecidos com Jesus.
Esse é o alvo do nosso ensino, né, para que as pessoas dos quais nós estamos ensinando cada vez mais se pareça com Jesus. E com isso a gente pode dizer: "Se meus imitadores, porque eu sou de Cristo. " Que Deus abençoe e até a próxima.