Olá sejam todas bem-vindas todos bem-vindos a mais uma aula aqui do programa de pós-graduação e comunicação e territorialidades disciplina de textualidades e discursos e aula de hoje uma aula especial porque conta com a participação da professora Gislene Silva a professora Gislene Silva é professora titular aposentada pelo departamento de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina Dr em Ciências Sociais Antropologia pela PUC São Paulo e mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo a professora como eu falei tá aposentado mas segue com vínculo ao programa de pós-graduação em jornalismo lá da UFSC né Teve
muita atuação né desempenhou diversas atividades dentro do campo da comunicação em pesquisa e docência na sub área do jornalismo com ênfase Principalmente nos seguintes temas crítica de cobertura jornalística Cultura e Imaginário na mídia noticiosa noticiabilidade teoria de jornalismo então para hoje né a gente planejou é uma apresentação inicial da metodologia né da abordagem que a própria professora Gislene propõe que é a da análise de cobertura de jornalística então professora eu agradeço demais a gentileza e ter aceitado nosso convite todos os alunos já leram Dois artigos né duas duas referências que estão que a gente vai
colocar ainda estão na descrição deste vídeo aqui no YouTube para quem tiver assistindo posteriormente Vão colocar o link então para esses dois textos né para quem quiser acompanhar para quem pesquisou por aí pela internet acabou encontrando Então essa abordagem interessante produtivo e original para enfim desconstrução decodificação para o Entendimento né de textos no caso específico para textos produtos jornalísticos Então se fica à vontade tá e depois então a gente dialoga a gente os alunos a gente abre para pergunta dos alunos tá bem eu agradeço o convite é um prazer e para falar de uma de
um tema de uma discussão dentro de metodologia que é uma área que é muito cara e a gente vai tratar de um texto de textos já tem 10 anos praticamente né um De 2011 2013 mas eu acho que ali tem elementos de bastante validade então eu gostaria de falar um pouco desses dois textos mas não muito para que a gente possa ter tempo de conversar um pouco e levantar algumas questões e dialogar fazer um diálogo aqui entre nós né então assim para começar eu diria que eu pensei isso 10 anos atrás como uma Maneira de
colaborar com os alunos da pós-graduação por isso até o primeiro texto está assinado com a Flávia que foi me orientando de Mestrado o segundo já é um texto mais de uso do método né com a professora Rosana da USP então que são autores e que estarão falando junto comigo quando eu comentar que esses dois textos agora pensar nada de cobertura sempre foi uma coisa que me chamou atenção porque nós falamos muitos termos das Disciplinas de teoria do jornalismo nos artigos que publicamos e falamos de uma maneira sem acontecer então o próprio uso do termo cobertura
jornalística é utilizado de maneiras muito diversas né então diria assim pensando no senso comum como nós falamos de cobertura jornalística às vezes é pensado a pensada como uma estratégia né para buscar informações Por exemplo quando a gente pensa numa cobertura de uma copa do mundo mesmo jogo de futebol Onde estão os repórteres né posicionados onde no campo lá fora na entrada dos torcedores na arquibancada quando é um evento maior por exemplo escolha de um papa Como que o veículo jornalístico investe nessa estratégia né ele tem lá um correspondente lhe enviou tem um enviado especial para
fazer a cobertura então a gente fala cobertura assim nossa na cobertura tem um investimento ali o pessoal e nessa estratégia distribuição Dos repórteres nos locais em que esses acontecimentos ocorrem também pensamos Falamos assim cobertura jornalística pensando no tempo e no espaço dedicado espaço impresso e tempo nos veículos audiovisuais dizendo que nós a cobertura de tal veículo foi tantos minutos foi investimento muito grande ali em termos de espaço no jornal de primeira de foto aberta grande de material na primeira página Como que essa cobertura foi assim Foi dado espaço temporal também para essa cobertura outra vez
outros modos outro modo que a gente usa é do próprio também recurso tecnológico envolvido aí né quer dizer nós um veículo está comprando material de agência de notícia ele tá usando só sonora ou imagens de faz uso de câmera escondida Então a maneira como investe em material né numa cobertura por helicóptero mandou um barco Isso também aparece numa investimento de cobertura pensada sempre como uma estratégia de apuração de composição e da própria que nós vamos ver depois de contextualização de tudo isso e outra maneira que nós utilizamos é pensar cobertura jornalística pela perspectiva ideológica essa
cobertura foi tendenciosa essa cobertura foi muito ou foi parcial como que se posicionou do ponto de vista ideológico de uma perspectiva Meio que da linha editorial do veículo né então considerando isso de eu fui provocada pensar o que que seria cobertura jornalística então é uma definição ainda bastante aberta porque tem que caber tudo isso dentro do conceito né e o bom conceito é aquele que dá conta da variedade das das expressões do termo então eu poderia dizer que cobertura jornalística envolve Tanto as estratégias de apuração de composição e angulação dos assuntos nos materiais produzidos por
repórteres e editores sendo que esses materiais a gente tende a pensar mas na parte informativa que aqui no Brasil a gente não tem tanta tradição de pesquisa do jornalismo alternativo Então mas eu considero aqui dentro dessa dessa definição vamos dizer assim os informativos e os interpretativos né Então estou falando de notas notícias reportagens que eu fiz mas também estou falando de editorial colunas artigos materiais de blog Inativo de blog porque o conjunto disso tudo é que faz organiza a compreensão do tema ou De um acontecimento específico eu acho importante deixar isso demarcado para que a
gente não pense que a cobertura jornalística é apenas de acontecimentos específicos sem considerar os materiais Interpretativos e materiais opinativos sobre esses acontecimentos a gente parte do fala gente aqui nós autor e tua autoras do entendimento de um pressuposto de que o processo produtivo da Notícia ele deixa marcas no produto ele tá ele se manifesta no produto E por que que isso é importante para mim porque por questões de viabilidade até de praticidade viabilidade a gente acaba Estudando uma parte desse circuito noticioso hoje a gente estuda o produto ou a gente estuda a produção conversando com
o repórteres e visitando redações que a gente chama de forma geral News make e ou a gente vai estudar a recepção que também agora está sendo mais estudada mas também é outra ponta é outra parte do jornalismo que é pouco estudar a gente estuda mais o produto porque é mais fácil mas prático e é o que está à Vista né é aquilo que é oferecido então ele que expressa tudo que foi envolvido nisso ele que mostra Então a gente vai estudar a parte do produto mas quando eu digo que as marcas da produção do processo
produtivo estão no produto eu quero dizer que a gente pode estudando o produto localizar ali indícios de Como foi o processo produtivo e eu já vou até adiantar um tópico que Eu deixei mais para frente aqui que é nós dependemos do que está esse método Depende do que está expresso do que está visível Porque se o repórter não manifestou onde ele encontrou o dado se ele entrevistou dentro de um ambiente na rua assim não tá Expresso ali a gente não consegue saber a não ser entrevistado do jornalista né E também mesmo questões de angulação a
gente não sabe se foi uma decisão do repórter então o método ele tem uma limitação Eles Barra no limite varia de acordo com o que está expresso ou não naquela cobertura eu sou da área de impresso eu trabalhei antes de dar aula eu trabalhei na Editora Abril na Editora Globo em São Paulo então assim eu penso muito escrevo muito e produzo pensado no jornalismo impresso mas esse método análise de cobertura jornalística ele pode ser e deve ser e está sendo adaptado para muitos outros Meios jornalísticos como telejornalismo a Jornalismo e como vocês eu não sei
se chegaram a ler já o texto acompanha a sugestão aqui dos meus dois que é o complementar da Ana Marta flores e da que vai trabalhar que eles estão chamando ali de um métodos digitais né então o ambiente digital ele é muito provocador para se pensar uma análise de cobertura e esse texto tem bastante elementos interessantes para se pensar então muito do que eu estou dizendo Nesse texto nesses textos que é sobre impresso eles são a base do jornalismo podem devem ser adaptados para outros ambientes noticiosos vamos dizer assim né então partindo desse pressuposto de
que o jeito de fazer deixa marcas no que tá feito e que eu posso analisar isso tentar verificar isso agregamos a hipótese de que as coberturas jornalísticas então entendidas como estratégia de apuração composição angulação elas configuram o Mesmo acontecimento social em diferentes acontecimentos porque o acontecimento social é o acontecimento né agora acontecimento jornalístico que é um conceito importante no campo da teoria do jornalismo né o acontecimento jornalístico ele é configurado a partir das escolhas editoriais né dessa prática jornalística utilizada então isso significa que Diferentes coberturas jornalísticas vão configurar acontecimentos jornalísticos diferentes aproximados uns mais próximos
mais distantes do acontecimento social que a gente faz uma aproximação disso que nós chamamos de verdade realidade né Para que serve esse método ele serve como outros também não é uma particularidade do método análise de cobertura mas ele serve para estudar Qualquer tema qualquer assunto né em termos de análise de cobertura de qualquer coisa e de qualquer acontecimento ele serve para comparar marcas entre diferentes essas marcas que eu chamo que é o protocolo né Desse método de apuração de composição ele serve para comparar Olha como esse veículo fez como esse daqui fez sobre esse acontecimento
aqui ou essa temática por exemplo a gente fez tem um capítulo De um livro sobre a cobertura do crack em São Paulo sobre temática do craque como que cada veículo faz a sua deixa as suas marcas a gente pode comparar ele também comporta o estudo de processo produtivos do passado como foi a cobertura de epidemia de meningite na década de 70 né tá lá atrás o acontecimento mas ele permite que eu vá lá olhar ou eu posso olhar no longo período Temporal né 10 anos sobre artes cinco anos sobre determinado outro tema então que foi
coberto pela mídia ele me permite fazer uma coisa ao longo do tempo um tempo só localizado lá atrás entre diferentes veículos de hoje no tempo de hoje no tempo anterior e também ao considerar aspectos sócios históricos culturais ele possibilita relacionar ali a produção jornalística como a influência de forças conjunturais E o exemplo que eu cito no texto quero jornalismo tempo da ditadura então se você hoje vai analisar os textos você consegue ver que marcas tem ali que conversam e que expressam o tempo vivido conjunturalmente historicamente culturalmente mesmo pautas comportamentais você vai estudar lá atrás você
pode ver como se tratavam pensando esse contexto essas forças conjunturais né que eu Chamei de forças naturais a outra coisa que ele permite que a gente veja pelo que não tá dito ali então é possível identificar e tipificar especificidades da atividade jornalística mapeando tendências e possíveis lacunas na obtenção averiguação e apresentação das informações Então se analiso Quais são as fontes tipo de fontes entrevistadas eu consigo Ver quem é que faltou ali e a pesquisas interessantes hoje acadêmicas mesmo em que a gente pode comparar assim você tem informação sobre determinado por exemplo número de homicídios de
pessoas negras no estado tal na cidade e tal você tem um dado junto ao Ministério Público junto aos bancos de dados você consegue ter o que que aconteceu naquele ano né em termos numéricos estatísticos da sociedade brasileira e quando você Está olhando a cobertura sobre a questão dos jornais você consegue ver o que não foi falado que não foi tratado que não apareceu então quando eu digo deixa as marcas deixa as deixa inclusive marcas daquilo que não foi ou deveria né a outra outra outro ponto importante eu tô Resumindo esses dois textos assim tópicos né
você já estão percebendo Outra coisa importante de frisar é que esse é um método complementar e eu diria que ele é um método de base ele é um método que antecede uma análise de conteúdo ele antecede uma análise de discurso de diferentes tipos de análise de estudos antecede um trabalho possível de News o que que eu digo isso porque muitas vezes De onde veio assim a motivação para eu pensar nesse protocolo metodológico isso tá escrito No primeiro texto de 2011 que tá aqui que fala do protocolo é que muitas vezes eu vejo vi análises sobre
cobertura de jornalista Ah porque a posição do jornal em relação ao discurso em relação ao conteúdo sem olhar faz a categorização dos temas da análise de conteúdo né da temática vai para análise dos cursos que é bem difícil mas tem coisas algumas conclusões poderiam ser tomadas e se Chegar de maneira muito mais rápido e fácil pela análise de cobertura jornalística então é por isso que eu digo que ele é complementar e quase que preliminar ele deve ser utilizado para iniciar o trabalho e depois que complementar com outro método se for o caso e para determinadas
situações vai mesmo exigir o complemento de um método temática entrar mesmo na categorização de como foi feita o conteúdo ali dentro E o discurso das vozes que falam que não fala Então você precisa complementar Mas acontece que às vezes o pesquisador principalmente Mestrando Escolhe um método mais complexo como análise dos cursos por exemplo sendo que uma análise de cobertura básica analisando Quem são as fontes como que viu que o espaço que deu você pode chegar conclusões bem Interessantes e que não demandaria utilizar um método que muitas vezes não é não é aproveitado no seu potencial
como análise de escuro são conclusões que estão mais olhando coisas do modo como se fez o jornalismo lido que fazendo uma análise de discurso completamente dito eu não sei se eu me fiz entender Qualquer coisa a gente conversa um pouco mais adiante sobre isso então eu digo que ele é complementar e Preliminar aos trabalhos de News make e muitas vezes a gente acha também que nos makers só quando a gente vai na redação ou entrevistas profissionais mas há marcas de News Maker que é um processo produtivo né as marcas da produção também no próprio texto
então que eu tô dizendo é antes de ir na redação você já pode verificar ali alguma coisa do processo de nos meio antes de fazer análise de discurso ou análise de conteúdo você já pode ver como que o Jornal se comportou o veículo jornalístico se expressou naquela cobertura para que você quando passar para um método seguinte seja nos meio que seja o que for você já tem elementos adiantados e você pode dar um passo um pouquinho mais largo adiante eu tô querendo dizer que o contexto de sentido Por exemplo a produção de sentido você consegue
seja Do conteúdo seja de discurso conteúdo análise de curso ele pode ser assim se observar vamos antecipadamente nas decisões editoriais que deixaram marcas no produto se você não tem nenhuma marca que o repórter foi no local é bem provável que essa cobertura tem problemas Ali você vai identificar que tá faltando falar determinadas vozes então adianta um pouco [Música] O trabalho e permite que ao recorrer ao segundo método que vai adiantar vai prosseguir a pesquisa você tire proveito mais do que o outro método tem ok então que eu estou dizendo é que esse método método análise
de cobertura jornalística ele organiza então organizado no protocolo que tenta Verificar como o texto publicado revela aspectos do processo produtivo da Notícia procurando não deixar que tais aspectos Fiquem Subsumidos na opção pela análise de conteúdo por exemplo porque muitas vezes já vai para análise de conteúdo pensando como que isso apareceu e que dá para ver pela escolha das fontes certo então antes de entrar na temática da cobertura que a temática tem mais a ver com a análise de conteúdo poderia ver não adotar um conceito reducionista de News making que é um pouco isso que eu
falei de achar que nos meio que é só quando você vai lá e que Não tem marcas dos meus meios no produto e não esquecer as opções e decisões de cobertura para a compreensão do discurso jornalístico delas resultantes ser matéria comprada de agência senão se é produzido se a coisa da redação [Música] tem material gráfico investido ali infográfico se deu foto grande tudo isso vai ajudar na compreensão do próprio discurso jornalístico antes de você chegar numa análise do discurso Por isso para mim é importante que esse método seja pensado como um passo inicial E aí
então eu vou propor esse protocolo [Música] que é um protocolo capaz de mostrar a viabilidade de se investigar no produto publicado elementos do processo de elaboração do acontecimento com as marcas eu acho que tá razoavelmente bem explicado quando no primeiro texto vou dizendo os elementos que tá dentro Da marca da apuração que eu digo que é muito focada na tá muito interna naquela matéria específica naquele naquele texto jornalístico específico ou naquela reportagem específica ela é muito isolada você olha a marca da apuração Você tá olhando só para ela mesmo a matéria nas marcas da composição
do produto você abre o seu olhar um pouco para ver se merecer matéria de capa do revista não a matéria lá dentro da Revista Abril em página do páginas Duplas não abriu que lugar no decorrer do veículo a matéria ficou E então vai-se dizer a localização o tempo que foi gasto na matéria de telejornalismo por exemplo né Ela é um as marcas da composição elas estão um pouquinho mais abertas para além daquela matéria Ela olha para o veículo inteiro numa edição de um telejornal ela apareceu na escalada não Ela foi chamada em algum momento de
intervalo que vai falar de tal assunto ou não então é uma matéria que conversa com aquela edição inteira e o terceiro que eu chamei aqui aspectos da caracterização textual mas mais para frente dos textos eu chamei de marcas da contextualização é a parte mais difícil que tem no método porque é justamente aqui que precisa conversar com outros métodos né mas eu chamo aqui é o terceiro esse terceiro Atua como uma grande uma lente né grande angular não capta detalhes mas oferece um plano geral do objeto captando aspectos da dimensão organizacional do contexto sócio-histórico cultural que
sincera produção jornalística então para além da edição eu penso Esse telejornal é da TV Globo esse era jornada TV Cultura eu penso esse jornal é um jornal que tem mais de 100 anos esse é o jornal mais novo jornal é voltado para o público tal então primeiro eu olho a Matéria específica bem dentro dela depois eu olharia para edição e depois eu tô olhando para a empresa e eu estou olhando que momento história cultural nós estamos vivendo E aí eu tento ver as marcas eu tento identificar ali as marcas na verdade não identificar no produto
mas fazer o produto dialogar com contexto em que ele está da empresa do público para qual ele é voltado para o momento histórico Eu digo que a parte mais difícil para mais complexa e eu não desenvolvi tanto eu trabalhei eu fui fazer outras coisas no decorrer da vida acadêmica que vai levando a gente para outras pesquisas Mas aqui é uma parte interessante da gente pensar mesmo porque se tem um conceito que também um termo que a gente não todo mundo fala como se entendesse mas ninguém diz muito bem como é que faz e como é
que a gente ensina com algo de graduação que é contextualizar Contextualize então pensar sobre o contexto é linguagem contexto nos obriga a ter que um trabalho mais elaborado mais sofisticado do que olhar essas marcas outras que são marcas mais concretas vamos dizer assim OK [Música] aí eu em algum momento desses textos eu vou dizer que esses dois primeiros níveis de protocolos dessas marcas de apuração da composição constituem Esquina dorsal do protocolo uma vez que são fundamentais para análise do processo produtivo a partir do produto e que podem ser suficientemente contemplados por meio de definição de
categorias é o que eu chamei de coisa mais concreta já o último nível complementar visto que tem por objetivo contextualizar os dados obtidos no Windows além de requerer a combinação com outros métodos então É isso E aí aqui é que eu ia falar do que eu já falei já antecitei a questão de que um método que depende muito do que está expresso que é que se aquilo não apareceu na produção no produto né É difícil da gente saber então a limitação esse método ele tem um teto vamos ver [Música] é o que eu chamei aqui
que é abrangência do protocolo varia em proporção direta a manifestação do modos operante no produto analisado quanto mais Manifesto Tiver que fonte foi onde foi se a matéria tivesse nada se tem mais gente assinando se a matéria de agência quanto mais elementos estiverem expressos mas eu quero jornal A mesma coisa mas eu consigo analisar essa cobertura mas para que que a gente fica analisando cobertura só para ver as marcas e no fundo no fundo no fundo a gente quer fazer algo que o análise conteúdo quer e pesa análise de discurso querem e Você trabalhar com
outros métodos que até estão aqui na disciplina você o frame né você discutir enquadramento e ou a questão da interpretação de texto a leitura o modo como o texto lê interpreta a sociedade o mundo no fundo a gente essa análise de cobertura também tá correndo atrás da mesma coisa o que que ela quer ver ela quer ver quanto o acontecimento social foi conformado configurado nesse Acontecimento jornalístico e é o que eu vou dizer não sei se nesse texto não tô lembrando Mas acho que isso aqui eu pensei só escrevi aqui que a conformação do acontecimento
jornalístico que passa por essas estratégias técnicas ele quer mostrar a conformação desse acontecimento jornalístico a gente quer entender porque ele é ao mesmo tempo que ele é que o jornalismo traz o acontecimento social e o transforme acontecimento Jornalístico uma vez transformado em acontecimentos analítico ele vira um acontecimento social como eu vou dizer muitas vezes a cobertura muda o comportamento da sociedade com relação àquilo uma coisa que todo mundo achou que a pessoa culpada e a pessoa era inocente a cobertura leva para o entendimento Então ela acaba virando acontecimento Acho que todos você já devem saber
do caso da escola né daquela escola daquele Escândalo então assim a cobertura jornalística levou ao entendimento completamente equivocado sobre o que tinha acontecido Isso acabou virando uma edição do jornalismo que a edição do debate Polo e Lula pelo Jornal Nacional a edição dele virou um acontecimento provocou uma mudança de roubo ali na eleição tem vários estudos sobre isso depois Vocês podem dar uma olhada também então assim o que a gente o que a gente quer não é só ficar contando aliás marcas são estas assim a gente quer saber como aquele veículo aqueles veículos como eles
estão entendendo o mundo estão explicando o mundo para gente né da sociedade e ao explicar num dia a gente pegar essa explicação e essa interpretação do mundo isso vai alterar e configurar o nosso entendimento a nossa o nosso comportamento as nossas Atitudes por isso que é por conta disso né que a mídia organizou uma forma de interpretação do mundo Então o texto que vai falar da doença do Lula Ele vai tentar mostrar isso como que Bastando você olhar que tipo de fonte foi um pouquinho da angulação como ele trabalhou a gente consegue ver como eles
transformaram né transfiguraram a doença que é um acontecimento revela que tem câncer como transforma esse Acontecimento é social que é presidente né como transforma esse acontecimento no acontecimento jornalístico e cada uma das revistas construiu um tipo de acontecimento jornalístico foi de vez em quando a gente vê né uma capa que você pega no fim de semana quatro todas as capas de revista trata da mesma coisa um ótimo material de análise né comparativos e o que que tá por trás dessa ideia de Que o acontecimento social é configurado como acontecimento jornalístico porque quando a gente olha
um texto traduzido aquele texto é falso o teu original em alemão esse aqui traduzido em português ele é falso não mas ele é o texto completamente o texto do Alemão também não então ele tá no meio do caminho ele traduz o mais próximo que ele puder Fazer né Então esse é o esforço do jornalismo que é ou deveria ser traduzir os acontecimentos sociais para o acontecimento jornalístico o mais perto um do outro então a cobertura jornalística ela não é o acontecimento mas ela também não é completa não é falsa de tudo se não é outra
coisa já nem é um jornalismo respeitável né Então tá ali às vezes mais bem próximo e às Vezes mais afastado Então se afasta aí vai entrar o conselho de atividade analítico que vocês também estão bastante acostumados a trabalhar né com essa ideia de atividade não é algo dado concreto e não questionável né que a gente faz o esforço de aproximação que é obrigação do profissional do jornalismo o máximo que ele puder e aí também tem diferentes conceitos de conceituações de objetividade Mas então aqui orientando esse trabalho Para pensar cobertura das revistas sobre a doença do
Lula está essa ideia de que elas todo mundo traduziu as revistas cada uma a seu modo traduziu umas mais para um lado mais para o outro mas é configurado o acontecimentos jornalísticos aproximados e diferentes entre si sobre o mesmo acontecimento que é a doença né doença real ali no tratamento então Para finalizar eu gostaria então de dizer da insemparabilidade entre a seleção de pautas as práticas de apuração escolha de fontes as opções textuais né as palavras que são escolhidas a redação do texto os recursos de edição é isso não é a uma insemparabilidade entre essas
decisões e essas escolhas entre elas e os acontecimentos configurados pela cobertura de imprensa então cada decisão Cada escolha De produção do jornalismo vai configurar o acontecimento de maneira tal e é por tudo isso que eu digo que as coberturas jornalísticas são responsáveis pelo quadro informacional pelo qual constrói a inteligibilidade das coisas que ocorre na sociedade contemporâneas daí a responsabilidade enorme né da Imprensa e daí a relevância como objeto de estudo dentro da academia e por fim por fim mesmo para parar a Minha parte nesse momento dizer que muitas vezes quando a gente está pesquisando a
gente quer desesperadamente encontrar o método Qual que é o método que vai me socorrer eu preciso de um método e eu trabalho numa outra coisa uma outra perspectiva que eu vou dizer que o mais importante é pensar metodologicamente mais do que escolher até para escolher o método que você tem que pensar metodologicamente antes Quando a gente põe em ti quando eu disse o objeto de estudo é esse aí no parágrafo seguinte eu já troquei uma palavra eu quis repetir e coloquei outra palavra aí já mudou o sentido então o objeto de estudo ele tem que
ter uma coerência interna costurada entre ele entre os objetivos entre a hipóteses ele tem que andar você tem que fazer aí uma costura de coerência que eu brinco chamando de redundância do bem porque muitas vezes a gente vai trocando o Verbo Ah o objetivo é esse eu uso um verbo lá no capítulo 2 o verbo do Objetivo mudou e mudou o objetivo então mais importante do que escolher um método saber qual que é o método mais adequado para mim é pensar metodologicamente é construir o esqueleto da pesquisa de forma coerente internamente e todos esses elementos
estarem Afinados né no sentido de não ir mudando muito e andando quer fazer parte de um lugar e depois eu vou indo para outra eu esqueço aquele objetivo eu mudei o termo objeto de estudo eu usei tá o termo depois eu só para trocar e não repetir Como eu disse alterei E aí alterei um objeto E aí tendo essa coerência interna elaborada fica mais fácil de saber qual é o método que vai me ajudar e quais são as técnicas de pesquisa que vão me Ajudar E aí o merda nada de cobertura um método singelo diria
que tá aqui para se pensar o jornalismo a partir do lugar do jornalismo porque os outros métodos não que eu acho que tem que demarcar o nosso campo tem que ter um método específico Eu não acho isso eu acho que todos os métodos estão aí todas esses dias Devemos pensar de maneira transdisciplinar e trans metodológica Mas eu acho que ele ajuda porque ele é um método pensado dentro mesmo do Jornalismo e coisas que só a gente quer ligada ao mundo do jornalismo sabe desses meados daí a gente pensar isso para auxiliar quem vai trabalhar também
com outros meses a gente que não é pesquisador que não tem uma atuação prática no campo do jornalismo é que ele possa pensar que isso a gente são coisas que a gente dá para ver se você dentro do mundo jornalismo você sabe que ali Tem escolhas e essas escolhas determinam elas aqui vão levar aquele discurso lá no final então é um modo de entender como jornalismo opera e eu digo isso porque o programa de onde eu vim o curso de onde eu vim é a graduação e jornalismo mestrado em jornalismo doutorado em Jornalismo e a
gente quer ensinar jornalismo então por isso que pensar a partir da perspectiva jornalística é bastante relevante Mas eu Insisto Eu acho que eu considero e devamos conversar com outras disciplinas sempre com outros métodos sempre Então é isso por enquanto eu estou aberta algum uma questão que vocês queiram colocar obrigado professora pela exposição Inicial vou aproveitar né estamos gravando que daqui a pouco estaremos no YouTube para mostrar um pouco da turma que tá aí atrás Espera aí deixa eu ver se eu consigo aqui Pessoal acompanhando tô aqui meio blogueirinho mas enfim tinha que mostrar aqui o
pessoal participando é claro tá aberto para todo mundo para pergunta mas sempre fica aquela vergonha um pouco Inicial né então eu como professor vou colocar a primeira questão que de um certo moda Eu já vi preparado para essa pergunta mas é curiosamente é um tópico que a Professora já já falou sobre o qual já falou já já tocou nesse assunto que é sobre essa inserabilidade de apuração de hierarquização de angulação é porque se a gente faz uma uma pesquisa e aí eu acho que é daí resulta o mérito dessa proposta metodológica né de pensar essa
pensar e agir desde e a partir dessa em separabilidade né porque se a gente abre o Google Acadêmico da professora Islaine Silva né Muito provavelmente lá em cima no topo dos ativos mais citados estará o artigo o clássico artigo já virou clássico de teoria do jornalismo e distraídamente né a gente vê isso de vez em quando em várias pesquisas discretamente a gente acha que noticiabilidade que seleção que decidia final isso é isso não é notícia é um negócio separado e que vem antes que anterior Que diz respeito a uma cultura jornalística a organização a linha
editorial e que isso tudo portanto é próximo é uma questão de News make e que portanto trabalhos que vão mais ao texto que vão mais ao sentido que vão mais ao significado dão conta de uma segunda etapa de um outro dentro da produção jornalística no qual aí a gente vai nesse dia que aquilo que a gente selecionou vai ser trabalhado dentro de um outro modo né Mas enfim como a professora também destacou quem quem alguma vez na vida já fez jornalismo seja no lugar grande ou pequeno sabe que não é assim né sabe que eu
só decidi eu só decidi que aquilo que aquele acontecimento social precisa ganhar espaço no meu noticiário eu já inclusive é angulei porque eu já fiz uma eu já sei quem eu vou ouvir é porque a gente é então condição de produção é claro também tá no produto também tá No texto né a gente sabe que se não tiver fonte se a gente sabe que não consegue ouvir muitas vezes a gente nem mesmo faz a pauta né então eu queria que você falasse um pouquinho mais é sobre isso e destacar que eu acho que é um
ponto super forte e esse de entender a incepabilidade desses dessas etapas que são na verdade a pesquisa separa por questões tentar dar conta enfim tipo A anatomia para estudar anatomia primeiro mata primeiro corpo né depois abre e fatia quando e sim mas e o corpo funciona né Então tá mais lá a gente a gente não entende mais pelo menos não entende do mesmo modo como ao fazer essa operação e você quiser ser social aplicada pesquisa em jornalismo um certo modo também faz isso quando não eu vou focar na produção de sentido portanto ali no Último
da partida do produto concreto de uma cobertura específica eu vou tentar articular como que isso tem relação com certo contexto em última instância com uma certa ideologia para o caso de algumas análises de discurso na verdade enfim são são escolhas de pesquisador que Claro para dar conta sobre tudo em mestrado que passa quando a gente vê já acabou já tem que entregar né então a gente fatia mesmo né Mas como Que o protocolo da análise de cobertura jornalística [Música] como a professora colocou é Inicial é de base e carece de complementação Mas como que também
tem e a professora na fala falou de uma limita dessa disso como uma alimentação né Mas também como é que tem o médico de a partir do produto pensar nessa em Separabilidade do processo de produção jornalística é todo meu esforço seja deste texto aqui seja sobre nodicialidade que é o texto mais citado e depois eu fui chamado a escrever textos mais Fala Mais do Mesmo recentemente tem um texto de 2018 que saiu na revista Observatório que é sobre o título ficou Mineiro demais né porque eu sou mineira noticiabilidade na rua no Meio do Redemoinho né
o Diabo na rua no Meio do Redemoinho então a engrenagem da noticiabilidade no Meio do Redemoinho que é assim fala-se de tudo né tá em jogo uma grande discussão sobre esse conceito que é um conceito fundamental para teoria do jornalismo mas todo meu esforço seja nesse texto seja aqui na nave de cobertura sobre os celebridades seleção de Notícias ou sobre crítica de mídia que é o meu projeto mais né último mais recente que eu digo O último que eu trabalhei e ou sobre Imaginário que tem a ver com a minha tese na antropologia né social
todo o esforço tô sempre no mesmo lugar para dizer o jornalismo tira da sociedade algo que está lá e que vai passar pela engrenagem a máquina e que vai sair um produto que vai voltar para a sociedade então Quando eu digo que é análise de cobertura pega um acontecimento essa coisa que eu falei a gente falou que de maneira bem simples né Pega um acontecimento social transforma em acontecimento jornalístico e pública e ele ao cair na mão do leitor do receptor ele vira uma outra coisa a mesma coisa outra coisa não importa o que ele
vai fazer né ele vai fazer alguma coisa com aquilo já não é não tá nas mãos de quem produziu A nossa estabilidade é a mesma coisa porque um desconto dentro do conceito maior de nodicialidade está o conceito de valores notícias a gente acha que os valores notícia de fato tem acontecimento que ele é carregado de valores tem uma pessoa muito famosa amor de acidente e ainda tem uma outra tragédia dentro quer dizer aí tem tudo para ser Manchete né Porque quanto mais valores notícias valores notícia agregados Naquele acontecimento Mas ele tem chance de sair em
todos os veículos e sair na primeira capa saída na capa de sair da primeira página ficar a semana inteira falando daquele né então a morte da rainha né nós tivemos que acompanhar tanto tempo mas é eles estão nos acontecimentos mas são é a sociedade que atribui também é bem complexo Porque quanto mais valores notícias ele tem de tragédia de fama de celebridade de Relevância de descobrimento sentido uma descoberta científica quanto mais Aquilo é tem peso mas ele tem valor como notícia né que é o conceito de valores Notícias isso são pequenos valores que dá o
valor em lugar para ele ser divulgado com destaque vamos ver agora somos nós que atribuímos porque cara os grandes acontecimentos são fáceis né as torres gêmeas muita gente falou né foi cobrir os grandes acontecimentos eles eles vão por eles mesmo mas só que Vários acontecimentos ocorrem e eles não têm espaço em lugar nenhum ele tem espaço nesse veículo porque o público aqui tem esse perfil é uma revista feminina Ah então esse acontecimento tem lugar ali mas não tem no restante da mídia né então somos nós que atribuímos nós quando eu falo nós eu tô incluindo
o editor a empresa do veículo eu tô dizendo a sociedade porque tem coisas que foram notícias no início do Século 20 que hoje não tem mais sentido daquilo ser notícia nem pode ser né não ocorre mais então é a sociedade que Ou passa um bom tempo sem se falar né a escravidão acabou aí a gente sabe que tem trabalho nós precisamos falar de trabalho escravo hoje né de trabalho de pessoas escravizadas hoje então os acontecimentos a eles têm a sua força a sua tá quase uma natureza intrínseca dele uma característica intrínseca do Acontecimento mas também
eles conversam com que a sociedade historicamente naquele momento atribui e da relevância aqui né E pode pensar muita coisa por que que a questão da tragédia sempre foi algo que tem espaço no jornalismo Então são muitas coisas para se estudar mas de todo modo Professor Rafael eu acho que o importante é a gente no caso eu vou falar agora pesquisador do mestrado É preciso ter uma visão complexa da do quadro e entendo uma visão aberta do que você está estudando você pode fechar né se você vai dizer na introdução que você compreende Então vou dar
o exemplo meu mesmo eu acabei de fazer isso aqui Quando eu digo sou a favor da transdisciplinaridade do diálogo com antropologia com a sociologia de você misturar os métodos de não ter precisar demarcar o campo da comunicação fechado ou o campo do Jornalismo E aí preciso do meu método da minha teoria Então porque é possível porque eu me localizo me posiciono no lugar de abertura eu posso eventualmente fazer um texto sobre esse método que é um método pequeno eu posso falar de uma tabela que aquele esse texto noticiabilidade eu fiz para dar aula na graduação
porque usava mil textos no xerox eu falei eu vou escrever um texto e vou usar não foi um texto pensado em livro de pós-graduação não foi um texto Assim ah eu vou estudar isso vou escrever um texto não eu fiz para dar aula uma aula umas duas aulas sobre aquele assunto e foi um texto muito é um texto muito citado porque ele tem um lado operacional tudo que tem um lado operacional acaba sendo ou forte conceito ou algo operacional metodologicamente que é aqui um protocolo ou é uma tabela de valores notícia que ajuda você aplicar
aquilo né mas esse texto O primeiro texto que é de 2005 nele eu digo notsabilidade uma coisa Ampla essa tabela aqui ela é parada aqui no tempo que amanhã esses valores notícias podem ser outros ela precisa ser colocada num contextualização cultural tudo eu digo lá então expressar que a gente tem uma visão aberta a gente pode inclusive fazer isso E como você disse a gente tem que esquartejar mesmo né para poder fazer Uma coisa ainda mais o mestrado que o tempo é curto e e a gente precisa fazer algo mais reduzido vamos dizer assim no
tempo no espaço e é isso então eu acho importante que em algum momento da introdução de um capítulo Inicial que o autor da pesquisa diga de que lugar ele está falando mas assim não é do meu lugar de fala eu tô dizendo de que lugar também do lugar de fala mas de como eu entendo tal coisa e a partir Daí eu posso sim fazer algo pontual porque o importante é não ter preconceito na nossa área a gente trabalha muito com pesquisa qualitativa e como se trabalhar com quantitativa social horroroso que coisa horrível aplico conquestionário não
sei quantas perguntas mas fazer um questionário bom é difícil elaborar questões fazer o questionário piloto aplicar corrigir aquelas perguntas estão equivocadas melhorar a interrogação as opções da Resposta se você são pesquisadora aplica um questionário ótimo E pode ter ótimos resultados de pesquisa não é porque é uma pesquisa quantitativa fechada de marcar x que que diz que aquilo é ruim então é isso eu não sei se eu te respondi mas eu acho importante a gente lembrar disso quando a gente vai fazer os pais recortes né como a gente gosta de pesquisar O recorte é bom que
a gente sabe que tamanho qual o tamanho do plano né Qual é a cor do pano que tamanho que é qual é o tecido aí você vai lá e faz um Reco mas não perder de vista que isso que nós estudamos é complexo conversa com software interferência ação de muitos fatores agentes então só para fechar com a ideia Inicial que As nossas escolhas as escolhas editoriais de fontes por razões políticas daquele veículo daquele editor da competência daquele repórter ou da fragilidade daquele Repórter tudo isso vai levar ao texto seu que ele é é o texto
jornalístico telejornalítico na internet leva ele a seu que ele é então é preciso considerar isso para que a gente depois possa avançar na análise desse texto Só que como meu microfone não tava desligado e bom a gente não estava na transmissão Mas eu achei que ainda assim você conseguia nos ouvir então pelo visto quando a gente não tá na transmissão não se houve não ouve o nosso microfone mas eu tô aqui eu tava na verdade abrindo aqui aí poderia vir aqui sempre aqui faz a pergunta só para aparecer aqui depois a gente pode remover na
nossa câmera da Transmissão Senta aqui só para que na transmissão Oi professora Boa tarde a minha pesquisa sobre as narrativas nas redes sociais da pandemia e lendo os textos aí eu lembrei muito da do consórcio de imprensa que de comunicação fizeram eu queria saber assim como que é que que a senhora poderia contribuir falar um pouco sobre isso porque dentro desses protocolos e Também dentro da cobertura jornalística a gente percebi assim alguns Marcos por exemplo a quantidade de mortes o recorde de casos número de casos é os estados que estavam em crise como esse Marco
Social que comenta nos textos né Então queria que você só comentasse um pouco sobre essa atitude né característica na criação do consórcio de imprensa e também sobre esses protocolos Organizar um debate tudo bem é uma coisa mais organizacional de organização de transmissão agora um consórcio para captação de informação esse caso é muito raro e foi necessário e relevante dado momento histórico conjuntural político em que a gente estamos inseridos então Eu acho assim que foi uma coisa importante necessária e rara de se ver que é fazer um consórcio quase que um Consórcio para apuração né e
compartilhar aqueles dados e mais do que apuração de registro de banco foi uma coisa assim inusitada foi surpreendente com alguns problemas né Como tudo tem nesse levantamento por exemplo sei lá a gente pode fazer crítica né teria que dar os dados de sábado e domingo Parecia que tava diminuindo você sabe que não contabiliza então talvez dessa só de sei lá terça a sexta né que Era uma coisa mais próxima da idade depois fizeram a média a média a média já melhorou né a média semanal mas sei lá aqueles mapas que variavam muito né vermelha azul
amarelo chega uma hora que foi excessivo e não informa mais porque todo dia Muda então talvez passar aqueles mapas né e mais De toda forma o benefício do consórcio foi muito maior do que alguma crítica que a gente possa fazer como jornalista a publicação daqueles dados né o modo Como eu disse do mapa como eu disse sábado domingo na segunda-feira também não era dado confiável né então eles agora se passaram mais e tal mas eu queria aproveitar a sua a sua a sua presença aqui quando você fala do tema do seu projeto que eu já
fiz referência aqui ao trabalho complementar que tá aí sobre esses métodos digitais esse texto que tá aí da janara e da Ana Marta é interessante ver como que para estudar Redes sociais ou no caso delas que foi o YouTube né escolheram propositalmente né a plataforma do YouTube eu não sei quais redes Você tá estudando mas como que é preciso adaptar esse protocolo de análise de cobertura para o ambiente jornalístico que está sendo estudado elas dão vários elementos ali né like dislike compartilhamento tem esse básico Mas tem outros detalhes interessantes que eu acho que é preciso
pensar em cada um que for fazer o seu protocolo de análise de cobertura adaptar né o seu protocolo para que você precisa fazer então eu queria deixar aproveitar que você disse que trabalha com as redes sociais na pandemia para reforçar essa ideia de que porque assim o que é metodologia né o método método é caminho se você Explicita o seu caminho na pesquisa eu fiz assim fui aqui selecionei elas fazem muito bem naquele texto eu fiz assim eu separei e o período tal como que eu contei que software eu usei e se a pessoa conta
todo o caminho dela é um método dela então até mesmo metanálise de cobertura metanálise de conteúdo ele é também adaptado precisa ser adaptado para a Necessidade daquele objeto de estudo então é importante não perder isso de vista né porque às vezes dá muita angústia no Mestrando que ele tem que encontrar Qual é o método que vai me salvar né o médico que vai salvar é pensar metodologicamente elaborar os passos metodológicos E aí sim ver qual desses métodos mais clássicos mais conhecidos porque muitas vezes às vezes não tem nenhum método tem Pesquisa que tem só um
jeito de fazer e não tem nome o método mas tem um conceito por exemplo que o conceito é a teoria desse conceito orienta a forma de trabalhar metodologicamente eu vou dar o exemplo de representações sociais ah com que você trabalha com essa apresentação social na mídia Olha tem muitos estudos sobre representação social tem autores diferentes abordagens diferentes e se você escolhe um autor que entende Representação representação social como tal coisa e você a partir daquele entendimento vai procurar essas representações sociais na imprensa na cobertura você está orientado por uma grande teoria por um a teoria
consolidada elaborada e um conceito forte e você consegue fazer sem ter um nome de um método mas no caso de pensar a cobertura jornalística no próprio ato da cobertura Eu acho que sim esse daqui pode ajudar e adaptar agora você pegou um caso de exceção vai ótimo se você for trabalhar com isso com esse consórcio dentro da sua proposta aqui eu não sei se são duas coisas você só fala o tema e você tinha uma pergunta separada mas de qualquer forma pensar o consórcio é uma questão [Música] e o seu método ele pode ser usado
para Analisar tanto período curto de tempo você falou quanto um período maior ou comparar veículos e eu queria saber um pouco sobre na hora de compostos para analisar assim qual seria se pode ser um pouco menor Porque também tem um terceiro momento de análise do contexto né que aí vai querer uma investigação um pouco mais detalhada do da posição do veículo com pessoas eu gostaria de saber então sua sugestões em termos de pesquisa em bíblica pode Ser interessante eu vou fazer entrevistas com jornalistas do veículo lá uma redação pequena de 5 jornalistas e um editor
que é filho do primeiro editor do jornal porque é uma empresa familiar também assim e aí esses dois editores o primeiro que vai ser para pegar um pouco da história e aí eu vou conversar pelo menos pelo menos porque uma seria assim como você pode estudar esse lado Se eu fizer uma leitura muito assim muitas questões variadas por cima eu vou esquecer esse lado ele tem calma tranquila ele tem nas beiradas em uma mata só que ela é abrangente Nas questões são muito variadas é a vegetação é o ritmo da água eu dou uma visão
geral ou eu posso por um leitura vertical água é turva eu posso fazer uma leitura vertical então te respondendo o que define o Tamanho do corpo se você fizer perguntas demais Vai ser uma variadas demais você quer saber eu não sei vê esse jornal Mas vamos supor que você queira saber um pouco da história um pouco da origem um pouco disso fica bem acima visão Geral agora agora eu posso fazer uma leitura mais vertical sei lá proposta política desse jornal E aí eu fecho Eu costumo brincar se você fizer você pode fazer até mais perguntas
sobre uma coisa específica para você aprofundar ou você fazer menos perguntas coisas variadas uma pergunta se eu me faço entender ou eu faço [Música] um corte vertical e aprofundo né ou eu faço uma coisa mais superficial e fico mais ampla isso ajuda a debater o tempo é para nada Porque Quanto mais tempo você vai poder perguntar menos um corpos muito grande então se você tem que ter menos se você diminui você pode perguntar mais tô chamando de vertical horizontal é uma analogia explica mais ou menos mas é só para ajudar a entender então é isso
se você vai entrevistar a gente cada coisa agora se você vai só entrevistar então talvez eu né vou fazer 35 E aí isso depende do que você deseja que quadro você construir ele vai ser questões muito variadas que só mandam um pouquinho de vou fazer uma coisa bem mais específica E aí sim eu vou me aprofundar E aí você delimita número de entrevistados temporalmente né porque quando eu digo que o Beto certo eu tô olhando muita cobertura mesmo 10 anos é uma esse fim de semana dessa revistas Aí falar da doença do Lula é um
fim de semana mas também são quatro Veículos então 4 ou 5 acho que é 4 né se eu tenho quatro veículos também posso perguntar demais mas se fosse só eu podia é um jogo não tenho tempo melhor que o outro sabe se fizer bem tem que fazer bem se fizer bem tá valendo quando a tendência a jornalismo declaratório minha pesquisa Foi um momento onde havia muita informação foi um acontecimento muito grande então havia muitas falhas e eu entro no corpo que havia muita exagerada assim tipo tem dias que não deu nada Ele só tinha três
matérias ele mesmo acontecimento aí esse ralo que ácido algo complicado para me explicar E aí eu queria você você poderia recomendar isso sem saber o material que tem em mãos eu Vou tentar comentar notório que a gente pode ver político Fulano disse o outro disse outra coisa Claro que uma declaração um acontecimento o acontecimento não é só porque bateu o carro alguma coisa concreta uma fala muda tudo uma declaração importante é uma dedicação que agora essa crítica que eu estou fazendo muitas vezes o repórter na rua não vai para rua e porque a descrição faz
parte Da apuração do lugar dados que ele olha e no banco de dados agora nem precisa ir né pegar dados e não ficar assim Fulano disse o outro diz disse disso outra coisa e disse que disse Mas por que que não foi num banco de dados não colocou os dados né Por que que não foi lá no local para olhar para ver aí você conta o que você viu o repórter ele tá ali com um olhar se a gente não pode não Então Essa é a crítica que eu faço jornalismo o preguiça política da editorial
que é não ir atrás dos números não ir nos locais entrevistados outras pessoas que poderia significasse lá no local ele acharia não no telefone com o delegado do presidente não sei do que as fotos mais oficiais agora pessoas comuns eu não sei esse materialismo o depoimento das pessoas comuns que estão na rua que estão Vivendo determinado acontecimento eles terem espaço para falar e tem visto um jornalista em que possa escutá-los Então eu não sei muito bem quando você fala que tinha muitas coisas repetidas você o repórter não deixar de fazer a sua não fala e
o outro fala e o leitor que se vive Entendeu Tá bom eu brincava com meus alunos de graduação me falou também falou des falou agora Vou tomar um remédio Tá bom você vai ter que ir lá no lugar você vai abrir um banco de dados então mais ou menos isso te respondi Adriana quantas quantas notícias foram 16:17 a partir dele mês de março porque anterior 540 Mas eles escreviam em três lugares diferentes só trocar umas algumas palavras de lá notícia porque ele Alumínio Então é assim aí eu fico quem eu quero explicar isso porque é
assim como só por a parte monetária assim como é só por falar de imigrar porque Imigrantes entrando eu vou escrever porque eu tenho que dar uma notícia a mesma notícia porque provavelmente eu não sei né me parece olhando de longe pela cobertura profissional de longe e você sabe que Esse tipo de pertenceu essa ser muito preconceitou do ponto de vista sobre emprego quer dizer é uma postura que eu ia dizer pelo que eu vi da cobertura a partir do Sul né que agora estão em Juiz de Fora Minas Gerais mas quando eu vivia lá no
sul é uma visão de preconceito Então se repete para reforçar [Música] Oi professora Boa tarde meu nome é Ivana eu eu ainda não tenho uma questão de pesquisa eu tô tentando montar um projeto para um doutorado minha área de estudo é a difusão pública e como que a gente não faz ou como que a gente tenta fazer no Brasil da nossa moda Nossa maneira dentro da nossa história quando você fala de contexto Me remete muito a esse contexto histórico porque minha teoria base assim o que o que eu tento trabalhar dentro da economia política da
comunicação que trabalha muito tempo com a história né como que a gente se constrói essas relações de poder dentro da história e quando ele fala de Rádio Pública essas relações de poder são bem estruturadas né A Partilha exatamente da folha de pagamento onde que tá a relação de poder tá ali né Quem é que me paga então quando a gente contextualiza qualquer coisa dentro de uma emissora pública a meu ver aqui ainda sem fazer nenhum tipo de pesquisa empírica mais formal meu ver esse contextualização vai estar diretamente relacionada a essa relação de poder que o
Estado tem dentro dessas emissoras consegue me dar uma orientação olha não é a minha área não é minha área mas é eu não sei porque você foi atrás Da questão da contextualização eu acho que teria que sim obviamente acho que você já sabe que essa questão de relação de poder mesmo né e mas eu não sei eu acho que ver que pé que tá a pesquisa hoje sobre isso para a partir daí corporal eu não sei o que será que tá passando na sua cabeça na verdade eu queria eu queria entender se se parte do
jornalista se parte da de quem tá ali com o poder da palavra Dentro dessa emissora entendeu se parte dele dentro dessa dessa estrutura que vivemos ou se parte dessa relação de poder essa essa defesa entendeu que se faz ou dessa não exposição do governo que tá em voga entendeu então é uma escolha desse jornalista fazer a exposição do governo que tá em volta ou é uma escolha do ambiente da cultura ali de dentro dessa emissora entendeu Olha é o tipo de coisa só daria para descobrir entrevistando Porque assim muitas vezes eu como jornalista faz uns
20 anos e às vezes vejo algumas pesquisas que falam assim não porque a empresa fez isso eu falo não ele não tem ideia muito de que do que se passa numa redação né que pode ser tô falando de forma geral depois eu vou falar da Rádio Difusão pública mas muitas vezes não sabe porque o editor cortou a matéria vaidade dos interesses políticos as Relações amorosas dentro das redações que favorecem o palco Às vezes o veículo como se fosse todo mundo muito sério do Poder interno ali tem interesses afetivos tem proteções amorosas tem tudo então se
entrevistam de volta é que eu faço de você descobrir até onde você vai perceber na entrevista que é uma decisão dele que às vezes a gente quer ser repórter às vezes ele outro conceito me Chama atenção me faz lembrar que a linha editorial você já começa a perceber só que tem gente que é mais realista do Rei Não propõe uma falta porque ele acha que não vai nascer então eu trabalhei na Globo Rural na região de 12 anos muitas vezes eu sujeitou tem outras que não ia fazer mesmo reforma agrária só se falou de uma
agrária na revista quando o programa Mais antigo de dessa Essa maneira delicada de tratar o governo que tá no poder né Eu acho que daria para descobrir muita coisa até onde é do próprio da própria é institucionalizado organizacional ou onde é daquela equipe que amanhã pode me dar como você tá me parece que tá vindo uma Constância no tempo mesmo trocando a equipe continua essa mesma né então É porque não há independência da Rádio Difusão pública no Brasil né não tem Independência então teria que demonstrar em um trabalho muito bom que o pessoal da EBC
tá fazendo com a ouvidoria cidadã e que como que eles estão direcionando anonimamente as questões de censura que estão sendo tão ocorrendo desde 16 então é algo que eu acho que dá para pegar como gancho entende muito melhor para descobrir bastante coisa por isso Ou às vezes até comparando é mais difícil você comparar o que fez uma empresa dessa com a outra que teria que tem mais liberdade para falar né então daria para dizer o tema né muitas vezes alguns trabalhos que eu acho interessante em estudos jornalismo que é assim como a imprensa cobriu tal
coisa eu já falei disso aqui hoje só que você vai lá com o repórter Nos Bancos levanta e fala Olha aqui o que que tinha para falar tava aqui aqui tava no site do Ministério Público tava na associação do site da associação central por que que não falou né então você demonstra nesse caso como a discussão é dependência Independência talvez dê para fazer um trabalho comparativo determinar a abordagem com outra ou fazer isso Acabou de falar de atrás dos elementos da própria denúncia interna Mas é bacana ver é uma discussão sobre eu vou acender uma
luz aqui espera aí gente eu tava meio escuro não há mais perguntas professora então agradeço muito mais uma vez a gentileza de ter aceitado nosso convite né obrigado pela até pela pela pelo protocolo enfim pela contribuição pela história né os textos que eu destaquei a como que a gente vê a continuidade né a gente vê uma tradição interessante quando a pessoa tá sempre Falando a mesma coisa de modo muito diferente né porque às vezes a gente até muda completamente de lado mas aquelas trajetórias a gente leva uma vida né e ainda assim não dá conta
mas deixa um monte de contribuição aí para quem fica e continua trabalhando o uso dos textos a disciplina planta da disciplina muito bacana muito legal eu achei parar para falar de métodos diferentes como vagar sabe não assim fala de Maneira muito rápida e eleger esse tipo de métodos para essa disciplina específica né obviamente para atender o programa da disciplina então muito bacana Obrigada deixar incluir meus textos aí junto com outros métodos por consolidados e é um prazer conversar com o ministro adota conversar com pós-graduando câmbio desafio da pesquisa as angústias as soluções que a gente
né que vai conseguindo descobrir eu espero Que espero eu tenho certeza que essa sua disciplina vai deixá-los mais confortáveis com seus métodos então muito obrigado foi um prazer te conhecer