pensamentos são impactados segundo impulsos internos e externos. Impulsos internos são aquelas reflexões que a gente faz de vez em quando para pensar como foi o meu dia, se eu tô sendo coerente com o meu ideal, se eu tenho o ideal, aquela reflexão que a gente deveria fazer todo santo dia. Já falei para vocês que Pitagor recomendava os discípulos dele fazerem diário, exatamente para concretizar esse negócio da gente refletir todo dia.
Coisa simples e objetiva. Eu tenho o ideal, eu sei o que eu quero ser. No dia de hoje, eu fui coerente com isso ou não fui?
No dia de hoje eu avancei, fiquei parada, eu retrocedi. Ou seja, reflexão, algo que não precisa de dados externos, precisa você discutindo consigo mesmo. É aquilo que Platão chamava de sagrados divinos óssecios.
um pouquinho de solidão para estar consigo mesmo. Quando você está com você mesmo, não sente solidão, muito pelo contrário, sente uma satisfação muito grande quando tem diálogo interno e para pensar: "O que que eu ando fazendo? O que que eu fiz do meu dia de hoje?
Quais foram as escolhas que eu fiz? Isso é coerente com aquilo que eu realmente sou? Eu avancei alguma coisa em relação ao meu ideal?
" Ou seja, o pensamento trabalha com reflexões que vêm de dentro e também com os fatos que você recebe durante o dia. Cada coisa bizarra que chega na gente ao longo de um dia que eu nunca mais na minha vida, prometo para vocês, vou dizer que eu não me espanto com nada, porque no dia seguinte eu me espanto de novo. >> Então não vou mais falar essa frase porque eu cheguei à conclusão que a capacidade do mundo de nos espantar é infinitamente criativo, né?
Então eu nunca mais vou dizer isso. Não me espanto com mais nada. Dia seguinte eu me espanto de novo.
Então a gente recebe aquele monte de informações do mundo. Tem que refletir em cima disso tudo também. Você tem que tomar uma posição.
Tem que saber quem é você, que que você veio fazer aqui em relação a isso, qual é a tua proposta em relação à humanidade? A tua vida vai somar para alguma coisa ou não vai fazer nada? A tua vida tem alguma proposta de acréscimo pro mundo, para si próprio?
você veio aqui para crescer, já se convenceu disso? Ou seja, esse tipo de reflexão vai fazer com que você pense, entendeu? Recentemente eu fazer uma palestra que eu expliquei o conceito que a gente aprende dentro de Nova Cróplin, que são os três tipos de reflexão.
Não sei se vocês já ouviram falar sobre isso, né? que é a reflexão moral, onde a gente percebe o que é certo e o que é errado segundo o nosso critério, não segundo o que todo mundo tá pensando. A reflexão filosófica que você questiona o que é verdadeiro e falso, ou seja, onde que eu estou sendo verdadeiro?
Onde que eu estou sendo eu mesmo? Você consegue se encontrar dentro da sua vida e ter certeza? Naquele momento era eu mesmo.
No dia de hoje, quando é que eu fui eu mesmo? ou quando eu estava usando uma máscara, uma máscara social para ser aceito, quando é que eu estive com um ser humano que ele tava sem máscara e eu também tivemos um contato verdadeiro, é reflexão filosófica. E por último, uma reflexão espiritual, o que é real e o que não é.
Se fosse morrer na semana que vem, essas coisas teriam essa importância toda, teriam esse peso todo? Não. Então, na real, é fantasia, ilusão, né?
Não brigaria por isso se eu fosse morrer daqui a uma semana. Eu não excluiria ninguém por isso se eu fosse morrer daqui a uma semana, né? Eu acho engraçado porque eu faço entrevistas com pessoas e elas me entrevistam também por um único critério.
Tem alguma coisa importante, profunda, para dizer? Tem. Eu vou lá e falo.
Aí quando eu falo com o fulano, dia seguinte tá na minha rede social, cruzes. A Lúcia falou com fulano que é de tal linha política. Aí eu vou pro outro lado e falo com outro ciclano só porque ele tem assunto.
Não me interessa qual é a linha política dele. Cruzes. A Lúcia falou com o fulano que é de tal linha política.
Aí tem gente que me bloqueia. Tô tô nem aí, meu cara. Você tem assunto?
Tem. Senta, vamos conversar. Porque ter assunto é uma coisa tão rara que eu não quero saber qual é a sua linha política.
Essa é a parte que você não tem assunto. Eu quero a parte que você tem assunto. Vamos sentar e vamos conversar sobre a vida, sobre aquilo que você tem de reflexão real.
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