Olá, moçada! Bom dia! Tudo bem?
Sejam bem-vindos de volta; baita prazer falar com vocês. Obrigado a todos que têm acompanhado aqui essas meditações diárias. Hoje, primeiro de fevereiro de 2025, o ano voando, janeiro já se foi e hoje nós vamos falar de Marco Aurélio, com uma mensagem para o homem colérico intitulada pelos nossos autores aqui de "Para o homem colérico".
Cito Marco Aurélio: "Quando sentires a iminência de um acesso de raiva, tem em mente que se enfurecer não é sinal de virilidade; gentileza e civilidade, por outro lado, são mais humanos e, portanto, mais viris. " Uma coisa que eu fico muito impressionado é ler uma meditação dessa de um imperador como Marco Aurélio, um homem que tinha um exército na mão para fazer o que bem entendesse de acordo com a sua vontade. Simplesmente o acesso de raiva, a fúria, isso não é sinal de virilidade; isso é sinal de descontrole.
É sinal de que, em primeiro lugar, mesmo um homem de verdade não se entrega à raiva e à insatisfação. Uma pessoa assim tem força, coragem e resistência, ao contrário dos irritados e queixosos. Você já se deparou com uma pessoa que, por mais que você tente, por mais que você faça, ela simplesmente não se irrita?
Ela não demonstra raiva; ela demonstra um autodomínio, um controle sobre si mesma, que é uma coisa que, isso sim, te irrita, isso vai te descontrolar, isso vai fazer com que você se perca. Diante de uma pessoa assim, modernamente eu vejo as pessoas falarem de um sujeito posturado, né? O indivíduo posturado, o mundo está caindo em volta dele e ele está aqui firme, centrado.
Quanto mais um homem se aproxima de uma mente calma, mais próximo ele está da força. Tem até uma frase conhecida da Raquel: "A força é o argumento de quem não tem argumento. " Então, você fica irado, parte pra agressão, se perde, se descontrola.
. . Quantas vidas perdidas, né?
A gente não ouve falar, não vê por aí? Quantas vidas perdidas por conta de momentos de desatino. Então, tomar decisões com raiva, tomar decisões com descontrole, partir para a violência, seja ela de que natureza for, física nem se fala, verbal desnecessário, desnecessário.
Respira fundo, controle, olhe para dentro e a maior manifestação de virilidade, se vocês quiserem o termo do Marco Aurélio, está exatamente nesta autossuficiência, nesse sujeito calmo, centrado, que não se abala, especialmente em situações mais duras que envolveriam quase naturalmente descontrole. Por quê? Porque naturalmente você dispõe de uma razão que pode acionar nos momentos de maior tensão.
Então, não adianta, depois do momento de tensão, você estourou e falar assim: "Ah, não devia ter feito isso, devia ter feito aquilo. " Não sei, não resolve. É exatamente no momento de tensão que você é testado, e o compromisso com a sua autossuficiência, com seu autocontrole, aí é que ele é testado.
E é nesse momento que você precisa se adestrar e se segurar, especialmente quando tem plateia, né? Quando tem plateia, aí o cara quer dar show, e o cara se perde. Não, mas é exatamente nesse momento, especialmente quando há plateia, que as pessoas vão olhar para você e falar: "Caramba, esse sujeito, mas ele nem se mexeu, não piscou!
" É essa postura, assim, de uma maturidade e de uma resolução que são realmente extraordinárias. Vamos ao comentário dos autores: por que os atletas se xingam? Eu não sou, não acompanho o futebol, mas de vez em quando está passando uma reportagem ou outra e você vê que é muito comum, né?
O atleta de um time chegando no ouvido do outro: "Ah, não sei que já peguei sua mãe, já sua irmã, aquela não sei o quê. " Então, o cara fica louco e, na verdade, não é que ele tenha realmente feito isso, óbvio. Mas ele quer descontrolar o sujeito e, às vezes, dá muito certo.
E às vezes dá muito certo porque ofendem seus adversários quando os árbitros não estão olhando, para provocar uma reação, distrair e irritar os adversários. É uma maneira fácil de desestabilizá-lo. E às vezes a vida quer te desestabilizar; às vezes aquele seu colega de trabalho só quer te desestabilizar para você errar, você cometer um deslize.
Às vezes até em relação conjugal, né? Às vezes a gente se perde, fica nervoso, quer dizer uma coisa que não deveria ser dita. Nessa hora, controla, respira, olha para dentro.
Tente se lembrar disso quando perceber que você está perdendo a cabeça: a raiva não impressiona nem faz de você um durão. É um erro; é fraqueza. É fraqueza.
Tantos crimes passionais, tantos crimes passionais: não porque ama demais, por isso que agrediu. Não, porque não, não podia mesmo suportar aquela situação. Claro que podia, é um ato de decisão.
Você olha, observa, sai de perto. Então, não é vencer o outro; não, aqui nós estamos falando de vencer a si mesmo. Dependendo da situação, ela pode até ser uma armadilha que alguém preparou para você, né?
Às vezes até uma armadilha que alguém preparou para você. De vez em quando, papai não fica irritado com você por algum erro que você comete na sua vida? Aí o papai fica nervoso com você, mas o papai bate em você?
Não, papai não; papai se controla e fala assim: "Tudo bem, negão, tudo bem, negão, tudo bem. Não faz mais isso, hein, menino. " Desce aí louco: não é isso!
Controle de si! Fãs e adversários chamavam o boxeador Joe Louis de "robô do ringue" porque ele era completamente impassível. Um cara que se controla, ele é praticamente indestrutível.
Essa é a tese do estoicismo: uma pessoa que se controla, você não dobra ela, entende? Você não derruba ela. Ela porque venceu o adversário mais difícil, e o adversário mais difícil a ser batido é você mesmo.
Eu mesmo, isso é um fato na vida: eu vou enfrentar muitas antas, muitos cretinos, muita gente mau caráter, muita gente ingrata, muita gente isso, muita gente aquilo. Mas se eu consigo me vencer no modo como eu lido com essa gente, eu me torno imbatível. Sua atitude calma era muito mais aterrorizante do que qualquer visual insano ou explosão emocional.
Tá aqui, ó, uníssono: você olha pro cara, parece uma nota de violino, né? Não se altera. Força é a capacidade de manter o domínio sobre si mesmo; é ser a pessoa que nunca se enfurece.
Eu gosto desses termos fortes aqui, tá? Só que nunca se enfurece. Ah, não, porque teve aquela situação lá que eu não tenho sangue de barata.
Esse é o argumento do fraco, na visão estóica. Esse é o argumento do fraco: "Eu não tenho sangue de barata" para ouvir essas coisas e não fazer nada. Você tá fazendo alguma coisa?
Você tá quieto, olhando aquilo, se controlando. Força é a capacidade de manter o domínio sobre si mesmo; é ser a pessoa que nunca se enfurece, que não pode ser irritada porque está no controle de suas paixões, em vez de ser controlada por elas. Pelas suas paixões: quem manda em você, a sua razão ou as suas paixões?
A sua racionalidade ou seus sentimentos? É duro, tá? Eu não tô dizendo que isso seja fácil; não é fácil para mim, não é fácil para vocês.
Mas, de novo, é adestramento, é treinamento. Um treinamento que nós já começamos lá em primeiro de janeiro e que, especialmente agora, em primeiro de fevereiro, a gente tem que manter vivo para tocarmos isso pelo resto da nossa vida. Lembrando que isso nunca é uma conquista definitiva, assim como a felicidade nunca é uma conquista definitiva na visão dos estoicos e de tantos outros filósofos.
Assim como a felicidade não é uma conquista definitiva, o controle de si nunca é uma conquista definitiva. Você vai ficando melhor nisso, mas você nunca é infalível. Toma cuidado!
Então, você vai passar por momentos nos quais você fala: "Puxa, não estava esperando por isso", e reage muito mal. Então, é nesse momento. .
. porque no dia a dia, no cotidiano, com todo mundo se amando e se beijando, né? Aquela festinha é fácil ter domínio de si; você não tá sendo testado.
Mas vai acontecer. Pode ser hoje, pode ser amanhã, vai acontecer com qualquer um de nós, em algum momento desse nosso lado, ser testado. E é muito difícil se segurar.
Mas só os fortes se seguram; os fracos se deixam dominar pelas paixões. Não deixa de curtir, não deixa de comentar, dá aquela força aqui pro nosso projeto e a gente se encontra aqui amanhã, dia 2 de fevereiro. Beijão, até mais!