que grande inutilidade diz o mestre que grande inutilidade nada faz sentido O que o homem ganha com todo o seu trabalho em que tanto se esforça debaixo do Sol gerações vê e gerações vão mas a terra permanece para sempre o sol se levanta e o sol se põe e depressa Volta ao Lugar de onde se levanta o vento sopra para o sul e vira para o Norte dá voltas e Voltas seguindo sempre o seu curso todos os rios vão para o mar contudo o mar nunca se enche ainda que sempre corram para lá para lá
voltam a correr todas as coisas trazem canseira o homem não é capaz de descrevê-las Os olhos nunca se saciam de ver nem os ouvidos de ouvir o que foi tornará a ser o foi feito fará novamente Não há nada novo debaixo do Sol haverá algo de que se possa dizer Veja isto é novo não já existiu há muito tempo bem antes da nossa época ninguém se lembra dos que viveram na antiguidade e aqueles que ainda virão tampouco serão lembrados pelos que vierem depois deles eu o mestre fui rei de Israel em Jerusalém a investigar e
a usar a sabedoria para explorar tudo o que é feito debaixo do céu que fardo pesado Deus pôs sobre os homens tenho visto tudo o que é feito debaixo do sol tudo é inútil é correr atrás do vento o que é torto Não pode ser endireitado o que está faltando não pode ser contado fiquei pensando eu me tornei famoso e ultrapassei sabedoria todos os que governaram Jerusalém antes de mim de fato adquiri muita sabedoria e conhecimento Por isso me esforcei para compreender a sabedoria bem como a loucura e a insensatez Mas aprendi que isso também
é correr atrás do vento pois quanto maior a sabedoria maior o sofrimento e quanto maior o conhecimento maior o desgosto