Um dos maiores equívocos que acontece um processo terapêutico é iniciá-lo sem a clareza que é necessário um planejamento. Um tratamento, ele exige início, meio e fim. Você precisa fazer um diagnóstico, desenvolver emocionalmente e psicologicamente o seu cliente e concluir com ele.
O encerramento é fundamental para que ele compreenda o que aconteceu e o que deve ser feito a partir daquele momento. E aí, além de planejar o início, o meio e o fim, você também precisa saber todos os recursos, possibilidades que esse tratamento vai oferecer pro seu cliente e você tem que est preparado para oferecer esse processo, tá? E para preparar tem alguns pontos essenciais.
Eu vou começar te explicando a quantidade de sessões. Aqui nós trabalhamos de uma forma relativamente breve, porque como nós trabalhamos com acesso a um inconsciente, a conversa, né, aquela conversa longa, ela é totalmente desnecessária. Aqui você vai durante o tratamento ajudar o seu cliente a acessar o inconsciente dele, trazer as informações que estão ocultas.
que estão invisíveis aos olhos dele, ele vai tomar consciência e vai começar a aplicar tudo isso na vida dele. Bom, então a minha orientação para você é trabalhar de 8 a 12 sessões. A minha experiência prática durante mais de duas décadas de atendimento é que esse período é um período suficiente para você trabalhar os conteúdos essenciais.
Mirela deu 12 sessões, eu encerro. se tiver alcançado o resultado que o seu cliente veio buscar, senão você pode negociar com ele mais um tempo de tratamento, tá? Qual é o critério para você saber a quantidade de sessões?
Dois pontos importantes, o tamanho da dor, da dificuldade dos problemas que a pessoa traz e a capacidade dela de resposta. Isso você precisa avaliar na primeira sessão, tá? Segundo ponto é uma quantidade de sessões que também não te deixe sobre pressão.
Um exemplo, se você tem um ritmo mais lento e estabelecer oito sessões, pode ser que você entre em ansiedade, preocupado de não conseguir trabalhar tudo que precisa nesse prazo. Então, talvez o seu ritmo seja um pouco diferente daquilo que eu tô propondo. a prática vai te ajudar a discernir isso melhor.
Agora, é bem importante você dizer pro seu cliente, ó, o processo vai ser realizado é em oito sessões, mas deixar bem claro que é uma previsão. Eu costumo dizer assim, isso é como uma cirurgia. Você faz uma avaliação, checa os exames, define um tratamento e de repente você abre o paciente e percebe que o problema não era tão sério assim, que o problema era sério, mas que o tempo tá adequado de tratamento, né?
E que você pode até fazer algumas coisas a mais, porque você percebeu na primeira sessão que essa pessoa responde bem. né? Só que você também pode começar a cirurgia e de repente perceber que o buraco é bem mais embaixo, que a situação tava muito mais complexa do que aquilo que o cliente conseguiu te relatar.
Para isso, você vai precisar de mais sessões, tá? Então é muito importante deixar claro pro cliente, nós vamos falar disso com mais profundidade nas próximas aulas, mas deixar bem claro para ele que você está fazendo uma previsão de tratamento e que isso pode e deve ser alterado ao longo do desenvolvimento do seu trabalho. Então, além de definir a quantidade de sessões, você também precisa saber qual é o tempo adequado para você trabalhar.
Eu tenho percebido que uma média de 1 hora 20 é a melhor opção. Eu trabalho com 1 hora20 para que eu possa ficar confortável, sem me sentir pressionada pelo relógio. E eu gosto de trabalhar 1 hora20 porque eu tenho 10 minutos até o próximo cliente para fazer o que eu preciso.
Às vezes pegar um café, tomar uma água, ir ao banheiro. Não, não tenho hábito de durante os atendimentos olhar WhatsApp, e-mail, qualquer coisa assim, porque isso me tira do centro, às vezes me envolve em algo eh que me descoordena emocionalmente no sentido de tira a minha atenção, tira a minha concentração. Então, em dia de atendimento, esses pequenos intervalos, eles servem para que eu saia do atendimento daquele cliente, ten um tempo para respirar e tomar consciência e me colocar disponível para o próximo cliente.
Quando você trabalha sobressão e não tem esse planejamento mínimo, é, você já entra pro atendimento agitado. Se você tá digitado, você atrapalha o desempenho do seu cliente, tá? Então eu trabalho assim, ó.
Eu começo às 14, eu vou até às 15:20, tá? Aí o próximo cliente 15:30, eu tenho 10 minutos. Geralmente eu termino antes.
Esse tempo para mim é um tempo adequado. Eu trabalho com esse tempo com conforto e ao longo dos anos eu venho percebendo que isso também é muito adequado pra maioria dos alunos, tá? Agora perceba o seu tempo.
Eu acho importante você considerar essa média porque nós estamos falando da maioria. Eu, por exemplo, se eu tivesse que fazer um tratamento e a consulta fosse em uma hora, eu ficaria muito ansiosa, mas se fosse em duas, eu ia sentir que eu tava perdendo um pouco de tempo. Então, você precisa saber qual é o seu ritmo, porque afinal de contas é o cliente que precisa adequar o seu ritmo e não você ao ritmo do cliente, porque senão você vai est diariamente eh pressionada e isso trazendo defeitos nocivos pra sua vida, tá?
Então esse tempo é uma sugestão, mas você pode se sentir à vontade para fazer da sua forma. O importante, eu tenho falado isso aqui várias vezes, é você se conhecer, é você perceber como você funciona e planejar um tratamento a ser oferecido de acordo com o seu funcionamento. OK?
Vou reforçar aqui. Você fez um diagnóstico, percebeu que oito sessões é o essencial, mas você já vai deixar garantido que pode ser que isso se estenda, ok? Perceba se você precisa de oito sessões, 10 sessões ou 12.
Mirela, você aconselha algo com menos de oito sessões? Não, porque a maioria das pessoas que chegam para fazer tratamento com a gente ainda não tiveram de forma efetiva um tratamento com a profundidade que nós oferecemos. A maioria das pessoas chegam falando que já trabalharam inconsciente, subconsciente, quando você vai perceber, elas não chegaram lá nos pontos essenciais.
Então, eu não recomendo. É um volume grande de coisas a serem feitas, né? Então, de temas a serem trabalhados.
Então, eu acredito que oito sessões é o mínimo, tá? Para quem ainda não foi submetido ao processo. É diferente do paciente que retorna depois.
Se o atendimento que você for realizar for presencial, você precisa tomar cuidado com alguns pontos, tá? Eu sempre peço, tanto no online quanto no presencial, evitar que o seu cliente fique numa cadeira de rodar. Porque se você coloca ele numa cadeira onde ele se movimenta, ele pode durante o atendimento ficar assim, ó.
Compreende? Isso desconcentra a ele e a você. E algumas técnicas quando a gente acessa a vida intruterina, às vezes a pessoa tem a sensação de balanço, de tá se movimentando em função da experiência dentro do útero.
Se ele tá na cadeira e tá movimentando, fica difícil para você também distinguir, tá? Se aquele movimento corporal que ele está fazendo é porque ele está acessando uma memória inconsciente ou não, tá? Então, para evitar distração e confusão, jamais permita que o seu cliente sente numa cadeira que roda.
Outra coisa que eu procuro evitar é aquelas cadeiras onde o cliente fica assim, ó, conversando comigo assim, porque eu devo te lembrar que aqui nós não queremos o cliente relaxado, num estado de relaxamento, diferente da maioria dos métodos. Ele não está concentrado. Nós precisamos que ele tenha uma postura de concentração interna.
Ele vai se voltar para dentro dele para acessar as informações necessárias. E se ele tá relaxado demais, descontraído demais, a gente tem a probabilidade dele não fazer esse movimento, né, até entrar em estado de sono e etc. Então esse é um ponto também bem importante.
O conforto da cadeira é importante. É importante, mas a gente, isso não é um ponto mais relevante. O ponto mais relevante é que ele precisa estar concentrado dentro dele.
E se você induzi-lo a um processo de relaxamento total, você vai ter dificuldade às vezes de colocá-lo no ponto essencial. E toda disposição do consultório, ela favorece ou prejudica isso, a cadeira, a posição da cadeira, tá? Tanto pro trabalho online quanto presencial, o sigilo é fundamental, é essencial que você garanta a proteção do seu cliente.
Então esse é um um aspecto importante a ser considerado no seu planejamento, no consultório. Evite aqueles cowork que a informação vaza. Eu sei que parece um excesso de cuidado, mas eu preciso te alertar que o mundo é realmente muito pequeno.
Então, às vezes você tá fazendo um atendimento online, você não colocou o seu microfone, tá? E tem pessoas que às vezes ouvem a voz e incrivelmente pode ser que alguém ouça uma voz conhecida, tá? E você tem que estar sempre preparado para atender todas as pessoas que chegam.
Então, figuras públicas, celebridade, né? Esse é um ponto importante, porque elas vão sempre conferir, mesmo que elas não te digam, se elas estão realmente protegidas, tá? E se a pessoa tá aqui sendo atendida por você e ela tá escutando tudo que tá acontecendo na outra sala, ela tem certeza que quem tá na outra sala tá escutando o que acontece na sala que vocês estão.
Então, quando isso ocorre, nem sempre o cliente vai te dizer, mas isso é um fator que faz com que a pessoa vá embora ou deixe de te passar informações essenciais, por exemplo, abuso sexual, traição e vários outros pontos. E para que eu tenha um melhor desempenho e para que o cliente também tenha o melhor desempenho dele, sempre um copo de água na mão. O meu tava ali do lado, né, porque eu tava digitando aqui, eu coloquei aqui.
Mas isso aqui é bem importante, porque às vezes você tá trabalhando, o ar condicionado começa a incomodar porque a sua voz, né, você já falou muito, começa a falhar. Então aí você engasga, começa a tcir, isso atrapalha o seu atendimento. Então se eu estou atendendo online, eu tenho sempre uma jarra de água.
Isso não é por acaso, isso é saúde e também é estratégia pra gente não ter perda de tempo. Ou às vezes você tá num conteúdo essencial, por exemplo, você tá conduzindo o cliente, ele tá tendo uma experiência lá na vida intrauterina e aí de repente o ar gelou, o tempo mudou, seu corpo tá tá passando ali, né? Você tá naquele frio e a garganta começa a arranhar e aí você vai começar a torcir, não é bem adequado, né?
Então, se tem uma água ali, você, ó, bebe e continua a sua condução, tá? E se o atendimento é presencial, na minha sala, meu cliente sempre tem uma jarra com água do lado dele. Se é próximo, por exemplo, como hoje eu atendo em vários lugares do país, às vezes eu loco um local que eu ainda não conheço e às vezes é a a cadeira tá um pouco distante da do cliente, então não consigo servi-lo, tá?
Então eu deixo do lado dele uma jarra com água, um copo e uma caixa de lenço para ele ficar confortável, para chorar o tanto que ele quiser, tá? E para que também ele não se desconcentre, porque se o lenço não tá na mão dele, ele começa a chorar, aí ele começa a procurar algo para limpar e às vezes ele sai daquele conteúdo que você levou um tempão para colocá-lo. Tá bom?
Eu sei que essas dicas elas parecem bobas, mas elas fazem total diferença que você tenha conforto e o seu cliente também. Isso poupa tempo, evita dispersão, distrações, tá? Então são dicas simples, mas eu acho importante.
Outra coisa fundamental é você perceber a posição da sua cadeira em relação à cadeira do cliente. Se você for observar no seu corpo, você vai perceber que na maioria das vezes a gente se sente com mais autoridade quando nosso cliente está à nossa direita. Isso não é uma regra, tá?
Mas é uma percepção. Você vai precisar perceber qual tipo de cadeira te traz mais autoridade. Você senta na sua cadeira e percebe se ela te dá segurança ou ela te faz sentir assim, às vezes um rebaixamento, né?
Tem cadeira que a gente sente que a gente se sente pequena nela, tem cadeira que a gente sente maior. Então, perceber a disposição dos móveis no atendimento presencial é importante para aumentar a sua confiança, a sua força, o conforto, a sua autoridade, a sensação de que ali a autoridade é você. Mirela, você tá dizendo que eu tenho que ter uma cadeira imponente?
Não, não é sobre isso. Não é sobre o que os seus olhos vêm, mas sobre como o seu corpo e o corpo do cliente se sente. E eu vou te desafiar para você que vai atender no presencial, é sentar na cadeira onde você vai ocupar e perceber se você se sente fortalecido, se você se sente com autoridade, se é confortável, mas também é eh seguro em termos de autoridade, tá?
Depois que você perceber a sua posição, sentindo e percebendo o seu corpo, você vai se levantar e vai sentar naquele móvel que você preparou para o seu cliente. E aí você vai perceber como o cliente se sente, se ele sente segurança, se ele se sente acolhido, se ele tá à vontade para estar com você. E aí você percebe ele na poltrona ou na cadeira dele e como ele se sente em relação a você.
Isso é importante a gente compreender que até a distância ela precisa ser percebida no corpo, porque às vezes você fica perto demais e você coloca pressão no cliente e às vezes você se fica longe demais e o cliente sente uma frieza, um distanciamento e a maioria dos que chegam, eles chegam justamente para superar isso, tá? Então assim, eu tenho uma medida que é a mais adequada para mim, onde eu não me sinto pressionado, onde eu também sinto que eu não estou pressionando. E é isso que eu te oriento a fazer.
Mas durante o atendimento, é muito comum eu perceber, por exemplo, que tem clientes que são mais resistentes e que às vezes eles estão sentindo aquela distância como muito próxima. E eu costumo perguntar, essa distância tá adequada para você ou você quer que eu me afaste mais? Essa distância tá adequada para você ou você prefere que eu me aproxime?
Tá? Eu sempre deixo o cliente à vontade. Às vezes o cliente fala assim para mim: "Não, tá, tá boa, tá boa".
E aí o corpo dele tá falando a mesma coisa? Não tá. Ou às vezes o cliente fala assim: "Não, não precisa se se afastar não".
e aproxima assim. Então, eu sempre presto mais atenção no que o corpo tá falando do que aquilo que tá saindo na boca. E aí eu faço a leitura, ó, você falou que eu posso ficar aqui, mas eu senti que eu que eu devo aproximar um pouquinho mais, tá?
E aí você vai aproximando e olhando pro cliente para perceber se ele tá adequado com a sua aproximação, tá? Se ele já começa a se afastar, é porque você tá sendo invasivo. O toque é um ponto essencial no atendimento.
O cuidado com ele, né? Até porque as nossas maiores dores geralmente elas foram provocadas a partir de um um toque às vezes, né? Esse é um conteúdo para uma próxima aula, tá?
Mas o distanciamento ele tem a ver com a a sensação de segurança do seu cliente e a sua também. E assim como o tempo de sessão tem que ser de acordo com aquilo que você fica confortável, o distanciamento também. A prioridade é antes você percebe o que é melhor para você, para depois você fazer aquilo que é melhor pro cliente.
Porque se você garantir pro cliente aquilo que não é bom para você, você vai se desarticular por inteiro. Um exemplo, não, eu vejo que esse cliente ele gosta de toque, então eu vou me aproximar mais, mas isso é algo que me incomoda e que me traz desconforto. Então você vai conduzir a sessão sem autoridade.
Então não faça isso. e respeitar é um dos pontos essenciais para um excelente resultado. Porque se você não faz isso com você, como é que você pode ensinar o seu cliente a fazer isso com ele?
Ok? Então, perceba qual é o distanciamento que você fica mais confortável. Eh, hoje, depois de muitos anos de atendimento, eh, para mim é é confortável tanto me aproximar bastante, inclusive se o cliente sentir e precisar que eu toque ele, isso para mim é tranquilo.
Teve uma época que não foi, tá? No início da carreira não era. Eu tinha o que a gente chama de movimento interrompido, né?
vocês já já estudaram sobre o movimento interrompido. Então, o toque para mim era assim, era só quando eu confiava muito na pessoa. Eu gostava muito, mas eu tinha que confiar bastante.
Então, um profissional muito perto de mim, eu me sentia sufocada, tá? E hoje também eu fico muito confortável se eu tiver que atender com bastante distância, né? No online não tem questão de distanciamento, porque a pessoa ela se sente segura estando do outro lado e ela também sabe que não é possível o toque.
Então se ela quer o toque, ela também não vai ter expectativa em relação a isso, porque já tá claro que não é possível, tá? Então isso é importantíssimo. Parece detalhes, mas pro planejamento tudo isso é fundamental.
Outra coisa que eu tomo cuidado com excesso de objetos e informações na sala. Não importa se isso é no presencial ou se é no online, tá? Às vezes, por exemplo, no online você tá atendendo a pessoa e tem um monte de livros atrás de você.
Às vezes essa pessoa tá ali, ela tá falando com você, mas ela tá tentando ler qual é o livro que tá lá atrás de você, tá? Ou então tem um objeto que é pequeno, ela tá tentando discernir que objeto é aquele. Então tudo que pode ser distração, a gente tira.
Tudo aquilo que pode ser excesso de informação, a gente tira, tá? A temperatura da sala é outro ponto que você deve prestar bastante atenção quando é o presencial, porque se a sala ela tá quente demais ou fria demais, isso pode atrapalhar as percepções corporais da pessoa. Isso pode gerar na pessoa um desconforto e dificultar a concentração dela.
Outro ponto importante, é comum que quando você trabalha eh numa profundidade onde um cliente acessa uma experiência de vida intraouterina, é muito comum, tá, acontecer de nessa experiência ele perceber, ele ter a sensação corporal do que ele viveu dentro do útero. Então, por exemplo, se ele foi abandonado, é comum que ele se sinta completamente tomado pelo frio. Então, ele treme, né?
ele ele faz essa esse movimento corporal do frio e se a sala tá numa temperatura extremamente gelada, você não vai saber identificar se é da experiência dele, né, ou se é da memória que ele tá acessando. Então, tome cuidado. Ao começar o atendimento, já pergunte, você percebeu que a cliente tá com a com a posição do corpo, eh, transmitindo a ideia de frio ou calor.
Você pergunta como é que tá a temperatura para você? Posso manter assim? tá adequado, né?
E aí você segue de acordo com aquilo que você perceber que é melhor. Agora também não vá passar calor, aquele calor extremo para agradar o cliente, porque aqui não é sobre agradar, é sobre os dois estarem numa postura, numa condição adequada para que a consulta se desenrole bem. Eu também tenho sempre um relógio digital assim, com os números bem grandes do meu lado e os números voltados para mim.
Geralmente eu não deixo que o cliente perceba isso, porque tem cliente que entra em ansiedade com o tempo, tá? Então esse controle é meu, eu gosto. Eh, os números eles são grandes propositalmente para eu não ter que me esforçar para ver.
e o cliente se sentir mal com aquilo, tá? E tá sempre numa posição estratégica. Por exemplo, se eu tô atendendo o cliente, o cliente tá ali, o relógio tá de cá.
Se eu tô aqui, ó, no atendimento online, o relógio tá aqui. Eu não viro e olho, porque eu geralmente o cliente se sente excluído quando você faz isso. Ah, e só mais um detalhe do relógio, cuidado com alarme.
Às vezes você colocou um alarme ali, não percebeu, durante o atendimento ele dispara. Ah, Mirela, isso é só um detalhe. Seria só um detalhe se ele tocasse no momento em que você tivesse só conversando com o seu cliente, mas às vezes ele pode disparar no momento em que você tá levando o seu cliente para uma experiência intraútero.
Tudo, exatamente tudo que pode tirar o seu cliente da profundidade quando você tá aplicando as técnicas de acesso ao inconsciente deve ser evitado totalmente, inclusive o celular, WhatsApp, etc e tal. Outro ponto importante é você conferir a qualidade da internet antes, testar várias vezes, tá? Para que a gente não tenha nenhum imprevisto.
E a qualidade também, né, da plataforma que você vai usar para atendimento. Eu recomendo fortemente a escolha de uma plataforma que seja validada, que já tenha tempo de mercado, né? Atualmente eu uso Zoom e essa plataforma ela precisa ser paga.
Você não pode correr o risco de tá conduzindo uma sessão e no meio dela essa sessão cair. Por exemplo, ah, o Zoom gratuito, 40 minutos caiu, porque isso vai gerar ansiedade em você, tá? E às vezes a queda pode ser naquele momento em que ela não podia acontecer.
Isso é muito importante. E uma das coisas que a modernidade trouxe paraa gente foi a facilidade em relação aos pagamentos. Então eu quero te sugerir fazer uma pesquisa do que existe no mercado hoje.
Você pode usar inteligência artificial para isso, para descobrir alguma plataforma de pagamento que favoreça com que você receba do seu cliente. Mirela, como assim? Eh, eu orientei e vou orientar vocês sempre a cobrar antecipado, a receber antecipado, porque isso muda o nível de envolvimento seu com seu cliente.
Então, você vai receber antecipado a primeira sessão e as seguintes elas serão pagas de uma vez, tá? Todas as sessões, elas serão pagas de uma vez. Para facilitar o pagamento, se você tiver uma plataforma, isso é bem interessante, porque você recebe antecipado da plataforma, mas o seu cliente paga por ela parcelado.
Isso significa que você tá contratando uma empresa para te dar segurança financeira. Nessa plataforma você tem a possibilidade de passar cartão, por exemplo, né, de emitir boletos, por exemplo. Então aqui no momento nós temos usado o asas e tem nos atendido bem, mas se sinta livre, confortável para pesquisar, para conferir as taxas, para olhar o dashboard, para ver o que que você vai ter mais facilidade, tá?
A, o Asas tem nos atendido bem, é uma recomendação, mas eu acredito que todo dia tem coisa nova no mercado. Então, a pesquisa é sempre a melhor saída para você tomar uma decisão dentro daquilo que você também tá produzindo, né? Porque tem plataformas que elas são excelentes para quem produz muito, tem outras que para quem produz menos, tá?
pesquise e se prepare para oferecer pro seu cliente, porque o parcelamento você pode parcelar até em 12 vezes. Tem plataforma que você pode parcelar o processo em até 18 vezes. Isso vai aumentar muito o seu número de conversão.
Sabe por quê? No nosso país, a maioria das pessoas que chegam, elas chegam com dificuldade financeira, tá? Então se prepare e facilite pro seu cliente para que ele possa receber o tratamento.
E isso também é um benefício grande para você. Mirela. E o contrato?
Eu devo planejar e ter um contrato escrito? Eu sempre preferi o contrato verbal. Eu costumo dizer assim, nós estamos falando sobre relacionamento e a base de um relacionamento é confiança.
E se o cliente ele quebra eh qualquer compromisso que ele assumiu comigo de forma verbal, isso revela uma postura e um comportamento que geralmente ele tem com outras pessoas. Então, se o cliente faz isso comigo, qual é a minha tendência? usar aquele comportamento para trabalhá-lo, para ajudar ele a perceber que aquilo que ele tá fazendo não é legal.
Eu nunca meu consultório, quando eu atendia sozinha, só eu como profissional autônoma, usava contrato, nunca usei, tá? para atendimento consultório, diferente de um atendimento de uma consultoria organizacional, é diferente. Nunca usei.
Sempre contrato verbal feito na segunda sessão, iniciado na primeira e concluído na segunda sessão, tá? Mas depois que eu passei a atender, né, de uma forma diferente, que eu me tornei uma empresária e aí eu tenho pessoas atendendo, né, com meu nome, a empresa faz esse contrato escrito, tá, Mirela? Por qual razão?
Porque hoje nós trabalhamos com escala e e quando você trabalha com escala e outras pessoas entregando serviço para você, tudo muda, tá? Então, é uma proteção à empresa, às pessoas e aos clientes. Então, se o seu volume aumentar, eu sugiro que tem um contrato escrito.
Agora, se o seu volume não aumentar, você precisa analisar, será que esse contrato não é não é em função de um padrão inconsciente seu de não confiar nas pessoas? Se for, o seu cliente vai sentir isso e aí esse contrato pode atrapalhar a relação de vocês, tá? Então eu nunca usei, nunca precisei, nunca tive problemas, né?
E hoje com certeza no consultório, hoje nós temos uma equipe de terapeutas, né? E aí é bem diferente, bem diferente, porque o volume é grande, chega muita gente especulando, chega muita gente eh muito frustrado com outras experiências na internet. Então é diferente, né?
No consultório geralmente quem chega chega muito do boca a boca, já vem recomendado, né? É um vínculo diferente na internet, gente. Eu acho até importante alertar isso.
Eh, eu atendo em várias cidades, mas um dos cuidados que eu tomo é justamente de identificar o perfil de do cliente, de onde ele me conhece, quem é a pessoa, porque pode ser perigoso também, né? Fez o agendamento online, mas eu vou atender presencial. Essa questão é uma questão de segurança que você deve se informar das pessoas que estão chegando e você não tem uma referência clara de onde elas vêm ou se a referência é a internet, tá?
Por uma questão de segurança. E é isso, com tudo planejado, plataformas escolhidas, espaço reservado, relógio adquirido, né? a consciência, a escolha certa dos móveis, do ambiente, você já tá preparado para começar seus atendimentos.
Então, agora nós vamos falar sobre o agendamento, como eu vou agendar quando o cliente chegar até aqui. Vamos lá. M.