Olá. Olá. Boa tarde.
Boa tarde. Tudo bem? Tudo bem, senhora?
Tudo bem, Lucas? Eu preciso que você me fale seu nome completo e de onde você está falando. Meu nome completo é Lucas Saraiva Cordeiro e eu estou falando da cidade de Palmeiras dos Índios, Alagoas.
Por favor, que local você está? Eu estou no polo, no polo da Unit, do Palmeiro dos Índios. OK.
Então, Lucas, eu vou fazer a abertura da banca, tá? Às 14:45, eu, Janice L Félix, professora avaliadora da Universidade Internacional Uninter, dou por aberto a banca do acadêmico Lucas Saraiva Cordeiro, o qual defenderá seu tema de conclusão de curso neste momento. Para tanto, saliento ao Lucas que hoje é dia de defesa de um tema e não de leitura de trabalho.
Lucas, os seus slides servirá para você ter um norte a ser seguido e não para efetuar leituras de trabalho. OK? Leia o mínimo possível.
Você terá de 10 a 15 minutos para a defesa. Posterior a isso, farei questionamento, conversaremos sobre o assunto e só aí encerrarei a banca da mesma forma em que neste momento faço a abertura, por gentileza. inicie sua banca porque a mesma encontra-se aberta.
Boa tarde, meu nome é Lucas Sarebra Cordeiro, meu R12935. Eh, eu estou graduando licenciatura em Letras Português pelo polo de Palmeiras dos Índios, Alagoas. E o tema do meu TCC é o respeito à variação linguística e ao regionalismo.
Eh, vou começar agora um pouco a falar sobre a introdução, onde eh eu vou dar início à a à minha apresentação. Nós vivemos num país onde de norte a sul eh existem vários dialetos, eh vários sotaques, várias expressões e um país rico como esse tem sua diversificidade. E não é diferente quando a gente eh, por exemplo, eh, vai para outros locais onde falam outras línguas, outras outras nacionalidades também.
possuem essas características. A a língua portuguesa, ela tem a sua diversidade, ela tem um sistema linguístico complexo, mas ela é rica, então ela ela tem suas variações, ela tem a sua morfologia, a sua sintasse e tudo isso contribui para o todo, para a própria língua. Porém, algumas pessoas, algumas eh indivíduos, eles fazem comentários avaliativos e depreciativos acerca eh da própria língua.
E alguns fatores, como a questão da da sociedade, como a questão do estilo e tantos outros, eh, influenciam nessa questão. A gente sabe que a língua ela não é homogênea. Aí, eh, onde entra a questão de a gente entender que a língua ela tem suas variações, principalmente a língua falada.
E existe uma classe dominante que considera essa língua como correta. Já existe uma uma maioria que não diz essa língua ela é errada. Existe algumas coisas que você vai utilizar, mas que você não tá fazendo correto.
E aí é onde entra o tema que a gente vai abordar hoje. E aí, eh, como havia falado, ela existem algumas variações ou mutações e existe as múltiplas as múltiplas formas de falar. Então, se eu estou em determinado local do meu país, por exemplo, Pernambuco, que é onde eu sou natural, ou eu estou em Alagoas, que é onde eu tô atualmente apresentando esse trabalho, existe uma diversificidade, existe uma diferença e a gente eh tem que entender que a língua portuguesa ela é uma língua com um mecanismo dinâmico, vivo.
que o regionalismo é determinado pela região geográfica, porque ali vai ter a cultura, vai ter os princípios históricos. Então, cada região tem a sua própria cultura. Já na literatura, a o regionalismo ele é tratado como uma fase do interesse pelos costumes e expressões totalmente eh diferentemente do do que é eh o significado regionalismo.
Trazando um pouco pro nosso contexto, eh existem muitas muitos indivíduos que tratam a língua com preconceito linguístico. E por essa razão a gente tem que refletir um pouco sobre o que é que a gente entende como língua, né? O que é que a gente pensa a respeito do do assunto.
Então, pode parecer eh comum, mas muita gente ele tem esse preconceito linguístico de achar que algo está certo ou algo está errado. E não é bem isso, né? a gente sabe que existe formas adequadas e formas inadequadas de eh escrever, de falar, mas isso não significa que está certo, entre aspas, ou está errado, entre aspas.
A respeito do problema de pesquisa, se existem variações em todas as línguas, por que que algumas pessoas aceitam passivamente essa essas variações do português com preconceito? se é um fator natural da língua, por que a variação ainda não é aceita e é considerada um erro, que foi o que a gente acabou de falar agora a pouco na introdução. Muitas pessoas têm esse esse preconceito, mas por quê que não aceitam e dizem que é um erro?
Os objetivos desse trabalho, o geral é analisar as possíveis soluções, buscando compreender como ocorre e o porquê do preconceito linguístico. Então, é a gente entender por que eh isso tá ocorrendo, por que isso ocorre e analisar as possíveis soluções. Então, como é que a gente pode eh instinguir com esses preconceitos?
O que é que a gente tem que levar em consideração? Os objetivos específicos, mostrar algumas perspectivas do conjunto de variantes com o objetivo de salientar os processos que rodeiam as variades da língua e apresentar os motivos e as posições socioculturais que sugestão os diversos usos por meio de seus interlocutores. Ou seja, é a gente falar com esses indivíduos que têm esses pensamentos e mostrar para eles: "Olha, eh, a língua ela tem essas características e se a gente parar para refletir, a gente vai valorizar mais ela do que nós irmos e eh ao encontro dela, ao posto dela para tentar eh menosprezar, eh falar falar mal de alguém que esteja eh usando inadequadamente alguma palavra ou até mesmo alguma frase.
A metodologia desse desse trabalho é essencialmente bibliográfico, tem caráter exploratório, interpretativo e também analítico. Então esse esse trabalho eu fiz baseado na pesquisa, né, no trabalho acadêmico no no Google Acadêmico também, algumas pesquisas sobre bibliografias de autores que têm domínio sobre o conteúdo. Fiz o a devida referência de cada um deles.
Tem também a questão do exploratório, né, que é para você ir além do que do que é oferecido e também um caráter interpretativo e analítico. Então você vai buscar o o que foi encontrado, você vai analisar, você vai interpretar para que você possa juntar isso e formar o trabalho. E aí o tratamento desses dados, ele se deu de forma qualitativa, por meio de interpretações e com apontamentos dos dos abes especialistas, porque a gente tem que entender qual eram os objetivos que foram destacados inicialmente durante a a na hora que foi feita a pesquisa.
a questão da fundamentação teórica, eh, alguns autores como Evanildo Cavalcante Beixara, eh, o Marcos Bagno, que eu também eu vou vou falar um pouco a respeito, e Irandé Antônio também, tem também o Luís Antônio Marcussk também falar a respeito desse tema sobre a questão do Ah, eh, Vamos entender um pouco sobre variações linguístas, vamos entender um pouco sobre o regionalismo e acerca de todo o que rodeia esse assunto. E aí o próprio Marcos Baron, né, referenciando ele aqui no no ano de 2007, no livro lançado 2007, na página 8, vai falar justamente sobre aquilo que a gente acabou de falar agora a pouco, sobre o preconceito linguístico, onde ele está ligado em boa medida à confusão que foi criada no curso da história entre a língua e a gramática normativa. E aí ele traz algumas observações.
ele vai falar que eh a a língua ela não pode ser uma receita de bolo, ela não pode ser um modo de vestido que ser comparado com um vestido. Ela não pode ser um mapa mund eh o mapa mundo. E aí ele conclui dizendo que também a gramática não é a língua.
Logo mais para frente, nesse mesmo nesse mesmo livro, eh, ele vai falar sobre a questão do da ótica do preconceito linguístico como errada, feia, estropeada, rudimentar e deficiente. Por fim, ele fala sobre a falta de consciência, esse assunto ele não é bem tratado, não é levado em consideração na no âmbito escolar e que por isso muitas pessoas acabam ignorando as diversas realidades. Já o Irandé Antunes, ele vai falar que a língua em qualquer época, em qualquer eh modo modo de língua, qualquer época, desde que em uso vai ocorrer mudanças em todos os níveis, em todos os extratos.
E o que é que isso significa? Significa que naturalmente a língua ela manifesta-se num conjunto de diferentes falares que atendem às exigências do diversos contextos da língua, ou seja, eh de em qualquer eh seja eh antigamente ou seja atualmente, ela vai sofrer mudança, ela vai ter suas variantes e a os indivíduos que falam aquela língua, determinada língua, elas se adaptam, né, Porque a língua, como a gente já falou, ela é dinâmica, ela é viva, ela tem eh suas especificidades e por isso a gente eh entende a língua como uma uma língua que tem suas suas variantes. Os resultados desse trabalho foi feito por meio de da pesquisa e essa pesquisa ela correspondeu aos objetivos propostos porque ela trouxe para o o dicente a busca por conhecimentos, por conceitos, tanto teóricos como práticos, fazendo com que desse amplitude, promovendo um debate.
E aí, eh, eu gostaria de citar o meu próprio estágio, onde eu trouxe justamente esse tema sobre o respeito à variação linguística e ao regionalismo, uma sugestão do professor que estava me auxiliando, me supervisionando, onde justamente nós tivemos esse debate acerca do do tema e com isso deu a a percepção, a perspectiva sobre o tema e além disso entendeu sobre a necessidade de considerar uma mudança de perspectiva em relação às variedades presentes na língua portuguesa. Com que objetivo? Com objetivo de contribuir com a compreensão histórica, social e cultural das diferenças entre os falares urbanos e rurais.
Então, a gente viu qual era a as diferenças existentes na língua, a as mudanças, no caso da língua que ocorreram ao longo do tempo, porque a língua, eh, se nós formos olhar para o passado, não é a mesma língua de hoje. sofrer alterações. Houveram algumas eh regras novas na língua, algumas alterações que foram feitas e essas alterações ocorrem e vão ocorrer mais para frente também.
E com isso a gente pode eh corresponder aos objetivos propostos. Por fim, as considerações finais. Essa essa língua ela tem sua complexidade, envolve inúmeros fatores, porém o objetivo principal dela é transmitir aula.
Qual é o objetivo de uma língua, seja ela nacional, seja ela internacional, internacional, é ela transmitir aula. Então, a língua portuguesa ela tem o objetivo de transmitir aula, que é o quê? eh comunicar-se com um outro indivíduo, é você saber fazer um eh uma relação interpessoal com outra pessoa através da própria língua.
Você consegue eh elaborar isso. E eu trouxe aqui um gráfico onde traz quatro tópicos que fala sobre crítica, reflexão, apelo educação e valorização. E aí é onde a gente falou, né?
muitos no início criticam, é necessário que tenham uma reflexão acerca do que eles pensam. É necessário também trazer um apelo à educação para que eles possam eh ter o conceito e, por fim, fazer eh a valorização do conteúdo que foi aprendido, porque a língua ela é rica e ela tem que ser valorizada. E desse modo, toda e qualquer forma de expressão linguística deve ser respeitada e não deve ter não deve ser tratada como secundária, mas como diferente.
Então, ah, devemos pegar a o o respeito, alinhar o reconhecimento e assim nós teremos uma sociedade justa e inclusiva. Eu agradeço a oportunidade e essas são as referências eh do meu trabalho, Lucas. Eh, você pode isso.
Ia te pedir para a gente ficar um pouquinho mais próximo. Lucas, diante da sua pesquisa, você acredita que eh a função da evolução, eu chamo de evolução da língua, é em função dela ser viva? Não, não acredito que seja somente por ela ser viva, mas eu acredito também que tenha a ver com os costumes, com o a cultura própria do dos indivíduos, que de acordo com o tempo vai se modificando e vai se alternando.
Uhum. Na na sua pesquisa, o que foi que te surpreendeu mais? Certo?
O que me surpreendeu mais foi a questão de falta de empatia, porque no momento que eu pesquisava, muito muitos discentes não consideravam a questão de tratar como algo diferente, mas algo como errado, e sim com preconceito já dizendo que quem é isso é uma pessoa que não tem estudo, eh, tratavam com alguns termos como, ah, é uma pessoa do sítio, ah, é uma pessoa que é analfabeta, não teve ali seu seu seus estudos mesmo. E isso ficou que me surpreendeu, a falta de empatia que tinham acerca de desse assunto. Sim.
Aceitação do próximo. Então, do próximo, sim. você entender que o próximo eh ele tem a sua forma de expressar.
Então, eh você respeitar, você incluir, você entender que eh o fato daquele próximo estar se comunicando com você é o foco principal, OK? Num país como o nosso, né, tão grande, isso deveria ser muito mais aceito, né, Lucas? Porque as diferenças linguísticas hoje é, já que temos a internet que nos aproximou muito, mas a gente detecta isso com uma grande facilidade.
No passado era só quando viajantes, mas hoje a com advento da internet percebemos a diferença dos sotaques, das formas de falar e isso acaba havendo uma inclusão e ao mesmo tempo também um preconceito. No meu entender, pergunto a você, você diante da sua pesquisa também chega à conclusão de ser um preconceito? Sim, eu considero como um preconceito onde muitos até nem se sente que estão eh tratando como uma forma de preconceito, mas sim uma opinião.
E aí é onde a gente percebe que eles não não entendem como um preconceito, mas sim, ah, eu tô dando a minha opinião, minha opinião é essa, mas eh só só fazendo um atendo, eu tratei sobre essa questão de vocês utilizam o chamado internet, né? Então vocês usam algumas eh algumas palavras que muitos para para outras pessoas elas não vão entender. Então é diferente da minha realidade.
A sua realidade é essa, a minha é outra. Mas não é porque você usa uma variante da língua portuguesa, eh, ou até mesmo uma abreviação de algumas palavras que você eh, tá utilizando adequadamente ou inadequadamente a a própria língua, né? Uhum.
O certo e o errado, né, Lucas? Isso. Isso.
O certo e o errado. Eu eu também fico sempre a questionar o certo e o errado. Sabedores que somos também, que devemos respeitar a gramática, né?
porque em respeito à língua hoje institucional dentro do nosso país, mas devemos sim ter um um olhar diferenciado ao próximo. Isso com certeza, né? Eh, Lucas, diante dos seus autores que você pesquisou e eu vi que você fez uma pesquisa bastante eh profunda, qual deles te impactou e por quê?
O Marcos Bagner me capitudou bastante porque ele falando sobre o preconceito linguístico, ele trata justamente sobre o que de fato eh eu pude presenciar durante o estágio. Então, como eu mesmo mencionei algumas partes, ele vai falar sobre o preconceito como alguns indivíduos que não entendem o a sua língua como algo que tem variantes. É, é como se eu, é como se eles entendessem que a língua ela é um, um algo que só tá só vai ser possível com as regras que são instituídas através da gramática normativa, que não pode não pode sair daquele daquele contexto e que quem tá saindo daquele contexto é uma pessoa que não tem estudo.
Entendi. OK. Sua banca tá completada.
Só aguarda um minuto para estipularmos a sua nota. Perfeito. Encerrado.
Você foi aprovado com a nota final 100. Meus parabéns. Obrigada.
Ah, o microfone é seu para você se despedir porque em seguida eu vou encerrar a banca. OK. Desde já agradeço pela professora Janice Luía Félix, onde está construindo essa banca.
Também agradeço aos presentes aqui nessa reunião e todos aqueles que estiveram comigo na caminhada. Deus abençoe a todos. OK.
Eh, então eu vou encerrar agora nesse momento às 15:08. Janice Félix, professora avaliadora da Universidade Internacional Uninter, encerro a banca do acadêmico Lucas Saraiva Cordeiro, o qual defendeu esse tema de conclusão de curso neste momento perante esta banca e foi aprovado com a nota final 100, sem pela excelência na pesquisa, sem pela excelência na no roteiro e principalmente sem na excelência da defesa perante esta banca. Meus parabéns, Lucas.
Até uma próxima vez. Sucesso para você. Obrigado.