Então vamos lá então boa noite a todas e todos prazer ter vocês aqui de novo né para o nosso segundo encontro aqui no nosso grupo de leitura sobre Freud a sociedade e hoje a gente vai dar continuidade né ao texto que começamos duas semanas atrás uma história da cultura ou mal estar na civilização na tradução da companhia das Letras E bom a ideia que eu vou começar com uma questão que eu terminei na semana passada eu acho que coloquei até com uma questão final mas eu acho que talvez seja um bom gancho para a gente
começar essa segunda parte do texto do Freud do mal estar e começa a gente dividiu ali né a gente fez uma divisão semana retrasada a gente foi do 1 ao 3 capítulos né do texto a gente fez do 1 ao 3 e hoje a gente vai fazer A parte 4 5 e 6 do texto né e uma das coisas que eu levantei na semana passada até para terminar com um fim de discussão uma pergunta era tentar entender ou tentar pensar com o Freud Qual que é a função o que que ele entende como a função
da cultura quer dizer qual que é a função da cultura na construção da vida coletiva na não só na vida do sujeito né na vida do sujeitos ou né e mas também na vida coletiva quer dizer qual que é a Função da cultura Floresta tentando pensar bom porque que a gente construiu isso que a gente está chamando aqui de Cultura ao civilização né da onde surgiu essa necessidade da onde surgiu esse ímpeto em se constituir essas grandes aglomerações coletivas né coletivas e subsumidas amado determinada alheia determinadas determinadas costumes regras essa pergunta que o Freud está
se Fazendo nesse texto né e uma coisa muito interessante que eu falei de coloca na primeira parte que a gente a gente viu semana retrasada ele começa a responder essa questão Qual que é a função da cultura então ele coloca duas coisas ele vai dizer assim olha por um lado a cultura é um lugar ou a gente construiu essa coisa que a gente ama de Cultura porque a cultura ajuda nos ajuda a nos lidar ou nos a ver com o que é demais primordial da gente que é o Desamparo quer dizer Somos seres que dê
para a gente poder existir a gente depende do Cuidado da existência do reconhecimento do outro ou de algum outro né então a cultura foi esse mecanismo que a gente criou para poder suportar essa condição primordial que eu tô chamando aqui de São Paulo Freud chama de desamparo né como um bebê um bebezinho que depende da mãe né Assim Como a cultura também tem como Função apaziguar certas fontes de Sofrimento da vida humana que são inescapáveis não sei se vocês lembram que o fraude coloca Três Fontes né ele vai dizer se bom o primeiro a fonte
de Sofrimento que é inerente inescapável da condição humana é a ação do tempo né a gente vai ficando velho tudo vai doendo digamos assim a segunda fonte de Sofrimento que é inerente inescapável da vida humana é o que ele vai chamar da natureza das Forças natureza que são absolutamente incontroláveis né a gente está completamente a Mercedes certas forças que a gente não tem controle e a terceira fonte de sofrimento do fraude vai dizer que há mais né que custa mais para gente que são as relações humanas justamente né existe algo nas relações humanas e nos
fazem sofrer e isso não tem como muito como escapar e a gente criou esse né e a cultura tem esse papel de a gente poder Fugir um pouquinho dessas dores né então a gente usa substâncias a gente faz arte a gente faz música A gente contempla a gente escreve né como mecanismos para mitigar essas fontes de sofrimento e essa seria uma função importante mas o Freud vai dizer ao mesmo tempo uma outra coisa que a vida assim olha para a gente poder fazer cultura e poder mitigar o nosso Sofrimentos que estão inerentes a Gente precisa
abdicar de parte das nossas punções e parte de nossos né assim tem um pedaço do nosso desejo das nossas punções do nosso né da busca do nosso satisfação que a gente precisa entregar que a gente precisa reprimir para a gente poder ser capaz de criar uma vida em comunidade então tem certas por exemplo o exemplo mais fundamental por Freud são as funções sexuais né olha a gente é quando a gente tiver crescendo de criancinha a Gente vai aprendendo a que a gente não pode ter qualquer objeto né Qualquer pessoa enquanto objeto sexual tem certos comportamentos
que a gente precisa aprender para viver em coletivo então a gente precisa reprimir uma série de porções ou transformar alguma outra coisa para que a gente possa viver em sociedade e essa repressão essa barragem que a gente faz para poder viver na cultura e viver coletivamente é a origem do nosso sofri também é uma origem do Nosso sofrimento quer dizer assim a gente precisa entregar alguma coisa para mitigar um certo sofrimento mas também vai produzir um outro tipo de sofrimento um outro tipo de conflito né que depois que o Frade vai chamar de das neuroses
né a gente vai falar a gente pode falar um pouquinho sobre isso depois eles são os neuroses como consequência dessa entrega que a gente dá para Cultura a gente precisa repreender parte das nossas funções para poder viver a Sociedade então vocês estão vendo que a cultura Tem uma função tanto quanto ambigua né Tem uma certa bivalência e que é constitutiva da cultura então eu terminei colocando essa questão quer dizer qual que é a função da cultura e Justamente na parte 4 vai começar o Fred vai colocar né uma uma reflexão que ele faz anos antes
do mal estar na cultura sobre a origem da Cultura a gente pode pensar mas da onde que como é que a gente pode pensar Auri da Cultura porque que não é difícil surgiu né se essa é a função dela mitigar nosso sofrimento mitigar nossos desamparo primordial e fazer com que a gente consiga viver coletivamente como é que isso surgiu não é E para isso Freud vai lançar mão de um mito de um mito justamente né em 1913 ele vai escrever o livro chamado Tottenham Tabu então o totem tá boa é uma espécie de um mito
uma história que o freudson utiliza para tentar deduzir Logicamente como é que nós passamos da natureza para cultura digamos assim né como é que nós criamos esse negócio chamado cultura e para explicar essa passagem de um estado de natureza para um Estado de Cultura o Freud vai lançar mão de uma história de um mito que vai ter como questão né como atores fundamentais [Música] o que ele vai chamar do pai da Horda né a ordem quando um certo grupo que era Que era o freudir ele é muito antropologia da época dele e ele vai dizer
assim olha existe um tipo de grupo de organização social bem no passado que ele vai chamar que os antropológicos chamados do fenômeno da ordem que são grupos que são liderados por um líder ou por um por alguém que lidera né uma espécie de uma família coletiva né você tem mulheres e homens que estão sob o domínio de uma pessoa e ele vai chamar da Horda ou do fenômeno Da hora então ele vai pegar esse organização social e vai dizer assim olha eu acho que a cultura surgiu a partir dessa organização que ele vai chamar de
ordem da hora da primitiva e a historinha que ele conta né rapidinho assim olha na hora existia uma figura que era o pai né O pai da hora da primitiva esse cara ele tinha acesso total a todas as mulheres e tinha um monopólio total da violência Então esse cara que era pai da Obra primitiva ele tinha acesso ao gozo Total direto né assim ele bloqueava o acesso dos outros homens a essas mulheres e ele tinha o monopólio da violência ele ele era o mais forte e portanto ele tinha acesso direito a todo uso fruto ou
gozo sexual e então ele fazia muitos filhos com essas todas as mulheres que ele tinha acesso essa historinha e a partir de um certo momento os filhos os filhos se percebem né os filhos estão sob o Domínio do pai eles não têm mulheres porque todos são do pai e ele se percebe que bom talvez a gente possa se juntar para derrotar o pai porque juntos a gente tem mais força né talvez se a gente se juntar e derrotar esse pai primeiro Esse pai da Ordem a gente consegue estabelecer o mínimo de Justiça Talvez né então
o que acontece é que os filhos se juntam e eles matam um pai né eles assassinam o pai e assim eles Resolvem o problema de que só um tinha acesso a todas as mulheres e aí se pensa a partir da morte do pai se cria um novo contrato social então de bom a gente precisa impedir que se faça novamente essa organização do pai da hora da primitiva não pode ter mais pai da hora ninguém pode ter acesso exclusivo ao Gosto sexual então a gente vai estabelecer um contrato né às vezes um pacto social em que
a gente vai abdicar desse acesso Exclusivo às mulheres a de cada esse poder total né a gente vai abdicar de um certo tipo de relação né com mas a gente garante segurança para todo mundo então se organiza nesse constitui uma nova forma de organização social e se impede que sempre tem uma pessoa que assuma todo o poder nem tenho todo o controle todo acesso à sexualidade do grupo É o poder e a Sexualidade então o Freud vai pensar bom E aí é aí que tá a chave porque assim se percebeu Que quando se organiza quando
a gente ou melhor quando o indivíduo pensa bom eu vou adicar de certa possibilidade de ter o poder Total mas e se todo mundo fizer isso como eu tô fazendo a gente consegue estar né ter uma estabilidade de ordem social digamos assim a gente garante uma segurança maior enquanto o grupo né e faz com que a gente para de se matar pelas mulheres Então vamos fazer esse Impacto aqui a gente proíbe um certo tipo de casamento é esse Instituto incesto né e faz com que a gente tem que casar para fora que a gente tem
que procurar mulheres em grupos e assim a gente vai construir isso para o Fred vai chamar de sociedade Então essa é um mito que o Frade né em relação a Constituição do que a cultura o início da cultura tá vinculada esse vídeo o assassinato disse pai da hora isso é um mito que o Fred achou para explicar a ideia de que para ver sociedade para Avicultura a gente Precisa abdicar da satisfação total porque o pai representa a satisfação Total o gozo Total então para a gente poder fazer sua cidade a gente não pode fazer o
que quiser a gente não pode ter querer ter o acesso ao gozo Total A gente precisa de isso Para ter segurança para a gente poder viver de forma coletiva essa esse é o mito do Fred ponto em relação a origem da Cultura bom me conta essa historinha aí né e a Partir a partir disso dessa história Freud vai se pensar bom é interessante pensar que nós né enquanto seres humanos a gente tem uma dupla tendência né uma dupla tendência funcional eu vou chamar a primeira coisa é que a gente tem essa tendência inerente a condição
humana de amar o outro né de querer sempre agregar [Música] a querer amar né a querer ter alguém com um objeto das nossas funções ao mesmo Tempo a gente tem uma outra tendência que é uma tendência que está vinculada a agressão a destruição a gente carrega essas duas tendências né mas o que que ela significam elas caminham juntas e dentro do próprio amor essas duas tendências constituem por exemplo que o Fred vai chamar de amor assim bom a gente precisa amar mas o amor pode ser destrutivo e muitas vezes né e a partir dessa dupla
tendência né dessa ambivalência emocional que o Freud Vai começar a pensar Qual que é o papel do amor e isso que ele vai chamar do instinto de agressão Bom eu acho que eu falei demais não sei se ficou Claro mas não sei se é do lado se você quer meter o louco aí daqui para frente eu acho que eu falei bastante Não imagina é que eu tava pensando aqui que talvez fosse interessante pra gente seguir até um pouquinho da Ordem do texto mesmo falar um pouquinho de como que os laços Libidinais são constitutivos da Cultura
né E são constitucionais também das instituições dentro da cultura Então por que que as pessoas se juntam né se agregam não se agregam porque isso é construtivo do ser humano uma das partes né como Fabiano não ia dizendo tinha esse essa dualidade emocional mas uma dessas partes da dualidade é justamente uma tendência a agregação né então os vínculos culturais por freudson vínculos libidinais né E só que alguns vínculos Libidinais por exemplo do bebê né que se vê então no mundo sobre o risco do desamparo né sobre essa necessidade dos cuidados do outro então uma das
questões que o bebê se ver essa vontade de acoplamento esse acoplamento por exemplo com o seio materno né então a gente pensa que essa meta das funções do Freud tem esse texto que chama as funções de seus destinos né que é um texto que a gente vai desenvolver em algum outro módulo que eu acho Interessante mas uma das metas das funções então seria essa meta que é estritamente sexual né agora essa meta sexual ele fala que bom ele precisa ela precisa ser inibida em algum momento né A criança precisa entender que ela não forma um
com a mãe né porque Justamente a ideia da libido é formar um é agregar enquanto que a tendência da pulsão de morte é o que é desagregar desfazer diluir né então eu até eu gostaria de fazer uma citação aqui do Freud na página 353 são dois trechos bem curtos aqui então o Freud fala é que o amor de meta é inibida foi originariamente amor plenamente sensual e ainda é no inconsciente do ser humano ambos amor plenamente sensual e amor de meta inibida ultrapassam a família e estabelecem novas ligações com pessoas até então desconhecidas agora eu
acho bem interessante essa parte pelo seguinte como que no nosso inconsciente Continua então operando né com as punções em seu estado puro né embora a gente tem aqui transformar essas punções né do bebê em coisas que sejam culturalmente aceitáveis a essencialmente a gente continua funcionando para o Freud é diante dois mecanismos básicos né esse mecanismo de acoplamento e um de solução né que seria a função de morte Então ele continua aqui um pouquinho mais à frente na página 353 dizendo Abre aspas mas a relação do Amor com a cultura perde no curso do desenvolvimento seu
caráter inequívoco de um lado o amor opõe-se aos interesses da cultura e de outro a cultura ameaça o amor com sensíveis restrições né Eu acho que talvez a mais sensível restrição que que a gente ou a primeira delas seja justamente o nascimento né a pessoa nasce e já se vê ali na necessidade do outro de encontrar um outro não é porque senão o bebê morre literalmente né Então Essa necessidade de agregar de se reunir faz parte da natureza humana né então isso vai ser assim a base para a formação dos vínculos libidinais que vão ter
como sendo de meta em libida diversas outras origens né que a gente encontra na sociedade né a gente pode pensar em sublimação local enfim isso a gente pode ver aqui um pouco mais para frente ou até deixei anotado para não esquecer de falar com vocês né Então essa essa questão do Eros né porque ele Fala de de Eros e ano em que não então ele fala a libido é não aqui enfim não é uma citação eu eu que fiz essas anotações né então a libido é justamente a força da ligação que leva o sujeito a
querer fazer um né então você tem uma força de ligação e aí essa porção leva a agregação a inclusão inclusive de cadeias significantes de simbolização né Então essa força libidinal leva inclusive que a gente simboliza as coisas né busque Compreender as coisas né então assim que ele dá mal com esses aspectos que não são simbolizados né então a gente cada vez que tem alguma coisa que a gente não consegue incluir em cade lubrificante isso é problemático né então a gente trabalha para que isso seja para que isso funcione para que a gente consiga integrar as
coisas integrar compor juntar formar um tudo isso a gente está falando então de libido a gente tá falando de Eros né e por outro lado a Gente tem agressividade né que o Fabiano tava falando então a agressividade ela não é exatamente a pulsão de morte né agressividade ela ela é composta pela pulsão de morte mas ela também pode ter um mecanismo libidinal funcionando né essa agressividade também é constitutiva tanto quanto o amor tanto quanto a necessidade de fazer um né a necessidade também de destruir de desfazer também já nasce Dentro do nosso aparato psíquico né
então a gente não pode confundir a agressividade com a função de morte mas agressividade ela tende a mostrar na cultura muito do que é essa nossa punção pela dissolução eu não sei agora Talvez eu tô falando muito aqui mas enfim é só concluir esse pedacinho que eu anotei a gente tem então uma parcela poderosa né de agressividade seja isso faz muito parte da nossa vida essa possibilidade por Exemplo no erotismo sádico e que é o erotismo sabe que senão essa mestra das duas funções né então você tem tanto um erotismo quanto você tem também uma
agressividade isso na mesma coisa então a pulsão ela tá sempre por isso que a gente de certa forma sempre acaba também amando as pessoas que a gente odeia ou odiando as que a gente ama então tem uma partezinha bem pequena de uma citação que fala na página 366 o Seguinte sempre é possível ligar um grande número de pessoas pelo amor desde que resta em outras para que se exteriorize agressividade isso é muito interessante né porque as pessoas elas quando se formam como aglomerados da Cultura né seja na família né ou na no país ou a
humanidade como um todo isso tudo pode ser feito desde que você encontre uma reserva no outro então você precisa encontrar um outro né esse outro é aquele que a cultura de certa forma Permite que você odeia que você agrida não é que você acha dessa forma que em geral é negada para o ser humano individual né querem entrar aí para que eu não fique tagarelando por favor a partir do quarto capítulo que ele vai fazer o tempo todo não só com a cultura mas com os assuntos que ele vai abordar Ele fica dando pistas e
dizendo Para os dois extremos ele vai dizer que a cultura tem dois fatores constituintes que vão ser o Amor e a coleção do trabalho né as pessoas teriam se juntado quando elas perceberam que juntas elas eram mais fortes contras coisas que elas precisavam combater na época [Música] tanto contra os outros mas quanto nela nelas dentro da comunidade delas e o amor que tá totalmente relacionado ao desamparo que também é constituinte de Todo ser humano e daí a gente entende né imaginar que desenvolvimento intuitivamente o que que vai acontecer eles vão se desenvolver melhor juntos então
cada um vai ajudar mais o outro e assim cada um vai fazer mais as partes então Até que em algum momento eles vão quase que se auto-suficiente não tanto influenciados pelo que tá fora mas o que daí a gente tá indo por esse caminho foi de disse que não que não é Isso porque justamente o outro lado que vai ser o amor vai bater totalmente de frente com isso porque o amor quando a gente está mais vulnerável quando eu amo alguém eu esse objeto do meu amor seja de uma pessoa ou seja até um bem
material um animal que acontece eu tô completamente Dependente dele então ao mesmo passo que a cultura caminhava pelo lado de seremos Independentes tinha um outro lado que puxava para o olha mas para você ser feliz você vai precisar dessa coisa que você ama e essa coisa que você ama você não controla e portanto você completamente dependente disso do mundo exterior então o ser humano ficou não quero não quero depender do mundo exterior mas ao mesmo tempo completamente dependente dessa coisa que tava no mundo exterior tanto que ele vai até comentar super legal que Ele fala
que os sábios aconselhavam que o amor era ruim eu fiquei primeiro uma boa ideia Porque de fato você vai ficar assim apaixonado voltasse adolescente independente da idade que você tem então pensando numa questão evolutiva no sentido da palavra mesmo é completamente social porque vamos para uma guerra no sentido primitivo Eles foram para uma guerra tá mas em vez de eu pensar no coletivo e salvar Minha tribo Pera aí eu vou salvar meu filho vou salvar minha mulher e às vezes essa deslocamento da pessoa fazer com que a tribo ficasse vulnerável porque às vezes ele tava
cuidando e Alguém entra e ele foi salvar a mulher dela e morre um monte de gente Então esse foi assim a cultura é prejudicial e ela é boa ela causa isso mesmo a gente precisa dela mas ao mesmo tempo ela dá esse mal-estar mesmo não tem como ter cultura não tem Como ter civilização sem esse mal estar e é porque ela vai fazer com que a gente tenha que andar nessa linha a gente tem que obedecer essas regras como Fabiano disse mas que isso vai exigir muito muito muito muito muito e que vai estar tipo
não vão ser só uma repressão assim sexual acabou inclinando para uma repressão heteronormativa mesmo não é só uma repressão mais de você não pode Transar com sua mãe acabou indo para um assim como que a gente faz para deixar eles obediente para que a gente vai isso tem um preço pareceu que é bom mas assim a gente meio que tá perdendo a mão assim a gente precisa foi restringindo mas restringiu demais e fica difícil essa a gente foi para um lado meio quanto mais se a pressão então mais a gente vai Ficar mais fácil e
a gente descobriu que não é assim a gente posso pegar um gancho aqui Eduardo rapidinho Manda um abraço não que é legal que está falando eu acho isso muito legal gente pensar porque tem a ver com o próprio nome do texto Porque que o TS se chama mal estar e bom isso tem muita gente já escreveu sobre isso no prefácio do livro também tem então Mas é interessante pensar que Mal estar aqui não tem necessariamente ver com bens não é o oposto de bem-estar né como muita gente poderia pensar talvez no senso comum só é
possível estar Ou existir fazendo Cultura né Então a nossa vida quer dizer só é possível existir viver se organizando a partir disso que o frete é uma cultura só que a gente paga um preço para isso então como a Taís está falando entendeu o que Que a gente o que que o Freud nos convida a pensar ele tá dizendo assim olha a gente não tem muita escapatória porque a única maneira de estar do mundo é mal de certa forma é mal estando é só é possível existir estar do mundo a partir do mal estar quer
dizer mal estar não só no sentido do bem-estar no sentido de estar no mundo se dá a partir de um certo incômodo de algo que a gente preço que a gente paga ou de ter algo Que na verdade é imparável de certa forma mas a gente tem que pagar um preço para poder desenvolver aquilo que a gente chama de vida e junto com isso que a gente chama de vida tem sofrimento tem repressão tem algo que a gente precisa dar para Cultura Fontes que são inestáveis de sofrimento mas o ponto é se a gente só
pode estar no Mundo Mal estando nesse sentido né como é que a gente pode produzir Vida a Partir de isso porque essa pergunta por Freud está se fazendo né porque o Eduardo falou bastante sobre essa tendência agressão né que é a parte 5 do texto mas o Fred vai dizer assim a gente tem essa tendência que é inerente a condição humana também que é essa tendência a destruição ou agressão e a gente e a cultura É um mecanismo que a gente criou para poder também lidar com isso né Vocês entendem que eu acho legal Desse
texto né está falando sobre o amor quer dizer o amor tem uma certa bivalência que até isso falou O Eduardo falou quer dizer Existe o Amor né O amor é essa tendência em se fazer um em agregar só que o amor sexual pleno essa função sexual a gente tende quando a gente faz um com o outro é porque Taís falou a gente tende a se desligar do mundo né estar apaixonado de certa forma se desligado o mundo né assim a tendência apaixonada e se desligada Cultura né ele fica completamente ele se diz aliena completamente tudo
pelo objeto do amor dele Nada Mais Importa como a Taís falou só passa e Nada Mais Importa só é só aquele objeto do seu amor importa e você se desliga da Cultura né então o Fred vai dizer assim até o amor tem esse problema e mais do que isso o amor também pode ser destritivo esse amor do um ele pode ter a tendência querer destruir o outro se o outro escapar das Suas expectativas e tem uma certa tendência destrutiva em si mesmo também então o Freud vai dizer assim o próprio amor existe se a gente
pensar bem o flash tá dizendo assim existem o amor precisa ser transformado porque esse amor sexual pleno ele pode ser destrutivo então a cultura tem um papel de transformar esse amor em alguma coisa a outra deixar ele mais Brando para que as relações não sejam assim né Para que ter um objeto de amor a sua Ligação seja assim tão central né assim a vida coletiva demanda a atenção em outras coisas então né aí não queria aquela coisa que ele vai chamar do amor a Deus né ame ao próximo como ama a ti mesmo né o
frete assim são mecanismos da cultura para cultura se mantém em pé né então a gente ama o próximo mesmo que a gente não sabe não tenha nem ideia quem seja esse próximo a gente diz que a gente precisa amar o próximo como a gente ama a gente mesmo Né bom isso pode ser um problema lá na frente mas esse é um outro ponto Mas é interessante isso tá vendo caráter ambíguo e ambivalente no amor na cultura como isso está em relação o tempo todo né E aí eu acho Fabiano que é interessante de colocar bom
tudo bem a questão das restrições ao amor né porque o amor também tem um componente destrutivo mas você tem também agressividade mesmo e todos os mecanismos da cultura para Recalcar para conter de alguma forma para modificar a agressividade né então a esse essa questão do da porção de morte tá presente tanto nas relações amorosas por exemplo né em tese amorosas por exemplo de um pai com um filho ou entre um casal ou entre ou dentro de uma família ou dentro de um país mas a gente tem também os impulsos agressivos que também precisam ser contidos
porque também a agressão é inerente a Humanidade Então o que se faz né a gente conhece bem os mecanismos sociais de contenção da agressividade né tem as leis e tudo mais mas a ideia é pensar que também é essa agressão que é reprimida precisa se tornar alguma coisa né como a gente estava falando do Amor no começo que ele precisa se transformar em outras coisas em outros laços já que ele tem essa meta né obstruída pela cultura também essa agressividade tem a meta a obstruída Pela cultura então O que você pode fazer com agressividade né
então aí eu acho que vale a gente entrar nesse texto do Freud que não é objeto do nosso estudo que nesse livro mas que é um texto interessante para a gente entender um pouquinho melhor isso que as funções seus estilos né então a frente esse medo do desamparo né E mesmo da violência que seriam a restrições vindo de fora mesmo Ao livre a livre expressão das punções né Então Você fala bom se eu expressar livremente minhas punções o que que pode acontecer primeiro o desamparo para o bebê o desamparo é Fatal mas a gente sabe
muito bem que o desamparo continua sendo para nós na nossa vida adulta um grande problema né então a gente tem um sério mal-estar frente ao desamparo né e a violência é uma outra coisa que pode se voltar contra nós mesmo como um mecanismo da cultura certo então a gente mesmo pode se tornar esse outro né esse A o bandido né ou o marginal que é um termo também é usado assim para você colocar algumas pessoas como fonte legítima de da aplicação da agressividade humana né então nas funções Veja a gente tem essa possibilidade E aí
o Freud fala da possibilidade de sublimação né Então essa agressividade ela é praticada em formas que daí são socialmente aceitáveis né Você pode jogar por exemplo você vai jogar futebol você vai Sei lá lutar MMA você vai fazer alguma coisa mas ou jogar xadrez né mas de certa forma você transforma seus impulsos agressivos assim como você transforma seus impulsos sexuais em outras coisas né em coisas que são aceitáveis pela cultura certo então é uma solução muito interessante o problema é que é sublimação é insuficiente E aí fala bom a gente tem diversas outras maneiras de
transformar as funções em outras coisas Uma outra fora a sublimação é a reversão ao seu oposto por exemplo então aquele sentimento aquela aquela punção que se dá de agressividade em você você pode sentir ao contrário você pode sentir que você tá sendo agredido isso é muito comum nas crianças né a criança Ela não sabe muito bem quem é o agressor se é ela ou se é o outro já tá agredindo né então a reversão ao seu oposto é uma das dos destinos das funções né ou a mudança da atividade para passividade né E aí na
Agressividade ela se transforma numa numa indicação da agressividade do outro né que é isso não sou eu que sou agressivo agressividade vem de fora né ou a reversão do conteúdo né Você pode criar uma formação reativa Ou seja você tem uma extrema pulsão agressiva em relação a alguém e aí uma formação reativa a isso seria por exemplo você tratar essa pessoa de uma forma artificialmente amorosa é uma possibilidade de transformar a Pulsão em uma outra coisa né Outra coisa que também é aquele que o Fred toca inclusive nesse texto e aí na no encontro seguinte
Isso vai ser bem mais importante quando a gente estiver falando do superego é a questão do retorno da agressividade ao próprio eu né então a gente nota que em muitos mecanismos psíquicos toda essa essa pulsão tanto a libidinal quanto agressiva de solução de morte então isso se volta contra o eu né Quando isso se volta contra o ego né contra o eu aí a gente vê alguns mecanismos de auto punição né ou de culpa né então a gente o superego tava o tempo inteiro exigindo da gente uma reparação né ela busca é punições Então essa
punição muitas vezes se exerce contra o próprio eu né E a outra que eu acho que talvez vale a pena a gente falar também é o recalque né o das funções que fazem então com que esse conteúdo seja recalcado E aí as funções Precisam se expressar por todos esses outros meios né Então nesse texto acho que as funções são Destinos e seria interessante talvez no outro momento a gente retomar para entender bem como funcionam esses mecanismos típicos que transformam tanto a porção de morte como de vida em outras coisas eu queria falar só uma coisa
eu gostei bastante né de saber que esse texto de possui seus destinos fala um pouco sobre isso ainda não não li esse texto é mas Quando o Eduardo falou sobre esse amor né entre os iguais e sempre restando algo fora né onde você pode enfim despejar esse ódio né Essa agressão eu lembrei um pouco do texto de grada quilomba e também de outros conceitos que ela traz no livro para falar sobre o racismo né onde esse grupo da branquitude ele consegue é de certa forma se aliar esse discurso mesmo porque a teoria de grada é
psicanalítica né a partir da psicanálise Que ela leu racismo E aí ela fala justamente disso Desse ódio que a branquitude consegue colocar para o outro né esse grande outro né com maiúsculo onde é sempre eu sujo o animalesco o primitivo e Freud traz nesse texto coisas sobre isso ele fala em alguns momentos né sobre a migração dos povos aí ele fala que que hoje em dia eu não sei se vocês vão chegar a discutir sobre isso mas que enfim depois né de alguns comportamentos primitivos Que a gente tinha de andar curvados enfim por conta do
cheiro e aí a partir do momento que a gente fica ereto né a gente passou também a sentir esse essa versão não mais em si mas no outro e aí passa a sentir o outro como sujo e aí liga isso diretamente com animais por exemplo E aí onde vem essa fonte né de do outro sempre ser conectado com essas com essa primitividade né com esse animalismo e eu achei essa relação bem bem interessante É que sempre vai ter essa essa união vai ser sempre pressupondo uma união contra alguma coisa é o que a gente viu
por exemplo mais barato que tem mas por exemplo a gente está unido aqui mas a gente precisa ter alguém que nos faça se juntar a gente fez hoje em dia que é uma coisa que junta as pessoas que não se conhecem mais do que uma fofoca contra alguém Comum ai olha aquela menina ali de Rosa ai menina achei que aquele bicho dela horrível Nossa eu também nada a ver né pronto melhores amigos todos Então esse caráter de que porque dá um ar superior para a gente né enquanto eu sou a grande maravilhosa tipo para eu
ser muito bom Alguém tem que ser muito ruim para a gente ser especial eu tenho que pressionar Então tá sempre junto assim Mas é isso mesmo achei muito legal Só uma desculpa João pode completar não eu só ia falar que quando tá escrito isso eu lembrei também que até no próprio texto Floyd fala das pessoas né cristãs que pregam esse amor entre eles né Todos nós somos filhos de Deus logo Deus devemos nos amar mas esse amor acaba se limitando para quem não segue a religião para os que estão né em outros contextos enfim exatamente
tenho só uma só uma lembrete o fráge desenvolve exatamente está falando João No outro texto sociológico famoso dele que a psicologia das massas e análise do eu que o Freud uma das O Frade vai tentar entender algo um conceito que a gente vai falar um pouco sobre isso talvez no próximo encontro que é ideia de a noção de identificação né Qual o que que é esse conceito prática análise a ideia de identificação de que a maneira como a gente né O Frade vai dizer assim olha quando a gente se constitui Como eu como Eu das
constituindo a primeira ligação que a gente tem com um outro o Fred vai chamar de uma ligação de identificação quer dizer a gente se identifica com a imagem do outro a mamãe no caso né então primeiro tipo de ligação que a gente constitui até antes da ligação funcional através de uma ligação de identificação a mamãe começa a forma modelo né e o Freud vai se no psicologia das massas vai desenvolver essa teoria e tem uma coisa muito interessante que ele tá Pensando é dizer assim olha ou pensando o fenômeno da massa assim mas o que
que faz as pessoas se juntarem nessa grande quantidade de gente no Instagram de contingente de grupo que o Fred vai chamar massa pessoas que parece que se comportam de maneira igual e para né tem essa impressão que um grupo de pessoas mais ou menos Pensa a mesma coisa se movimenta de forma coletiva Tem certas comportamentos que estão para muito além do indivíduo né seu comportamentos em Grupo de formam nisso né digamos assim isso que o Fred vai chamar de massa aí vai dizer assim normalmente a Massa se institui a partir da relação com o líder
né Essa é a forma mais comum ele vai pegar disso de um outro sociólogo lá no século 19 ele vai dizer assim normalmente a Massa se constitui porque todos do mesmo grupo tem como pai tem uma identificação com um certo Líder né E todos se vende de certa forma como filhos desse Líder como Seguidores desse livro em todos se identificam entre si a partir de um próprio grupo aí e o Fred vai falar um pouquinho desse tipo de identificação que é com o líder como o pai da hora da primitiva de certa forma O Fred
faz essa Associação só que depois o Fred vai se perguntar existem casos de formação de massa que não tem líder assim Existem certas certas movimentações coletivas que se vê na sociedade que se formam uma massa né os Indivíduos se apagam em torno de um grupo só que você não tem o líder que organiza mais e o Fred vai dizer assim uma das formas de organização de massa sem líder tem a ver com a localização de um inimigo externo então A ideia é o seguinte todos nós aqui como grupo temos um inimigo em comum então isso
isso que nos conecta isso que constrói a nossa identificação o inimigo em comum então não precisa ter Líder né então a gente se identifica a gente faz parte do mesmo Grupo porque nós temos um demônio nós temos o inimigo comum isso faz com que a gente se conecta individualmente vai dizer que isso é uma das formações possíveis demais e uma coisa que você falou então você falou da grande tem algo que eu acho muito interessante aí no Freud porque eu acho que o Freud inaugura tanto na psicologia das massas quanto no mal-estar Todas toda a
discussão que depois a gente vai chamada da economia libidinal da política né quer dizer o Fred é o primeiro a se propor a pensar bom [Música] se faz política no mundo ocidental a maneira como se faz política está para muito além de princípios meramente Racionais ou de interesses né entre meios e fins digamos assim a maneira como ocidente faz e fez política tem uma carga Libidinal gigantesca e isso faz com que a gente não entenda certo nos que aconteceram no século 20 a partir de uma perspectiva meramente racional por exemplo bom como é que eu
vou entender os fascismo por exemplo a partir de uma teoria que se ampara na escolhas que estabelece relação entre meios e fins por exemplo né então você tem toda uma tradição da filosofia política que vai pegar justamente essa discussão do pai é isso vai assim vai de Freud a escola de Frankfurt tendo uma dor e uma coisa com os grandes representantes continuadores da teoria o raio por um outro lugar e a coisa vai né bom tá não vai se utilizar dessa ideia né para pensar né Para pensar o peles negras Máscaras Brancas existem tudo uma
tradição do pensamento ocidental e vai pegar essa ideia do Freud interessante pensar isso né quer dizer porque que toda formação de massa formação de grupo tem um inimigo ou Demanda a construção de um inimigo né porque que muito da política que se faz da contemporaneidade ou política que se fez a história do ocidente demanda da assistência de um inimigo essa figura essa imagem se fantasma de um né e o Freud chamou muito bem atenção dizer assim olha quando o grupo quando alguma comunidade se liga libidina através do amor ou do princípio do amor ou agressão
vai ter que ir para algum lugar para onde que ela vai né ela tem De ir para fora eu acho que o exemplo do cristianismo é muito interessante que o Freud da quer dizer O Pagão né Ou aquele que não é cristão é passível de ser o grande inimigo é passível de ser elimina ou ou transformado ou eliminado né Vamos pensar na história do cristianismo quer dizer você tinha uma dúvida você tinha uma escolha uma escolha assim eles né você era transformado né ou você era convertido até Cristã se você não é se você não
aceita ser convertido Você Merece ser eliminado a história do cristianismo tá muito pautado nesses termos durante muito tempo né e só esse gancho é muito legal que você deu João porque tem um texto muito legal que é uma continuação dessa ideia do Freud que é um que é um que é um platô do livro do deles do né dos filósofos do ais franceses não gilbeleses tem um platô um texto que se chama o ano zero hostilidade Vão pegar justamente essa ideia do Freud eles vão dizer assim olha existe uma lógica dos grupos que é justamente
essa Freud aponta vou dizer assim existe um circuito libidinal na política que vai a construir Essa Ideia de um inimigo enquanto esse outro ser ou transformado ou a ser eliminado né então ele vai usar como imagem de pensamento um rosto um rosto que vai ou né transformando ou eliminando a tudo e a todos que ele vê para frente ele vê pela Frente nem esse rosto é o rosto de Jesus assim o Beleza agora tá colocam assim né Eles não falam que é o rosto de Jesus mas a maneira como eles constroem o rosto e o
rosto de Jesus Cristo como esse rosto que vai justamente convertendo ou eliminando tudo que é diferente quer dizer tudo que tudo que é tudo que a diferença e passa por esse rosto tem uma dupla escolha ou ser convertido ou ser eliminar essa é uma lógica De uma certa clipe de Nova ocidente Mas é uma continuação que o Freud está falando é muito interessante é que Você levantou agrada tem uma série de autores que vão pegando esse gancho do Freud para pensar fascismo para pensar política contemporânea para pensar esse circuitos libidinais que sustentam que a gente
chama de política eu queria só falar uma coisa bem rapidinho só para porque a Karen colocou ali uma Questão sobre a polarização política e tal é uma coisa assim não precisa entender que às vezes essa formação de bolhas que a gente chama e hoje acho que isso tem acontecido de uma forma assim exacerbada mas é tão interessante a gente pensar a bolha como justamente assim como um casal apaixonado sabe a gente pensa nisso é como se fosse justamente nesse mecanismo funcional da libido né você encontra então uma série de atores né de pessoas Ligadas numa
massa e por que que a gente tá falando massa porque em diferenciada né Ali há um circuito de por onde passam Então os afetos né e que eles passam de uma forma extremamente libidinal Ou seja é sensual isso que Acontece aquilo que a gente falava que no início o Freud estava falando de como que no nosso inconsciente tudo ainda todas as nossas ligações funcionam de uma forma assim sexual mesmo né na sexualidade infantil Claro que então o que acontece é as pessoas se conectam em grupos né que se polarizam por que que se polarizam por
que conseguem encontrar meios de se defender do outro né se defender Inclusive das ideias do outro né então a impressão que eu tenho é que hoje os polos não conseguem se conversar porque enfim você um mecanismo de circulação libidinal de massas e tá completamente encerrado em si mesmo né então você tem a pessoas que acreditam naquilo e veja é Muito importante a gente pensar na força da libido para as nossas crenças né ou seja aquilo que a gente acredita tem um conteúdo libidinal extremamente poderoso né Então até para o nossos aspectos cognitivos enfim a gente
tem uma tendência a acreditar em coisas que nos dão tesão entende Esse tesão nesse sentido assim Claro dá sexualidade infantil né mas que Mas enfim que é legal né a galera que que encontra um com os outros Encontros com Os outros né E formam então um grupo que é muito muito coeso e não consegue receber de fora porque de fora é quem é o outro é aquele sobre quem Eu descarrego minha agressividade Quanto que o meu amor tá aqui para dentro dessa né O problema é quando você não encontra escapes internos para agressividade e tem
que exclusivamente colocar a agressividade para fora da bolha sabe E aí é realmente o problema é que as bolhas às vezes Ficam muito fechadas né Muito encerradas a Gabriela tinha levantado a mão Exato eu acho que eu não reconhecimento da existência do outro esse problema a diferença ideias diferentes mas não matem o Fabiano eu tô certo a não aceitação da diferença da diferença como um problema ser eliminado Esse é o problema Gabriela Eduardo nesse sentido dessa que a massa ela fala Dessa diminuição do subjetividade né então fica todo mundo igual e os mais cita isso
né que não tem que ver com a inteligência porque até os mais inteligentes perdem a capacidade crítica daquilo que está sendo colocado então é uma diminuição subjetiva ponto de não ter conversa né e é isso assim que a gente sente quando a gente conversa com alguém que tá na bolha não tem outro caminho né mas enfim pensando nisso no que o João também trouxe da questão do Racismo de todo esse trabalho que a gente pode ler hoje o racismo né eu penso muito na questão desse recalque que a gente vem passando social que eu acho
que também com esse porque a cultura nasce a partir de um recalque né então é preciso recalcar um desejo isso gera uma história preciso conviver com isso mas também o quanto local que que cria um esse outro lado da cultura desse mal estar eu posso escutar do Bem Estar mesmo mais de que a sociedade vai Recalcando né então ah não teve racismo não tem diferença não tem desigualdade né mas nesse movimento de um de um recalque que vai por essa via Eu acho além de uma formação de Cultura Mas também de um mal estar quando
coloca essa diferença então Principalmente quando a gente projeta né então o pensa no cristianismo né o diabo demônio nada mais é que o mal tá fora jamais dentro né ele tá totalmente fora e eu reprimo tudo que tá de ruim é que destruiu Aquele que tá andando na minha frente apontando qualquer coisa do tipo né então parece que vai por aí é interessante Quando falaram eu achei demais sabendo que você trouxe bem o mal estar como não tem como viver Teoricamente né é um mal estando na vida né no sentido assim a gente nasce a
partir do furo né a gente nasce a partir da separação então começa perdendo para resistir Tem que perder então que vida ouvindo aos céus Mas é interessante isso nós vai ter que lidar com a perda para existir enquanto sujeito é Preciso perder né E tem uma coisa ali que você que você abordou justamente essa ambivalência né então a gente vai tratar mais na no próximo encontro mas essa ideia dá um bivalência e da Necessidade prevaleça que a gente tem relação tanto ao objeto né ou seja o outro que a gente ama e odeia quanto ao
eu né então a gente também tem uma bivalência e nós mesmo e Aí é interessante pensar como que muitas religiões você não tem essa separação da figura de Deus e do diabo né eles entendem a complexidade da desse amor a esse a esse esse pai da Horda então agora na religião cristã Então você tem a formação do diabo o diabo ele também comporta uma bivalência né Tem um texto muito bonito do Freud que é da uma neurose Demoníaca no século 17 ou 18 não sei mas é um texto que eu gosto muito bom é então
eu gosto também e mostra Como Justamente a neurose se Funda da impossibilidade da pessoa de garantir ao pai um caráter complexo e ambivalente né então porque eles tinham um amor enorme por esse pai que ele perdeu e eu também odiava esse pai né E aí ele faz um pacto exatamente um pacto com o diabo né que é na verdade enfim um substituto para o pai dele quem é que ele vai buscar para ser o substituto do pai dele o diabo entende então eu acho muito interessante essa coisa da Ambivalência é a mesma ideia do diabo
enquanto o anjo caído ele é um anjo caído porque ele odeia o pai porque ele quer ser igual ao pai ele quer copiar ao pai o que seria Deus também é aquele eu acho que eu tinha tinha sinalizado né Eu acho que foi levado que falou eu tenho muita dificuldade em trazer por exemplo o que nós sabemos falando ali das bolhas e da política Somente num campo psíquico sem considerar todo toda a influência de poderes né todo tudo que existe por trás até da manipulação psíquica como um todo né porque parece que isso é natural
né parece que nós somos e essa polarização não vai ser danosa de uma forma natural enquanto nós como se não houvesse toda uma manipulação desse contexto né material também e eu tenho dificuldade de enxergar esse Polo somente por uma via eu acho que são muitas que se cruzam E a cultura também extremamente manipulado né esse homem que o Freud sempre se refere ele está inserido numa Cultura em alguns costumes né e mas existe outras também né existe outros movimentos e daí nós estávamos falando ali a tecla Taís sobre disputas não conseguiríamos não polarizar isso por
exemplo o nazismo se não tivesse uma polarização ele não teria sido abatido e assim como nós estamos vivendo hoje nós somos a face de né de um modelo fascista Militar se não houver uma politização realmente e algo que puxa essa força com igual força né para o outro lado não vai haver o equilíbrio então a polarização eu não consigo entender ainda ela como como danosa tão pouco consigo entender assim e não só da área Talvez seja minha dificuldade eu não consigo entender esse homem eu li alguma coisa do Freud já esse homem que o Freud
escreve como único né como acho que é uma das diversidades que a gente tem enquanto Constituição também dentro da cultura depende muito né da cultura que tu tá inserido essa formação psíquica então eu tenho ainda tô tentando me aprofundar na leitura do Freud mas eu tenho talvez porque eu tenho também estudo muita parte de história de política eu tenho alguns eu fico com muitos questionamentos nessa dessa visão do Frade em visão né disso e com exemplo a própria polarização o próprio pai né que Ele sempre remonta essa psique através de um pai mas neste modelo
de de que esse homem está inserido né porque normalmente ele é bem ele traz muito também o patriarcado então dá para ver que ele lê uma família tradicional patriarcal que teve essa constituição psíquica Talvez hoje a gente já esteja sendo formados em outras constituições específicas bem diferentes essa e que outras coisas também na própria política tem também ser observado além da nossa Formação psíquica que é todo o todos os poderes e toda o quanto a polarização também pode ser importante para reverter alguma transformação era isso pessoal não sei se me fez entender falei um monte
de coisa eu tenho certeza que os dois vão querer falar também então vou falar bem rapidinho porque é exatamente isso é apesar de por aí as pessoas dizerem que a clínica é a política Clínica não tem não existe isso pelo menos na minha Visão o sujeito está inserido na política eu não vejo que um sujeito aqui da minha cidade é o mesmo sujeito que tá lá dentro do contexto árabe uma mulher ainda mais vou analisar uma mulher aqui não parece nem Lógico que seja igual uma mulher que ela sofre dentro de uma cultura muçulmana ou
ela não pode mostrar nem o cabelo e o que eu falei da polarização foi só que eu entendo concordo com você é isso Que forma democracia direita e esquerda em busca de um centro que eu acho que é mais ou menos o problema tá justamente quando a direita e a esquerda tão polarizadas que uma quer massacrar outra então não vira mais direito esquerda Vira ou você direita ou matem a esquerda não tem vão chegar um consenso é tipo é o que tá agora ou você bolsonaro ou você Lula parece que não tem mais outra opção
ou você é mas daí mas aí eu vou só complementar um ponto hoje a direita ela Aponta a arma e a esquerda morre então não dá para a gente nem comparar uma coisa com outra né as pessoas da esquerda mas é justamente porque a direita foi tão para lá entendeu ainda nem voltar ela não deixou de morrer ainda né ainda não só queria voltar um ponto eu não sei que tudo que formação que você tem desculpa uma curiosidade da vida mesmo mas eu sou Analista de Sistema mas eu estou estudando estudo O Fred tá longe
de achar que a questão psíquica é determinante em relação às em relação à política relações humanas muito longe pelo contrário o meu ponto carinho o ponto do Fred é x texto é que é o contrário porque se você foi pensar o qual é a noção de política na história do ocidente na história da sociedade ocidental a ideia de política foi muito vinculada a noção de racionalidade e razão Ver a esfera da política sempre foi entendida como a esfera da razão né então assim da Grécia a recuperação da discussão dos gregos antigos e o século 17
e 18 iluminismo deu isso como suposto a ideia de que as instituições políticas são reino da razão né e o que eu acho que a genialidade Freud foi justamente apontar que não só essa é a generalidade assim você é um engano vocês acharem que toda ação política é orientada pela Pela melhor escolha racional isso é um engano é um engodo por isso que o Freud é tão fundamental para se pensar fascismo justamente para pensar o circuito libidinalva passivo por exemplo é porque que existem grupos políticos que tem como pressuposto a iluminação do a Constituição de
um inimigo e a eliminação do outro enquanto o inimigo das Armas quer dizer porque que se começa a criar um discurso de que as esquerdas tem que desaparecer Por exemplo E como foi em boa parte da história do século 20 né mas isso tem uma boa eu acho que tem uma boa questão sobre isso Fabiano Veja a ideia mesmo do Freud ele fala isso nesse texto por isso que eu faço questão de desculpas interromper Mas é para não deixar passar por trás ele tá falando disso justamente ele tá falando que o problema né não é
existir assim diferenças e tal A grande questão é não é o Fred não consegue imaginar uma Civilização que não esteja em mal-estar que não esteja em confronto então o grande problema é quando você tem uma civilização e se pretende a civilização e fora daquilo que existe é a barbárie né Então esse é o problema e ele inclusive até eu uso o exemplo contrário né ele usa ele usa exemplo da do comunismo que na época dele tinha um potencial assim muito grande de dizer não veja nós temos uma proposta na qual As pessoas vão viver em
harmonia basta que todos sejam todos sejamos comunistas ou seja se ele está propondo que todos sejam comunistas isso vai ele fala olha eu não vejo como pode dar certo porque as pessoas vão precisar continuar encontrando alguma coisa de Fora precisar encontrar sempre um outro então o que a gente tem são movimentos políticos que são mais abertos a diferença e dão melhores destinos as funções de agressividade por exemplo na Democracia Você tem uma melhor forma de destinar suas funções agressivas do que por exemplo no nazismo no nazismo eles querem fazer acabar por exemplo os judeus né
ou seja o meu outro eu faço que elimino e também uma outra maneira que é uma maneira muito ruim de lidar com de agressividade é a maneira imperialista né que é bom eu quero torná-los todas eu vou assimilar todos ao meu Império desde que todos passem a praticar assim os meus valores né então E aí o que acaba acontecendo porque aí o Cristian tem um livro muito bom sobre isso também tem algumas falas eu até mandei no grupo ali um vídeo dele falando que a questão do narcisismo das pequenas diferenças ele fala bom se a
gente conseguir fazer como as pessoas tendem a fazer na cidade encontrar só os nossos semelhantes e aí a gente se fecha dentro dos condomínios o que que acontece na primeira coisa no primeiro dia de condomínio quando você Tá só ali entre iguais né entre pares a gente começa a encontrar diferenças pequenininhas e brigar porque que é um grupo de condomínio gente vocês estiverem em algum grupo de condomínio ou de escola de criança também que é o caso as pessoas brigam muito e aí entra essa ideia do narcisismo das pequenas diferenças ou seja para o Freud
que tá dizendo é precisa ser ter isso que você tá chamando de polarização mas o que não pode ter é que alguma da civilizações se Considerem as grandes civilização a única mas a gente pode pensar que na verdade não existe vida sem polarização de certa forma você entende que a diferença o Fred quer dizer assim toda formação de grupo implica numa relação de diferença com algum outro e sempre existe um outro sempre existe um outro porque é o outro que vai te definir enquanto grupo eu sou eu sou aquilo que eu sou aquilo que eles
não são né quer dizer o outro que define Você enquanto do grupo enquanto como sujeito também mas isso é uma outra descrição mas o frete tá dizendo assim Bom eu acho exemplo que o Fred da crença dele em relação ao comunismo uma certa ideia de Comunismo é muito interessante né ele vai dizer assim o problema dos comunistas da época dele tá então o problema dos comunistas da minha época é que assim eles acham uma abolição da propriedade privada todo o ódio de classe vai desaparecer Mas as relações de conflito e ódio de classe vão desaparecer
a partir do momento que a questão né que o acesso aos meios de produção serem coletivizados garantidos para todos só que o Freud vai dizer assim olha eu não vou falar sobre propriedade privada mas eu duvido muito que você só transformando as relações de propriedade vai fazer com que todo mundo vive em harmonia mesma fora disso é uma impossibilidade Por Freud tá porque ele tá dizendo assim isso é uma fantasia bom tem gente que acha que o problema só seriam as relações de produção e ali todo mundo tudo começa a dar certo não dá certo
porque a diferença é pressuposta porque sempre vai assistir algum outro lado falou assim não tem outra a gente produz um outro mas o Ponto Central é que tipo de relação que a gente constitui com esse outro Da pura destruição ou da né Zé não só da aceitação da diferença mas assim se a ver com o fato de que sempre vai existir diferença sempre vai existir um outro a gente precisa se haver com esse fato mas eu não tenho não tem jeito de fazer uma pergunta então tenha tem algum texto do Freud em que ele para
que eu leia a curiosidade mesmo não conheço algum texto do Freud em que ele justifique o capitalismo mesmo quanto ao né da exploração do homem pelo homem do Homem pela natureza Enquanto essa cultura está permeada nisso entende uma leitura em que ele consiga ver a materialidade do que está permeado na cultura e daí como a nossa psiquiatra afetada Talvez uma leitura inversa um pouquinho Será que eu encontro alguma coisa ou de alguns canais não sei entendi mas você tá dizendo assim como o preço possas dar formação dessas não vai achar sabe por quê Porque tem
uma tem um pressuposto filosófico Fundamental aí e para o Freud a relação entre material e precisa tá chamando de material né com pensar um pouquinho no Marketing entre material e psíquico para Freud não existe uma anterioridade lógica de uma prioridade nem cronológica nem lógica de uma das partes o Freud em vez de uma relação dialética Tá mas é mas quando eu falo materialidade eu faço eu falo de meios de sobrevivência de estar vivo não Morrer de comer né de ter aonde sobrevivência mesmo para que a psiquiatria própria possa se desenvolver assim olha para que a
gente pudesse sobreviver como grupo A gente precisa por que que é o mito da do pai dela por que que mata o pai na hora da primitiva porque só matando o pai que vai possibilitar que todos vivam com o mínimo de segurança em grupo que eu possa ter a minha mulher em paz tem minha família em paz eu posso plantar em Paz eu posso ficar em paz quer dizer só assim é possível você tá entendendo quer dizer o Fred cria esse mito justamente para dizer assim será possível viver em civilização a partir do momento que
a gente a dica de certas funções que a gente tem isso é a origem da cultura por Frade quer dizer isso tem a ver com as condições materiais a gente vai chamar suas condições materiais de sobrevivência quer dizer para eu poder implantar em paz eu preciso ter um Mínimo de segurança entendeu precisava ficar tranquilo que é o corte justamente da Liberdade vamos dizer exatamente perfeito não vem não me ataca não já tá a gente tem um impacto social aqui então a gente pode construir vida a partir disso E aí a gente pode fazer sociedade digamos
assim né Fazer o sentido Mais amplo do termo transformar a natureza fazer família se reproduzir né quer dizer ou tá tentando acho que Talvez vale a pena você ler um toque em Itabuna porque o Freud vai vai pegar uma parte é essa que está chamando dessas condições materiais né mas é sempre uma relação dialética a gente precisa de cadas funções para poder viver com essa matéria materialidade e vice-versa uma vai alimentando a outra é por isso me surpreende esse essa visão do Freud contra o comunismo porque justamente se ele olhar essa cultura do respeito e
da Possibilidade de sobrevivência do outro até como reconhecimento de si ele vai chegar Talvez uma sociedade do se ele imaginasse uma condição psíquica talvez muito mais parecida com comunismo do que com o próprio capitalismo o qual ele não ele não criticou diretamente né Apesar porque a gente eu tô falando meio bem de materialidade da vida mesmo de poder viver de poder comer e de poder né viver sobreviver assim numa sociedade assim que é o básico material até para Conseguir se desenvolver Então me surpreende Essa visão justamente do comunismo Eu não conhecia do Freud Enquanto essa
crítica do comunismo que nós buscaríamos outros problemas acho que sim mas talvez outros né não as de sobrevivência talvez seria isso a evolução a gente encontrar outros problemas e não esses né de que a gente né que o Freud diagnóstico também que nós temos Essas funções talvez tussões que que permitissem a vida a Sobrevivência da vida de toda essa sociedade fosse um bom caminho mas eu vou tentar me aprofundar eu vou levar tentar Obrigado pessoal não tá tranquilo é a o que eu ia falar é tem a ver com isso também porque foi um ponto
de interrogação para mim nesse momento do texto que ele fala do comunismo porque eu entendi e aí eu espero que vocês pontuem também os entendimentos porque eu senti como se Ele tivesse dito que né dentro dessa sociedade onde o ódio entre classes não existisse mais é como se aniquilasse uma sublimação que foi feita desse agressividade né então assim eu não posso mais matar essa outra pessoa que é mais pobre do que eu vou dizer assim né porque eu tenho mais materialidade mais nada possibilidade né de materialidade Mas eu posso me dividir então por exemplo a
discussão do Cristiano eu vou me fechar em condomínios E aí isso é uma Forma de sublimar essa agressividade né De certa forma eu gostaria de entender se vai por esse caminho sabe porque isso ficou assim para mim porque eu acho isso eu achei que faz muito sentido isso achei que faz muito sentido sabe então João Lucas Eu gostaria de falar passar minha opinião sobre isso assim porque na verdade ele usa o exemplo do comunismo mas é muito importante que a gente não entenda ele tá fazendo uma crítica por Exemplo ao Marxismo e tal tal como
os marxistas de hoje pensam Marques ou tal como tá enfim enquanto um grande eleitor de marketing não ele não tá falando nada disso ele tá falando do movimento histórico do comunismo da época dele né então o que se passava ali justamente era a questão da Internacional e da internacionalização do comunismo como uma Utopia né na qual o futuro seria então uma comunidade que viveria em perfeita Harmonia ele fala tá É que tem um problema em relação a mim a teoria aí né porque o comunismo nesse nesse ar universalista que o comunismo histórico daquela época dele
nos lugares onde o comunismo estava sendo aplicado de como que o discurso comunista circulava naquele momento então aquilo parecia para ele uma coisa estranha porque ele achava Não isso não é uma boa forma de você pensar o mundo porque você tá excluindo outras possibilidades certo então assim eu não vejo que o Freud Tinha nada contra o comunismo em si o que ele tinha era contra qualquer universalismo entende seja uma universalismo do capitalismo tanto é que ele fala mal dos Estados Unidos Por exemplo naquela época dele como é Extrema e isso então não dá para pensar
assim o Fred como um cara defensor do cara caiu muito pelo contrário praticamente criticando a exploração humana e ele fala O capitalismo cara O problema é qualquer movimento político que busque uma universalismo né que busque colocar todos dentro da mesma bolha não é porque se você colocar todas também numa bolha é a mesma coisa que a gente estava falando da briga de pelo menos as pessoas vão encontrar maneiras porque essa agressividade que é uma pulsão nossa assim como a pulsão sexual ela precisa ser escoada e ela vai sem esquadrada Então dentro da bolha né nem
Que seja aquelas pessoas se matando dentro do condomínio né então o condomínio ele é só uma metáfora né você falou isso sublimação eu não sei se seria uma sublimação sabe eu acho que é um outro tipo de defesa muito que tem muito mais a ver com o recalque porque porque quando você tá dentro de um condomínio que você faz é negar todo mundo que você sabe assim você sabe que existe fora daqueles muros né mas você recalca esse mundo e vive como ser Os outros fossem todos os seus iguais então o grande problema do Freud
é esse fechamento da sociedade em situações que fossem assim que fossem como ser nós estivéssemos juntos porque isso gera outro tipo de conflito e sempre vai ter algum tipo de conflito com fraude né então esse conflito por frase que ele chama de narcisismo das pequenas diferenças ele fala olha isso que ia rolar que a gente tivesse qualquer sistema Mundial que as pessoas se Achassem tão muito iguais né então mesmo não liberalismo Você fala legal então não liberalismo aí se você não você tem uma série de problemas no liberalismo você tem exploração do outro para eles
não tem jeito Essa é a grande questão por trás na cultura não tem jeito porque a cultura Ela tem que dar e tem que encontrar vazões para agressividade e essa agressividade que a gente sente vai gerar o mal-estar não é porque esse mal-estar que é recalcado pela cultura Se volta contra nós mesmos e a gente sente ele se localiza muito bem sabe eu acho que o erro é nosso de ler a Literatura e generalizar ele sempre tá falando de um lugar e ele faz deixa isso muito assim nesse texto por exemplo ele fala na nossa
cultura ocidental europeia na europeia ocidental enfim ele fala de um lugar quando ele vai dizer dos Estados Unidos ele chega a falar né eu poderia citar essa miséria ele usa algum termo Assim miséria psicológica eu acho que ele iria falar dos Estados Unidos e aí ele fala não vou nem falar porque né eu não vou enfim entrar nos termos dele e eu queria falar só mais uma coisa Porque o fabiano falou de fonon e o fã não é um dos teóricos que falam justamente dessa eu acho que um tempo pesado mas assim dá falta de
perspectiva do comunismo né de entender que existiriam outros problemas e aí ele fala de um lugar de alguém racializado por exemplo né que se você Abolir essas diferenças sociais no sentido do dinheiro mesmo né do trabalho enfim como ficariam esse sujeitos e sujeitas negras enfim toda essa leitura acho que é bacana né na própria história dos Estados Unidos ele só ele só se ele sente racialização quando ele pisa na França né quer dizer assim olha eu percebi em Paris não círculos que eles frequentam o dinheiro que eles ganham a diferença está sempre marcada no esporte
Né como é que você vai sustentar aqui eliminar as desigualdades de classe necessariamente vão eliminar as operações de raça ou da racionalização né quer dizer essa pergunta que só não se coloca isso vale para qualquer isso que olha como é interessante por Freud fala porque é uma discussão até hoje que se dá nos movimentos sociais Às vezes a gente vê por aí quer dizer é isso posto de que elimina com a revolução eliminando as desigualdade de classe Você vai eliminar a porta dela as desigualdades de gênero de raça né dos outros marcadores é diferente Olha
o Frade já tá falando assim olha não é bem assim que a banda toca porque no circuito funcionais são muito mais complicados do que a gente imagina quer dizer não é só as relações de produção né aí outros autores posteriormente vão falar sobre bom né existem questões de poder muito mais do que não tem nada necessariamente com plástico tem a ver Com colônia com a história do colonialismo tem a ver com processo de racionalização tem a ver com desigualdade de gênero né então tudo fica mais complicado isso que é interessante que o Fred vai colocar
desculpa eu falei que na história dos Estados Unidos aconteceu um movimento assim meio parecido né que primeiro Lutaram né pela questão que da segregação que teve entre brancos negros daí ok daí depois Conseguiram entre aspas você conseguiu alguma vanzo pelo menos e daí depois vem o movimento feminista procurando algum avanço e daí meio que todo mundo pensou assim ah tá agora a gente meio que conseguiu e daí foi quando as mulheres negras foram gente não não conseguiram porque a gente não consegue haver nem esse pouco que vocês conquistaram os avanço porque porque se eu vou
reclamar dos meus direitos que seja uma diferença salarial alguém olha Para mim e diz não nós já você não recebe menos porque você é negra nós já acabamos com isso agora olha só aquele homem negro recebe igual o branco e daí ela vai falar olha eu sou discriminada então porque sou mulher dele dizem não olha só aquela mulher branca que recebe igual então assim é difícil achar que alguma coisa vai A só isso vai nem quando você estipula uma coisa a alteridade é muito grande é tipo tem sempre alguém que vai Ter que ficar de
fora E é isso que as lutas nunca acabam porque tem sempre alguém que tem que ficar de fora não interessa bizarro É mas esse aqui Você levantou um ponto muito legal eu acho e tem a ver com discussões contemporâneas sobre justamente sobre identidade e não identidade pode identidade quer dizer a pergunta fundamental é que quando se constitui um grupo alguém sempre fica para fora a Gente sempre é outro por exemplo essa discussão fundamental de uma filósofo contemporânea que é famosa pelos estudos de gênero mas não só quer viver a pergunta fundamental da filosofia dela é
isso Olha nós nas lógicas na dinâmicas de reconhecimento da política sempre Instituto em grupo sempre se Instituto entender toda a lei faz um corte entre quem é quem usufruir a lei Mas alguém sempre fica de fora e toda a formação de Grupo implica em corpo para dentro de Corpos que vão ficar para fora quer dizer toda a construção de grupo toda lei quer dizer todo corte que você dá no mundo através de uma lei através da formação de grupo implica na formação de um fora quem tá fora a pergunta sempre é quinta foto quinta fora
que alguém pude fora né então como é que faz para a gente alargar Justamente a política ponto de que a gente conseguir incluir cada vez mais fortes para dentro nas Políticas de reconhecimento né na políticas sociais quer dizer a discussão é essa quer dizer quais são os corpos que são inteligíveis os corpos que ainda não são inteligíveis pelo Estado pelas políticas sociais o que que é visto como normal e fica visto como patológico quer dizer a gente sempre tá fazendo Fronteira sempre existe o ponto é o que que a gente faça diferente né porque o
fascismo o que constitui o Fascismo isso é interessante quer dizer o fascismo enquanto micropolítica não encontra o partido mas enquanto micropolíticas é um termo de beleza aqui tem como pressuposto Justamente a não aceitação da existência da diferença ela precisa ser eliminada ou convertida em cima de tudo em similaridade Então como é que a gente faz para evitar isso e eu acho que o Freud é um dos que dá um ponto até inicial para pensar esse Problema eu acho Por isso assim a atualidade desses textos de Freud porque a gente tá falando disso em setembro de
2022 no fim das contas é sobre isso # é sobre isso e Freud nos ajuda a pensar mas é legal as contrações eu achei bem interessante sim tem tudo a ver com esse Frade né não é não é coisa de fora não assim tá super dentro do que o flash está tentando nos mostrar pessoal eu acho que O nosso horário né então eu gostaria de agradecer a todos aí pela pela presença né os heroicos aí que vieram hoje aí na véspera de feriado e tal eu acho que foi muito interessante muito produtivo essa conversa Na
próxima a gente vai abordar a questão do super eu né e eu gostaria só de dizer que para aqueles que estão começando né que estão ainda tendo os primeiros contatos obra do Freud que não se assusta muito assim Porque é uma obra que é muito sistematizada né ele faz referências a outros livros dele tal então essa construção ela é feita devagar mesmo eu acredito que que seja interessante que todos continuem participando justamente porque é assim a gente vai pegando uma coisa vai pegando uma outra e de repente a gente consegue fazer boas ligações né o
que não deixa de ser uma ideia de porção de vida né tá junto e conseguir fazer com que as Ideias passem a fazer sentido em conjunto Então esse esforço né que é o esforço coletivo de todos nós assim é uma coisa que a gente pretende de acordo com continuidade mas para frente Possivelmente a gente faça algum alguma fala assim mais introdutória algum talvez algum curso com assim termos né alguma introdução psicanálise do Freud né então daí o pessoal que tá no início pode pode participar também né então já fica aí um Convite para alguma coisa
que a gente ainda não sabe quando que vai acontecer mas que a gente já começa a pensar é a partir dos feedbacks que a gente vem tendo de vocês aí dos nossos encontros até agora certo pessoal então muito obrigado né pela presença de vocês e enfim espero vê-los aí na daqui 15 dias né