é tão bom dia hoje Doze de Fevereiro de 2022 nós estamos aqui em uma a atividade da escola da Cidadania José de Souza Candido e nós teremos a palestra da professora Ana name e tem como título direito à saúde EA defesa do SUS transformar Nemo e muito obrigado por sua presença eu passo a palavra para você e o sol Ana Me desculpe muito bom dia e o agradeço bastante convite ficou muito feliz de poder participar dessa experiência especialmente de ser parceira dos anos nesse esforço de aproximação da Universidade com a sociedade eu acho muito importante
é tem tido essa preocupação e os meus alunos especialmente considerando a nossa linha de pesquisa que a história historiografia da saúde pública a relevância de estar sempre conversando com a sociedade e apresentando resultados de pesquisa que possam em processos de formação contínua evitar e as pessoas caiam e negacionistas e fake News e é nos colocam sempre na direção contrária daquilo que tem sido a luta de todos os Defensores do Sul que é a universalização efetiva é da Saúde como direito para todo e a populações para todos os grupos sociais para todos aqueles que tenham as
suas identidades diferenciadas em grupos a se defender pautas identitárias mais que é de maneira nenhuma por isso enfraquecem a noção de universalidade que é a principal pauta dos fios então muito obrigada pelo convite todo contente de tá aqui vou pedir licença para montar uma apresentação porque quando eu sou muito apaixonada por esse tema a chance de eu ficar falando na cabeça você nunca para e sem o norte é muito grande então eu vou falar de direito à saúde de Defesa do SUS dentro daquilo que é a minha formação do Historiador a de ofício como misturadora
eu não consigo discutir o que eu considero ser o principal problema do SUS sem voltar um pouquinho no tempo eu vou pedir licença você o que a gente voltaram fazendo aquelas aulas de História aconteceu aconteceu aconteceu nada disso vou pegar uns pontos centrais que eu acho importante e são relevantes para a gente entender o que eu considero ser o principal problema do SUS hoje e tem a ver com financiamento mas lá no fim vocês vão já perceberam o que que eu tô falando não queria lembrar um pouquinho primeiro por vocês né ah o que é
que como é que se organizou a história da saúde pública no Brasil desde o período colonial então entre a colonização o império EA República o que que nós temos basicamente primeiros anos da República Liberal que aquele médico formado no período colonial no escolas portuguesas no início do século 19 as primeiras escolas médicas do Brasil no Rio de Janeiro e na Bahia e ainda muito formados em Coimbra que era para um DIU e que atendiam as casas o próprio o que que se chama Liberal Ele atende a chamado e comprava por isso e paralelo a isso
nós temos as artes de curar representadas aí nessa tela à esquerda em que as populações pobres Especialmente às populações afrodescendentes das populações indígenas tinham os seus conhecimentos tradicionais que usavam no tratamento tanto dos Homens Livres pobres quanto das Comunidades tradicionais escravizadas Ou aquelas que ainda lutavam pelo seu território às populações indígenas e no século 18 foram século 19 foram sendo colocadas em resíduos isso tudo conviver com as santas casas as santas casas de Misericórdia dados em Portugal ainda no século quinze e que povoaram as partes do império Português e aqui no Brasil para Além de
povoarem a época do império a português depois e se cobrar império do Brasil elas continuarão tendo uma enorme capilarização e muitos lugares do império Português a suseri cordas sobraram por máquinas criadas pelo Império Brasil não aceita Independência depois de 1822 nós temos especialmente aqui em São Paulo a formação de muitas novas misericórdias na segunda metade do século 19 no Brasil independente qual era a lógica no tratamento dessas misericórdia dessas santas casas eram associações privadas de lermos que impossibilidades na igreja católica EA vão espaços de assistência à saúde de assistência pobreza os faculdade sermos os candidatos
não são cristãs de caridade sobre que o acolhimento a pobreza nos aproximava de Deus de Jesus Cristo e por isso que era muito comum as pessoas ricas ao morrer e deixar uma taxa e para as santas casas de Misericórdia essa loja proclamada a república esta lógica de um empreendimento privado um Colorado na caridade que pode executar verbas públicas recebia dinheiro do império recebi dinheiro dos reis de Portugal na época colonial para acolher os pobres se precisavam de assistência esta lógica e transformada em 1893 como a república criou a figura jurídica que hoje pois vocês conhecem
suas cidades civil sem fins lucrativos todo mundo já ouviu falar nisso né E tem score isso é ong azul essas estão Isso então isso foi a institucionalização oficial da experiência das misericórdias se que é uma entidade privada e sem fins lucrativos porque não distribui lucro entre os seus associados e executa verbas públicas e que são legitimados Por que acolhem a pobreza oferecendo leitos de Atendimento à saúde além de ter em orfanatos e tem escolas transformações pobres aqui a gente tá pensando Só no Fiesta assistência à saúde dentro dessa lógica ao longo do primeiro período Republicano
e também do século 20 brasileiro quando se proliferando esses hospitais privados sem fins lucrativos que eram chamados de filantrópicos e executavam pego as roupas estão médico sei lá preocupado com o tracoma que era uma cama doença nos olhos comum entre os imigrantes que trabalhavam na cafeicultura o essas redes para secar no leite cafeicultura tem que ser lucrativa no esse médico no carro hospital para colher a população contra a cola né o hospital como sociedade civil sem fins lucrativos o seria verba pública para atender essa população tô com a lógica historicamente do nosso sistema de saúde
a lógica é e as instituições privadas sem fins lucrativos que recebem verba pública para acolher a pobreza é essa lógica uma lógica que é vai avançar pelo século 20 então se vocês observarem essa outra imagem e é uma imagem do de breu artista francês que teve no Brasil é a no início do século 19 Ele tá é um cirurgião negro colocando ventosas Então as artes de curar para as populações pobres e escravizadas de misturavam conhecimentos afrodescendente conhecimento das populações indígenas até com conhecimentos vindos da população Branca a herdeira de Portugal EA partir da segunda metade
do século 19 dos dos Imigrantes esse esse misturando e a gente chama de artes de curar populares que tinha que conviver com saberes médicos e não se institucionalizando ao longo do século 19 quando se formam as escolas éticas Academia Brasileira de medicina e vão criando mecanismos de medicalização da sociedade o que que é isso afastar os conhecimentos Racionais e deixar apenas o profissional formado é ou direito legalmente constituído de cuidar das doenças são coisas que começa a acontecer no primeiro período Republicano o século 19 era muito fraco embora fosse desejo dos médicos mas ainda no
19 e o historiador do Rio que eu gosto muito eu tô indo Pimenta e ela ela tem vários casos que ela conta desses curandeiros populares querem chamar lá na faculdade de medicina do Rio de Janeiro para apresentar os seus saberes uma coisa que a partir da primeira república era absolutamente encantado com esse processo de medicalização da sociedade então esse essas artes de curar que conviveram e convivem até hoje com esse processo de medicalização da sociedade e elas a os saberes médicos universitários apenas agora 20 anos para cá passaram a conviver os saberes populares e só
foi possível por causa do Sul porque até a invenção do SUS havia uma separação muito clara entre saberes e a a medicina Universitária que tinha um poder muito grande e que criou muitos hospitais principalmente a partir do momento em que eu que a gente chama de medicina Previdenciário o que que é isso são os institutos de pensões por categorias de trabalhadores e começaram a se formar no início do século 20 então o Instituto Previdenciário de aposentadorias dos Ferroviários dos trabalhadores na indústria de artesanato de tecido e Sim Card o Instituto e esse Instituto com o
pagamento dos seus funcionários ele previa a aposentadoria por um ar e assistência à saúde por outro como é mesmo é o Instituto de aposentadoria de uma categoria que compra serviços de hospitais privados e paga por eles Essa é a lógica da Medicina previdenciária eu não preciso dizer para vocês que nesse país de trabalho informal havia uma enorme parte da população que ao longo do século 20 não recolhi a porque não tinha no ícone posso clicar no olhei para previdência para o Instituto porque não tinha carteira assinada e que portanto defendia da benemerência das santas casas
de misericórdia que tinham leitos para esta população sem carteira assinada a partir de verbas recebidas da prefeitura o Estado ou do governo federal né mas também recebia pacientes da Previdência a as santas casas de Misericórdia cê cinco anos todos os outros hospitais então esses hospitais que cresceram nessa lógica essa medicina previdenciária sempre conviveu com as artes de curar ou dar um salto agora para ir para a criação do INPS pela ditadura militar em 1966 porque o que é que fez o INPS reuniu todos esses institutos de aposentadoria de previdência que existiam no único Instituto que
é o INPS que seria gerido pelo governo ou seja o trabalhador recolhi a isso ia para o INPS gerido pelo governo e o INPS redistribuiria comprando serviços para o trabalhador de carteira assinada poder frequentar os hospitais do impeça sua gerir a ser gerido pelo Gover o professor centralizações típicas da ditadura militar no Brasil tua carteira de trabalho é fundamento da obtenção de direitos não informou se uma rede de atendimento aos usuários desses serviços oferecidos pela NPS mas não parte das vezes hospitais privados certificados como filantrópicos portanto com isenção de tributos que isso que eu quero
que vocês vai nessa informação porque ela que prejudica os fios Hoje em dia a instituições médicas hospitais clínicas Laboratórios certificados com filantrópicas têm isenção de impostos e portanto quando o governo recolhe menos impostos ele tem menos condição de oferecer aquilo que eu sou de ser a universalização e este é o modelo que vem deslavada 19 desde o período colonial Águas Santas casas de misericórdia e que foi sobrevivendo até a construção do SUS quando a gente essa foi criado já viu o crescimento paralelo dos Seguros e dos Conventos mas a maior parte dos brasileiros sempre defendeu
dependendo do INPS até 1988 para assistência à saúde eles eram indicar e do SUS depois de 1988 e no final da década de 70 ainda no período ditatorial a gente tem a crise do INPS ou essa crise o governo tentou separar assistência à saúde da presidência é que oferece aposentado Rita e humilhantes é o Inácio seria só para seja saúde e IPs para aposentadoria e aqui não são começando a construir o caminho patinhos eu acho que é importante a gente ver de onde é que ele saiu de um lado dos departamentos de medicina preventiva e
passaram a discutir que se chama de medicina social de medicina Comunitária e aquela medicina voltada para os interesses das Comunidades específicas porque a população que mora à beira de um rio têm interesses diferentes de uma população que mora numa cidade poluída onde é comum crianças foram kit asma não era preciso observar o território testar território construir uma medida para aquela comunidade e não de atenção primária que vai ser reforçada na conferência de alma-ata em 1978 conferência da Organização Mundial de Saúde foi construída entre os anos 1960/1970 a se formando departamento de medicina preventiva que diziam
a atendimento à saúde não é curar doença é prevenir é perscrutar o território pesquisar o território verificar as necessidades do território unidades básicas de atenção primária que cuidem do território de acordo com aquela realidade tão fortalecimento a da noção de atenção primária considerando a demografia ou seja como é que a distribuir aquela população Quais são as suas urgências Quais são as doenças prevalentes na área urbana é diferente de uma comunidade Ribeirinha uma área urbana simplificada ou seja muitos pré os serviços disponíveis é diferente de uma área urbana muito pauperizada não era precisa observar democracia as
desigualdades sociais para de fato conhecer a relação saúde-doença e não se dava só pela doença percebida e o medicamento oferecido Mas pelo reconhecimento do território por ações de prevenção por cuidados que poderiam muitas vezes abrir mão dos Remédios e observar a realidade é um movimento da reforma sanitária e incorpora essas essas propostas e se aproxima dos movimentos sociais são colocados aqui nessa primeira fotografia nos anos de1970 é uma coisa que eu preciso conversar muito com Fred ainda Jane a tem todo movimento social e saúde certeza todos vocês dessa escola devem conhecer e foi fundamental para
o fortalecimento do movimento da reforma sanitária O que é e esse movimento é a sua aproximação com a população então a oitava conferência nacional de saúde tá aqui nessa foto ela significou em 1986 ae88 a constituição né é essa 8ª conferência ela que uniu os mitos populares é os departamentos de medicina preventiva definições da reforma sanitária de vários Campos do Saber enfermeiros psicólogos assistentes sociais para propor no sul como é que isso foi possível porque havia já um movimento por dentro da ditadura esse muito interessante a a ditadura militar quando o seu processo de legitimação
entre o crise ela precisava oferecer para a população alguma coisa para diminuir a digamos assim a falta de legitimidade do governo É sim ela foi para a área de saúde Então você da reforma sanitária ele também começa por dentro do sistema de saúde com é a sua isso essas O opiáceo que é um plano de integração da assistência à saúde que se desenvolveu no Nordeste as ações Integradas aí é se que e também aproveitaram a regionalização ou seja o estabelecimento de postos de saúde como eram chamados na é a roxa a gente chama de unidade
básica de saúde e várias regiões do Brasil onde não tinha e osso diz de 1987 lote depois da Itália a conferência né e propunha exatamente os princípios que depois vão aparecer na Constituição Russos a universalização e Equidade e dizer observar as desigualdades sociais na hora de oferecer direito de centralização regionalização do Brasil muito grande hierarquiza são o paciente que entro na atenção primária possam ser deslocados para hospitais quando as suas patologias é indicar em essa necessidade então em 1988 com a Constituição de 1988 aqui nessa última foto sendo promulgada então nós conseguimos colocar na estrutura
da Constituição a a defesa do SUS e infelizmente a havia uma forte presença dos Defensores da iniciativa privada então a constituição embora ofereça o SUS ou Lei ou direito Ela também tem que conviver com iniciativa privada e é isso que cria o que eu chamo de erros autores Marcos regulatórios dúbio regionais oferecem a universalidade de outro enfraquecem e sanitários de fogo veja o artigo 198 da Constituição ele diz lá as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada entanto observadas as diferenças dos brasis hierarquizadas portanto estabelecendo relação entre as unidades básicas que funcionam
lá longe no interior com os hospitais que atendem serviços mais complexos um sistema único de acordo com as seguintes diretrizes de centralizar com direção única em cada esfera de governo município estado Federal atendimento integral mas com prioridade para as atividades preventivas portanto não é só o remédio é pesquisar o território oferecer prevenção antes como vacina é o programa nacional de imunização foi criado em 1973 e o objetivo é exatamente prevenir pelo primeiro artigo o Sistema Único de Saúde será financiado nos termos do Artigo 195 com recursos do orçamento da Seguridade Social da União dos Estados
do Distrito Federal e dos Municípios além de outras fontes mas aí veio artigo 199 assistência à saúde é livre a iniciativa privada As instituições privadas poderão participar de forma complementar do Sistema Único de Saúde segundo diretrizes deste mediante contrato de direito público ou convênio tendo preferência às entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos e se atente quando a gente queria uns usa o que é que nós achamos o que é que nós tivemos né Oi gente tava me irritando atrapalha a gravação dos anos 80 né O que que a gente tava querendo naquela época a
e todas essas figuras jurídicas esquisitas que já existiram ONG sem fins lucrativos CNPJ daqui CNPJ dali tudo isso desaparecer serviços fosse uma estrutura pública Universal acontece que eu estava não tinha condição de fazer e nos promulgamos constituição cidadã no auge dos avanços do meu do neoliberalismo que exatamente queriam diminuir o tamanho do está o que é que o SUS deve fazer manter aquela lógica de entidades sem fins lucrativos contratadas pelo Estado para executar verba pública em favor da população pois se nós tivermos se manter agora a entidade para ser filantrópica qual é a vantagem isenção
de uma parte dos tributos ou seja nos dávamos isenção de tributo e para que aqui no hospital oferecer esse serviço constitucional serviço público Ah e tu tanto o estado arrecadava menos para poder oferecer aquele serviço de uma lógica absolutamente maluca e depois na sequência nós ainda autorizamos que as famílias que comprassem seguros de saúde e convênios de doces do Imposto de Renda Ou seja que indiretamente o estado paga para que a classe média contra o seguro e recebe menos Olha isso pode incidir negativamente sobre arrecadação de recursos e deve formar assim é só pode incidir
negativamente não esse truque embora nós tenhamos montado mais estrutura institucional decisória é que eu reputo excelente né eu se nós observarmos aqui essa estrutura institucional você tem um gestor você tem comissões intergestores você tem colegiados deliberativos nas três esferas Municipal Estadual e Nacional essas três esferas tem que conversar entre si as secretarias municipais e estaduais Ministério da Saúde entre o estado eo município tem uma comissão bipartite Ninjago quatro hepatite e pega as três esferas você tem conselhos municipais quiser a Participação Popular que é grande conquista da 8ª conferência nacional de saúde a existe existem esses
conselhos nos três níveis e não existe forma melhor de você saber o que é que cada lugar do Brasil precisa do que a Participação Popular agora veja que coisa tem uma boa notícia para dar sobre isso que eu comecei essa piscina Jesus se lembra a primeira vez que você ligou para falar eu acho que já era a escola da Cidadania lá na RPM EA o pessoal de lábio Que tal disse assim ou seja estão envelhecendo professora os jovens não participam do Conselho se lembra disso agora recentemente eu conversando com o pessoal da Brigada Sapopemba Ele
estava me dizendo que uma pandemia muitos jovens estão entrando Então veja que talvez a gente movimento popular saúde exatamente como anemia jovens são entrando Então esse horror que foi a pandemia Se a gente pudesse dar essa coisa boa que é mostrar à população jovem a relevância de participar desses conselhos né Eu acho que pode ser uma coisa maravilhosa e eles mostraram isso não vejo isso do ponto de vista institucional né a relação entre as três esferas o gestor podendo fazer o controle da relação entre as unidades básicas os pés estaduais dos pés federais os hospitais
que fazem alta complexidades que fazem Média complexidade a distribuição através de um cadastro único das usa uma grande conquista a gente consegue ver lá todo o movimento era a prevalência de doença nos diferentes lugares do Brasil né Ah E aí veja só esse desenho eu acho genial porque ele mostra como o sistema se estrutura a partir da UBS estão vendo quiser UBS a porta de entrada do sistema ela que movimenta os recursos específicos para cada lugar do Brasil e a partir dela os seus princípios de equidade universalidade integralidade e ela cria o cadastro que vai
distribuir o cidadão em diferentes níveis de Atenção se você tenha atenção primária tem atenção terciária em atenção secundária com serviços especializados como Pediatria e Obstetrícia radiologia que hoje em dia tão em algumas roupas né E você tem a terciária que vai para os hospitais de grande porte então atenção primária é o primeiro contato no sistema de saúde aí você vai ser distribuído ou para secundária ou parte se área e de acordo com aquela patologia que você manifestar veja que interessante E além disso essa cota de entrada também tem as unidades odontológicas as fluviais e azul
e essa é uma maneira de distribuir por todo o Brasil e ela obedece diretrizes de regionalização territorialização resolutividade quer dizer quais são os resultados que a gente consegue participação da comunidade né e longitudinalidade quer dizer tentar abranger o máximo possível esse serviço desde estrutura bacana por isso que o SUS é considerado o modelo internacional né observa em esse outro dado aqui olha que interessante abrangência das unidades básicas de saúde isso é uma coisa é deixa começo terceiro se nós pegasse os meus dedinho saúde menores a gente cria um SUS Veja onde nós chegamos aqui né
com essas unidades a saúde fazem a distribuição dentro dessa estrutura que eu mostrei aqui aí das pessoas regionalizar a medicina mas sim eu tô fazendo uma pesquisa sobre diretrizes curriculares em medicina e fazendo entrevistas com médicos ligados aos processos de avaliação dos cursos de medicina um deles estava me contando que o curso de medicina criado recentemente na Amazônia em obedece e conversa e obedece as necessidades daquele lugar e conversa com saberes tradicionais e todo o campus dessa escola de medicina da amazona do Amazonas se encontra populações indígenas estudando além de outras populações então é preciso
regionalizar me disse assim mas não tem registro iguais nacionais que de um lado ofereçam os saberes básicos e de outro permitam que esses saberes dialogue com as necessidades dos lugares e os saberes tradicionais ah Precisa sim regionalizar o Brasil não é o Brasil Brasil são os brasis mas tudo isso é maravilhoso teoria eu defendo tudo isso que tá animais e nós temos o problema de um lado dos Marcos regulatórios dúbios né e colocam assistência à saúde entre a norma que é muito boa e a experiência que nos coloca problemas então lá na Constituição da escrito
E aí a união intervirá para garantir aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais compreendido e proveniente de transferências na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde essa redação só foi dada no de 2.000 SUS passou sem ter uma efetiva regulamentação do seu financiamento 12 anos 88/2000 até virar ic29 né e 90 nós tivermos as diretrizes colocadas e 98 azul esses então o que que é o s é mais uma figura jurídica como isenção tributária e para executar verba pública e neste caso não é só executar verba
pública é gerir equipamento por um E é claro que existe o s que fazem trabalhos bolso Aqui estou aqui não é discutir a existência da UECE mas é verificar o quanto esse monte de instituições que executam recursos públicos ou gerem recursos públicos e equipamentos públicos acabam de alguém alguma medida por enfraquecer arrecadação necessária para o além de tudo veio a certificação das entidades beneficientes Olha lá apresentação anual de serviços no percentual mínimo de sessenta por cento será comprovada por meio do somatório dos registros lá babá ou seja para que uma instituição é uma less uma
ONG a Santa Casa de Misericórdia para ser certificado como filantrópico como essa mas tem que comprovar O que é de fato oferece uma parte dos seus membros partes bacana né o governo Lula também tá é muito bem como é que eles fazem isso porque eu acho que não sei se vocês sabem certificado confio troca e como é que ele é certificado com filantrópicas e ele tem que ter uma porcentagem dos seus dentes descalços tem uma quantidade de leite dentro do ar sem descalços não não pé e como é que fase É consegui a certificação muito
simples e se certificam como s evangeline o equipamento público como M Boi Mirim aí quando eles fazem a sua prestação de contas Aquela quantidade de leite do M Boi Mirim é jogada no celular por favor eu nunca vi um médico do assim atender M'Boi Mirim só o gestor vai lá e nunca vi um paciente desde o início é atendido aqui sob esse sol quando precisa mostrar Perfumaria para empresa então aquilo que isso é um problema para o financiamento do SUS que vive portanto entre a empresa EA filosofia essa que a questão porque você tem é
instituições filantrópicas e efetivamente atendem suas no hospital São Paulo não está Federal de São Paulo e é o que eu estudei com mais cuidado tem noventa e cinco porcento dos seus leitos dedicados ao SUS e eu acho que não tem nenhum tá tudo bem M'Boi Mirim e os dois têm a mesma isenção de impostos é justo isso E isso não é justo nem Hospital São Paulo que é uma filosófica nem uso privado Também também que é talvez a maior que a gente tem então esse conceito de filantropia no Brasil tem raízes ibéricas porque vem do
período colonial das casas como eu eu falei para vocês tá ligado às santas casas de Misericórdia ué buscar o bem público do coletivo confundindo isso com solidariedade qualidade claro que interessante a solidariedade EA caridade mas tem que ser transformado em direitos não é Iraque porque oferece a caridade que recebe a qualidade mesmo aqui aqui o direito se você é caridade que baliza o oferecimento a caridade posso balizar nossa relação com os vizinhos e com as pessoas Se nós formos Será que estamos nos pontos de vista né ou de bom coração se porém eu sei lá
mas ela não pode definir como é que será o exercício do direito porque ela cria hierarquia ou ela pode criar o limite então o capitalismo a medida em que ele se realiza no século 19 ele transformou-se no caso brasileiro o exercício da filosofia né porque ela veio com essa indicação entre solidariedade e regulação do favor que uma regulação do favor você disse que essas santas casas que parecem caridade ou essas instituições filantrópicas que acolhem a pobreza podem fazê-lo por isso elas têm isenção de impostos e tal tá regulando e o favor que essas instituições oferecem
no direito da regulação de favor então a filantropia nada mais é do que a laicização da missão Católica de caridade se transformar em larga a caridade Cristã chamando de filantropia então toda essa movimentação que existe no Brasil entre formal e informal criou essas categorias não lucrativo voluntariado utilidade pública e vai gerando formas tradicionais de ajudar de ajuda a dupla ou era uma santas casas de misericórdia e novas associações civis com as ONGs como esoecies né então a gente vê uma filosofia a tradicional e vai se misturando com formas de expansão da Cidadania mais a medida
em que ela se mistura ela também diminui a cidadania porque regulada com o favor G1 Oi e a hora que você queria te dizer que anistas de isenção de impostos está criando pegou bastante favor é isso você tá fazendo é menos direito essa história das Antas Qual o papel que elas têm vejo qual é o problema era são cerca só as santas casas em eu não tô falando de hospitais corro o Santa Catarina aquele certificado com o Écio as tem que ser chegado como é essa não bônus a lista dos carros o texto nos dentes
hospitalares no Brasil estão sobre a responsabilidade delas estão as tempo a capilaridade ela tem uma interiorização muito grande elas cresceram na segunda metade do século 19 no Brasil não quarenta por cento das internações feitas pelo SUS são esses hospitais né quarenta por cento essa daí que vocês estão vendo elas Ribeirão Preto e cem anos há um tempo atrás hora do opção um pouquinho então considerando esse Panorama de financiamento no mínimo a evocar a mente estruturado causar um terror mesmo um bocado né não pensar nas representações que a gente tem sobre o SUS Quais são as
representações dos contratos que a população faz consumo das regiões que estão vendo que as pessoas pensam do SUS lamento informar que estão sem anestesia Tá mas e a dor no seu próximo vencedor essa fila das pessoas quase morrendo os caras na cadeia porque você tá gritando tô levando ele para sua solitária não quis usa isso tá escrito aqui do lado da para solitária customizou e isso é uma crueldade e é muito comum da Imprensa é muito comum né esse tipo de notícia né que é de 2008 isso a desde o começo do SUS né olha
as filas numa clínica particular que atende pelo SUS Então é só é uma clínica particular que tem isenção de imposto para atender pelo SUS no bairro de canela começa o pela madrugada o paciente conta que chegou a 5:30 acabou a marcação agora só vou poder marcar no final do mês reclama a dona de casa a tarde mais filas e um dos sócios da Clínica o médico Geraldo Fischer diz que a marcação de exames e consultas é feita a cada 15 dias e que o máximo de atendimento pelo SUS é de 3.500 procedimentos por mês quer
dizer os seus pagam tanto e quem chegou primeiro pai quem chegou estou jogando para frente na China é isso que acontece bom então a gente tem uma a uma visão de que as filas são porque os usos não e contratos feitos com essas clínicas Clean criam esse tipo de problema também então cara deles quando nós Assumimos os prestadores que já existiam presenciado ao SUS pela Secretaria da Saúde nos assumiram se trouxermos para cá não credenciados em um novo prestador precisamos primeiro conhecer as nossas necessidades dessas vai ser a desculpa de que a prefeitura o estado
não contrataram novos prestadores porque decisão entender as necessidades para que as unidades básicas na verdade um problema é eles só oferecem aquele tanto que sou Sarah não está sem dívida é o que acontece no hospital São Paulo e carente pelo PS Se eu mandar o cargo americano Olá mestres do peça tem coragem de fazer isso Ele atende E aí é indivíduo Hospital contrário que faz a química né então a gente tem essa visão a outra outro retrato olha os hospitais só trauma geral Universitário EA Santa Casa de Cuiabá são três hospitais de Cuiabá foram obrigados
a regularizar o atendimento dos serviços da área de atendimento de Ortopedia por conta de uma ação civil Então existe um processo de judicialização porque está escrito na constituição que direito e que Portanto tem que existir e esse processo de judicialização é bom para a população de um ar mais frio endividamento naquelas prestadoras de serviço e são sérias outras São Paulo individamento grande ou cria fila é como Aquela que a gente viu porque financiamento do SUS está menor do que viria do que deveria essas conversas de tem um problema de gerência pelo amor de Deus é
um nível de cinismo isso que é inaceitável gente raios para falar gosto vocês fizerem interrompe fiquem à vontade tá sozinha não né fazer alguma pergunta fique à vontade então observem aqui a sdn chega ao nordeste a SPDM é uma associação Civil de direito privado sem fins lucrativas certificado como filantrópica e como esse vinculada à Escola Paulista de Medicina e a Unifesp e ela Gere Por exemplo essa Policlínica lá em Fortaleza Policlínica pública e passou a ser gerido pela pela ESPM significa a experiência um gestor lá faz a contratação o que são recursos das pernas procedimentos
e tudo isso é isso que está acontecendo em muitos lugares do Brasil o governo passando a gestão do equipamento público para estas doenças existem experiências boas experiências ruins no caso da atenção primária é muito difícil isso funcionar porque porque atenção primária é basicamente um serviço preventivo de leitura do território de recebimento da população para Dair Observar se não pode fazer como o planeta queria que era pagar as unidades básicas de saúde apenas com o procedimento feito quem é que vai pagar os agentes comunitários se o cara que vai na casa verificasse aquela senhora que tem
problema de pressão alta Têm algum problema não aquela semana e não pode ser procedimento explicação pesquisa do território a compreensão do território existe que o profissional esteja lá regularmente independente do procedimento tomar muito cuidado repito o problema é o é assim se mas as formas de remuneração dela a maneira como ela se relaciona com a comunidade a maneira como financiamento da Saúde está sendo distribuído no Brasil Então veja a gente tem essas visões aqui né Essas divisões com eles quando uma mulher as pesquisas para ver se aquela charges mas tão verdadeira essa de 2011 e
veja só as reclamações em verde demora para ser atendido impostos e centros de saúde 35% falta de médicos 58 demora para conseguir uma consulta 33% Essas são as reclamações o geral como é que a população diz olha os serviços do Sul São bom ou muito bons para 29 por cento regular para quarenta e três por cento ruins na 28 observamos da Pizza vermelha o SUS tá aprovado ou reprovado O que vocês acham e aprovado no finalzinho com todos os entrevistados avaliam bem os serviços relacionados atendimento sem que previamente agendado rotineiro com consultas marcadas por especialistas
distribuição gratuita de medicamentos e atendimento da Saúde da Família E é só preciso 2011 Agora vamos pegar uns 2015 e uma de 2021 para observar a variação da saúde no Brasil e do SUS e do SUS nota 8 a 10 13 por cento cinco a sete 33% quatro a cinco 54 por cento saúde no Brasil oito a dez sete porcento 5 a 7 32 por cento quatro a cinco sessenta por cento e o qual a pessoa que você tem alguém toco não faca saúde do Brasil por quê E por que impliquem atendido por convênio ruim
cara não tá falando isso sem eu tava um dos convênios e o cara que respondeu a primeira pesquisa muitas vezes nem usuários do SUS essa pessoa tem que ser respondida por usuários e daí daquele resultado que a gente viu lá em cima ou então esse aqui olha de 2020 uma avaliação do trabalho no SUS regular 49 ótimo bom ruim ou péssimo só dezenove por cento gente c2021 então tem que olhar as pesquisas com muito cuidado porque elas podem induzir a uma leitura equivocada do Susanoo 300 é perfeito e não seja mais financiamento tentando mostrar para
vocês que precisa e não tem filha como que tem não sabemos que tem mas eu estou dizendo que ele é bem melhor do que aquilo que aquelas caricaturas e as pesquisas nos permitem perceber agora será que a condene a mudou o nosso olhar queria trazer os dados para vocês a cidade do IBGE da pinagem de 2018/2019 de cada sem reais que o pobre ganhava em 2015 em 2019 era 79 de cada 101 rico recebia o 2015 em 2019 era 114 uma desigualdade que obviamente vai se refletir nos dentes da academia então por exemplo no Rio
de Janeiro Isso aí são dados da revista Piauí que faz aquele Ele trabalha bem bacana que eles chamam de de números não sei tem o número ai que eles fazem baixo desses né online o assinante do Rio de Janeiro a probabilidade de Morrer para o covid-19 é maior quatro vezes do que em Campo Grande uma comunidade na zona oeste do rio em Copacabana bom então em Copacabana e move-se menos do que nesta comunidade em São Paulo a probabilidade os idosos corrente covid-19 na Vila Jacuí Zona Leste é duas vezes maior do que no bairro nobre
do Morumbi 36 por cento dos Municípios brasileiros não têm acesso à coleta de Jesus se cuida corrigir chega Qual era a situação brasileira a situação é a dos leitos segundo avião Cruz 75 por cento dos brasileiros usuários do Sul 25% o seguro privado saúde a diferença mas o setor público tinha 13,6 por cento 13,6 leitos de CTI para cada 100 mil habitantes tem que atender 162 milhões de brasileiros no setor privado 62,6 leitos de UTI para cada 100.000 para atender 47 milhões de brasileiros quatro forma se 14 leitos públicos de eo de UTI para cada
49 privados sendo que os serviços públicos atendem 75 por cento da população brasileira e os privados atendem 25 porcento da população brasileira É claro que vai ter fila no SUS financiado a substi e a distribuição dos recursos em saúde está equivocado e essa desigualdade aqui ó nós não conseguimos enfrentar porque construir a saúde pública articulando caridade filantropia com direitos criou tensões negativas Peixinhos mesmo quando a gente respeita o papel que santas casas de Misericórdia existem no interior do Brasil né Isso é muito pior quando Nós pensamos no quanto essas misericórdias acompanharam também as suas a
expansão das elites o crescimento do café em São Paulo que surge Misericórdia de Campinas até Ribeirão Preto aqui acima do Rio Tietê né então existem vazios de Atendimento à saúde e deveriam ser preenchidos pelo SUS mas Eles continuam contratando serviços à execução de serviço público é por instituições filantrópicas no este problema aqui ó eu posso risolid com unidades básicas de saúde atuando no território junto com a comunidade e articulando-se com atenção secundária atenção neste área e hospitais no tem outro jeito nós estamos reverter isso aqui ó é uma vergonha eu estou vendo tá aparecendo aí
para vocês graça Olha só na Alemanha o gasto de saúde em proporção ao PIB veja só das famílias portanto Seguros é 1,8 público 9,5 Vamos para o Brasil da família as famílias que são 25 porcento da população Gastão 5,4 por cento em relação ao PIB agora o público Sul só 3,9 por ser essa equação tem que ser metida e ela só vai ser invertida como a classe média entrar no SUS quando acabar e daí com a classe média no SUS é o seguramente os investimentos serão maiores é só poderá existir isso se acabar com essa
história de poder descontar convênio médico de plano de saúde daí não tem jeito então tudo isso Para Dizer para vocês que eu considero o Sul a maior conquista da nossa democracia pós-ditadura militar uma conquista que nasceu de dentro do período ditatorial por aqueles que resistiram à ditadura e resistiram de diferentes maneiras Mas essa é uma construção de quem acreditou na institucionalidade né mas infelizmente ele ainda tá subir financiada Por que nós trazemos da nossa história as tradições de relação público-privadas que dificultam o fortalecimento do Sul tão linhas Gerais era isso que eu queria falar para
vocês agora enfim tuas ordens do que vocês quiserem conversar é muito obrigado