[Música] Olá! Sejam bem-vindos! Esta é a primeira aula do módulo 2.
Nela, serão apresentados os principais componentes do sistema imunitário. Eu sou o professor Forlan, farmacêutico bioquímico, formado na Universidade Estadual da Paraíba, mestre em patologia molecular e especialista em farmacologia clínica. Sou docente do curso de farmácia na graduação e na pós-graduação e também farmacêutico da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e Conselheiro Federal de farmácia por essa Unidade Federativa.
É um prazer falar com vocês de imunologia. Podemos dizer que imunidade expressa o processo de defesa contra partículas estranhas, sejam elas infecciosas ou não, ao passo que o sistema imunitário corresponde às células e moléculas que nos conferem imunidade. Quanto as linhas de defesa do nosso organismo, didaticamente podemos dividi-las em três: a primeira linha corresponde as barreiras físicas e químicas como pele, mucosa e enzimas.
Como segunda linha, temos os macrófagos e outros fagócitos, além das células citolíticas naturais e outras células. O sistema complemento também faz parte da segunda linha de defesa. Por fim, temos os linfócitos e os anticorpos como componentes da terceira linha de defesa.
Considerando os componentes envolvidos e as características da resposta, classificamos a imunidade em inata ou adaptativa. Quanto aos componentes da imunidade inata temos as barreiras físicas e químicas como pele, eptélio mucoso e agentes antimicrobianos produzidos nos epitélios. Dentre as células que compõem a imunidade inata temos os neutrófilos, macrófagos, células dendíticas, células citolíticas naturais, chamadas de células NK, do inglês natural Killer, além de outras células como eosinófilos e basófilos.
Vale destacar que proteínas sanguíneas, como as do sistema complemento, e diversas moléculas mediadoras da inflamação também são constituintes da imunidade inata. Como componentes da imunidade adaptativa nós temos as células linfócito B, que produz anticorpos, e o linfócito T auxiliar, também chamado de T CD4 que modula resposta imunológica através da produção de citocinas. Temos também o linfócito T citotóxico, ou CD8.
Mais adiante veremos, com mais detalhes, como essas células desempenham sua função. Como proteínas sanguíneas da imunidade adaptativa, temos os anticorpos IGA, IGD, IGE, IGG e IGM, além das citocinas. Agora, que fizemos esse breve apanhado acerca dos componentes do sistema imunitário, vamos falar das características das respostas inata e adaptativa.
As principais diferenças nas respostas está no fato da imunidade adaptativa apresentar especificidade para micro-organismos e antígenos não microbianos, enquanto na inata é direcionada a grupos de moléculas compartilhadas por microorganismos ou para moléculas produzidas por células danificadas. Adicionalmente, observamos que na imunidade inata a diversidade para a resposta é limitada e não apresenta memória, enquanto na imunidade adaptativa a resposta tem alta diversidade e gera memória. Chamamos de leucopoese o processo de produção dos leucócitos.
Nesta imagem, é possível observar que todas as células do sangue, inclusive os leucócitos, se originam de uma única célula multipotente e o primeiro passo desse processo de maturação consiste no comprometimento dessa célula com uma das duas linhagens. À esquerda, é expressa a linhagem mieloide, na qual estão inseridas as demais células do sangue, com exceção dos linfócitos, que pertencem à linhagem linfoide e estão expressos à direita da imagem. Esse processo de produção dos leucócitos que acabamos de ver, ocorre na medula óssea e no timo.
Esses órgãos são classificados como linfoides geradores ou primários. Uma vez produzidas, essa células migram, via sistema sanguíneo ou linfático, para os órgãos linfoides secundários ou periféricos, como linfonodos, baço tecido linfoide associada à mucosa. É nesses órgãos que ocorre a resposta imunológica.
Os mecanismos envolvidos nessa resposta serão detalhados na próxima aula. Mas vejamos, agora, como os linfócitos atuam. Os linfócitos T auxiliares, após reconhecerem um antígeno, já em sua fase efetora, produzem citocinas que vão modular a resposta imunológica.
Os auxiliares do tipo 1 induzem resposta celular, enquanto os auxiliares do tipo 2 induzem resposta humoral. Os linfócitos citotóxicos, após reconhecer o antígeno, são ativados e promovem a morte da célula Alfa. Por fim, temos que falar dos linfócitos T regulatórios, que suprimem as outras células regulando a resposta imunológica.
Obrigado! Espero que tenham gostado. Na próxima aula, com a professora Ana, vocês verão como ocorre a resposta imunológica na vacinação.