meu nome inteiro é alexandra de souza alves é o sul de são paulo na cim em 12 de fevereiro de 1970 eu acho que eu nunca desejei ardentemente tanto uma coisa quanto deseja entrar na época era assim era um sonho de vida e eu me empenhei eu estudei o ele terceiro com j fiz o colegial inteiro pensando em estudar em passar na fuvest entrei conseguir entrar na época em 1988 turma de 1988 eu lembro vividamente de muitos daqueles primeiros dias em um livro do dia da matrícula uma coisa assim é caótica um monte de gente
meio bagunçada ou os rapazes todos os carecas neto não tinha passado pelo trote então não aqui não tinha trote mas é cada um no seu canto aí acabou sendo homenageado com o corte de cabelo é mais pra mim foi o caos maravilhoso porque o cliente colégio de freira hoje poderá ser útil a gente usava uniforme foi libertário comigo negócio se realmente a realização de um sonho acho que depois quando quando eu estava grávida quando meu filho nasceu é eu revivi há a sensação de alegria que eu tive como internet eu acho que realmente nada me
deixou tão feliz na vida talvez os títulos do corinthians na libertadores é alguma coisa próxima disso é mas eu acho assim depois do nascimento do meu filho e e eu acho que a coisa que mais me deixou feliz foram aqueles primeiros dias na época a agência de notícias nem e cada aluno era setorista de uma das faculdades da universidade e pra mim coube à odontologia outro era toda lá em cima onde é perto do hospital universitário de uma parte dos barracões aqui na frente da época mesmo e aí eu ia fazer matéria voltava o professor
corrigir e editava o texto tal e aí um dia eu voltei lá da odonto falei pô alcançada toda a matéria que eu vou lá fazer um professor vira pra mim e fala você tomou tetraciclina na infância falar tô meio jazz e época do meu dente para deixar escura era de um tom acinzentado e todo o dentista sabia que isso era porque na década de 70 pessoas usava tetraciclinas lá problema respiratório isso deixava tinha sequela depois nos dentes permanência da potência deve fazendo mal tocando complexada com isso e tal e aí o professor da disciplina quero
dirceu fernandes lopes que veio a ser meu orientador depois do tc boa a notícia tá e pingando na sua frente você ainda não fez uma notícia sobre isso porque você já leu alguma coisa sobre isso que tetraciclinas causa mancha nos dê vai procurar alguém para falar isso aí pra você e eu fiz a matéria ea gente distribui a matéria distribuída na agência era publicada depois em jornais de bairro jornais do interior e foi a minha matéria que mais foi publicada foi a tal da matéria da tetraciclina então isso daí pra mim foi uma coisa que
ficou muito presente de que a percepção da notícia né não cabe a fonte muitas vezes é perceber que aquilo que ele tem na mão é uma notícia ano quando a gente começa a pensar um pouco que a gente vai fazer em termos de etc pra mim era muito claro que eu queria fazer alguma coisa na área esportiva e eu fui procurar a aaa o primeiro professor que que me ocorreu é de pedir pra orientar era de seu termo obras porque o dirceu era uma pessoa que gostava de futebol a gente trazia temas de esportes é
propor o nosso dia a dia nas aulas e ele tinha um irmão que tinha sido jogador de futebol então já tinha uma afinidade ali e eu entendia que ele é tocar aquele tema sem preconceito outros professores teriam mais dificuldade talvez os professores passem a empreitada até por uma uma questão um desejo de desbravar e uma uma fronteira que à época nunca fez muita questão de muito além mas passados alguns anos né e tendo militado bastante nessa área eu fico pensando se a eca é injusta com jornalismo esportivo ou jornalismo esportivo praticado no brasil é o
jornalismo muito aquém daquilo que a gente poderia fazer será que vale a pena a gente a gente se debruçar sobre o jornalismo esportivo que é feito hoje ou será que ele não é clubístico demais ou será que ele não é é muito a chapa branca ou será que ele não é muito ligado a interesses comerciais das emissoras que transmitem 16 e 20 anos atrás 20 e poucos anos atrás quando eu me formei se a universidade tinha motivos para se debruçar de uma maneira um pouco mais séria sobre aquele jornal esportivo que era feito a faculdade
no último ano eu e comecei a trabalhar na folha de são paulo o primeiro emprego na editoria de esportes me formei continue na funai para trabalhar na folha de são paulo era uma coisa muito desejada pelas pessoas é um jornal tido como moderno era uma ele tinha uma característica de vanguarda é só que eu só fui trabalhar na folha de são paulo porque a vaga era esporte essa vaga fosse em qualquer outro jornal podia ser o estadão podia ser na época na folha da tarde na gazeta esportiva eu ia dar preferência para trabalhar no sport
porque era o assunto que eu queria trabalhar mas não tive uma experiência muito recompensadora do ponto de vista pessoal e profissional e redação estão muito cedo eu acabei ligando o jornalismo corporativo primeiro que trabalhar empresas produtoras de conteúdo na época fazendo jornal revista para empresas trabalhei um pouco a assessoria de imprensa também e aí eu montei minha própria empresa não teve pequeno pessoa jurídica na verdade em 1997 presta serviço nessa área desde então nunca sair da área corporativa é meu ganha-pão meu no modo de ganhar a vida é como jornalista na área corporativa mas depois
ao longo do da vida mais madura eu acabei me aproximando um pouco de mídia nunca deixei de ter amigos nessa área e acabei voltando a fazer um pouco de mídia quando fui convidada pra comentar fórmula 1 pelos pelas rádios do grupo bandeirantes onde estou até hoje eu comecei nessa atividade em 2008 e continua lá até hoje eu acho que o esporte veio na minha vida do jornalismo porque acho que a aliança mais antiga que eu tenho da minha vida é meu com quatro anos de idade assistindo o jogo da copa de 74 com meu pai
e eu nunca esqueça a imagem da camisa da seleção da holanda laranja contra o verde do gramado e aquilo marcou muito para mim porque foi um boom de televisão a cores naquela época a primeira tv a cores que a gente teve e eu lembro de estar assistindo esse jôgo com meu pai eu tenho um irmão que há cinco anos mesmo que o mesmo ainda não tinha nascido ea gente estava ali assistindo o jogo dali pra frente eu nunca deixei de assistir tudo que tivesse passado de esporte na televisão tão sempre gostei muito de futebol e
fórmula 1 os dois esportes com mas acompanhei a vida inteira mas aí depois sempre que os outros as outras safras é que a gente teve de engolir de tênis de basquete ginástica artística nunca deixei de acompanhar então quando eu vim pra eca na verdade já era uma vontade de trabalhar jornalismo esportivo que foi uma coisa meio chocante dentro desse ambiente porque a gente vem no ambiente ultra elitizado de estudantes e cada vez que eu falava sport no lugar essa mesma sportnet tipo você nunca vai fazer esporte o primeiro porque o esporte não é uma coisa
é digna de alguém que está na universidade de são paulo sport é uma coisa menor e segundo que com a mulher né acho que vai fazer porte era uma coisa meio e pt não era um alguma coisa que parecia que alguém ia levar a sério então o esporte na verdade foi anterior à própria é que eu acho que eu resisti a há a tentação ou a pressão de não continuar nessa área esportiva na época nunca senti nenhum tipo de de machismo a nossa turma era bem bem equilibrada acho que tinha mais ou menos a mesma
quantidade de mulheres e de homens não é é engraçado é outra coisa que falando em voz alta de repente ela será que não mesmo porque a gente tem um determinado momento no disciplina a gente teve uma um entrevero com o professor que ele num determinado momento lá ele e dia ele pedia textos pra gente ea gente foi percebendo depois do primeiro texto que toda a classe foi muito mal a gente foi ver que tinha ido bem a gente percebeu que tinha ido bem era quem tinha feito textos menos convencionais possível e aí no texto seguinte
que é a gente na época a gente nunca tive nunca teve muita prova nunca tinha muito esse tipo de de avaliação de você fazer isso daí no a quente ali né e teve essa condição de a gente fazer uma ele pediu pra gente fazer um texto todo a maioria da classe foi mal quem foi bem foi quem fez uma coisa fora do do convencional na prova seguinte no texto seguinte todo mundo caminhou por essa mesma linha e ex professor chamou na na aula seguinte olha eu tenho evidências de que as pessoas não escrever os próprios
textos porque isso aqui é um trabalho que trazia pronto é então eu quero que as pessoas escrevam aqui agora e aí a gente foi lá pra redação ccjr quando a gente entrou olhou assim todo mundo tava da mulher é ele partiu do princípio que todas as mulheres estavam ali tinham sido ajudado por alguém eu gostava muito de dizer até um tempo atrás que não nunca tive problema nenhum não nunca enfrentou nenhum tipo de machismo e um dia estava dando uma palestra também uma universidade e um rapaz jovem sem falar eu escuto você no rádio não
se eu acho super legal porque de repente você vê aquele monte de vozes de homens e aí entra uma voz de mulher suave e é uma coisa tão tão legal tão relaxante e aquilo lá ele falou aquilo de uma maneira muito muito sincera assim sem nenhum tipo de julgamento de maldade mas aquilo me passou uma ideia machista uma idéia de que eu estava ali como um enfeite é como uma alguma coisa pra trazer um frescor embora nunca tinha tenha tido uma reação é é machista um misógino do tipo você não pode supor que você mulher
ou então só podia ser coisa de mulher desse jeito não mais velada eu acho que sim a gente pode eu posso dizer que que o que eu enfrentei voltar pra cá e passe passar por aqui andar pelos corredores e tal foi uma coisa que me emocionou como dizer que vou sair daqui pensando bastante vou sair daqui lembrando bastante uma coisa que nem me trouxe uma sensação boa e talvez tenha sido também aí uma uma virada de chave já que eu já estava com um pé na idéia da pós-graduação de repente a idéia de estudar de
novo pode ser um momento pra pensar em fazer me fazer isso né e fazer isso na época que vai na verdade não consigo pensar em fazer isso no outro lugar que não fosse aqui