Palácio da Ventura Antero de Quental sonho que sou um cavaleiro andante por desertos por sóis por noite escura Paladino do amor busco anelante o palácio encantado da Ventura mas já desmaio exausto e vacilante quebrada a espada já rota a armadura e Eis que de súbito a visto fulgurante na sua pompa e aérea formosura com grandes golpes bato aorta e Brado eu sou o vagabundo o deserdado abri vos portas Douro ante meus ais abrem-se as portas Douro com fragor mas dentro encontro só cheio de dor silêncio e escuridão e nada mais poesia di aniro de Quental
do Realismo português hoje iniciamos então a aula número 25 sobre estilo de época o a segunda metade do século X eu sou o professor Jorge Miguel professor de português desde setembro de 58 Por conseguinte 60 anos dando aula da língua portuguesa o pedido que eu faço é que se inscrevam no meu canal no YouTube Vamos divulgar língua portuguesa principalmente a poesia que torna o homem elevado Sublime vamos interpretar um pouco a poesia de Antero de Quental eu reconheço que alguns autores fazem uma interpretação um pouco diversa daquela que eu vou fazer mas agora estamos vendo
Antero de Quental de uma influência oriental budista em busca do Paraíso búdico da Felicidade Total o título é Palácio da Ventura À Procura da Felicidade Total mormente depois da morte ele está sonhando com isso o verbo que se inicia é sonhar e nesse Son ele diz que é um cavaleiro andante e por desertos por lugares difíceis Então por Sis por dias e por noite escura Paladino do amor como Dom Quote Paladino do amor busco anelante emase o que que eu busco a tranquilidade Total depois a vida o paraíso búdico a felicidade o paraíso Total o
céu A Paz Universal na segunda estrofe ele descreve o cansaço da caminhada dessa vida em busca do Palácio da Aventura mas já desmaio o cansaço exausto e vacilante em dvidas ainda quebrada espada ele é um soldado é um dom Quote À Procura da Felicidade do Paraíso quebrada a espada já rota a armadura sou um soldado em busca desse Paraíso e Eis que de súbito a visto fulgurante na sua pompa e aérea formosura eu encontrei o palácio total da Felicidade é o toque agora é o contato com ela veja o verso que interpreta a batida à
porta do Palácio encantado da Ventura veja que verbo que verso desculpa expressivo com grandes golpes bato aorte Brado é o é a batida na porta ele faz isso com a constante consoante B bir Bial e p bir Bial e o excesso de vogais a a vogal aberta com grandes golpes B porte e Brado eu sou o Vagabundo no sentido de vagar o mundo de percorrer por esse mundo ou deserdado sou deserdado como nas orações da igreja deserdados filhos e Eva abrem-se as portas Douro com fragor com ruído mas dentro encontro só cheio de dor Eu
cheio de dor nesse sonho que eu estou tendo de saber como é a idade Total após a morte eu encontro só cheio de dor Qual é a felicidade total silêncio e escuridão e nada mais o paraíso búdico o budismo é uma das religiões menos escatológica que nós conhecemos temos dois momentos de felicidade antes de nascer que eu estou neste mundo ainda existindo mas sem individualidade e depois da morte eu retorno ao mundo e vivo na vida de meus filhos netos e descendentes e vivo na alimentação que se hão de comer pelo resto da vida eu
vivi antes de nascer e Viverei depois de morrer e assim a felicidade total é o silêncio e a Escuridão e nada mais o realismo é um movimento literário artístico cultural político da segunda metade do século X simbolicamente não com precisão lógico de 1800 50 a 1900 há um ambiente científico da qual a arte não pode escapar e ignorar há um conhecimento científico L científico e filosófico que a arte não pode ignorar e segue os ideais desse movimento científico vamos ver o que é que está acontecendo no século XIX na segunda metade do século 19 primeiro
Charles Darwin a teoria a a Teoria da Evolução a origem das espécies onde expõe a sua tese de que todos os seres vivos estão imbuídos da mesma origem somos descendentes de animais e os Animais de animais inferiores Se colocarmos a fotografia de um ser humano de hoje até 2 bilhões de anos atrás é evidente que a fotografia posterior é igual à fotografia anterior mas lá longe ele vai perceber que o avô dele é um peixe e é da onde viemos Teoria da Evolução de darv Mendel descobre as leis da hereditariedade paster Lu paster destrói a
teoria da geração espontânea estou consultando um sem citar o crédito porque o livro deha autoria a col a cola que T tendo é válida não tô citando Editora porque o livro é deha autoria Einstein já no final do século ou quase no final do século o espaço e o movimento ao invés de absoluto são relativos um ao outro os objetos t quatro dimensões comprimento largura espessura e tempo a massa depende do movimento o universo é ilimitado mas é finito o o espaço curva-se sobre si mesmo a velocidade da luz é absoluta não depende do referencial
a luz ao lado de um trem que corre 200.000 km/s a velocidade da luz ao lado desse trem continua sendo 300.000 km/s porque ela não depende do referencial Augusto conte fundo positivismo segundo a qual só as leis da natureza que merecem atenção tem o homem é produto da raça do meio e do momento da circunstância n a teoria do Superhomem por hora o mundo está sendo dominado pelos fracos e os fracos dominam o ser humano lumbroso o criminoso nasce é Nato ele contém dentro de si os germes de ascendentes remotos o homem animalesco Carl Marx
publica o socialismo a teoria marxista o capital em 1867 com aqueles conceitos que todos nós conhecemos o materialismo histórico a dialética marxista a luta de classes a mais valia a Teoria da Evolução socialista segundo a qual a vinda do socialismo é inevitável já que a máquina substitui o ser humano e não haverá para quem vender o produto da produção o materialismo histórico em que a infraestrutura que que comanda que determina superestrutura não é a lei que protege a propriedade privada não é isso que aconteceu é porque todos temos a propriedade privada nós fizemos a lei
para proteger aquilo que já éramos a religião a moral os costumes tudo isso depende da infraestrutura da economia a escravidão era necessária segundo o passado os pensadores do passado necessária para a economia Nacional então ela é defendida pela religião pela lei pelo costume pela moral e pela ética não é a moral e a lei que determina a escravidão ela que determina o comportamento do que é justo ou injusto Neste contexto a l a literatura muda a arte muda o homem muda há um homem romântico no passado e agora um homem realista neste momento histórico o
homem muda o costume muda a vestimenta muda o comportamento muda Por conseguinte a literatura eu vou dar um exemplo já dei um exemplo então da literatura portuguesa Antero do Quental Antero de Quental Nós faremos uma aula especial a aula número 26 é só sobre Antero de Quental um dos maiores poetas do Realismo português sen não o maior ficaremos com ele uma aula inteira hoje vamos ver algumas poesias para justificar aquilo que nós estamos dizendo Cesáreo Verde piquenique naquele piquinique de burguesas houve uma coisa simplesmente bela e que sem ter histórias nem grandezas em todo o
caso dava uma Guara foi quando tu descendo do burrico fosse colher um sem posturas tolas a um grand zoal azul de grão de bico um Ramalhete rubro de papulas pouco depois em cima dos penhascos nos acampamos indo o sol se via e houve talhadas de melão damascos e pão de ló molhado e mal vazia mas todo púrpuro a sair da renda de teus dois seios como duas rolas era o Supremo Encanto da merenda o Ramalhete rubro das papulas piquinique de Cesáreo Verde a primeira estrofe ele relata um piquenique a alimentação que se faz ao campo
com vesc e escreveu piquenique a moda americana sem a Portuguesa no segundo há há uma palavra aí na primeira no primeiro Quarteto Aguarela que é a mesma coisa que a Aquarela que é uma pintura eh de tintas aguadas né Sem sobreposição uma à outra estou consultando tirei esse texto do livro Cesáreo Verde Editora sebenta proposta de análise para o ensino fundamental a segunda estrofe começa a descrição foi quando tu descendo do burrico foste colher sem imposturas tolas a um gran zoal granal é um campo em que se planta grão de bico e nesse granal Azul
foi colher então o grão de bico quase um pleonasmo um Ramalhete rubo de Papoulas uma planta com a qual inclusive se da qual inclusive se tira o ópio papola pouco depois em cima de uns penhascos nós acampamos indo o sol se via houve Talhada quer dizer fatias em pedaços talhados de merão damascos e pão de ló molhado em mal vazia mal vazia um tipo de uva porque o seguinte um vinho que se faz desta uva e e vem a conclusão mas todo púrpura a sair da renda há uma renda então que protege os seios da
menina da moça dos teus dois seios como duas rolas como duas Pombas Eis o Supremo Encanto da merenda o Ramalhete rubro das papulas ou seja vermelho das papulas eh maliciosamente o aor tá dizendo que a beleza desse cenário é o Ramalhete rubro das papulas saindo entre os seios da Donzela mas a verdade a beleza do texto são os dois seios explodindo da renda mostrando-se ao autor o Ramalhete rubro das papulas rubro vermelho e quem está vermelho aí é a paixão vendo dois seios que querem fugir da renda como duas Pombas Cesáreo Verde já disse romântico
primeiro primeira parte do século XVI desculpa 19 Realismo a segunda parte do século XIX simbolicamente isso né Lógico que não há precisão romântico de 1800 a 1850 pelo menos o auge dele ocorre nessa época e o auge do Realismo de 1850 a 1900 Vamos fazer uma o que nós fazemos toda a aula uma comparação eh no romantismo o o sentimentalismo doentio mas eh no realismo uma observação impessoal o que é um cientista no laboratório observa de maneira impessoal ele não interfere emotivamente no resultado se ele interferir emotivamente no resultado ele é charlatão não é cientista
ele observa e das suas observações ele tira a conclusão e de ali aéreo no passado agora um idealismo reformista vontade de reformar o mundo quando essa de quero escreve O Crime do Padre Amaro ele está fazendo uma crítica à igreja e ao celibato e lógico que pressupõe uma reforma da instituição olhos o passado lá no romântico agora olhos no presente eu observo o presente o agora eu não vou escrever sobre a idade média sobre o índio sobre Peri sobre o o birajara e leem lá na nos românticos vou falar de Eurico Presbítero lá do século
vi antes de depois de Cristo Que Me Importa agora é o momento atual o agora o já a sociedade portuguesa por exemplo como essa faz nos Maias por exemplo ou o elemento psicológicos os romances psicológicos de Machado de Assis como somos analisar a profundeza de nossa alma agora nesse contexto romântico cristianismo o realismo panteísmo daí aquelas poesias em que se descreve um rio um lago uma maçã um pôr do sol Como faz Raimundo Correa o chegar a da tarde meramente um cenário panteísta Deus existe e Deus é todo o universo supremacia da Imaginação lá trás
agora me importa a verdade física a supremacia da Verdade física lá traz espiritualismo agora materialismo otimista subjetivismo objetivismo no romântico ótica no eu eu sou o centro do universo agora que me interessa é a verdade que eu observo temas nacionais e regionais agora temas universais que nos comod a todos o aborto a loucura o adultério o ser humano espiritualmente analisado fantasia e imaginação documentação da realidade arrebatamento de ideias análise e reflexão de ideias religiosidade espírito científico agora monarquia no passado agora estamos na república e em breve o Brasil estará na república e isso já é
uma verdade na Europa a história é muito fascinante para o romântico veja em Alexandre culan e e José de lencar e o índio a formação dos povo nacional com Iracema agora or não me interessa muito os heróis extraordinários e também não me interessa muito a história eu quero a atualidade e gente vulgar como João Romão por exemplo no romance O Cortiço me interessa pessoa simples como capit e não os heróis como Eurico o bío ou como Peri o índio ou birajara o índio lá no romântico o mundo é como eu vejo no realismo eu vejo
o mundo como ele é algumas poesias para entender esse mundo pessimista o mundo cientista ou científico da época em que o eu a perspectiva individual ela fica afastada Vicente de Carvalho velho tema poesia Estou tirando de sonetos de nossa língua de José Lino editora de Nossa Fronteira só Esperança em toda a vida Disfarça a pena de viver mais nada nem é mais a existência resumida que uma grande esperança malograda o eterno sonho da Alma desterrada sonho que at traz ansiosa e embevecida é uma hora feliz sempre adiada e que não chega nunca em toda a
vida essa felicidade que supomos árvore Milagrosa que sonhamos toda reada de Dourados pomos existe sim mas nós não a alcançamos porque está sempre apenas onde ap pomos e nunca ap pomos Onde nós estamos Vicente de Carvalho há uma poeta brasileira talvez pouco conhecida chamada Francisca Júlia que eu gosto muito das Poesias dela são poesias realistas então parnasianas e vocês vão ouvir uma poesia de Francisca Júlia dentro desse contexto do realismo o texto é o livro da onde eu tirei essa poesia é os 100 melhores sonetos clássicos da Língua Portuguesa e de Miguel Sanchez neto da
editora leitura veja que beleza de descrição e de narração veja também que lição que que eu posso tirar do soneto da casinha em que vive o reboco alvacento reflete o ribeirão na água clara e sonora Este é o ninho feliz e obscuro em que ela mora além o seu quintal este o seu aposento vem do campo a correr e úmida do relo toda ela fresca do ar tanto aroma e evapora que parece trazer consigo lá de fora na desordem da roupa e do cabelo o vento e senta-se compõe a roupa olha em torno com seus
olhos azuis onde a inocência boia nessa meia penumbra e nesse ambiente morno pegando da costura à luz da clarabóia põe na ponta do dedo en feitil de Adorno o seu lindo dedal com pretensão de joia visita a casa paterna de luí Guimarães Júnior do mesmo livro sonetos da nossa língua portuguesa como a ave que volta ao ninho antigo depois de um longo e Tenebroso inverno eu quis também rever o lar paterno o meu primeiro e virginal abrigo Entrei um gênio carinhoso e amigo o Fantasma talvez do amor materno tomou minhas mãos olhou-me grave terno e
passo a passo caminhou comigo era esta sala ó se me lembre quanto em que da luz noturna a claridade Minhas irmãs e minha mãe o pranto jorrou-me em ondas Resistir quem a Dê uma ilusão gemia em cada canto chorava em cada canto uma saudade inscreva-se no meu canal no YouTube estou falando sobre a língua portuguesa tô interpretando alguns poemas tô fazendo a vida ficar um pouquinho melhor a poesia Nobre um homem dignifica o homem um martelo é muito mais útil do que um Soneto de Camões mas o Soneto de Camões enobrece eleva dignifica supera dificuldades
Faz Viver Melhor com grandes golpes bato a porta e Brado eu sou o vagabundo o deserdado abri vos portas Douro meus ais abrem-se as portas Douro com fragor mas dentro encontro só cheio de dor silêncio e escuridão e nada mais a minha Pátria é a língua portuguesa