[Música] Olá na aula de hoje vamos conhecer um dos principais símbolos da tradição budista a roda da vida ou bava chakra dizem que esse símbolo foi criado pelo próprio sidarta gutama como um presente ao rei rudana e após simplesmente meditar profundamente sobre esses símbolo o rei também atingiu a iluminação vamos conhecer um pouquinho mais sobre o seu significado é comum a roda da vida ser pintada nos muros externos de templos do do budismo Tibetano na Ásia como uma forma de transmitir o ensinamento à pessoas que estão passando ao redor um exemplar da roda da vida
do século X se encontra no Museu Nacional de artes asiáticas da França o museu guim em Paris a roda da vida representa o contínuo ciclo da existência condicionada conhecido como o sanara ou também a roda de sansara pelas tradições orientais ela pode ser dividida em sete elementos e quatro círculos concêntricos só um esclarecimento quando vários símbolos estão presentes num só elemento ele é chamado de emblema então o emblema como a roda da vida é um conjunto de símbolos que Existem várias tradições o eixo interno da roda da vida no eixo interno se encontram os três
venenos que são considerados a origem da existência condicionada a existência que é regida pela lei do Karma a lei da ação e da reação quais seriam esses três venenos O primeiro é a ignorância que é representada por um porco eh por ser um animal que vive em meio a sujeita ele foi tomado como esse símbolo da ignorância a gente tem uma outra obra da tradição budista A Voz do Silêncio que fala por exemplo da heresia da separatividade o que que é essa heresia da separatividade quando nós Agimos nos vendo como um ser isolado do todo
então por exemplo eu posso fazer mal a uma pessoa buscando o meu próprio bem mas isso é uma visão que é fruto da ignorância pois se a gente tivesse uma correta da realidade veríamos que tudo está ligado Então não é possível fazendo mal a uma pessoa obter o meu próprio bem essa então é um dos três venenos a ignorância o outro veneno é o apego representado por um pássaro dizem que essa espécie de pássaro em particular é um pássaro que é muito apegado ao seu ambiente ao ao aos seus familiares e por isso ele foi
representado com como o símbolo do apego o outro veneno que nós temos é a aversão representada pela serpente a serpente que é um animal muito arredio muito colérico e que se arma diante de qualquer possível inimigo que se aproxima dela o apego e aversão são as duas motivações animais que existem dentro de nós seres humanos todos os animais agem com base nesses dois elementos buscando evitar a dor e obter prazer isso é a causa do apego e da aversão nós como seres humanos também temos essas motivações mas nós não podemos deixar que o nosso nosso
comportamento seja condicionado por esses dois elementos E aí no ser humano aparece uma terceira motivação que é a visão do dever quando a gente age não buscando o prazer ou buscando fugir da dor mas quando a gente AG de uma determinada forma porque entendemos que é a melhor forma e a mais correta e necessária naquela situação Essa visão do dever que é o Dharma também representa essas leis da vida as leis naturais quando a gente age de acordo com o Dharma a gente se liberta do sansara quando a gente age contra o Dharma a gente
se aprisiona cada vez mais no sar e essa ação que vai contra o Dharma ela tem essas três Raízes que são esses três venenos nesse eixo cada um dos animais morde um morde a cauda do outro representando que a ignorância o apego e a aversão se retroalimentam continuamente para romper esse ciclo é necessário a gente buscar as virtudes Opostas a esses três venenos então oposta à ignorância temos a sabedoria oposta ao apego à generosidade né então ao invés de eu buscar tudo para mim eu estar disposto a contribuir para para os outros e oposta a
versão à benevolência que é uma postura amistosa uma postura com boa vontade em relação às outras pessoas Esse é o eixo interno da roda da vida né Eh esses três venenos como eu falei seriam a causa de todos os momentos de insatisfação que nós temos na vida eh muitos de nós conhecem conhecemos que a tradição budista um dos ensinamentos essenciais é a dor essa dor ah em sua origem era a palavra Duca que significa justamente essa insatisfação permanente com as coisas quando que nós temos essa insatisfação muitos pensam que a filosofia budista é pessimista por
causa disso mas não né Eh essa insatisfação surge ou quando nós temos experiências dolorosas ou quando temos um apego a boas experiências o que faz com que a gente fique preso ao passado e deixe de viver o presente no presente é que está sempre a Plenitude se a gente vive preso ao passado nunca vamos ter essa satisfação temos uma frase do filósofo indiano shiran que ele fala que o homem realmente busca não a perfeição que está no futuro mas a Plenitude que está sempre no presente como que a gente pode perceber essa Plenitude na nossa
vida podemos considerar um momento pleno aquele momento em que a gente sente que não falta nada que a vida está perfeita naquela situação geralmente a gente tem esses momentos de Plenitude Muitas pessoas têm quando estão com seus entes queridos quando estão cumprindo a sua vocação fazendo eh um papel positivo diante dos demais quando tem um momento de aprend Então temos várias situações em que a gente sente esse momento de Plenitude só que a gente só vai ter esse momento de Plenitude se a gente está conectado com o momento presente se estivermos presos ao passado com
saudosismo por exemplo ou buscando o futuro que na verdade sempre quando a gente tem uma ansiedade quanto ao futuro estamos presos ao passado porque a gente tá com a expectativa de repetir alguma experiência que a gente já viveu anteriormente ou de evitar que uma experiência desagradável ocorra novamente Então na verdade quando a gente se desloca do momento presente a gente está preso ao passado e isso nos tira essa possibilidade da plenitude então eu falei para vocês no início que temos quatro círculos na roda da vida o primeiro esse eixo são os três venenos o segundo
círculo ele está dividido em dois semicírculos um representando o movimento ascendente em que se passa melhores condições de vida divid ações meritórias benéficas e bem intencionadas então como eu falei quando a gente vive de acordo com Dharma a tendência é uma percepção de progresso por exemplo um aluno que se dedica ao seu aprendizado ele vai ter essa percepção de Progresso porque ele cumpriu o papel dele como aluno e ele vai obter o aprendizado vai passar nas suas provas e por exemplo vai poder se tornar um bom profissional um outro movimento que é o movimento descendente
eh ele se baseia em ações contrárias às leis da natureza ações contrárias ao Dharma e vão levar a situações em que a gente tem a percepção eh que a que as condições estão se tornando piores essas situações por exemplo de dor como fala a tradição budista né Essa Duca que é essa insatisfação então quando a gente age de acordo com o Dharma a tendência é um progresso nas nossas condições de vida na nossa nosso grau de felicidade e se a gente está bem presente no momento em que a gente se encontra temos essa possibilidade de
de situações de Plenitude quando a gente age contrário ao Dharma surge de acordo com essa Tradição essa percepção de infelicidade e a percepção de que as coisas não estão indo bem essas oscilações fazem parte da vida de todos então Todos nós temos algumas situações em que a gente tem essa percepção do Progresso tem a percepção da melhoria das situações e outras que não que a gente sente que as as coisas estão piorando né De acordo com a tradição budista tudo isso decorre da gente estar alinhado ou desalinhado com as leis da natureza as leis da
vida que é o Dharma e isso é algo muito interessante da gente notar que na tradição oriental o Dharma sempre é a base para essa obtenção de melhores condições é muito comum nos mitos orientais que mesmo os vilões eles buscam Dharma também para conquistar eh poder para conquistar mais conhecimento O que é algo totalmente diferente da do da cultura ocidental então mesmo os vilões por exemplo as forças da matéria como a gente vai falar que são os auras eles têm essa percepção que é necessário cumprir o Dharma em algum grau de alguma forma que que
seriam esse esse Dharma a gente poderia sintetizar né é quando a gente consegue cumprir cada papel que a gente tem na vida então por exemplo no trabalho ser um bom profissional ser um bom integrante da família fazer a nossa parte nas nossos relacionamentos como estudante buscar tá sempre aprendendo sendo responsável em geral atitudes que contribui para um corpo saudável entusiasmo com a vida ideias Claras e um sentido de vida e relações construtivas com os demais e com a sociedade poderíamos sintetizar essa ideia do Dharma Nesse contexto eh de um outro lado a gente tem também
na tradição budista o Nobre caminho óctuplo que enfatiza essa retidão no nosso comportamento que também é uma outra representação do que que seria o Dharma no terceiro círculo se encontram os seis reinos da existência esses seis reinos fazem parte da cosmologia budista alguns interpretam de uma forma mais literal e outros de uma forma mais simbólica é importante a gente lembrar que uma mesma situação ela pode ser vivenciada de forma diferente para duas pessoas o simples ato de falar em público que é considerado o segundo maior medo da humanidade pode ser eh é encarado com muito
medo ou até mesmo Pânico e outras pessoas podem Lar lidar naturalmente com essa atividade Porque é importante a gente entender isso eh mesmo em situações externas adversas O que é o importante é estar com a consciência correta para se posicionar adequadamente a cada situação Isso é o que a gente entende como sabedoria a capacidade de se relacionar adequadamente consigo mesmo com os demais e com as situações Quais são esses seis reinos dentro da cosmologia budista temos o reino dos seres divinos dos devas e nesse Reino é marcado por essa ideia do Dharma né esses seres
são seres que vivem buscando o cumprimento do seu Dharma o segundo reino são dos auras os auras dentro da da mitologia da da Índia e da Ásia como um todo eles têm um papel semelhante ao dos Titãs gregos representam as forças da matéria e o que que é típico do Reino dos auras essa busca por conquistas externas conquistas materiais posições dinheiro eh tudo isso faz parte dessa mentalidade dos auras que não são coisas ruins por exemplo a gente ter condições adequadas de vida é uma necessidade Mas você ter isso como sentido de vida como objetivo
é próprio dessa mentalidade dos auras o terceiro Reino é o dos seres humanos que está ligado a essas questões cotidianas da vida o quarto Reino é o reino dos animais o que caracteriza esse reino viver de acordo com os instintos os seres humanos também tem instintos a gente tem instinto de sobrevivência que a gente busca nossa autopreservar o instinto de procriação que a gente busca preponderar nas circunstâncias n tá ligado também às motivações que a gente falou nas aulas anteriores das motivações animais que é a busca do prazer e evitar a dor Então isso é
típico do reino animal temos o quinto reino que é o reino dos seres Famintos E como eles são representados com seres que TM uma boca muito pequena e uma barriga um sistema uma digestivo muito grande então por mais que eles tentem se alimentar eles nunca estão satisfeitos diante da Fome esses seres Famintos podem representar quando nós somos dominados pela ambição ou pelo desejo desmesurado eh uma pessoa ambiciosa por mais que ela tenha poses suficientes para ela aquilo nunca vai ser satisfatório a gente tem dentro das mitologias nos contos de fadas o símbolo do Dragão o
dragão ele pode representar tanto sabedoria quanto ele pode representar também essa ambição Vocês já viram que em muitos mitos o dragão sempre busca ouro sempre busca Posses mas o que um dragão vai fazer com ouro aquilo não tem nenhuma utilidade para ele da mesma forma que uma pessoa que já tem o suficiente para viver buscar mais conquistas materiais também não não faz um sentido por fim a gente tem os O naraka que é os são os reinos da expiação seriam semelhantes ao ao purgatório que nós temos na nossa cultura ocidental e são reinos onde preponderam
os vícios e as obsessões e isso leva ah ao constante sofrimento né então uma pessoa por exemplo que é viciada em drogas aquilo não traz nenhuma alegria para ela não traz nenhum prazer mas ela não consegue se livrar desse vício né então seria uma mentalidade própria dos reinos de expiação os vícios e as obsessões Esses são os seis reinos dentro da cosmologia budista como eu falei é possível uma interpretação mais literal mas também uma interpretação mais simbólica o quarto círculo vocês lembram que eu falei que na roda da vida a gente tem sete elementos e
quatro círculos o círculo mais externo ele vai representar as 12 condições do sansara ou os 12 12 nidan e quais são essas 12 condições A primeira é ignorância e como que eles representam a ignorância como uma pessoa sem visão uma pessoa cega E é isso que a ignorância faz com a gente um exemplo trivial do nosso cotidiano né Eu tô com uma dificuldade financeira E aí eu pego um dinheiro eu vejo um dinheiro na minha conta do cheque especial ou então juros do cartão de crédito eu não tô percebendo que aquela eu utilizar Aquele cheque
especial ou cartão de crédito eu tô piorando a minha situação e é isso que a ignorância faz com a gente a gente toma decisões e age sem um discernimento correto o que leva a gente se aprofundar cada vez mais nos nossos problemas a segunda condição são chamados saras que são as impressões mentais que moldam a nossa forma de ser ela é representada na roda da vida como um Oleiro fazendo um vaso de barro e tem uma analogia famosa na filosofia oriental que é quando uma pessoa no escuro confunde uma corda com uma cobra aquela cobra
não é real Mas pra pessoa que tá vendo a corda como uma cobra ela vai sentir o medo da mesma forma então muitas vezes a percepção que a gente tem da vida de nós mesmos e dos demais não é a percepção correta mas essa percepção faz com que a gente viva aquilo como uma realidade o terceiro nidana é chamado Vigana consciência condicionada e como ela é representada por um macaco saltando de um galho a outro e isso me lembra muito também já aconteceu comigo Por exemplo quando eu era adolescente eh a gente queria fazer aprender
violão passar se meses tentando aprender violão aí depois queria aprender francês passava se meses aprendendo francês só que sem a gente se dedicar e se aprofundar em em em um aprendizado a gente não vai obter os frutos que a gente deseja e parece um macaco saltitando de um galho pro outro né são essa consciência condicionada vai criar em nós diferentes interesses temporários Mas nenhum sentido de vida por exemplo o o quarto nidana é chamado de namar Upa que na verdade é a identificação com a nossa personalidade como que ela é representada como um Barqueiro em
seu barco o barco representa o corpo e o Barqueiro representa a mente que se identifica com o corpo né então Todos nós sabemos pela história dos grandes homens e mulheres do passado todas as potencialidades humanas mas muitas vezes a gente ao invés de ver esse potencial a gente se identifica com as nossas limitações é igual esse Barqueiro que se identifica com seu barco né eu lembro aí na tradição grega eh quando eles falam da Persona que De onde surgiu o termo personalidade e o que que era essa Persona era representada aquelas máscaras de teatro que
eram utilizadas no teatro grego a gente conhece geralmente tem uma máscara Alegre e uma máscara triste eh então seria como se um ator se identificasse com a sua máscara e é o que acontece conosco né Nós como seres humanos temos muito mais potencial mas a gente se identifica com a circunstância e com a limitação em que a gente tem no presente e esse é o quarto nidana nam marupa o quinto nidana são seis sentidos ué que que são os seis sentidos não tem a ver com a nossa ideia de sexto sentido os seis sentidos são
os cinco sentidos o paladar o tato ou fato a visão e a audição e também a mente que a mente é considerada o rei dos Sentidos o coordenador dos Sentidos Hoje os médicos sabem que nem tudo que a gente enxerga a gente vê no externamente na verdade os nossos olhos se aproveitam de parte da nossa memória para constituir as imagens não sei se vocês já fizeram aquela experiência muitas vezes tem uma tem um conjunto de letras só com a metade das Letras elas não estão representadas por inteiro e os nossos Olhos enxergam as letras completamente
Isso mostra que a mente também é um sentido que cria as nossas percepções e na roda da vida ela eh os seis sentidos estão representados como as janelas de uma casa e é isso que os nossos sentidos são são janelas pelas quais a gente vê o mundo e aos demais a nossa consciência vê ao mundo e aos demais esses são os nossos sentidos as nossas janelas para o mundo o sexto nidana é o contato dos Sentidos com os objetos sensoriais né então ela é representada dentro da roda da vida como um casal de namorados por
eh quem se apaixona sabe a força que tem esse contato com o ser amado ou então algo não tão poético assim imagina que uma pessoa tá fazendo um regime mas passa de frente uma pizzaria ou uma loja de chocolates ela sabe a força que tem esse contato dos Sentidos com seus objetos Principalmente quando a gente deseja esses objetos ou teme ah aqueles objetos imagina alguém que já nos causou dor no passado a gente geralmente tende a evitar se é uma reação espontânea mecânica o sétimo unidan são as Sensações são chamad vdas eh e é representado
por um homem atingido por uma flecha no olho Olha que imagem forte e por que que ela é representada dessa forma mostra a força eh das Sensações que podem nos dominar completamente né esse exemplo que eu dei imagina se eu passei de frente à pitizaria não entrei na pizzaria a chance de eu quebrar a minha dieta naquele momento é muito grande quebrar o regime Acho que todos nós já passamos por uma situação semelhante então é por isso que a gente tem que saber se relacionar com os objetos de desejo se a gente se se aproxima
muito deles é provável que a gente eh perca esse controle Em algumas situações esse contato com os objetos dos Sentidos e essa sensação que isso nos traz vai levar vai gerar em nós a sede de viver que é conhecido como trishna né é representada como homem bebendo com avidez Então seja uma pessoa que faz muito tempo que não bebe água e tá com muita sede aquela água representa tudo para ele é justamente essa sede de viver ou uma pessoa que e né gosta de beber álcool vinho e ela tem contato com o vinho depois de
muito tempo sem beber ela também vai mostrar essa força dessa sede de viver e aí o que que é necessário e a gente lembrar por exemplo Aristóteles que falava que a virtude sempre é um reto meio entre dois extremos então quando a gente se entrega essa sede de viver as consequências nunca são boas porque a tendência é que a gente é dominado por essa busca do prazer ou para evitar a dor então sempre é importante a gente buscar eh parcimônia buscar um equilíbrio nas mesmo nas coisas que são agradáveis pra gente o nono nidana é
o apego e é representado como um macaco colhendo frutos né que a gente pode destacar do apego é o peso que isso traz pra gente quando a gente por exemplo acumula muitas coisas né a dificuldade que a gente tem por exemplo para eh eh fazer uma doação de algumas peças do nosso guarda-roupa mostra o apego que a gente pode desenvolver tem pessoas que quando eh o carro delas é Riscado aquilo parece que ela tomou uma facada também é uma mostra a força do apego ou apego a a a à situações a relações também E aí
é importante a gente eh ter consciência e da força que esse apego tem sobre nós o 10 midana como consequência de tudo eh de todos esses anteriores vai levar a a nós a ter uma forma específica de viver é é chamado bava ou também o vir a ser e ele é representado não mais aí pelo um casal de namorados Mas pela a união de um casal né Essa forma de ser vai dar Nascimento a a uma nova vida que inclusive o nascimento é o 11º nidana representado por uma mulher grávida Então imagina isso a gente
pode entender esses dos nanas ao longo de uma existência ou ao longo de cada situação que a gente passa né a gente pode ver que esse ciclo se completa várias vezes na nossa vida e dependendo do que a do que a gente alimenta um novo comportamento por exemplo pode vir a nascer que seria esse 11º nidana do o 12º nidana é da velice da Morte e é representado por uma pessoa falecida uma pessoa carregando uma pessoa falecida e também é muito comum a gente poderia entender essa velice e a morte no nosso cotidiano como o
desinteresse que acontece conosco né eu dei esse exemplo quando a pessoa quer aprender violão rapidamente se desinteressa e passar um novo a um a um novo desejo a um novo interesse né então a velice a morte também tem essa conotação não só da nossa morte ao final da vida mas também dessa morte dos nossos interesses dessa transformação na verdade porque dentro da roda da vida tudo se transforma nada se perde então o desinteresse em algo vai gerar o interesse em uma outra coisa e pera aí esse ciclo não tem fim como que se vê dentro
da tradição a roda da vida é importante a gente buscar um sentido construtivo nas nossas ações como a gente falou lá do nobre caminho óo dessa busca da retidão nos nossos comportamentos ou do Dharma de agir de acordo com as leis da vida eh a forma da gente se libertar dessa existência condicionada que é representada aí pela roda da vida é a gente buscar ações com construtivas um sentido de vida construtivo em que a gente sente sinta uma evolução gradual então cada vez desenvolver uma nova virtude desenvolver um novo aprendizado buscar um comportamento mais adequado
diante das situações dessa forma a gente gradualmente tá conseguindo se libertar dessa roda da vida e cada passo que a gente dá nesse caminho traz para nós uma nova perspectiva Eu costumo falar nas minhas aulas nas minhas palestras que o filósofo não deve se fixar no final do seu caminho que seria esse ideal de Sabedoria mas a gente deve aprender a curtir a nossa caminhada porque cada passo que a gente dá já muda a perspectiva com a qual a gente encara a nossa vida e a nós mesmos Então essa é uma lição que a gente
tem da roda da vida O Quinto Elemento da roda da vida segurando a roda da vida temos uma figura bastante aterradora que é a representação de ama e ama dentro da tradição asiática não só do budismo mas também do hinduísmo e de outras correntes ele representa é o senhor da Morte e não é um ser malévolo pelo contrário eama também ele rege o Dharma Olha que interessante a visão que eles tinham né e o que que representa Yama a impermanência de todas as coisas é similar a Cronos que devora os seus filhos como a gente
viu no primeiro episódio em relação a Yama a gente também pode extrair uma lição dos gregos os como eu falei eh é possível vencer Cronos é possível vencer o tempo que destrói todas as coisas que ele cria e e e qual que é a chave para isso os gregos tinham Cronos tinha um filho que era Zeus tinha mais filhos e tinha um neto também entre outros netos que era cairos que que significa cairos cairos representa a oportunidade do momento presente então quando a gente vive o momento presente com Plenitude com muita consciência é como se
nesse momento a gente se libertasse do domínio de Cronos porque esse momento ele pode se eternizar cairos era representado eh de uma forma muito interessante era uma figura que tinha um topete e passar muito rápido sempre pelas pessoas que que significa isso do topet de cairos que a oportunidade só pode ser pega de frente você não pode pegar cairos depois que ele passa e isso representa a necessidade dessa atenção da gente estar com a consciência plena no momento atual e ciros também carregava uma navalha que que significa essa navalha era navalha utilizada para cortar as
cordas que prendiam os barcos ao Porto e representa essa necessidade do Desapego se a gente tá muito apegado ao passado às experiências do passado a gente não vai conseguir viver com plenitude o momento presente Então essa é a forma da gente se libertar pelo menos por um momento de Yama como a gente viu a frase do filósofo shiran né a gente na verdade não busca sabedoria que está no futuro né esse expressão máxima do potencial humano na o que a gente busca é a plenitude de cada situação o sexto elemento da roda da vida é
o Buda né Eh em algumas representações ele está presente fora da roda da vida representando aquele que se libertou da roda da vida apontando eh pra lua ou pra terra pura representando essa sabedoria em outras representações Buda se faz presente em cada um dos seis reinos mostrando a atitude e a sabedoria necessária para viver em cada uma daquelas situações isso mostra também que Buda como uma expressão dessas leis naturais do Dharma A vida sempre se faz presente para nos nos auxiliar em cada situação independente de qualquer que ela seja eh o que que Buda representa
representa algum grau todos os mestres que nós temos na vida a começar dos nossos pais se a gente imaginar Nós seres humanos sem tudo que a gente aprende na vida social a começar pelos nossos pais que nos ensinam a caminhar nos ensinam todas as coisas básicas da vida depois os nossos professores os mestres das grandes tradições eh o que que seria de nós então Buda representa essa figura do mestre que se faz presente muitas vezes sem que a gente nem perceba né talvez muitos de nós não tenham percebido o papel que esses pequenos mestre estiveram
ao longo da nossa vida e é isso que representa a figura de buda seja fora da roda da vida ou presente em cada um dos seis reinos o último símbolo da roda da vida e é essa sabedoria que ela é representada ou pela lua e por que o símbolo da lua imagina hã um dia escaldante de sol o alívio que a lua nos traz né a luz da lua geralmente à noite em que a temperatura é mais amena então tem esse simbolismo eh a sabedoria e essa iluminação como um alívio do sofrimento da vida condicionada
dessa vida que é eh gerada pela nossa ignorância da da realidade Então esse é o sétimo elemento ou é a Lua ou uma terra pura Terra pura dentro do budismo é uma imagem semelhante ao que a gente tem dentro do Paraíso na nossa tradição Cristã e aqui não representando um lugar mas representando essa sabedoria que é uma real compreensão da vida e que possibilita uma plenitude e uma felicidade eh verdadeiras e totais né E aí como eu falei mesmo que essa sabedoria esteja distante ela pode ser conquistada gradualmente né O que é importante aí é
a gente ter uma direção construtiva na nossa vida a gente sentir que a gente tá dando passo significativos em direção a ser uma pessoa melhor eu lembro aí o filósofo budista n garna temos uma palestra sobre ele no YouTube no nosso canal quando ele fala das duas verdades né que ele representa esse Nirvana Não como um local ou como uma condição a ser alcançada Mas é uma compreensão verdadeira da realidade da vida como ela é e que a gente pode ter essa estar nesse Nirvana ter essa compreensão em qualquer situação que a gente se encontre
com isso a gente fecha o simbolismo da roda da vida é um símbolo é um emblema muito complexo muito profundo espero que vocês tenham gostado e que ele seja objeto aí das nossas reflexões no futuro Obrigado Na próxima aula vamos ver o simbolismo das mandalas que é muito conhecida na tradição oriental mas que existem também nas na tradição ocidental [Música]