o mestiço traço da união entre raças é quase sempre um desequilibrado um decaído sem a energia física dos ascendentes selvagens e sem a atitude intelectual dos ancestrais superiores Olá pessoal se você não me conhece deixa me apresentar Eu me chamo Beatriz Bueno e eu sou pesquisadora da identidade de pessoas pardas no Brasil e hoje a gente vai falar do seguinte tema o corpo mechiço se tornou um cabo de guerra ideológico no Brasil essa cação que eu trouxe no começo que é bem impactante ela Traz essa visão da pessoa mestiça como a pessoa degenerada né E
que as pessoas das raças matrizes que aqui no caso a gente tá falando de branco e negro ou branco indígena elas teriam qualidades elas teriam artifícios enquanto as pessoas mestiças elas não teriam Elas seriam algo é como se pela mistura não ficasse nada de bom e ficassem pessoas preguiçosas que são estereótipos que são muito ligados a pessoas mestiças pessoas preguiçosas pessoas que tem o jeitinho brasileiro Então a gente tem esse histórico na história do Brasil que o mestiço era considerado esse ser degenerado e os pensadores bem entre aspas da época que são esses pseudocientistas que
pseudo significa falsos cientista eles eram na verdade racistas né que produziam teorias falsas que hoje já são comprovadas que são mentira sobre as raças que na verdade nós todos pertencemos à raça humana né mas eles criaram esse conceito de de raça que hoje em dia a gente entende que é um conceito cultural e sociológico né mas para hierarquizar os grupos né para dizer que o branco era superior o indígena e também os povos asiáticos né que TM uma semelhança com os indígenas eram inferiores e Os Pretos eram mais inferiores e nessas camadas o o mestiço
era pior que todos porque ele era misturado Então ele era estragado ele era aquele que um dia se tornaria infértil né eles cogitavam essas teorias porque os animais de raças di entes que cruzam se tornam inférteis né então tinham vários estereótipos e várias coisas negativas e aí nesse momento o povo europeu branco que tava construindo e consolidando essas visões racistas e racialistas né Eh porque o racialismo é exatamente isso de você criar essas teorias de que ai o negro ele tem capacidades que vem de nascença e o branco tem capacidades que vem de nascença isso
é racialismo né racismo é o preconceito contra pessoas de diferentes raças sociais e racialismo é isso de achar que cada raça tem algo que veio com ela uma característica única então eles quando eles estavam criando isso eles pensaram que o Brasil tinha uma economia passando por muitas dificuldades assim como até hoje a gente é um país considerado de terceiro mundo né em questão econômica e já Desde aquela época a gente estava passando por quê Porque o nosso país foi muito explorado as pessoas foram exploradas nesse terr ritório né não foi Uma colônia que as pessoas
vieram para construir a vida e sim para explorar a matéria as pessoas e tudo que tivesse eh possibilidade então a gente estava com vários problemas econômicos e esses teóricos começaram a falar que esses problemas era porque o país era muito mestiço e escuro né então era muito mestiço dos povos indígenas e pretos e que isso era um grande problema e que para melhorar este problema para solucionar esse problema precisaria embranquecer a população Então esse é o primeiro momento do que eu quero trazer aqui é o momento em que os brancos usam os pardos para puxar
pro lado dele no sentido de a gente vai usar os mestiços e a gente vai usar a mestiçagem pros nossos interesses que é clarear a população e aí os governos começam a incentivar a imigração europeia oferecendo terras oferecendo bonificações para as pessoas europeias virem pro Brasil se relacionarem com as pessoas que aqui estavam né E enaltecendo essa cultura mestiça para incentivar as pessoas a clarearem a população e até hoje nós somos contaminados com essa mentalidade extremamente racista e degradante de clarear a população clarear as famílias clarear as pessoas então aí começa o cabo de guerra
ideológico os brancos que são meus ancestrais que eu imagino que sejam ancestrais de muitas pessoas que estão assistindo começa a puxar os mestiços pro lado deles Eles já estavam explorando as terras Eles já estavam explorando as pessoas eles já estavam catequizando as pessoas causando etinicos causando genocídios causando torturas e problemas que a gente até hoje tá tendo que correr para resolver e que tornaram a nossa sociedade muito desestruturada e muito violenta E aí eles pegam os mestiços e começam a puxar pro lado deles né se embranquece isso começa a ser incentivado e isso é algo
extremamente problemático esse momento que eles começam a enaltecer a missena como um caminho para o branco e não falar da miscigenação de uma forma Consciente e sim falar da miscigenação com viés racista então eles começam a puxar pro lado deles e falar da miscigenação dessa forma começa a contribuir a ainda mais com apagamento de populações indígenas populações pretas né então isso vai sendo feito isso ainda é feito e esse momento problemático que o branco quer nos usar isso meio que a maioria das pessoas que estuda a raça já sab embranquecimento racismo dos brancos agora eu
vou falar sobre a parte que não é tão óbvia assim que tá inclusive no meu trabalho de conclusão de curso para quem gosta de ler e quiser se aprofundar que é o fato dos movimentos tanto indígena quanto negro quererem também usar os mestiços pro próprio benefício mas sem respeitar a condição dos mestiços que é quando esse cabo de guerra começa a ser puxado para o outro lado então para falar disso eu trouxe alguns exemplos do movimento negro como ele justifica que paros devem se autodeclarar negros né Um deles é um bordão muito utilizado que é
a polícia sabe quem é negro né Então essa fala sugere que por pardos estarem sujeitos estarem vulneráveis à vi violência policial eles se tornam automaticamente negros e isso não é verdade né porque a violência que a gente sofre ela não pode ser um determinante da nossa raça e também a filósofa Sueli Carneiro eu gosto muito dela ela é uma grande referência para mim e ela defende muito as pessoas pardas só que aqui para mim tá O equívoco dela né quando ela pega as estatísticas brasileiras para mostrar que o pardo e o preto estão lado a
lado em questão de vulnerabilidade em questão de analfabetismo os piores índices comparado com os brancos que estão com índices muito melhor de vida de dignidade né Eu acredito que a intenção dela é maravilhosa só que ela usa isso para justificar que então os pardos são negros e aí novamente tá usando a violência para justificar a identidade das pessoas mestiças das pessoas pardas sendo que poderia só estar dizendo os pardos os mestiços sofrem racismo assim como os negros pretos então Vamos nos unir sem precisar anular o fato de que nós somos mestiços de que nós temos
provavelmente uma ascendência Branca ali mas também podem ser outras ascendências como por exemplo a japonesa que teve muita imigração japonesa para Brasil Então tem pessoas que são pardas de descendência japonesa e negra que me procuram ou então a ascendência Branca indígenas aliadas com essa ascendência negra que tornam essa pessoa ainda mais plural e múltipla e ela não se sente confortável de se afirmar como Negra e também no dia a dia dela ela não percebe que as pessoas aceitam dessa forma no próprio livro do kenger munanga rediscutindo a mestiçagem no Brasil que que eu já sugeri
para vocês diversas vezes ele conta vários relatos de como os mestiços sofriam um tipo de racismo um tipo de discriminação que era diferente da que os negros indígenas sofriam porque existiam formas de discriminar que eram muito conectadas com o fato de serem misturados de serem mestiço mesmo né E então ele vai ao longo de todo o livro dando esse exemplo de como mestiços foram vistos primeiro no mundo depois no Brasil depois ele fala um pouco sobre o quanto esse esse conceito de identidade brasileira mestiça atrapalhou no combate ao racismo né que é esse olhar paraa
mestiçagem no Brasil De forma inconsciente querendo dizer que não existe racismo Porque existe miscigenação isso não é uma verdade né então ele faz essa crítica e no final ele dá a sugestão né ah seus mestiços sofreram tanto então eles também podem falar que eles são negros e ainda ele fala dos Estados Unidos então ele dá esse exemplo dos Estados Unidos que por inspiração a gente poderia se irar e poderia passar a se dizer negro eh sendo que podia ser diferente essa história ele podia terminar o livro dizendo é por isso que os meios e os
negros e os indígenas também têm que se unir para combater o racismo eles têm que estar de forma unificada mas sem querer transformar a nossa identidade em algo que ela não é né que é esse negro que não conta a história dos mestios e também não conta é de forma singular esse racismo diferente que às vezes a gente vive outros estereótipos relacionados daos mestiços né então a gente acaba ficando em prejuízo eles acabam querendo puxar completamente pro lado deles eu sei que a intenção é boa no começo mas acho importante essas pessoas principalmente que são
eh retintas como kabenguele munanga ouvir um pouco né O que que os mestiços têm para dizer como eles se veem como eles querem ser respeitados qual lugar que eles querem ter né pra gente poder chegar em soluções melhores ainda né porque esse livro do kabengele munanga ele já é um legado pra nossa sociedade né E aí as novas gerações T que fazer melhor ainda e é o que eu busco fazer Resumindo a história gente a violência racial que os grupos negros e pardos sofrem faz com que a gente tenha essa necessidade de se unir isso
é muito importante Porém isso não significa que nós somos homogêneos né Nós somos muito heterogêneos e é importante a gente entender que somos diferentes que somos diversos porque quando a gente se homogeniza a gente tá aceitando aquilo que a itude eh que o racismo diz sobre nós né de tipo vocês são o outro não importa a diversidade de vocês não importa as especificidades de vocês vocês são o outro vocês são o não branco que é um termo que eu odeio e evito muito usar E aí gente pedindo licença e com todo respeito eu gostaria de
entrar na questão indígena para falar que eles acabam Tendo também essa mesma lógica sobre os corpos mestiços E para isso eu gostaria de citar como exemplo uma palestra que eu assisti do Ilton krenak que tá disponível aqui no YouTube que se chama o truque Colonial que produz o Pardo o mestiço e outras categorias de pobreza eu vou ler o que que eu escrevi sobre isso no meu TCC porque eu acho que é bem pontual rotular noos como uma categoria de pobreza negligencia o fato de que embora tenhamos raízes em uma história de embranquecimento e racismo
nós Os mestiços somos acima de tudo um grupo de seres humanos e não apenas produto do colonialismo né então e esse momento do TCC é aquele momento que eu respondo um argumento que eu acho que é extremamente racista e degradante pras pessoas mesias que ah o Pardo é uma invenção do colonialismo gente o Brasil inteiro como é hoje é uma invenção do colonialismo tudo é uma invenção do colonialismo esse celular que eu tô usando ele é uma invenção do colonialismo se você for olhar né a trajetória Histórica de tudo isso a língua que eu tô
falando ela a invenção do colonialismo né o o negro ser chamado de negro é uma invenção do colonialismo o indígena ser chamado de indígena é uma invenção do colonialismo Não importa se eles retiraram o termo índio né a palavra indígena não é tupi guarani e nem de nenhuma outra língua indígena é uma palavra que vem do latim então isso foi inventado pelo colonialismo isso foi inventado pelos portugueses e não é por isso que a gente fala ai negro não existe não vamos mais falar negro vamos falar que somos todos seres humanos porque foi o colonialismo
que inventou isso porque a gente sabe que isso é uma armadilha porque isso foi inventado isso trouxe diversas consequências péssimas pra nossa sociedade e agora a gente precisa dar consciência das Diferenças que tem entre o negro entre o mulato entre o caboclo entre o branco entre o indígena e todas essas diversidades que a gente tem pra gente poder amenizar essas diferenças de desigualdade que eu falo de dignidade de direitos né porque a gente costuma falar que a branquitude tem privilégio a branquitude não tem privilégios né só o topo do topo do Topo os mais riscos
tem a branquitude em sua maioria tem direitos básicos que as populações racializadas não t então a gente precisa correr atrás disso né para depois a gente esquecer essas criações né O Mi bem fala isso acho que é no necropolítica se eu não me engano ele fala que no futuro ele vê esse conceito de negro sumindo Porque se o racismo su nós somos todos seres humanos né diversos e tudo mais por mais que existam as culturas e as raízes some esse conceito de negro colonialista né Essa forma pejorativa de observar o negro Então você falar que
o mestiço é um truque Colonial né é um absurdo e eu entendo o que o krenak quer dizer ele quer dizer que o fato de uma pessoa ser metia por exemplo de indígena com branco ou indígena com negro foi uma forma de manipular essas pessoas mestiças para que elas continuassem inconscientes perante o racismo querendo fazer essas pessoas se afastarem do que é se indígena para buscarem um ideal Branco isso é um truque Colonial que é o truque do embranquecimento que é o truque do etnocídio ser mestiço não é um truque Colonial é um fato da
realidade material histórico e aí quando a gente fala isso mestiço é produto mestiço é qualquer coisa negativa que venha depois de mestiço é Acaba criando na sociedade nas pessoas que estão consumindo esse produto elas criam preconceitos contra os mestiços isso a gente tá vendo acontecer a rodo principalmente na internet né Então as pessoas têm raiva dos mestiços muitas pessoas ficam propagando imagens eh muitas pessoas ficam com raiva de famílias mexias e propagando o ódio ah por causa de palmitagem ai porque o novo filho que o seu Jor teve o tanto de comentário que teve ali
que era ódio ao mestiço não era ódio ao racismo não era ódio ao colonialismo não era ódio aos brancos que eram racistas era ódio a uma família que Inclusive a esposa do seu Zé a gente é web amiga e é uma pessoa maravilhosa uma pessoa generosa uma pessoa que podia ser uma prima sua que podia ser uma irmã sua que podia ser alguém e as pessoas simplesmente massacrando a família dela sem respeito nenhum né então e as pessoas falam muito que eu tenho que tomar cuidado quando eu defendo a identidade parda só que as pessoas
não tomam cuidado nenhum com as pessoas mestiças com as pessoas que têm o fenótipo mestiço com as pessoas que vivem em famílias interraciais que já T uma dinâmica extremamente violenta né então quando um mestre muito grande que eu respeito muito que tem Nossa diversos apontamentos excelentes sobre racialidade que tá dentro de um local de fala indígena que não é o mesmo local de fala mas sobre mesagem eu falo e eu falo bem e vejo que aqui ele tá reproduzindo o mesmo padrão que o movimento negro faz porque nessa palestra gente eu falei só do título
mas nessa palestra ele fica reforçando o quanto os mestiços também sofrem violências e algumas violências específicas só os mechiço sofrem ele traz ele relembra Aquele momento que a escravidão dos indígenas ela foi proibida pelo Marques de Pombal em 1758 ele não fala exatamente esses dados mas ele retoma esse momento e ele diz que nesse momento os mestiços de indígena podiam ser escravizados porque eles não eram considerados indígenas então quando os bandeirantes iam caçar essas pessoas olha que absurdo E aí tinha um grupo de indígenas junto com alguns caboclos os caboclos eram caçados e os indígenas
não então ele tá falando de uma discriminação que a pessoa mestiça sofreu por ser mestiça e conclui que por isso ela devia se afirmar indígena e fala da forma como a gente escolheu ver as pessoas mestiças de uma forma muito pejorativa quando o problema em si não é uma mistura de uma pessoa branca com uma pessoa indígena se considerar Cabocla o problema é uma pessoa que uma mistura de uma branca e uma pessoa indígena se considerar Cabocla e renegar totalmente suas raízes indígenas e não se conectar com isso e achar que isso é ruim que
ela tem que seguir o ideal Branco Esse é o problema ser mestiço e afirmar um nome que diz que você é mestio como Caboclo como mulato por exemplo não é o problema o problema é você fazer isso com uma inconsciência que é o que tem sido feito na história do Brasil até então mas que a gente vai mudar E aí gente uma coisa que eu gosto sempre de lembrar que aa Weiner reforçou no livro dela famílias interraciais tensões entre cor e amor que tem poucos estudos que falam sobre a identidade do mestiço sendo construída de
forma empírica chamando mestiços para falar como você se vê o que que é ser mestiço para você então tem muitos estudos que discorrem sobre a migena e e os seus impactos na história que criticam que falam bem né E também tem bastante que falam que nossa que aeração é a salvação que eu não é o que eu acredito então tem várias coisas discorrendo sobre a miscigenação mas um estudo propriamente sobre a subjetivação sobre a construção de identidade sobre como é crescer em uma família interracial E como que isso afeta as pessoas mestiças tem pouquíssimos estudos
eu já vou e eu já vou aproveitar para recomendar esse livro para vocês não sei se vai focar que foi um livro maravilhoso que eu li que foi ele é de 2017 bem recente mas que ele coloca todas as diferenças dos estereótipos do pardos paraos estereótipos dos negros e a diferença da discriminação que sofrem os pardos pra discriminação que sofrem os negros aqui não fala de indígenas nem de de pessoas caboclas mas mesmo assim para qualquer pessoa mestiça isso aqui é ouro porque tem alguns estereótipos que são semelhantes de mulatos e caboclos né e gente
isso aqui é maravilhoso esse livro é maravilhoso mas todos os outros livros que eu citei é bom vocês lerem também rediscutir meag no Brasil famílias interraciais E tem também esse aqui da Janaína Bastos tons de racismo que ela vai falar do que eu falei no começo sobre os mestiços eles serem vistos como ai um caminho para embranquecimento da sociedade e também como degenerados né então esse livro é muito bom também tá é ouro também então a gente consegue perceber por essa fala que aia Weiner fez que ela citou até a Joy Lopes que é uma
outra estudiosa que eu gosto bastante que também é bem novinha é da dessa dessa contemporaneidade que fala sobre identidade mestiça é que tem poucos estudos a gente tá apenas começando e a gente percebe que esses estudos que falavam se aeração era boa ou era ruim e tal eles não ajudam na nossa identidade na formação da nossa identidade de quem a gente é para onde a gente vai e eles também não refletem e autoestima pra gente né então por mais que tenha um mito de ai o Brasil é mestiço Nossa que legal as representações que a
gente tem na televisão nas novelas isso aqui tem nesse livro aqui né nas novelas nos comerciais são sempre das pessoas brancas durante toda essa história e as pessoas mestiças Principalmente as pessoas m elas eram tratadas com estereótipos extremamente pejorativos como da mulata sensual ou o do Malandro mestiço então a gente é muito perdido na nossa identidade a gente nunca foi acolhido realmente nessa migena a gente sempre foi um cabo de guerra puxado para um lado e pro outro e por isso hoje em dia Muitas pessoas mestiças quando elas vem Sei lá o aon crenac falando
ai o mestiço é um truco colonial e ou vem sei lá pessoas pretas falando que miseração é genocídio que eu acho um absurdo essa frase elas ficam apoiando isso porque elas ainda não compreendem o quanto que isso prejudica elas mesma a relação que elas têm consigo mesma sua autoestima porque querendo ou não elas são mestiças elas sabem principalmente quem é de família interracial que você cresce com um genitor Branco um genitor Preto aquilo marcou a sua vida inteira e agora tá aí você com 20 30 anos falando Miss genocídio não sei que então você é
o qu Um Morto um zumbi andando não é né pelo amor de Deus gente só que por a gente ter essa história que é construída numa inconsciência mestiça a gente não tem autoestima E aí tudo que fala a gente meio que vai ah é pr embranquecimento porque o branco é bom negro indígena ruim Branco bom fica seguindo isso E aí a gente vai como robôs lobotomizados querendo se embranquecer que é isso que eu fiz durante a minha infância por exemplo né que é uma dor horrível exploração né não tô culpabilizando as pessoas mas assim ol
tendo um olhar crítico perante tudo que a gente viveu até aqui e aí vem o movimento negro movimento indígena e fala mestiço é um truque Colonial mestiço é um lixo para que que você vai ficar com essa identidade que é um lixo se você pode se unir aos negros indígenas fingir que você não é mestiço né e falar que você é negro falar que você é indígena renegar toda essa parte só para mostrar que você não tá do lado dos brancos sendo que você pode muito bem ser uma pessoa mestiça estar do lado dos negros
estar do lado dos indígenas não estar do lado dos brancos racistas por mais que e a gente possa ter brancos Aliados sem precisar dizer que você é negro eu posso apoiar o movimento negro eu posso defender o movimento negro eu posso ter orgulho de tudo em mim então o munanga falaram para ele sobre meu estudo uma vez e aí ele pegou e falou E aí ele pegou É muito bom né gente e aí ele pegou e falou assim Ah os paros T que decidir que lado que eles estão meu bem Eu já decidi que lado
eu estou isso não significa que eu que eu preciso falar que eu sou negra para est do seu lado meu amorzinho podemos podemos E aí nesse capítulo eu trago outro exemplo que é um texto que é bem famoso que é bem antigo que se chama mulato o obstáculo epistemológico gente mulato não é obstáculo epistemológico obstáculo é o racismo tá então a gente realmente tem uma questão que ela é mais delicada ela é mais controversa porque envolve aação Só que todo esse problema a gente tem por causa do racismo entendeu porque se não houvesse racismo a
miseração Seria algo natural da sociedade que acontece toda a sociedade até antes do conceito de raça tem mistura tem sincretismo enfim tem influências de culturas tem pessoas que se cruzam né Isso faz parte ia ser normal mas como tem o racismo a miseração no Brasil Ela acabou se tornando problemática O que que a gente tem que combater o racismo ou a miseração a gente tem que combater o racismo gente entendeu E aí o Eduardo de Oliveira né em 74 faz 50 anos fala isso né do do do Mulato como obstáculo epistemológico aí ele fica o
quê contando a história dos Estados Unidos como que os Estados Unidos sabem quem são os negros meu Deus os Estados Unidos já falei um monte de vezes em outros vídeos em outros conteúdos que essa influência pelos Estados Unidos ela precisa ser de uma outra forma quer se influenciar quer achar legal quer achar bacana Beleza agora ficar tentando pegar a forma deles para fazer caber no Brasil ele tem vários vídeos aqui no canal que vocês podem ver sobre isso eu vou deixar eles aqui na descrição em alguns casos a maneira inadequada como as críticas a miscigenação
são formuladas acabam por desempenhar uma crítica à condição mestiça e não ao racismo Tais vieses sugerem que não há absolutamente nada de positivo em ser o que somos par dos oriundos de relações multirraciais isso leva a uma visão equivocada de que a única solução para enfrentar a narrativa estabelecida pelas teorias de embranquecimento é negar a nossa realidade mestiça e não é toda ênfase na modificação dos sistemas de identidade acontece em detrimento da investigação dos impactos e danos causados pelo racismo na comunidade mestiça que deveria ser o principal foco para a melhoria das Relações raciais em
nossa sociedade né então invés ao invés de ficar querendo mudar o sistema de identidade por que que a gente não vai investigar pô tem muito mestiço e tem muito racismo Como que o racismo tá afetando esses mestiços também porque como afeta os negros a gente já tem uma literatura enorme como afeta os meios a gente tem esse livro aqui que eu amo aqui mas tá faltando tá faltando coisa e quando a gente vai ver a os estudos sobre raça é negros negros negros e a sociedade não tem consciência de que pardos também sofrem racismo tá
não tem ainda E aí se você fala que o Pardo é negro as pessoas perdem ainda mais a direção de que o Pardo sofre racismo porque aí elas vão achar que esse Pardo que é negro é só pessoa com o fenótipo da Taís Araújo por exemplo elas não vão considerar pessoas caboclas elas não vão considerar pessoas trir raciais que tem um fenótipo que não tem aspectos de Negritude tão evidentes assim mas que sofrem o impacto do racismo e a gente tem uma distorção maior ainda E aí por isso que eu apoio que a gente Olhe
de forma interseccional para pardos e negros tá bom gente por hoje é isso então eu amei gravar esse vídeo achei que ficou bastante especial se você gostou curte aqui embaixo Ative o Sininho para você não perder nenhuma novidade compartilha com alguém assiste os outros vídeos que eu vou deixar na descrição porque essa conversa ainda a gente vai aprofundar muito nela e eu não vou parar de falar o que eu falo independente das críticas independente dos comentários de ódio eu acho que faz parte né e seguimos Muitos beijos