bom gravação iniciada Boa noite a a todas as presentes aqui e a todos aqueles que vão assistir em algum outro momento na gravação de hoje nessa exposição de hoje como o slide sugere vou est falando um pouco sobre as psicoses eu confesso que é um esforço para mim falar sobre essa temática porque até hoje eu nunca atendi um Psicótico né dentro da minha trajetória Clínica até então ela é majoritariamente apenas neuróticos principalmente isteria neurose obsessiva também mas a Psicose Talvez eu tenha atendido um paciente só que estaria mais no grau da melancolia né mas tivemos
poucas sessões então não tive como fazer esse diagnóstico diferencial então Eh essa exposição vai est muito resguardada tanto p a literatura que foi separada para para fazer essa exposição que foi o os dois artigos de Freud neurose e Psicose e a perda da realidade na na Psicose se eu não me engan esse o nome ambos os textos estão presentes nesse volume trago também algumas considerações a partir deste livro aqui a psicanálise pode ser diferente de Gisela Paraná e o que eu sempre uso para fazer algumas contribuições que é o dicionário da psicanálise da Ines enfim
bem bacana pra gente pesquisar os termos históricos bem como Psicose né então um ponto importante E interessante pra gente entender em relação que a gente tá estudando aqui dentro de uma ótica mais freudiana que não era do interesse de Freud o estudo das psicoses se era pelo menos ele não formulou muito sobre né se a gente pegar por exemplo eu tenho essa coleção aqui quase completa de de livros de Freud esses pretos que estão aqui atrás de não dá um livro sobre Psicose ele tem aquela questão de estudar a obra lá do sch né ele
faz uma análise a partir do que é escrito ali ele tem esse esses dois artigos né neurose psicose e a perda de realidade acho que é na neurose e Psicose também deixa eu só só conferir aqui para ver se é isso [Música] mesmo a perda da realidade na Psicose é basicamente Freud ele fala muito pouco sobre essa temática resguardando boa parte dos seus estudos e clínica para com os pacientes neuróticos eh tem uma parte da Elizabeth rud nesco dentro daquele dicionário de psicanálise esse aqui que eu tô mostrando aqui para vocês que ela fala o
seguinte que Freud dedicava toda sua atenção à neurose considerando-a curável em detrimento da Psicose que ele julgava sempre como incurável né Freud ele tinha essa essa questão da da cura né de promover até um até um certo ponto em alguma medida a resolução de alguns sintomas né era era até então uma proposta psicanalítica não se resumia a isso mas era um dos objetivos na época ali por Freud Ainda bem que a psicanálise ela não para em Freud ela se reinventa a partir de outros autores bem como winicott Lacan que começou com com base em Freud
depois constitui uma nova teoria dentro da psicanálise que não dá um respaldo teórico para atender esse público também porque uma coisa que Freud falava é que as neuroses acessíveis a tratamento são aquelas neuroses que conseguem fazer transferência né e ele coloca o Psicótico como alguém que não seria capaz ou não seria possível de estabelecer essa transferência e ali dentro do trabalho analítico dentro dessa relação analítica transferir para o analista algumas questões e a partir daí acontecer algum trabalho de psicanálise nesse sentido uma coisa interessante também é que que foi um braço direito de Freud por
muito tempo até antes deles romperem em primeo de maio de 1932 no seu diário Clínico ele escreve um artigo né quem é louco nós ou os pacientes ele fazia uma questão ali de falar sobre a questão da análise do analista fazer essas essas contribuições que foi um autor muito importante nesse sentido de falar um pouco sobre o analista la também traz isso para outro nível mas feren ele começa a elaborar algumas coisas nesse sentido e e ele coloca que Freud não gostava daquilo que era anormal demais está no no Diário Clínico de diferente a gente
não saar até que ponto é verdade mas é um registro aí a título mais de de informação em relação à Psicose um autor que ele faz um uma fundamentação tanto quanto bacana em relação a essa estrutura Clínica é o inicot né ele atribui essa ideia de que a neurose seria uma conquista a divergências em relação a isso Mas é uma teorização que o autor inglês ele faz em relação a a essa categoria Clínica dentro da psicanálise né o inicot ele atribuir as psicoses a questão da privação questão de você não ter recebido certos cuidados básicos
no início da vida essa interação para com o ambiente essa é uma hipótese winicottiana né Lacan ele se dedica muito mais às psicoses do que o próprio Freud inclusive ele tem deixa eu até pegar para vocês aqui para quem não conhece ele tem esse livro aqui que é o seminário três é o único que ele aparece na capa em que ele fala sobre as psicoses né ele começa a formular algumas coisas ali acerca dessa estrutura Clínica e Lacan eh a a tese de doutorado dele é do cas aimé que ele também fala de de uma
Psicose né então ali já há um interesse desse autor psicanalítico e Clínico Claro sobre estudar essa temática que Freud não pelo menos não demonstrou ao longo de toda sua obra porque Ele teve apenas pouquíssimos textos que faz menção que faz umas elaborações inclusive nos artigos presentes neste livro aqui no de nesse aqui que é o que o Henrique deixou como base paraa aula de hoje Freud ele coloca levanta algumas bolas no sentido de que por exemplo ele levanta algumas hipóteses eles faz algumas formulações mas Diferentemente do que a gente acompanha Freud em outros artigos ele
não vai lá e descreve uma coisa minuciosa e dá exemplos a partir da Clínica ele faz umas elaborações importantes mas ainda são elaborações muito curtas em relação ao que a gente conhece de Freud Freud ele tinha questão de escrever parágrafos inteiros assim uma folha inteira para explicar alguma coisa e aquilo ali ele 40 30 páginas e os que ele formula acerca da Psicose são cinco seis sete páginas coisa pouca então assim não tinha um interesse pelo que a gente sabe de Freud em relação a essa utura eh ele fala essa questão da da neurose de
transferência né porque para Freud boa parte do interesse Clínico dele era o que acontecia dentro da mente daquele sujeito então um conflito intrapsíquico é o conflito da neurose eu tenho uma vontade o ambiente não me não permite que eu faça isso por exemplo minha minhas razões super super egoicas Não me permitem não autorizem não autorizam com que eu realize esse desejo aí tem a formação s automática tem a repetição tem aí um ato falho que demonstra uma contra intenção enfim o interesse de Freud Eh boa parte da sua obra se restringe a isso depois ele
vai ter aquela questão do dos textos mais sociais né como psicologia das massas e análise do eu ma estado da civilização mas o interesse de Freud sobretudo era pela Clínica das neuroses e é uma clínica bem fundamentada em relação a isso uma coisa que eu acho interessante que Freud Coloca nesse nesses dois artigos é que o eu ele cumpre uma uma função que é um tanto quanto árdua e difícil o eu ele tem que atender à funções do id à necessidades e o impulsos do id ou seja nossos impulsos nossos desejos por exemplo sexuais agressivos
ele tem que meio que fazer essa mediação Então os impulsos vem em direção ao eu que também Ele atende à necessidades super egóicas que também atende a questão da realidade e ele tem que ser um intermediário entre tudo isso ele tem que meio que tentar fazer essa vontade de todos e ele elabora uma hipótese ainda ele faz uma menção assim que ele Nesse artigo em relação a possível prevenção da Psicose ele coloca isso como ele levanta a bola mas ele não chuta então ele não faz uma conclusão em relação a isso ele coloca que são
talvez em pesquisas futuras isso pudesse ser elucidado de um de uma melhor forma então um ponto aqui que eu acho interessante um recorte ele Freud ele fala assim a neurose seria resultado de um conflito entre o eu e o Y ou seja relação entre eu quero fazer isso mas eu não posso eu quero mas eu não consigo eu quero mas tem algo que me impede eu quero mas isso desagradaria alguma pessoa dentro da minha história de vida e por isso não vou fazer ele fala que a neurose é resultado desse conflito enquanto que a Psicose
seria análogo ao desfecho de tal perturbação nos laços entre o eu e o mundo exterior enquanto o neurótico ele reconhece se esse mundo exterior por mais que por exemplo esse mundo exterior possa desagradar e na maioria das vezes quase que sempre vai desagradar o neurótico ele consegue se satisfazer parcialmente a partir de outros objetos a partir de uma fantasia que ele cria em cima dessa frustração Psicótico como Freud formula ele vai reagir de uma outra forma enquanto que o neurótico tem lá eh a a frustração por exemplo alguma coisa nesse sentido ele reprime né e
ele a partir disso faz sintomas porque o rec ele retorna na Psicose não é como se por exemplo tivesse uma frustração intolerável nessa realidade e eu não conseguisse suportar essa frustração que a realidade me impõe E isso se volta para mim e eu crio um delírio na tentativa de me curar essa é a premissa de Freud em relação à Psicose a realidade é intolerável eu não consigo suportá-la como ela é então eu vou criar a minha própria realidade isso não não fala F no sentido consciente mas numa dinâmica intrapsíquica vocês estão conseguindo compreender até então
sinalizem com a cabeça de um joinha alguma coisa tá vamos seguir em frente então Freud ele coloca que nas psicoses o mundo exterior ele é perdido parcialmente ou completamente ou percebê-lo perceber o mundo exterior não tem nenhum efeito E aí eu tenho dois exemplos que eu acho que poem ilustrar muito bem pra gente não ficar apenas no campo teó porque a teoria ela tem que nos ajudar enquanto prática enquanto Clínica né enquanto formulação daquilo que a gente vê e ajudar os pacientes em alguma medida então a teoria ela tem que funcionar nesse sentido então ess
é um exemplo da época Ainda eu estava na na universidade e um professor que atendeu no Caps então assim não não tinha questão de você selecionar escolher o paciente então vinha a demanda que qualquer demanda que vinha ele tinha que atender e nisso teve um caso que era uma mulher que ela tinha a própria certeza ela tinha muita certeza de que o marido estava traindo ela então ela acordava de madrugada ela morava num sítio e ela pegava a lanterna de madrugada a casa toda escura ia lá passando pelos cômodos da casa e ela dava a
volta Nesse sítio e dentro da casa nisso ela via as pegadas e ela tinha a certeza a partir dessas pegadas que tinha amante dentro de casa sendo que não havia alguém não havia ninguém ali além dela e do marido mas ela tinha certeza absoluta de que havia alguém ali que o marido estava atraindo mas na verdade aquilo ali era um Delírio Psicótico então não tinha como por exemplo eh o psicólogo ali ou o marido algum parente explicar para aquela pessoa que na verdade não era aquilo que aquelas pegadas eram dela porque enquanto o neurótico ele
duvida o neurótico ele vai ter muito questionamento em relação à dúvida em que caminho seguir em que decisão tomar se isso na verdade representa aquilo o Psicótico encontra partida ele vai ter a certeza não eu tenho certeza que tem uma mulher aqui em casa eu tenho certeza que eu tô sendo traída por você e as pegada são a prova e nada vai me provar oo contrário isso é um tipo de Delírio isso é um tipo de manifestação dentro da Psicose tem um outro exemplo também que não é meu mas de de um professor Como eu
disse né de início não atendi psicóticos mas é que ele tava num no Hospital Psiquiátrico aqui da cidade e um rapaz assim conversando com ele ele tava lá fazendo uma visita ele começou a conversar com o rapaz e disse não esse rapaz aqui até parece que é um que é um neurótico assim conversando normalmente até que chegou um momento que ele ele chega para esse meu meu professor chama ele assim para falar alguma coisa no ouvido né queria contar um segredo para ele eu disse não é porque eu sou Deus e quando eu estralei o
dedo aqui a guerra acabou então ele começou a falar de de um delir em que ele tinha o poder de por exemplo acabar com uma guerra que não sei que guerra era essa Afinal com instalado o dedo então por exemplo Isso é uma outra forma de Delírio a partir desses delírios ele tenta reconstruir uma realidade ele tenta se inserir no mundo de alguma maneira tem tem um rapaz que mora aqui perto de casa que enfim nunca eu escutei Claro fazend todas e qualquer ressalvas né mas que enfim parece que assim a grosso modo fazendo todas
as ressalvas possíveis que ele pode ter uma estrutura nesse sentido Psicótico que é um rapaz que ele não tem essa função de guarda de trânsito mas ele passa o dia eh em alguns sinais aqui da região sinais de trânsito mesmo ele fica com apito ele fica se fingindo como sendo um guarda de trânsito sendo que ele não é nada disso enfim talvez se a gente parar para pensar apenas a título de exemplo com todas as ressalvas novamente aquilo ali pode ser uma tentativa a partir de um Delírio a partir de uma posição que ele se
coloque no mundo de tentar ser inserido né então a gente pensar a partir desse sentido hã Freud ele também faz uma comparação nesses artigos em relação ele faz uma aproximação que a neurose não é tão ah Sadia como a gente pensa que é no final das contas porque essa questão do Delírio o o neurótico ele também delira o neurótico às vezes ele pode escutar vozes ele pode sentir cheiro sem ter cheiro durante os sonhos em que essa essa realidade psíquica ela fica mais aflorada se a gente pode chamar dessa forma ele tem várias eh formações
de imagens ali questão de ouvir alguns sonhos algumas pessoas falando que se assemelham muito ao que o Psicótico ele enfrenta então Freud ele faz esse apontamento e ele faz a eh ele menciona algumas formas de Psicose apesar de não detalhar então ele fala que por exemplo tem a esquizofrenia né que seria a perda da realidade e que seria análogo a a melancolia né Então essa questão ele Freud ele coloca assim o Delírio isso é algo importante também como se fosse uma tentativa de remendo uma manifestação de processos patológicos cobertos por aqueles eh que tem a
tentativa de cura então é uma uma tentativa de Reconstruir esse vínculo que foi perdido né então ele aponta isso A partir dessa frustração intolerável que creio eu eu acho que o Henrique vai explicar melhor em relação a isso tem algum tipo de relação para com edipo porque Freud é a maneira como você você se coloca no mundo tinha muito a ver a questão do Édipo né Por mais que por exemplo alguma situação pontual na vida adulta na adolescência tivesse desencadeado alguma coisa ele sempre faz esse retorno a esse período da infância eh e Freud ele
ele se põe em questionamento em relação a por exemplo como é que o eu ele se coloca enquanto algo estável mediante as frustrações ele não consegue explicar muito bem isso ele menciona Como eu disse ele levanta uma bola mas ele não chuta então ele meio que que deixa isso aberto e apesar de ser um texto da acho que 1923 Entre 1925 Nessa faixa ele ao longo do restante da sua obra ele faz poucas menções ou nenhuma menção em relação a tentar elaborar isso de uma forma mais extensa por assim dizer né então volta aquela questão
que talvez Freud de fato não tivesse o interesse nessa estrutura clínica então ele faz assim algumas diferenciações que eu acho importante a gente ter em mente que a neurose de transferência que aquela neurose que a gente transfere para com analista e para Freud era a possibilidade de um tratamento existir ele coloca que esse conflito entre o eu ou seja nosso Ego e nosso ID então aquilo que eu quero fazer aquilo que eu consigo fazer aquilo que eu consigo filtrar e realizar Freud ele coloca que essa seria a a o dilema neurótico e consequentemente a neurose
de transferência que era para com o analista da gente projetar naquela pessoa de investir libido naquela pessoa de transferir aquilo para aquele profissional para sem realizar uma uma análise né Em contrapartida tem a neurose narcísica que seria eh o eu contra o superego então por exemplo numa melancolia como eu falei para vocês no início Talvez eu tenha atendido começado a atender um melancólico Mas eu ainda não tive tempo suficiente na época para fazer esse diagnóstico diferencial mas era um rapaz que eu perguntava alguma coisa ele ficava um pouco aéreo depois de um tempo que ele
captava as palavras e respondia e era alguém assim por exemplo que era muito preso em si alguém realmente muito cabez baixo no estado que eu nunca tinha visto e era alguém que assim toda sessão ele se martirizar muito por isso que eu Suponho essa questão da de uma neurose narcísica de melancolia alguém muito aut punitivo né então e essa questão e a terceira categoria Freud ele coloca como a a Psicose que seria o eu versus a realidade então por exemplo não importava muito o que é que acontecia de fato mas sim a interpretação do sujeito
naquela situação no segundo artigo que ele faz na na questão da da perda de Realidade na neurose na Psicose tem algo muito interessante que eu quero que vocês tenham em mente que Freud ele exemplifica a partir disso para fazer essa diferenciação entre como reagiria um neurótico como é que reagiria um Psicótico a um evento em si não sei se vocês lembram tem um caso de isteria não vou me recordar o nome da paciente específico que morre eh a a irmã a irmã morre e ela fica Ah eu agora posso pegar o meu cunhado não sei
se vocês lembram desse nesse caso a Ângela assinalou ali a Maria Duarte também então é assim vamos dizer que ã eu tenho um irmão e meu irmão ele morre a partir da morte do meu irmão Eu me autorizo pelo menos na minha cabeça aí pegar a minha cunhada mas ah não posso fazer isso esse esse desejo é intolerável eu acabou reprimindo isso isso pode voltar com pensamentos obsessivos ou sintomas físicos dentro da lógica de Freud o Psicótico ele coloca que ele não vai fazer esse mesmo movimento que o neurótico de reprimir a partir daí desenvolver
algum tipo de sintoma algum tipo de pensamento repetitivo que também se encontra como sintoma mas sim ele vai a morte da da irmã no exemplo de Freud ou no irmão no exi ele vai negar a realidade em si ele vai constituir um Delírio para negar Essa realidade que é insuportável para ele então tem tem até uma discussão de por exemplo Psicose ordinária Psicose que seria uma que ah é desencadeada desde cedo e uma que desencadeia a partir de um evento eu acho que Freud ele faz se a gente puder transpor isso que ele coloca no
texto para para essa lógica era como se por exemplo a partir de um certo evento que seria de alguma medida insuportável o sujeito ele vai ali e e pode desencadear ou seja manifestar aquela questão de estrutura Então veja só a título para ficar mais claro morreu alguém que o exemplo que ele dá e o o neurótico ele vai reprimir todo aquele afeto que tá relacionado a isso ou pelo menos alguma representação enquanto que o Psicótico vai negar a realidade em si Então essa é uma diferenciação que ele faz e ele até coloca aqui que pede
uma outra discussão que complemente isso que ele levanta a bola isso que ele eh elabora ora Nesse artigo ele até coloca assim abr aspas gostaríamos de saber em que circunstâncias e por quais meios o eu consegue sair sem adoecer de Tais conflitos que sempre se acham presentes e ele coloca assim que precisamos de Nova novas pesquisas etc e como é que o eu consegue Se romper ou como é que o eu consegue se sustentar como é que para algumas pessoas eh iso é insustentável e a pessoa vira ou desencadeia uma psic uma psicose né são
algumas elaborações que Freud coloca Lacan ele vai trabalhar isso de de uma outra forma ele vai se aprofundar mais nessa questão outros autores bem como citado anteriormente o inicot ele faz as suas formulações mas Freud por si só nesses dois artigos ele deixa em aberto ele coloca que o mecanismo que envolve a neurose é a repressão você ser neurótico enquanto eh um adoecimento que Freud colocava nessa época como adoecimento ele não tinha essa noção de estrutura Quem elaborou isso foi lcam e ele coloca em aberto em relação Qual é o mecanismo de que faz com
que sujeito ele se torne ou desencadeie uma Psicose mas ele não responde ele coloca isso uma questão em aberta e outros autores posteriores a Freud vieram a responder essa questão eh tentei fazer um esforço para sintetizar O que foi colocado nesses dois artigos por Freud trazer alguns exemplos que de forma que ficasse pelo menos um pouco ilustrativo visto que essa esse essa experiência Clínica até então não tem espero algum dia ter mas no mais pessoal foi isso e agora queria ouvir de vocês alguma dúvida alguma contribuição algum comentário algum exemplo sintam-se à vontade Gabriel Oi
quem é que tá falando Mari Desculpa deixa aumentar teu volume que tá bem não eu vou trocar aqui não tá dando agora para ouvir consegui Acho que foi a Maria não sei você achou algum texto falando em relação se o ptico sonha Eu lembro que foi um questionamento da boa noite e eu lembro que foi um questionamento da Maria Duarte pro Henrique em alguma das aulas mas essa resposta eu não tenho a coisa eh não é porque é o seguinte que seria a o o inconsciente do Psicótico é como se ele fosse eu já vi
mais de dois o Lucas Nápolis e uma outra pessoa inclusive reassisti depois disso falando que seria como um inconsciente aberto porque tipo assim eh na verdade eh o neurótico sonha porque ele ele tem que delirar de algum jeito né então ele vai colocar ali a tudo que tá reprimido na no sonho mas o o Psicótico não reprime né na verdade ele ele ele rompe né com a realidade então Eh os os sonhos Dele na verdade seriam eh coisas que é como o pensamento dele né é uma coisa meio que não tem uma lógica né mas
assim ele acho que sonha né só que não é não é acho que não é igual assim como o pensamento dele não é igual né ele não tem um um pensamento Lógico né agora uma coisa que eu queria perguntar não perguntar mas comentar também porque o inicot eu andei estudando o inicot E ele fala que é é possível fazer uma prevenção das psicoses né na maternidade que ele era pediatra tal né então ele fala que quando acontece alteridade ou quando a mãe o a mãe por exemplo projeta no bebê o falo dela né E o
bebê fica sendo falo da mãe então fica naquela naquela relação fusional simbiótica ele acaba não se separando da mãe né E isso pode causar Psicose é uma das causas né pode ser essa causa primária que você tá faz Psicose primária isso o inicot ele tem essa formulação porque cada psicanalista desse que a gente estuda né o Freud Lacan e inicot por exemplo cada um estava inserido num contexto profissional e num contexto cultural e prático o inicot ele tinha sua Clínica inicialmente e boa parte dela é clínica para com crianças e à Mães com seus respectivos
filhos e bebê Então dentro da prática dele ele formula a seguinte tese ah a Psicose ela é Ela surge a partir de algo que ele chama de privação ele faz essa diferenciação de privação e deprivação para o inicot ele dizia que a privação era você não ter tido esses cuidados básicos esses contatos esse esse holding como ele fala eh em relação a esse esse primeiro contato com o mundo que quase que sempre na maioria das vezes é feito pela mãe ou quem desempenha essa função então para ele a ausência ou a não suficiência destes cuidados
básicos isso envolve o toque envolve o manejo isso envolve a questão do do afeto do interesse para com a mãe para com essa criança poderia desencadear essa questão da Psicose Isso é uma tese de de winicott né Lacan ele já vai colocar que a Psicose era era acontecia devido o mecanismo de foraclusão enquanto que a neurose é repressão para frid ele coloca dessa forma para Lacan ele coloca que a Psicose ela surge a partir da foraclusão que você rejeita aquilo ali mas não de uma forma perversa né da forma psicótica assim como se tivesse passado
do tempo e aquilo ali fora acuí então o sujeito ele fica naquela estrutura né então esses autores eles têm as formulações diferentes a partir de cada contexto a partir da sua própria Clínica né então tem algumas leituras que eh atendem e a gente consegue ter um certo manejo né Mas elas se diferenciam né Se você pegar mas é engraçado né Gabriel que quando ele fala da do estágio de desenvolvimento do bebê né quando ele fala dos primeiros meses ele fala que é como se o bebê fosse de um certo modo ele não sabe da existência
dele né e ele ele tem uma demanda que ele tem fome então vem um seio que satisfaz nesse momento ele tem então uma existência né Aí depois ele fica ele fica ele se satisfaz né então é como é quase como se ele vivesse assim ele tem uma dissociação né Tipo aqui eu tô aqui é é real aqui não é real aqui é fantasia né eu tô sonhando com aquele seio então eu né E aí ele fala é uma coisa bem interessante né Eu acho que parece até uma coisa meio que o bebê tem assim que
o bebê alucina também né ele alucina ele ele quer o seio ele chora ele ele tem ele alucina também tem a melan Clin vai falar sei o bom se o mau aí tem essa coisa do r né da mãe suficientemente boa e tal mas é mas eu acho que ele fala também essa coisa que negócio do da mãe se eu falo o bebê se eu falo que se ficar nessa fusão né se não houver uma alteridade né não houver um terceiro elemento uma triangulação né pode acabar desencadeando uma Psicose porque por exemplo por que que
vai ser prescrito por que que vai ser fora fora cluo porque não o pai não foi não o pai entre aspas né a metáfora do pai não não não aconteceu não ou o pai era frouxo ou eh mesmo que não tivesse pai mas a mãe poderia ter inserido enfim não aconteceu no tempo certo né em relação a isso Maria Duarte eu não me recordo exatamente se o inicot ele faz esse apontamento em relação a essa essa função paterna de fato não me recordo eu sei que isso é é mais uma tese lacaniana em relação AC
cerca da das psicoses Ah não é não tô falando dele tô falando do latan mesmo o inicot como ele dava muita função em relação muita muita importância na verdade em relação ao ambiente aos cuidados básicos iniciais ele coloca que a mãe é o primeiro o quem cumpre essa função Claro é a primeira é mediadora do mundo daquela criança então por exemplo ele faz eh essa demonstração a partir de um seio né do seio materno que é quando atende a criança quando ela tá com fome quando ela tá precisando de cuidados então por exemplo ele faz
essa diferenciação que é que seria um seio ausente ou quase que inexistente o seio suficientemente bom e o seio invasivo demais assim ele faz essa essa diferenciação como se fosse uma escala mesmo em que a mãe suficientemente boa estaria numa justa medida né e a partir daí então mas ele vive nessa dissociação né o bebê ele vive essa dissociação ele é dissociado o bebê ele vai ser a o papel da mãe também é integrar o bebê né isso na realidade dentro de uma lógica de promover essa integração né Exato eu achei muito legal muito legal
tô gostando muito tô achando que Explica explica muita coisa que o Freud não explicou né É então aí o interessante da psicanálise e ainda bem que é assim que ela não parou em Freud né a gente teve outros desdobramentos a partir de outros autores dentro uma psicanálise mais relacional a gente tem o inicot a gente tem o feren tem a melan cly a psicanálise lacaniana entre outros autores né então é interessante que a gente pode se fundamentar a partir de de muitas vias verdade legal tudo bem Boa noite Eh boa noite boa noite boa fala
pode encerrar Boa noite não terminei Já não sei que alguém temha mais alguma dúvida mas aí eu jogo para você alguém tem mais alguma dúvida que o Gabriel Expô podemos encerrar primeira parte para já ir aqui pra minha fala tudo bem ótimo então J é você que tá aí hoje é né sou eu sou eu maravilha você pode encerrar a gravação aí encerrando gravação tá