Gravando agora né Bom dia pessoal tudo bem aos que podem estar aqui os que vão assistir esse vídeo depois com as suas tarefas o trabalho né as tarefas aí que a gente tem que fazer das nossas profissões e é muito bom ter vocês por aqui hoje Hoje é aula síncrona da professa da Cristina s e eterna colega Nossa da Unifesp né foram muitos anos de UNIFESP eh e na construção da sua carreira hoje a professora tá no Programa de de na tá como coordenadora da escola superior de saúde do do Oitão no em Portugal né
uma carreira brilhante da Professora Cristina que culminou aí num convite para trabalhar numa universidade eh fora do Brasil eh a gente sabe que no Brasil a gente tem muitos talentos né então você tem que ter uma competência porque você tá num país estrangeiro então a sua competência tem que ser de certa maneira altíssima e eu não tenho dúvida que a professora Cristina tem essa competência porque teve na Unifesp foi Nossa colega durante muitos anos Trabalhou muito bem e dentro do grupo de docent da Unifesp baixa da centista e eu vou deixar que ela se apresente
ou vocês já leram Claro o currículo lats na especialidade da professora né que tem toda a competência para dar essa aula para vocês dentro e da linha de pesquisa e da linha né de de Educacional que ela trilhou então eu não tenho muito mais o que falar que a Professora Cristina se apresenta por si só eh na competência que ela tem tanto para dar aula conversar aqui com vocês todos os anos ela vem a gente em nome da coordenação de toda a equipe eh da especialização em neurociências agradece a professora agradece a todos que vem
no sábado de manhã Eh aprender tirar dúvidas e e construir aí um conhecimento eh que vocês estão buscando né Eh nas suas carreiras então eu acredito que vai ser uma manhã Muito proveitosa obrigado Também a Rafaela que tem sempre estado no apoio eh constante da gente aí no curso nosso braço direito esquerdo perna tudo é Rafaela tá eh também bastante competente boa aula para vocês obrigada a todos bom dia a todos e passo a palavra então paraa Professora Cristina obrigada Débora Bom dia a todos né Obrigada aí pelas suas palavras eh e obrigada também a
Rafaela por todo o apoio aí que tem nos dado né e comigo também né porque é a Rafaela que faz a Ponte aí com vocês e os docentes né então muito obrigada E obrigada a todos por estarem aqui num sábado pela manhã bom E a Débora já fez eh falou um pouquinho de mim né Mas eu vou contar um pouquinho como é que eu comecei né então Eh para chegar né aonde estou hoje como é que foi esse caminho e claro né a gente sabe que qualquer carreira né ela não é fácil né e obviamente
a gente deixa a gente vai fazendo escolhas aí ao longo do Tempo né Então Eu me formei em fisioterapia né na Universidade de São Paulo me formei em 1993 Então faz um bocadinho de tempo aí né Eh E desde então quando eu me formei né Eh assim que né durante na na verdade a graduação eu percebi que eu gostaria né de entrar na vida acadêmica mas obviamente Eh o meu raciocínio era assim eu quero a vida acadêmica mas eu também quero a Vida Clínica né então durante muito tempo eu conciliei a academia com a clínica
por porque justamente se eu queria ser professora de fisioterapia e obviamente da parte prática da fisioterapia eh eu precisava de experiência Clínica né para não ser aquela professora eh do livro né dentro eh da minha expertise que eu decidi na fisioterapia então durante esses 4 anos de graduação eh eu fui fazendo algumas coisas que obviamente foram me dando Cada vez mais certeza disso e que acho que quando a gente tá numa uma graduação a gente tem que experimentar de tudo né então eu passei por programas de monitoria então desde o meu segundo ano né então
Eh eu fui monitora de anatomia depois eu fui monitora de cinesiologia né então isso foi dando obviamente um crescente eh como profissional e como a o futuro que eu gostaria né obviamente de atuar como professora né bom e depois da essas disciplinas que acabam sendo Mais básicas dentro de um curso né da formação eh eu acabei também fazendo uma monitoria de disciplinas mais aplicadas né então eh no caso eu sempre gostei muito da Neurologia então no segundo ano de faculdade eu decidi que a área que eu queria atuar como fisioterapeuta era a Neurologia não tinha
decidido ainda se era Neurologia adulto ou na infância tá porque eu gostava de Neurologia como um todo e como gosto até hoje tá mas chegou Momento a gente vai ter que decidir bom aí Eu terminei eh a minha graduação durante a graduação também eu fiz uma iniciação científica e foi uma iniciação científica eh voluntária tá E terminei a graduação e entrei num programa de aprimoramento que é o que equivale hoje às residências multidisciplinares tá que era no próprio Hospital das Clínicas então um programa de 2 anos na área de fisioterapia em Neurologia né na época
Ainda não tinha o termo neurofuncional e Sim Neurologia e dentro desse programa né de aprimoramento com uma carga horária bem alta a gente passava por todos os níveis de atenção e passávamos também pela assistência de crianças e de adultos né quando acabou esse programa de aprimoramento eu prestei no finalzinho dele eu prestei eh uma prova pro ingresso no programa de Mestrado em neurociências e comportamento na Universidade de São Paulo também e fui Aprovada e cominou com o término do aprimoramento que foi em fevereiro de 95 e as aulas do mestrado começavam em março tá então
eh nesse período né então acabou o aprimoramento ingressei no mest e Recebi uma proposta para trabalhar como fisioterapeuta no curso de fisioterapia da USP era uma vaga técnica assim como é denominada né Então como não é uma vaga de professor era uma vaga técnica e minha função era justamente auxiliar em algumas aulas teóricas e Práticas e dar supervisão de estágio pros alunos do quto ano então Eh concomitante ao mestrado eu exercia Esta função e exerci Esta função durante 4 anos finalizei o mestrado eh e deixei acabei saindo da USP por questões pessoais Eu me casei
e fui morar eh em outro estado no Brasil né então mais uma decisão aí eh pessoal que mudou um pouquinho a minha trajetória né bom eh saindo né então de São Paulo eu fiquei do anos fora de São Paulo e atuei Como fisioterapeuta e como docente em duas instituições né Isso foi no estado de Minas Gerais eh depois disso eu voltei para São Paulo e ingressei no doutorado né então doutorado também Na continuidade aí eh da neurociências e comportamento na USP e eh no doutorado né eu fui estudar eh formas né Eh de ensinar uma
habilidade Doutora para crianças de diferentes idades né só uma parte no mestrado eu estudei duas abordagens fisioterapêuticas em crianças Com paralisia cerebral e no doutorado eu quis estudar de fato quais eram os mecanismos aí em termos eh que eu poderia como fisioterapeuta né Eh utilizar né Eh de maneiras diferentes então foi exatamente em crianças típicas para depois eu conseguir fazer a ponte aí eh pros pacientes né então eu acabei eh o doutorado durante o doutorado eu estava na universidade eh de São Caetano do Sul né que fica na cidade de São Caetano em São Paulo
e eh assim que Acabou eu acabei o doutorado no ano seguinte abriu né Eh o concurso na Unifesp Então o meu desejo de fato sempre foi né ir para uma universidade pública né então Eh culminou que exatamente eh quando eu terminei abriu né o concurso no ano seguinte eu prestei e fui aprovada então eu inei na Unifesp eh em janeiro de 2009 especificamente paraa área de fisioterapia aplicada à Pediatria né E foi é daí que eu fui trilhando né eu saí da Neurologia adulto E fui me especializando cada vez mais eh Na neurologia infantil Tá
e isso de fato eh essa esse divisor de águas né só foi acontecer por mais que eu trilhei pro mestrado e doutorado na área da infância eh eu de fato me afastei mais da neuro adulto só em 2011 ou seja no meu segundo ano de Unifesp por quê Porque quando eu assumi eh a vaga na Unifesp Apesar de o meu concurso ser para fisioterapia na área de de Pediatria Eh tinha um dest eh na área de Neurologia adulto então como eu tinha experiência com adulto eu supri por 2 anos eh esse D até o novo
Professor aí chegar né então eu fiquei eh de Fato muito ligada à questão do estágio eh nos dois primeiros anos de ingresso na Unifesp né então Eh e depois disso né eu fui cada vez mais trilhando aí o o meu caminho dentro da Unifesp foram eh quase 15 anos né foram 14 anos e 10 meses especificamente de Unifesp tá então Nestes 14 anos digamos assim né Eh eu ingressei nos dois programas de pósgraduação eh tanto né a nível de mestrado e doutorado eh que existem né que é o interdisciplinar em Ciências da Saúde e o
ciências do movimento humano e Reabilitação e os quais eu permaneço até o momento tá então eh em 2019 né Eh a gente tem dentro da universidade pública a possibilidade de um afastamento para um pós-doutoramento então em 2019 eu me Afastei em agosto especificamente para realizar o meu pós-doc na em Portugal na universidade de Lisboa né Eu fui para um um laboratório de comportamento motor porque eu queria estudar algumas questões relacionadas eh ao desenvolvimento motor de crianças que tinham problemas visuais e problemas visuais mais corriqueiros né não era eh baixa visão e associada a uma lesão
cerebral mas sim eh crianças que TM erros de refração né Por quê Porque isso Eh acaba interferindo no desenvolvimento de habilidades motoras fundamentais e tinha um grande mito Será que isso é verdade porque afinal de contas depois que a gente corrige de Eh esses erros de refração a gente tem uma coisa que se chama neuroplastic que resolve o problema né para assim é a gente tem neuroplasticidade que auxilia nesse processo mas tem vários fatores que interferem Ou seja quando é que foi ela Recebeu o diagnóstico quando que isto foi corrigido Será que há diferenças eh
em algumas eh habilidades de Fato né então Esses foram todos os meus questionamentos E aí vim desenvolver Esse programa aqui eh acabei pegando a pandemia né em Portugal mas por um lado isso foi bom porque me deu mais tempo para digamos estruturar eh os meus dados que eu tinha acabado de realizar as coletas de dados quando fechou né então eu finalizei as Minhas coletas de dados uma semana antes da pandemia digamos assim né quando tivemos aí o confinamento e isso me deu margem para ficar trabalhando nos dados né então eu não tinha não podia sair
de casa mesmo né então vamos lá e isso nesse ponto foi bom e fora isso me deu várias outras oportunidades para criar novos estudos né pensar em outros projetos voltei né Assim que terminou o meu ano de esse afastamento de um ano para Para Unifesp né assumi todas as minhas atividades e depois e continuei né os meus trabalhos aí ori tant os meus alunos de graduação os alunos do mestrado e do doutorado tá eh e recebi eh em em 2022 Eu tirei um outro afastamento que era um afastamento eh por 3S meses tá que é
uma licença a capacitação a convite da pesquisadora que me recebeu no pós-doc para fazer parte de um projeto que era justamente adaptação da bateria que eu testei com Essas crianças aí com os erros de refração visual para fazer uma adaptação dessa bateria para crianças com Transtorno do espectro autista né e eu vim fiz a eh e essa bateria também ela vai poder ser utilizada aí pros autistas eh e especificamente para autistas né leves e moderados PR os autistas graves não é possível né como a gente tem dificuldade com a essa população no uso de outras
baterias aí existentes tá e eh e agora Essa semana a gente recebeu a aprovação né do artigo referente a essa adaptação então Logo estará disponível aí para depois quem trabalha na área com autista que quiser utilizar essa bateria que não tem o a a grande vantagem dessa bateria que ela não tem um teto para a idade então a gente consegue acompanhar os indivíduos ao longo de todo o desenvolvimento sejam os indivíduos que tenham aí um desenvolvimento típico ou atípico né então a proposta dela de fato Ela ser usada como comparação em termos né Eh da
questão das habilidades motoras eh fundamentais tá ao longo da vida bom e acabado aí os três meses Eu Voltei pro Brasil continuei com as minhas atividades e Tava preparando o meu concurso para para livre doc né Eh que foi exatamente o ano passado só que concomitante a esta preparação né eu tava praticamente para entregar Todo o material da livre docência eu recebi um convite né h para trabalhar de fato Em Portugal né na área de fisioterapia né E como a Débora falou hoje eu tô eh com o o cargo né de professora coordenadora que é
equivalente ao cargo de professor associado aí no Brasil né então era o cargo que eu tinha na Unifesp né então eu vim com eh na mesmo nível em termos de carreira né E mesmo assim eu mantive mesmo vindo para Portugal eu prestei né o meu o meu concurso de livre docente e eh hoje né Eu sou docente pela Unifesp faz Exatamente um ano que esse concurso aconteceu né na data de hoje especificamente então eh e ele vale aqui né então a gente tem uma equivalência aí em termos eh de um do título né a livre
docência ele não é um grau acadêmico e sim um título né Eh acadêmico Tá então não é obrigado nas universidades federais eh não é um título obrigatório para sua progressão na carreira mas nas universidades estaduais ele é eh um Título obrigatório pra gente para você conseguir chegar no topo da carreira que é ser titular né nas federais eh não é não tem essa necessidade Então é assim a minha trajetória é essa eh e antes a gente falar do Nosso propósito também aqui hoje eu queria falar um um pouquinho do que é o que eu tenho
feito em termos de pesquisa né então eu estudo de Fato né Eh crianças crianças e adolescentes típicos e atípicos né então A grande questão aí Dos típicos por que que eu estudo né É porque muito do comportamento motor destas crianças né e obviamente tem a ver com tudo que é o que eu dei de aula para vocês e porque a gente tá aqui hoje né ele pode ter uma interferência e do do ambiente onde esse indivíduo vive né e obviamente se a gente pensar a médio e longo prazo eh estes hábitos e estas interferências do
ambiente elas vão trazer problem temas aí pra nossa vida então eu penso nessa questão pensando no Quão é importante o movimento para essa população então é vetar o comportamento sedentário né porque além de uma questão motora a gente sabe qual a influência que esse motor tem aí por exemplo no desenvolvimento eh cognitivo Tá certo e também no desenvolvimento socioemocional aí dessas crianças né porque isso tudo vai levar uma questão de uma maior atividade e uma maior participação desses indivíduos né então se a gente pensar hoje né Eh em termos de um modelo Biopsicossocial que a
gente utiliza nas nossas práticas clínicas aí pensando nas intervenções tudo isso eh acaba sendo contemplado né E claro estudo né os atípicos E aí dentro dos atípicos né Tem uma grande eh questão que que é eh os indivíduos com paralisia cerebral tá ã os indivíduos com eh distrofia muscular de do Chen então a gente sai de uma patologia né que é a paralisia cerebral que é não progressiva e vem para uma patologia que é progressiva né Então tem aí todas as questões diferentes Então como que é o controle do Movimento em cada um deles né
lembrando o PC a gente tem lá uma lesão de fato central e dependendo da área de de lesão que pode ser né o córtex motor primário pode ser o cerebelo pode ser os núcleos da base ou podem ser ainda uma mistura né eu posso ter o que a gente chama do PC misto que muitas vezes eu tenho uma lesão no córtex motor e uma lesão nos núcleos da base então o que Que isso eh como é que isto afeta o movimento dessas crianças né então nas aulas por exemplo que eu dei para vocês a gente
falou obviamente do quê de como o movimento voluntário acontece num indivíduo que tem o cérebro né e todo o seu sistema nervoso íntegro né então como é que isso passa então Eh dependendo do local da lesão Para essas crianças e o quanto que a gente consegue com as nossas intervenções né E aí cada um na sua área modificar esse sistema Que apesar de ter uma lesão esta lesão né Eh aconteceu num período em que esse sistema ainda está em desenvolvimento Então eu tenho dois mecanismos aí pensando em termos de plasticidade o de reparação após uma
lesão mas aquele ainda em termos de desenvolvimento né porque esse sistema não tá pronto e diferente por exemplo nos distróficos que a gente tem o quê né a gente tem um sistema nervoso que tá íntegro mas a gente tem um problema lá no Né então eu tenho um sistema muscular que vai se degenerando né Essas fibras musculares elas se degeneram e são substituídas por tecido conjuntivo e tecido gorduroso então eu posso até ter a conecção mas eu não tenho quem efetua e obviamente como eu não tenho quem efetua a gente tem uma via de Mão
Dupla né então estas informações do movimento pelas aquelas vias Ass dentes que a gente falou bastante aí nas aulas o que que acontece ela não alimenta né o Sistema nervoso e obviamente modificações nestes mapas corticais vão acontecer né porque você não tem essa retroalimentação né então eh a gente tem duas situações onde né ou mantém ou ganha o movimento e o outro que vai perdendo né e fora isso né dentro desta questão toda né então a gente tá estudando o desenvolvimento desses indivíduos o controle do movimento desses indivíduos e claro que tem algumas questões aí
relacionadas com Aprendizagem né que eu não consigo largar lá do meu processo de doutoramento né hoje a questão de aprendizagem na minha linha de pesquisa ela tá mais no segundo plano né não tô realizando de fato estudos que tenham um desenho de eh aprendizagem né Eu Discuto aprendizagem dentro eh da questão do controle dentro da questão de intervenções quando eu estudo aí intervenções né então acho que é isso um pouco do que eu tenho feito né E tenho Trabalhado também com alguns estudos eh em termos do transtorno do espectro autista tá ainda numa parcela menor
né mas assim tenho eh alguns estudos né fora essa a questão aí da adaptação né do desse dessa bateria de testes aí de de atividades motoras mas como alguns estudos envolvendo aí a questão de revisão né sobre esta população e também eh sobre a participação né e programas de intervenção eh para estes indivíduos que envolve não só os autistas mas Crianças com outros transtornos e crianças típicas que é um programa que se chama animal fun que é feito aí para crianças de quro a 6 anos e que a gente realiza nas escolas né pensando então
animal fã por quê Porque através do movimento a gente dos animais e dos Elementos da natureza a gente consegue manter essas crianças né com um comportamento ativo ter o desenvolvimento dessas habilidades motoras fundamentais para posteriormente Eles conquistarem as habilidades motoras complexas e além de tudo tem o uma estimulação também do desenvolvimento socioemocional dessas crianças né E Este programa é um programa inclusivo né onde crianças aí que estão dentro da escola atípicas elas conseguem participar e a gente tem aí resultados interessantes e que logo também a gente tem essas publicações né Elas já foram submetidas tá
então só para vocês terem um Panorama aí né Do que eu tenho feito eh na minha Vida e Se alguém quiser né de repente depois da especialização né pensar num mestrado num doutorado eh as portas estão abertas né porque embora em Portugal Eu ainda continuo aí espero me manter eh Nos programas de pós--graduação aí da Unifesp né e Portugal eh eu continuo na mesma linha tá então eu vim pro curso de fisioterapia para ser professora na cadeira de fisioterapia em pediatria e tô desenvolvendo aqui os meus estudos Também na na linha que eu acabei eh
de Dizer para vocês né Então né depois acho que de tudo isso eu já falei demais né Eu queria ouvir um pouquinho de vocês né como é que foram as aulas para vocês dúvidas que vocês tiveram né especificamente de alguma aula né como é que foi isso como é que vocês estão usando né esse conhecimento na prática de vocês porque assim é claro que a gente tem um grupo aqui muito heterogêneo né E que Claro tem aqueles que estão mais ligados ao movimento mas tem aqueles que não estão tão ligados ao movimento Mas como é
que este conhecimento né está dando um outro olhar para vocês eu queria ouvir um um pouco de vocês e dúvidas também que vocês tenham né Vamos lá eh a Andreia levantou a mão diga Andreia Bom dia professor Sora Bom dia eh em primeiro lugar muito obrigada tô Muito feliz de estar aqui na na sua aula eh aprendi muito com com a sua aula foi muito importante e E por coincidência professora A semana passada eu tenho uma uma como se diz uma amiga assim de da família né mas ela é uma pessoa já de idade ela
tem mais de 70 anos e s um AVC aham eu não sei se você est escutando o barulho do cachorro aqui eu coloquei para tirar o ruído se tiver atrapalhando vocês me falam tá tá bem pode ela sofreu sofreu um um AVC ela tá com a parte Assim direita um pouco um pouco imobilizada né ela tá tá internada ainda mas não foi parece que não foi tão grave assim e Mas ela tá com dificuldade para para engolir eh a parte da fala também foi afetada mas mas assim eu tô um pouco mais tranquila porque tudo
que eu aprendi na sua aula graças a Deus a gente conseguiu entender bastante coisa eu tô procurando ensinar também a a minha cunhada né porque é mãe dela e e a gente tá vendo que ela tá tá começando a Ter assim as primeiras Como que eu posso falar para você ela tá começando a melhorar sabe Uhum mas faz uma semana a gente tá vendo os primeiros sinais de melhora assim Então eu só eu só queria agradecer por tudo o que a senhora ensinou que tem sido muito útil na nossa vida obrigada Que bom espero melhoras
para ela obrigada eh princípio Deixa eu só ler aqui a Pergunta pera aí o princípio da aprendizagem motora da fala Segue o mesmo processo de aprendizagem na motora Ampla eh eh não são coisas diferentes né a gente precisa entender que quando a gente pensa numa linguagem né Eh o que que a gente observa a gente tem o que a gente chama de linguagem expressiva né e linguagem compreensiva né então se a gente pensar no desenvolvimento da criança né ela primeiro eh começa né então ten a a receptiva que É a de compreensão ela desenvolve primeiro
receptiva e depois ela acaba desenvolvendo aí a expressiva né porque assim ela começa até com uma questão de uma lalação que isso faz parte de uma expressão mas ela começa a entender então ela recebe a linguagem do adulto Tá certo eh e ela responde a essa linguagem mas ainda de uma forma eh não verbal né ela responde ela entende por exemplo se você fala um não para uma criança que a ainda não tem essa Linguagem expressiva ela sabe você tá falando não né E a questão é assim a placid ela está acontecendo se a gente
pensar eh não dá para dizer que é da mesma forma eh que da motricidade Ampla né Eh porque eh São circuitos Diferentes né e as áreas por exemplo a gente eh pegar uma criança que tem eh recém-nascida E se a gente olhar paraa circuitaria dela na área da linguagem a gente percebe o quê que ela tem os neurônios ali e o que que tá acontecendo As conexões vão cada vez mais se intensificar né então tem mapas até que se a gente conta o número de neurônios ele é o mesmo né e o que mostra Mas
você vê a figura você fala assim não mas é totalmente diferente por quê Porque a gente teve as ramificações axônicas e dendríticas né e que obviamente produziu sinapses E isso acontece uma mudança muito radical durante principalmente né os dois primeiros anos de vida então a criança vai o quê se habituando aí com Os sons Tá certo e vai construindo esse processo né em termos obviamente se a gente pensar que vão esses circuitos vão se desenvolvendo tá obviamente eh eles são parecidos em termos de desenvolvimento dos circuitos mas estímulos que se receb E como que eh
eu tenho eh a forma de aprendizagem para linguagem ela acaba sendo diferente em termos eh de como eu conduzo o processo de aprendizagem motora e de aprendizagem de linguagem né então Eh se a gente Pensar na aprendizagem motora por exemplo a gente tem eh uma série de situações que a gente precisa repetir muito tá até obviamente a construção né desse programa motor ou seja até a retenção desse programa motor né então por exemplo quando a gente pensa no andar de bicicleta porque boa parte aqui de vocês passaram por isso e o que que a gente
percebe que a gente foi fazendo aí uma construção em termos do andar de bicicleta né então a minha história de Andar de bicicleta que deve ser semelhante a de vários de vocês foi o qu Olha eu eu ganhei uma bicicleta aí eu tinha uma essa bicicleta tinha aquelas duas rodinhas né traseiras e obviamente eu fui né aprimorando quando Eh o meu pai viu que eu já tava com uma velocidade muito boa e que eu tava com equilíbrio muito bom ele foi lá e tirou uma rodinha né então eu só fiquei com uma rodinha daquela de
trás e consequentemente obviamente eu precisava Fazer um ajuste daquele meu programa motor principalmente pensando no quê no meu equilíbrio né porque olha tá diferente eu tenho menos equilíbrio agora nessa nova situação e o mesmo processo aconteceu eu repeti muito os meus circuitos né foram ali eh alimentados e quando eu tava também com a velocidade muito boa e meu equilíbrio muito bom meu desempenho muito bom o que que meu pai fez foi lá e tirou outra rodinha né E aí obviamente o Processo começou de novo né até eu reajustar aquela nova situação então né Isso mostra
o quê que diferente por exemplo de uma questão de um a linguagem ela está envolvida dentro de um uma linha de aprendizagem que a gente chama eh declarativa tá e eh o motor está numa outra linha que se chama Não declarativa e que os circuitos são diferentes embora existam eh ligações entre as áreas desses circuitos e até por isso que eh por Exemplo o comando verbal pode auxiliar um processo de aprendizagem motora Tá mas o que que a gente consegue perceber que o motor ele é o quê específico então se eu jogo eh basquete eu
treino para jogar basquete não é por isso que eu vá saber jogar vôlei então o aprendizado motor é muito específico Enquanto o outro ele é mais flexível tá então a gente tem aí em termos eh de diferen e oportunidades Então se a gente pensar por exemplo numa Questão motora e que vai estimular toda aquela circuitaria que vocês né viram eu falar aí em várias das aulas eh a gente tem maneiras então eu posso eh fazer isto de uma forma por exemplo eh constante ou seja repetir 30 vezes a mesma tarefa e que eu vou dizer
por exemplo né então eu posso a minha tarefa pode ser o quê isso aqui Agora imagina isso daqui né eu fazer isso 30 vezes no começo ainda tenho motivação depois eu nem tenho mais motivação eu faço porque Tão falando que eu tenho que fazer então meu mecanismo de atenção já não tá tão voltado para essa tarefa agora se por exemplo eh eu tenho esta mesma tarefa mas eu tenho que em cada tentativa por exemplo Cada três tentativas eu tenho colocar numa altura diferente né Eh eu tenho que prestar mais atenção então isso vai ser mais
produtivo por exemplo eh pro meu aprendizado né e eu posso ainda eh ter o quê uma variação dessa tarefa então hora eu tenho que fazer Esse mesmo movimento só que a hora é com a caneta na sequência com o meu eh celular depois é com a garrafa aí eu volto pra caneta e eu volto pro celular e isso né traz o quê é a mesma tarefa mas eu tô variando essa tarefa isso é mais rico em termos de aprendizagem né Por quê porque eu sei que a retenção desta tarefa vai ser melhor se eu praticar
dessa maneira então isso é interessante para quem trabalha aí com o movimento né a forma que a gente Organiza eh uma sessão que envolve movimento seja o físio seja o terapeuta ocupacional seja o educador físico tá então e e e claro que eu tenho que pensar na complexidade das tarefas e também na idade para quem eu tô ensinando né então eh a gente sabe que por exemplo eu ficar mudando muito as tarefas envolve uma questão de atenção né E aonde será que eu tenho eu tenho tipos diferentes de atenção e consequentemente isso influencia muito No
movimento então por exemplo uma criança de 7 anos não tem atenção seletiva né por isso que na escola o que que acontece né a criança tá lá prestando atenção no que a professora tá eh falando passou uma mosca ela desvia atenção né porque ela não consegue selecionar teve um barulho externo ela fica prestando atenção no barulho externo agora a partir dos 12 anos a gente já consegue selecionar né então isso também eh vai influenciar por Exemplo numa questão tanto de aprendizagem motora mas também numa aprendizagem de linguagem respondi a sua pergunta Elisângela bom respondeu sim
tá então tá bom eh tem mais o é o Daniel e o Frederico eu não sei quem levantou a mão primeiro então vamos lá Daniel Oi professora Oi deixa eu abrir minha câmera também tô agora abrir eh eu eu a minha pergunta é mais ou menos dentro daquilo que você acabou de explicar um pouquinho que eu Queria entender um pouquinho melhor a relação da o aprendizado motor com aprendizado cognitivo efetivamente Por que eu faço essa pergunta durante algum tempo uns quatro há 10 anos atrás eu praticava eu praticava kung fu tá o kung fu ele
estimula as sequências de movimento Uhum E essas sequências de movimento são Trein e tem que ser e elas precisam ser precisas até você passar para um novo movimento né Uhum E hoje depois de 10 Anos eu lembro muito pouco de todos os movimentos que eu fazia e eh o o o que se falava muito é que existe a memória motora né a memória desses movimentos motores né então aquilo que você fazia frequentemente ela tava hum mais ou menos que estimulando essa memória eh motora né e eu queria saber eh qual que é a relação deste
aprendizado dessa aprendizado e memória motora com a Ampliação ou a o ou a memória eh cognitiva e a capacidade de aprendizado do modo geral do do do aspecto cognitivo efetiv quanto que uma interfere na outra né Aham eh Então é assim vamos lá eh são tipos de memórias diferentes tá então entra dentro disso que eu falei eh a memória motora ela tá dentro do que a gente chama eh de aprendizagem e memória eh não declarativa tá então eh faz parte desta memória não declarativa o que a Gente sempre fala que tem uma sequência desses procedimentos
tá e a memória motora é exatamente isso né quando você define que no cong fu você tinha que eh fazer uma sequência né Para que ela fosse precisa e só assim você poderia passar para outra né Então essa questão da memória motora eh o a o grande armazenamento dela né Eh é claro que tem várias áreas participando desse processo Então até você armazenar você toda aquele circuito do movimento voluntário Você acionou tá e ela fica armazenada ali nos núcleos da base tá essa grande questão esses componentes tá então eh e a outra memória que você
tá chamando de cognitiva em que a gente tem dentro desta memória cognitiva né a gente tem eh por exemplo memória semântica memória episódica e que tem características diferentes né então o aprendizado eh não declarativo onde se tem o motor a gente precisa de muitas repetições enquanto a outra É a memória não declarativa né que é semântica ou episódica a gente precisa de menos repetições e às vezes um único evento é o suficiente para nunca mais você esquecer tá então por exemplo se eu virar para vocês e falar assim o que que aconteceu no dia 11
de setembro de 2001 né as pessoas sabem embora aconteceu há vários anos atrás mas é algo que marcou né então é assim é um único fato você aconteceu obviamente uma única vez claro que naquele momento isso As notícias né elas foram repetidas mas todo mundo guardou isso daí e muitas vezes isso tem a ver com memória semântica tá e se eu virar para você e falar assim Daniel será que você lembra o que que você estava fazendo quando você recebeu a notícia você pode ser que sim que você di assim Lembro Eu estava fazendo isso
e isso faz parte da memória episódica Ou seja é a sua memória Porque é importante para você então tem um conhecimento do Mundo que é a semântica que é o que a gente adquire por exemplo de português de matemática de inglês de física de química Tá certo eh das nossas áreas específicas tá E tem os episódicos que são relacionados com a sua vida tá então por exemplo eu eu sei o que eu estava fazendo quando eu recebi a notícia né Na época eu estava transitando de uma cidade para outra e estava ouvindo o rádio e
receb a notícia então isso ficou marcado isso interessa alguma coisa não Sei lá porque que eu guardei né esse fato mas que é diferente do seu então isso a gente tem uma outra região que tem muito a ver com a questão do córtex préfrontal aonde participou as conexões do hipocampo com o córtex préfrontal essas informações ficaram reverberando ali no meu hipocampo e ela foi guardada lá no meu córtex préfrontal tá o que se sabe o que a gente vê eh muito é que eu tenho situações eu vou te dar um exemplo de um paciente que
fica muito claro tudo Tudo isso tá eh existem conexões entre essas áreas embora cada uma tenha o seu papel em termos de armazenagem eh o conhecimento digamos cognitivo pode facilitar o aprendizado motor e isso né Eh tem por exemplo se a gente pensar no doente com Parkinson o que que acontece no doente com Parkinson ele tem uma grande dificuldade né É uma doença progressiva obviamente em estágios e eu vou falar dos estágios iniciais por quê Porque no estágio nos Estágios mais avançados a gente já entra com perda cognitiva Então isso que eu vou dizer eh
inicialmente eh que funciona terapeuticamente depois não funciona porque ele tem a perda cognitiva também tá além da perda motora mas o que que a gente observa eles têm dificuldade em começar um movimento tá então de iniciar o movimento que é o que a gente chama de acinesia tem uma dificuldade de da execução ou seja eles realizam o movimento também de Forma mais lenta que é o que a gente chama de bradicinesia e a gente sabe que se a gente trabalhar com esses indivíduos com Parkinson dando pistas auditivas para ele e pistas visuais a execução do
movimento dele melhora então aí mostra quanto que outras informações digamos cognitivas favorecem né no caso dos os estímulos auditivos favorecem esta o motor tá da mesma forma se eu pedir para esse paciente com Parkinson eu escrever a sequência de um movimento Para ele tá Então olha Digamos que eu tenho que abrir essa garrafa que que eu tenho que fazer eu tenho que segurar a garrafa depois com a outra mão eu tenho que desrosquear aqui e aí eu tiro então eu escrevo Esse passo a passo para ele e peço para ele decorar esta sequência e na
hora que ele for executar este movimento ele verbalizar isto ou ele simplesmente é mentalmente ele falar cada uma dessas etapas tá sem obviamente né a Verbalização o som eh os estudos mostram e na prática clínica que esses indivíduos melhoram a execução do movimento né então enquanto ele não tem a deterioração cognitiva esse tipo de estratégia terapêutica funciona com essa população Tá mas depois não por isso que também o Parkinson ele se beneficia por exemplo muito eh da biodança né Por o ritmo para ele né que é este cognitivo está agindo nos circuitos motores favorecendo a
execução do movimento dele Tá então mesmo no cong fu tá eu não sei como é é que foi a sua experiência se simplesmente o seu professor ficava na frente vocês apreciavam e repetiam o movimento com ele né isto é uma forma de aprendizagem motora tá ele vai e com certeza ele foi também dando algumas informações para vocês de coisas que vocês tinham que melhorar então feedbacks que vinham externos né então esse feedback pode ser interno eh externo específico que é ele virar para Você e falar assim olha faça isso levanta mais seu braço Coloca a
mão mais aqui chuta mais aqui faz ali né isso pode ser ã ou também durante a explicação dessas sequências que vocês tinham que fazer se não foi só por repetição via e repito vejo e repito se ele fosse dando informações né verbais facilita o processo de aprendizagem tá Então esta são é é o que tem entre estes dois grandes sistemas o declarativo e o não declarativo embora sejam áreas Diferentes tá elas se conversam e facilitam aí eh o aprendizado tá respondi Ah super respondeu super respondeu então tá bom então por exemplo e quem eh faz
dança por exemplo Isso também funciona Então se durante né Eh porque normalmente quem faz dança você aprende o que o passo antes da música né a professora vai lá na frente faz você repete mas se ela dá o ritmo E se ela vai dando pistas verbais também facilita O processo de quem eh simplesmente só tá repetindo por repetir porque eu tô olhando ela fazer né Ok é o mesmo processo eh Frederico imagina Oi professora Olá pessoal tudo bem Gostei muito da aula tá das aulas achei a sua didática muito boa é sou fisioterapeuta também me
identifiquei bem assim bom eh atualmente eu trabalho assim muito com mindfulness né eu fiz também o mindfulness aí na Unifesp também eu uso Bastante na tanto no no aprendizado juntando isso né da da parte cognitiva com motor então grande parte do que eu tinha de dúvida a senhora já respondeu aí nas perguntas da Elisângela e do Daniel Mas para ficar mais esclarecido assim para mim Eh então se eu quero entender assim melhor assim qual onde que fica assim as áreas e qual que é a função da intenção no movimento da intencionalidade do Movimento na motricidade
e também da parte das emoções Pelo que eu entendi aí tem a tem a ver com as motivações né com a parte da motivação do movimento e mais alguma coisa assim quero entender melhor também a função das emoções no tanto no aprendizado motor quanto no na motricidade em si na execução do movimento em si uhum bom a grande a grande área que tá relacionada com as emoções é o sistema límbico né então eh ele tem conexões aí tanto né com as Áreas motoras Tá certo então é tanto com circuitos eh envolvendo os núcleos da base
que isso tem a ver com a questão eh da memória motora Tá mas tem eh conexões aí com o restante das outras áreas né que está envolvido o planejamento e tudo e obviamente quando a gente pensa na questão de intenção é bom antes eh se a gente pensar vai da motivação que cada um tem para aprender um movimento então não adianta por exemplo eh eh alguém virar para mim e falar Assim olha você tem que andar de bicicleta Porque é importante Se não tiver é motivação tá se a pessoa não tiver motivação para isso né
então é assim eh por exemplo eu tenho um sobrinho tá e minha cunhada queria porque queria que ele andasse de bicicleta e deu bicicleta para ele e o moleque não tinha não era motivado e ela forçava e fala assim ai mas ele já tá na idade de andar de bicicleta e as outras crianças da idade dele andam mas ele não Anda né E aí eh o que que aconteceu enquanto ele não teve a motivação dele não teve jeito né E qual foi a motivação que ele aí ele pegou e foi de fato aprender a andar
de bicicleta né Na época eu estava fora do país estava no meu pós-doc né e eu ando muito de bicicleta né e e a minha cunhada vira para o meu sobrinho e fala assim olha a tia Cris vai chegar e vai ser tão legal ela vai ficar tão feliz se você souber já andar de bicicleta porque aí você vai Andar de bicicleta com ela que que você acha que aconteceu né em 15 dias o moleque tava andando de bicicleta né Por qu é um é um menino que assim tem muitas habilidades motoras e a minha
cunhada por exemplo não se conformava que ele não andava de bicicleta né e aconteceu Exatamente isso ele não tinha motivação para né deu o start e o start foi justamente né a gente tem uma afinidade muito grande obviamente Ele foi andar de bicicleta e Aí a hora né que eu cheguei que eu encontrei ele falou assim olha o que eu faço agora e virou assim falou assim agora eu posso andar de bicicleta com você né E claro que né Depois obviamente eu levei ele em alguns momentos para andar de bicicleta então isso não tem jeito
né É uma questão de motivação né E isso tem toda a questão da do seu sistema límbico a agindo nesse sentido né isso por exemplo terapeuticamente a gente percebe nitidamente isso né então Assim eu lido com crianças mas também trabalho com adultos com adultos ainda você tem Trabalhei muitos anos com adultos né agora não trabalho mais mas ele sabia que ele tinha que fazer embora porque ele precisava melhorar mas ele né às vezes não tinha aquela motivação mas ele sabia que puxa isso é importante agora se você descobre e que isso funciona lindamente com as
crianças né fala assim olha eu preciso vai fazer uma coisa bem né básica eu preciso que ela Realize uma flexão de quadril tá E ela não tá fazendo eu crio uma situação que desperte a motivação dela e eu faço tudo que eu quero para atingir o meu motor né mas até aí eu preciso o quê descobrir o que a motiva né então acho que grande eh Muitas das coisas quando a gente fala eh dessa questão ou hoje né E que a gente utiliza muito dentro da Neurologia né uma prática orientada à tarefa é a resposta
por que isso funciona é exatamente isso porque você tem uma Motivação Então você tem que escolher a tarefa certa para aquele indivíduo e assim por diante você consegue uma mudança aí em termos né de de de plasticidade né para que a gente tenha uma melhora do desempenho né E é claro que aí a gente precisa pensar né quando eh quando você fala de intencionalidade eh a motivação entra tá e a gente precisa também eh eh ter né Eh uma objetividade e ter o quê uma Identificação para eu de Fato né dar o start para ter
eh a o início desse movimento né Lembrando que essa questão desse start pode ser algo externo ou algo interno né em termos né D para que eu tenha a intenção aí do movimento respondi sim senhora Obrigado Por nada eh tem a su e a Carmen é isso Oi professora Oi então professora e sobre a minha pergunta que eu fiz lá no Chat sobre ent o de das praxias motoras né eu visualizei um pouco do que da minha dúvida na sua explicação sobre no tratamento do paxon né que você dá o comando verbal e paciente executa
então assim essa explicar os processos que acontecem na praxia ideomotora e ideacional e qual é a diferença entre elas a minha pergunta relacionada porque assim eu atendo pacientes com doenças neurodegenerativas Alzheimer faxon e eh lá na minha prática Às vezes a gente dá Um comando tipo assim ó eh sei lá dá qualquer comando e a pessoa com essa dispraxia com essa apraxia a pessoa não fica não faz Ou faz errado então por isso que eu queria entender esses processos então eu até mandei um texto eh para você com as respostas sobre essas suas dúvidas né
Mas vamos lá ah é porque eu olhei lá no no no chat outra e e eu não vi Desculpa não tem não não não não tem problema Então olha só quando a gente pensa eh Suzi numa eh apraxia eh Idiom notora no que que a gente tá falando né especificamente a gente tá falando né bom Primeiro vamos lá né O que que a gente fala de apraxia né O que que é uma praxia são habilidades que a motoras que a gente vai adquirir né E esse eh são movimentos que a gente organiza e obviamente eh
pra gente fazer esta organização a gente precisa do quê de um plano e eu tenho um objetivo para ser atingido tá então por exemplo quando eu penso numa eh praxia idiom notora O Que que você tá pensando você tá falando de uma capacidade que a gente tem de realizar determinados movimentos né que são movimentos por exemplo simples e eu faço isso de forma automática então se eu for por exemplo eh mandar dar um um tchau para uma pessoa o que que eu faço é tão automático eu não fico pensando nele assim olha agora eu tenho
que levantar o ombro agora eu vou fletir o cotovelo agora eu vou deixar a minha mão assim e Vou acenar né eu não penso nisso eu já tenho uma sequência muito rápida quando eu tenho um problema nestas áreas que envolvem este circuito né isto é um movimento simples Tá o que que eu percebo que esse movimento ele não vai eh acontecer da forma automática né E a gente vai perceber o quê que ele vai ser executado eh vai demorar muito para ser executado então a pessoa fica pensando tá então por exemplo eh eu tenho uma
situação que é comum a Gente perceber por exemplo se a gente vai mandar um beijo para alguém você faz ISO aqui né e se determinad paciente você fala assim faz um movimento de mandar um beijo a pessoa fica assim pensando qual músculo Ela Tem que acionar né então aí que tá A grande questão ela tem um um uma interrupção né começa e é muito comum nessas doenças eh degenerativas ou acontecer quando eu pego um AVC é específico e que pega o circuito onde isto ocorre né então e a Gente percebe que às vezes você pede
o movimento isolado ele faz então se você pede o movimento do ombro ele faz se ele pede o movimento do cotovelo ele faz se pede o movimento né do Punho ele faz agora quando é para juntar tudo ele não consegue fazer esta sequência tá então a a praxia idiom notora ela envolve de fato esta questão né estas esses movimentos simples que acontecem de forma automática tá então é uma sequência de movimentos aonde você não Tem eh que manipular objetos tá e quando a gente pensa por exemplo numa outra plexia né que é a ideacional ou
ideomotora eh ideacional ideomotora acabei de falar eh O que que a gente percebe que a gente é uma capacidade que a gente tem para manipular determinados objetos Então eu preciso de uma sequência de MOV Mentos para desempenhar uma determinada tarefa então Eh digamos assim que eu tenha que colocar ã a pasta de dente na escova Para justamente Realizar a escovação dos meus dentes tá então eu tenho uma sequência eu tenho que pegar a pasta eu tenho que abrir então aí eu tenho uma regulação de força depois eu com a outra eh eu já que eu
abri a pasta agora eu pego a escova e aperto a pasta para colocar na escova feito isso eu deixo a pasta de lado e faço movimento decoval os dentes então nesta questão da ideacional Olha só você tem uma sequência mas que envolve fora o movimento H objetos que você tem que manipular para que você de fato consiga realizar a tarefa então eu posso pensar eh eu quero fazer um café Então qual que é a sequência Pro café eu tenho que pegar o pó eu tenho que ferver a água aí aquele que põe açúcar eh já
às vezes faz junto às vezes depois só coloca na xícara Então eu tenho toda uma sequência eh de informações de passo a passo para seguir então a idiom notora envolve só um movimento e a ideacional além de uma Sequência de movimento nesta sequência de movimento você tem que manipular determinados objetos e aí o que que acontece né que é muito que é comum no Alzheimer por quê Porque essas regiões né e tem a ver justamente com o córtex préfrontal onde a gente acaba tendo afetado nesses indivíduos são regiões que no Alzheimer ela está afetada Então
esse planejamento ele tá comprometido então muitas vezes ele tá assim né com a escova e com a pasta e Ele fica olhando e não sabe qual é a sequência de movimento que ele tem que fazer tá então é isso que é uma Pracia ideomotora e uma a Pracia ideacional consegui deixar claro para ti sim sim conseguiu sim tá obrigada imagina tá obrigada mesmo e só indo um pouquinho além su a gente tem dentro ainda dentro da da praxia e a gente tem que pode ser cor dita tá e como ideomotora que é a facial que
é essa que eu te falei até eh do dar Né um beijo a pessoa fica procurando o músculo e não encontra tá eh e tem uma que a gente chama também de Viso construtiva que é quando a gente precisa organizar os objetos no espaço Por Exemplo né que nem eh para montar quebra-cabeça tá a gente usa muito esta praxia tá então para montar eh a sequência de objetos num terminado espaço e os indivíduos também perdem isso isso Por exemplo essa Viso construtiva eh Muitas pessoas não Conseguem porque perdem eh a quando tem uma lesão do
lado do hemisfério direito tá exatamente ali pensando eh numa área do córtex parietal Então pega tanto uma parte de área primária e de área secundária a gente acaba tendo eh este comprometimento tá então é ainda assim o que a gente acaba encontrando mais é a ideomotora e a ideacional Mas ainda tem esses dois outros subtipos Uhum mas a perda da da conexão Eh para quando a pessoa apresenta a a a praxia direcional e motora você comentou que ela tem uma interrupção na conexão mas aí no caso de toda aquela aquela rede eh do planejamento motor
é isso ela perde uma você vai perdendo essas conexões tá Uhum obrig Car Oi bom dia bom dia professora Bom dia colegas eh Obrigada pela aula sua didática é maravilhosa obrigada eu Eu sempre tive muita curiosidade sobre a sedimentação Do aprendizado motor durante o período de sono e eu nem sei se isso existe ou não né assim mas eu percebo por exemplo eu gosto eu aprendo dança de salão e no dia no dia da aula na noite da aula eu não consigo pegar de jeito nenhum os movimentos que tem que acontecer eu durmo no dia
seguinte eu eu aprendi aquilo de alguma forma aconteceu um processamento desse aprendizado existe um um trabalho do nosso cérebro que vai sendo feito feito durante o momento do Sono no processo de aprendizado motor existe por quê Porque depois que você faz as tarefas tá eh estes e o estímulo apesar de você não est mais executando tá isso também existe tanto pro Motor quanto para o aprendizagem a aprendizagem declarativa tá então eh você fica com as informações reverberando tá então quando eh a gente percebe que é menos pro aprendizado motor quando a gente compara com o
Não declarativo durante o período do sono Mas existe sim ganhos durante eh o sono também em relação eh à aprendizagem motora tá tá ok muito bom obrigada imagina e é por reverberação mesmo dos das informações tá você não tá mais praticando Mas você fica com as informações reverberando lá mas essa reverberação ela acontece num lugar específico acho que nos circuitos motores tá tá no entanto como estímulo mesmo como como estímulo não sensorial eh é não é o estímulo porque você não tá Realizando mais você não tá realizando e é assim A grande questão é o
quanto também você está motivado para isso né então assim me parece que a a dança de salão é uma grande motivação para você eu tô falando por quê Porque eu já fiz dança de salão também e era muito motivador tá então eh isto acontece então durante você pode não estar consciente que você está pensando naquele movimento tá mas você né Ficou ali você praticou na sua aula Foi para casa e Ok aquela informação ela fica ali reverberando acionando esses circuitos E aí quando você vai eh fazer no dia seguinte ou dali dois dias ou seja
lá quando for isto tá mais fácil de ser realizado S sim como se tivesse sido sedimentado o conhecimento exatamente Então a gente tem essa sedimentação sim durante esse processo de sono ou seja de não prática Tá ok obrigada imagina Adriana Bom dia bom dia professora Bom dia a todos eh sobre essa explicação que você acabou de dar sobre aidade motora eu só tô com uma dúvida quando você falou que o indivíduo não consegue quando você passa uma informação como a pasta de dente ou assinar a mão e o indivíduo ele não consegue em primeiro momento
responder a essa a essa a essa ao que você pediu uhum aonde você consegue identificar que o problema é nele desenvolver O a questão motora e não a compreensão do que você pediu tá entendendo mais ou menos porque às vezes a pessoa não entendeu o que você falou e ela não consegue responder porque ende mas aí a gente precisa pensar do que que a gente tá falando a gente tá pensando indivíduos saudáveis ou indivíduos que tenham lesão tá porque assim às vezes eu não eu que sou saudável você me dá uma informação e eu falo
assim mas esa aí eu não compreendi e eu peço para você Repetir eu faço né a outra coisa é o indivíduo que por exemplo a gente tem uma lesão E aí obviamente nós temos que fazer testes para saber se o problema é porque ele não está compreendendo uma informação ou porque ele não consegue juntar a a sequência para que o movimento seja realizado Então a gente vai ter que ter né uma avaliação e até eh muitas vezes né uma avaliação física digamos tem uma série de bateri de testes que a gente Consegue identificar isto tá
ou até mesmo com alguns recursos né de neuroimagem Então porque olha é mu às vezes se eu vejo uma ressonância magnética ou vejo uma tomografia né de um indivíduo que por exemplo que teve uma lesão um acidente vascular cerebral a gente olhando para essas imagens a gente consegue identificar Qual foi a área lesada e falou assim Bom eh de acordo com essa área de lesão essa área tem Tais e Tais funções então Essas Funções podem estar prejudicadas e a questão de quanto vai estar prejudicada ou não vai depender do tamanho da área de lesão né
não tem mas aí eu preciso de fato ter clareza do que que é né porque assim um pr estudo antes né sobre exatamente né que nem quando a Suzi fala assim ah eu atendo de indivíduos com Alzheimer e eles eh eh não sabem né Às vezes uma sequência né e é isso então é assim eu já tive eh pacientes com Alzheimer que ficava assim Com a meia e com o sapato né olhando paraa meia e pro sapato eu não sei o que fazer porque ela perdeu Qual é a sequência né então que é algo que
assim é muito comum nesses Então mas esse caso mesmo a meia e o sapato com Alzheimer a pessoa perdeu a sequência mas ela às vezes ela não perdeu o que significa uma meia e o que significa um sapato ela fica olhando para esses objetos e tipo eu não sei o que significa isso independente da sequência Endeu po que sim mas ela não consegue finalizar o movimento ela não consegue nem começar ele porque ela nem sabe o que ela tá segurando tá entendendo o que eu tô dizendo como a gente é é com vários estudos Mas
assim mesmo assim acaba sendo muito subjetivo a nossa observação Porque por mais que a gente fale Ah é motora porque ele não consegue determinar determinada sequência mas assim muitas vezes realmente o Alzheimer que trabalha que afeta também a memória De de longo prazo de curto prazo e longo talvez às vezes eh com tempo eh às vezes ele não sabe nem mais identificar os objetos então se você não sabe tem mão como você vai descobrir como fazer com eles eu acho que eh essa pergunta envolve porque assim vários domínios cognitivos então assim Adriana no caso de
um paciente muito prejudicado ele pode ter eh agnosia visual tátil pode ter uma dificuldade de compreensão verbal então Eh para pessoa chegar nesse N a gente realmente precisa de uma avaliação Para saber qual é o domínio que tá afetado às vezes ele tá com múltiplas eh deficiências né então ess sua pergunta é bem Ampla né en exatamente né e é isso assim Adriana A grande questão que aí quando a gente tá falando de apraxia a gente não fala simplesmente de motor tá porque dentro da dentro do movimento a gente tem o quê uns aspectos cognitivos
e exatamente quando a gente Tá falando da das apraxias seja ela idiom notora ideacional A grande questão é a idiom notora envolve uma sequência de movimento simples a ideacional além do movimento você tem que fazer uma sequência de movimentos que para você manipular determinados objetos né então para que isso aconteça não é simplesmente uma área motora que foi afetada você tem áreas que estão relacionadas áreas cognitivas que estão ias essa motora para você ter essa Complexidade né então quando a gente fala nas praxias não é puramente motor Você tem todo um componente cognitivo dentro do
movimento para que ele para que aconteça entendeu E é querendo ou não é só com muitos estudos sobre o caso né porque para você cheg e mesmo assim você tem imem de erro assim porque não a gente tá vendo como a gente avaliando uma pessoa que ela não consegue passar pra gente o que ela tá Realmente tendo dificuldade né então assim a margem de erro ainda é muito grande por mais que a gente faça muitos estudos e muitos testes a gente ainda tem uma margem de ER porque quando a gente sabe o nosso corpo a
gente sente o nosso corpo mas quando a gente vai a gente como terapeutas ou como estudioso vai identificar isso em outra pessoa a gente vai fazer de acordo com o que a gente tá vendo ouvindo e a gente estudou então assim é complicado você a Pessoa conseguir passar pra gente qualis são as dificuldades dela se ela não consegue mesmo expressar isso de todas as formas possíveis tá entendendo o que eu tô dizendo mais ou menos se você pudesse me dizer qual sua área de formação e que pacientes que você está falando a minha ção eu
sou bióloga mas eu eu sempre levo todo esse conhecimento muito para para nível tea uhum entendeu E assim eu fico vendo os casos que eu vejo com crianças autistas Eh até onde a as dificuldades delas estão na até onde elas têm dificuldades porque muitas eu vejo que elas não têm tantas dificuldades Elas têm literalmente limitações em em ouvir em aprender do que em exercer determinadas tarefas então A grande questão Adriana por exemplo um dos grandes problemas do teia é que eles têm dificuldade de integrar as informações isso Então essa é a grande Questão é o
é o maior problema é integrar essas informações né isso aí Aí você fica numa tem uma é muito linear a você compreender até onde você tá indo paraa parte motora até até onde você tá indo para essa parte de compreensão de fala então por isso que é a grande questão é integração de informações que esse é um grande problema então as coisas estão nas caixinhas aqui e Eles não conseguem integrar E aí depende eh da gravidade né Tem eh é maior ou pior essa questão da Integração certo tá certo obrigada professora imagina mais perguntas deixa
eu ver se tem mais alguma tem alguma coisa aqui no chat pode dizer Andreia professora é mais uma curiosidade eh quando eu tinha 4 anos eu sofri um acidente de carro Hum e a minha mãe me contava assim é que a minha mãe ia falecida Então eu não sei direito da História como foi depois sabe uhum eh mas Até onde eu sei eh eu sofri um acidente de carro e aí nesse acidente eu eu eu eu fui jogada do carro para fora e eu cí na guia só na guia não eh no asfalto Só que
parece que onde onde eu batia a minha cabeça eh tinha muita lama aí depois disso eu parei de andar eu lembro que eu fiquei um bom tempo sem andar e eu ficava na cama e quando eu levantava eu sentia uma tontura muito forte que eu tinha que voltar a deitar Sabe uhum naquela época professora eu não eu acho que eu não cheguei a fazer nenhuma fisioterapia não lembro se naquela época tinha ressonância ou tomografia porque assim eu não vou falar quantos anos foi porque senão vocês vão descobrir minha idade mas mas foi bastante tempo e
eu não lembro também quanto tempo levou para eu voltar a andar porque assim eu não tive tratamento com fisioterapeuta sabe Uhum aí eu eu vi que a senhora falou aí numa Numa numa pergunta aí de um colega que sobre criança sua questão de motivação de neuroplasticidade eu lembro que eu tenho poucas lembranças assim de que Eu segurava na parede quando voltou esse meu equilíbrio Eu Eu segurava muito na parede para tentar voltar a andar acho que no meu caso foi muito assim essa neuroplasticidade motivação né sim a neuroplasticidade aconteceu né então assim E claro que
você teve um traumatismo crano encefálico né porque você bateu a cabeça enfim tem vários mecanismos ali que aconteceram e depois tem todo um processo de reparação né então eh não dá para falar exatamente tudo né precisava de mais informações e de como é que foi tudo isso mas enfim eh para você se você perdeu a marcha né não sei quanto tempo você ficou né E claro que tem a neuroplasticidade aconteceu você voltou a andar e tem Vários fatores que influenciam essa neuroplasticidade um deles é a motivação né sei a motivação o ambiente né É porque
eu também não sei professora quantos quanto tempo que eu levei para voltar a andar sabe e agora que a minha mãe é falecida eu não conheças informações certo mas eu sempre tive uma curiosidade o que foi que aconteceu naquela época que eu parei de andar e eu voltei Uhum mas tá Bom entendi professora Obrigada viu por nada mais perguntas diga Andreia tem a Andreia e a Sara é isso Andreia não Professora desculpa eu eu apertei o botão errado aqui ok então é a Sara abre o microfone Sara obrigada Bom dia professora eu queria que você
pudesse falar um pouquinho sobre a relação entre a a a atividade física de quem já começa a Fazer atividade física há um tempo como que o músculo ele ele fica com essa memória e qual a relação disso né dessa memória eh eh vamos dizer assim não sei se seria muscular com a diminuição do índice de Parkinson se Qual é a relação disso como é que é a atividade física com diminuir sua pergunta repete por favor então que eh eu eu tenho visto alguma alguns algumas pessoas né alguns estudos enfim alguns profissionais falando da relação De
que eh Quem começa a fazer atividade física né Eh eh um uma mesmo uma pessoa tinha 50 60 anos que ela vai Fazendo atividade física eh principalmente trabalhando essa musculatura da da das da perna isso diminui os sintomas do do Alzheimer do do do Parkinson e aí eu queria entender essa relação que tem eh eh sobre essa questão de de muscular se se é uma memória muscular que ela melhor essa neuroplasticidade do cérebro Não não sei mas eu fiquei curiosa em relação a isso olha a grande questão que tem em relação e à prática de
atividade física tá é assim em qualquer momento da vida digamos ela é benéfica e quem só fecha seu microfone Sara só porque tá dando Eco Obrigada e o que que a gente sabe isso de modo geral tá E aí depois a gente tenta responder a sua pergunta para ver se eu entendi bem o que você quer saber eh quem pratica atividade física tá E assim de rotina eh tem uma Estimulação maior de todos aqueles circuitos que nós falamos nas aulas que está envolvido aí no controle do movimento tá e eh O que que a gente
sabe que por exemplo aquele indivíduo que tem isto tá obviamente explorou mais este circuito ao longo da vida e quando e obviamente você tem determinadas memórias né existe uma certa memória muscular tá Eh mas você tá pensando bem na estimulação dos circuitos e falando de memória motora tá como um Todo se esse indivíduo tá tem uma lesão então eu vou falar primeiro de um traum de um acidente vascular cerebral isto não é é tão simples assim né porque é muito difícil a gente pegar a gente tem áreas que são parecidas de lesão mas se de
repente a gente tem dois indivíduos com a mesma área de lesão com o mesmo tamanho de lesão porque às vezes por exemplo você tem um AVC porque foi decorrente de um uma obstrução da artéria cerebral média tá eu e você Digamos assim só que a sua extensão foi maior do que a minha mas a área foi a mesma então tem essa questão aí a eh de área que foi um pouquinho maior mas vamos dizer que a gente teve um acidente vascular cerebral na mesma artéria do mesmo tamanho igualzinho só que você sempre foi muito sedentária
a sua vida toda então nós temos a mesma idade você foi super sedentária e eu super ativa a minha recuperação vai ser mais rápida do que a sua por quê Porque eu Tenho uma bagagem Tá certo motora maior do que a sua tá então quando a gente pensa nas doenças degenerativas né Eu não entendi Se a sua pergunta era se esse indivíduo praticou atividade física pratica E aí teve o diagnóstico de impar por exemplo ele pratica atividade física há 20 anos e hoje ele teve um diagnóstico de Parkinson Tá o que que acontece ele tem
um repertório motor também bom Tá certo então a circuitaria Dele também é mais estimulada mas aí a gente tá tendo que Isso facilita por Como ele sempre teve muito movimento o movimento e a medicação vai ser o que vai melhorar não adianta ele só fazer movimento e não adianta Só ele tomar medicação tá ele vai ter que continuar com este essa questão do movimento Então isto para quem já vem com né um movimento de forma mais intensa é muito mais fácil incorporar isso tá então É nesse sentido e aí todos os outras Questões que a
prática do exercício traz em termos né de eh melhora de fluxo sanguíneo de tudo isso paraas para todas as circuitar né então e toda paraa parte muscular e também paraa parte eh digamos Central tá então Neste sentido é o que fala os estudos que a prática de atividade física favorece eh a reabilitação desses indivíduos Tá ok Professora Muito obrigada era isso que era essa a sua dúvida então tá obrigada por nada Mais perguntas pessoal se a gente não tiver mais perguntas a gente encerra alguém colocou alguma pergunta no chat não Professor a gente pode encerrar
então tá bom então pessoal eu queria agradecer né Obrigada Espero que né O objetivo dessa conversa Na verdade é um tir dúvida né não é a gente ficar repetindo aí o que as videoaulas eh trouxeram né e eu espero aí que tenha sido produtivo para Vocês foi ótimo professora muito obrigada queria agradecer também a todos os alunos que estão presentes né nesse sábado aí aqui pelo menos tá bastante sol Então pessoal até a próxima Obrigada professora foi maravilhoso obrigada Rafaele obrigada a todos e um bom fim de semana e se precisarem de alguma coisa eu
tuas ordens Fala Eduardo tchau pessoal Obrigada acho que Eduardo levantou a mão acho que foi sem querer Ah É professora eu quero agradecer a sua disponibilidade e a sua didática é sensacional essas situações problemas que nos trazem no dia a dia ela fica muito mais fácil para compreender todas essas etapas fisiológicas que a senhora contribuiu durante as gravações das aulas muito obrigada obrigada eu Fátima Obrigada pessoal tchau tchau tchau tchau tchau obrigada professora Tchau pessoal Obrigada tchau obrigada professora por nada tchau pessoal tchau obrigado professora pessoal um abraço a todos aí bom fim de semana
Obrigada para vocês também tchau obrigada professora por nada gratidão professor senora Cris muito obrigada obrigada Eu sucesso na sua jornada obrigada obrigada professora Por nada não fala a Rafaela pronto vou encerrar Tá Bom Tá bom fecha a gravação quero fazer um comentário Só Contigo ah tá aí