Eu vou começar com uma afirmação que vai contra tudo o que a sua avó, o seu gerente de banco e a sociedade te ensinaram. O título desta conversa é: Não pague dívidas e eu mantenho essa posição. Mas antes que você ache que isso é um convite à desonestidade, entenda o seguinte: a melhor maneira de não pagar dívidas é, primeiramente não as ter criado por motivos estúpidos.
E se você já as criou e elas estão sufocando a sua capacidade de viver, pagar o banco antes de garantir a sua sobrevivência e a sua capacidade de gerar nova riqueza, é um erro matemático. Vamos dessar a origem do problema. Por que em nome da racionalidade você tem dívidas?
Se for por uma emergência médica, eu compreendo. Se for para comprar um teto básico, eu aceito. Mas a vasta maioria das dívidas que destróem a classe média não vem de necessidades, vem de uma doença psicológica chamada vaidade.
Pense comigo, [música] por que que algumas pessoas compram celulares novos todos os anos? O o aparelho antigo [música] parou de fazer ligações, a tela ficou preta? Não, [música] elas compram porque precisam mostrar paraas outras pessoas que elas podem comprar.
Elas não compram porque estão precisando de uma ferramenta. Elas compram porque estão precisando de aplausos. E por que comprar uma segunda televisão [música] para colocar no quarto?
Você já tem uma na sala. Colocar uma no quarto vai apenas destruir a qualidade do seu sono, fazer você perder tempo assistindo a lixo televisivo e drenar a sua energia pro dia seguinte. Mas você compra parcela em 12 vezes e acha que isso é qualidade de vida?
Não é. É qualidade de morte. É a morte do seu capital.
é a morte da sua liberdade futura, sendo trocada por um objeto de plástico e vidro, que valerá a metade do preço no ano que vem. A mesma lógica se aplica ao carro. Por que trocar de carro se o seu só tem dois ou três anos?
Ele ainda te leva do ponto A ao ponto B com segurança. Mas não, você quer andar de carro atual. Atual para quem?
pro frentista do posto, pro seu vizinho que mal sabe o seu nome, você está disposto a assinar um contrato de 36 ou 48 meses de escravidão financeira, pagando juros abusivos apenas para sentir o cheiro de plástico novo e ter a validação de estranhos. Isso não é ser adulto, isso é ser uma criança com um talão de cheques. Não precisa você pagar dívidas se elas não existirem.
A prevenção da dívida é o maior ato de inteligência financeira que existe. Aqui está a pílula mais amaga que você precisa engolir hoje. E quanto mais cedo você aceitar isso, mais rico você será.
Você é menos importante para o outro do que você [música] pensa. O nosso ego tenta nos convencer de que somos o protagonista de um filme e que todos estão nos assistindo. [música] Você acha que é o centro das atenções quando chega com um carro novo ou com a roupa de marca?
Mas infelizmente ou felizmente você não [música] é. Eu não fui e os outros não são para você. Não espere que eles estejam observando cada passo seu, porque não estão.
[música] Cada ser humano na Terra está trancado em sua própria bolha de preocupações, olhando apenas para si mesmo, [música] lidando com suas próprias dívidas, suas próprias inseguranças e seus próprios problemas. Quando eles olham pro seu carro novo, eles não estão admirando você. Eles estão pensando: "Eu queria ter um carro desses ou como será que ele paga isso?
É sobre eles, não sobre você. Então não seja igual a eles. Não destrua o seu futuro para atuar em um palco onde a plateia está de costas para você.
Agora vamos falar sobre o dinheiro que você diz que não tem. Ah, Charlie, eu ganho pouco, não sobra nada. [música] Mentira, sobra, mas você queima.
Pegue o seu dinheiro, aquele que sobra quando você para de agir como um tolo. Aquele dinheiro que você corta da assinatura da Netflix, que você não assiste há 3 meses, da anuidade do cartão de crédito que você paga por preguiça de ligar para cancelar, do açaí super faturado, dos lanches da tarde, do café gourmet e sim até mesmo da quentinha que você compra na rua. O ideal, o racional, o financeiramente inteligente é levar comida pro trabalho.
Ah, mas dá trabalho cozinhar? Sim, dá trabalho ficar rico, [música] dá trabalho ser livre. Se você tem preguiça de fazer a própria comida, você está pagando um imposto altíssimo pela sua conveniência.
Um almoço na rua custa R$ 30, R$ 40. Uma marmita feita em casa custa 10, são R$ 30 por dia. Em 20 dias úteis são 600.
R$ 600 que poderiam estar rendendo juros compostos na sua conta, mas que foram transformados em uma refeição que você nem lembra mais o gosto. Eu duvido que você lembre do último lanche que comeu na semana passada. Faça um esforço de memória.
Aquele hambúrguer ou aquele salgado que você comprou na pressa, você lembra se estava bom? Se o suco estava doce demais? Se o refrigerante era zero?
Provavelmente não. A satisfação sensorial durou 5 minutos. Depois disso, o que restou foi a digestão e a conta.
O dinheiro sumiu, a experiência evaporou. Agora, se esse dinheiro estivesse no banco, [música] ele estaria lá, ele estaria rendendo, ele estaria montando guarda para sua segurança. [música] É claro que precisamos ter bom senso.
Eu sou um racionalista, não um masoquista. Se você precisar de um celular novo, porque [música] o seu quebrou, caiu na água, não liga mais, compre. Se puder pagar a vista, melhor.
Se precisar parcelar, porque é sua ferramenta de trabalho, faça. Mas compre o que você precisa, não o topo de linha para exibir a maçã na parte de trás. Se o seu carro está dando problema demais, se o conserto é caro e ele te deixa na mão, venda e troque se puder assumir o compromisso.
[música] Se a televisão deu problema e não tem conserto, troque. A diferença entre o consumo inteligente e a estupidez financeira é a motivação. Comprar pela utilidade é necessário.
Comprar pela aparência é suicídio. Agora, fazer pelos outros não é interessante. Fazer para manter uma imagem de sucesso quando a sua conta bancária grita fracasso é a definição de insanidade.
Você precisa blindar a sua mente contra o marketing e contra a pressão social. O marketing gasta bilhões para fazer você se sentir inadequado se não tiver o produto novo. A pressão social faz você sentir que tá ficando para trás.
Mas se você tiver dinheiro no banco e paz na mente, você está quilômetros à frente de quem tem tudo financiado. Agora vamos entrar na parte mais delicada e controversa desta conversa. O que fazer quando você já cometeu os erros, já caiu nas armadilhas e agora está atolado em dívidas que consomem toda a sua renda?
O conselho padrão é: corte tudo, viva de pão e água e pague o banco. Eu discordo. Se não está conseguindo pagar as dívidas com o que está recebendo, se pagar a parcela do empréstimo, significa que vai faltar dinheiro para comer, para pagar o aluguel ou para manter sua saúde mental.
Deixe de pagar. Isso mesmo. Pare de pagar.
[música] O banco não vai passar fome se você atrasar. Você vai. Existe uma hierarquia de sobrevivência.
Primeiro vem você e sua família, [música] depois vem a sua capacidade de gerar renda, transportes, internet, ferramentas de trabalho. Só depois, muito depois, vem o lucro do banco. Se você entrega todo o seu dinheiro pro credor e fica sem nada, você entra em um ciclo de desespero.
Você precisa pegar mais dinheiro emprestado para comer e a bola de neve cresce. É preciso ter sangue frio. Pare de pagar as dívidas impagáveis temporariamente.
O nome vai para o cadastro de inadimplentes, vai. O telefone vai tocar com cobranças, vai. Mas você precisa estancar a hemorragia.
Você precisa recuperar o fluxo de caixa. Use esse tempo e esse dinheiro que iria para os juros abusivos para se estabilizar, para criar uma reserva de guerra e principalmente para investir na única coisa que vai te tirar do buraco, a sua capacidade de ganhar mais dinheiro. Não adianta apenas cortar gastos se a sua renda é insuficiente.
Você precisa procurar ganhar mais dinheiro com renda extra. Use o tempo que você gastava se preocupando ou assistindo televisão para trabalhar. Finais de semana, noites, feriados.
Se você está quebrado, você não tem direito a descanso. Você está em estado de emergência. [música] Faça bicos, venda coisas, preste serviços.
Todo dinheiro novo que entrar não deve ir para o consumo [música] e nem deve ir imediatamente para a dívida antiga. Ele deve ser acumulado. Por que acumular capital enquanto se deve?
Isso parece contraditório. Devo, não nego, pago quando puder. Essa frase popular tem uma sabedoria oculta.
O quando puder é a chave. Se você deve R$ 10. 000 R$ 1000 ao banco e tem R$ 1.
000 na mão e entrega esses R$ 1. 000 pro banco, você continua devendo R 9. 000 e agora está sem nenhum dinheiro.
Você está vulnerável. Qualquer imprevisto te derruba. Agora, se você guarda esses R$ 1.
000, junta mais 1000 no próximo mês com renda extra, junta mais 1000 no outro, você começa a ter poder. Dinheiro é poder de negociação. Daqui a 6 meses, um ano, aquela dívida de 10.
000 vai ter virado 20. 000 com os juros abusivos do banco. Mas o banco sabe que esses juros são fictícios.
Eles sabem que você não tem como pagar. E é aí que o jogo vira. Quando você chegar pro banco e disser: "Eu devo 20.
000 pelos seus cálculos, mas eu tenho R$ 5. 000 à vista [música] em dinheiro agora é pegar ou largar. Se não quiser, eu continuo sem [música] pagar.
E vocês continuam com um prejuízo na carteira. [música] Na grande maioria das vezes, o banco vai aceitar. [música] Eles preferem receber algo do que nada.
Eles fazem feirões limpaome. Eles dão descontos de 90%. Mas você só consegue aproveitar esses descontos.
Você só consegue se livrar da corrente se tiver acumulado o capital. Se você for pagando o mínimo ou renegociando parcelado com juros sobre juros, você será escravo do banco para sempre. A estratégia racional é: suspenda o pagamento da dívida podre.
Blinde-se emocionalmente contra as cobranças. Trabalhe como um louco para fazer renda extra. acumule esse dinheiro em uma aplicação segura, onde o banco não possa descontar automaticamente.
E quando tiver o montante para quitar a vista com desconto brutal, vá lá e pague, livra-se delas e, pelo amor de Deus, não faça novamente. Entenda que essa estratégia é uma medida de UTI, é quimioterapia, não é estilo de vida. [música] Você faz isso para sobreviver e renascer.
Não para dar calote sistemático. O objetivo é limpar o seu nome e recuperar a sua honra, mas fazer isso de uma posição de força, não de joelhos. Uma vez que você quitar suas dívidas, uma vez que você sentir o alívio de não dever nada a ninguém, grave essa sensação na sua alma.
Tatuem isso no seu cérebro. A liberdade vale mais do que qualquer carro novo. A paz do espírito vale mais do que qualquer status.
A partir desse momento, dinheiro que sobra, aquele dinheiro da Netflix cortada, da marmita, da renda extra que você aprendeu a fazer, [música] esse dinheiro muda de função. Ele deixa de ser dinheiro para pagar dívida e vira a [música] capital para construir liberdade. Invista.
Coloque no tesouro, coloque em fundos imobiliários, coloque em ações de boas empresas. Faça esse dinheiro trabalhar. Você vai perceber algo curioso.
Quando você tem dinheiro guardado, as promoções imperdíveis deixam de ser tentadoras. Você olha para um celular de R$ 5. 000 e pensa: "Isso custa R$ 5.
000 ou isso custa minha liberdade? " Quando você não tem dinheiro, você compra parcelada porque não sente a dor da saída do dinheiro. Quando você tem o dinheiro vivo, acumulado com suor, dói gastar.
E essa dor [música] é boa. Essa dor te protege. Seja implacável com os pequenos gastos.
As pessoas acham que enriquecem com grandes tacadas, mas elas empobrecem com pequenos furos. É o café, é a taxa, [música] é a assinatura, é o desperdício. Uma torneira pingando esvazia uma caixa d'água, feche as torneiras.
O seu eu do futuro vai agradecer. Lembre-se sempre, se o dinheiro estivesse no banco, ele estaria rendendo, ele estaria lutando a seu favor. Vamos revisitar a questão da opinião alheia, porque isso é a raiz de tudo.
Por que que é tão difícil levar marmita? Por que que é tão difícil andar com um carro mais velho? Vergonha.
Vergonha do que os colegas de trabalho vão pensar. Nossa, fulano tá mal de vida trazendo comida de casa. Deixe que pensem, deixe que falem.
Enquanto eles gastam R$ 40 no almoço e reclamam que o salário não dá, você está economizando e investindo. Daqui a 5, 10 anos a diferença será brutal. Eles estarão no mesmo lugar, rodando na roda dos ratos, endividados para manter as aparências.
Você terá capital, você terá opções, você poderá mandar o chefe para aquele lugar se quiser. Você poderá tirar um ano sabático, você poderá abrir seu negócio. A vergonha de hoje é o preço da glória de amanhã.
O orgulho deles hoje é a garantia da miséria futura. Você precisa desenvolver uma casca grossa, [música] uma indiferença olímpica para a opinião de quem não paga as suas contas. >> [música] >> Se alguém te julgar pelo modelo do seu celular, essa [música] pessoa acabou de te dar uma informação valiosa.
Ela é [música] uma idiota e a opinião de idiotas deve ser descartada imediatamente. Valorize quem te valoriza pelo seu caráter, pela sua conversa, pela sua lealdade. O resto é ruído.
Eu passei a vida inteira estudando o comportamento humano e financeiro. E posso afirmar, a riqueza é discreta. A riqueza verdadeira é silenciosa.
Quem tem muito dinheiro geralmente não precisa gritar isso com logotipos gigantes estampados no peito. Quem precisa mostrar é quem está desesperado para pertencer. Não tente pertencer ao clube dos endividados.
Seja um forasteiro, seja o excêntrico que economiza, que investe, que vive abaixo das possibilidades. Para consolidar essa filosofia, vamos criar um plano de ação claro para os próximos 12 meses. Se você está endividado, liste todas as dívidas.
Veja quais são as essenciais casa, luz, água e quais são as predatórias. Cartão, cheque especial, empréstimo [música] pessoal. Pague as essenciais para viver, as predatórias.
Se não sobrar dinheiro, pare de pagar. Mude seu número de telefone, se precisar, para ter paz. Foque na renda extra.
Trabalhe como um condenado. Junte dinheiro em uma conta [música] separada. Negocie uma por uma à vista com desconto.
Mate o [música] monstro. Se você não tá endividado, mas não sai do lugar. Faça uma auditoria nos seus gastos.
[música] Imprima o extrato bancário dos últimos três meses. Pegue uma caneta vermelha. Circule tudo que foi supérfluo, tudo o que foi para aparecer ou por preguiça.
Sometud, [música] você vai se assustar. Esse valor é o que você está roubando do seu futuro. Corte.
Comece a investir esse valor imediatamente. Automatize o investimento para não ter a chance de gastar. E para todos, parem de se comparar.
[música] A comparação é o ladrão da alegria e o pai da dívida. A grama do vizinho parece mais verde porque talvez seja artificial ou porque ele está se endividando para pinta lá de verde. Cuide do seu jardim, regue a sua grama, foque no seu progresso.
Se você guardou R$ 100 mês passado e 200 este mês, você é um vitorioso. Você está na direção certa. O caminho da riqueza não é uma linha reta e rápida.
É uma estrada cheia de tédio, disciplina e decisões impopulares, mas a vista lá de cima vale a pena. A liberdade de acordar de manhã e não dever nada a ninguém, de saber que se você perderu emprego, você tem anos de contas pagas, isso não tem preço. Isso é a verdadeira riqueza.
Não é o carro, não é a casa na praia, não é o relógio, é a paz. Busque a paz, não o prazer. Para finalizar, quero que vocês pensem sobre o conceito de legado.
[música] Não o legado que você deixa quando morre, mas o legado que você constrói a cada dia para o seu eu do futuro. Imagine você daqui a 10 anos. Imagine se você mais velho, talvez mais cansado, querendo desacelerar.
O que que ele vai pensar das decisões que você tá tomando hoje? Ele vai te agradecer por ter levado marmita e investido ou vai te amaldiçoar por ter comprado um carro financiado que virou sucata. Seja amigo do seu futuro.
Trate o seu eu futuro como alguém que você ama e quer proteger. Cada vez que você deixa de comprar uma bobagem, [música] você está enviando um presente para ele. Cada vez que você faz uma renda extra, investe, você tá comprando um dia de folga para ele lá na frente.
Essa é a mentalidade. [música] Não é sobre ser avarento, é sobre ser racional. é sobre alocar recursos escassos, seu dinheiro e seu tempo, para onde eles trazem o maior retorno real, sua liberdade, e não onde eles são queimados em fogueiras de vaidade.
Eu vivi assim, eu construí assim e funcionou. Espero que essa conversa tenha sido um balde de água fria necessário. [música] Às vezes precisamos acordar do trânsito e do consumo.
Se você entendeu a mensagem, se você está disposto a pagar o preço da disciplina para comprar sua liberdade, então você tem chance. O mundo tá cheio [música] de gente tola. Não seja mais um, seja racional.
Acumule capital e nunca jamais pague juros para quem não merece o seu dinheiro. Se você chegou até o final desta conversa, isso já o separa da manada. A maioria das pessoas desligou no momento em que eu disse que o carro novo delas era um erro ou que a opinião dos vizinhos não vale nada.
Elas preferem a ilusão confortável. O fato de você estar aqui mostra que você tem a maturidade necessária para encarar a realidade e fazer o que é difícil. Esses ensinamentos não são apenas dicas de dinheiro, são princípios [música] de liberdade.
Entender que a dívida de consumo é escravidão e que o capital acumulado é a sua carta de alforria, isso muda gerações, isso salva casamentos, isso evita noites sem dormir. Não subestime o poder transformador do que foi dito hoje. Explicar isso é a diferença entre passar a vida pagando juros ou passar a vida recebendo juros.
Se você quer continuar recebendo esse tipo de orientação, se você quer treinar o seu cérebro para ser racional em um mundo totalmente emocional e consumista, inscreva-se no canal agora. Nós não estamos aqui para te entreter com dancinhas ou promessas falsas. Estamos aqui para te armar contra a estupidez financeira.
Junte-se a nós, aplique o que aprendeu e lembre-se, a liberdade é o único luxo que realmente vale o preço. Até a próxima. Yeah.