E aí [Música] Olá muito bem-vindo essa primeira aula do módulo de reabilitação do membro superior e nós vamos falar das condições não traumáticas que afetam o complexo do ombro a gente já deve se conhecer mas se você não sabe quem eu sou eu sou Professora Maria siriani sou fisioterapeuta e trabalho na USP há mais de 20 anos e sou responsável pelo ambulatório de reabilitação do complexo do ombro o arco onde nós atendemos basicamente pessoas que chegam para nós com condições a traumáticas e também cronicamente debilitados portanto eu tenho alguma expertise no assunto para te ajudar
durante essa aula para iniciar nós vamos falar então dentro do complexo do ombro das principais condições não traumáticas então tô falando das tendinopatia do manguito rotador da instabilidade adquirida multidirecional não traumática do ombro da capsulite adesiva ou ombro congelado um grande que a literatura agora está migrando de volta para o termo ombro congelado e ainda você vai ver ao longo dessa aula que eu vou te ensinar o diagnóstico cinético funcional dessas condições de forma que para aquelas que são menos frequentes você também vai conseguir planejar um tratamento e quando eu tô falando de condições menos
frequentes a traumáticas o ombro eu tô falando por exemplo das condições de lesão degenerativa do Ladro também tô falando de osteoartrite gleno-umeral e acromioclavicular e ainda bem mais raro o os acromiale de qualquer forma essas condições Como eu disse você vai conseguir identificar o diagnóstico cinético funcional e fazer propostas de tratamento para elas para iniciar eu quero contar um pouco a respeito da história da reabilitação do ombro para que a gente possa Intendente contexto Em que momento a gente tá é importante que você tenha essa elaboração contextual para poder a entender em fundamental seus tratamentos
a reabilitação do complexo do ombro ela acompanha muito a história da medicina e também a história da reabilitação músculo-esquelética de outras articulações quando a gente está falando de ombro a gente está falando de uma história que dentro da ortopedia fica muito mais forte muito mais presente a partir da década de 70 quando o Dr Charles Miller faz a proposição do tratamento cirúrgico das síndromes que causavam dor no ombro que ele chamou de síndrome do impacto a proposta de unir Era bastante biomecânica e isso levou a toda uma história dentro da Medicina de tratamento cirúrgicos que
tentavam aumentar o espaço subacromial de forma cirúrgica mecânica para liberar o tendão do manguito rotador não fisioterapia nós estávamos passando por um momento em que o entendimento da reabilitação era uma reabilitação bastante conservadora no sentido de um pouco stress físico aos tecidos tão toda a reabilitação músculo-esquelética se pautava em mobilidade e proteção dos tecidos até porque existia também bastante tratamento cirúrgico não fazia sentido a gente pensar em poupar o estresse físico dentro desse tendão outra coisa que aconteceu nessa época também é que os fisioterapeutas ficavam muito vinculadas os médicos para reabilitar esses pacientes então a
gente acaba acompanhando essa coisa do tempo de reparo do tecido na década de 90 o entendimento mudou e as pessoas começaram então a perceber que além dos aspectos de proteção tecidual estarem muito exagerados a gente poder dar mais carga Fazer mais exercício a os exercícios ainda obedeciam uma lógica extremamente biomecânica então eram exercícios específicos focados e da musculatura que vai da escápula para o número e essa musculatura então era estimulada de forma a causar a depressão da cabeça umeral durante os movimentos de elevação então a gente está falando especificamente de uma fase onde o treinamento
de rotadores externos foi super enfatizado Aonde a cadeia fechada foi usada para minimizar esse efeito de translação e por isso nós estamos também falando de uma representação que era bem específica nós também estamos na Medicina né no momento em que os médicos tentam procedimentos minimamente invasivos é a época das artroscopia as é a época da melhora das suturas nos tendões tudo isso acontecendo lá dentro da década de 90 há três anos 2000 a gente passou até uma preocupação maior em preservar o paciente então e minimizando ainda mais dentro das cirurgias os procedimentos e quando a
gente está falando de manguito rotador gente está começando a pensar aqui nas cirurgias de infiltrado rico de plasma de células-tronco a tentativa de reparar esse tecido Sem intervenção cirúrgica e nós na reabilitação né enquanto a medicina se preocupava com isso nós na reabilitação passamos pelo mesma coisa que toda a reabilitação músculo-esquelética passou que era um foco atenção para tudo que estava mais proximal ou tronco tão encontro no joelho na dor femoropatelar as pessoas estavam se preocupando não mais com VM ó como era na primeira ocasião mas agora é como os colatura do quadril o equilíbrio
da pelve no plano Oi para o ombro nos migramos a atenção para a articulação escápulo-torácica não que a gente não olhasse para ela mas nesse momento o foco voltou-se demasiadamente para essa estrutura para como ela se movia e também para a questão da de sinésia sinésia era a causa da dor no Uber hoje a gente já tem o entendimento um pouco mais avançado respeito de como a gente né se realmente participa da dor no ombro e estamos incorporando dentro da nossa perspectiva de futuro da reabilitação do complexo do ombro abordagens que são Integradas portanto que
pensam na reabilitação lógico da musculatura da coordenação da mobilidade dentro do complexo mas também no tronco e nos membros inferiores então pensando isso dentro de sistemas de movimento e não mais só focados lá em cima na glenoumeral e outra coisa tão Oi gente tem sendo o entendimento a respeito dos usos dos exercícios que é mais abrangentes e portanto a gente consegue pensar formas diferentes de conduzir o tratamento de pessoas que desenvolveram por exemplo evitação do movimento que algo relativamente comum no no pós-trauma na pós luxação do ombro que vocês vão ver quando tiver vindo módulo
de trás tá na medicina a preocupação é a genética os tratamentos altamente personalizados existe uma série de estudos falando a respeito da genética da tendinopatia do manguito rotador e o que a gente vê muito na prática Clínica é que ao longo dessa história a gente vem acumulando uma série de coisas que se mantém hoje dentro dos Protocolos de reabilitação de tudo o que é a traumático então nós ainda fazemos exercícios de mobilidade e ainda há momentos de preservação dos tecidos O que é pertinente que é real que é importante como é o caso dos pacientes
com capsulite adesiva é um mobilidade e proteção tecidual é muito presente na reabilitação da capsulite adesiva a gente ainda faz exercícios específicos de rotadores externos ou grupamentos musculares específicos porque de novo a gente ainda tenta ajudar esse paciente a melhorar a dinâmica dessa região desse complexo uma vez que são muitas articulações e muitos músculos muitos tendões muitos ligamentos então nós Ainda temos sim o uso de exercícios específicos como parte importante da reabilitação por exemplo das tendinopatias e também a questão da musculatura a pele escapular isso continua presente na reabilitação do ombro Principalmente quando a gente
está falando por exemplo na reabilitação da instabilidade multidirecional gente tem um conjunto de exercícios é só para a região periscapular para essas pessoas a gente também vê isso na capsulite adesiva a gente também vê a reabilitação da tendinopatia do manguito rotador e incluindo exercícios Perry scapularis tão nos estamos acumulando essas coisas e se você quiser entender um pouco melhor do que eu tô falando quando eu tô falando dessa linha do tempo né É mais ou menos isso daqui a gente parte lá de uma antiga forma de pensar a reabilitação para uma forma mais atual e
também uma forma que é mais diversa que inclui tudo aquilo que tem na nossa história que tá então é se moldando de uma maneira diferente e nova dentro dessa proposta que é reabilitar o complexo do ombro Nas condições não traumáticas tão meu convite é que você se Abra para o novo enquanto a gente tá é desse moto o laboratório Nós também trabalhamos nesse mesmo sentido nesse avanço te conhecimento Esses são trabalhos do meu grupo de pesquisa nós tivermos a nossa fase de estudar os exercícios bem seletivos bem focados em grupos musculares exercícios de cadeia aberta
de cadeia fechada que também foi um áudio né na década de 90 é mais recente eu sempre fui uma crítica a respeito do papel da escápulo-torácica no desenvolvimento e manutenção da dor no ombro e por isso também o meu laboratório estudou muito essas coisas a gente estudou como por exemplo adicionar exercícios para scapularis na reabilitação do complexo poderiam não contribuir para a melhora de Dores função estudamos a já estamos nesse momento de estudar as cadeias musculares então o entendimento do quanto a contração abdominal pode ajudar na ativação da musculatura pele escapular e nós e não
poderia deixar de ser o laboratório está com os olhos na questão do modelo biopsicossocial entendendo por exemplo como autoeficácia contribuem na reabilitação entendendo como exercícios domiciliares desenvolvimento de autonomia nos pacientes essas coisas todas podem nos ajudar dentro da reabilitação desse complexo E aí de tudo isso o que que a gente tem que entender por fim antes de entrar no módulo antes de começar entender a importância do das a tomada de decisão que eu vou propor para você primeiro a condição atual mágica do ombro mais comum que a síndrome do impacto é uma condição cujo um
rótulo médico o nome do diagnóstico médico anatomopatológico não te ajuda a decidir qual é o tratamento desse paciente paciente que tem síndrome do impacto tem apresentações cinético-funcionais muito diversas Então nós vamos entender nessa aula a deixar de usar o termo síndrome do impacto para passar os a um diagnóstico cinético funcional retinho forma melhor um tratamento os nossos testes clínicos em geral eles têm baixa acurácia diagnóstica e Identificar qual é o tecido a estrutura da onde está vindo a dor E para isso nós precisamos então entender como um corpor a essa coisa do diagnóstico anátomo-patológico dentro
da reabilitação e eu vou falar disso também a gente sabe que a uma baixa relação entre a percepção de sintomas a intensidade da dor e também a quantidade de disfunção nesses pacientes Portanto o relato de dor nem sempre pode ganhar você na decisão de quanto estresse físico colocar nos tecidos eu quero deixar isso muito claro durante esse módulo essa parte do módulo em especial porque depois vocês vão ver condições traumáticas e lá a intensidade bom e é melhor a identificação do tecido lesado só é possível para o médico que é quem pode fazer exposição aberta
desse tecidos então o fisioterapeuta Vai sim trabalhar com esses pacientes embora não saiba com precisão Quais são os tecidos Então faz pouco sentido para nós a coisa de perguntar como é que trata a bursite Como é que tá a trata a ruptura parcial como é que trata tem essas coisas todas a lesão do labrum para nós é vai deixar de fazer sentido na nossa prática Clínica a não ser para informar prognóstico que é uma parte importante do entendimento do diagnóstico anátomo-patológico vou comentar de alguns fatores psico-sociais Porque eles estão relacionados ao mau prognóstico da dor
a traumática do complexo do ombro e as abordagens exclusivamente focadas em Estrutura em tentar mudar o movimento gleno-umeral ou escapulotoracico essas coisas acabam e sendo bem sucedidas quando a gente vai comparar os resultados aí da literatura e também não nos permite incorporar de maneira perfeita acif e então a proposta da tomada de decisão do ambulatório de reabilitação do complexo do ombro do arco é que você também Corpore aspectos de fatores psicossociais dentro da sua proposta de tratamento ó E além disso especificamente para tendinopatia para as rupturas parciais mas também para as maciças e às vezes
até para as completas indivíduos mais idosos a gente sabe que as evidências estão mostrando que o tratamento conservador e o tratamento cirúrgico são igualmente efetivos e portanto o fisioterapeuta precisa estar muito bem preparado para fazer o melhor tratamento para o seu paciente que ela fala tecidual nem sempre é um problema para nós na hora de fazer a reabilitação do complexo do ombro a minha proposta então para esse módulo para essa parte do módulo at apresentar o roteiro de tomada de decisão do meu ambulatório atualizado a gente fez uma publicação desse roteiro há 3 anos atrás
mais lógico a um uso dele se provou que ele precisava de ajustes e como esse é uma aula exclusiva um metro o portal vizinho ortopedia para nossa especialização eu tô trazendo o que tem de mais novo lá no ambulatório que é esse roteiro de tomada de decisão sequencial estamos Vamos tomar informações de várias etapas da interação com o paciente nós vamos fazer uma combinação de diagnóstico anatomopatológico e cinético funcional na tomada de decisão Vamos considerar o mecanismo de dor predominante para entender se é preciso poupar mais ou menos esses tecidos do ponto de vista do
estresse físico e mecânico Vamos considerar em conjunto as informações de estrutura e função e os fatores psico-sociais que afetam o curso das Dores a traumáticas do ombro e ainda vou te mostrar como esse roteiro é altamente individualizado e atende às necessidades do seu paciente em termos de deficiências ou diagnóstico cinético funcional de acordo com a proposta a classificação internacional de funcionalidade é isso nessa introdução para esquentar aí os nossos ânimos E como está então falando a respeito de como fazer essa tomada de decisão tão diferente tão nova que eu estou propondo para você obrigada da
sua atenção e [Música]