Eu costumo brincar que brasileiro nasce marqueteiro. Você não tem aquela sensação? Às vezes você vai num restaurante, fala assim: "Gente, comi normal, cardápio OK, serviço sem menor diferenciação, você volta." Confundem estratégia com execução. O que que você achou da Jaguar falando assim: "Vamos mudar tudo?" Eita, quem você é? O que você faz e o que você fala? A Apple tem a história com a garagem, a Microsoft Tem a garagem. Cadê as nossas garagens? Ninguém aguenta mais o marketing que parece marketing. Se você tem clientes, esse podcast é para você. Desmarketize-se. Olá, camaradas. Eu tô muito
animado hoje. Seja bem-vindo, seja bem-vindo a mais um episódio do podcast que mais fala sobre marketing, que não parece marketing do Brasil. Estamos aqui para te ajudar a desmarquetizar o seu negócio, a Construir marcas que se importam com o seu cliente. E eu tô fazendo questão de destacar aqui o tema marcas e marcas que se importam, marcas que t propósito, marcas que t alma, porque hoje, nesse episódio, eu tô recebendo uma pessoa que entende mais de marca do que eu. É verdade. tá aqui comigo uma das maiores referências sobre branding, a arte de gerir este
valor, este ativo, este crédito que a sua empresa constrói ao longo do tempo. Ela não só trabalha com Uma marca, eu trago aqui normalmente mentes brilhantes por trás de grandes marcas, não é isso que eu sempre falo? Mas hoje não é uma pessoa que tá por trás de uma marca, é uma pessoa que tá por trás de várias marcas que você conhece. Ela trabalhou, por exemplo, lá com a marca da CBF, sabe? a turma lá do futebol ou com a marca da Brastemp, com a marca da Havaianas, com a marca da Zamp, a empresa, né,
que faz parte, o Burger King, o Popis, agora o Starbucks, Ela já trabalhou com a cozan, com os happy eggs, já viu os ovos felizes da mantiqueira por aí? Tem um pouquinho do dedinho dela e eu tenho um prazer lascado hoje de receber aqui nesse podcast comigo a Ana Couto. Oi, Ana, tudo bem? Que legal que você tá aqui, viu? Prazerzão. Prazer é meu. Uma honra estar aqui com você. Primeira vez que a gente se vê pessoalmente. Pois é. Não é? Mas a gente se segue, a gente troca bastante, a gente já sabe que a
gente Tem um monte de coisa em comum. Exatamente. A gente também tem algumas opiniões diferentes. Graças a Deus, né? Eu falo que é uma delícia dialogar e pensar diferente para evoluir, senão a gente fica no mesmo lugar, né? Então, você é carioca? Eu sou carioca, formada em design, fiz, fiz antropologia, fiz ao mesmo tempo as duas faculdades. Eu não sabia muito bem o que que é. era, né? Que que eu queria e foi interessante. Aí eu parei a faculdade de antropologia no Meio porque eu comecei a a trabalhar. Aham. Fiz uma empresa sempre fui mega
empreendedora, nunca trabalhei para ninguém. Então tem um lado muito empreendedor na minha vida e adoro conversas com empreendedores, porque todo mundo nasce pequeno, né, e vai crescendo. Então acho que é uma conversa muito rica e eu tenho muita admiração pelas jornadas de empreendedores. E aí eu fui, casei e fui morar nos Estados Unidos. Aham. Morei 5 anos, fiz mestrado Em Nova York, trabalhei e montei a agência nos Estados Unidos. Então, tive me, né, me expus a um mercado muito maduro e foi muito legal a experiência de morar em Nova York e ver o mundo acontecer
nessa nos Estados Unidos o marketing alguns anos na frente, né? É, muitos. E assim, e o core das empresas tem muito marketing, né? não é à toa que a gente consome tantas marcas americanas no mundo inteiro. Então eles nascem já com essa estratégia de Conquistar, né, consumidores do mundo inteiro. Verdade. E eu acabei montando a agência lá, na verdade quando voltei em 93, alguns clientes americanos quereram voltar comigo. Imagina eu no Rio de Janeiro trabalhando paraos Estados Unidos, eu falo que o meu primeiro funcionário foi o cara da FedEx, que ficava do meu lado. Eu
imprimi o layout, mandava pros Estados Unidos. Aham. Você vê como americano já pensa, né, de uma forma era muito diferente. E aí eu Encontrei os desafios brasileiros, né? Eu sempre fui muito ligada na cultura brasileira. Acho que é um país com uma potencialidade incrível e mal trabalhada, né? Acho que a gente e aí foram os aprendizados que eu tive nesse período que assim muito método, processo e disciplina de gestão. Eu acho que esse foi o grande aprendizado. E eu quando voltei falei: "Gente, que nem as marcas brasileiras, onde é que elas estão? as mais valiosas
e eu gosto de um número. Então eu sou uma designer muito ligada a negócio, sempre fui boa. E eu comecei a olhar valor de empresa, fazia a gente fazer muito relatório anual na época e falei: "Tem uma dissonância aqui de valor, né? Porque o Brasil é a nona economia do planeta, milhões de empreendedores, empresas incríveis, mas a gente não tem nenhuma marca nas 100 mais valiosas". É verdade. Tem duas nas 500. Então você pega valor econômico de um país, esse intangível, ele, né, é Precificado de uma forma ou de outra. Então eu acredito e aí
por isso a gente, né, tem a agência, tem a Ládic, que é uma plataforma de educação, para acelerar esse processo, porque só com aprendizado que a gente cresce, né? Concordo. E assim, quando você olha que faltam marcas brasileiras, eu costumo brincar que brasileiro nasce marqueteiro pela criatividade, pelo jeitinho, pela sensibilidade. Só que no fim a gente acaba usando pouco disso para construir Marcas valiosas que realmente tem um vínculo profundo com as pessoas. Exatamente. Quando você fala: "Poxa, eu gosto muito do público empreendedor". Eh, vamos falar com quem tem um negócio aí, mas assim, tá lá
esperando o momento certo para investir mais na sua marca. É, eles acham que não vamos começar de qualquer jeito. Aí depois quando a gente tiver grande a gente pensa em fazer uma marca forte, legal, bem pensada. Você acha que tem um momento certo de fazer Isso ou tinha que ser desde o começo? Não, primeiro que nunca falta um momento, né? Então não tem um momento certo, toda hora é um momento. A gente acredita muito que hoje em dia o mundo tá tão complexo, né? Então a gente vem, você pegar lá, né? 30 anos atrás, você
podia fazer uma boa campanha, você podia entender, né, da sua marca, você podia ter um bom produto. Só que hoje o nível de complexidade entrou performance, né, tecnologia, tudo pode ser medido e tem Todo mundo tem acesso às pessoas. Então você não tem mais desculpa de não estar no Instagram, né, de não estar fazendo um trabalho, fazer YouTube, fazer conteúdo. Então hoje e o mercado por isso, virou muito complexo e muito competitivo. Então a tal da diferenciação, né, como é que eu saio daquele bolo comum e me diferencio para as pessoas poderem notar. É, isso
é fundamental, porque senão você vai ser mais um restaurante, mais uma loja de Moda. Briga preço é a pior briga que você pode entrar, né? Porque aí você vai diluir o seu negócio e vai diluir a categoria inteira. Então sempre falo um pouco da da do fenômeno Yogoberry, lembra daquele fenômeno gente? Quando você olha assim, todo mundo abrindo franquia deobber e todos iguais nem que que é uma por, né? É uma oportunidade, não sei, é uma categoria. E qual é o desafio do brand? É se diferenciar. É o foco que a gente fez no Happy
Eggs, na Categoria de ovos. Se até ovo consegue se diferenciar, qualquer coisa consegue, né? Vamos combinar que tudo é sobre a questão de diferenciação. Você pode passar sempre desse lugar, uma camiseta, né? Uma água, uma gasolina, frita, pessoal, McDonalda, gente. Exato. Então assim, esse é um lugar que não tem mais esse dilema, né, gente? Comodity, não comode. Você todo parte de um princípio que é comode. O que que é comode? É todo mundo Igual, né? E o que que é o branding? É trazer diferenciação. É você sair daquele bolo comum e pensar uma coisa que
a gente tem no nosso método. Aí eu volto um pouco pra nossa história. Quem você é? Aham. Como marca? Qual é a personalidade da sua marca? Você consegue descrever ela? O que que você faz como negócio? Qual é a tua proposta de valor? Essa palavra parece meio difícil, não é? É o que você oferece que é Diferenciado. E o como você fala? Qual é a tua narrativa, o teu posicionamento, o teu tagline? Quando você decupa isso que a gente chama do código genético, né? E pensa assim, todo mundo nasce com código genético, né? Esse código
genético aí a gente faz essa analogia, marcação que nem pessoas. Você pode trabalhar ele ao longo da vida, você pode fazer muito exercício, ser muito saudável, comer bem, n fazer uma série de coisas que vão levar você pensar, pensar nos seus Valores a se diferenciar. Então, sempre uso esse exemplo. Gisele Binton, linda, maravilhosa, nasceu com códigos muito bancos, podia ter dado ruim, né? Podia não ter dado em nada. Então, o a forma dela trabalhar, muita persistência, muita entendendo o seu diferencial perante aquelas modelos lindas, maravilhosas também, porque ali ela só trabal eh faz com que
ela consiga evoluir, né, com uma destaque, construindo o valor. E esse é o grande Trunfo do branding, né? Porque o marketing ele entra de uma visão já de produto, preço, né, promoção. Então ele já entra nesse lugar muito meio tático de fazer o seu negócio crescer. Mas antes disso tem um um pensamento estratégico que não é conceitual, boa. Sabe que você tem que pensar. Você não tem aquela sensação, às vezes você vai num restaurante, fala assim: "Gente, comi normal, cardápio OK, serviço sem menor diferenciação, não Percebi nada demais". Você volta? Não, não. Então, gente, isso
vale para qualquer negócio. O que que você faz que é só seu, que é diferente. E tem uma coisa que eu acho que as pessoas confundem muito, não custa mais dinheiro. Então, quando a gente vê a história, por exemplo, do Starbucks, o Brasil poderia ter Starbucks globais, né, pô, um país do café, um país não. Quem foi fazer o Starbucks foi um americano, né, que comprou. E antes dele Comprar ele, que que ele fez? Umas viagens na Itália para pensar, os Estados Unidos nunca tomava café, né? Tomava café andando na rua e café aguado. E
que você, esse era o momento café entre no no trabalho, casa e trabalho, né? E aí no translado porque o americano gosta de fazer tudo andando pela E aí ele vai, estuda o mercado italiano, falou: "Cara, como é que as pessoas tomam café aqui?" Aquela, né? aquele café expresso, aquele café com Gosto e tal, volta, né, e começa a construir o sua personalidade marca, então uma marca global, eh, com aquela característica, né, de de sustentabilidade, de ser próximo, de ser muito eh diferenciado. Ali você senta para comar um Wi-Fi e você tem quando você pede
no Starbucks o seu café, você pega com nome, né, o seu nome. Então, olha o nível de identificação que você gera quando você vai lá, Ana, seu café tá pronto. Quanto custa Isso? Nada. Mas essa ritual de botar o nome numa na num cup, né, numa num copo de café se tornou valor, sim, de diferenciação. Então todas as campanhas do Starbucks são em cima desse visão de comunidade, né, de de ser visto, de pertencimento e que é um jogo muito importante, né? Sabe que uma vez eu fui fazer uma palestra lá em Santa Catarina e
eu viajo pelo Brasil, né, falando com o empreendedor e tal e aí me contaram uma história de uma pizzaria numa cidade Pequena no interior de Santa Catarina e me falaram assim: "João, tem uma pizzaria aqui que ela começou a fazer o seguinte: o cliente ligava, o pessoal pede por telefone aí." Exato. Aí o cliente liga, tem uma pessoa que tá atendendo e do lado tem outra pessoa com o celular. O cliente liga, fala: "Oi, pois não, boa noite. Ah, aqui é o Afonso. Oi, seu Afonso, como é que tá? Quer fazer qual pedido?" falou: "Ó,
quero fazer uma uma um pedido, uma Pizza, tal". Enquanto ele tá falando, a pessoa que tá do lado tá vendo no Bina ali, né? No identificador, o número do celular do Afonso. Pega esse número do celular, coloca lá no Instagram, começa a descobrir a cadê a conta do Afonso, deixa eu descobrir um pouquinho da vida dele, deixa eu ver quem é. E enquanto ela tá falando, eles estão tentando capturar alguma coisa. Sim. É, eu quero uma pizza de calabresa. E enquanto ela fala, no fundo, ela escuta um barulhinho De um cachorro. Sons tem um cachorro
aí. É o Bob tá aqui. Ah, o Bob, que legal. Aí a menina já achou ali no Instagram, tá vendo? Viu a fotinha do cachorro? Viu que ela é um cachorrinho pequenininho, viu que ele gosta muito do cachorro, falou: "Ah, chega no pedido da pizza, manda a pizza de calabresa e manda junto um bilhetinho. É, o Bob não vai poder comer, mas para ele não ficar passando vontade, manda um petisquinho junto. É # alguma coisinha lá da pizza". É isso aí. É, o seu Afonso pegou, falou: "Nossa, que legal, tira uma foto, posta, compartilha". O
pessoal da cidade começou a ó, cara, o pessoal da pizzaria lá descobriu que eu fui pedido em casamento essa semana. O pessoal lá da pizzaria descobriu que eu tô saindo de férias, o outro descobriu que eu tô de regime e e um começa a falar pro outro, falar pro outro, falar pro outro. Aí um dia me falaram que o seguinte aconteceu, ligou lá um cliente, ela entrou no Instagram do cliente, viu que tinha uma fumaceira lá, falou: "Opa, esse aqui gosta de umas ervas". Mandaram junto da pizza um saquinho de orégano. Aí acho que passou
um pouquinho do limite, né? Mas virou uma história aqui na cidade todo mundo conta. E era para ser só pizza, mas acabou virando uma história de uma pizzaria que cria um vínculo com as pessoas igual o nomezinho na Ah, será que todo mundo tem que pôr o nome então em todas as embalagens? Não. Encontro sua forma. Quem você é, o que você faz, o que você fala. Adoro essa sua frase. Tá lá no seu livro. É o nosso tagline, né? marca, sua marca é, a sua empresa faz e a sua comunicação fala. Achei muito legal.
Perguntei para você, ah, quem tá montando um negócio? Você que tá montando um negócio, tá assistindo a gente aí, talvez você não consiga já de cara ter todas as respostas, não, né? Mas você tem que ter uma ideia. Falou: "Olha, eu vou começar Pensando nisso, sabe que essa semana você pode evoluir, né? Isso. E aí você pode aprender com isso. Tem uma coisa que a gente pensa muito que assim, eh, o empreendedor ele tem que trabalhar a partir de um sonho. Aham. E esse sonho não é um sonho. Eh, ele tem que descobrir qual é
o grande talento que ele tem, né? As grandes organizações elas sempre nasceram de alguém que viu uma oportunidade, tinha um talento para aquilo. Então essa pergunta que não é Uma pergunta fácil, assim, qual o meu maior talento que eu posso impactar o mundo? É uma pergunta importante pro empreendedor, porque a consequência do ganhar dinheiro é uma consequência, mas se você faz aquilo com amor verdadeiramente para mudar algo, você vai construir muito mais valor para pessoas. Então, a gente fala que oxigênio e lucro são a mesma coisa. Se você tá precisando de oxigênio e se a
organização não tá tendo lucro, é porque Você não está fazendo o modelo correto. Então, o que que a gente começa a trabalhar também nessa pergunta? Que que é o meu maior talento e por que eu tô montando esse negócio, né? E isso a gente chama de propósito. Aham. Né? que é o propósito, é um fio condutor de você evoluir o seu modelo de negócio a partir do que você faz de melhor, certo? Então isso é uma palavra que parece também meio conceitual, mas não é. Então você pega, por exemplo, a história da Nike e Ele
define em todo corpo tem um atleta. Isso é o propósito da Nike. Ele empodera você, né? Você pode, ninguém nasce atleta, você se torna um atleta. E aí você tem uma narrativa de comunicação que é o Just do It. Aham. e que funciona 50 anos. Ela é muito atemporal se você encontra uma verdade mais profunda, né? E isso é um lugar bem perigoso que a gente tá vivendo hoje. É tudo tão rápido, é tudo descartável, é tudo muda, muda, muda. E muda, muda, muda, gente, Não constrói nada de longo prazo. Sabe palavra, você tem que
ter persistência, você tem que realmente conseguir evoluir o seu negócio. E aí as pessoas falam: "Tá pronto?" Não, nunca tá pronto, né? A vida não tá pronta, vai aprendendo a gente vai aprendendo e melhorando, melhorando. E aí é isso que você falou, com rede social, com capacidade você tá no pulso do seu cliente, entender, fazer pesquisa, ouvir, vai lá, entra nas redes sociais, vê que o cara, você começa a Iterar, né? É uma palavra que vem da tecnologia, mas que a tecnologia nos trouxe isso. Você não vai lançar o produto pronto, você vai lançar o
produto, vai iterar, iterá. Cada V1, V2, V3, V4, você vai aprendendo, você vai aprendendo. Essa semana eu tive com o pessoal da Vans tênis, sabe? Tô até usando aqui, ó. Maravilhoso. É, não é, não é nada, é porque realmente é um produto bacana. E e eles me contaram a história, o Maurício, que é o chefão lá Da marca, tava me contando um pouco da história, né, desse negócio. E ele me contou que lá atrás, quando o produto foi inventado, ele era simplesmente uma marca de uma de um de um de um negócio que tinha facilidade
de produzir coisas de borracha, produtos vulcanizados e decidiu fazer um calçado. Só que aí só depois de ter lançado, depois de um tempo de estar no mercado, que eles foram perceber que a turma do skate, assim, eles abraçaram. Por quê? Porque a a sola de borracha ela meio que gruda, né? E ela uma sola e reta, só que com essa aderência para quem pratica o skate era show. E aí um foi falando pro outro e passando, encontrou comunidade da marca. Então você que você que tem um negócio, deixar uma dica bem prática para você, você
falar: "Puxa, eu não construí toda essa esse conceito igual a Nike desde o começo." Sabe o que você pode fazer? Vai lá, conversa com 10 pessoas que compram muito seu produto. Por quê? E tem os porquês, né? Você tem que, e é uma coisa que a gente faz muito, você tem que fazer cinco porquês, porque o primeiro vai ser assim, é preço, que é o racional. E não é verdade. O preço, gente, não é o driver de compra, né? O emocional. Então você vai pro segundo por, mas por que que você gosta do meu produto?
Ah, porque ele tem um estilo. Mas por quê? E aí você vai chegando no na essência do seu valor, né? Então você precisa fazer Esses cinco porquês para chegar nisso. E tem uma história também super legal que é Havaianas no Brasil, né? Havaianas era um chinelo barato, né? Para pessoas que não tinham grano. Quando eles olharam os surfistas cariocas, aquele estilo de vida, né? free, você vai para, você anda de Havaianas no Rio de Janeiro inteiro. Eles começaram a entender, uau, tem um estilo de vida aqui que é aderente. Então, as marcas que são que
estão evoluindo são que são muito conectadas Com essa comunidade, Adidas e o hip hop americano, né? OC fazziam shows e todo mundo tinha o Adidas na mão. Isso antes da Adidas se saber na mão, sem cadarço. Eles em vez de levantar celular, eles o show, né, do hip hop docis, eles levantavam o tênis. A gente falou: "Cara, tem um negócio aqui e esses caras amam." Então o style Adidas vem dessa capacidade de sair só de uma marca de esporte, mas entrar na comunidade Cultura. E isso é uma coisa que a gente tem falado muito, a
cultura é muito importante, né? Eu acho que o Brasil ficou um pouco nesse dilema. Empresas e cultura quase como se fossem conflituosos. E não, entenda a sua cultura, abrace essas pessoas que estão genuinamente conectadas com a sua marca e aí você vai achar esse fio condutor de valor, de gestão de valor. Boa. Isso vale também para quem presta serviço, né? Consor, porque tudo é serviço, né? Não, assim, a gente não tá mais na época só do produto. Essa época do produto já acabou. Se você não entender que o seu negócio é um serviço, tem um
tem um um case também super bacana que eu fazendo muita palestra para empreendedor vi que é o pipoqueiro. Conhece esse case do pipoqueiro? Não. Conta pra gente. É um case super legal que ele virou até um mega star. Ele era um pipoqueiro que assim, cara, preciso me diferenciar. Tem pipoca do quanto é lado, né? Tem pipoca De rua mesmo. Aham. E aí ele resolveu fazer isso. Cada dia ele ia com uniforme e aí ele dava o saco de pipoca também com palito de dente, com uma uma balinha de menta e com diferentes sabores. E aí
ele foi fazendo rituais, fez um clube de fidelidade, quem comprasse mais pipoca, ele virou um mega star de um pipoqueiro, assim, um mega empreendedor que entendeu que ele precisava criar diferenciação, né? Boa, ma barato. Nessa prestação de serviço, eu costumo dizer assim, vamos Fazer de conta que você é um fotógrafo, né? Sim. E aí você acha que você tira fotos muito boas de formaturas, de pessoas e fal, ó, tem um mercado que tá bombando de festas de formatura, então eu vou começar a oferecer esse serviço. Aí tem muita gente também querendo tirar fotos para redes
sociais e eu vou começar, vou criar um nome para esse produto também, vou começar a oferecer isso. E aí você tira foto para um monte de tipo de gente que precisa. Sim. E aí Quando eu deixo a dica aqui, olha, vai lá e e pergunta pros seus clientes, especialmente pros mais satisfeitos. Exatamente. Por que que você vem, gostei da ideia dos cinco porquês, por que que você me preferiu? Por que que você vem sempre aqui? Por que que você não foi no outro? e vai com sensibilidade tentando descobrir. Exato. É possível, é provável que ele
vá perceber que desses grupos de clientes, tem um grupo de clientes que é o mais satisfeito. E vão fazer de conta Que você descubra que as noivas são o seu público mais satisfeito. E você nem sabia que você era tão bom de foto de casamento. Você nem talvez nem goste tanto de tirar foto de casamento, mas você percebeu que você tem um talento para isso. Você tem olhos sensíveis para casamentos que você nem sabia. E é o seu cliente que tá te falando. E a hora que você percebe isso, fala: "Puxa, eh, eu tô fazendo
isso para ganhar dinheiro, mas o dinheiro ele é um meio, né? Ele é Um meio. Agora, a hora que eu percebo que este cliente é o que fica mais satisfeito e eu vejo que ele vira para mim e fala: "Você melhorou um pouquinho a minha vida. Essa foto do casamento eu jamais vou esquecer." É esse benef é esse link emocional, né? Não vou proibir o cliente da formatura de me comprar, não é que eu parei de fazer, não, mas eu vou entender que eu tenho essa vocação aqui, eu tenho esse talento e é para lá
que eu vou empurrar o meu negócio, né? Assim como a V fez com o skatista, assim como a Didas fez lá com a Pru, que isso é um o o, né, é o coração do seu negócio. Não significa que você não pode expandir, mas se você não tem um coração forte, você expande a partir daí. Você é isso é uma, eu acho que isso é um erro. Ai, né? Tem muita oportunidade. Isso é um um pouco um problema do do empreendedor. Ai, tem muita oportunidade e tem sempre vai ter. Mas quando você tem esse conhecimento
do seu e faz e Fala, do seu talento, as oportunidades, você vai começando a entender o sim ou não. E isso chama o quê? Estratégia. Quando você começa a falar não e sim, porque o sim gera muito mais resultado. Se você começar a fazer tudo que eu preciso inovar, porque eu preciso, você vai muito provavelmente se perder. Então não quer dizer que você tem que ficar no seu lugar, né? A Apple lançou primeiro um computador para designer, imagina, ela não ficou naquilo. É um ponto de Partida para você a partir do seu propósito, né? que
na época é chaus, onde você tiver, você vai desafiar o mercado, você vai crescendo. Isso é uma coisa muito importante também, né? Aham. né? Como é que você expande o seu negócio a partir de um core, né, de um de um de um terreno que é seu, que é o seu posicionamento. Aí você vai gradualmente, gradualmente, pouco a pouco. Eu conto a história assim que a Anita, né, começou falando: "Meu Primeiro público é o público que gosta funk periferia do Rio." Exato. Ah, eu vou lançar aqui uma música que o pessoal de São Paulo não
vai gostar. Dane-se. Dane-se. Essa é a crença dela. É a crença dela. Aí a partir desse público, agora eu vou Rio. Agora eu vou. Eu acho uma coisa legal, questão da Anita que eu acho que é um, né? Eu acho que é um é um super exemplo de como, e a gente tá falando muito isso das marcas, como são autênticas e muito autênticas aos seus Valores, né? Hisória da Anita, ela fala o tempo todo, ela conta da família, ela conta da onde veio, ela conta da jornada e essa autenticidade levou ela para onde? Pro mundo,
né? Então o go global, né? Que assim, vá pro mundo, mas se você entender e cada dia mais tá sendo muito valorizado, a sua essência, da onde você vem, você vai muito mais longe. Então é um pouco essa coisa de família até, né? A sua raiz, quando ela é muito profunda, você vai viar muito mais alto, né? Mas Se você não souber a sua raíz, sua história e valorizar isso, você vai se perder. Isso é um pouco da cultura brasileira. E eu sempre falo, cara, tem tantos empreendedores legais, tem tantas jornadas lindas de pessoas, né,
que o avô começou a fazer aquilo e depois o filho pegou e tem presos de bilhão com essa com essa história, mas muito mal contadas. muito, muito, sabe? Então, a gente precisa valorizar os nossos empreendedores, valorizar a nossa História e entender que toda empresa nasceu neném. Aham. É que nem as pessoas, ninguém nasce grande, ninguém nasce pronto, né? Então, a Apple tem a, né, tem lá a história com a garagem, a Microsoft tem a garagem e eu sempre falo, cadê as nossas garagens? Olha a sua história, valoriza, valoriza o nosso que a gente tem de
atributos do país, né, que são muito únicos também, muito verdade, muito legais. Alegria, né? Ser brasileiro dá um toque na marca, é ser Entender o que que essa história te faz de diferenciado, né? todo mundo agora não é não é sobre isso, mas entender que a gente tem uma história bonita, a gente tem histórias de empreendedores incríveis e tem poucas que a gente conta, né? Muito bom. Vou repetir para quem tá assistindo não deixar passar quem você é, o que você faz e o que você fala. Pensa no seu negócio aí, quem você é, qual
a sua personalidade, descreve ela, né? O que você faz e o que você Fala, isso vai longe. E o que você faz é onde você cria uma algo diferente que vai fidelizar o seu cliente, né? Esse que é o lugar assim, lutar por cliente é muito difícil hoje em dia. Então, um pouco esse caso da padaria, como é que você não só vende uma vez, mas vende várias vezes. Então essa luta por fidelização, eu acho que é a grande luta de agora, né? Porque você o custo de aquisição de um cliente pelo pelas redes sociais,
por onde for, é alto e tá cada Vez mais alto, né? O que foi barato um dia de performance do Google, né? Já foi. Então agora você tem que encontrar meios que aquele cliente compra uma vez, mas ele compre várias vezes. Ele fideliza, você fideliza ele. E isso eu acho que é o maior trunfo de pensar também modelos de negócio. O branding, né, que é essa gestão desse intangível, ele influencia diretamente modelo de negócio. Aham. Que que é o modelo de negócio? Você pode vender uma pizza ou Você pode entender que aquela pizza só parte
de um contexto. E você pode, por exemplo, é um exemplo que eu dou bastante, o Starbucks nos Estados Unidos, ele maior 40 bilhões de receita vem de gift card. Aham. Que é você dá de presente, né? Então o que que a gente tá vendo? Tem vários modelos que a gente vê que a gente pode começar a vender mais coisas paraa mesma pessoa ou começar a fazer, por exemplo, o o Happy Eggs, tem um clube dos ovos, mantiqueira, né? Mantiqueira em casa, você assina, você recebe em casa os ovos. Aham. Frescata. Uma marca de peixe que
a gente tá fazendo, que é incrível. a gente acabou de refazer o rebraand, a gente tinha feito há 10 anos atrás, que é a marca de peixe eh mais eh, né, líder do mercado também, um outro mercado que não tem muito uma marca de peixes, né, Frescado. E aí agora a gente fez a loja da Frescado, acabamos de abrir agora em São Paulo. Então assim, é uma marca de peixe Que tá no no supermercado, mas tem uma luta de supermercados, né, de gôndula, tem custa caro. Então você começa a olhar outros modelos e agora a
gente acabou de fazer uma loja de peixe, de marca de peixe. Então você vê que a gente precisa também olhar e evoluir muito modelo de negócio. A Farm agora tá fazendo essa retail, né? Vend, ela vende por por por internet. Ela faz um show com com as vendedoras e vende pela internet. vende Ao vivo em lives. Lives, exatamente, com lives e vende uma fortuna, aquilo que tiver a ver com a sua marca, com a sua razão de existir. É porque são pessoas falando pras pessoas, então não tem mais aquela, você vai na loja, compra, você
tem uma pessoa falando: "Cara, isso aqui eu adorei". Então você gera uma identificação muito grande. Legal. Então isso é uma coisa que você precisa pensar também no seu negócio, né? Agora você tocou num ponto aí no meio da dos Exemplos que você deu que para mim é crucial quando a gente fala de construção de marca. Você falou sobre a persistência, sobre a consistência, né? Fundamental. Eu sei que vocês ajudam as marcas a repensarem a sua essência e ajudam as marcas também a dar ali uma refrescada na imagem, né? Você fala de rebranding, né? Então, vejo
muita marca por aí que tá querendo, ah, olha, outra mudou, outra mudou, outra mudou, vamos mudar também. E é aí que eu falo: "Cuidado, costumo dizer assim, fazer rebranding é mais arriscado que fazer harmonização facial". É verdade, porque você vai lá, muda, quase igual, muda o seu jeitão, muda a sua cara. Talvez você que vai fazer uma harmonização facial, mesmo se ficar bom ou se não ficar bom, daqui seis meses o pessoal acostumou. Agora a sua marca, elas não vem com tanta frequência quanto você imagina. Exatamente. E você ficar mudando o tempo, então lascou. Não
é assim que se Constrói marca, concorda, n? É. Então, uma coisa que a gente faz, por exemplo, a gente fez Brashtamp, né? Que é uma marca super querida, né? Uma marca que conseguiu nesses 80 anos de Bras e construir algo muito além do funcional do produto, né? Então, quando a gente fala isso não é uma brastemp, isso vale, né? É uma é quase um código cultural do brasileiro. E o que que a gente faz? A gente olha muito a história, arqueologia da marca. Então, a gente olha lá atrás, Qual foi aquele anúncio que bombou, qual
era a forma que eles faziam tão bem, né? E aí a gente, a partir disso, a gente pega os trunfos estratégicos do passado e ressignifica pro presente. Então tinha lá o esquimó. O esquimó agora a gente em vez de jogar fora o esquimé, né, a gente ressignifica ele pro explorador. Então tem tudo e as pessoas amam porque é uma é um afeto, né? É. E aí você traz de novo, eh, é outro mundo que é o novo tagline que a gente fez posicionamento e Define o propósito, mudar em casa para mudar o mundo, para mudar
o seu mundo. Que a Bras sempre fez isso, ela botou geladeira na sala, a geladeira colorida, né? Esse anúncio que a gente pegou lá como referência, era uma mulher chiquérima tomando um champanhe na frente da geladeira da década de 70, a campanha falando assim: "Minha mãe não é máquina dar uma lavadeira para ela". É, então assim, tem muita história que é Muito legal de você resgatar, ressignificar e avançar. Quando você faz uma ruptura, não é bom, você joga fora tudo que você tiver. É, e mudar por mudar, né? É um pouco até estilo pessoal. Preciso
te fazer uma pergunta mais apimentada. Então, o que que você achou da Jaguar? Eita. Chegando lá e falando assim: "Vamos mudar tudo". É uma coisa que um pouco X também, né? O X é um pouco mais polêmico do Twitter pro X, Né? É Twitter virando X lá atrás X a gente sempre primeiro tenta entender o porquê, né? Então quando o porquê não vem à tona, você fica muito desconfortável, né? Então assim, estrategicamente como negócio, você alguma coisa tem que acontecer para o teu negócio voltar a crescer. Isso é uma outra coisa. Seu negócio não tá
crescendo, galera, vai mexer. Mas vai mexer entendendo o porquê de que não tá crescendo, porque o negócio tem que Crescer. Isso é uma premissa também. Se o teu negócio não tá evoluindo, ele tá diminuindo. Eh, a Jaguar, eu acho que era uma marca com muito ácido, né, muito global. E eu acho que eles fizeram um move radical. Na época eu nem quis comentar, porque eu acho que a gente também tem que ver onde que a gente vai chegar com isso, né? É, tem. Então assim, acho que eles foram paraa estratégia de virar uma marca de
moda, né? Entrar com outros códigos de outras Categorias para falar deles. Isso é uma coisa que acontece bastante, que é interessante. Você pega, né, um código de moda e traz para carro, porque essas coisas, né, o esporte e a moda agora estão muito juntos. Então você vai emprestando códigos de diferentes categorias, né, no bank com agora o Burger King. Você essa junção é interessante quando as duas marcas estão fortes. Então acho que a Jaguar, a única coisa que eu acho e a gente vai ter que Pagar para ver porque eu acho que no final é
o resultado que importa, né? É que eles desconectaram com assets muito fortes deles, né? E isso eu acho que não é bom, né? A gente fez Rebranding da Fiat, a gente fez Peugeot, que tem o Leão. E aí a gente sempre trabalha a partir dos ativos e dos valores da marca. Quando você rompe com isso, eh, me lembro, é uma evolução e não uma ruptura. É, você pode até ter uma ruptura, mas uma ruptura coerente. Quando é uma ruptura para causar, que a gente fala que é só para parecer, eu acho que fica muito sem
substância para você andar, né? Então você tem que saber que você pode entrar em outros códigos, mas entrar com consistência, né? Me lembro daquela campanha da Mercedes a com A. Aham. O primeira vez que ela lançou com funk. Na época o funk e a Mercedes eram duas conversas que não dialogavam, né? Então assim, isso eu acho que você tem Que tomar cuidado. Você pode impulsionar, realmente se diferenciar, mas não romper. Eu costumo dizer, aprendi naquele livro Hitmakers, né, que quando a gente fala de uma evolução, a gente tem que dosar a a dose certa da
familiaridade com a surpresa, né? Quando vem uma coisão que é que é é surpreendente demais e nada familiar, causa um estranhamento, né? Agora, quando é uma coisa também familiar demais e que não surpreendeu nada, aí Fica parecendo meio meio velharia, né? É para não romper isso. Acho que é um importante equilíbrio. Eu também não gosto de, ah, vou comentar aquilo, tá falando e falar que tá errado, tá certo, até porque eu já fui marqueteiro e quem fazia isso com as coisas que eu fazia, eu falava que cara não entendeu ainda o que que nós estamos
fazendo e às vezes acerta, às vezes erra. Então a Jaguar acertou, errou. Não sei, gente, se acertou, Errou. O tempo vai dizer, mas eu sei dizer uma coisa. Ela correu um risco lascado. Exato. Porque ela fez um movimento assim muito ousado, deixando para trás um monte de coisas. E esse é o tipo de coisa que eu só faria se eu tivesse um problema muito grande, muito grave, como parece que eles têm, porque eles caíram em vendas muito, muito, muito, chegaram numa situação que parece que assim, ou a gente muda ou ferrou. Exato. Então, consigo entender,
tá? Agora arriscadíssimo porque eles fizeram. Agora tem duas coisas aqui, né? Primeiro a gente não é juízo do mundo, né? Então essa coisa assim, se tá certo ou tá errado, a gente tem que entender o contexto e outra coisa, medir. Então quando eu falo um pouco de método, né, quem você é, o que que você faz, o que que você fala, qual o seu propósito, é um framework, né, um método importante para você dar consistência à sua Evolução. A outra coisa é medir, então assim, processo de trabalho, como é que você vai divulgar uma marca,
como é que você vai fazer o processo de venda, como é que você vai fazer o processo de distribuição. E, e o terceiro é disciplina de gestão. Então assim, esse é o meu market share, esse agora é o meu market share, né? Esse é o meu CAC, meu CAC diminuiu, eu consegui fidelizar mais, consigo fidelizar mais. Se você não medir, você vai ficar ao vento. Então assim, e não precisa ser grande nem pequeno para medir, né? Então você precisa entender quais são as suas métricas de sucesso. Então bota lá sua meta de sucesso. Vender 1000
pedidos ao mês. Aham. E mede, estamos fazendo. Se não tiver alcançando, mexe. E mexe antes no tático. Que que é no tático? Eu faço sempre essa analogia. Você pode usar um crachá para um evento, né? Uhum. Se você escrever o seu nome, qual o propósito do crachá? Qual o princípio? Identificar. Identificar uma pessoa. Eu leio de longe, não preciso ficar botando, né? Então, a premissa é ter uma letra grande. Se eu faço um crachá com uma letra pequenininha, esse crachá não funciona. Não, não é o crachá que não funciona, que você executou errado. A letra
tem que ser grande. Então, acho que as pessoas ainda confundem estratégia com execução. Aham. Estratégia boa, ela só é avaliada de c em 5 anos, de dois em do anos, se a Execução está sendo de acordo. Então, primeiro você tá essa sua estratégia. Quero chegar em 5 anos nesse lugar. Depois você começa a descer a execução. Vou tentar essa campanha. A, B, A, B. Ganhei, ganhei. Perdi, não perdia. E aí, anualmente você vê se a sua estratégia, se a sua execução tá colaborando com seu plano de 5 anos. Se não tiver colaborando, você vai tentar
dois anos, você vai mudar também o formato. É isso. Fiz uma campanha assim, vou fazer uma Campanha assada. Mas você tem que ter consistência nisso, né? e consistência. Isso eu vejo muito assim, quais são, como é que você reconhece a sua marca, como é que o consumidor diferencia, né? Então, McDn é um super exemplo, né? O arco foi super estratégico. Vou botar o arco dos Mes como se fosse símbolo de igreja, né? Aquela estratégia lá atrás, em toda a cidade vai ter um arco do McDonald's, vai ter a igreja e vai ter o arco do
McDonald's. Isso é uma Estratégia muito bem pensada, né? Qual é o modelo de negócio? É um sanduíche, mas é muito isso é só o seu produto, né? Como é que você Então esse pensamento de tirar as confusões é muito importante. Então assim, o que que é estratégico tem que provar esses 5 anos. O que que é tático, o que que é o seu dia a dia, tem que corroborar com a sua estratégia. Como é que você faz isso? Medindo, né? Se você a cada ano mudar totalmente seus equites, né? Que a gente Chamaquites. Você sabe
qual é a cor da Coca-Cola? Eu sei. Você sabe qual é o coisas que são proprietárias da Coca-Cola? Acho que sei. Então, acho que todo mundo aqui sabe também. Construção de anos, 100 anos. Coca-Cola é uma marca velha? Não, uma marca jovem. Tem mais de 100 anos na Coca-Cola. Papai Noel foi inventado pela Coca-Cola garrafa. Então, gente, é isso. Disciplina não fica mud com consistência que constrói isso, né? Eu eu costumo dizer assim, se você vê Uma pintura do Cobra, Sim. Você sabe na hora do Romero Brito ou do Salvador Dali, você sabe esse estilo.
É assim, é assim que eles fazem. Por quê? Porque é assim, muitas vezes é o estilo, é ele, né? É, é a forma dele. E a mesma coisa com a marca. É, quando a pessoa vê alguma coisa com a sua marca, vai trazer nela alguma sensação se você sempre construir isso com consistência. E pensa o seguinte, hoje você tem quantos pontos de contato da sua marca? Você tem Embalagem, você tem pão de venda, né? Você tem a gândula, você tem as redes sociais, você tem o site, você tem o WhatsApp, tem. Então assim, se você
cada uma dessas você for falar diferente, meu amigo, você tá ferrado, porque é tão difícil construir mentalmente e emocionalmente uma marca hoje em dia, né, que você vai gastar muito dinheiro, vai fazer muito esforço e vai se perder nessa construção, porque na verdade você vai se perder, você não vai construir Essa nessa isso na cérebro das pessoas, do consumidor. Agora, se a se a construção de marca, Ana, exige tanta consistência, por que que tem tanta gente querendo mudar o logotipo assim e as suas cores? A impressão que eu tenho é que todo dia alguém muda.
É assim, eu acho que tem essa essa esse hype, né? E aí você vê rebranding sendo falados, indo e voltando. Eh, primeiro que você tem que entender, por exemplo, a gente fez Ultragás, eh, uma marca, né, mais de 80 anos, uma marca que nasceu como bujão de gás e o logo era o esforçadinho, era um cara entregando bujão de gás. Que que acontece? Eles mudaram o planejamento estratégico deles e a gente trabalha muito a partir de estratégia corporativa com estratégia de branding, né? Gestão do tangível e gestão do intangível, ele se converteam. E aí e
a nova estratégia era somar energias, então biometano, gás natural, que é gás energia elétrica. Então a gente fez um reposicionamento Para ser uma empresa de energia. E aí tem todo um estofo por trás, que é um planejamento estratégico próximos 100 anos dessa empresa, que ela não vai ser mais uma empresa só de bujão de gás. Então aquela marca, aquele logo do esforçadinho que eles chamavam, não cabe mais na estratégia, né? Porque muitas marcas elas fazem o branding, né, a imagem delas muito ligadas ao produto, né? E quando isso acontece você tem, porque o produto vai
evoluir. Seu modelo De negócio não é fix, tem gente que tem um logotipo que é uma fabriquinha soltando fumacinha. Ah, é. Aí quando você tá muito em cima do seu produto, você tem muita dificuldade de evoluir a sua proposta de valor, né? Aham. Então você pega, né, os casos clássicos, porque uma marca de computador tem uma maçã mordida. É, né? E que que essa marca de computador com uma maça mordida consegue evoluir seu milhões de segmentos, né? Celular, telefonia, Música, eh, com uma marca de uma maçã mordida, entendeu? Então, por quê? Porque eles nunca pensaram
a partir do produto, eles sempre pensaram a partir da proposta de valor, desafiar o mercado, né? E aí o think different, né? Pensar diferente. Você vê que isso tem mais de 50 anos. Olha que interessante como deu uma abertura pra empresa crescer de longo prazo, porque isso é muito importante também, né? Assim, os produtos. E aí a também existe essa Questão, vamos inovar, vamos, né? Tá um um é um mercado muito ansioso, o mundo tá muito ansioso, né? O mundo tá sensação de que você tá sempre para trás. É uma sensação muito ruim. É, e
aí não tem essa reflexão. A gente precisa refletir mais, entender mais os nossos valores. Eu falo muito de valores porque eu acho que uma coisa muito importante da gente entender qual é a nossa crença de mundo, qual a minha visão. E cada um tem uma, não precisa tá, porque quando Você tem uma crença clara, até nessa história agora de S, quando a sua crença natura agora, né, é uma crença, ela construiu em cima de um propósito, bem-estar bem. Então é uma empresa muito tem raízes muito profundas e aí a árvore fica mais frondosa, né? Eu
acho que essa isso que você falou das das empresas estarem vendo o mundo mudando tanto e ficarem com a sensação de que precisam mudar, é fica uma ansiedade, né? É só que assim, eu eu fico muito preocupado Em ver tanta marca mudando e mudando mudando coisas que eu falo: "Puxa, então tenho a sensação que tem marqueteiros que chegam na posição e falam: "Vou mostrar que eu cheguei e vou mudar alguma coisa". É, tem gente que pega sua marca e fala assim: "Ai, quando eu pego o celular agora, as cores da nossa marca na tela não
são tão chamativas, então vou precisar mudar as cores" porque ela não foi pensada para isso. Ela foi, ela agora ela precisa ser, mas isso é, isso É válido. É válido. Só que aí ela pega e era uma marca eh verde, virou uma marca roxa. Ixe. E agora? E aquilo que demorou anos para construir, para ficar e para fixar na cabeça, agora você foi lá e muda. É. Pensa num restaurante que muda totalmente seu logotipo e a ninguém mais acha lá no iFood. Pensa se eu pensa se ela coste e fala assim: "Enjoei de jacarezinho, agora
eu vou colocar bicho preguiça nas camisetas". Pessoal até o pessoal entender. Então você que tá Pensando em mudar sua marca aí, deixa eu te falar, se você tá pensando em mudar só porque tá todo mundo mudando, só porque sua cunhada falou que essa cor que saiu de moda, só porque você enjoou, cuidado, cuidado, muito cuidado. Mude só se você tiver um problema. Mude se sua estratégia mudar, né, totalmente. Perder uma conexão com o público. Mude porque o seu logotipo é uma fabriquinha fumaça e o mundo mudou. Mude porque apareceu um concorrente que Tem um nome
muito parecido e tá causando um problema. Mude porque a sua reputação tá totalmente arranhada. Tudo bem, você tem um problema. Agora você não tem um problema, eu acho muito mais arriscado, Ana, de verdade você mudar do que você ficar. É, não dá para mudar. Fala, pô, mas tá um pouquinho velho. Ficaria mais bonito. É verdade. Mas até pensa você, você tem 1000 lojas, até você conseguir mudar 1000 lojas. Isso é um outro ponto. Você tem que fazer conta, né? Então Assim, eu acho que mudar é bom, evoluir, né? Por isso que o meu livro até
na revolução, o R tá entre parênteses, porque o compromisso é com a evolução, né? Mas a fazer uma revolução, você tem que tomar muito cuidado para que você ressignifique, mas que você não rompa. A ruptura é o pior coisa que você pode fazer. E tem outra coisa, às vezes você muda de nome, por exemplo, todo o seu ISO, né, do Google, tudo isso perde também. Você perde todo o teu histórico, Perde. Então tem várias várias problemas de confundir, né? E será que essa marca, ué, será que essa marca mesmo tem tanta, né? Já pensou se
você fala assim: "Olha, a minha rede social é eh no Instagram é @joBranco, no LinkedIn é @juão_line brank, no não sei quê, quem faz quem faz coisa com a marca é a mesma coisa que fazer isso aí você, como é que era mesmo? É aquilo ou é aquilo? Você citou seu livro aí e eu fiquei sabendo aqui, me deram um sinalzinho de que olha o que Que chegou por aqui para nós, hein? Olha aí, Ana, você falou do seu livro, chegou pra gente. Olha aí, que coisa bonita. Pois é. Então, o livro é uma história
legal, porque assim, muita gente falava, tem que escrever um livro 30 anos. E aí eu falei: "Cara, vou escrever o livro e e muito nesse nessa visão de como é que a gente pode construir mais valor pro Brasil, né, pras organizações brasileiras. E aqui tem muitos exemplos nossos de cases nossos, né? Então, desde Eletromídia, Cosan, eh, Bras, CBF, eh, mas mais importante do que isso, eu acho ultragás, o Wall, né? Mas acho que mais importante com isso é fazer uma reflexão, né? E eu acho que a gente tá falando um pouco isso, que hoje tem
muitas fórmulas e faça, ganhe, tá? E a gente não é de fórmula, né? A gente gosta de inspirar as pessoas, mas ampliando o repertório de conhecimento. Até nessa era da inteligência artificial, você tem que saber fazer um Prompt. E fazer um prompt é saber fazer a pergunta certa, né? E você para fazer isso, você tem que ter repertório. Então, toda vez que a gente aprende algo e amplia o repertório, eu acho que a gente inspira e dá o próximo passo. Eh, e eu fiz, eu, eu e essa foi um pouco a intenção do livro. Tem
muitas histórias nossas, tem muita história do Brasil nisso, porque eu fico muito preocupada da gente tá sempre enxugando o gelo na visão de valor. Então vai e volta. A Nossa história, né, nunca é muito contada e avaliada. Nosso carnaval, a nossa a nossa natureza, eh as nossas festas, o nosso ela nunca é como um diferencial competitivo, né? Ela tá sempre sendo olhada de uma forma pouco estratégica, né? E a gente precisa olhar de uma forma estratégica agora. E as nossas organizações tem tanta coisa legal, né? A gente pega até o o Rap Eggs é uma
história muito legal. O Leandro que é o presidente, que é o fundador, Agora é o Márcio U, que é o CEO, mas ele foi o fundador. Quando a gente começou a trabalhar, ele falou: "Ana para de falar inglês, você fala muito inglês." Eu: "Ai meu Deus, realmente brain gestão". E e eu falei, Leandro, mas vamos lá, você construiu um negócio de bilhão. El falou: "Eu não tenho nem segundo série completa. Olha que legal esse cara. Olha que valor, né, que um cara desse tem." E eu falei: "Vamos juntos aqui entender gestão de portfólio seu, como
é que Você, com uma marca que era mantiqueira, ovos mantiqueiras, vai ser a líder de ovos da América Latina agora, né? e que tem um uma oportunidade que é fazer o que é uma marca de galinhas livres. Então você vê com uma estratégia de conversando e aí a gente se monta uma estratégia, né? Vira mantiqueira vazil, continua ovos mantiqueira como a marca do varejão ali e a gente monta uma outra marca estratégica que é o ex e que bomba, né? e que tem muito mais valor Percebido, é uma galinha livre, sem antibiótica, então é muito
importante ver como você destrava o valor de uma organização, né? Mas ele fez muito já, né? Então é muito legal ver essas histórias porque atrás de cada marca, de cada ben, tem uma história muito bonita, sabe? E a gente precisa trazer isso como as histórias da Havaiana, da Natura, né? Dessas marcas todas que a gente trabalha. Muito legal. Eu já li o livro, já postei lá no meu Instagram algumas Frases que eu gostei. E eu acho que além dos cases que tem aqui, é legal porque tem também um pouco do processo, né, que vocês seguem.
Então tem uma receita ali de um de um modelo de pensamento. Isso acho legal. Tem um método, né? Tem método e tem um processo. E outra coisa que a gente traz é a gestão de valor contínuo, né? O mundo tá gente, é uma e essa visão de evolução constante, a gente precisa se acostumar com isso, né? vai mudar e vai mudar, mas a gente Precisa saber que a gente tem um rumo, né? A gente tem valores para seguir, tem um propósito. Então isso é importante. A gente fala muito que a gestão de valor contínuo no
branding é sobre o seu produto, como é que o seu produto é avaliado, sua marca é diferenciada, seu produto tem um bom custo benefício, seus diferenciais são claros. Depois um segundo ponto da gestão de valor do branding é pessoas, você sua marca gera identificação, essa marca é minha, né? Essa marca fideliza o seu cliente. São perguntas importantes você fazer, né? Essa marca cria conexão emocional, fundamental. E o terceiro ponto que eu acho que é muito importante pro século XX, sua marca tem uma visão de mundo clara. Ela cria um ecossistema, uma palavrinha que parece difícil,
mas é uma palavra importante. Quem tá o seu entorno, né? Quem é a sua comunidade? Quem é o seu ecossistema, que não é mais só uma visão de fornecedor, né? Então Você pega as grandes marcas Google, Amazon, a todas têm um ecossistema em torno de uma visão. E como é que você mobiliza as pessoas numa nova visão de mundo, né? Então, produto, pessoas e propósito é a forma que a gente lida com uma gestão contínua de valor, que é um pouco diferente do marketing, que eram os quatro PS, né? É verdade que eles continuam importantes,
mas tem uma uma visão um pouco mais da organização como um todo. Tem que entender. Eu acho que Marketing propósito caminha tão junto, tão junto. Sim, sim. Que eu escrevi dois livros, um sobre marketing e um sobre propósito. Você você já tá, né? Eu vou te dar os meus de presente também, tá, Ana? Um é sobre dar propósito ao trabalho e outro é sobre marketing, que não parece marketing, que é justamente fazer as tudo com coração. Então, acho que a gente pensa muito igual. Eu pensei que a gente fosse ter opiniões mais diferentes aqui hoje,
hein? É, podemos Podemos achar. Não, que legal, que bacana que a gente junto, né, nesse lugar. Acho que você fazendo um trabalho incrível aí com a sua experiência de trazer essa percepção do intangível paraas pessoas, né, essa valor. E eu tô em outro lugar, mas juntos, eu acho que para construir marcas mais valiosas pro Brasil, né? Sensacional. Desejo que você que tá assistindo a gente, que a sua marca seja um sucesso, que ela impacte a vida de muita gente. Desejo também que Você fature muito, tá? Mas eu desejo mais ainda que você colecione depoimentos de
clientes, de colaboradores, que ao longo dos anos fala assim: "Olha, essa marca melhorou um pouquinho assim minha vida e você tem a chance de fazer isso através do seu negócio". Exatamente. E com certeza o resultado vem. É isso. Muito bom. Olha, gente, eu preciso contar para você que tá assistindo a gente que esse daqui foi o último episódio da temporada três do Podcast Desmaretice. Eu espero que você tenha gostado, porque a gente caprichou e eu fiz questão de encerrar essa temporada com uma pessoa que é sensacional, que coloca coração no que faz para deixar para
você aí esse impacto. sente a diferença que faz construir uma marca, colocar coração naquilo, entender para que que esse negócio existe e montar uma estratégia de comunicação que explique isso, que construa isso. Se você não sabe fazer Sozinho, peça ajuda, peça ajuda pra Ana, peça ajuda para mim, peça ajuda para quem você tiver acesso. Não tô querendo vender nada aqui para você, tá? Mas faça bem feito, porque você tem uma oportunidade única aí. Espero que esse podcast tenha te ajudado. Manda aí para quem você quiser. Deixa nos seus comentários aqui também quem você gostaria que
tivesse aqui na próxima temporada, que eu adoro bater papo com vocês. Ana, quem quiser falar com você, Te seguir, te acompanha aondde? Olha, tem uma agência na CTO, né, que trabalha para grandes clientes essa da estratégia execução e tem a Lage, que é uma plataforma de educação e aprendizagem. Então, é muito legal, pequenos empreendedores que quiserem fazer um trabalho de branding, eh, mentorado pela por nós, se inscreve lá que tem um um curso que você pode virar cliente da laje. Então, é muito legal que você vai receber um branding feito pros alunos, Mas menturados pela
Ana Coto. Então, faz maior sucesso, porque a gente tem que impulsionar os empreendedores brasileiros, né? Eu já tive lá na live dando aula pra turma da Ana e ela também vai estar na minha turma aí, ó. Marketing ao máximo em breve. Olha lá no meu Instagram também se você precisar de ajuda, tá bom? Gente, que prazer estar aqui com vocês essa temporada. Em breve novidades. Ana, muito obrigado. Você tá aqui, tá bom? Um prazer. Valeu pessoal, Até a próxima.