A necessidade de dar para receber é a base das pessoas que na vida adulta se envolvem em relacionamentos que elas recebem quase nada. Aí elas vão aumentando a a tentativa de dar mais. De onde vem o impulso humano de repetir padrões que nos machucam?
Os relacionamentos tóxicos, né? Eh, de onde vem o impulso novamente? Eh, o padrão negativo é aprendido na infância, não tem jeito.
Por exemplo, uma pessoa, uma criança negligenciada por pai e mãe, no sentido, não é negligenciado de apanhar, mas negligenciado assim, um casal jovem que não tinha menor estrutura para casamento, tem um filho. esse filho é, eles não sabem muito bem o que fazer com esse filho, então eles não dão a segurança, eles não dão o afeto que faz uma criança segura. Essa criança cresce eh, achando que tem que fazer uma opção de coisinhas para agradar esses pais, para chamar atenção, porque simplesmente existir não chama atenção, nem dá acolhimento.
Então, se torna aquela pessoa perfeccionista que quer dar pro outro para receber, porque quando ela faz uma coisa bonitinha, os pais olham: "Ah, que bonitinho, minha filha, meu filho, assim". Mas fora disso não. Quando cresce essa criança, seja homem ou mulher, vai para uma relação com qualquer pessoa, amigos, afetivo, que essa pessoa vai fazer o seguinte, eu vou repetir o padrão, porque a pai e mãe são os primeiros amores.
Tem que ser, mesmo que seja disfuncional, mas é a referência. Então essa pessoa começa a primeiro eu tenho que me esforçar para ser amada, eu tenho que chamar atenção e começa a querer fazer tudo pro outro. Pega alguém que se aproveita disso e começa a alimentar isso também.
Tipo assim: "Ah, porque você não é isso". A pessoa vai querendo cada vez fazer mais e mais e mais. chega um ponto, não tem noção de que relação é é algo, é uma via de mão dupla.
Nenhuma relação se sustenta você só dando. Não existe isso. Então, as relações tóxicas, em geral, elas têm histórias de aprendizado disfuncional do que amor.
E amor não é troca, porque você pode amar profundamente uma pessoa com quem você eh às vezes desistiu até de ter um relacionamento, mas você continua tendo uma energia doadora, ainda que distante, né? O amor é é doação. Não, não tem como.
Agora, a necessidade de dar para receber é a base das pessoas que na vida adulta eh se envolvem em relacionamentos que elas recebem quase nada. Aí elas vão aumentando a a tentativa de dar mais no desespero de não, mas se eu fizer isso, isso, isso, aí eu vou ser amada. Aí eu vou ser amada.
E isso é um, eu digo que é um, um poço fundo, muito fundo. Até perceber isso leva muito tempo. E para mim um dos grandes eh enigmas pro mundo atual é entender basicamente o que é o amor, né?
É uma compreensão muito superficial. Existe um poema que eu gosto muito, que ele começa dizendo o seguinte: "O maior prêmio de quem ama é justamente estar amando. " É verdade.
O amor verdadeiro ele não gera carência de espécie alguma. Você tá como o sol. É como o sol.
Ele ilumina porque sol. Exatamente. Eu amo porque sou um ser humano e isso faz parte da minha expressão no mundo, certo?
Então, ser capaz de construir, primeiro lugar compreender que o coração humano tem uma um potencial de se expressar 360º por onde ele passa a sair distribuindo o amor. Porque o ideal é que um dia toda a humanidade caiba dentro do nosso coração. Então ele tem esse potencial, só seja um só coração.
Então você imagina pegar esse potencial de amar toda a humanidade, você concentra em cima de uma única pessoa, um esposo, uma esposa, um filho, o que é um desperdício. E é uma concentração tão violenta que isso vira um raio laser, fulina o coitado. Exatamente.
Se a gente saísse distribuindo o nosso coração por onde passa, teríos menos dessa carência, menos dessa necessidade de retorno. Seríamos capazes de nosfazer só pelo ato de amar em si. E uma outra coisa que eu acho que é curiosíssima no mundo atual, toda vez que eu falo isso, as pessoas assustam porque acham que amor é que nem paixão, uma coisa passiva, que você é atropelado por aquilo quando vi tá amando.
Amor é uma coisa que pode ideias de ser construído. Não, amor é construção, uma decisão. Isso, crisão, que é a decisão de exercer a sua humanidade.
Nascemos para isso. Ele costumava dizer que só tem valor moral o amor que pode ser ordenado pela vontade. Ou seja, eu quero amar, então eu trabalho, eu construo esse amor, né?
Hoje não. E aliás, esse amor que ele é construído por um ato de vontade, ele pode ser sustentado pela vontade indefinidamente. Existe, mesmo que você não esteja mais com o outro, ele ainda se mantém.
Sim. E o certo que a paixão é um estado alterado de consciência, é um estado de dependência. É muito.
E e eu acho, por exemplo, que a gente vive numa sociedade que exalta eh o estado de paixão como se fosse amor. Então, a pessoa fala assim: "Ah, coitado, ele matou porque tava desesperado de amor". Ninguém mata por amor.
Não existe isso. Mata por egoísmo, por dependência, sentimento de posse. Sentimento de posse, que a paixão dá essa coisa.
Eh, eu digo que todos nós passaremos por momentos de paixão. E é bom que a gente entenda isso, porque quando a gente sai, ainda bem que a paixão dura pouco, porque senão nós seríamos muito piores do que somos. Dura aí o quê?
No entre no mínimo 8 meses, no máximo estourando 2 anos e meio, três. Porque você naquele enfoque é um enfoque muito ruim. Primeiro que você acha que o outro é maravilhoso, né?
Que se você perder aquilo, você perde a vida. Não, não perde. A gente não perde nada, até ganha às vezes.
Mas as pessoas confundem. Se você for ver as músicas, as letras de música, todas falam de uma dor de amor que é dor de paixão, né? Uhum.
Eh, e eu acho que as pessoas ainda não entenderam que amor é uma coisa muito muito de decisão de um ser humano que tá se exercendo como como ser humano. Por exemplo, por que que um casal fica junto? Não é porque eles são uma gêmea, é porque eles decidiram ficar.
é uma decisão e e de preferência decidiram ficar no nível evolutivo do relacionamento, com respeito, com apoio, com acolhimento e principalmente com respeito, né? Amor é uma decisão. Da mesma maneira que felicidade é verbo, amor é verbo também.
E as duas se batem muito, acho que caminham juntas. felicidade e amor. É, existe, você falou a questão da almas gêmeas.
Para mim, almas gêmeas em termos de filosofia é uma das coisas mais mal compreendidas que tem, assim como a ideia do amor platônico, né? Porque se diz na Grécia que o homem ele é composto de três núcleos, que é o soma, que é o físico, a psiquê, que é o núcleo emocional e a mente prática, e o NOS, que seria esse mundo de valores, esse mundo espiritual. E normalmente nós construímos afinidade de baixo para cima, ou seja, o corpo me atrai de alguma maneira quando muito chega ao psíquico.
Eu gosto dessa comida, ele também gosta, eu gosto desse cinema, ele também gosta desse filme. E as afinidades deveriam ser construídas de cima para baixo. Ou seja, quando você olha para uma pessoa, um ato justo, um ato nobre, você se emociona e o outro também.
Quando você olha para uma oportunidade de fazer algo pela humanidade, você vibra e o outro também. Porque quando você constrói, a partir daí até mesmo as afinidades psíquicas tendem a se prolongar porque estão trabalhando numa mesma direção. E como diz a filosofia, até o corpo vem participar do banquete da alma, não é?
É verdade. Acaba unindo os três mundos. Oi, queridos.
Aqui é Ana Beatriz. Eu tô passando para dizer que em maio de 2026 estarei palestrando em Londres, Genebra, Braga e Lisboa. Para saber mais informações, clique no link aqui abaixo e a gente se encontra lá.