e seguindo para a nossa próxima palestrante que eu já Adiantei quem é a doutora azeri que eu vou aqui ler o currículo Doutora em literaturas africanas e pesquisadora de filosofias culturas literaturas e africanas e afrodiaspóricas professora do programa de pós-graduação e literatura cultura e contemporaneidade da PUC Rio coordenadora e professora de graduação do departamento de letras da PUC Rio de Janeiro e do Instituto de Pesquisa pretos novos do Rio de Janeiro coordenadora do laboratório de estudos e pesquisas interdisciplinares sobre o continente Africano e as afrodiaspóricas da também da que rio é escritora é roteirista é
multiartista é crítica teatral literária é mãe é podcaster é YouTube é mãe e é minha orientadora informal e também ela é tudo isso mas ela também é né ela nos ensina a ser a sermos sós ela é esse facho de luz que vem nos trazer também um outro sol um outro brilho e um outro olhar porque nem tudo é dor é dor mas também é luz com a palavra a dout asa ai gente fico até emocionada vamos formalizar essa orientação né primeiramente boa tarde é um grande prazer est aqui eh nunca imaginei na minha vida
nesses 20 anos estudando África e diáspora Nunca imaginei estar aqui nunca então eu tô muito emocionada por ter essa oportunidade ter essa escuta Então primeiramente eu desejo que as minhas palavras toquem o coração de vocês e traga movimento e solaridade eh dividi a fala em três tópicos porque eu sou muito professora gente não consigo me desperd disso então didaticamente em três tópicos e Eu sempre gosto de botar uma epígrafe nas minhas falas e eu tava pensando hoje de manhã meu Deus que que eu que que eu falo quando me veio uma música um trecho de
uma música eh que ficou martelando a manhã inteira no meu café da manhã e eu fiquei pensando se eu trago ou se eu não trago e é um teixo de uma música dos Originais do Samba que eu Revivi assistindo o filme novo do musum inclusive deixo aí a sugestão tá muito bonito e o trecho que ficou martelando na minha cabeça é o seguinte nunca tenha medo do seu inimigo se não é você quem começa a brigar Então ouvindo o Dr Danilo eu acho que essa frase faz ainda mais sentido né para todos nós eh e
quero trazer também duas provocações que eu não tenho a pretensão de responder mas de provocar mesmo já que o tema dado né Raquel é corpo negro direito a vida a Terra e a cidade antes disso eu preciso fazer uma autodescrição né Eu já ia esquecendo eh então gente eu sou asa sou uma mulher negra de pele clara tem os olhos verdes tem o cabelo de de dré de ddrad até a altura mais ou menos dos ombros Estou vestindo uma roupa vermelha eh e aí voltando à provocação essas duas perguntas que eu deixo aqui mas pra
gente elaborar sem pretensão de responder e a primeira é quem corpo documenta a cidade quem corpo documenta a cidade né a segunda é pessoas T direito à cidade tem direito a todas as bences da cidade cidade que o tempo inteiro referencia uma ancestralidade e é muito interessante porque eh enfim eu sou uma mulher de Candomblé então a gente tá o tempo inteiro falando de ancestralidade os nossos ancestrais os nossos orixa os nossos inquices e vir mexe as pessoas não negras dizem mas que história é essa de ancestralidade e não sei o quê mas eu pergunto
a vocês quem é o branco que dá nome à sua rua quem é o branco que dá nome à sua Praça quem é o branco que dá nome ao aeroporto as escolas os hospitais os institutos médicos legais os tribunais de justiça Então se a gente for pensar em ancestralidade faz parte do modos operand da branquitude reverenciar o tempo todo as suas ancestrais mas quando os não brancos referenciam os seus aí já começa a ser estranho a gente também pode pensar em termos de nomeação né os nomes comuns no Brasil são nomes de ancestralidade e a
gente pode até pensar no culto católico que é um culto de ancestralidade Afinal todos aqueles Santos São ancestrais Então qual seria a diferença nesses termos dito isso eu vou ao primeiro tópico que é a experiência africana Continental ela é uma experiência Urbana e também Rural Então existe algumas falácias históricas sobre África eh como por exemplo África é oral isso não é verdade quando os africanos chegaram escravizados aqui eles sabiam escrever principalmente em árabe sabiam escrever em línguas africanas como a sofa gaes Mas como o ocidente não conseguia decodificar essa língua ele desqualificou e disse que
África era oral então é claro que a oralidade é um valor civilizatório do continente africano mas não quer dizer que a gente não escrevia mas sim quer dizer que fomos impedidos de escrever que é uma grande diferença então quando a gente vai pensar em experiência Urbana né experiência cidade ou experiência Rural a gente tá falando de uma de um continente Africano extremamente urbanizado a gente tem aí no século XI o grande zimbábue totalmente urbanizado a gente tem o império do Mali com su deata queit urbanizado a gente tem o império de oió urbanizado Então essa
noção ocidental de que eh os europeus chegam para civilizar chegam para urbanizar chegam para eh dar um caráter de humanidade Isso faz parte do discurs colonialista universalista de dominação né de um projeto de dominação de tudo e mas a África também o continente Africano também é rural então a gente consegue localizar dentro do do mapa né ali a África ocidental enquanto uma África extremamente Urbana mas a gente consegue encontrar também no centro sul africano e da Costa oriental os vários povos bantos que são rurais E por que que eu trago isso porque a escravidão ela
foi especializada então para você plantar cana você tem que trazer quem saiba plantar Então você traz os bantos para você explorar o ouro você tem que trazer quem sabe minerar Então você traz o zul e assim por diante Então esse primeiro momento o que eu gostaria é trazer essa reflexão sobre os preconceitos que atravessam o continente africano e o quanto Isso dificulta a nossa identificação com esse continente que eu não considero um continente mãe para nós é um continente avó e a gente olha pro continente Africano enquanto afrodiaspóricos com o mesmo respeito e dência que
a gente olha para as nossas avós e a história dela é assim que deveria ser dito isso o que nos faz chegar aqui e nos tornarmos a maior diáspora africana do mundo significa que em termos populacionais nós só perdemos para a Nigéria ou seja o Brasil é o país fora da África com a maior população negra do mundo e ainda assim esse fato não é refletido nas instâncias de poder e isso se dá justamente pelo termo que juíza Manuela trouxe que eu tomo emprestado da mestre Marim Bani e base das minhas pesquisas que ela vai
denominar de maafa O que é a maafa a maafa é um fenômeno de desumanização radical que assola a população negra nos últimos 500 anos e é um fenômeno que não respeita fronteiras de tempo então ele começa com a invasão o continente Africano e chega até os dias de hoje não respeita fronteiras de cultura e não respeita fronteiras de território e aí entra efetivamente a noção do corpo a maafa está para todos os corpos negros sem exceção entretanto por causa das interseccionalidades alguns corpos sofrem mais um impacto da desumanização radical visível e outros menos mas de
maneira geral Essa desumanização ela é um contínuo ou seja ela começa com a invasão do continente para dominação passa pelo sequestro dessa população a volta na árvore do esquecimento que é uma morte ontológica é uma morte do ser o embarque a travessia o desembarque o leilão a escravidão a pós-escravidão a gatificação e atualmente o genocídio da população negra com os seus múltiplos tentáculos t táculos que vão da Morte física né dados da violência tá aí mapa da violência homens negros de 13 a 29 anos população LGBT principalmente população trans principalmente mulheres trans com eh marcas
de violências ainda mais radicais mas essa maafa essa desumanização radical ela também diz respeito ao nutric ao racismo religioso e as outras formas de desumanização e retirada de toda e qualquer possibilidade de uma existência integral e plena dessa população e isso não significa algo do Brasil porque você pode ser um afru como aconteceu no ano passado um afru ucraniano que não pode fugir no trem da guerra da Ucrânia e que passa na televisão Mundial sendo chamado de africano só que aquelas pessoas são nascidas e criadas na Ucrânia Assim como como qualquer um de nós se
elas forem pra África não tem o que encontrar lá porque estão a gerações no continente africano no continente europeu e ainda assim não tem o seu direito de pertença mesmo em estado de guerra que é uma das faces da maafa Então esse esse fenômeno de desumanização radical não é uma experiência do Brasil e sim uma experiência imposta Pelo modelo ocidental a todos os corpos negros que vivem dentro do do ocidente formal que é Anglo europeu ou da sua cópia mal diagramada como o caso do Brasil porque a gente é uma tentativa de Ocidente né a
gente não é ocidental dito isso como é que esses corpos chegam na para formar as diásporas africanas eles chegam portando efetivamente o corpo eles chegam portando a palavra e eles chegam portando o conjunto de crença e filosofias enraizadas nos saberes e sabença dessa população e que chega aqui como formma de enraizamento e resistência para nós dentre eles está justamente o aquilombamento trazido por abidias conceito do abidias trazido na mesa de ontem de abertura mas também trazido a palavra Quilombo aquilombamento ela foi trazida muitas vezes aqui no dia de hoje porque o aquilombamento Na verdade ele
é uma ferramenta civilizatória africana herdada pelas diásporas como forma de resistência permanência e continuidade e os quilombos a gente tem Palmares né Alcântara mas não só eles são modelos africanos ressignificados na Praxis de existência de uma diáspora com os atravessamentos que as diásporas tem tanto que para nós se chama Quilombo mas se você vai pra América espanhola se chama palenques mas é a mesma construção e nesses termos nós Ainda temos os quilombos urbanos que a gente consegue identificar muito bem dentro de uma experiência banto e é importante dizer que os bantos os povos principalmente do
cong e Angola que são majoritariamente bantos né étnico linguisticamente bantos eles são os primeiros a chegarem escravizados né a gente tem dado dos 1536 chegou o primeiro homem com o Angola para ser escravizado no Brasil e ele continua essa leva populacional continua chegando mesmo após a abolição formal da escravidão Então as populações bando são as que mais chegam em mais tempo e em maior quantidade e são as que mais enraízam aqui na nossa sociedade um exemplo é o protuguês todos nós falamos falando comendo bebendo e essa queda do fonema de isso é um sutaque das
línguas africanas que não palatal esse fonema então a gente absorve essa eh esse sotaque mesmo essa experiência linguística absorve no falar brasileiro e ainda hoje por conta do racismo linguístico é entendido como algo errado a mesma coisa acontece com a rotação né muitas e línguas bantos não fal o fonema l l l lê e a tendência né linguística vejam São pessoas que não falam português como língua materna mas como língua imposta E aí a tendência essas pessoas fazerem um fenômeno linguístico de rotação e começarem a falar Cláudia Flamengo bicicleta algo muito visível na Baixada Fluminense
do Rio de Janeiro que é majoritariamente banto então a herança africana ela é muito viva pra gente o que me leva ao segundo tópico dessa minha fala que é uma expressão filosófica banto principalmente dos povos bacongo que estão localizados na região pré escravidão na região do cong Angola mas depois da criação dos Estados modernos africanos majoritariamente os bantos ficaram na região de Cabinda que é no país Angola então eh a filosofia bacongo ela vai dizer pra gente que o corpo ele é a morada do nosso ser e isso é inegociável porque nenhum de nós aqui
consegue viver nessa existência terrena sem o corpo Ah mas eu fiz uma viagem Extra corpó tá por 15 minutos ninguém conseguiu ficar em viagem extra corpórea espiritual por 24 horas porque a nossa existência ela é Totalmente Dependente da materialidade da nossa corporeidade e é por isso que para essas filosofias o corpo ele é efetivamente a morada do nosso ser e é por isso que ele tem uma importância singular na nossa existência E aí eu pergunto a vocês a quantas andam os nossos corpos negros nas nossas cidades no Brasil dito isso essa essa frase a filosofia
bacongo ela me faz pensar muito em algo importante e eu acho que uma das dos maiores legados que os nossos ancestrais nos deixaram e que as pesquisas elas evidenciam muito que é justamente o fato de que a nossa humanidade ela é inegociável não tem recorte não tem porém como pensar como pensar a inegociabilidade da nossa humanidade diante de um sistema opressor ocidental não não acho que ISO seja só uma característica do Brasil mas isso é uma característica do modelo do qual o Brasil adota para si o Brasil escolheu ser uma nação ocidentalizada e isso é
um problema de autoimagem Porque ele acha que ele é algo que ele nunca será iso é um problema de aut imagem um problema de educação também porque a educação reflete algo que nós Nunca seremos então nós sempre seremos cópias mal diagramadas e capengas no modelo ocidental enquanto a gente não assumir a nossa localização e agenda enquanto sujeitos pluriversal e atravessadas por múltiplas culturas aqui nesse território nacional é importante dito isso trago Justamente a a máxima filosófica pela qual todos me conhecem que é justamente uma máxima filosófica bacongo que diz que todo MTU todo ser humano
é um sol vivo e que é responsabilidade coletiva acender o sol do outro Então veja o nascimento de uma criança na comunidade é o nascimento raiar de um sol um sol que deve ser gestado na sua máxima potência para que ele possa chegar com dignidade e Plenitude no sol do meio-dia e principalmente tem a dignidade e Plenitude no seu entardecer isso também faz parte dos direitos dos nossos corpos E aí eu pergunto a quantos anda o brilho do nosso sol e o quanto vocês juízes magistrados pessoas do direito em geral ajudam para o acendimento ou
o apagamento da nossa solaridade se todos nós somos agentes de manutenção da solaridade do outro se todos nós somos responsáveis pelo sol do outro a quantas anda a nossa responsabilidade coletiva de manter o sol do outro íntegro e pleno e veja bem os bacons Eles foram muito objetivos todo ser humano é um sol vivo não é todo ser humano menos o João não é todo ser humano menos a pessoa trans não é todo ser não não existem exceções todos nós raios para essa existência tal qual um sol e essa gente aí eu vou ao tópico
três que é o tópico de resistência e essa crença na nossa solaridade faz parte de um desses valores que chegam com os nossos ancestrais no tumbeiro e que são usados como ferramentas de permanência e resistência veja bem apesar da desum apesar da maafa apesar do chicote nós continuamos tendo fé na vida e isso é algo inegociável é uma herança inegociável e é uma herança praticada mesmo que inconscientemente por nós em nossas comunidades e isso me leva à noção de Quilombo Urbano quantos de nós conhecemos Quintais familiares em que o avô ou avó Comprou um terreno
lá em 1900 e lavar bolinha pagou em 500 anos pela Caixa E aí casou teve filhos construiu sua casa e aí teve filhos os filhos cresceram o ocidente diz quem casa que é casa se possível bem longe dos pais né modelo americano diz isso ah o meu filho tem 16 anos vai morar do outro lado do país mas o modelo africano diz nós sempre nos Então essa casa esse terreno que era dos nossos Avós avós tios elas passam a ser nossas também porque a gente casa e constrói atrás constrói do lado constrói em cima constrói
na frente e quando você vai ver você tem uma vila familiar ali que foi essencial para que a gente pudesse sobreviver à pandemia de covid quintais aquilombados não passaram fome Quintais aquilombados tiveram um impacto menor por conta da sua rede de solidariedade aqu lombada diante do que foi um braço da maafa que foi a pandemia da covid né a covid executou eficazmente a nossa desumanização radical e quem tinha quintal aqu lombado pode sobreviver um pouco melhor mesmo que tivesse perdido o emprego mesmo que tivesse dificuldades de diversas ordens o quilombo acolheu e isso é um
um grande exemplo dessa forma já encaminhando que eu já vi aqui a plaquinha o que eu quero dizer é que a gente precisa pensar na nossa agenda e principalmente pensar as nossas localizações Todos nós temos uma agenda e uma localização se você não está no centro da sua própria agenda você vive em desag e aquilo que eu sempre falo para os meus alunos né se você tá vendo jogo jogar e não tá entendendo nada é porque você é a bola [Aplausos] né Não sejamos a bola de ninguém esse é o ponto não sejamos a bola
de ninguém e para que a gente não seja a bola de ninguém a gente precisa est Centralizado na nossa própria agenda dos nossos próprios interesses dos nossos próprios ímpetos vontades objetivos e desejos e isso não é vergonha para ninguém Isso faz parte do projeto a gente precisa aprender a ter projetos porque também essa noção de aquilombamento pretos no topo pretos juntos é sempre muito mal visto pelo sistema com alguma forma de segregação reversa Entretanto a branquitude tem projeto se se apruma se ajuda e aí não é perverso não é assim não é não é nada
mas quando a gente decide pensar uma agenda como o enej que é um projeto com agenda e localização isso acaba afetando vontad e trazendo certos incômodos dito isso nós estamos falando de ética e a ética as várias éticas africanas herdadas por nós nas nossas afr diásporas né Não só na América mas também na Europa ela vai nos enraizar em alguns valores iz atrios essenciais paraa Nossa permanência dentre eles eu trago somente quatro para fins ilustrativos e para terminar o primeiro é a oralidade o poder da palavra né a palavra ela é uma entidade a palavra
ela é respeitada tal qual um orixá a palavra é ética então eles nos ensinam isso e a gente ainda tem um resquício muito forte dessa palavra quando a gente Pede bênção quando a gente fala pro avô pra avó benção ó a gente na verdade tá sendo abençoado oralmente pelo avô pela avó mas por todos aqueles que constroem essa linhagem que por ele abençoa também o outro ponto é a corporeidade porque nós viemos destituídos de absolutamente tudo mas não femos destituídos do nossos corpos e de muito menos daquilo que compõe o nosso corpo que compõe o
nosso ser então a corporeidade ela é uma ferramenta essencial de resistência das diásporas em qualquer lugar do planeta o outro elemento que eu quero trazer é a Musicalidade fal que é o filósofo bacongo que traz a filosofia do Sol vivo ele vai dizer que todo MTU MTU é ser humano acho que você já entenderam né MTU todo MTU ele tem uma percussão interna e essa percussão interna dita o ritmo da nossa existência e essa percussão interna se chama coração todos nós falamos pulsamos pensamos e Agimos no ritmo do nosso coração que é a nossa o
nosso tambor interno então às vezes por causa da dessa razão helênica muito forte a gente silencia o nosso tambor interno para dar para dar ênfase à racionalidade Entretanto a razão ela é atravessada por tantas questões e às vezes o que a gente precisa é silenciar a cabeça com todo respeito ao Oria esse orixá é importante para todos nós mas é importante a gente silenciar a cabeça e deixar o tambor falar porque o tambor também é um orixá o tambor também é uma entidade viva e todos nós temos um tambor interno chamado coração e o último
tópico é justamente a força vital ou seja os nossos ancestrais chegaram pra desgraça coletiva do Brasil para serem escravizados e ainda assim eles acreditaram que viver valia a pena Isso é muito fantástico porque se não acreditassem que viver valesse a pena Nenhum de nós estaríamos aqui Eles teriam se matado teriam se jogado no mar teriam feito n coisas para não deixar descendência mas como a fé na vida e a crença de ser um sol vivo é algo irrigado intrínseco seminal germinal nas culturas africanas bantos de maneira geral nós herdamos isso e por conta dessa crença
nós conseguimos sobreviver então eu quero terminar com uma das lições que eu aprendi nesses 20 anos de pesquisa sobre o continente Africano e as afr diásporas eu aprendi que o mais importante é ter fé na vida e eu quero agradecer e dizer que tá aqui é mais uma mostra uma evidência de que viver vale a pena porque as coisas podem mudar então muito obrigada e até a próxima queria entregar aqui a medalha comemorativa primeiro a professora AZ angeri a quem eu agradeço mais uma vez e que tem voo agora o carro já está aguardando a
medalha comemorativa dos 80 anos da justiça do trabalho e aqui o certificado de participação cerado Isso ai muito obrigado [Aplausos] então neste momento a presidente de mesa está fazendo entrega do certificados de participação e da medalha comemorativa dos 80 anos da CLT aos panelistas com os registros [Música] fotográficos [Música] k