Um homem e a esposa dele estavam dirigindo tranquilamente por uma estrada rural, quando eles viram uma mulher parada do lado ali de um lago no meio do nada, ela parecia apressada, agitada. Esse homem diminuiu a velocidade, abaixou o vidro do carro e perguntou se tava tudo bem. A mulher respondeu sem nem olhar nos olhos dele, que ela estava ali e tinha parado porque estava com vontade de fazer xixi.
Ele achou aquilo estranho, registrou na mente o rosto dela e seguiu viagem. Alguns dias depois, assistindo ao noticiário na TV. A esposa dele congelou no sofá, ela agarrou no braço do marido, apontou pra televisão e aquilo estava mudando a história daquela cidade para sempre.
Eu sou Marcos Camp. Sejam todos bem-vindos. E essa história aqui é sobre a pequena Sandra e a investigação do caso dela.
O que acontece quando mais de 1500 pistas chegam à polícia e nenhuma delas leva a lugar nenhum? E por que uma mala preta abandonada mudou tudo o que todo mundo achava que sabia sobre aquele caso? Vamos juntos conhecer tudo isso em detalhes.
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Era 27 de março de 2009 num parque de trailers em Tracy, na Califórnia. Sabe aquele lugar tranquilo onde você passaria suas férias fazendo uma viagem de motor home? Pois é.
Um lugar assim cheio de crianças, brincando de tarde, sempre com um vizinho para fora ali espiando. Vocês sabem como é, não é? Definitivamente um lugar onde a maioria das pessoas sabe o nome das outras.
Tracy era uma cidade de uns 78. 000 habitantes a uns 100 km mais ou menos de São Francisco. E esse parque ficava exatamente lá.
Poucos dias antes, em 8 de março, a Sandra Renie Cantar 8 anos de idade. Ela morava ali com a mãe dela, a Maria Chaves, mais três irmãos, também os avós maternos. Era uma aluna da segunda série da escola Jacobson, uma escola ali pública do bairro, uma menina comum vivendo no lugar de boaça com a família dela.
Naquela sexta-feira, 27 de março, a Sandra saiu da escola e foi brincar na casa de uma amiga até umas 4 horas da tarde. Ela voltou para casa, mas ela não ficou muito tempo. Ela disse pra mãe que queria brincar com uma outra amiguinha e saiu de novo.
A mãe deixou. Era o que a Sandra sempre fazia. Afinal de contas, andar pela vizinhança, onde todo mundo se conhece, onde tem sempre um vizinho de olho, o que poderia dar errado, não é?
Só que quando chegou a hora do jantar, a Sandra não voltou. A mãe dela começou a ligar pros vizinhos, para familiares, pras famílias dos colegas da escola, mandou os irmãos mais velhos saírem para procurar pela irmãzinha. Nada.
Às 19:53, a polícia de Trace foi acionada. [música] E aqui vale lembrar uma coisa que a gente já falou diversas vezes em casos aqui no canal. E desaparecimento de criança, cada minuto conta.
Quando não é uma fuga voluntária e não tem impedido de resgate, o cenário mais provável e mais assustador é motivação sexual. A criança corre sérios riscos de abuso, agressão e morte. É uma corrida literalmente contra o tempo.
Naquela mesma noite, centenas de voluntários e policiais se espalharam por três se procurando a Sandra. Cartazes com a foto dela, de olhos castanhos escuros e cabelo claro, foram colocados em postes muros e vitrines pela cidade inteira. No dia seguinte, uma vigília comunitária foi organizada no parque de trailers.
vizinhos, amigos, gente que mal conhecia a família, todo mundo comovido, se juntou até uma vizinha que dava aula na escola dominical da igreja local ali apareceu chorando, muito abalada, abraçando a mãe da Sandra, totalmente comovida. A comunidade inteira estava envolvida e devastada. Todo mundo estava engajado para tentar encontrar a garotinha de 8 anos, sã e salvo.
Uma recompensa até de 22. 000 000 foi oferecida por informações. Mais de 100 denúncias, pistas todas chegaram à polícia de Trace.
E no meio desse tsunami de informação, tinha de tudo. Bilhetes anônimos, ligações de gente que achava ter visto a menina em outra cidade, palpites de todo tipo. Uma moradora do próprio parque de trailers chegou a levar um bilhete manuscrito pra polícia durante a vigília, dizendo que tinha encontrado esse bilhete no chão.
O bilhete, cheio de erros de ortografia, dizia algo como Sandra trancada em mala roubada, jogada na água na rua Baquete em White House. Testemunha. Um bilhete muito estranho, não é?
Com toda a certeza. Mas no meio de 1500 pistas era só mais uma. e os investigadores registraram aquilo e seguiram em frente.
A mulher que trouxe o bilhete parecia emocionalmente instável e a prioridade naquele momento era seguir pistas mais concretas, digamos. Logo nos primeiros dias, um nome chamou atenção. Um homem que morava no parque de trailers, que dois anos antes tinha sido visto beijando a Sandra na boca, na piscina comunitária do condomínio, quando a Sandra tinha só 6 anos de idade.
Para quem estava acompanhando o caso, esse cara era, sem dúvida nenhuma, um suspeito impotencial, histórico de comportamento impróprio com a vítima, proximidade geográfica, oportunidade. A polícia então puxou ele para uma conversinha mais de perto, o interrogatório, verificou a rotina dele naquele dia, cruzou informações, vasculhou o que tinha e o resultado foi zero, praticamente inocentado, mas a polícia não parou por aí. O próprio pai da Sandra, o Daniel Cant, que não via a filha já há 4 anos, foi interrogado.
Dois outros homens do condomínio foram declarados como pessoas de interesse. Tiveram os veículos aprendidos, revistados, mas nada. Em paralelo, os perfiladores do FBI montaram o retrato do suspeito, um homem branco entre 25 e 40 anos, com histórico criminal de agressão sexual ou pornografia infantil.
Era o perfil clássico para esse tipo de crime contra a criança, não é? E fazia sentido estatisticamente. A investigação inteira então se organizou em torno dessa premissa.
Enquanto isso, os dias iam passando. A esperança de encontrar a Sandra com vida ia diminuindo. Pelo menos era esse o sentimento dos investigadores, baseado na experiência e nos dados estatísticos.
10 dias depois do desaparecimento em 6 de abril, um trabalhador chamado José Luiz Franco estava ali fazendo serviço numa fazenda leiteira ao norte da cidade de Trace, quando ele notou algo estranho num lago, um lago de irrigação de uma fazenda ali. Durante a drenagem rotineira nesse tipo de propriedade, uma mala apareceu na água, pesada, totalmente encharcada. A polícia já tinha vasculhado aquela área antes, mas a mala estava submersa na época.
Dessa vez, com o nível da água bem mais baixo, a mala apareceu. O homem chamou as autoridades e quando eles abriram a mala, eles encontraram o corpo de uma menina, ainda vestindo a camiseta rosa da Hello Kitty e pantufas da Hana Montana. Era a Sandra Ren Kantu.
A busca de 10 dias então tinha acabado. A investigação mudou completamente de patamar. O que o corpo revelou?
A autópsia trouxe detalhes que chocaram todos os envolvidos. A causa da morte foi determinada como asfixia. A Sandra foi estrangulada com um pedaço de pano amarrado em forma de laço ao redor do pescoço dela.
Esse pano ensanguentado ainda estava no corpo. A Sandra tinha um corte no lábio inferior, uma escoriação no cotovelo esquerdo e lesões na região genital consistentes com abuso. E os exames toxicológicos detectaram a presença de alprosolã no organismo da menina, medicamento da família de benzodiaepínicos, usado aí pro tratamento de ansiedade.
E no Brasil, esse tipo de remédio só é vendido com prescrição médica e retenção de receita. O patologista forense, o Bennet ou Malo, ele concluiu que o abuso foi realizado com um objeto e que a forma como o corpo foi colocado na mala demonstrava premeditação. Agora a polícia sabia o que tinha acontecido.
Faltava descobrir quem tinha feito aquilo. E todos os olhos ainda estavam voltados para o perfil de um homem branco entre 25 e 40 anos. A mala que continha o corpo da Sandra era preta, da marca Ed Bauer, uma grife americana de artigos esportivos.
E foi esse detalhe, a mala que fez a investigação girar 180º. Porque um dos detetives revisou os registros dos primeiros dias de investigação, [música] encontrou algo que tinha passado batido. No próprio dia do desaparecimento da Sandra, uma moradora do parque de trailers tinha mandado uma mensagem de texto pra mãe da Sandra, pedindo para avisar a polícia que ela teve algo roubado por volta das 4 da tarde.
O que exatamente? Adivinhe? Uma mala.
uma mala preta que ficava na garagem da casa dela. E mais, essa mesma moradora era uma mulher que no dia seguinte, durante a vigília, apareceu chorando e hiperventilando [limpando a garganta] com aquele bilhete estranho na mão. Acho que todo mundo se lembra, não é?
O bilhete que dizia que a Sandra tava trancada numa mala, jogada perto da água, aquele mesmo bilhete que ninguém tinha dado muita atenção. Aí os investigadores juntaram as peças. A mulher que reportou o roubo de uma mala no mesmo dia do desaparecimento era a mesma mulher que no dia seguinte apareceu completamente abalada com bilhete na mão, escrito à mão, onde estava dizendo onde o corpo estava.
Era no mínimo insólito que a mulher que reportou o desaparecimento de uma mala fosse a única pessoa de todo o condomínio a encontrar um bilhete, dizendo que aquela mesma mala foi usada para esconder o corpo de uma criança. E de fato foi, não é? O nome dessa mulher era Melissa Huckby.
Tinha 28 anos, morava bem pertinho da casa da Sandra. Filha dela, a Madson, de 5 anos de idade, era amiguinha da Sandra. E Melissa era professora voluntária da escola dominical na Igreja Batista Clover Road, a igrejinha ali do condomínio, onde o avô dela, o Clifford Laules, era pastor.
Mas sempre tem um mais, não é? Até aquele momento ninguém suspeitava da Melissa. Ela tava ali desde o primeiro dia participando das vigílias, abraçando a família, demonstrando solidariedade, acima de tudo, arrasada.
O perfil do FBI dizia que o criminoso era um homem e Melissa era uma mulher, não é? Era vista como uma vizinha emotiva, instável, nada mais. Então, por que pensar que ela tinha alguma coisa a ver?
Com a conexão da mala estabelecida, os investigadores voltaram às gravações de segurança, um olhar mais aguçado, agora diferente. E o que eles encontraram foi devastador. A câmera instalada do lado de fora da casa da Sandra captou a menina às 15:54 do dia 27 de março caminhando pela rua.
Nesse momento, Sandra olhou na direção da casa da Melissa Hugby. Algo ou alguém chamou a atenção dela naquele momento e ela saiu do enquadramento da câmera para sempre. 8 minutos depois, às 4:2, o carro da Melissa foi filmado saindo do parque de trailers.
1 hora e 25 minutos depois, uma câmera no estacionamento da igreja do onde o avô dela era pastor captou a Melissa saindo de carro de lá. 30 minutos depois, no entanto, ela voltou. E foi exatamente nesse intervalo de 30 minutos que aquele homem com a esposa dele viram uma mulher perto de um lago.
Aquela mulher apressada que disse que parou ali para fazer xixi, lembra? Agora acho que faz mais sentido, não é? Ou vocês acham que tudo ainda não passa de coincidência?
Bom, parece que não, mas se quiser mais um elemento insólito para colocar na luz investigativa e puxar os fiozinhos, tem algo que a polícia encontrou. A polícia encontrou um postite no carro da Melissa com o endereço exato do lago de irrigação onde o corpo foi encontrado. E aqui entra um detalhe que torna tudo ainda mais perturbador.
Dois dias antes de a mala ser retirada do lago, enquanto a Sandra ainda era oficialmente apenas uma menina desaparecida, a Melissa deu entrada num hospital. Disse que estava com sangramento interno porque tinha engolido uma lâmina de barbear enquanto dormia e que ela era sonâmbula. paraa promotoria, no entanto, depois aquilo não era sonambulismo, era talvez um uma consciência de culpa.
E do hospital, Melissa mandou uma mensagem pra avó que dizia o seguinte: "Espero que ela, ou seja, a Sandra, não tenha sido abusada sexualmente. Isso antes de qualquer informação sobre o abuso ter sido divulgado pela polícia. A milísa então meio que fez um ato falho, disse algo que só ela poderia saber, não é?
Melissa talvez sabia o que tinha acontecido com a Sandra, porque ela tava lá quando aconteceu. E se isso já não fosse suficiente, dois dias depois do desaparecimento da Sandra, enquanto a cidade inteira ainda procurava a menina, a Melissa convidou a irmã mais velha dela, da Sandra, para dormir na casa dela com a Madson, a filhinha dela, ou seja, a filha da Melissa. E a irmã da Sandra acabou indo.
Os pais da Sandra, provavelmente ainda estavam muito abalados e até agradecidos. pela boa vizinha ter convidado a filhinha para passar uma noite na casa dela enquanto eles estavam lá aflitos, afoitos, angustiados, procurando pela filha menor. Eu diria que crueldade, não é?
Sadismo até durante a noite inteira, a milícia mencionou o desaparecimento de Sandra uma única vez. perguntou a irmã dela se os investigadores tinham encontrado alguma evidência ou a única menção. Só para você entender a frieza, enquanto o corpo da Sandra estava dentro de uma mala no fundo de um lago a 2 km dali, a mulher que colocou ela lá estava fazendo festa do pijama com a irmã da própria vítima.
Quem era a Melissa Huckby? A Melissa nasceu em 23 de fevereiro de 1981 no condado de Orange, na Califórnia. Ela tinha diagnósticos de transtornos de personalidade, borderline, transtorno bipolar e esquizofrenia, além de depressão.
Ela lutava com problemas de autoimagem e histórico de autolesão. Ela se casou com John Hookby em agosto de 2003, já grávida de 5 meses. Um ano depois se separaram e o divórcio saiu em setembro de 2005.
A Melissa ficou com a guarda total da Madson. Depois do divórcio se envolveu em vários relacionamentos disfuncionais marcados por violência doméstica. Tinha uma ordem de restrição contra um ex-namorado.
Em 2006, foi condenada por furto no condado de Los Angeles. Em janeiro de 2009, dois meses antes do crime, se declarou culpada, sem contestação numa outra acusação de furto, recebendo 3 anos de liberdade condicional com a condição de participar de um programa de saúde mental. Família dela enxergava a mudança paraa cidade de Tracy como uma nova tentativa de recomeço.
Um tio dela disse que a Melissa vinha de uma boa família, mas tinha passado por uma fase difícil e os avós tinham aberto a casa para ajudá-la a retomar o controle da vida. O que ninguém sabia na época é que Sandra não foi a primeira vítima da Melissa. Em janeiro de 2009, a filha de uma vizinha chamada Laura Polk, uma menininha de 7 anos que também era amiga da Madson, desapareceu por 4 horas.
Quando foi encontrada, ela estava num parque com a Melissa. A Melissa disse sobre isso, que tinha permissão da família, mas a família negou isso. A menina voltou para casa cambaleando com a fala arrastada, sonolência normal.
Levaram ela pro hospital e os exames detectaram um relaxante muscular no organismo dela. A polícia investigou, mas não tinha provas suficientes. Três semanas antes do assassinato da Sandra, outro episódio Daniel Plowan, de 37 anos, um homem com quem Melissa vinha se relacionando, também foi drogado.
A Melissa misturou uma substância nociva na comida ou na bebida dele e deu pro cara beber. Se esses episódios eram ensaios sobre o que ela queria fazer, ninguém sabe ao certo. O que se sabe é que o padrão era sempre o mesmo, confiança, proximidade e o uso de substâncias para incapacitar a vítima.
O que muito me estranha é o fato de a Sandra ter ficado dois dias desaparecida e com todo esse histórico e esse comportamento esquisito, a polícia não ter dado a devida atenção já nas primeiras horas. E diante disso, eu pergunto, dá para colocar na conta dos transtornos que ela supostamente tinha a prisão? Em 10 de abril de 2009, a Melissa Hugby foi presa.
Polícia tinha revistado a Igreja Batista lá, onde o avô dela era pastor, horas antes, enchendo uma van com evidências. Na cozinha da igreja, eles encontraram um rolo de abrir massa com o cabo torto e também uma mancha de sangue. O DNA daquela mancha era da Sandra Cantô.
Um pedaço de cordão que faltava nas cortinas ali da igreja era compatível também com um cordão usado para fechar a mala onde o corpo foi encontrado. Na delegacia, a Melissa apresentou uma versão que ninguém comprou. Diz que a Sandra morreu durante uma brincadeira de esconde esconde que sugeriu pra menina entrar na mala para assustar a Madison.
Fechou a mala, esqueceu a criança lá dentro. E quando abriu lá na igreja, a Sandra já estava sem vida. Disse que tentou fazer ressuscitação, entrou em pânico e decidiu descartar a mala no lago.
Plano bem ruim, mas tem elementos que denotam um raciocínio lógico, não é? Nada de alegar que estava completamente fora da realidade. A promotoria rejeitou essa versão de forma categórica.
as evidências de agressão sexual, a presença do alprosolan, as marcas compatíveis com o cabo do rolo de massa e também a forma meticulosa como o corpo foi depositado, disposto ali na mala, apontavam para algo muito diferente de um acidente de brincadeira. Melissa foi indiciada por um grande júri sobre acusações de sequestro, assassinato e estupro. A promotoria anunciou que buscaria pena de morte, mas em 10 de maio de 2010 a milissa fez um acordo.
Se declarou culpada de homicídio em primeiro grau e sequestro em troca todas as outras acusações, incluindo estupro e o fato de ter drogado a menina de 7 anos e o namorado Daniel foram retiradas. Isso em relação à aqueles outros dois casos que eu comentei. Em 14 de junho de 2010, Melissa foi condenada a prisão perpétua sem condicional.
tribunal chorando muito. Ela disse que não deveria ter tirado Sandra da família, que devia uma explicação, mas que ainda não conseguia entender por fez aquilo. Disse também que Sandra não sofreu e que não a molestou sexualmente.
No entanto, o patologista e as evidências físicas disseram o contrário. Sobre a motivação, o promotor especulou que Melissa matou Sandra por atenção. Os documentos judiciais apontaram que a filha da Melissa ficava inexplicavelmente doente com frequência.
O que levou alguns especialistas a levantar a hipótese de síndrome de Musen por procuração, ou seja, quando um pai ou mãe simula doença no filho para chamar atenção para si, mas nenhuma motivação foi oficialmente confirmada. Essa é uma das perguntas que nunca foi respondida. A polícia revisou aquela gravação da câmera de segurança centenas de vezes.
Às 15:54 do dia 27 de março de 2009, a Sandra Cant, de camisetinha rosa da Hello Kitty e pantufas da Hana Montana, caminhava saltitando pela rua do seu bairro, tranquilo quando virou a cabeça pro lado. Algo chamou a atenção dela. Alguém a chamou pelo nome.
Era a vizinha, a mãe da amiguinha, a professora da escola dominical, a mulher que cuidava das crianças da comunidade. Sandra virou a cabeça naquele vídeo porque confiava na pessoa que estava chamando. E foi justamente essa confiança que tirou a vida dela.
Hipóteses abduzidos para essa motivação que não ficou tão esclarecida assim. Sadismo mesmo, uma janela de oportunidade que a pessoa viu, aquela construção da da segurança, né, de confiança, melhor dizendo. A pobrezinha caiu, né?
E a mulher já tinha histórico. E eu fiquei com isso na cabeça. Por quê?
que logo nos primeiros momentos ali da investigação, eh, já não olharam para ela. Não que isso ia resolver alguma coisa, porque a pobre da criancinha já tava lá no fundo daquele lago, né? Terrível demais.
Comenta aqui para mim o que você achou desse caso. Eu agradeço imensamente sua companhia. Um beijo do ruivo.