Olá, vamos a mais uma aula. Eh, nessa aula a gente vai falar sobre as grandes vias aferentes e eferentes, tá? Então, a gente começa aqui pelas grandes vias aferentes, mas serão alguns tópicos importantes para entender essas grandes vias do organismo, né?
essas grandes vias nervosas que tanto levam a informação da periferia pro sistema nervoso central, ou seja, são as aferentes, quanto trazem informação do sistema nervoso central paraa periferia, que são as eferentes. Então, começando eh pelas vias aferentes. O que que são as vias aferentes?
São justamente as vias que levam o impulso originado dos receptores periféricos. Então, isso aqui eh é importante a gente destacar, né, que essa informação ela vem dos receptores periféricos até os centros chamados de suprasegmentares. Que que são os centros suprasegmentares?
São o cérebro e o cerebelo. As vias aferentes, elas são subdivididas de acordo com algumas classificações, de acordo com alguns critérios. Então, primeiro, a gente pode classificar essas vias de acordo com o sua porta de entrada, tá?
Se ela entra ou pelos nervos cranianos ou pelos nervos espinhais. E aí essa é uma classificação mais anatômica. Se eu tô recebendo essa informação via nervos cranianos, lembra que a gente tem 12 pares de nervos cranianos, eh, sendo 10 tronculares e outros dois localizados dentro do cérebro e os os 32 pares de nervos espinhais que vão constituir ali a as terminações que chegam à medula espinal.
Funcionalmente falando, essas informações que são sempre sensitivas, são sempre sensoriais, né, aferentes, elas podem ser somáticas ou viscerais. Eu já vou explicar melhor o que que são e especiais ou gerais. O que que são os as informações viscerais?
Vamos começar pelas viscerais que acho fica mais fácil de entender. As informações viscerais são todas aquelas que vão paraas víceras da caixa da da cavidade do do tronco, né? Então, tanto caixa torácica quanto a cavidade abdominal eh estão trazendo informação desses locais de caixa torácica ou abdominal.
são informações viscerais, por exemplo, eh, a distensão do estômago quando a gente se alimenta. E aí essa distensão estomacal é uma informação que vai ser levada, que vai ser conduzida até o sistema nervoso central, aonde vai trazer uma percepção de extensão do estômago, consequentemente de saciedade, tá? Então, um exemplo, as informações que são somáticas são aquelas associadas à parte muscular.
muscular e esquelética, tá? Então, tá associado aos membros superiores e inferiores. Aqui a movimentação de cabeça, né, pescoço.
Então, estão relacionadas à musculação, à musculatura esquelética e todos os componentes que estejam associados a ela, como, por exemplo, os tendões, as articulações que estejam correlacionados com a musculatura esquelética. Além disso, essas informações ainda podem ser classificadas em especiais ou gerais. E aí ela pode ser somática especial, somática geral, viseral especial, viseral geral.
O que que são as informações especiais? São aquelas relacionadas aos cinco, aos sentidos básicos, né? os principais sentidos do corpo humano, que são paladar, olfato, audição, visão e o equilíbrio, que se correlaciona um pouquinho também ali com audição, porque afinal de contas é percebido pelo mesmo mesmo órgão.
Ah, o tato não não o tato não, o tato é a única que vai estar associada com uma informação mais geral, tá? Então, a gente tem formações gerais mais associadas com questões táteis, com questões mecânicas que não dependem de nenhum estímulo químico ou luminoso, né, no caso da da luz, que são questões mecânicas, físicas, estáteis, então é a dor, a pressão, a vibração, temperatura, eh irritação de de das víceras com substâncias eh químicas irritantes. Então, essas são as informações gerais.
E aí a gente vai ter as possíveis combinações. O sensitivo somático geral, que que é o sensitivo somático? É aquele relacionado ao músculo esquelético geral, ou seja, tato, dor, pressão, vibração, temperatura, próprio da pele.
Então, se você fechar o olho e alguém tocar sua pele, você sente exatamente onde que a pessoa tá tocando, eh, da parede corporal e dos membros. Então, tá geralmente associado a pele, tá? A eh informação sensitiva somática especial é aquela desempenhada por audição, equilíbrio e visão, que são estímulos não químicos.
Apesar de não serem estímulos estáteis, mecânicos, eles também não são químicos, eles são de uma onda sonora. Eh, o equilíbrio é também uma questão de movimentação, a visão é a onda luminosa, então são ondas, não são estímulos químicos. O sensitivo visceral pode ser geral.
Então, um exemplo que eu dei do alongamento do estômago, né, a distensão estomacal, a dor, quando a gente sente aquela dor estomacal, dor eh eh em qualquer lugar da vícera, temperatura, alterações químicas, de maneira geral, irritação nas víceras, náusea, fome. Tudo isso tá relacionado a um estímulo visceral. E o visceral especial são aqueles associados a paladar e olfato, porque esses sim são estímulos químicos.
Tanto paladar quanto olfato dependem de eh elementos químicos para estimularem esses sentidos. A gente vai discutindo isso melhor aí ao longo das aulas da aula, né? Eh, esse componente eh essa via aferente, ela tem diversos componentes.
Então, o primeiro componente de toda e qualquer via aferente é o receptor periférico, ou seja, é aquela aquele receptor, aquela estrutura que vai capturar a informação da periferia. Já vou dizer também, já vou destrinchar melhor essa questão de receptores. Depois a gente tem um trajeto periférico, que é o trajeto que essa informação percorre na periferia até chegar no sistema nervoso central.
Então, até chegar no sistema nervoso central, ela percorre um trajeto periférico e aí depois o trajeto central. E por fim, a área de projeção do córtex, ou seja, é a área onde essa informação vai ser interpretada. Tá?
E aí, por exemplo, dentre os receptores, a gente tem diversos receptores. A gente tem mecanorreceptores, a gente tem quimiore fotorreceptores, eletrorreceptores, termoreceptores. O que que são essa esses receptores, né?
Eh, por exemplo, os mecanorreceptores são aqueles que percebem alterações mecânicas, alterações físicas, como, por exemplo, pressão, tensão, sons, vibração, equilíbrio. Todos esses são estímulos mecânicos que vão ser percebidos por esses mecanorreceptores. Então, esses mecanorreceptores são terminações nervosas sensíveis a um determinado estímulo, sendo que eles são específicos.
O que significa isso? os mecanorreceptores não são capazes de perceber, por exemplo, alteração de calor, tá? Eles são específicos para a modalidade de sensibilidade ao qual ele é eh relacionado.
O trajeto periférico consiste nos nervos ou nervo espinhal ou craniano e no gânglio sensitivo. Então, lembra quando a informação sai daqui da periferia? Vamos lembrar rapidinho daquele ganglio que a gente fala do o gangnglio da raiz dorsal, né?
O gangnglio tá aqui, ó, perto da coluna, perto da medula espinal. Ali eu tenho os corpos dos neurônios. Esses corpos dos neurônios se projetam para a periferia em estruturas similares, adendritos.
E aí na periferia eles capturam informações. Então, por exemplo, uma informação de temperatura que seja. E aí essa informação sobe, chega no gânglio.
Chegou no gângullio, o neurônio vai emitir um segundo eh como se fosse uma segunda, um segundo prolongamento que vai levar essa informação agora para dentro da medula espinal. E aí, vejam, aqui eu tenho meu receptor periférico, né? aquele receptor que tá percebendo a alteração.
Esse aqui é o caminho do trajeto periférico, ou seja, é o caminho que a informação percorre na periferia e ela tá percorrendo essa informação, nesse caso, por um nervo espinhal. E aí quando ela chega na medula espinal propriamente dita, a gente diz que é o trajeto central. Então, qual é o trajeto que essa informação percorre dentro do sistema nervoso central?
Ou seja, ele vai da medula pro cerebelo, ele vai da medula da medula pro telencéfalo, da medula pro córtex cerebral. Então, a gente vai ver esse trajeto central como o caminho que a informação percorre dentro do sistema nervoso central, tá? Então se agrupam em feixes, que são extratos, os facículos dentro do sistema nervoso central e estão associados eh aonde eu tenho ali os neurônios de associação, ou seja, os neurônios que vão fazer essa comunicação entre a periferia e o central.
Quando essa informação chega no seu destino final, a gente diz que é a área de projeção cortical. Que que é a área de projeção cortical? É onde essa informação chega no seu destino final.
Ou seja, onde ela vai ser interpretada ou como um tato, ou como um paladar, ou como um sabor, como um cheiro, como um estímulo auditivo, enfim, qualquer que seja e a a percepção. E essa informação ela pode ou se projetar pro córtex do cérebro, e aí a gente chama de projeção do córtex cerebral, ou pro córtex do cerebelo, que a gente já sabe que tá relacionado principalmente à questões eh de equilíbrio. Quando essa informação se projeta pro córtex cerebral, ela tem algumas características específicas, algumas características particulares, como, por exemplo, a informação que se projeta pro córtex do cérebro, pro córtex cerebral, ela é capaz de distinguir diferentes tipos de sensibilidade.
Então, por exemplo, ela é capaz de distinguir odor, de audição, de tato, de propóricão, de paladar, de visão. Então, diversos tipos de sensibilidade. E ela é consciente, não significa que ela seja obrigatoriamente uma, vai, vai gerar uma resposta voluntária, tá?
Mas ela é consciente. Então você toma consciência dessa informação, por exemplo, você toma consciência do cheiro que você sentiu, do som que você ouviu, do sabor que você percebeu, tá? Então, um exemplo aqui é onde a gente vai ter essa informação se projetando pro córtex cerebral.
Ah, em detalhe, ela vai sempre ter pelo menos três neurônios na no trajeto entre a periferia e o córtex do cérebro. Onde que estão esses três neurônios? O primeiro neurônio, o neurônio um, ele sempre tá fora do sistema nervoso central, ou seja, no ganglio sensitivo da raiz dorsal ou na retina, no caso de informações eh visuais, ou na mucosa olfatória, no caso de percepções de olfato.
O neurônio dois, ele vai est no corno posterior da medula ou nos núcleos dos nervos cranianos, né? na medula, se ele tiver entrado por um nervo espinhal na nos núcleos dos nervos cranianos, se ele tiver entrado para um nervo núcle eh eh para um nervo craniano. E o terceiro neurônio vai se encontrar no tálamo de onde ele vai irradiar, ou seja, vai se projetar pro córtex do cérebro.
Ficou confuso? Vamos ver uma imagem. Então aqui a gente tem, ó, uma região da palma da mão, por exemplo, onde eu tenho uma terminação sensível à dor e aí alguém veio aqui e espetou um prego na palma da minha mão.
Essa informação ela vai aqui eu tenho quem? Então nessa região eu vou ter o receptor, tá? Nessa região aqui é a região do receptor.
Conforme essa informação é percebida pelo receptor, ela é conduzida por um trajeto periférico. Então aqui eu tenho meu trajeto periférico, que no caso é um nervo espinhal. Afinal de contas, eu tô falando de uma informação de membros.
Então, membros entram por nervo espinhal, não pelo nervo craniano. E aí essa informação percorre aqui todo o trajeto desde a minha mão, até o gânglio da raiz dorsal. E aí, no ganglo da raiz dorsal eu tenho o meu primeiro neurônio.
Então, tá aqui, ó, o primeiro neurônio. Esse primeiro neurônio é o neurônio, é o corpo celular do neurônio que recebeu a informação sensorial lá na periferia. E aí ele projeta um axônio que entra na medula.
E aí aqui, ó, entrou na medula espinhal, eu tenho o meu segundo axônio, o meu segundo neurônio, que é um interneurônio. Nesse caso, é um neurônio que tá recebendo essa informação. Vejam que essa informação do interneurônio, ela sobe até a região do tálamo, onde eu tenho o meu terceiro neurônio.
Então aqui, ó, eu vou ter o meu terceiro neurônio, que é o neurônio que tá lá na região do núcleo talâmico, tá lá dentro do tálamo. E aí do tálamo, essa informação se projeta para cá, ó, pro córtex somato sensorial, que é aquela região que a gente já viu na na aula anterior, que é a região relacionada ao giro pós-central, tá? Tá?
Então, naquela região do córtex somato sensorial, área somato sensorial primária ou giro pós-central, a gente tem a informação sendo processada e sendo, enfim, eh, conduzida. Já nas informações que se projetam para o córtex do cerebelo, então não do cérebro do cerebelo, a gente não fala de diversas sensibilidades, né, de uma variação grande de sensibilidades, como a gente tem no córtex cerebral. A gente tá falando de integração motora.
Então, integração motora associada a equilíbrio, associado à postura. Lembra que o cerebelo é majoritariamente de função motora. E aí não faz todo sentido que essas informações que se projetem pro córtex do cerebelo sejam informações que vão integrar eh vias motores.
Ela é inconsciente, então a gente não toma consciência dessa dessa alteração e ela só utiliza dois neurônios. Então vamos ver onde que estão esses neurônios. o neurônio um, ou seja, o primeiro neurônio, ele também se encontra fora do sistema nervoso central, geralmente ali também no nosso ganglio sensitivo, seja o associado à medula, seja o associado aos nervos cranianos.
O neurônio número dois, ele vai se encontrar no corno posterior da medula ou nos núcleos dos nervos cranianos, ou seja, igual a informação que veio via eh que que se projeta pro cérebro. A diferença é que daqui da medula se projeta direto para o cerebelo. Então a gente não tem um novo neurônio que passe, por exemplo, pelo tálamo ou que passe por outras estruturas, como exencéfalo, o bulo, nada disso.
Ele vai dar medula direto pro cerebelo. Por exemplo, aqui a gente tem uma uma possibilidade de integração motora. Vamos supor que você tava ali fazendo um agachamento, tá?
E aí alguém bota um peso em cima de você. Esse peso que foi colocado sobre sobre as suas costas vai fazer uma força aqui, vai exercer uma pressão sobre o tendão do do seu joelho ali, que conecta o joelho ao quadríceps. E aí essa pressão, essa tensão imposta ali vai ser percebida por uma estrutura que é um receptor periférico.
Então aqui eu tenho o meu receptor que percebe essa modificação de tensionamento. Essa informação é conduzida para dentro da medula passando pelo ganglio. Então aqui, ó, passou pelo gângullio, onde eu tenho o primeiro neurônio, que é o ganglio da raiz dorsal.
E aí essa informação agora entra na medula espinal, onde ela vai ter aqui o nosso segundo corpo de neurônio. E daqui, vejam como essa informação sobe direto pro cerebelo. Ela não passa por nenhum outro órgão.
vem daqui, passou direto para se projetar no cerebelo, o que significa que ela não passa por nenhum outro órgão e que, portanto, as informações são promovidas apenas por dois neurônios, diferentemente do que a gente viu na na informação que se projeta pro córtex cerebral. Só relembrando que já foi falado a a aqui mesmo, que essa informação quando vai para o cérebro, ela vai para essa região somato sensorial, que é o córtex eh somatostáto, né, o córtex somato sensorial primário, onde eu vou ter a percepção da maioria das informações relacionadas a tato. Isso eu tô falando aqui associadas a percepções táteis.
Quando eu falo, por exemplo, divisão, para que área do cérebro essa informação vai se direcionar? Para cá, pra região do lobo occipital. Lembra que a gente tem a região de eh área visual primária?
Se eu tiver falando de audição, ela vem para cá, pro lobo temporal. Se eu tiver falando de uma questão, sei lá, eh, olfatória, ela vai lá pro lobo da ínsula, que não tá aparecendo na imagem. Então, essas informações elas se direcionam para o córtex cerebral associado a aquela função.
Bom, como a gente falou, essas informações elas podem entrar no sistema nervoso central ou por nervos espinhais ou por nervos cranianos. O que que diferencia uma da outra? Geralmente as informações que entram via nervos espinhais são informações mais mecânicas.
por exemplo, tato, vibração, eh, pressão, dor, temperatura, próprio eh consciente e inconsciente. Então, a gente tem essas informações. Eu não vou pontuar aqui o nome dos tratos, só lembrando que esses tratos aqui correspondem ao trajeto central da minha informação.
Lembra que ela tem um trajeto central que é dentro do sistema nervoso central? Então, esses aqui são os trajetos centrais, é o fascículo, gráicforme, o trato espinotalânico anterior e lateral, o trato espino cerebelar anterior e posterior. Então, essas informações elas entram no sistema nervoso central via nervos espinhais, podendo se projetar ou para a região do cérebro passando pelo tálamo ou passando pelo bulbo, tá?
Mas de toda forma ela passa por algum outro órgão que significa que eu tenho um terceiro neurônio. No caso dessas informações que vêm e eh se projetam para o córtex do cerebelo, a gente tá falando de próprição que é inconsciente, de detecção de atividade eh de músculo, de de extensão de tendão. Então, geralmente são informações que a gente não toma consciência.
Por exemplo, quando eu falei daqui, ó, e aí você tá lá no agachamento, alguém colocou um peso em cima de você, consequentemente esse músculo aqui vai ter que contrair com um pouco mais de intensidade, um pouco mais de força para sustentar essa nova, esse novo peso. Você toma consciência disso de que aquele músculo contraiu um tantinho assim, um tantinho assado, mais ou menos? Não.
São informações inconscientes, né, que não passam pela nossa via de consciência. Já as vias que penetram no sistema nervoso central por nervos cranianos, ou seja, que não passam pela medula espinal e que vão passar pelo eh pelo sistema aqui de tronco, principalmente, são os nervos cranianos, a gente tem algumas vias aqui, claro que eu não vou destrinchar uma a uma, mas observem que a maioria dessas vias são vias relacionadas às percepções dos sentidos especiais. Então, paladar ou fato, a audição, a equilíbrio, tanto consciente quanto inconsciente, a visão.
Ou seja, a maioria dessas informações aferentes são eh informações que entram por nervos cranianos e, afinal de contas, estão relacionadas a funções daqui de cabeça e pescoço, iniciozinho de pescoço. Por isso elas entram via nervos cranianos e não por nervos espinhais. Então, pescoço e cabeça para cima, as informações aferentes entram por nervos cranianos, com algumas poucas exceções, tá?
Que são os eh os nervos que vão pras víceras, mas a gente nem vai entrar nessas essas exceções. E se eu tô falando de informações aferentes que vêm de membros ou tronco, elas entram no sistema nervoso central por nervos espinhais. Bom, então essa foi a primeira foi foi a parte da aula sobre as grandes vias eh aferentes.
E agora a gente vai falar das vias e ferentes. O que que são as vias eentes? São as vias que fazem o trajeto contrário, ou seja, comunicam os centros suprasegmentares, que são cérebro e cerebelo, com os órgãos efetores.
E aí a gente pode ter diferentes órgãos efetores, como a gente vai ver aqui na sequência. Essas grandes viasentes, elas também podem ser somáticas ou viscerais, ou seja, podem inervar a questão mais associada com o músculo esquelético, enquanto essa aqui vai est associada com a musculatura lisa e cardíaca, tá? Então, eh, musculatura de contração voluntária, que é o músculo esquelético, são as vias eferentes somáticas.
Musculatura de contração não voluntária, que são músculo liso e cardíaco, são vias eferentes viscerais, como tá escrito aqui, as somáticas, então, permitem a realização de movimentos voluntários, regulando ainda tonos e postura. Ah, gente, a gente não vai falar nesse nessa aula de agora sobre as vias eferentes viscerais. Por quê?
As vias erentes viscerais constituem o que nós chamamos de sistema nervoso autônomo, que é o sistema nervoso simpático e parassimpático, que a gente vai falar num outro momento. Então, para finalizar essa primeira parte, nessa aula, a gente vai falar das vias das vias eferentes somáticas ou somáticas eferentes, tanto faz, que são didaticamente divididas em dois grupos. A gente tem as vias piramidais e as vias extrapiramidais.
Qual é a primeira diferença entre elas? As vias piramidais têm origem, ou seja, se originam, surgem no córtex cerebral, ou seja, no cérebro, enquanto as vias extrapiramidais vão ter origem nos núcleos do tronco encefálico, tá? Então, a gente tem essa diferença aí importante em relação à origem da informação, de onde essa informação parte.
As vias piramidais, piramidal lembra o quê? Lembra as pirâmides bulares, então as pirâmides do bulbo. Essas pirâmides bulbais e são estruturas importantíssimas do bulo, tá?
do sistema nervoso central que tem a região de decursação. Vamos lembrar disso. Então, as informações que partem do cérebro, que partem aqui, ó, do córtex cerebral, que são as vias piramidais, passam pelo bulbo.
E quando elas passam pelo bulbo, elas cruzam para irem inervar eh regiões opostas, né, lados opostos da medula espinal. E é a região que a gente chama de decusação das pirâmides. O que que a as vias piramidais têm como responsabilidade em termos aí de função?
São responsáveis por todos os movimentos voluntários inervando basicamente os músculos voluntários de cabeça, pescoço, tronco e membros, ou seja, todos, né? Então, todos os músculos voluntários são eh vias erentes que se subdividem dentro das vias piramidais. As principais vias piramidais que a gente tem são o trato córtico espinhal, que pode ser lateral ou ventral, e o trato córtico nuclear.
Qual é a diferença principal entre os dois? O trato córtico espinhal, ele já diz tudo aqui, ó. A informação ela vai sair por um nervo espinhal, ou seja, ela vem, tá aqui, ó, o cérebro, ela vem do córtex do cérebro, saiu do lado esquerdo do cérebro, aí ela desce pro bubo, onde ela cruza.
E aí quando chega na medula espinal, ela entra do lado esquerdo da medula. E aí daqui essa informação sai pra periferia. para o lado esquerdo, tá?
Então esse aqui é o trajeto por um nervo espinhal, por isso que ela é chamada de trato córtico espinhal. Já o trato córticoonuclear. E aí, detalhe, essa essa esse trato, né, córtico espinhal, ele vai inervar principalmente os membros, tanto superiores quanto inferiores, e o tronco.
Enquanto a o trato córtico nuclear córtico, ou seja, ele também parte do cérebro, né, do telencéfalo. Vamos botar aqui o mesmo lado, direito ou esquerdo. E aí ela passa não necessariamente é pelo ela passa pelo bulbo, mas não vai sair pela pela medula, vai sair pelos nervos cranianos, tá?
Tá? Então essa é uma diferença importante, a origem da informação. Então enquanto o trato córtico espinhal leva traz essa informação do córtex cerebral e leva essa informação pra periferia pelos nervos espinhais, o trato córticoonuclear traz essa informação também do cérebro, mas leva essa informação pra periferia pelos nervos cranianos.
ambos passam pelas pirâmides bulares. Essa é uma relação importante. Então aqui a gente tem um exemplo do trato córtico espinhal.
A informação se projetando aqui, ó, do córtex do cérebro. Vejam que o o axônio, né, o neurônio sai daqui do córtex do cérebro. Essa informação sai do córtex do cérebro, desce pelo lado, nesse caso aqui direito, quando chega na parte da do das pirâmides bulbares, cruza na decusação das pirâmides e vai inervar os neurônios motores da medula espinal.
E aí essa informação sai pelos nervos espinhais, tá? Essa é uma informação importante. Enquanto a informação que vai pelo trato córtico nuclear, também chamado de trato córtico bular, tem o mesmo valor funcional do trato córtico espinhal, só que ao invés de sair pelos nervos espinhais, eles saem pelos nervos cranianos, porque os impulsos vão sair dos neurônios motores do tronco encefálico.
Então, geralmente associado com movimentação da região de cabeça, tá? cabeça aqui e pescoço. Então, vejam que ele sai daqui, ó, do telencéfalo, cruza a a faz a decusação e aí sai pela região ali associada.
Detalhe, nem sempre ele cruza, tá? Aqui a gente tá escrito passam pelas pirâmides bulares, mas nem sempre eles passam pela região de decusação das pirâmides. Por quê?
Porque a gente tem informações que saem do pelo mesencéfalo. Então, por exemplo, as informações que saem pelo terceiro e pelo quarto par de nervos cranianos, elas saem da altura do mesencéfalo, então elas nem chegam no bubbo para cruzar. O mesmo pro quinto, sexto e sétimo pares de nervos cranianos que saem da ponte.
Então eles não chegam ao bulvo para cruzar e aí daqui eles já vão direto pro pro órgão efetor, que geralmente é um músculo esquelético da região aqui de face. As vias piramidais, quando lesionadas causam quadros graves de paralisia, ou seja, incapacidade de realizar movimentos com perda total da força ou as chamadas paresias musculares, que são uma perda mais parcial da força, né, não uma perda total. Então, no caso da do comprometimento das vias piramidais, a gente tem um comprometimento importante da atividade motora esquelética, ou seja, voluntária do organismo.
Já as vias extrapiramidais são responsáveis pela parte automática dos movimentos. A gente já falou tanto disso que, por exemplo, o núcleo rubro, a substância negra, os núcleos da base, todos esses estão associados com regulação, refinamento do movimento e não a geração desse movimento em si. E as vias extrapiramidais também estão envolvidas com esse processo de eh integração e refinamento do do movimento.
Lesões do sistema extrapiramidal não provocam paralisias, eles causam movimentos involuntários anormais, como, por exemplo, tremedeira, como, por exemplo, eh, contrações involuntárias espasmáticas, alterações no tôus, pobreza de movimentos, que a gente chama de hiposinesia. E essas, como o nome já diz, não passam pelas pirâmides, são extrapiramidais. Os quatro principais, as quatro principais vias extrapiramidais são essas aqui: trato rubro espinhal, trato retículo espinhal, trato vestíbulo espinhal e trato tecto ou teto espinhal.
Cada uma com funções diferentes, tá? Não, não vou ficar aqui pontuando muito a questão das funções, mas todas elas partem do cérebro ou daqui, no caso do da dos núcleos associados ao tronco encefálico e aí se projetam, não passando pelas pirâmides bulbares, vão se projetar lá na medula espinhal, de onde vão partir para fazer regulação, refinamento de movimento e não geração em si do movimento. OK?
Então, essa foi a aula das grandes vias. Eh, falamos das grandes vias, tanto aferentes quanto erentes. Só lembrando que as grandes vias aferentes são aquelas que eh saem da da periferia e entram no sistema nervoso central.
Elas podem ser somáticas ou viscerais. Somáticas se elas estiverem associadas com a musculatura esquelética. vícerais, se estiverem associadas com as víceras do nosso corpo, especiais ou gerais.
Especiais são os sentidos especiais, com exceção do tato, tá, que entra nessa via mais geral. As vias eentes também tem essa classificação insomática e visceral, sendo que a visceral é o famoso sistema nervoso autônomo, que a gente vai falar em outra aula. E as referentes somáticas são essas que a gente falou, são divididas em vias piramidais.
e extra piramidais, ok? Então, até uma próxima e fiquem bem.