[música] E aí, minha gente, sejam muito bem-vindos ao Psicologia na Prática. Eu sou a Alana Nijar, sou psicóloga, especialista em terapia cognitivo comportamental, mestre em ciências do desenvolvimento humano e eu tô aqui todas as terças-feiras com um novo conteúdo para te ajudar a construir uma vida mais leve, com mais inteligência emocional. Antes de começar, já aproveita para curtir esse episódio, compartilhar com alguém que você sabe que precisa ouvir esse tipo de conteúdo.
Se você tá aí no Spotify, não esquece de deixar o pod de de seguir aí o podcast, deixar a tua avaliação. Isso ajuda muito para que mais pessoas possam ter acesso ao meu conteúdo. E no episódio de hoje a gente vai conversar sobre um assunto que vocês sempre amam quando trago, que é relacionamentos.
Então vou começar perguntando aqui. Me diz uma coisa, tá? você já saiu de uma discussão pensando como que a gente chegou nisso, né?
Como que a gente chegou até esse esse ponto de de dessa discussão, não era isso que eu queria dizer? E aí agora essa discussão virou uma bola de neve. Muitas vezes a gente entra em conflitos grandes nos relacionamentos, desgastantes, por coisas que no fundo nem aconteceram da forma como a gente entendeu.
E é exatamente sobre isso que a gente vai falar hoje, tá? existe um erro muito comum e muito presente eh nos relacionamentos, tá? E é até meio invisível, assim, ele não tem a ver com a falta de amor, com a falta de compatibilidade, com a falta de sentimento, mas tem a ver com a interpretação.
E aí na a terapia cognitivo comportamental fala muito sobre a interpretação e existe inclusive uma terapia eh de casais que utiliza da da TCC, né, da terapia cognitivo comportamental. Eu vou trazer aqui algumas pinceladas para você que tá me ouvindo e que tá tendo problemas. no seu relacionamento.
Uma coisa básica da TCC é que a gente aprende que não são os fatos em si que geram as nossas emoções, mas é a forma como a gente interpreta esses fatos. E quando a gente leva isso pros relacionamentos, né, isso fica ainda mais evidente, porque duas pessoas podem viver exatamente a mesma situação e sair dela com sentimentos e interpretações completamente diferentes. E é aqui que começam muitos dos conflitos.
Imagina uma situação simples do dia a dia ali, onde uma pessoa, né, do casal chega em casa no fim do dia, cansado, mais quieto, querendo um pouco de espaço, mas não fala isso. E aí a outra percebe esse comportamento diferente e tenta se aproximar. Só que essa aproximação, que era uma tentativa de cuidado, de afeto, é interpretada como uma invasão.
Quem queria espaço se irrita, quem tentou se aproximar se sente rejeitado e aí de repente os dois estão magoados. Você já passou por alguma coisa parecida por aí? O que que aconteceu nessa situação?
Os dois tinham intenções legítimas, os dois queriam algo que é compreensível, mas os dois reagiram à própria interpretação e não é realidade. Isso acontece, gente, o tempo todo, só que na maioria das vezes a gente não percebe. Então existem três erros principais que sustentam esse tipo de dinâmica nos relacionamentos.
O primeiro erro, tá? percebe se você comete ele por aí, são as distorções cognitivas dentro do relacionamento. Então, a gente já falou aqui em outros episódios sobre distorções cognitivas e como essas distorções, existem várias delas, né, que a gente até classifica ali essas distorções sobre quem nós somos, sobre as eventos, sobre o mundo, sobre as pessoas, isso vai eh afetar nossa vida de forma negativa.
Nos relacionamentos, a gente começa a interpretar o comportamento do outro de uma forma automática, sem questionar. Então, a pessoa fica mais quieta e você já pensa que ela não quer falar com você, que é alguma coisa que você fez de errado. A pessoa demora para responder, você conclui que ela não se importa com você, com seus sentimentos.
Então a gente começa a fazer o que a gente chama na na TCC, né, de leitura mental, ou seja, nós tiramos conclusões rápidas, a gente começa a personalizar atitudes, né, levando pro pessoal. Só que isso não é fato, isso são interpretações. E quando a gente reage essas interpretações como se elas fossem verdade, o conflito começa a se formar.
Então, primeira coisa de tudo, de você perceber dos teus relacionamentos, será que eu tô tendo eh distorões cognitivas? Será que eu tô interpretando o meu parceiro, a minha parceira, as atitudes dele ou dela de uma forma distorcida, lendo essas atitudes por lentes que são minhas, lentes de insegurança, lentes de rejeição. Então, a primeira coisa é, eu preciso conseguir olhar pro meu parceiro, olhar pro meu relacionamento e interpretar as coisas de uma forma realista e não distorcida, senão as brigas elas vão escalar cada vez mais.
O segundo erro que tem a ver com o primeiro, né, é a falta de comunicação clara. Então, a gente sente, a gente interpreta, a gente supõe, mas não comunica, não pergunta, né? A gente espera, mas não fala que tá esperando.
A gente precisa, mas não expressa, não pede. E no fundo a gente quer que o outro adivinhe, não é? Só que ninguém tem bola de cristal.
Você já deve ter ouvido falar isso. Então, cada um cria uma história na própria cabeça, reage a essa história e não ao que de fato tá acontecendo. E isso gera um desencontro muito grande, porque você tá respondendo a algo que o outro nem sabe que existe, tá?
Então, presta atenção se essas interpretações que elas vêm são naturais que você interprete as coisas, né, de acordo com a tua vivência, com as tuas lentes, mas você precisa garantir que você tá se comunicando de forma clara, né? Então você pode chegar pro teu parceiro que chegou estranho em casa no fim do dia, por exemplo, e perguntar: "Olha, eu tô percebendo que você tá mais quietinho, que você tá mais distante? O que que tá acontecendo?
Você quer conversar? Foi algo que eu fiz ou você tá precisando só de um espaço? " E aí você dá chance pro outro também se comunicar, falar: "Olha, eu tô mais cansado hoje, eu queria ficar mais quieto, né?
Daqui a pouco a gente conversa, me dá um tempo para tomar um banho, aí você fala: "Beleza". E aí um respeita o outro, um fala com o outro, olha que maravilha. Eu vou até deixar uma dica de uma uma um documentário da Netflix que eu assisti essa semana com o meu marido e que chama Blue Therapy.
Acho que em português tá Casais em Terapia. É fantástico. Se você tá num relacionamento ou mesmo que você não esteja, assiste esse documentário, porque ele mostra ali eh vários casais que vão paraa terapia por motivos diferentes e tem uma terapeuta especialista em terapia de casal que é a Karen Doret, acho que é o nome dela.
E ela então vai fazendo intervenções, perguntas e aí essa essa documentário acompanha acho que durante três sessões. Eles vão durante três vezes. Ali eles têm as tarefas de casa e o documentário mostra um pouco da vida deles, do dia a dia deles.
É muito legal e fica ali muito claro o quanto a falta de comunicação tá no centro dos problemas nos relacionamentos. E aí se a gente une distorões cognitivas, interpretações erradas que todos nós temos com uma falta de comunicação clara, aí a crise tá instaurada mesmo, tá? Então, esses são os dois principais erros que muitos casais cometem, muitas pessoas cometem.
E aí o terceiro erro muito comum é o foco no erro do outro. Então, quando o conflito começa, gente, a tendência de todo ser humano é apontar o erro, né? Apontar o dedo pro outro.
Você fez isso, você sempre é assim, o problema é você. E aí a gente entra num ciclo de acusação, de defesa, de contra-ataque, que não é saudável. Nesse momento, a relação deixa de ser um espaço de parceria e vira um campo de batalha.
E a gente perde em vista uma coisa muito importante. O único comportamento que você controla é o seu. Enquanto você tá focado em mudar o outro, você perde o teu poder dentro da relação, tá?
Então, é muito importante a gente quebrar essa ideia romantizada de que o amor somente vai sustentar o relacionamento. Eu já falei isso em outros episódios. Na prática, não é só um amor que sustenta uma relação.
Os relacionamentos saudáveis, eles precisam ser sustentado por habilidades, tá? Antes de eu falar dessas habilidades, vamos só resisar então esses três erros mais comuns. É você ter interpretações distorcidas sobre o teu parceiro.
O segundo, você não ter uma comunicação clara sobre as tuas interpretações. E o terceiro é você focar mais no erro do outro do que nos teus erros, que é onde você tem controle. E aí, então, voltando aqui sobre as habilidades, a gente entende que não é só o amor que sustenta o relacionamento, mas relacionamentos saudáveis, eles precisam ser sustentados por habilidades.
Habilidades como comunicação, que eu já falei aqui, como empatia, responsabilidade emocional, capacidade de pedir, de ceder, de negociar, de ouvir, de tolerar a frustração, de perdoar. Tem até um episódio, um outro episódio meu aqui que você pode procurar depois só sobre habilidades sociais. coloca essa essa palavra aí, essa habilidades sociais na na busca que você vai encontrar, porque ali eu falo bastante sobre habilidades sociais dentro da psicologia e listo elas, dou exemplos sobre elas, mas basicamente aqui é importante que você entenda que se você não se desenvolver nessas habilidades que eu tô falando, se você não aprender a pedir, negociar, ceder, ouvir, tolerar frustração, perdoar, você não tem como se relacionar de forma saudável com outra pessoa, Porque amar alguém é fácil, né?
O amor é importante, mas amar é fácil. Você se apaixona, você ama, mas saber se relacionar com alguém é o que realmente faz o amor funcionar no dia a dia. Tem pessoas, casais, que se amam, mas eles vivem uma vida miserável, uma vida infeliz, porque é pé de guerra o dia inteiro, é briga o tempo todo, tem que ficar pisando em ovos dentro de casa.
Então, a gente precisa aprender a desenvolver essas habilidades. Talvez você tenha dificuldade com essas coisas que eu tô falando aqui e você já tem errado muito nos relacionamentos por conta disso. Quem sabe até perdido pessoas que você amava por conta disso.
Então, não deixa que a tua vida continue assim. Busca ajuda profissional. vai fazer uma terapia para que você possa se desenvolver nessas habilidades e no momento em que você tiver uma relação, você saiba cuidar dessa relação com todo, né, com tudo que ela merece.
E se você já tá num relacionamento que tá sendo um caos, quem sabe a terapia de casal pode ajudar vocês nesse processo, tá? No link da minha bio, da minha bio, não, na descrição desse episódio aqui, você tem um link onde você pode agendar sua consulta, sua sessão de terapia ali com os profissionais da minha clínica, da clínica PSI do Futuro. A gente oferece terapia de casal também e eu tenho certeza que é algo que vai fazer toda a diferença na tua vida, nos teus relacionamentos, tá?
Então, quando a gente entende que o amor para ele funcionar no dia a dia precisa de um desenvolvimento, né, de habilidades, a gente precisa olhar pras nossas emoções, pros nossos pensamentos, acontece uma virada de chave muito importante, porque a gente sai de um lugar de tentar descobrir quem tá certo e quem tá errado, a gente começa a olhar para dentro da gente. Em vez de perguntar quem que errou nessa situação, a pergunta passa a ser: "O que que tá acontecendo dentro de mim? " você começa a questionar os teus próprios pensamentos, a perceber as tuas interpretações, a considerar outras possibilidades.
Isso é maturidade, gente. E principalmente você começa a se perguntar que tipo de parceiro, parceira você quer ser dentro dessa relação. E aí isso começa a mudar a dinâmica completamente, porque te tira da posição de vítima e te coloca numa posição de responsabilidade.
Então, trazendo isso de uma forma mais prática pra tua vida, pr pra vida de vocês que estão me ouvindo, existem alguns movimentos muito simples, mas muito importantes, que podem transformar completamente a forma como você se relaciona, tá? E eu quero desenvolver isso melhor com você aqui, porque não adianta só você entender, porque é na prática que as coisas mudam, tá? Então, se você tá anotando, pega sua caneta, seu papel, caderninho aí, bloco de notas e vamos lá.
O primeiro ponto é você começar a questionar as tuas interpretações. Então, anota aí, separar fato de história. Esse talvez seja um dos hábitos mais importantes para você começar a desenvolver.
a gente tem essa tendência muito automática, né, de acreditar em tudo que passa na nossa mente como se fosse verdade. Só que o pensamento não é um fato. Então, antes de você reagir, antes de responder, antes de entrar no impulso emocional, tenta criar esse pequeno espacinho interno e se perguntar o que que aconteceu exatamente e o que que eu tô pensando sobre isso.
Muitas vezes você vai perceber que existe uma diferença entre o que o outro fez e a história que você contou sobre aquilo. Por exemplo, se a pessoa e demorou para responder uma mensagem, isso é um fato. Agora, você pensar, ela não se importa comigo, ela tá nem aí para mim, essa já é uma interpretação que vai gerar uma emoção, que vai gerar uma reação.
E aí quando você começa a separar essas duas coisas, né, o que aconteceu da história que eu me contei, você ganha mais clareza, você ganha mais calma e mais possibilidade de escolher como você quer agir em vez de simplesmente reagir no automático, tá? Então, primeira coisa de tudo, isso aqui serve pra vida, não só para as relações. Eu separar o meu pensamento da verdade, o que aconteceu, né, da história que eu me conto.
O segundo ponto, tá, é você aprender a comunicar o que é seu de uma forma bem clara, da forma mais clara e responsável possível. Então, o segundo ponto aqui é você falar de você e não do outro. É um erro tão comum, a gente comunica, né, a partir da acusação e não da nossa experiência.
Então, em vez de você falar do que você sentiu, você vai falar daquilo que o outro fez de errado. Isso é o que a maioria das pessoas faz e isso naturalmente vai gerar defesa do outro lado. Então, um exercício muito simples para você começar a colocar em prática é estruturar a tua fala a partir de você.
Você pode até ensaiar antes de ir conversar, escrever antes de ir falar com a pessoa. Então, ao invés de você dizer: "Você nunca me escuta", você pode dizer: "Olha, quando eu tô falando com você e sinto que eu não tô sendo ouvida, eu fico frustrada, eu me sinto desvalorizada. " Você percebe a diferença?
Você não tá atacando, né? Você tá expondo os seus sentimentos. E isso não significa você ser passivo, você engolir tudo, tá?
Mas significa você assumir responsabilidade pela tua experiência emocional e dar o outro a chance de de entender o que você tá sentindo. Não que ele tenha que adivinhar, você tá explicando, expondo. Muitas vezes a outra pessoa não muda porque ela nem entendeu o impacto do comportamento dela sobre você.
E aí a gente vai pro terceiro ponto aqui, que é mudar a lógica da relação, tá? De confronto para uma lógica de parceria. Então vocês precisam jogar no mesmo time.
Isso é uma virada muito importante que eu mesma assim, para mim entender isso no meu relacionamento, fez toda a diferença desde quando a gente não tinha filhos e principalmente agora que a gente tem filhos. Porque sem perceber, muitos relacionamentos entram numa dinâmica de competição. Quem tá mais cansado, quem tá certo, quem ganha discussão.
Só que no final, gente, mesmo quando alguém ganha, a relação perde. Então, começa a te a se perguntar, né, no meio do conflito ali, eu quero ter razão ou eu quero resolver isso? E mais do que isso, como que a gente pode resolver isso juntos?
Porque não importa quem tá ganhando, quem tá perdendo, quem tá mais cansado, quem tá certo. No fim das contas a gente quer superar isso juntos, crescer juntos, avançar juntos. Então isso muda o tom da conversa.
Em vez de você se posicionar contra o outro, você se posiciona ao lado dele para olhar o problema. Então, por exemplo, em vez de você dizer, né, você sempre faz isso, isso me irrita. Você pode falar, olha, isso que tá acontecendo entre a gente tá sendo difícil para mim.
como que a gente pode lidar melhor com isso, né, de uma forma que fique bom para nós dois. E isso tira o outro da defensiva e convida ele paraa construção dessa solução juntos, né? Então, de repente você e o teu marido tão num momento ali que vocês têm crianças pequenas, assim como a gente aqui na nossa casa.
E aí vocês estão tentando ali lidar com as crianças, dividir aquelas funções que agora, né, se somam a tantas outras coisas que vocês já fazem. E você pode se ver tentando atacar o outro, porque pensa que o outro não tá fazendo tanto quanto você, mas você não vê também que o outro tá se sentindo injustiçado por outras coisas, porque ele tem que dar conta de um tanto de coisa que você nem tem ideia. Então, a melhor coisa que você pode fazer é chamar esse outro pra conversa e falar: "Olha, a gente tem bastante responsabilidade, né?
A gente expandiu a nossa família, a gente tem contas para pagar, a gente tem uma série de coisas, os dois estão cansados, mas isso não precisa virar uma competição. Como que a gente pode fazer para ficar melhor pros dois, mais leve pros dois? Que ajustes a gente pode fazer para que isso não dê briga, não gere, né, eh, aqui atrito desnecessário entre a gente e aí você chama o outro para essa construção.
Isso é maravilhoso e só relacionamentos com muita maturidade conseguem construir esse lugar. Espero que você esteja entendendo aqui. Vai me contando aí nos comentários se esses pontos estão fazendo sentido, se você já aplica isso nos seus relacionamentos, qual desses pontos você mais vai precisar colocar em prática.
Me conta aí, tá? E aí a gente vai pro quarto ponto, que é treinar o teu olhar pro positivo dentro da relação. Porque quando a gente entra em conflito, o nosso cérebro ele ativa um filtro negativo muito forte, gente.
Quem nunca teve uma briga com o cônuge, com o namorado, com o noivo, enfim, e aí naquela briga você tá com tanta raiva que você olha para aquela pessoa e você só pensa tudo de negativo, tudo de ruim, todos os defeitos, né? E aí aquilo escala, você não consegue ver nada de bom naquele momento da briga. Mas a gente precisa respirar primeiro, não tomar nenhuma decisão nesse momento, não falar nada que você vai se arrepender depois nesse momento.
Então precisa se retirar, respirar fundo e começar a colocar as coisas em perspectiva dentro da nossa mente. A gente começa a enxergar, né, nesses momentos, só o que o outro faz de errado, só o que incomoda, só o que frustra. E isso vai criando uma narrativa interna muito distorcida, como se a relação fosse muito pior do que ela realmente é.
Então, intencionalmente você precisa reequilibrar esse olhar, começar a observar também o que funciona, o que o outro faz de bom, os pequenos gestos, as tentativas de aproximação. E isso não é para romantizar ou ignorar os problemas, mas é para não cair numa visão unilateral. Então, um exercício simples que você pode fazer ao final do dia é você tentar lembrar de pelo menos três coisas que aquela pessoa fez que foram positivas, mesmo que pequenas.
Isso é tipo aquele exercício do Diário da Gratidão para pessoas que estão muito ingratas, muito negativas com a própria vida, só que é em relação ao relacionamento, aquela pessoa que você se relaciona. Então isso vai treinando o teu cérebro a sair desse viés negativo e te ajuda a responder de uma forma mais proporcional, mais justa, mais equilibrada. Então, quando você começa a aplicar esses quatro pontos, gente, no dia a dia, algo muito interessante acontece, tá?
Os conflitos eles não vão necessariamente deixar de existir, claro, né? Porque eles fazem parte de qualquer relação, mas eles deixam de ser tão destrutivos, eles passam a ser uma oportunidade de ajuste, de entendimento, de crescimento. E isso muda completamente a qualidade da relação que você tá construindo.
Porque no fim das contas, a maturidade emocional não é sobre não sentir, não se irritar, não se frustrar, mas é sobre como você lida quando isso acontece. E é exatamente isso que vai determinar a saúde dos teus relacionamentos, tá? Então, revisando esses quatro ajustes que você precisa fazer, quatro ajustes quase que invisíveis ali, mas que transformam um relacionamento.
Então, primeiro, separar fato de história, segundo, falar de você e não do outro, o terceiro, jogar no mesmo time. Quarto, treinar o seu olhar pro positivo dentro da relação. Então se tem uma coisa que eu quero que você leve desse episódio, é que muitas vezes você não tá brigando com o teu parceiro ou com a outra pessoa, né?
Você tá brigando com a interpretação que você fez dela e enquanto você não olhar para isso, você vai continuar reagindo à histórias que a tua mente criou e não a realidade. Os relacionamentos eles não terminam, na maioria das vezes por falta de amor. Como eu falei, eles vão se desgastando por excesso de suposições, por falta de comunicação, por uma dificuldade de olhar para dentro.
E a maturidade emocional, ela começa aqui quando a gente assume a responsabilidade pela forma como a gente interpreta, como a gente sente, como [música] a gente reage, como a gente se comunica. Então, se esse episódio fez sentido para você, se ele te ajudou de alguma forma, me conta aqui nos comentários e compartilha com alguém que também precisa ouvir esse [música] conteúdo. Eu tenho certeza que muitos familiares, muitos amigos seus vão se beneficiar muito de [música] ter acesso a essas dicas, tá?
E também me conta se você já viveu alguma situação em que interpretou algo de um jeito errado, depois percebeu que não era bem assim. [música] Eu vou adorar saber e eu adoro ver vocês conversando também aí nos comentários. É isso, minha gente.
Um beijo e até o próximo episódio. [música] Agora [canto] deu uma corrida.