[Música] ela seja bem vindo ao capital natural esta semana nós vamos voltar a conversar sobre economia da cultura ea sua importância para o desenvolvimento sustentável de um povo com especial enfoque claro nos muitos desafios brasileiros na área pra isso a conversa continua com a ana carla fonseca consultor especialista em economia criativa negócios e desenvolvimento sócio da consultoria garimpo de soluções o eduardo saron dos mais importantes gestores culturais do país o diretor superintendente do instituto itaú cultural e conselheiro de diversas entidades culturais com uma fundação bienal e o masp museu de arte de são paulo para
citar apenas estes dois a conversa tão boa tão boa tão boa que eu já vou de cara pro salão salão você é um dos fundadores um dos membros mais atuantes e se for do fórum de direitos autorais culturais disco que se contasse um pouco já tem dois anos é o foco em 2010 é o trabalho então o trabalho é começou em virtude de uma constatação muito básica muito simples e muito triste ao mesmo tempo de que a cultura e arte não tem uma agenda comum é é quando você coloca mais um integrante do mundo da
cultura junto certamente eles vão discordar com exceção da turma do audiovisual que é muito articulada e talvez seja dá inclusive os bons números bons dados do mundo do audiovisual no campo da economia da cultura é e o flu tenta de alguma forma reunir pessoas das mais variadas matizes mundo da cultura e das artes visuais entre a música das artes cênicas enfim do cinema e coloque todo mundo mesmo na mesma página pra começar a desenhar um conjunto de temas de apontamentos de necessidades que a gente precisa do campo da arte e da cultura e ao longo
desses dois anos a gente tem se portado muito pela mobilização dessa turma né pelo trabalho colaborativo dessas várias cabeças várias experiências e por oferecer soluções técnicas para o mundo da cultura não só ficar no campo das reivindicações simples que também outro problema não é só da cultura mas de outros setores também acabam sendo dois fazendo isso até porque essa é a educação avançou muito nos últimos anos é claro tem muito por fazer mas eles têm uma mpb hoje eles têm um conjunto de políticas públicas que é consensual pra a empresários pra gente das políticas públicas
do estado professores para aluno na cultura isso ainda é muito precário ea educação física isso de maneira intensa nos últimos 20 25 anos então eu sempre digo que a cultura está 20 e 25 anos atrasado na constituição de uma agenda comum de uma coluna cervical de proposições para oferecer inclusive para o conjunto da sociedade é claro que o fórum não representa toda a cidade cultural mas representa uma boa parte fruto das quase 200 instituições que fazem parte do fórum né e ao longo desses anos esses dois anos por exemplo a gente levantou o debate sobre
a importância das loterias que por lei oferecem 3% de tudo o que as pessoas jogam nas loterias deveria ir para o fundo nacional de cultura há um ano atrás inclusive a gente junto ao bem entramos com uma ação contra a união para que esse dinheiro pudesse chegar é no ministério da cultura porque a caixa econômica repassa os 3% do planejamento mas nunca é esse dinheiro chega na cultura então há um ano a gente entrou com essa ação e agora recentemente a gente foi surpreendido negativamente pelo governo federal com as mpe e da segurança retirando o
que nem ia mas estava lá contingenciado e por força de lei deveria ir retirando da cultura os três por cento do orçamento eo incrível ea tristeza disso tudo é que esses 3% que dá em média ano 400 milhões 450 milhões ele pela lei rouanet porque a lei ronê são três facetas é ter mencionado que todo mundo conhece mas que tudo me chama de relevo animais e mecenato eu tenho o fnc então pela leiva nesses três por cento deveria ir para a produção independente para esses vários brasis que não conseguem não tenha apelo é da dinâmica
dos marcos para receber o dinheiro do mecenato para os museus para a biblioteca não tá indo pra isso né então o fórum veio esse é um dos temas que o fórum batalhou ganha um pouco pra tentar oferecer soluções darem putts inclusive entrar com uma medida judicial contra a união for o caso pra que não só tenha mais recursos para a cultura mas que a gente possa ter uma agenda comum o entendimento articulado sobre o que é importante e quais são as prioridades para que a gente tenha um mínimo de condições para se fazer arte cultura
no brasil com os recursos públicos com os recursos privados e com a mobilização da sociedade é interessante porque você ao comentar isso ficou na minha cabeça o fato que você tinha uma obrigatoriedade desse dinheiro será destinado corretamente para a cultura ele pára no meio do caminho você briga por isso dizem que não mas peraí a lei prevê prevê editar lille não posso pegar porque eu quem parou no meio do caminho mas eu acho que também tem um pouco do que a gente imaginava antes é quando você tem indústrias como setores econômicos muito articulados e vocais
eles fazem respeitar os seus direitos na ausência de uma articulação entre os vários atores envolvidos no grande campo da cultura você não conseguir fazer respeitar os seus então foram brasileiro projetos culturais justamente sobre pelos direitos culturais e vem fazendo um trabalho realmente primoroso na defesa desses direitos só agradece porque a organização extremamente necessária dando conta agora que eu estava lendo um artigo hoje publicado ontem hoje falando dessa mensuração do do quanto um evento é cultural pode gerar de receita de emprego e tudo mais e esses números estão atreladas ao trabalho no rio de janeiro é
rio de janeiro a janeiro criação não sei quantos eventos durante o ano e aí é pelo que eu vi a flip deste ano vai ter essa mensuração pessoal da gv vai fazer um acompanhamento né é pra um questionário para as pessoas na flip para entender é com o quanto gastaram de de hospedagem quanto gastar com transporte o que estão comprando tudo mais para traduzir isso em valor que precisa é necessário mostrar quanto um evento como esse acaba gerando é os estudos de impacto econômico associados a eventos são alguns dos grandes eventos de grande porte acabam
sendo tradicionais em alguns casos a flip muitos anos faz esse levantamento talvez não como metodologia agora validado pela givenchy mas ele já faziam e prometia algumas edições o fizeram mas se pega o impacto econômico do carnaval é gigantesco impacto opinou dançar esse dado em maio o nome dela o reveillon os grandes eventos especial culturais os musicais e afins você tem um aspecto muito bonito pra quem não necessariamente da área que o efeito multiplicador ou seja você coloca um botãozinho aqui e ao longo da cadeia toda então vai você contrata um uma pessoa para trabalhar com
a quebra dessa vez vai trabalhar com a câmera contrata se você vai fazer um mapeamento de onde vai parar esse dinheiro esse é o efeito multiplicador ao longo das cadeias econômicas no caso da cultura é gigantesco e é muito maior e esse efeito multiplicador do que no caso dos setores tradicionais da economia a exemplo do automobilismo em uma pesquisa que ela piddar foi feito o chamado ppi da cultura no brasil de 97 bonita 97/98 condado de dez anos antes então os números são muito defasados a lógica é exatamente essa e se mostrava que a cada
real que você colocava na economia você tinha geração de 6 reais ao longo da cadeia esse é o número primoroso não só a geração de riqueza mas em especial a geração de emprego que é uma das minhas mazelas que a gente tem que combater em estudo recente da codeplan horas ainda com a companhia de desenvolvimento de planejamento do distrito federal que pela primeira vez faz um estudo que pega na cultura o participação dos micro empreendedores individuais e microempresários individuais os mês eles chegaram à conclusão de que 14% dos meios do distrito federal são vinculados aos
setores culturais ea taxa de crescimento não é de 30% frente 14% dos outros setores da economia trabalha uma angústia ao de possibilidades que você tem quando você tem que bater justamente desemprego no país aproveitando o assunto já que está sendo feita essa medição ver o impacto disso está acontecendo neste momento na flip o investimento em cultura o investimento em arte e respeito em economia criativa é um investimento que no fim das contas gera benefícios para o conjunto da sociedade para o conjunto do país e não apenas para os artistas para os produtores para os gestores
culturais ainda há quem entenda dessa maneira mas nós estamos justamente demonstrando provando que a economia criativa igual a desenvolvimento então nós introduzimos em quase tudo que a gente faz no ministério da cultura essa obrigatoriedade do estudo de impacto econômico então começamos neste programa rio de janeiro a janeiro foi importante para desenvolver a metodologia em parceria com a fgv e agora essa metodologia está consolidado ea gente está aplicando em várias áreas em vários projectos né então estamos mensurando aqui o impacto econômico da flip acho que vai ser importante inclusive para reforçar é a candidatura de paraty
a património da humanidade é um estudo de impacto econômico do evento uma parte desse estudo é feito por meio de pesquisa de campo né de outra parte o levantamento de números aí junto aos principais agentes econômicos que são impactadas nem no setor de gastronomia no setor de hotelaria no setor de transporte além do próprio investimento que o próprio evento traz do gasto que é feito aqui você tem também geração de empregos e têm salários que são pagos nem todas as pessoas que trabalham na produção do evento então foi desenvolvida uma metodologia que mensura isso e
representa isso em números é para que a gente possa entender e depois ter uma idéia boa por exemplo de qual é o efeito multiplicador quais são as finalidades positivas então sim para cada um real investido na flip quanto a gente gerou de impacto econômico global quantos empregos foram gerados e por aí vai você pega por exemplo é um evento vai que nós melhoramos nessa parceria com a fgv o revellion do rio de janeiro para um investimento de 25 milhões de reais seja direto seja por meio de leis de incentivo somando 25 milhões de reais um
retorno só em arrecadação tributária de 119 milhões de reais então assim é um ganho na verdade assim você é quando tem uma restrição orçamentária quando você tem um quadro de crise de déficit fiscal queda de arrecadação você cortar o investimento em cultura não é inteligente está mais do que na hora de nós brasileiros encararmos a cultura como vetores de desenvolvimento econômico e social de inclusão de geração de renda a ação de emprego de adição de valor e geração de arrecadação tributária porque todos os números provam isso [Música] rápida pausa tome sua água você também que
o capital a prova volta em instantes a gente continua com essa conversa riquíssima culturalmente mas que é tão importante para todos nós em vários anos não sabem [Música] de volta com o capital natural hoje falando de economia da cultura sua importância para o desenvolvimento com ana carla fonseca sócio da consultoria garimpo de soluções de eduardo saron diretor superintendente do instituto itaú cultural eu vou entrar no temporal é uma parte que me toca vocês são o único como chamar parece os únicos interessados em é de verdade incentivar a leitura eu não lembro facilmente de outro setor
querendo investir na leitura e na leitura de uma parte muito importante que a leitura infantil recentemente li um artigo que dava conta de uma um levantamento feito nos estados unidos de quanto deveria ser investido para a construção de prisões porque né que não é só tem uma participação ele é público privada e aí mundo os números calculados para o aumento das prisões o quanto deveria ser construído estava á o percentual de jovens de 10 a 12 anos que lhe ão ficção porque entende a importância da leitura edificação principalmente porque tem um trabalho de de criatividade
enfim é de de conscientização das possibilidades e daquilo que ainda não foi criado de desenvolvimento de novos mundos enfim não vou entrar aqui que não vai acabar o programa nessa história mas enfim que esse número faz parte pra gente pensar que as pessoas podem não se desenvolver corretamente entrar para o mundo do crime quer dizer leitura é importante cima ea gente não coloca isso na mesa não porque a gente está falando de música a gente está falando da cultura oi desculpe audiovisual de audiovisual e tudo mais mas a leitura a gente tá lendo cada vez
menos é é caro no brasil a gente chega em cidades menores não têm livraria e que só uma biblioteca a biblioteca acesso que vai precisar comprar mas é caro quer dizer nessa parte me dói muito ea gente tem que crescer muito e se entende pouco a importância do incentivo à leitura na hora e os números são realmente a maneira como você falou vergonhosos né a câmara brasileira do livro ela faz uma pesquisa cada quatro anos é ea pergunta é basicamente o seguinte nos últimos três meses você leu alguma coisa é em números até o ct
terminado ou aquele livro e vale livro didático e vale a bíblia mesmo vale livro didático mesmo cenário a bíblia para cada dez pessoas perguntados que estão em idade de leitura 5 dizem que leram alguma coisa e é sempre uma resposta muito duvidosa porque a pessoa se constrange dizer que não quero nada né então é mas mesmo assim é muito muito preocupante este número não tem investimento no país respectivamente para leitura não tem investimento para que as pessoas leiam e possam ler mais e essa mesma pesquisa pergunta como é que você para aqueles que desenvolver o
hábito da leitura como é que você desenvolver o hábito da leitura de cada é de 10 respostas três dias em que responde desenvolver o hábito da leitura graças à mãe vejam só como além de toda a energia que traz leituras possíveis a empatia da criação tem a energia do afeto sim né agora esse país é um país de ciclos viciosos como é que você é é é onpe sbc ambicioso ciclo vicioso quando a mãe não tem a prática deles né aí naturalmente você tem que ir para os mediadores de leitura para as bibliotecas e para
a escola então essa aliás se um governante é também época de eleição se um governante pudesse ter uma médica só olha a minha grande métrica precisaria ser mais pessoas lendo e mais pessoas ganham mais fácil de você calcular porque essa tem números são claros sofrido sofrido três precisam investir nisso agora ana você tem queria que você falasse um pouco dessa importância também falar sobre o seu trabalho você com o palestrante também é chamada e ea busca muito é no setor privado é assim entender um pouco do caminho então a gente já fez mais de 600
palestras em 30 países 180 cidades ea gente trabalhando pra onu enfim tem uma atuação muito muito ampla o que me parece muito bonito dentro do que a gente está discutindo as preocupações e agulhas compartilhadas é que efetivamente as soluções para esse grau de complexidade que a gente vem trabalhando aqui nessa discussão é só se dará com diante do público privado e sociedade civil e academia trabalhando juntos não tem como se essa quádrupla a ele se você conseguir resolver essas questões o que me parece muito pertinente absolutamente oportuno para especialmente eleições é que essas discussões se
dêem à luz de algo que está aqui no nosso gabinete que é o futuro do trabalho ea gente não vem discutindo isso não e não vem discutindo com importante que deveria porque se você observar que as habilidades do futuro serão cada vez mais preciosas são aquelas do presente que você não pratica no brasil raciocínio crítico análise sistêmica a visão de longo prazo e inteligência social empatia todas as habilidades são profundamente favorecidas quando você trabalha a questão da leitura porque você mencionava pouco das prisões assim você vai desenvolvendo todo o universo não somente então seja para
os futuros governantes seja para os empresários seja os empreendedores seja para cada um de nós cidadãos se nós quisermos de fato navegar com o mínimo de comportamento estável ao longo do futuro a gente precisa praticar esses sábios em especial da leitura para desenvolver suas habilidades então se não para mostrar que vai gerar emprego e pib em prêmio for a gente precisa se preparar um futuro cada vez mais próximo e é muito trabalho que a gente também faz por exemplo como é chamado por empresas para desenvolver discussões sobre economia criativa cidades que é uma verdade que
trabalha muito futuro trabalho a gente traz essas empresas para a mesa e fala você que o empregador você comum reportando alguém você como pessoa tem obrigação de desenvolver suas habilidades como é que a gente faz e é muito bonito porque aí você tem uma visão mais sistêmica eu preciso morar numa cidade que tem uma efervescência cultural e precisamos suprir desses ingredientes para ter na minha própria dispensa é o que fazer depois como um prato diferente eu preciso fazer isso para o meu local de trabalho porque não tem 19 quando eu entro e saio do trabalho
e essas discussões vêm despertando cada vez mais a atenção no brasil de modo que eu vejo uma forma muito otimista o desenvolver dessas nossas conversas mas certamente tem ganhar muito mais escala e com uma rapidez muito maior que a gente vem ganhando até agora é no setor privado preocupação com esse novo método de gestão que graças a deus vem ampliando vem crescendo e se preocupa muito com o bem estar do funcionário também tem atraído mais habilidades é que eu acho isso interessante olhar rápida pausa do capital natural a conversa continua daqui a pouco não sai
daí [Música] de volta com o capital natural hoje falando da economia da cultura sua importância para o desenvolvimento quando a carla fonseca sócio da consultoria garimpo de soluções eduardo saron diretor superintendente do instituto itaú cultural é eu estava lendo um artigo é que você escreveu falando do aspecto da economia da cultura que é o da educação e treinamento que tem uma ligação direta com a oferta de produtos culturais e você menciona que em nenhum momento pode haver uma produção por gente se não houver capacitação de agentes produtivos que entender um pouco melhores então esse nome
estranho e ágeis progressivo seu cliente diz dos trabalhadores da cultura então é quem está produzindo a cultura quem trabalha com criação ou sua execução mas quem de alguma forma envolvidos nessa cadeia e o que é muito interessante esse processo é um caso muito prático dos os mestres ofícios os saberes dos fazeres você pode ter aquela produção se você não tiver aprendizes que venham a suprir isso como de uma forma contínua no tempo aquilo se perde a gente tem um um genocídio de tradições aí ao longo dos nossos anos o que é importante a gente vê
também é que não adianta só pessoa ser criadora é nojenta só ela ter uns um determinado saber fazer a pessoa tem uma capacitação como empreendedor ela tem uma capacitação de como é que eu faço pra aprender e defender os direitos autorais de como é que o ensino no mundo das tecnologias digitais eu posso utilizar para um outro modelo de negócios esse conjunto de habilidades e capacidades para transformar aquilo que tem a ver com cultura em um produto ou serviço que vai ser consumido por alguém sendo visto como algo de valor é o que a gente
chama também de capacitação para que essa cadeia consiga dar conta do recado de modo que quando a gente fala de capacitação seja das mechas ofício dos jovens estão sendo turbinada da faculdade de design visual da música do que for é não só ser muito bom naquela capacitação técnica mas também todo o aspecto gerencial do seu próprio negócio para que os produtos serviços façam com que suas contas sejam pagas a partir da cultura e não precisa dizer se está falando das faculdades de uma formação mas já pensando na cultura local o jovem está querendo sair daquilo
ali da vida dos pais embora para a cidade quer dizer se você dá uma capacidade a ação e até uma orientação empreendedora você pode crescer o negócio da família em bloco a única cela ele pode sair e voltar e continuar essa tradição não então é se tocou num ponto que ela ganha grande paixão e das cidades é a gente tem na verdade a antítese do desenvolvimento que a pessoa se obrigada a sair do seu contexto porque não consegue pagar as contas com que ela faz ali e ela tem a ilusão de que ela vai pra
outro lugar onde vai ser mais fácil ainda que ela não queira se desenvolvimento e ampliação de verdade escolha a gente está dando um tiro no pé do desenvolvimento quando isso ocorre de fato quando você tem um programa mas invariavelmente você tem sim que ter as políticas públicas ancorada numa pauta desenvolvimento se você tem um programa de voltar do empreendedorismo a partir da cultura para não só a preservação mas a ampliação dessa singularidades culturais de cada território você começa a dar muito mais força não só as pequenas cidades mas também áreas das grandes cidades que são
combalida socioeconomicamente porque as pessoas acham que ele não tem nada para fazer nem tem nada pra ver quando você faz todo um tour por são paulo nos bairros onde há rigor você não teria tantas ofertas você se encanta com aquilo que lá está e vocês vão pipocar de novos empreendimentos então acho que essa dinâmica urbana também seja do contexto da escola que foi pautada por cultura é uma das peculiaridades maravilhosas que a gente tem no brasil e que a gente ainda vai tateando na hora de desenvolver farão você lê um artigo seu recenseamento fala da
formação do gestor cultural isso não é uma coisa tão recente é na verdade é até muito pouco tempo nem se falava do gestor de cultura falava do produtor de cura não é especificamente àquele estava é qualificado estava capacitado para executar alguma atividade no campo cultural é quando você amplia esse universo falar olha você não só vai executar mas mais do que isso você vai ter que pensar articuladamente pensar organicamente mais ainda pensar estrategicamente o que é o fazer cultural e como criar as condições para que o artista eo público se encontre né e significa mudar
completamente a concepção do que é o fazer cultural e isso vale não só para aquele que está no dia a dia sendo um gestor cultural mas isso vale também para o prefeito que não é com aquela fala da cidade quando você traz o assunto da cidade a cultura não se dá no estado o ato cultural e artístico não se dá na união se dá nas cidades né e pra isso o prefeito os vereadores o gestores os artistas precisam entender desta complexidade porque senão a gente vai ficar quando pensa em uma cidade pequena lembrando do coreto
sim claro coreto continua sendo importante mas o que vai além disso até para reter os talentos até pra atrair novos talentos até pra fazer o turismo como se falou lá no programa né do turismo relacionado ao campo da cultura e esta mudança de paradigma significa é primeiro um gestor público que entenda a complexidade o quanto pode de fato desenvolver o seu município a partir do mundo da cultura entender essa complexa não é só fazer show no final de semana assim o show é importante mas é preciso ir além disso como é que você envolve os
professores para vencerem por mediadores é da leitura como a gente falava no bloco anterior é o itaú por exemplo distribuiu ao longo de todo a sua história do programa a lei é para uma criança mais de 20 milhões de livros né distribuiu importante mas incentivar que o pai né converse com o filho sobre aquele livre leia junto com ele e ter toda uma sinergia da escola pública do prefeito falando sobre isso é impacto direto sobre o desenvolvimento local das cidades né mas pra isso também precisa um novo concepção do que é o fazer cultural ea
necessidade de formar gestores culturais né e essa essa complexidade do fazer cultural é tão é tão ampla porque se você pegar a quem são os profissionais da cultura eles vêm das mais variadas áreas aliás a própria academia não dá conta da formação que é tão complexa e tão diversa desse profissional de cultura né a gente vive um pouco que o que a tv né os profissionais de tv aqui viviam lá nos anos 60 e 50 né quem oferecia os melhores profissionais da cultura os melhores gestores de cultura era o rádio ou a própria tv a
universidade as escolas de comunicação não tinha em é degrau não tinha bagagem não tinha um acúmulo pra isso é o que a gente vive hoje no mundo da cultura especificamente então você tem gente da comunicação e de fazer cultura tem gente da arquitetura ainda fazer cultura tem gente das mais variadas filosofia ciências sociais da economia mas não há uma disciplina não há um currículo claramente formado e certamente será um currículo muito diverso para oferecer elementos para formar esse novo gestor cultural porque de fato é complexo né nos últimos tempos nos últimos 15 anos somente em
virtude do boom das commodities e da dado em do dado do aumento de recursos nem até a crise de 2001 e 13 no mundo da cultura a cultura se pautou eu falo sempre pelo cep uma uma orientação na lógica convocado os e da catraca o importante é rodar catraca é claro que tem mais gente acessando a cultura é relevante mas isso talvez não não não ofereça uma experiência transformadora o e da espetacularização mas você espreme espreme uma atividade artística cultural tem pouco dinheiro participa e muito dinheiro para os fogos de artifício e eo pedro prédio
se fizeram muitos novos prédios para o mundo da cultura ao no boom das commodities mas esqueceram da sustentabilidade desses prédios esquecer ou da programação desses prédios mas mais do que isso esquecer dos prédios históricos da nossa arte da nossa cultura brasileira só agora por exemplo o governo conseguiu reentrée gaás fachadas da biblioteca nacional nós temos uma das sete bibliotecas mais importante do mundo né então esse cep que orientou o mundo da cultura dos últimos 15 20 anos ser trocado e aí exige muita formação pra brincar por um por três efe o f da formação do
gestor do público do artista o f do fomento para fomentar novas atividades artísticas culturais e o f da fruição e aflição é muito além do acesso não é só ir lá e ter contato com uma exposição onde uma atividade de de teatro mas é ter prazer com aquilo ás vezes é ter um momento seguinte para conversar com artista sobre como é que foi ele fazer aquela peça ou visitar o o o backstage né então isso é tá ligado a deixar de lado o sepe a catraca espetacularização e o prédio pra colocar em campo a formação
fomento e fruição e isso exige uma nova formação deste gestor cultural nossa de posturas você falou tem uma má notícias e 10 segundos falar de eleição deste ano olha é esses gestores não está chegando agora então eu acho que tudo o candidato e sobretudo todo eleitor deve pensar qual é o nível de entendimento de complexidade dessas questões que está colocando né porque se continuarem tratando cultura como o espetáculo estou fazendo cvm o showmício vocês continuarem tratando a educação como um ótimo quando as pessoas entram outras pessoas a independentemente do seu nível de formação a gente
não vai conseguir avançar muito na pauta a partir do ano que vem então acho que os candidatos mas sobretudo os eleitores devem entender qual é o nível de envergadura e complexidade do mundo que esse cidadão em que a gente vai votar também não sou perfeito muito bem só um bom primeiro precisa se melhorar as métricas do mundo da cultura da economia criativa né a gente precisa oferecer mais elementos inclusive para ter mais recursos né o bgf 2020 faz um novo censo a cada dez anos né você tem perguntas sobre cultura se pergunta sobre economia criativa
a gente precisa identificar o poder transformador que é do mundo da cultura e economia criativa e eles acabam fazendo isso através de cruzamentos de perguntas mas não especificamente né e é isso aqui é o mundo da economia criativa né então qual é a importância disso tudo para nós no dia a dia segundo acho que é mais do que é imperioso que coloque na pauta melhorar o nível de utilidade pública neste país porque a gente tenha mais escritores se qualquer candidato assume essa médica seja os governos estaduais seja ao governo federal os parlamentares inclusive aos senadores
pode ser um grande avanço o avanço para combater o radicalismo um avanço para melhorar o nosso desenvolvimento mas mais do que isso para que a gente possa ter um país realmente transformado mais civilizado e quem sabe daqui a quatro anos e completa 2022 são duas independências né gente comemora a o nosso 200 anos de independência a gente comemora nosso 100 anos de semana de arte moderna quem sabe em 2022 gente possa ter mais elementos para comemorar aí a gente quer dar boas notícias olha o programa fica por aqui e agradeço muito a presença dos nossos
convidados ana carla fonseca especialista em economia criativa e sócio da consultoria garimpo de soluções e o eduardo saron o gestor cultural diretor superintendente do instituto itaú cultural eu peço que você continue conosco reveja os nossos vídeos no youtube e no portal bandnewstv ponto com.br inclusive da semana passada você perdeu a entrevista da semana passada o começo da nossa conversa por favor vá lá curta nossa página no facebook eu sou marina machado e até a próxima [Música]