Olá! Nós estamos hoje aqui no laboratório de comunicação da Universidade de Sorocaba. O projeto Narrativas Compartilhadas tem o prazer de entrevistar hoje a querida professora Sônia Achar, meu mercado espart.
A Sônia foi minha professora e tem uma história de vida muito bonita. Ela foi minha professora no curso de Pedagogia aqui na Universidade de Sorocaba e, além de ser professora, tornou-se uma grande amiga e colega de trabalho, pois depois também vim trabalhar na universidade. Ela se tornou uma referência em nossas vidas como professora e educadora.
A professora Sônia foi quem me convidou para montar um grupo de teatro dentro da Faculdade de Filosofia, que na época se transformou no grupo de teatro Catazes. Ela é a principal responsável pela existência desse grupo, que logo logo fará 30 anos na universidade. Portanto, o foco principal de hoje é a professora Sônia, que vai começar a contar a sua história, sua relação com a educação em Sorocaba, na região e no Brasil, já que também foi professora da PUC de São Paulo.
Sônia tem uma história de vida ligada ao teatro e à educação. Não havia teatro universitário aqui na escola, e ela tem muita coisa para nos contar. Então, vou passar a palavra para a Sônia.
Com certeza, serão momentos muito saborosos! Sorrindo, a professora Sônia diz: "Prazer em estar aqui conosco, Roberto. Muito obrigada pelas suas palavras e pela oportunidade de falar sobre a minha vida.
É uma coisa inédita, maravilha! Com certeza, é a primeira vez que me relaciono com isso". Ela se sente à vontade e começa a contar desde criança sobre sua formação educacional.
"Eu lembro de você, mesmo que você nem soubesse, né? Mas eu morava na Rua da Penha e já sabia que você morava na Rua Sete de Setembro. Já via você!
Você nem sabia que existia, mas já sabia da sua existência e da sua família. Então, você tem uma história de vida muito bonita, ligada a Sorocaba e à educação. É isso que eu quero.
E nós queremos ouvi-la contando toda a sua vida, toda a sua formação educacional. De vez em quando, vou atiçando um pouquinho, fazendo algumas perguntas. A palavra é sua, sua história de vida que nós queremos ouvir.
" "Obrigada, Roberto! Bom, nasci em Santos, dia 28 de junho de 1948. Pelo fato de ter nascido em junho e a minha família comemorar o aniversário todos os anos, eu fiquei muito associada e gostava das festas juninas: os doces, a soca, o amendoim, buscapé.
Naquela época, podíamos soltar fogos à vontade, então tinha bandeirinhas, bandeiras e as músicas, como 'Capelinha de Melo'. As letras. .
. tudo isso! Festa junina pra mim estava bem relacionado ao meu aniversário.
Fui filha única até os nove anos de idade, então eu precisava de amigos. Como foi feito referência à Rua Sete, eu morei na Rua Sete, numa baixada, e depois tinha aqueles subidões que vão dar na Praça 9 de Julho. Na época, há 70 anos atrás, 65 anos atrás, em frente à minha casa era um milharal do seminário diocesano, com os seminaristas, diferente do que está hoje.
O seminário menor lá tinha uma plantação de milho com arado, cavalos, o caseiro e, ocasionalmente, vários filhos. Acho que eram 17, esses eram meus amigos. " "Eu frequentei a escola até 7 anos e meio de idade e não frequentava a escola.
Eu não tinha irmãos e irmãs, então tinha os filhos do seu Aurélio, que era o caseiro do seminário. Conheci orelha, a Célia, Ziza, todos os filhos. Ou seja, conheci o Chico.
Encontrei o Chico faz dois meses, a gente se abraçou. Foi assim a minha vida familiar e a minha relação com o espiritismo. Só que eles tiveram uma preocupação de que eu estudasse numa escola que fosse só feminina.
Na época, a única escola só de meninas do colégio Santa Escolástica. Eu fui matriculada no colégio Santa Escolástica porque era uma escola feminina para ser alfabetizada e daí ensino religioso confessional. Não me tornei católica convicta.
E da etnia, atritos fenomenais, eu participei da procissão para fazer a primeira comunhão. Fui prometida que ia ser levada para dar passe no centro espírita. Depois a gente apaziguou à medida que fui crescendo, mas o início da minha organização foi traumático, só o início.
" "Porque me matriculei com sete anos e meio no primeiro ano primário. Na época se falava primeiro ano primário, só que o colégio tinha alfabetizado as crianças na cartilha e eu não frequentei cartilha. Então entrei no primeiro ano com toda a classe alfabetizada, menos eu.
A professora escrevia o cabeçalho na lousa do Instituto Educacional Santa Escolástica, em Sorocaba. Na primeira classe, porque não tinham trabalhado as letras comigo em casa, e eu nunca tinha visto aqueles símbolos. Fui escrever no caderno; tenho esse caderno até hoje.
Com uma caligrafia bem garranchada, olhando para a colega do lado. . .
Às vezes na lousa, às vezes a colega do lado, quem era? A Heloísa Amaral Silveira, filha do doutor. Eu lembro o nome dele, que foi diretor da faculdade de Medicina, o primeiro diretor da faculdade.
Hoje, a Heloísa está falecida. Quanto à professora Josefina, ela era bonita, bem penteada, elegante. Nossa, era um modelo pra mim!
" "Ajudava a gente. Ela foi muito perspicaz, descobriu que assim eu não ia acompanhar e aprender nada. Então ela ficava 15 minutos comigo no intervalo, durante o recreio, com um lanche rápido e ficava mais 15 minutos após a aula, até às cinco da tarde, 5 e 20.
Em menos de um mês, ela me alfabetizou. Eu acompanhei a classe normalmente e fiz muitos cadernos. .
. " Caligrafia e ela sempre incentivando, melhorando a letra legível. Não dizia que a letra era bonita; letra legível tinha que ser uma letra.
É um meio de comunicação e que outras pessoas lessem o que eu escrevi, além de mim mesmo, né? Então, assim foi criando uma gratidão e uma admiração, e a minha profissão de professor foi definida aí, porque eu falei: "Eu quero ser como ela, eu quero ter essa profissão. " Só que, depois de viver e de ensino universitário, mas é a vontade de ensinar aquele que está precisando dele.
Então, quando eu estava na direção da faculdade de filosofia, uma vez, o repórter do jornal Cruzeiro do Sul veio me entrevistar; estava entrevistando várias pessoas se lembravam da primeira professora que alfabetizou, que lembrança que tinha. Daí eu falei: "Vou Safina, segue a Deus, aqui meu Felipe usou pra mim. " E no dia seguinte, telefonei a ela.
Ela faleceu há uns três ou quatro anos. Que é isso, a Deus, globe disso! Falei: "Mas é assim que eu vejo você.
" E falei sinceramente; não ficou muito admirada, mas assim, eu tinha todos os ingredientes para um fracasso escolar: vila de testando a escola, aprendizagem, as letras, não sabendo, acompanhada de lição de casa. Ela ditava o ditado, de sangue, caso o ditador da união, e tirava as palavras da menina, e ela resolveu tudo. Ah, e também tem um detalhe: como ela viu que eu era filha única, entrei com sete anos e meio.
Minha mãe não sei quando, eu tinha nove, filha única, falava pouco, vivia no meio de adultos. Estava formando um grupo teatral, Clara, para encenar uma peça que falava da Nossa Senhora Magnífica. O Senhor fez em mim maravilhas, Anta, é seu nome.
E precisava de anjos. Então, ela me colocou nesse caminho para eu participar e ser um dos anjinhos. Acho que hoje sou mais gordinho do que apareceu por lá, mas eu falei: "O café e ativistas," e às vezes todos de branca com a auréola no chocarré.
Assim fui desenvolvendo socialmente, cognitivamente, o letramento. É tudo isso, é bastante tímida nesse momento; eu sou também o teatro, é essa encenação. Isso pela metade na face, little, muito bom.
Os outros anos percorridos foram normais. O terminal primário, na época, terminologia era primário, secundário, ginasial. É primário, ginásio, no colegial que eu fiz normal, porque nessa época eram três.
Eu focava em três possibilidades: científico, clássico, normal. Eu queria ser professor. Então, fui para o curso normal.
Logo na primeira série do curso, no primeiro normal, a professora de português orientava para a gente fazer umas esquetes, assim, rápidas, de 15 a 20 minutos, sem foco no figurino e no cenário, mais na dicção, nos diálogos, nessa parte. E daí a influência da televisão na época, televisão preta e branca. Quando eu estava no colégio, no normal, tinha uma série chamada "Usual Tons," que focava na região rural dos Estados Unidos.
Era um desses vídeos importados, mas tinha a família: pai, mãe, um filho, uma filha ou os avós, e sempre era um zoom episódio de uns 20 a 30 minutos no máximo, que acontecia alguma coisa, mas sim, uma lição de moral no fim. Então, por exemplo, um animalzinho que estava ferido e que eles pegaram na fazenda, na floresta, trataram. Daí ficou ali o teor de uma briga entre irmãos, como é que foram fazer a conciliação, tudo isso.
Então, eu ficava muito entusiasmada com essa série, assistia todos. Nem se inscrever os pequenos textos; o grupo de 5 a 6 colegas de classe, porque a classe estava dividida em grupos, e daí a gente encenava, ensaiava. Eu dirigia o grupo, mas todas as contribuições dos colegas eram bem-vindas e eram bem-vindas.
Entrava nessa na adaptação que a gente fazia, e daí o nosso assunto não era rural, mas era urbano, e não eram os Estados Unidos, mas era colocado. Então, tive que fazer isso. Nesse curso colegial, no final dele, no terceiro ano do magistério, nós tivemos que montar uma peça que eu não me lembro mais que assunto era certo, mas a única foto que eu tenho, eu fui procurar, porque do anjinho lá no primeiro ano primário e do primeiro colegial com esses episódios assim pequenos.
Não tinha foto, não tinha o celular de hoje, mais facilidade. Máquina fotográfica era uma coisa mais difícil de ter, cara, e de operar. Eu lembro que não, aí fazer não era o cenário e nem o figurino, mas que a gente tinha que usar algum elemento que caracterizasse a personagem.
Se era o pai, então, por bigode; se era uma criança pequena, menina, podia maneschy 500. A gente era muito estereotipado, mas tínhamos que achar alguma coisa que tentasse caracterizar a personagem. Mas no colegial, daí tinha uma professora que dirigiu o grupo e uma história longa com [Música].
Episódios como partes a 5, intervalo, segunda parte. E daí saiu estudar, keep. Eu pintei o cabelo de branco com talco, eu e minha colega que foi vice-prefeita, Maria Prestes, que foi vice-prefeito de Sorocaba também, falecida, e várias outras colegas que fizeram.
Tinha cenário, tinha figurino, tinha fundo musical, tinha tudo isso. A disciplina que era português, português, se comportar na língua portuguesa e língua portuguesa. E a professora era diretora desse grupo.
Daí, qualquer se lembrou da professora. Não lembra, né? Não, ele, Leandro, é mais.
As madres deram todo o apoio total. É que a estreia foi no salão nobre do antigo prédio do Santos, porque nesse período no colegial, logo depois, o salão foi demolido, porque o atual prédio estava em fase final de construção. Até que ele não tivesse pronto, funcionavam simultaneamente os dois, o prédio antigo e um novo, que é o de hoje.
E assim era essa minha vivência, porque quando a minha irmã nasceu, eu tinha nove anos. Idade: quando ela tinha 9, eu tinha 18. Estava prestando vestibular, já estava na faculdade.
Então, o meu relacionamento com ela foi mesmo mais intenso quando ela foi a universitária. Daí, eu já tinha feito pós-graduação, era professora, e a gente tinha mais pontos de contato, né? Então, eu acho que assim, o fato de ser uma família pequena, uma irmã, a única irmã que eu tive, com a diferença de idade muito grande, as colegas, esse relacionamento e a vivência dentro de um grupo que representava uma parte da realidade, eu acho que foi muito positivo.
Mas, nesse ano, eu me informei. O meu colégio foi de 1964 a 66, 45, 63 anos, 64, a ditadura, 65, "Vida e Morte Severina", o Tuca em São Paulo. Em 65 e 66, tinha uma vontade enorme de ir para São Paulo, mas eu estava no colegial, não ia sozinha.
Meus pais não foram, não assisti ao que saiu no jornal. As colegas minhas, vizinhas, conseguiram trazer aqui, né? Aqui, o texto de "Morte Severina", e essa peça assim eu assisti.
Foi a próxima. Lembro muito bem do cenário, que era um andaime. Todo o cenário inteiro do Tuca eram andaimes; os atores andavam nesses andaimes, etc.
E daí, em 67, prestei vestibular para a faculdade com um peso enorme, porque no ano anterior, em 76, quem obteve o primeiro lugar no vestibular foi uma aluna do Centro Escolar, a Belmira, uma amiga muito querida, Belmira Média de Barros, professora na USP. Não sei se ainda está na direção da Faculdade de Educação da USP, mas esteve há pouco tempo. E daí, a smades então colocou aquela exigência: “Olha, neste ano ela entrou na faculdade 66/67, que eu entrei.
A expectativa das freiras é que o primeiro lugar fosse meu. ” Estudei bem; em dezembro, janeiro e fevereiro foi o vestibular escrito e oral. Ponto; sorteado nada, de teste, de ser taxativo e oral.
Uma banca sorteando pontos e fazendo perguntas orais de tudo: história, cultura geral, cultura inglesa e língua estrangeira, português, escrito e oral. Tirei o primeiro lugar. O colégio ficou satisfeito, muito mais do que eu na faculdade, que é uma outra história da ilha.
Daí, você cantando a história. Então, daqui a pouco, nós começamos a segunda parte da entrevista com a professora Sônia Shelby, o mercado esporte.