[Música] bom importante a gente falar agora né porque a maioria das ocorrências né o nossa a nossa vítima né o nosso Equino o nosso bovino cavalo o boi ele estará caído ele estará deitado e não consegue ficar de pé voluntariamente primeiro ponto da gente considerar rapidamente por uma introdução é que o mal nesse decúbito né ou seja nessa posição é altamente deletério paraas questões orgânicas dele primeiro ponto eu tenho o pulmão que está embaixo ele está colapsado ele está comprimido com isso ele consegue expandir menos o tórax e ele vai entrar num déficit de respiração
ou seja ele vai entrar num desequilíbrio de oxigenação do corpo portanto Esse é o primeiro ponto Por que a gente chama aqui do decúbito lateral seja ele direito ou esquerdo ele é altamente deletério por essa por essa deficiência na expansão do tórax por conta do contato que ele tem ali da compressão com o solo o segundo ponto muito importante é a compressão muscular nós sabemos que esses animais são providos aí de grandes grupos musculares o músculo ele é altamente vascularizado e a partir do momento em que esse animal Ele tá deitado muito tempo e o
que é muito tempo acima de 2 horas no mesmo decúbito ou seja na mesma posição e provavelmente ali se batendo inquieto ele vai ter uma compressão muscular e uma lesão local com uma repercussão sistêmica que a gente fala ou seja haverá lesão não só local mas também em outras regiões do corpo por conta dessa compressão seria quase que equivalente a um processo de isquemia né Eh similar do que acontece com as vítimas em veicular em que elas têm aquela síndrome compartimental o mesmo algo muito parecido acontece com esse decúbito prolongado então há uma compressão muscular
é uma diminuição do fluxo de sangue nessa musculatura e toda essa restrição de sangue restrição de oxigênio forma um monte de metabólitos tóxicos um monte de toxinas internas ali né toxinas endógenas que vão ser deletérias não só no local mas como nos outros órgãos né então esse decúbito além da respiração comprime a musculatura e gera esse déficit e por terceiro ele gera uma compressão nervosa pensa você fica muito tempo sentado ali em cima da sua perna você ali depois de alguns minutos acorda com essa sua perna formigando né ou levanta com essa perna formigando o
mesmo acontece com o cavalo cu bovino só que de uma maneira muito mais rápida e muito mais intensa os principais grupos nervosos Ramos nervosos no caso aqui o nervo Radial do membro torácico e aqui o nervo tibial do membro pélvico eles acabam sendo comprimidos e isso gera um déficit motor muito grande ou seja o animal ele não consegue ele não tem coordenação para conseguir movimentar o membro e tentar ficar de pé Isso é igualzinho a analogia que eu falei para vocês muito tempo sentado ou deitado em cima de algum membro né você percebe com que
ele formiga e com que ele fica ali meio dormente o mesmo acontece só que de uma maneira muito mais intensa e de novo esse período de 2 horas ele é um período que passado esse tempo eu começo a ter uma a repercussão ou seja alterações locais e sistêmicas né ou seja orgânicas generalizadas muito mais severas então essa a primeira consideração do porque a gente deve tomar cuidado e atender de pronto e de maneira emergencial de maneira especializada esse tipo de paciente nós sempre consideramos que cavalos e bovinos né equinos e bovinos deitados caídos e que
não conseguem ficar de pé voluntariamente enquadram-se num quadro de emergência visto que que o tempo máximo que seria permitido ali né que seria menos deletério a ele é só de 2 horas acima disso eu já começo a ter um decréscimo ali da qualidade de vida e do prognóstico desse paciente uma última situação importante é que na face do animal também que está em contato com o chão tem um nervo chamado nervo facial e esse animal ali muito tempo deitado pode ter a paralisia também do nervo facial o que dificultaria ele a comer né a buscar
o alimento e claro que isso é um grande de um problema aí para animal que depende a comer aí praticamente o dia inteiro se ele tiver qualquer déficit de apreensão de mastigação isso influencia diretamente na qualidade de vida prognóstico desse indivíduo finalizando né um adendo sobre essa questão aí do decúbito né e por isso que a gente fala que é extremamente importante o trabalho conjunto né do bombeiro com médico veterinário tal qual se equipara aí o bombeiro com o médico humano a partir do momento que você tem o médico veterinário que tecnica ente né ilegalmente
é o profissional que consegue ali intervir de uma maneira médica eh enquanto o bombeiro vai trabalhando na técnica de salvamento havendo a autorização do bombeiro para acesso do médico veterinário àquele cenário o médico veterinário pode fazer um acesso colocar o animal na fluidoterapia intervir com alguns fármacos ali que vão acelerar o processo de recuperação e melhorar as chances desse indivíduo então parte também de uma condição de intervenção medicamentosa né ou seja terapêutica já no local ou seja e eh otimizando ali o tempo resposta mantendo aquela regra da da hora de ouro ali que é tão
imprescindível pro prognóstico aí das vítimas humanas o mesmo se equipara aí pros grandes animais e diante desse animal que tá deitado que tá caído como vulgarmente a gente fala né ou Tecnicamente a gente chama em decúbito prolongado não intencional eh Existem algumas regras paraa segurança dos operadores então eu nunca devo permanecer entre os membros ou na frente ou atrás ou seja eu não posso me posicionar aqui aqui ou não devo né E aqui na frente justamente por quê Porque esses animais durante a condição de estarem deitados né instintivamente isso não é normal pro animal então
ele vai se debater ele vai fazer movimentos de pedalagem e fato que ele pode acertar um coice uma manotada ele pode machucar o bombeiro o operador que tá ali trabalhando então nós sempre dizemos que a posição mais segura é trabalhar pelo dorso do animal ou seja nós vamos permanecer nessa posição e qualquer necessidade de intervir aqui ou ali nós vamos trabalhar nessa situação o mesmo acontece na zona de contenção que é o primeiro passo que nós temos que fazer que é a contenção da cabeça assim como foram feitas já as considerações Ou seja a zona
de contenção também pelo dorso eu permaneço aqui nós vamos fazer uma demonstração já já para vocês entenderem como é a dinâmica mas eu permaneço nessa condição de segurança sendo responsável pela cabeça o que vai coordenar o andamento de toda ocorrência mas esse cuidado desse cenário ele é extremamente importante é claro que se eu tiver que porventura trabalhar naquela localidade eu vou adotar uma distância segura em que o perímetro e a angulação da do movimento de pedalada do animal não me acerte para que eu possa trabalhar de maneira segura a mim ali a fazer as manobras
n necessárias e técnicas que eu devo desempenhar agora as meninas aqui vão simular a contenção de cabeça né fazendo um cabreço rápido então pode fazer aí Eh claro que é um manequim de madeira né então a gente tem que dar uma adaptada mas é feita então pela região do dorso do animal é feita a passagem do cabresto né Então tá sendo feita ali e eh a focinheira do animal Então vai ser passado ali na região do chanfro como nós já comentamos né e o cabresto obviamente vai est colocado para se fazer a contenção a grande
condição é que o joelho dela esquerdo fique em contato no pescoço do animal e você vê a postura ela não está ajoelhada com os dois joelhos no chão a pronto emprego ela pode se levantar caso precise Então qual que é a estratégia aqui eh o joelho no pescoço ele vem exatamente para dar uma contenção e uma sustentação então não se refere a uma condição de maus tratos Até porque não será feito nenhum processo de asfixia num cavalo claro que esse aqui é um manequim de madeira adaptado mas o joelho dela estaria apoiada em toda a
musculatura da região cervical ou seja não haveria nenhum comprometimento para a via respiratória tá então isso é muito importante deixar destacado esse tipo de contenção ela permite com que nós façamos a sustentação de cabeça então qualquer movimento que que o cavalo tentar fazer ou a vaca para ficar na posição quadrupedal para tentar levantar sendo que ele não está apto para isso né Eh ela acaba projetando ela acaba puxando a cabeça do animal para trás ou seja ela faz o que vulgarmente a gente chama de quebra de pescoço justamente para tirar essa biomecânica do animal de
ficar de pé trazendo o movimento de cabeça para trás ela neutraliza a força de elevação do animal e consequentemente ela consegue conter mais tempo esse indivíduo no chão para que as equipes possam trabalhar agora tá sendo feita a contenção e nós vamos fazer a passagem de fita né então uma das meninas tá segurando o passador de fita a outra a fita de Resgate Para que a gente possa fazer o manejo desse animal eventualmente colocá-lo em cima da prancha arrastar tirando ele da zona quente por exemplo levando para uma zona mais segura Então vai ser feita
a passagem da fita agora então atalita vai fazer o uso do passador então nós passamos ou primeiro na frente ou atrás isso não tem uma ordem necessária então óbvio que é um manequim então o passador ele vai ser colocado mais para dentro possível para que eh a outra operadora aqui no caso trabalhe o máximo de de distância possível ali do ângulo de um coice ou de uma manotada então é feita a passagem da fita essa é uma fita de 7 m tá mas poderia ser uma de 4 m ou uma de 10 depende ali da
demanda então é feita a passagem agora a Talita ela vai fazer a projeção arrasto beleza e vai passar ali essa primeira fita na região torácica o mesmo processo ele vai ser feito também na parte de trás pra passagem da fita na parte mais caudal na parte do abdómen então a Marina vai jogar a fita para ela lá né isso E aí ela vai cooptar E se fosse numa real necessidade de fazer uma carga né ela teria feito pode tracionar a Lita Lita só para mostrar como ficaria esse sistema né então seria passada essa primeira fita
e posteriormente a outra fita ali na região mais abdominal Lembrando que nessa situação né obviamente aqui é um maniquin uma demonstração mas a cabeça estaria contida né então eu teria um um cabresto inclusive com a corda lá em cima justamente para alguém direcionar porque senão o animal vai se movimentando ele vai fazer isso aqui ó ele vai virar e claro que isso pode trazer algum prejuízo ainda mais um espaço confinado ou mesmo se for algum uso de helicóptero esse animal ele começa a ser uma carga que vai gerar instabilidade então claro que a Cabeça Ela
sempre deve ser referenciada Lembrando que eu não uso a cabeça como ponto de tração mas sim como diferen então eu posso deixar o sistema é pesado o sistema tenso né É tracionado mas eu não puxo eu só referencio então se tiver num buraco por exemplo no espaço confinado a pessoa lá em cima vai ficar direcionando vai ficar estabilizando a cabeça se for no uso por exemplo com aeronave a gente pode fazer muitas vezes uma amarração do cabresto que vem aqui e ele fica obviamente amarrado aqui nas fitas para manter estabilizada essa [Música] cabeça n