[Música] Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.
Bendis vós entre as mulheres. Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria de Deus, nossos podem sentar-se.
Sim. De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a sua alma? São palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e alma máxima do Evangelho que tem enviado tantas almas ao céu e dado tantos santos à igreja.
De que serve ganhar o mundo inteiro que acaba e perder a alma que é eterna? O mundo. Santo Afonso, em que nos baseamos nesse sermão se se pergunta: "O que é este mundo?
" Se não uma certa aparência, uma cena de comédia que logo passa. E então a morte chega, o pano é baixado, a cena é encerrada e eis que tudo acaba. E aí de nós, caros católicos, no momento da morte, como parecerão a nós as coisas do mundo, os bens acumulados em vão, os prazeres desordenados vividos, os apegos desordenados às pessoas, às coisas, as honras.
Como nos parecerão todas essas coisas quando estivermos a ponto de tudo deixar? Devemos então pedir a nosso Senhor Jesus Cristo para que faça a nossa alma toda dele de agora em diante, que não amemos ninguém nem nada além dele mesmo. Devemos então querer nos desapegar de tudo antes que a morte nos tire tudo a força.
Santa Teresa Dávila, meus caros católicos, costumava dizer: "Não devemos levar em conta aquilo que termina. Procuremos, portanto, aqueles bens que não terminam com o tempo. Com efeito de que vale, de que serve ser feliz por alguns dias, se é que pode haver verdadeira felicidade sem Deus, de que serve ser feliz por algum dia, alguns dias, para quem depois deve ser infeliz para sempre.
E Davi, rei profeta, diz que todos os bens terrenos, todos os bens desse mundo, perecerão na morte e parecerão um sonho para aquele que acorda. Que tristeza, então, quando acordarmos destes sonhos, sem ter os nossos bens materiais e com a tristeza eterna. E meu Deus, quem sabe se este sermão é a última chamada para nós?
Devemos então clamar a Deus para que nos dê a força para banir de nosso coração todos os afetos terrenos que não são por Deus, para Deus, em Deus. Ele nos dê a força para banir do nosso coração todos esses afetos terrenos antes de partirmos dessa terra e pedir a Deus a graça de conhecermos o grande mal que fizemos a ele ao ofendê-lo, ao deixá-lo por causa das criaturas. como filho pródigo.
Que digamos então: "Pai, não sou digno de ser chamado vosso filho e arrependo-me de ter voltado às costas a vós e peço-vos que não me rejeite agora que quero voltar inteiramente para vós. " Meus caros católicos, na morte o cristão não será consolado com os cargos importantes, nem com a pompa, nem com as riquezas, nem com os divertimentos, nem com os sucessos alcançados, nem com a reputação. Só o amor que teve a Jesus Cristo e o pouco que sofreu por amor a Jesus Cristo é que será o motivo de consolo nesse momento tremendo.
Em resumo, todos os apegos desordenados às coisas desse mundo terminam na hora da morte em remorços de consciência. E temos tido, caros católicos, tanta luz para nos separar do mundo ao longo da nossa vida, mas continuamos ainda seguindo o mundo e as suas máximas. Qual será então a sentença que nos será dada na hora de nossa morte?
Tlos que somos, podemos nos santificar com tantos meios que temos para isso. Os sacramentos, os bons sermões, boas formações, boas leituras com a nossa vida de oração. Podemos nos santificar com tantos meios que temos para isso.
Podemos levar uma vida feliz, unidos a Deus em meio aos sofrimentos. Seria triste e tarde fazer essas reflexões apenas no momento de nossa morte, quando a cena já está prestes a terminar, quando estaremos à porta da eternidade nesse grande momento do qual depende a bem-aventurança eterna ou desespero eterno? Clamemos então: "Senhor, tende piedade de nós.
No passado não soubemos amar-vos. De hoje em diante sereis vós o nosso único bem. Deus meus tomia, meu Deus e meu tudo.
Só vós mereceis todo o nosso amor. Só a vós queremos amar. " Perguntemos, caros católicos, aqueles que estão agora no inferno, o que acham dos prazeres desordenados a que se apegaram e cometeram semana após semana, mês após mês?
O que pensam agora dos bens materiais desordenados a que se apegaram? Das honras a que se apegaram desordenadamente? E eles responderão chorando, nada, nada.
Tudo isso é nada. Não encontramos nada além de tormento e desespero. Tudo é passado, mas a nossa dor não tem fim.
Os infelizes dizem de que nos serviu a soberba e a vaidade dos bens desse mundo. Tudo passou como uma sombra e nada nos ficou senão os tormentos eternos. Pobre de nós, caros católicos, há quantos anos estamos no mundo e o que é que fizemos até agora por Deus?
Por Deus, com essa reta intenção, por Deus. E mais uma vez devemos clamar: Senhor, tende piedade de nós. Não nos afasteis da vossa face.
Meus caros católicos, a morte é o momento da verdade. Então, no momento da morte, vemos que as coisas desta terra são todas vaidade, fumo e cinza. E assim a morte é chamada ladrão, porque ela nos despoja de tudo, dos bens, da beleza, da dignidade, da força, dos parentes, dos prazeres, até da nossa pele.
O dia da morte, ainda chamado o dia da perda. Então, perderemos todas as coisas que adquirimos. e que temos e perderemos todas as nossas esperanças mundanas.
Não nos restará nada a não ser um trapo para cobrir o nosso cadáver. De que servirá a beleza do corpo se ela deve ser reduzida a um monte de vermes? que servirá autoridade se nada mais resta senão ser lançado em um poço esquecido por todos.
Tudo o que temos e somos nesse mundo, caros católicos, devemos ter e ser por Deus tão somente na medida em que ser algo e ter algo nos ajuda a melhor servir a Deus. E somente assim transformaremos as coisas passageiras em bens eternos, tendo e sendo tudo o que devemos ser para melhor servir a Deus. Esse é o grande segredo da morte, de pensar na morte, como nos recomenda a igreja.
E pensar bem na morte, catolicamente na morte, faz ir desaparecendo pouco a pouco todos esses desejos mundanos fora de nosso Senhor. Como a morte mostra que toda a grandeza terrana é fumaça e engano, como as coisas mais desejadas desta terra perdem todo o esplendor diante do leito da morte. Como a sombra da morte obscurece todas as belezas deste mundo.
E assim diz São João Crisóstomo, olha para um túmulo. Considere aqueles esqueletos reduzidos a pó, considere os vermes e suspire, dizendo: "Tal ainda tenho de me tornar e não penso nisso, não me entrego a Deus". Nós, caros católicos, com a graça de Deus, louvamos os santos, veneramos os santos que, por amor de Jesus Cristo, desprezaram os bens desta terra.
Mas queremos, por nossa vez agarrar-nos a estes bens com tanto perigo para nossa salvação. Tendemos a amar tanto os bens desse mundo, os bens que temos nessa vida, mas como é que fazemos tão pouco caso dos bens eternos? Muitas vezes é porque não refletimos o suficiente na morte.
na eternidade, na graça. Devemos então clamar: "Meu Jesus, não deve nos importar perder os bens da terra. Basta que não percamos a vós, bem infinito.
Ó meu Deus, quantas vezes vos temos trocado por nada, porque tudo é nada. Na nossa miséria, nos nossos pecados, não deveríamos nos atrever a esperar o perdão se não soubéssemos que morrestes para nos perdoar na vossa infinita bondade, no vosso infinito amor por nós. Agora, então, devemos querer vos amar sobre todas as coisas e estimar a vossa graça acima de todos os bens e de todos os reinos desse mundo.
Meu Deus, esclarecei-nos, fazei-nos conhecer o nada, que são as criaturas e o tudo que vós sois, o bem infinito. Fazei que deixemos tudo para adquirir a vós tão somente. Meu Deus e meu tudo.
Devemos querer só a vós e nada mais. Tudo mais por vós, em vós, à medida que me ajuda a vos servir. Santa Teresa, mais uma vez, meus caros católicos, dizia que todos os nossos apegos aos bens dessa terra vem da falta de fé.
Reavivemos, pois, a fé para que um dia tenhamos de deixar tudo e ir para a eternidade. E é preciso deixar agora, por esse desapego sincero e deixar agora com mérito e voluntariamente aquilo que um dia teremos de deixar pela força. Que prazeres desordenados, que riquezas vãs, que honras mundanas, que apegos desordenados a pessoas.
Nada disso. Deus, Deus, busquemos somente a Deus e Deus nos bastará para tudo. Santo Afonso cita uma irmã chamada Margarida de Santana, filha do imperador Rodolfo e Freira Descalça, que dizia: "De que servem os reinos na hora da morte?
E se os reinos, caros católicos, não servirão para nada, de que servirão as outras coisas, às vezes tão miúdas à quais nos apegamos desordenadamente? Esse bom pensamento católico sobre a morte fez que São Francisco de Borge, ao ver morta a imperatriz Isabel, fez que São Francisco de Borja resolvesse renunciar ao mundo e se entregasse inteiramente a Deus, pois ao ver aquele cadáver, disse: "Assim terminam toda a grandeza e as coroas deste mundo, todos os bens, todos os prazeres desordenados. Quantos infelizes a fim de obter algo da terra por um prazer, por uma vaidade, perderam suas almas e ao perderem suas almas, perderam tudo.
Os caros católicos, na nossa fé, que é a verdade, palavra de Deus, acreditamos ou não acreditamos que temos que morrer e que morreremos uma única vez. Porque então não deixamos tudo para garantir uma boa morte, porque não deixamos toda desordem em nossas vidas, nos bens, nas honras, nos prazeres, porque não deixamos toda desordem. Deixemos tudo isso para os católicos para ganhar tudo, para ganhar Deus.
E mais uma vez, então, devemos clamar: "Meu redentor, aceito minha morte e a aceito da maneira que lhe agradar enviá-la a mim. Mas peço-lhe, antes que venha me julgar, que me dê tempo para chorar pelas ofensas que lhe fiz. Tempo para um arrependimento sincero.
Esse tempo é agora, meus caros católicos. Não tenhamos ilusões. Não achemos que é depois ou mais tarde.
É agora que devemos amar a Jesus e nos arrepender de tê-lo desprezado. É agora que devemos procurar sinceramente ser todo de Deus antes que a morte chegue até nós. Não por palavras, não por uma disposição vaga, mas com uma mudança de vida bem concreta.
Se Deus nos dá essa graça, ao longo de toda a nossa vida, ainda mais no tempo de quaresma, vemos procurar ser todo de Deus antes que a morte chegue até nós e mudando realmente de vida concretamente. Quantas vezes nós aumentamos os nossos pecados? Nosso Senhor até aqui tem aumentado as suas graças.
pobres de nós, se agora não soubermos aproveitar essas graças para a nossa conversão. Com que paz, caros católicos, vivem e morrem as pessoas que, despojadas de tudo, desapegadas de tudo, andam alegremente dizendo: "Deus meus é toma, meu Deus e meu tudo". Salomão disse que todos os bens dessa terra são apenas vaidade e aflição de espírito.
Nos apegarmos aos bens desse mundo é apenas vaidade e aflição de espírito. qualquer que seja esse bem a que nos apegamos desordenadamente, seja um bem propriamente material, uma propriedade, seja mais uma vez alguma diversão, alguma vaidade que seja algum prazer desordenado, vaidade e aflição de espírito. São Filipe Neres chamou de todos aqueles que mantém o coração apegado ao mundo.
Porque mesmo nesta terra levam uma vinda infeliz, separados de Deus serão ainda mais infelizes na próxima vida, na vida futura, na eternidade. Deus, caros catórios, nos quer inteiramente para ele. Devemos querer sinceramente ser todo dele.
Entreguemo-nos totalmente a ele a partir deste ponto e dele não queiramos nada. a não ser ele mesmo e ele nos basta. E não pensemos, meus caros, que viver sem nos importarmos com nada, a não ser Deus, que não amar nada além de Deus, seja uma vida descontente de que amar tudo que devemos amar, que amemos somente em Deus, isso não é uma vida triste, descontente.
Ao contrário, ninguém nesta terra está mais satisfeito do que uma alma que ama Jesus Cristo de todo o coração, que faz tudo o que tem que fazer por amor a Jesus, que tem tudo o que tem que ver conforo o que tem que ter conforme o seu estado de vida por amor a Jesus. Os caros católicos, Deus nos busca e tem nos buscado até aqui. Enquanto fugimos dele, ele não nos rejeitará agora.
E queremos buscá-lo sinceramente. Ele nos amou quando nós não o amávamos. Ele não nos rejeitará agora que queremos amá-lo sinceramente de todo coração.
Amá-lo não vagamente, mas com obras, guardando a sua palavra. guardando os seus mandamentos. Desapeguemo-nos de tudo, caros católicos, para tudo ganhar, para ganhar Deus, que é o bem infinito.
Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. [Música] amca porca.
Yeah.