olá pessoal tudo bem vamos dar início então a uma nova aula ainda nesse eixo temático que viemos conversando nossos últimos tempos né nas últimas semanas relacionada ainda aos direitos humanos o tema desta aula é a educação e cultura da paz né a gente precisa falar de uma cultura da paz em tempos conflituosos né em tempo em questionamento dos direitos humanos vamos lá pra gente começar essa aula a gente se inspira né em um grande lutador dos direitos humanos né que é o Nelson Mandela e ele disse o seguinte: "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor
da sua pele por sua origem ou ainda por sua religião para odiar as pessoas precisam aprender e se podem aprender a odiar podem ser ensinadas a amar" essa é uma reflexão que a gente encontra em diversos locais diversos muros das escolas documentos também das escolas e é uma reflexão muito profunda né porque a gente não nasce odiando o outro a gente aprende a odiar o outro né e muitas vezes os locais onde a gente aprende a odiar o outro são os locais de afeto de amor como é o caso das nossas casas das nossas escolas
das nossas comunidades dos nossos familiares né e se a gente consegue aprender a odiar a partir desses espaços dessas pessoas que deveria nos ensinar a amar a gente precisa certamente ã propor e construir um novo modelo né que passe por uma nova abordagem então ã introduzindo a nossa aula a gente chama atenção aqui para a questão da educação e da cultura da paz a educação desempenha um papel essencial na construção de uma sociedade mais inclusiva respeitosa eh como foi mencionado na frase do nosso Mandela e o conceito de cultura da paz está diretamente ligado à
promoção e respeito à diversidade e à erradicação de práticas discriminatórios no ambiente educacional então aqui também a gente já tá dizendo que a gente tá falando de uma cultura da paz a partir da escola tá ah compreender a cultura e identificar estratégias pedagógicas que a favoreça favoreçam uma cultura da paz são elementos fundamentais paraa transformação da nossa sociedade pensando em práticas como a gente pode desenvolver práticas pedagógicas inclusivas tá relacionada a essa cultura que que a gente vem falando uma cultura de direitos humanos uma cultura da paz tá para fomentar essa cultura da paz é
necessário estabelecer práticas pedagógicas que despertem a sensibilidade contra a discriminação e promovam o respeito à identidade e alteridade nós já vínhamos falando em outros momentos sobre a constituição a construção da identidade né e também falávamos em outros momentos sobre a construção da alteridade que que é alteridade essa questão do altere eggo né o outro a outra a outra face digamos assim trabalhamos isso na aula eh a partir do pensamento do Leviná né segundo os autores que a gente vem trabalhando eh essas práticas devem incentivar o conhecimento sobre a diversidade estimular a reflexão crítica e ampliar
a compreensão sobre diferentes tradições culturais e aí então o papel da educação que não deve se limitar à transmissão de informações mas sim atuar na transformação de atitudes e perspectivas a gente pode aqui uma reflexão bastante importante né porque não é mais não é só papel da escola papel do educador eh transmitir aliás esse conceito de transmissão de conteúdo totalmente de defasado né não é só conteúdo a gente precisa eh eh ensinar as pessoas a conviverem precisa ensinar as pessoas a amar né a a como se ensina a odiar a gente tem que ensinar também
a amar né então eh é a partir dessa perspectiva que é possível capacitar os educandos para uma convivência harmoniosa e respeitosa quer dizer se a gente precisa enquanto educador enquanto ã eh profissional da escola trabalhar para que os educandos eh possam conviver de forma harmoniosa e respeitosa uns com os outros e essa forma de trabalhar essa forma de de educar para uma educação harmoniosa fundamentada na cultura da paz isso vai se radiar né para outros espaços para os ambientes de de sala para além da sala de aula né como que a gente constrói eh um
olhar dialógico né um dos desafios da educação é superar estereótipo cristalizado e desenvolver um olhar sensível e reflexivo né que que é isso tá eh superação de estereótipos cristalizados e olhar sensível porque a gente não basta somente ver né a gente precisa enxergar né a gente precisa ser educado para um olhar sensível para as diferenças para além daquele olhar que a gente tá acostumado a ter para além daquela visão que a gente tá acostumado a a ter né que é a gente precisa desenvolver então um olhar sensível e reflexivo ainda a questão da escultativa e
a capacidade de enxergar a realidade a partir da perspectiva do outro são fundamentais para a construção de um diálogo autêntico né então enxergar e escutar o outro né eh essas capacidades de escutar e enxergar nos leva uma nova perspectiva né aí a gente pode entrar no pensamento de Freire eh o Fort que o educador deve ensinar a pensar de forma crítica e a olhar para a realidade com questionamento tá não se trata apenas de observar passivamente mas de perceber refletir e interpretar questionando o que está naturalizado e abrindo para espaço para o reconhecimento das diferenças
quer dizer a gente não é só observar passivamente né sem ã ã refletir sem ã interpretar sem tentar entender o que está acontecendo né as injustiças as violências as maldades os bullyings né tudo aquilo que que gera situações extremas nas escolas né a gente precisa questionar eh muitas vezes eh comportamentos naturalizados né a partir de um olhar de respeito à diferença e isso abre espaço para o reconhecimento do outro que traga o conceito de Iser né que diz que é uma atitude de referência pela vida né uma cultura generosa e humanitária uma cultura em que
a paz em vez de guerra prevaleça uma cultura de paz honra as necessidades existenciais e as aspirações de todos os seres humanos e além disso reconhece que as nossas necessidades devem ser vistas no contexto de da frágil e interconectada rede da vida então uma cultura da paz estimula os esforços de compreensão mútua tolerância e cooperação enraizadas na empatia na compaixão isso certamente deve se tornar o objeto objetivo principal da educação no nosso tempo então é uma questão gente profunda o objetivo central da educação do nosso tempo não é transmissão de conteúdo isso já passou né
o conceito de ALER nos leva a pensar educação a partir de outra estratégia que tem o objetivo principal de na ideia né da cultura da paz estimular o esforço de compreensão entre as pessoas a questão da tolerância entre as pessoas entre os educandos e a cooperação em baseada então na na empatia e na compaixão revira a nossa escola né e vira como a gente estrutura o nosso modelo educacional continuando conler né precisamos então da observação né não basta eh simplesmente olhar precisa observar e observar para compreender né uma observação como ferramenta básica para o desenvolvimento
de um olhar sensível e pensante porque se a gente não observar para desenvolver um olhar sensível e pensante a gente vai continuar naquela questão do do estereótipo cristalizado que a gente falava antes então faz parte do processo de construção o olhar que tô sublinhando né gente tá faz parte do processo de construção olhar que vê e escuta pois da mesma forma não fomos educados para a escuta a gente não tá educado para a escuta tá quando não ouvimos o falar do outro mas o que gostaríamos de ouvir reproduzimos desse modo o monólogo que nos ensinaram
né você não não percebe que a gente tá numa sociedade que não escuta que não se interessa pelo que o outro tem a falar e sim se interessa pelo aquilo que ela gosta de ouvir né e a gente acaba reproduzindo esse esse monólogo e que está aí tá esse olhar monológico continuando diante das violências que afrontam a dignidade da vida é desafiado a sair de si para ver a realidade a partir das lentes do outro a partir do seu contexto história é preciso construir um olhar dialógico aberto para as possibilidades da internalização da realidade observável
para então poder questioná-la pensá-la interpretá-la rompendo insuficiências teóricas e práticas fomentadoras e cegueiras então eh quando a gente tá diante de um olhar que não enxerga a gente tá diante de uma de uma cegueira né quando a gente tá diante de um olhar monológico que só eh reflete a partir de si mesmo a gente tá dentro de uma noção de cegueira quando a gente está eh de uma realidade onde a gente eh ouve mas não escuta a gente tá uma realidade de surdez não é isso que acontece no nosso contexto quando a gente não escuta
quando a gente não eh enxerga o que está acontecendo com o outro com o diferente de nós são perguntas que essa reflexão nos nos permite fazer continuando como a educação deste olhar pode desenvolver processos educacionais em que os sujeitos adquiram consciência da sua dignidade e apropriem-se de instrumentos para segurá-la em uma sociedade excludente e desigual como a educação pode alterar esse olhar essa é a pergunta de fundo né numa sociedade que exclui eh o educador ensina a pensar pensando né ele ensina a olhar olhando aqui volta de ênfase no educador tá o educador ensina a
pensar pensando é o educador que pensa ensina a olhar olhando o educador que olha né que vê o diferente mas não é qualquer olhar é um olhar que vê repara pensa reflete interpreta avalia estiga pergunta e problematiza o que está naturalizado o que questiona o que está dado aprender a ver é perceber as diferenças ou repetir né para a autora ela aprender a ver é perceber diferenças a lente do olhar sem reflexão só quer ver o homogêneo o igual o idêntico o resto não lhe serve é jogado fora como se parte da realidade pudesse de
fato ser jogada no lixo assim aprender a olhar ver e reparar é para Souza Santos outro autor possibilidade é o movimento do mundo estabelecer relações entre semelhanças e diferenças é um olhar de pensamento divergente a gente precisa ter um olhar de pensador divergente não convergente que vê o que já está aí o que todos veem né o que tá cristalizado a gente enquanto educador precisa ter um olhar para de pensamento divergente ainda voltando à questão da cultura da paz quais são os princípios fundamentais da cultura da paz respeito à vida promoção da não violência diálogo
e cooperação essa esses conceitos estão baseados na declaração sobre cultura da paz da Organização das Nações Unidas da ONU de 99 que destaca a necessidade de valores que promovam a justiça a tolerância a solidariedade e a diversidade cultural vinculando isso à educação quando os educando são incentivados a superar cegueiras monoculturais né uma visão estreita eles passam a reconhecer a diversidade e a diferença como um patrimônio da cultura ah nosso país num patrimônio cultural tão diverso essa perspectiva possibilita a construção de um novo modelo de sociedade centrado na dignidade humana e no respeito profundo a todas
as formas de vida quando a gente fala uma perspectiva de construção do novo modelo de sociedade a gente tá falando centrado naidade humana aqui entre direitos humanos né uma sociedade baseada na nos direitos humanos certo e a educação nessa cultura da paz né e aí a questão da escola e a questão do educador né então a escola é um espaço fundamental para a construção da cultura da paz pois nela se estruturam concepções de mundo e circulam valores culturais a escola é a base né gente da da construção de um olhar diferente né de uma também
de uma estruturação de concepção de mundo né que pode não ser obviamente eh orientado para enxergar a diferença né posso ir pra escola e enxergar somente aquilo que eu quero enxergar o enfrentamento de violências simbólicas e práticas discriminatórias exige uma abordagem educativa que promova relações positivas e respeitosas para tanto é essencial reparar as diferenças nos processos educacionais combatendo a homogeneização e reconhecendo a riqueza das diversas identidades né então a gente precisa construir uma educação para a diferença que combata o que é homogêneo reconheça o que é diverso reconheça a diversidade né e qual é o
papel dos educadores que eles têm um papel mediador incentivando o pensamento crítico porque ele é um pensador crítico né e promovendo o ambiente inclusivo porque ele é inclusivo então para ir finalizando é necessário sempre exercitar o olhar pensante acolhedor que questiona o óbvio o natural que desvela denominações preconceitos e discriminações como se faz isso pelação coletiva a escola torna-se espaço e lugar da diversidade em específico da diversidade também religiosa e dos direitos humanos isso se dá pelo e no exercício do conhecer ao outro conhecer a autoridade respeitar a autoridade de onde emerge a possibilidade histórica
de outras vivências respeito acolhida reverência e aprendências para em autoridade então citando Sequete Oliveira e Hard 2013 tá então eh a gente precisa construir a partir de uma ação coletiva onde a escola tem um papel fundamental né na na criação na constituição desse espaço da diversidade e baseada então nos direitos humanos no exercício exercitando esse conhecer o outro né possibilitando então novas emergências novas vivências baseadas no respeito a colhid da irreverência então paraa reflexão final a gente eh para construir uma cultura da paz depende do compromisso de cada indivíduo reconhecer a diversidade respeitar as diferenças
é necessário questionar preconceitos estar aberto ao diálogo independentemente de crenças ou origens tá esse é um questão profunda mas que passa escola mas que passa por nós também né a gente precisa se questionar todo o tempo em relação aos nossos preconceitos né e estar aberto ao diálogo a ouvir enxergar né escutar o que o outro tem a dizer né nessa relação com o outro eu posso de novo citar essa mandela onde que onde ele afirma né que o ódio é aprendido portanto se o ódio é aprendido o amor e o respeito também podem ser ensinados
e aí cabe a educação o papel de despertar essa consciência preparando os indivíduos indivíduos para a construção de um mundo mais justo e harmonioso né é a educação que vai despertar essa consciência em relação ao amor ao respeito e esse isso pode isso se constitui se constru se constrói dentro do espaço pedagógico do ambiente escolar muito obrigado e até a próxima aula até mais เ