Senhoras e senhores, André Colares aqui, fundador do Mind Jus, para mais uma grandiosa entrevista com um cara que já esteve com a gente, cara. Ele é CEO e sócio da STW Brasil. Eles que fazem um trabalho extraordinário no Brasil em relação à cybersegurança, em relação à perícia forense, em relação à investigação. É um cara que da última vez eu já falei, né? tem e muita formação acadêmica aí, nove Pós-graduações, tá finalizando o mestrado agora, inúmeras certificações internacionais em perícia forense, eles que tm sede aqui no Brasil e também tem sede fora do Brasil, Miami, né?
É sede em Miami. Então, pô, o papo hoje vai ser legal e hoje diferente, tá? Vamos falar sobre a ISO 27042. A gente trouxe uma série de ferramentas mesmo para mostrar a ferramenta para vocês e mostrar a utilidade dessas ferramentas. Vamos falar sobre outras Ferramentas fora o celebrate. Vamos falar sobre muita coisa hoje. O papo vai ser extraordinário. Vai ser top, hein, João? Comigo aqui, ó. Sensacional. Grande criminalista, né? Como eu sempre digo, João Rezende. Top hoje, hein, João? Muito bom. Mas já começa aqui falando que a gente não pode esquecer de pedir aquele like,
pedir o compartilhamento para as 1000 pessoas mais próximas que aqui, ó, cara, olha o nível, não, se puder mandar mostrar a Câmera geral aqui, ó, mostra geral aí, pô, galera. assai, fica atrás, fica muito longe aqui. Senhoras e senhores, Leandro Morales, irmão, obrigado pela presença. Eu que agradeço novamente estar com vocês aqui. É sempre um final de semana extremamente ali de troca de conhecimento. A gente mais acaba aprendendo do que acaba passando. É sempre muito legal tá com os melhores mesmo. Realmente é importante. Ô galera, o o Leandro falou até, acabei Não comentando, neste final
de semana vai acontecer as nossas imersões em nulidades e provas digitais, que o Leandro nos brinda com sua presença, é nosso professor e também a nossa imersão e investigação defensiva. Então são dois encontros sensacionais. Cada uma das nossas imersões acontecem, cada tema uma vez apena, uma vez apenas por semestre. Então, tem a imersão em tribunais superiores, imersão em direito penal econômico, imersão em operações e max Processos, que inclusive será no mês de maio, agora, dia 23 de maio. Imersão em nulidades e provas digitais, investigação defensiva, são temas que te interessa. Procura a gente aí, vamos
bater um papo, vamos ver se a gente pode contribuir para você dentro dessas temáticas. Mas indo direto ao ponto, ainda o que interessa, irmão, eu te apresentei rapidamente, mas se apresenta pra galera aí e depois já queria saber que que são essas coisas aí, cara. Estamos com, pô, a os equipamentos hoje aqui à mão e tal. Se apresenta, depois já começa a mostrar isso aí que você trouxe pra gente, pô. Legal. Não, obrigado. Meu nome é Leandro Morales, sou da STW Brasil, uma empresa que atua na parte, tanto na parte perícia forense, a parte de
investigações eh defensivas, na parte de auditoria, a gente até cuida dessas questões voltadas à parte de suporte técnico. Um dos pontos de atuação hoje que o advogado Muitas vezes não não tem muita a noção, a gente trabalha muito com resposta a incidente de segurança. A gente tem visto cada vez mais aí empresas tendo ali, né, a sua base de TI ali invadida, comprometida. E o advogado muitas vezes precisa lidar com questões da seguradora, porque não sei se todos sabem, mas existem seguros cibernéticos, existem uma série de coisas aí que o advogado precisa est conhecendo, porque
isso quando acontecer hoje não é uma Questão de mais se vai é eh eh é se vai acontecer ou não vai acontecer, é quando vai acontecer. Então é extremamente importante, a gente trabalha muito com respondendo incidentes, então desde fraudes financeiras até ataques de handswer, né, que a gente chama que são esses vírus hoje que criptografam computadores, pedem resgate, né, na questão da extorção. Então a gente tem atuado muito com isso. Minha base de formação sempre foi a TI. Tem um um Conhecimento, eu digo, bem pequeno na parte de direito, que é o que precisa, né,
pra gente ser o hub de comunicação entre o direito e a tecnologia. Então a ideia sempre é contribuir trazendo essa conexão pro advogado. Então Leandro, só uma pergunta, qual que é o tamanho da STW hoje? Hoje a gente tá mais ou menos aí com 35 a 40 pessoas. a gente tem um foco muito forte eh nas regiões ali, tanto do Sudeste como também na região do Norte, Nordeste. A gente atua muito Com essas questões, participa muito com o o com essas empresas, né, e com advogados que atuam nesse segmento. A gente atua também fora do
país. A gente tem lá eh hoje numa base em Miami, onde a gente faz essa questão eh muitas vezes também de eh trabalhos de investigação. lá é um processo mais de detetive particular que eles chamam, mas é um processo mesmo que segue o mesmo padrão que a gente usa aqui, que é uma norma internacional. Então, tanto para Coletas, trabalhos para as empresas e eh essa questões de fraude. Então, hoje a gente tem isso que vai desde a parte de auditoria, onde a gente atua paraa ISO, que tem a ISO 27001, que é uma ISO que
fala sobre segurança da informação de um modo geral, até questões como a gente pode ver aí de auditoria, provas digitais e outros meios. Cara, sensacional. Eh, eu até da última vez comentei que vocês têm talvez um dos mais relevantes laboratórios Privados de de forência digital do Brasil, certo? Sim, eu até hoje a gente até fora do Brasil mesmo é difícil porque a gente fez um investimento muito grande nessa questão para quê? Eh, para primeiro entender como que funcionava. Hoje a gente pega celulares lá que estão danificados, quebrados, eh, partidos ao meio e muitas vezes até
delegacias, polícias civis, federais, sistema penitenciário, muitas vezes recorrem ao nosso trabalho, Ministérios Públicos, Para tentar recuperar muitas vezes dados de aparelhos que foram danificados. Então, juízes muitas vezes nomeiam a gente como perito, adoc para tentar contribuir nessa questão da restauração. Então, para isso, existe uma questão eletrônica muito forte, existe uma questão de equipamentos, a gente tava até citando, né? A gente só pensa num tipo de equipamento de forense para celulares, né? Mas existem vários outros, a gente só pensa no Celebrite, Né? Mas existem outras opções de mercado, existem outros softwares forense e essa é uma
coisa que cada vez tá mais viva que nunca, né? Hoje todos os nossos dados estão aí no celular. O meu tá carregando aqui. Que que você trouxe para nós aí hoje, pô? Mostra aí, mostra aí. Legal. Eu vou trazer aqui. Aqui eh diferente da última vez, né? Na última imersão, a gente falou sobre isso de uma forma muito legal. A gente trouxe, levou, lembra? A gente levou o o Próprio Celebrite, mostrou a maleta, os cabos. Hoje eu trouxe um software, é, é um hardware, né? ele trabalha muito mais nessa questão da parte de eh coletas
de computadores, porque a gente só pensa como se fossem eh só dados de celular, né? Mas tem muitas empresas, tem computadores, a fraude acontecendo ali, você tem muitas vezes o computador sendo aprendido, todo o processo ali. Então esse aqui é um um processo onde a gente faz ali, faz um pouco mais alto só pra Galera ver, ficou melhor. Onde a gente traz aqui um um próprio processo aqui você faz a ligação deles aqui, né, dentro desse processo aqui. Depois onde você faz o processo, você pluga o HD do computador, né? Então, o HD fica aqui
e o computador que vai receber o a imagem daquele computador fica do outro lado. Qual é a vantagem? Fazendo isso, a prova realmente o HD original tem que ser coletado dessa forma. Por quê? Porque aí não tem nenhuma alteração eh eh dentro Daquele daquele HD. E aí a gente tem aqui a garantia do RH, que tanto é falado hoje, né? Então, quando você utiliza um equipamento desse, você coleta os dados que estão desse desse computador para um outro computador e aí através disso aqui você consegue fazer a leitura, inicia o processo pericial. Como é o
nome desse aparelho? É bloqueador de escrita. Ele se chama right Blocker. A marca desse aqui é da própria Tablô, né, que tá escrito Tableal aqui. E aí ele é um software que você consegue fazer a compra tanto nacionalmente como internacionalmente. E ele basta você ter um computador ali e iniciar um processo para fazer a cópia de um HD ali, de um computador, de um HD SSD, inclusive de um pen drive. Então, muitas vezes, em vez de você só pegar a questão do pen drive ali e apresentar ele como prova, você utilizar, ele tem entradas aqui
para várias opções ali. E aí dentro desse processo você consegue Trazer e consegue ter todos os dados ali daquele computador. Ô, Leandro, e esse serve também para MacBook, iMac? MacBook é boa pergunta, doutor, muito boa pergunta. O Mac, como ele utiliza um sistema de arquivo diferen eh bem diferencial dos Windows, você utiliza um muito semelhante, ele é menorzinho, mas também é extremamente importante no Mac isso. E aí vem um ponto que você falou, doutor, hoje pouquíssimos peritos coletam o Mac, tem essa ferramenta para Coleta de Mac. E aí foi um investimento que a gente fez
para trabalhar nisso. Por quê? Porque existem muitos computadores Apple, tanto até os computadores mais antigos como os MacBooks novos, MacBook Pro, hoje com processadora os ARMs, né, os M3. Então a gente tem agora lançamento até do M4. Então a gente tem uma ferramenta exatamente dessa. O mercado tem uma ferramenta dessa para você coletar também Macs e coisas do tipo que não é Essa aqui. Não é essa aqui. A gente até falou sobre valores de investimento, que é uma coisa bem alta, né? Tipo, questão de licença, de Exato. O investimento alto que vocês, vocês têm noção
assim do investimento que vocês fazem por ano em termos de equip de geral assim global, em equipamentos e licenças? Olha, em em geral nós temos lá quase um por por média ali mais de Rho. Por anoi se a gente for pegar a Polícia Federal de Curitiba, que tem lógico um volume muito Maior, né, eles têm mais ou menos ali em torno de 15 milhões ano. Então para você ver como é o investimento dessa questão, esses aqui normalmente são de compras, né? Um produto que você compra. O problema é que amanhã sai um HD de uma
outra geração, então você tem uma atualização, um adaptador novo. Por exemplo, HDS que vão receber evidências nossos, é, são coisas que assim, um HD de 4 teras hoje a gente fala em R$ 880, a gente tem mais de 400, 500 HDs. Por quê? Muitas vezes, nessas respostas a incidente de empresa, a gente chega dentro da empresa lá, você tem o quê? milhares de computadores para ser coletados ali, centenas de computadores. E aí você precisa ter prontidão, porque não dá para eu chegar lá em São Paulo num domingo, porque essas coisas sempre acontecem véspera de carnaval,
é véspera de coisas do tipo, né? Vésperas de feriado. Não tem como eu chegar lá na Santa Figênia ali em São Paulo, né, que É uma região de compras de equipamentos eletrônicos e comprar lá, falar: "Ó, vou comprar 50, 60, 70, 80 discos lá", né? Então é é muito complicado. Então a gente mantém um estoque muito grande porque, por exemplo, você me contrata, a gente vai num caso, então o HD que vocês vão receber é um HD que tá que a gente chama, né? Um HD limpo para não ter contaminação cruzada de dados. Então é
muito importante ter esse controle. Então tudo isso vai, é esses adaptadores Que acabam saindo muito caros. A gente muitas vezes e você vê um adaptador desse aqui custa quase em torno de 200. Então você fala: "Pô, mas um cabinho desse tem vários ali, né? Tem vários, ó. Você vê ele trem aqui, ó. Mostra pra galera aí. Tem vários, ó. A gente tem para HDs, ó. Se você quiser fazer mais de um HD, você tem para HDS ids que você fala: "Pô, hoje não existe mais, né, esses HDs IDE." Gente, a gente já a gente já
faz às vezes perícia em CD. Às Vezes chega do fórum lá um CD com o celebrite lá dentro, você tem que ficar plugando CD atrás de CD. São 30 CDs para você fazer. Então assim, esses HD acha que não existem, mas existem sim ainda. Então a gente tem uma série de cabos, né? Ele vem com adaptadores, como esse próprio cabo aqui que eu falei, quem tem mais aí de 15, 20 anos de informática sabe do que eu tô falando, né? Vai olhar aqui, vai lembrar, vai falar: "Pô, isso aqui é bem antigo, esse é um".
Então Esse processo aqui é um é os processos para HD de disco. Aqui um outro equipamento. Este equipamento aqui, ele é um equipamento que eu quis trazer, que ele difere um pouco do que a gente fala de provas digitais, né? Esse equipamento aqui, ele é um equipamento que ele é, na verdade, um microscópio, um pequeno microscópio, aonde você consegue fazer o quê? Analisar textos escritos. Então, você consegue fazer o quê? ligando ele, você consegue muitas vezes no próprio Microscópio dele tem uma uma um próprio LED aqui e aqui em cima ele tem um visor. Então
você colocando no papel, você consegue ver a força que aquela escrita foi feita, se existe alguma por exemplo, se a gente pegar documentos de cartório, que tem aqui aqueles selos de segurança, ele tem também uma luz UV que você consegue ver se tem aqueles componentes de segurança de cédula e de documentos de cartório. Então você consegue ter uma validação rápida nesse Equipamento, você consegue dar zoom, ver, por exemplo, às vezes a gente pega eh papéis assim onde o cara tenta fazer de uma forma muito bem feita, tira uma parte do texto e cola no outro,
cola fotos em documentos digitais, né? E aí apresenta aquilo como uma forma. Então este equipamento ele traz, ele é um scannerzinho de mão, um microscópio de mão. Ele ajuda muito tanto para questões de assinatura, para quem mexe com grafotecnia, como paraa parte de Documento, a parte de documentoscopia. E lá no na imersão a gente vai mostrar mesmo até como ele serve para digitais, como a gente consegue pegar digitais através de pó mesmo químico, né, utilizando mesmo como se fosse uma perícia criminal. é uma questão mais ilustrativa. A gente não trabalha eh exatamente com essas questões
de impressões digitais, mas para mostrar que a prova digital tem muita coisa a ver com a prova física, né? Porque Muitas pessoas, muitos advogados acham que assim, ah, a prova digital ela é totalmente diferenciada de uma prova física, né, de um de um documento de papel. E pelo contrário, um se você tem hoje um sangue aí dentro de um de um de um local, dentro de um carpete, dentro de uma cortina, você também tem eh os mesmos procedimentos que a prova digital deveria ter. Então são equipamentos que a gente trouxe lá na na nas imersões.
A gente vai mostrar um rall de outros Equipamentos de cybersegurança, inclusive como você ter acesso eh eh num processo até de eh pensando numa investigação defensiva, como ter acesso a um Wi-Fi, como hoje a prática criminosa utiliza isso, né, para para esses tipos de fraude. Então vocês vão ver uma visão maior eh lá dentro de como funcionam esses equipamentos. Muito bom, Leandro. Eh, assim, eu vejo isso, é, acho muito bonito, Maravilhoso, mas eu trago um caso aqui só como exemplo, né? Eu tô atando num caso que eu estou atacando a nulidade da apreensão, da busca
de apreensão. Por quê? A Polícia Federal, na hora que foi cumprir o mandado na casa do meu cliente mexeu nos computadores e não tinha autorização judicial para verificar nos computadores no momento da busca para verificar se havia algum documento ou não que fosse algum algum arquivo que fosse relacionado com o Objeto do mandado. Então assim, mexeram, tem fotos, tem fotos de celular do computador mostrando que mexeram a pasta aberta, mexer no computador mesmo. E aí entra toda aquela questão da coleta, do armazenamento que não foi feito de forma devida. Por isso que eu tô atacando
a questão da quebra da cadeia de custódia nesse ponto. E eu pergunto-se: "O que que falta pra polícia, tanto a aqui foi um caso da Polícia Federal, eh tanto a polícia federal quanto a polícia civil De todos os estados implementarem bem esses equipamentos nesses momentos assim de coleta, de ter um procedimento, o que que que falta? Ponto muito importante, são várias questões. Por exemplo, se o computador está ligado e eh parece uma coisa muito simples, mas pra parte pericial um computador está ligado ou desligado tem diferença. Se um computador está ligado e e no momento
da busca e você chegou lá, qual é um procedimento importante, Pericial? você coletar a memória daquele computador, documentar esse processo e mostrar como você fez a coleta da memória daquele computador. Na hora que você faz a coleta da memória daquele computador, você pode fazer o desligamento dele. Por que que você precisa coletar a memória? Neste momento que você coleta a memória, se aquele computador tiver algum tipo de criptografia, senha, alguma coisa que trave ele, neste momento, você vai ter a Memória, os dados vão estar na memória. Então, você consegue depois abrir aquele computador sem precisar
de senha, porque você tem teoricamente a chave de criptografia dele nas suas mãos, porque você coletou a memória. Então, imagina, ele é um um baú que tem um cadeado. Quando você vai mexer num baú, você abriu, soltou o cadeado. Naquele momento, o baú não estém o cadeado. Se você olhar no cadeado e ver o código que foi digitado, você pode fechar novamente E botar o cadeado. Você já vai saber o código. Então você consegue depois trazer os dados. Por isso que é importante nesse sentido. O computador ele tem muita similaridade nesse sentido com o celular.
você não coleta mais um celular desligado. O celular está totalmente ligado, movimentando, com a vida funcionando a cada centésimo ali de milissegundos dentro dele. Então isso é muito importante. Então vamos pegar desse primeiro ponto. Se ele tá lá e ele Liga o computador, fica um registro no computador dizendo data e hora e momento de ligação, power on ou power off, dizendo o computador foi ligado ou o computador foi desligado. Mostra isso lá. Se ele tira o o o cabo da tomada, depois você consegue depois analisando o computador, dizendo que aquele computador foi desligado, parou de
funcionar em determinado momento. Então isso é um ponto importante, por isso que são duas vieses. Ele tava ligado ou ele Tava desligado? Bom, ele tava ligado, ele coletou a memória, não, ele ficou mexendo em foto, ficou mexendo em arquivo. Não é o procedimento a ser feito. Por que não é o procedimento a ser feito? Eu tô agora exatamente num caso no Ceará aonde existe uma questão do DVR e onde existe uma eh, desculpa, em Curitiba não, não é Ceará. E aí o próprio perito a o próprio Ministério Público faz uma um roll de perguntas pro
perito criminal responder sobre se houve Manipulação nos dados. Só que aí o advogado perguntou: "E aí vamos quisitar também?" A gente falou: "Ó, vamos aguardar, vamos, porque eu não sei ainda o que vai vir de respostas. Qualquer coisa a gente coloca como quesitos suplementares, enfim, entra com outro ponto nesse sentido. Todas as perguntas do Ministério Público, na verdade que foram colocadas ali, vão contra o processo do pro próprio Ministério Público. Porque ele disse, houve aí o Que que o perito faz? O perito traz muito técnico, muito bom lá do complementar dele, muito, muito técnico mesmo,
onde ele diz, dizendo: "Olha, um celular é um ser vivo, um celular mostra uma série de coisas, não tem como eu analisar registros por registros de tudo que aconteceu, porque isso levaria um tempo e uma e um esforço enorme. E eu precisaria de pontos específicos se você falasse." E aí ele começa a trazer dizendo: "Olha, vários comportamentos Que tem no celular, só de você, ele tá ligado, ele já exige, ele já mostra depois ali dizendo, ó, esses são os comportamentos". Mas em determinados momentos, baseado na aquisitação, tá lá, eh, ele, ele diz: "Ó, o Google
Photos foi aberto, WhatsApp foi aberto, esse processo foi aberto". Por que que foi aberto? E por que não foi documentado se foi aberto? Então assim, ele tenta ser eh eh corporativista em vários sentidos, Dizendo que existem milhões de alterações, que o computador é é que o celular é um ser vivo, mas em um determinado momento ele começa a pontuar dizendo: "Ó, o Google Photos foi aberto. Aí minha pergunta: coletar os dados desse telefone, é importante eu ter o Google fotos aberto? É importante ele ter acessado o WhatsApp?" Ele diz: "Não, era só ele botar o
celular em modo desenvolvedor, porque era o modo Android". Então assim, tenha, ele coloca no modo desenvolvedor para fazer o processo da perícia, mas e antes desse processo? Aí ligou numa rede chamada Roberto? Por qual motivo esse celular se conecta numa rede Roberto depois do réu preso 3 horas? Então assim, se se isso não é eh eh eh eh se não é prejuízo à prova, e ele mesmo diz: "Ó, são muitos registros, não tem como a gente e elencar um a um, porque tem mais ou menos 19.800 18 Registros. E aí uma aí o próprio o
próprio Ministério Público quisita e nesse sentido ruim para eles dizendo, ó, você consegue então descrever o que que é registro automático ou o que que é registro de alguém manuseando o aparelho? Aí o perito tenta ser mais corporativista dizendo: "Não, veja bem, mas no final, nos quesitos, ele acaba respondendo: "Sim, abriram Google Photos? Sim, abriram WhatsApp". Então assim, eh, enquanto houver essa, eh, Forem existindo esses processos, né, dentro disso, vai ficar muito pior. Por exemplo, eu tava na Argentina, eh, a gente tava lá com um pessoal falando sobre esses processos de como o sistema judiciário
deles entendem, cara, existe um procedimento padrão que é instaurado em toda a polícia que se não for seguido dentro dessa questão o processo, a prova é anulada. Assim, a própria polícia diz: "Não, mexeram, manipularam e não não serve aquilo". Vamos buscar outro meio De prova. Você tava na Argentina para para um caso, para lidar com o caso ou para estudo? Para Na verdade, a gente foi para um evento e aí a gente foi convidado para alestrar num evento do Tribunal de Justiça deles de lá e aí a gente ficou dois dias lá. É assim, é
muito novo porque por mais que são os direitos são muito parecidos, né? Todos vêm sempre de uma escola ou de outra, né? Se a gente for pensar na teoria do direito, eh, não sou uma pessoa de Direito, ah, imagina tudo isso num outro idioma. Então, eh, você demora um tempo para você começar a entender. Você dá arranhadinha no espanhol ou soltou portunhol ali, né? Então, é um port, é assim, e o e o ruim disso é que eu tenho um passaporte espanhol, então é muito ruim eu não falar espanhol. Eu realmente não sou o melhor
desenvolvedor do idioma espanhol, mas eh deu para dar eh eh quando as coisas são faladas mais tranquilamente, é possível. E engraçado Que na Argentina parece falar um outro idioma espanhol também. Então tem esse ponto. Quando eles falam rápido mesmo de uma forma é muito difícil e aí é sofrido. Sofrido. Sofrido. Pois Leandro. Eh, eu pergunto isso por entrando numa questão mais de sistema, assim, a gente tava até conversando, né? você falou que eles estão lá na Argentina mais avançados nesses termos de seguir protocolo e aqui no Brasil, eh, vou Falar da minha visão como advogado
e também um pouco da do que a minha esposa, que é assessora de juiz em vara de competência criminal me fala, né? Cara, eu vejo assim o nível de atraso muito grande em termos de compreensão de questões tecnológicas. Por quê? Eh, muitas questões a gente levam nos processos e parece que a gente tá falando outro idioma, mesmo a gente traduzindo, trazendo bem a linguagem, explicando muito bem, a gente vê que Assim, a pessoa meio que olha, tá falando aqui um outro idioma para mim, então se finge de doida. E a minha esposa já falou assim,
tipo, amor, isso que é um trabalho, tipo assim, vai chegar um laudo técnico lá, mesmo o advogado explicando muito bem, ele não faz a menor ideia assim, ele vai ele vai confiar no Ministério Público que o Ministério Público falou. A Ministério Público também dá um dia sem braço, fala assim: "Ah, não é bem assim, pera aí, Não é por aqui". E fica naquela de confiar no Ministério Público. Mas eu vejo que e e até com base num uma vez a gente conversou em uma emersão, você falou assim que tá dando palestras ali para alguns algumas
autoridades, é, tá tendo esse movimento de formação em relação a isso, mas assim, em nível a nível estrutural, o que que a gente pode fazer? Por exemplo, a OAB poderia se movimentar para tentar eh ter mais formação dos magistrados e dos membros Do Ministério Público em relação a isso? ou então eh tem que vir do legislativo, tem que vir do executivo. O que que você acha que a gente pode fazer? Isso é um ponto importante. Se a gente tá pensando nesse atraso, pensando nessa questão dos do dos juízes, né, que existe uma questão nesse sentido,
é, eu e um promotor lá no Rio de Janeiro sempre falamos isso. Eh, a gente bate nisso há 9 anos atrás. A gente começou a falar sobre isso há 9 anos atrás. Há 900 anos Atrás, todo mundo falava que a gente era maluco e era nítido. Todo mundo falava. Eu, meu sócio, esse promotor, a gente era maluco. Os três eram malucos, falavam sobre isso há, imagina há 9 anos atrás. E ninguém simplesmente falava nada. Mas a gente via isso acontecendo porque a questão da forência, ela não nasce aqui no país, né? Essa questão de forência
a gente tem de primeiro 1908 nasceu o primeiro lugar, né? Primeira escola de de perícia. Então a gente vem Trazendo isso há muito tempo. E aí há 9 anos a gente fala sobre esse processo de prova digital. Por exemplo, o cara vai coletar sangue. Você você já viu o cara coletar sangue passando o dedo, pegando um pano, limpando? Não é? Deixa eu ver se é sangue mesmo, né? Tipo, vou ver no computador se tem o arquivo, não vou ver se é sangue mesmo. Exato. Igual o caso do Pessanha, né? Para quem assistiu já o Pessanha,
né? Tem a questões de com droga. O cara não pega droga e e Experimenta droga, vê de onde é a droga. existe um teste narcótico para aquele processo. Por que que com o celular e com as outras provas não? Por que que tem que manipular e manusear o equipamento? Por que que você tem que mexer? Então, a gente nasce nesse processo. E aí o que acontece? Há 9 anos atrás, a gente vinha falando sobre isso. O problema é nenhum advogado sabe aonde ele precisa. Esse é o grande problema. a gente tem que fazer um trabalho
de Evangelização. No começo a gente achava que era isso. Falei: "Ó, a gente tem que entrar pro pros órgãos decisores." A gente tava fazendo uma palestra para um uma escola de magistratura, tinha um monte de juiz aonde num determinado momento houve uma grande discussão. Aí um juiz fala a seguinte frase: "Pô, isso não é protelatório, pô, legal. já atingimos um um entendeu aonde a gente tá chegando e aí você começa a levantar isso, vários pontos específicos De de de várias várias questões. Então, há 9 anos a gente falava, ninguém ouvia. Nós diretamente tivemos ali três
decisões onde a gente bateu nessas questões. Uma foi acho que do Gilmar Mendes, da ISO 27037 e tem mais uma outra. Agora a gente fala da ISO 27042. Rapidamente, só para fazer uma pausa, fala pra gente dessas ISO. Você comentou a o que que é a ISO 27037. Isso. O que que é essa ISO? O que que ela dimensiona, tá? A gente tem Vários pontos específicos. Ah, primeiro, a ISO, ela não é brasileira, não nasce num processo. A gente tem a ISO de qualidade, todo mundo já ouviu falar na ISO 9001. é uma ISO que
garante que as empresas têm um processo de qualidade. Então a ISO são normas técnicas regulament eh eh que regulamentam certas questões. Por exemplo, você vai fazer uma instalação elétrica, tem uma ISO, uma NR, um processo. Existe uma ISO que vocês pasmem, são de 2013, que fala Sobre aquisição, coleta, eh, análise de evidências digitais. Então, isso já nasce há muito tempo atrás. ISO 27 27037. Ela fala sobre os processos de como você faz a aquisição de uma prova digital, garantindo integridade. Lá dentro desse processo fala sobre cadeia de custódia. Então isso é muitos anos isso vem
falando e ninguém leva a sério. Por exemplo, aonde levaram a sério? Quando a gente tem uma ISO que fala sobre interceptação telefônica que Ajudou no processo da criação de interceptação telemática. Uma parte da lei vem dessa ISO. São aí são vários pontos respondendo isso. Um é ou começa a virar lei igual virou a cadeia de custódia. Então daqui a pouco vai ah, mas a ISO não é lei. Agora que é porque existe um um fundamento. Só que a gente só fala sobre a ISO, só que existem vários outros documentos. Não sei se todos sabem, mas
existe um POP do SENASP agora de 2024, Que é um procedimento operacional padrão de perícia criminal, que envolvem vários tipos de perícia, inclusive a perícia informática. O que que é o Senasp? Para quem não sabe o que que é? Secretaria Nacional de Segurança Pública, né, que a gente tem do Ministério da Justiça, que é ligado dentro dessa. Então, dentro dela, eles criaram um documento dizendo assim: "Todo policial ou todo órgão de segurança pública que for adquirir uma evidência digital ou for fazer um Processo dentro de uma questão de evidência digital, tem um procedimento operacional padrão.
Por que você coleta um sangue com um suab contonete?" Porque tem um processo. Por que você pega um um suab com sangue e não pode jogar ele num num numa embalagem plástica? Porque você tem uma ação fungicida, você tem que botar numa embalagem de papel. Então assim, alguém estudou, alguém criou um processo, aquilo dentro do processo de metodologia científica, né? A gente tem Algo que é reproduzido. A própria ISO 27037 fala sobre os quatro temas, né? Tem que ser reprodutível, repetível, justificável e auditável. Então, todos esses processos já existem. Então, existem alguns cenários. Eh, por
mais que isso pode parecer um pouco caótico, eh, primeiro o advogado vai ser o o grande polo principal. Se o juiz não sabe, ninguém sabe, a prova vai continuar lá, vão condenar ou vão absolver e dane-se o processo da prova, Ela continua ali. A gente não faz perícia técnica e tudo mais, a gente faz prova. Perícia faz prova. E é isso que a maioria dos peritos se confundem. Ah, a gente analisa, a gente faz, não, não, a gente não faz nada disso. A gente produz prova, entendeu? ou produz uma prova que é vai ser utilizada
para dentro de um processo ou produz prova dizendo que aquilo ali não tem qualidade nenhuma para aquilo ser apresentado. Então isso é um ponto importante. Esse promotor Muito amigo nosso, fala bastante sobre isso. E aí dentro desse ponto, eh, agora só só para para não deixar de passar, ISO 27042, isso é uma outra norma agora que a gente levanta, tá começando a levantar essa bandeira e tá começando a trazer esse ponto. Aí 27037 fala sobre o processo de coleta e aquisição. A 27042 já fala sobre o processo de análise. Então ela já traz alguns processos
de e que são extremamente importantes para dentro Disso. Tanto que ela não tem nenhuma tradução ainda para português. Ela é uma ISOEC mesmo que está no idioma inglês. Aí novamente todo mundo fala: "Pô, mas quando isso vai ser aceito aqui no Brasil?" Em vários países isso já é aceito, isso já é debatido, isso já é discutido. Nós estamos há 20 anos, agora a gente está 10. Por quê? Com essa questão da lei que veio do do código do que era a portaria do SENASP de 2014, que entrou agora para pacote anticrime, Traz essa questão da
cadeia de custódia. Então a gente deu um passo a mais dentro disso, mas o problema é, nós só pensamos em prova um celular e um computador. Existem vários outros meios de forma digital, existe nuvem. Então assim, a polícia extrai a questão da nuvem e apresenta simplesmente lá as fotos dentro de um relatório de investigação. E aí, de onde isso saiu? De onde isso veio? caso pior. A gente pegou um caso muito pior agora, inclusive veio aqui do Do da imersão. Eh, um policial rodoviário teve um problema, uma questão de descaminho e tudo mais. Ah, tava
a um parente dele tava passando dentro de uma via, foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal. O policial tira cinco fotos de uma conversa dela e apresenta aquilo no processo. E aí fala: "Ó, como eu sei se o celular é dela? Como eu sei se o celular é dele? Como eu sei o contexto da conversa?" Aí foi paraa perícia, não Foi possível realizar perícia e aí simplesmente leva a prova para cima, fala: "Ó, não foi possível realizar perícia, mas é válido o processo, gente. Se eu pego um e assim, eh, ah, não, mas ela cedeu o
direito ao acesso?" Aí ela diz que não cedeu e aí você vê a mão dele dentro do negócio mexendo. Aí, aí ele cita até que teve um acesso a um outro grupo, mas por que que não teve então o print desse outro grupo? Talvez porque não interessava. Então assim, é Muito seletivo e e aí não é auditável, não é repetível, não é reprodutível, não é justificável, você não tem nenhum tipo de garantia desse processo. E aí é complicado. E aí junto, aí vem lá o primeiro, né? Voltando essa questão do primeiro juiz de juiz de
primeira instância, a gente participou de uma audiência onde o juiz me pergunta: "Ó Leandro, você tá como assistente?" Mas ó, vou te dizer, não entendo nada sobre essa questão. Então assim, aí eu falo: "Pô, você não entende, você vai julgar o cara, condenar ou absolver e você não entende nada sobre isso." Então assim, é muito complicado. E eu e é lógico que ele não entende, como vários outros juízes não entendem, porque agora imagina, a gente tá falando de prova digital, mas a gente tem engenharia. Quanto que uma fundação num prédio de 20 andares tem que
ser colocada dentro de uma coluna, quantos metros para baixo? Eu não sei. Vocês não sabem? Um juiz Muito menos. Quem sabe é um engenheiro, né? Então assim, e aí como é que a gente faz dentro dessa questão? Aí o advogado também não sabe. Ele tem que contratar um engenheiro do lado dele que vai falar se aquilo como médico veterinário, né? Se o cachorro morreu, foi culpa do pet shop, não foi. O juiz não sabe o que que o cachorro teve ou não teve. Ele não tem o mínimo. E o problema é que aí, nesse caso,
o advogado entende que precisa de um perito, mas na questão e e não é eh Eh eh não é uma questão de que o advogado só precisa do assistente técnico. O advogado pode fazer e deve fazer vários processos. Ele só tem que entender minimamente o que ele precisa, o que que ele quer. Cara, sensação. Muito bom. Muito bom. É o que eu fico pensando assim, cara, é é insistência do advogado. É o que eu venho fazendo ali, traduzir, explicar, despachar, explicar mais de uma vez. Mas por isso que eu perguntei se era uma questão de
Legislativo, eu acho que realmente ter que vir de cima, porque assim, eu não sei se foi você ou foi o Antônio que falou, que uma vez deu uma formação para uns policiais, explicou lá, aí o chefe lá falou assim: "Cara, muito bom que vocês estão fazendo, mas a gente não vai fazer". É, foi foi na cara, dá para ver realmente uma resistência que tem que ver, ó, é lei, compre, compre e não compre, é prova ilegal e vai ser desentranado, acabou. E e mas assim, a Tendência é esses processos começarem a acontecer. E aí o
que que eu sempre falo? Eu falo: "Ah, isso vai durar os próximos 5 anos, né?" E conversando novamente com esse promotor amigo meu, ele falou: "Leandro, não vai durar os próximos 5 anos, foi mais, isso vai durar mais anos. A gente tá muito atrasado ainda nessa questão." Que isso, pô? Eu lembro que você falou comigo isso dos 5 anos. Então, lembra? A gente falou, falei: "O advogado vai poder Brincar nesse nesse parquinho nos próximos 5 anos". Então, já tava jantando ali na fogo de chão, almoçando alguma coisa assim. Ele falou: "Já, esquece". Ele falou, na
hora que eu falei 5 anos, ele deu risada. Eu falei: "Mas". Ele falou: "Pelo que eu estou vendo, pelo que eu estou vendo, isso vai ser mais de 10, 15 anos para comer." E assim, e a problema é que o que que vai ter daqui a 10, 15 anos? Não sei. Agora é metaverso, mas agora é meta. A gente Achou que ia ser metaverso, né? A gente achou que o mundo ia caminhar para essa questão do metaverso, né? Meio que parece que parou esse processo porque acho que ainda é muito custoso e agora mudou. Mas
aí tá muito rápido, vai tá em outro nível. Tipo, ó, isso é o problema. É uma coisa que eu sempre falo, é, você chega na delegacia, cara, você vai ver o agente de polícia que tá investigando, o cara que tem 56 anos, ele não sabe nem mexer no Windows, assim, cara, não sabe. Falando isso, a realidade da idade, porque assim, os últimos concursos, eu sei que o pessoal cobrou nível de aprofundamento técnico e informática muito alto, mas assim, hoje e essa galera que vai aposentar daqui a uns 10 anos, chega lá, o cara não sabe
nem mexer no WhatsApp, pô, sabe nem mexer lá no celular. Como é que você vai conversar com o delegado? E às vezes é da especializada, tá? Às vezes é da delegacia especializada. Isso é pior, Porque aí você pensa, pô, vou lá numa especializada que cuida desse tipo de coisa. E existem caras específicos, existem, mas para um cenário é assim chega a ser ínfimo. É uma quantidade de volume. A gente tava falando com o pessoal da Argentina sobre a quantidade de crime, o todo mundo, todos os países, as polícias que atuam curso querem vir pro Brasil
porque sabem que aqui é onde você tem material humano para trabalho, porque você tem fraude. Você tem fraude Todo dia, fraude bancária de todos os tipos. Que loucura, cara. Não, eu fico pensando assim, tem muito juiz, desembargador, ministro, sem citar nomes, claro, né? Mas assim, é regra, o cara não sabe fazer um, ele não sabe mexer no sistema, tipo, o assessor é que faz o certificado digital. É o o token, tipo, a gente sabe que não deveria, mas o token fica lá no gabinete. Tipo assim, cara, a pessoa não sabe nem mexer. Como é que
você vai explicar o Negócio desse? Como é que a pessoa vai entender essas? É, acho que tem que vir de cima, cara. É aqui veio questão de lei mesmo. O pacote anticrime mudou essa questão da cadê de custódia, ajudou nesse processo. O problema é é muito advogado utilizando o processo mal da cadeia de custódia e aí começa a gerar também jurisprudências negativas nesse sentido. Acho também, cara, o advogado. E como é que eu conheci o Leandro? Eu conheci o Leandro através do escritório Do Toron, através pontualmente do Renato, que é nosso cliente no Mindus. que
é um advogado prateleira de cima, sensacional. Falou: "André, tem um pessoal aqui que nos atende na perspectiva técnica e tal, que eu tô comentando nesse caso por conta do seguinte, por exemplo, o Toron é de outra geração, mas ele mesmo até imersões do Mind Jus, ele falou: "Olha, tem que ter um braço técnico no Escritório para trazer essa complementariedade de conhecimento, que é o que os magistrados, Ministério Público, que as autoridades tem que fazer, né? Pera aí, olha. e não tem cara. Exatamente. Pó, eu não entendo do tema. Sou de outra geração ou eu tenho
pouca profundidade no tema. Legal, pô. Vamos trazer um especialista aqui, vamos escutar o cara que entende, né? Então, eh, realmente, João, isso aí que é uma coisa importantíssima, né, Cara? E que o juiz tem que fazer. Agora, só uma questão, João, que eu acho que é legal pontuar. Leandro, a gente vive numa numa era de grande volume de dados. Você falou isso aqui algumas vezes. Nós aqui lidamos com isso o tempo inteiro, especialmente o João, com processos grandes, etc. e tal. Cara, como é que faz pro advogado lidar com 10, sei lá quantos terabytes? Vocês,
como é que vocês fazem para analisar esses dados? A gente falou Um pouquinho de agora e a ajuda nesse sentido. É confiável? É possível confiar na IA para fazer algum tipo de varredura, tal. Eh, então, queria te te ouvir sobre grande volume de dados. Ya, vamos lá. Qual o teu, o teu teu telefone é um iPhone? iPhone? Ele é de quanto? Como assim? É, o tamanho dele é o quê? 128 GB, 512. 128, acho. 128. O seu, eu acho que é 128 também. Beleza. O meu acho que é 512. Então, vamos pensar Assim, o meu
é ter e o de vocês são 12256. Vamos pensar aí que futuramente esse volume logicamente começa a aumentar. A gente tá falando em três pessoas aqui. A gente tá falando média tranquilamente ali, quase 2 teras de dados em três pessoas, um celular cada um. Aí você pega mais um computador que tem 2 teras, mais isso. Você pega 36 equipamentos na casa do alvo, você tem ali numa casa 12. Você pega dentro desse cara são 10 Alvos, beleza? chega tudo aquilo coletado, é entregue tudo aquilo pro advogado e ele não sabe e é jogado tudo na
mão dele. No caso, própria questão da da operação spoof, jogam tudo na mão lá e falam: "Tá aí se vira". Você não sabe o que é celular de cada qual, você não sabe se ele tá usando o celebrite para analisar com o arquivo FDR, você não sabe se é o iPad, você não sabe o que é cada coisa. E aí você abre e tem lá milhões de processos dentro daquilo. E Aí você chega para advogado, fala: "Ó, você tem que instalar Java versão tal para abrir isso, o FDR você abre e tal". E aí, como
que ele vai fazer a correlação de todo esse processo? A mesma dificuldade que a delegacia tem, o próprio advogado também tem no final quando ele recebe tudo isso. Então, esse é o primeiro ponto. Ele vai receber um volume muito grande que muitas vezes ele não sabe. Primeiro, ele não tem computador para abrir porque o advogado Agora vai ter que ser igual o engenheiro, né? ter um supercutador, o engenheiro usa o AutoCAD, né? O advogado fala: "Não, eu uso para abrir prova". Então vai ter que ter um super computador para abrir isso. Segundo, ele vai ter
que ter, só um parênteses, quais são as configurações de um computador para lidar com um negócio desse? Eu não entendo nada de computador, mas mas diga aí assim um configurações. Olha, eu acho que assim, minimamente um advogado tem Entre 32, 64 GB de memória. Que que é um computador tradicional? Olha, você tem duas opções, tanto notebook como ele e eh pode usar ele como desktop, né? Então vai hoje os os notebooks são acessíveis também como um desktop. a diferença tem um poder maior de processamento num desktop, mas se você tem lá um 32 GB de
memória, se você tem lá é normalmente eu gosto muito de Mac, mas para essas coisas você precisa ter um Windows. Então a gente tem Escritórios até de colegas nossos aí que t essa questão de um monte de máquinas, máquinas, mas para analisar eles têm Windows, então 32 de memória, um HD SSD ou um HDNVME ali de 2 teras para receber HDs externos, né, que você vai precisar, computadores tenham portas USB 3.0, zero. Então são comadores aí que se a gente vai falar na faixa de valores aí de média R$ 8.000, existe uma empresa que vende
notebooks de para tecnologia, né, que serviria pro advogado, chama AVEL. São computadores muito bons e custam na média aí de 7, 8, R$ 9.000 até computador que você tem ali que é assim que você poderoso, quanto que é? A gente tem quatro lá que a gente usa para processamento. Cada um desses tá acho que na faixa de quase de uns 160.000 cada um. Tem quantos? Quatro, quatro. Foram a gente detalhe tem uns dois, tr anos, hein? Qu que que qual que é a formatação deles? Curiosidade, eles tem 128 processadores, cada um tem 3 HD NVM
De 4 teras, tem 256 de memória, quanto meu computador que é bom, já tem 32, ele tem 256 e eles estão ligados no storage de via fibra ótica lá para armazenar, porque imagina, chega 16 teras lá, fala: "Copia aí, beleza, eu sei que demora, mas uma coisa a gente lá copiaria esses 16 teras em 3, 4 dias. Se eu for fazer no meu notebook, vai demorar dois meses. Aí o juiz dá o prazo de 30 dias. Você fala: "Obrigado". Não, não dá. Meu computadorzinho ali, coitadinho. Foi na E assim, a própria Polícia Federal às vezes
entrega os HDs, porque muitas vezes a gente pede para ir até a Polícia Federal pegar as evidências lá da forma. Então, a gente chega lá, eles pegam lá uma mão de HD, problema é teu, faça aí. Aí você chega com um computador, vai copiar um dado de um HD, são 16 HDs, você vai ficar 16 dias só copiando. Aí depois você copiar, a gente copia para um processo e copia para um backup. Por quê? Porque HD ele simplesmente pode Parar de funcionar. Então a gente tem essa questão. Então a gente copia para um storage e
copia para uns HDs. Então a gente faz duas cópias. Depois eu tenho que pegar esse material e abrir no software que aí demora mais alguns dias, né? Normalmente, se você for pegar um computador normal, você não vai fazer isso aí em menos de, sei lá, 3, 4 meses, porque é um volume muito grande. Inclusive e-mail, a gente pegou um caso de e-mail, a pessoa tinha lá, sei lá, 120 GB cada conta. Eu sei que tudo dava muitos teras. E aí a gente usa o software porque o que que esse software faz? É o mesmo software
que a Polícia Federal usa. O iPad é gratuito, você consegue baixar, ele roda e aí ele só explode para você na tela o que é cada item para você pesquisar e analisar. Aí puxando lá, pasme, a Polícia Federal entregou os discos que estavam no processos. Na hora que a gente abriu, não era do caso que a Gente estava atuando. Caramba, que loucura, cara. E assim, aí, aí na hora que eu abri, eu falei: "É esse aqui". A mulher falou: "Não sei quem é". Eu falei: "Mas esses HD são?" Nossa, não, não são. Aí na hora
que a gente começou a levantar, tava lá o volume dos dados lá de peticional dizendo, ó, esses eh é da operação, mas não é os desses réus. Então assim, cadê os os desses réus que vocês falaram que era? E aí assim, você Imagina uma operação de 10 anos atrás, aí fala: "Ó, vamos aí o juiz terminou, colete novamente os equipamentos". Aí eu te pergunto, o equipamento liga? Tá 10 anos no celular desligado, não vai ligar? Eita, não liga, cara. Só de PC vocês t meio milhão de reais lá. Não, engraçado que você falando isso, eu
lembro, teve uma época que eu trabalhei no escritório e eu trabalhei numa operação chamada Trixter, foi daqui do DF, no sistema de bilhetagem de todo o DF, DF Trans. Tinha muito arquivo assim, tinha muito arquivo, era nesse nível assim de várias teras. E aí os computadores eles não eram muito bons no escritório, quando botava na máquina os arquivos não rodava. Aí o o pessoal da TI sugeriu a gente colocar no sistema, que era o sistema na rede. Colocou na rede, car. Eu lembro, tipo assim, na hora que eu tentar abrir algum arquivo FDR, travava não,
todo Mundo do escritório e tá travando aí. Tá aí cara, eu tinha que usar na época eu tinha um Dell, mas é um Dell bom, tinha uma configuração parecida com essa que você falou. Hoje em dia, hoje em dia eu tenho MacBook, mas assim o o Dell ele rodava bem e aí eu tive que levar o Dell para rodar nele porque assim, cara, as máquinas no escritório não rodava, né? E aí você trabalha com volume muito grande nesse sentido e aí o o próprio advogado fala: "Tá, mas eh como eu abro essa Questão?" Então você,
eu, por exemplo, a gente pegou esse material da polícia, indexou no próprio software e aí você entrega pro advogado, mas aí você vai até lá e explica para ele, ó, você clica aqui, você faz assim, isso aqui é de um, de outro, cara, tudo fica mais simples. Antiga, o que que a Polícia Federal só entrega? Um documento de três folhas dizendo, ó, o IPED abre assim, é assim que funciona e tá disponível para você. Te vira para você fazer o processo. Cara, você falou do iPad, eu não conhecia. A gente fala bastante de celebritos bastidores.
Você tá me falando aqui, pô, André, tem outras tantas ferramentas que tem uma efetividade tão tão relevante quanto, às vezes até melhor para algumas circunstâncias. fala um pouco dessas ferramentas, eh, que que são mais do dia a dia. Ipad celebrit, você tinha falado aqui do do grey key, da vera ke? É isso. É que ferramentas no geral assim que são relevantes, que são importantes, o advogado tem que ter familiaridade pelo menos com o nome. É, isso é muito interessante. Eh, primeiro tinha no passado a gente via advogado que tinha medo do nome Celebrite. Ele ouvia
Celebrit falava: "Não, tá tudo certo, a polícia fez tudo bem". Isso era um primeiro ponto. Hoje a gente tem muitas questões que é extraído os dados com Celebraite, mas é analisado No iPad. Quando eu olho só de eu olhar o que ele bota no relatório de investigação, eu já sei se foi feito com o FDR ou se ele pega o FDR e abre no iPad. Por quê isso? Porque a polícia tem muito mais agilidade com o uso do iPad, porque é um software desenvolvido pela própria polícia e hoje ele é disponibilizado gratuitamente para todas as
polícias de todos os lugares, assistentes, tudo mais. Tem muita gente que fala: "Pô, Leandro, um software da Polícia Federal, eu não vou instalar no meu computador que ele vai te vigiar." Não, ele não vai te vigiar. Você vai estar vigiando por um outro motivo. Não, não por pelo uso do iPad. Exatamente. Pela China, por isso aquilo, diversos países. Não, exatamente pelo pelo iPad, porque o iPad é só um software, ele é mais um software de análise. Pra polícia é muito mais rápido esse processo. Então o iPad ele pega as extrações muitas vezes feitas com celebrite
e agiliza o Processo da polícia. Porque a polícia não quer ficar dando volta muito mais no celular, ela quer ir exatamente no que ela sabe ali, que é mensagens, fotos e acabou. Então ele tem uma agilidade muito grande para um processo investigativo. E aí existem várias outras ferramentas. Tem uma empresa chamada Magnetic, que já desenvolve hoje um software utilizado que faz algumas coletas de celular, que chama Action. É um software bem completo. Inclusive, se Você tem registros do Google, cara, ele é muito bonitinho. Ele te mostra assim onde o celular andou, as ruas que ele
andou e os horários com uma setinha, ele, pô, dá um um viés muito maior quando você tem muito dado nele. É um software que você consegue comprar como empresa privada, não tem nenhum problema nesse sentido. E aí esses caras compraram uma empresa que tinha um software antigamente que fazia quebras de senha muito melhor que Celebite para Equipamentos iPhone que se chama Grey Key. O Grey Key era de uma empresa chamada Grey Shift. A Action comprou e agora eles estão disponibilizando um que é gratuito para as empresas, chama é gratuito, não é pago, mas tá disponível
para as empresas, chama Vera K. Então ele faz o mesmo tipo de coleta que o Celebrit faz e aí ele joga no perfil dele lá e você analisa também. Então você tem hoje o Celebrite, você tem hoje o Veraky pras empresas, né? O Grey Kiss Foi feito pela polícia, porque o Grey Ky é da polícia e o Very é da das empresas privadas, né? Ele tem essa diferença. O Celebrite já ele meio que tem o premium da polícia, né? E o o Fed for PC que são das polícias. Fora isso, você tem outros softwares. Por
exemplo, existe um software gratuito que se chama Avela Forence. É um software que extrai dados de celular e gera no iPad. Esse é o software. Esse negócio não é seus não. Exatamente. Foi desenvolvido lá dentro De casa. Ele é um software gratuito. Ele foi desenvolvido por um policial civil lá de São Paulo. É um software bem legal. Funciona eh não é muito amigável. É como esse processo. A gente tá até vendo de uma uma futuro, um futuro investimento, uma comercialização desse software numa versão mais amigável, mas ele faz esse processo de extração de dados de
celular. também várias polícias usam ele quando o celebrite não funciona. Fora ele existem várias outras Ferramentas, tem o Mobile Edit, tem Belcas Soft, então tem outras ferramentas que fazem o processo, não só o Celebrite. E o importante não é a ferramenta, mas sim o a metodologia e o processo que você fez para extrair dados. Agora tem um negócio, cara. Eh, tem poucas empresas no Brasil que fazem o trabalho que vocês fazem de maneira séria, né? Tem um outro aí que faz aquele trabalho, faz o trabalho, mas não é Naquele nível. E então você me falou:
"Pô, André, tem 35 pessoas e não importa sua ferramenta, também importa a metodologia. E quem implementa a metodologia é quem tá operando a ferramenta. Como é que vocês fazem para achar mão de obra para isso? Então isso é é uma das grandes dificuldades que a gente tem pelo seguinte motivo. O problema é o celular hoje ele é um equipamento diferente disso aqui. Este cara aqui eu tenho um computador, Liguei, trouxe de um dado pro outro celular. Aí qual é a diferença se eu tenho um Mac ou se eu tenho um computador normal? Então, se é
o Mac, eu não posso fazer aqui. Imagina num celular, você tem quantas versões de Android, quantos tipos de aparelho específicos, você tem quantos tipos de iPhone. Outra coisa, você tem criptografia por arquivo, criptografia eh de contêiner, cada um tem uma especificidade muito diferente. E você e É primeiro para explicar para uma pessoa que mesmo seja que seja técnica ali qual é cada metodologia diferente. O que que eu vejo? Eu vejo muito cara que fala sobre essas esses processos e fala muita bobeira. Então assim, você vê pessoas falando: "Não, eh, todo celular tem que fazer coleta
física". Fala, cara, o iPhone desde a primeira versão você já não faz mais coleta física. Então, assim, e não sabe tecnicamente o que tá falando. A gente faz um procedimento de Extrair o chip, aí se chama shipf. Aí todo mundo fala: "Não, todo o celular então tá quebrado, faz chipof". Não, não vai funcionar porque é criptografado. Você tem que saber qual é a versão do sistema. Então, a gente tem uma dificuldade enorme com o mundo do celular, porque o celular é muito mais seguro que um computador. E aí vem essa questão, o que que a
gente aprendeu nesses anos todos? a gente eh eu descobri que muitas vezes trazer pessoas De mercado para já atuar nessa questão pra gente era um processo um que era um pouco complicado pra gente. Então, como a gente tem uma academia de forense que é AFD, academia de forência digital, o que que normalmente a gente faz? As contratações entram muitas vezes no sistema nosso de suporte. Por quê? Porque como é que o cara vai trabalhar na perícia se ele não sabe o mínimo dos processos de informática? Então ele entra no suporte e aí rala ali durante
Um tempo e entende porque se você atende problemas de suporte de outras pessoas, você vai começar a entender outros processos que acontecem ali, né? Então dentro disso ali ele acaba passando por um processo de formação e a gente prefere investir nesse processo que pode demorar normalmente de 6 meses a um ano e pouco para ter esse cara já dentro. E a gente criou um processo nosso chamado POP, procedimento operacional padrão. Todo laudo ou todo o processo que sai Nosso segue o mesmo padrão. As fotos são do mesmo jeito, o processo de análise, o software que
é utilizado, como é feito e isso demanda um tempo e uma estrutura grande pra gente fazer isso. Então a gente prefere pegar, sei lá, cinco meninos novos, investir uma questão dessa que, por exemplo, tem de algum deles estão 5 se anos já com a gente. Caraca, tem um de 10. Então assim, eles estão muitos anos com a gente, então eh a gente prefere sempre tá fazendo isso Porque a gente viu uma forma de reter, entendeu? Empresa, escola, né? É, pega o cara ali e vai investindo e desenvolvendo e e amanhã esse cara tá no mercado
trabalhando às vezes num outro caso que a gente tá junto. E é muito engraçado às vezes o cara é perito do juízo às vezes em ações cíveis, né? Porque a gente não trabalha só a questão criminal. Às vezes a gente tá lá, o perito criminal trabalhou com a gente. Aí a gente tá lá, o o perito criminal, Perito judicial trabalhou ou presta serviço de alguma coisa. Então acaba todo mundo se conhecendo nesse cenário, né, cara? Sensacional. Sensacional. João, tem mais alguma pauta aí? Acho que dá para entrar mais um pouco na questão da IA. A
gente já falou, a gente pincelou algumas vezes, tem umas coisas legais. Fora esse, é verdade, a gente não chegou a comentar sobre esse processo. Então, a gente tem um volume muito grande de Dados, né? Então, estamos lá. 16 teras de dados. Que que eu consigo fazer com isso? Com utilizando inteligência artificial? Um simples processo. Você pega ali e ele faz o quê? Um processo de eh eh identificação de fotos com o que envolve nudez, o que envolve arma, o que envolve dinheiro, o que envolve documento. E aí ele faz um catálogo, as ferramentas forenses já
tem. E é um processo de de a bem antigo. Então esse é um processo que funciona Ainda muito bem. Só que agora a gente tem outros processos dentro das ferramentas forenses. Isso é muito legal. Aquele tem o caso, Dr. João, do HD que você coletou lá, que os policiais manipularam. Hoje já tem software forense que você importa o HD lá, né, a imagem do HD e pergunta para ele, software, você sabe me dizer qual foi a data que foi ligado? Dá enter. Ele vai te falar, ó, a data foi tá ligado a hora e tá
aqui, ó. O registro tá nesse nesse Ponto. Então, em vez de você lá, não sei, Windows System, Windows e event, abre o event viewer de segurança, vê lá o botão Power Onon, qual foi a data e printa, ele já te dá, você só printa aquilo, porque você vai ter que ter uma forma técnica, né, para pôr no lado, mas ele já te dá esse ponto. Existe algum men alguma alguma conversa mencionando tráfico de droga? Então ele vai varrer. Muitas vezes tem falsos positivos, falsos negativos, mas Por isso que depende muitas vezes da interação humana. Então
já tem software que tem dentro do software, já tem um um chat GPT incluído nele ali que ele faz pesquisas. Então isso tem funcionado muito legal, fantástico. Isso é um processo. Fora isso, existem vários outros aí nascendo dentro dessa questão. Por exemplo, as próprias operações tentáculos da Polícia Federal, né, do grupo tentáculos, que eles têm ali um número aberto para vários bancos Participando. Então eles jogam muitas vezes documentos de RIF e tudo mais e já começa a saber, ó, o que que é com uma cobran um valor atípico de transferência. Então ele pega todas as
transferências, faz uma uma média em cima daquilo, baseado em outros em outros documentos, ele soma um valor e ele fala: "Ó, então para mim uma coisa típica é fora desse valor". E aí você começa a ter pesquisas IA interagindo dentro desses processos. Ajuda a polícia E também pode ajudar o advogado. Então tem vários meios. Por exemplo, a gente tava falando, né, antes de começar, você tem lá uma petição que ela é, ela não tá em segredo de justiça. Você joga muitas vezes dentro de um analisador aí, um chat GPT, um deep seeker ali e pergunta:
"Cara, o que que fala o processo? Quem são os réus? Qual foram as delegacias? Teve quantos laudos? Aquilo vai te ajudando você ter um entendimento melhor. Caso de 30.000 folhas. A gente Pegou um caso de 122.000 folhas. Tem como você falar: "Vou olhar 122.000 áudio. Você pega um áudio lá, tem 368.000 áudios de WhatsApp. Tá louco? Como é que você aí se manda fazer o que hoje? Transcrever. E na transcrição você sai buscando por palavra-chave. Fantástico. E tem até uma questão, acho que você até mencionou na última conversa, que é o risco de não de
vazamento de dados, mas assim às vezes Até da polícia utilizar a quebra do sigilo desses dados da IA. Porque assim, por exemplo, eu sei que o chat EPT, ele tem algumas configurações que você consegue desativar para ele não utilizar as informações que você fornece para alimentar outras conversas e também para que aquelas informações que você está fornecendo você mantenha ali. Eu sei que o Deepsic também, apesar de ser da China, e eu sei que tem como você baixar o programa no seu computador de uma Forma que não use online sem alimentar uma rede geral. assim,
quais cuidados o advogado pode ter em relação a isso para ele evitar esse vasamento de dados quando trabalhar a questão sigilosa nesse sentido? E só responder só um comentário, isso que o João tá falando é importante, cara. E o advogado se preocupa com isso. Hoje, por exemplo, hoje, João, agora, agora ali tava vendo uns grupos do Mind J perguntou, a gente tem algumas IAS lá, E ele perguntava assim: "Eu preciso tirar as informações do meu cliente", etc e tal. Essas informações ficam salvas eh para alimentar outros casos, etc. e tal. Daí a Letícia, né, que
trabalha com a gente falou: "Não, você não precisa pagar, não. Pode botar todos os dados lá, esses dados somem tal, isso não é usado para alimentar inteligência". Então, eh, assim, essa pergunta do João é super relevante e é uma preocupação da advocacia dada a Delicadeza, sabe, das informações, não é extremamente importante. E normalmente o que que a gente tem? A gente tem uma base nossa, que a gente tem um servidor nosso, onde a gente faz o update, ele fica offline, exatamente nessa questão onde a gente pesquisa por lá. Se forem processos onde você tem essa
questão e público, né, um processo nesse sentido, você não tem uma grande preocupação. Quando você trabalha com uma questão que tem segredo de justiça, assim, quando Você utiliza essas opções, né, que você põe para ele não alimentar, retroalimentar o processo para ninguém ir lá e ir pesquisar e achar aquilo que você tá pesquisando, é importante. Mas se você for pensar num cenário de eh eh questões internacionais, briga entre países, sim, com certeza a China ou própria pessoa da CHGPT vai ter acesso a esses dados, mas não vão estar alimentando para aquilo ser prejudicial para futuramente
um um cliente seu com Caso muito específico. Se você tem um caso mesmo realmente bem bem criterioso ali, você realmente jogar numa questão dessa online para mim é muito complicado. É melhor você ter uma base offline igual deep seeker tem e você trabalha com ela ali. E um ponto importante que ninguém pensa, existe uma quebra de sigilo do seu usuário e senha no chat GPT. Então você fala: "Não, não tô fazendo nada, tudo mais". Aí olha lá nas Pesquisas, você digitou e pesquisou lá, tá salvo lá. conversas você perguntando sobre alguma questão. Exato. E ninguém,
até hoje eu nunca vi, ainda não vi em processos isso, mas nunca vi ninguém pensar sobre esse processo, sobre essa questão, porque é uma questão de você perguntar tal pessoa tava, imagina como fazer bomba, isso, isso, aquilo e aquilo. a pessoa, sei lá, pesquisando uma, vamos provar uma questão de stalker dentro do chat GPT, a pessoa tava toda Hora pesquisando sobre como e como sair stalkando alguém ali, né, fazendo stalken em alguém sem alguém perceber um exemplo. É, é uma fonte de prova. Claro, igual podia histórico do Google, qualquer coisa. Só que ninguém pensou nisso
ainda. O julgamento do caso da da Mariele lá no STF tá sendo em relação a isso, né? se pode ter a coletão de informações relação a buscas que foram feitas por determinados usuários de forma ampla, né, sem ser uma quebra do Sigilo específico. Era loucura. Só um último ponto, João, que o o Land entrou na tentáculos ali, falamos de rif e é um tema também que é contemporâneo e acho que a gente vai debater em breve. B, já tá sendo debatido crirypto, cara, tem alguma coisa, já apareceu alguma coisa de cripto no seu escritório lá
já. A gente tem um software chamado chin análise. O que que acontece? Muitas pessoas falam: "Ah, cripto e não é rastreável". Na verdade é totalmente Rastreável, ela não é identificável em alguns pontos, mas eu já fez casos inclusive a favor e contra Binance e algumas outras corretoras aí de Foxbit, mercado Bitcoin, porque hoje tá envolvendo muito essa questão, né? Hoje tem um ponto muito forte, porque eh as pessoas às vezes estão lá com com o aplicativo no celular, é roubado, é transferida essa questão muito rápida dentro desse processo e não tem nenhuma questão de segurança
daquele daquele Player ali para como eh eh fazer um processo melhor de segurança. valida qualquer token, o cara consegue enviar e receber aquilo muito rápido e a partir do momento seu da sua carteira foi pra outra, eu sei para onde ela foi, para onde ela vai indo, mas eu não consigo muitas vezes identificar. Aí você precisa entender qual é a carteira e buscar nas nas corretoras se tem algum lastro ali. Por exemplo, no caso, a gente analisou com cha análise, chegou Até uma cripta lá no Foxbit. [ __ ] maravilhoso. Só pedia quebra lá na
Foxbit, ver quem é o dono da conta. Chegou até a pessoa, pessoa falou: "Npon, nunca vão buscar meu registro aqui na Foxbit". Ele tinha uma carteira de lá e ele recebeu o dinheiro lá. Então assim, fez todo um processo com VPN e tudo mais, mas joga para uma uma Ah, vou vou jogar na Binance, que a Binance não tem problema, é fora. Não tem tratado. Então assim, Esse é o grande problema. Legal, cara. Legal. Legal que a gente vê que tem muitas ferramentas aí à disposição, né? E um negócio legal também, cara, que aqui o
negócio é assim, é na hora, né? E pô, aí você vê que o cara conhece do negócio, né? Vai soltando, galera. Isso aqui não tem combinado não, cara. A gente vai soltando aqui, né? É metralhadora. E nem dá, porque são termos tão eh é que pra gente é fácil, né? A gente lá na é fácil falar sobre Essa questão porque é uma uma questão cotidiana nossa. Você é todo dia tratando assuntos nesse sentido. Igual ontem, esse termo que eu tava falando da Polícia Federal, o na hora que ele mandou, o advogado falou: "Ó, olha aí
o o laudo complementar deles." Aí já eu pensei: "Nossa, vai, a gente já sabe como vem essa questão do próprio corporativismo." Ele é em vários momentos assim, mas ele se contradiz em vários pontos e e realmente ele faz um Trabalho muito bom tecnicamente dizendo: "Cara, não tem como eu garantir". Aí vira aquela questão que a gente sempre briga da prova diabólica, que eu não consigo provar vários pontos. Então assim, e aí cada dia surge um caso novo, uma necessidade nova, isso vai ajudando, irmão. Recado final paraa advocacia. Recado final paraa advocacia no sentido de prova
digital, perícia, uma recomendação. O que que você pode deixar de recomendação final para os Advogados? eles ficarem mais atentos, trazerem essa atuação multidisciplinar, se atentarem para todas essas questões que a gente trabalhou aqui hoje. Recado final do Leandro Morales. Cara, não é merchannd de nada, mas é buscar conhecimento. Você tá dentro de um grupo com os melhores caras falando sobre isso. Se você não tiver vivenciando isso, não vendo, por que que eu tenho, tô dizendo isso? expliquei como a gente recebe eh muito contato dos dos próprios Advogados que participam desse processo. Você vê que muitas
vezes e e a pessoa fala: "Pô, é um valor pro cara ir lá só e e ouvir?" Não, cara, é mudança de paradigma muitas vezes de você sair do seu do do daquele processo, daquilo que você faz. E não é que você precisa de uma contratação. Você precisa saber que você precisa contratar. Nem isso o cara sabe. É, o nível de consciência dele é ignorância, né? Aquele negócio é trata de um assunto novo. E aí quando ele vê Vários assuntos, por exemplo, questões muito legais sobre ERB, pô, várias vezes a gente, eu venho aqui, eu
aprendo muito sobre questões de ERB, mais do que do que até a gente já atuou e você vê questões de ERB sendo falado, você vê. E aí tem pontos aonde, por exemplo, doutor, toda vez que eu venho, eu atualizo meus slides baseados nos slides depois do Dr. João com questões novas que saíram de decisões novas, pontos novos, por mais que tudo isso ainda é é Muito difícil, tem um uma uma série de de luzes aí para você seguir. Então, eh se você não se atualizar, não buscar, porque a prova digital ela só é uma parte
técnica de todo o processo. Eu não faço petição, eu não argumento, eu não faço HC, eu não faço nada, eu só trago pontos específicos que é pro quem vai levar tudo isso é o advogado, cara. Fantástico, entendeu? Sem conhecimento, sem buscar isso é problema. Galera, papo sensacional, né, João? Sensacional, sensacional, sensacional. A gente tá guardando o seu curso, hein? Ah, e a gente já a gente já tem um curso lá do Leandro, que o pessoal gosta demais. Outra coisa, ó o tamanho. Olha aí. Esse aqui é uma é uma versão que a gente vai sortear
amanhã. É um livro que eu fiz, mas esse é um livro bem mais técnico. E aí a gente vai est sorteando um desse amanhã. Esse aqui era o de exemplo. Então esse aqui é o um último que eu fiz. Ele ficou um pouco grande, Mas faz parte do Esse é o novo. Lembra aquele menor? Esse aí é o maior. Lembro, cara. Dá para ver na minha câmera aqui? Olha aí, galera. Ô, ó. Dados ocultos, arte e ciência da extração. Eh, forência em dispositivos móveis, Leandro Morales, Bayer. Falei certo. Fal certinho. Stepano. Esse ainda é você.
A gente comprou 50 que a gente atualizou. Tem algumas correções para fazer nesse livro, galera. Ó que tesão isso aqui. Deixa eu abrir só para mostrar aqui. E Ele é colorido, cara. Colorido. Ó as imagens. É, a gente fez todo colorido, cara. A galera vai pirar, vai dar briga, velho. Entendeu? Esse ainda foi o que a gente usou de exemplo. Ah, a fonte tá maior, aí a gente diagramou novamente, ficou bem melhor agora. Aí esses aí acabaram, eu não consegui. Ele saiu um pouco mais caro por causa das impressões, né, em comparação com o outro.
Os cara foram no detalhe, cara. Olha, olha isso. Esse foi o processo. Caraca, pô. Parabéns, irmão. Tive uma vez, pô, numa imersão, o cara foi no banheiro, eu sorteei, ele tava no banheiro, tal, daí passou a vez. E nem e era um livro assim mais fácil de conseguir, né? Pô, um livro desse aqui. O cara ficou com raiva de mim, pô. Ficou com raiva mesmo assim, pô. Não vou em mais nada que vocês fizeram. Você foi injusto comigo. Eu falei, ó, tem que tá aqui. Não dá para ficar te esperando aí para ir no banheiro.
O cara ficou doido Comigo. Se fosse um desse aqui, pô, virava processo judicial. Vi de fato, pô. Não. E amanhã também tem uma outra coisinha que eu vou dar para vocês dois aí lá. A gente tem feito porque existe uma questão hoje de um trabalho policial, né? Forças Armadas, todo mundo, eles fazem aquela questões de entregas de coin, né? Não sei se vocês já viram umas moedas como se fosse isso. Vem de uma cultura muito antiga que é quando o cara voltava da guerra e o Outro entregava como uma forma de reconhecimento. Aí a gente
fez umas agora da STW, a gente vai entregar para vocês. Ai que legal. Honrado, irmão. Então galera, pô, se isso aqui agregou para ti, manda no grupo do escritório, manda pros seus amigos aí, não só pros amigos advogados, manda pro magistrado, pro promotor, pro defensor, ministro, desembargador, conselheiro do CNJ, seja lá o que for. Encaminha isso aqui, leva essa mensagem Adiante. Uma coisa que o Leandro sempre fala, ele falava assim comigo, André, eh, não basta a gente fazer só paraa advocacia, não. A gente tem que aumentar o nível de consciência do advogado, do juiz, do
promotor, do delegado, de todos. O sistema de justiça para melhorar precisa de uma evolução técnica nessa perspectiva de todos. Então, pô, leva esse negócio paraa frente, posta no seu Instagram, comenta ali, pô, foi legal isso aqui, mais me impactou, eu Mando pro Leandro. É importante, eu sempre digo isso, esse feedback pra gente saber que o nosso trabalho está fazendo sentido. Um abraço gigante para todos. Valeu, valeu, valeu, Leandro. [Música]