[Música] [Música] [Aplausos] [Música] sejam bem-vindos a mais uma entrevista do Jornal de expansão hoje temos cá como entrevistada a Dra Filomena de Oliveira ela que é empresária a quem para já estendo as nossas saudações Muito obrigado e bom ano para si muito obrigada pelo privilégio do convite um feliz ano para todos Doutora na qualidade empresária nãoé e qual a perspectiva que tem da economia do país para este ano 2025 não é com a dívida crescente que nós temos e com mais de 50% do destinado a pagamento de dívidas costuma-se dizer que quando temos problema nos
devemos concentrar nas soluções e nas oportunidades é necessário avaliarmos o porqu da nossa dívida e como estamos a gerir a nossa dívida porque sistematicamente esmagar a capacidade produtiva do país nomeadamente as micro pequenas e médias empresas comí fiscais que não são de promoção do desenvolvimento da economia mas sim que são contra o desenvolvimento não são fomentadoras desse mesmo desse mesmo desenvolvimento económico não vai resolver os empresários per si e falando dos micro pequenos e médios empresários sobretudo hh não t a capacidade por si só de pagar a dívida hum dizemos que é porque a base
tributária está muito concentrada em poucos empresários e falamos numa economia eh que não está legalizado Ou seja a economia informal a economia informal é uma economia de sobrevivência natural dos cidadãos das pessoas aliás durante a pandemia que teve lugar há uns anos atrás na Europa e nos Estados Unidos a economia que mais se desenvolveu foi a economia informal onde as pessoas Venderam bicicletas móveis máquinas tudo a partir de casa sem pagar imposto portanto é necessário fazer-se ou refazer-se ou repensar a forma como estamos a tratar dos pequenos negócios nós só temos legislação para micro pequenos
e médias empresas mas nos outros países há todo um conjunto de incentivos para aquele pequeno negócio que está a iniciar e não é combatendo a informalidade que nós vamos resolver o problema da formalização a formalização decorre da inadequação da própria legislação que nós temos no nosso país que se baseia em legislação de economias muito mais avançadas que demoraram 500 anos no seu desenvolvimento enquanto Angola hoje é ainda uma economia de bebé de fralda e queremos a força a vestir um fato de adulto numa criança de fralda portanto e esta incapacidade de que temos tido até
agora e a grande oportunidade que temos de reavaliar como é que estamos a carinhar O Pequenino negócio que eventualmente pode chegar a micro pequeno e médio a empresa não é atacando não é combatendo quem tem a coragem de fazer alguma coisa para sobreviver mas sim é acarinhando apoiando dando capacitação técnica e profissional também no sentido de esses pequenos negócios e o pequeno negócio eu digo por exemplo fazer vassoura de de de um de uma garrafa de plástico fazer bolo em casa transformar eh tomate fresco em tomate seco como se já fazemos com o peixe seco
Como já fazemos inclusivamente com o tortulho e as folhas para estendermos a vida do dos nossos produtos e termos os mesmos produtos no tempo seco que temos no tempo da chuva e vice-versa portanto há uma necessidade de pensarmos o que estamos a fazer para fomentar a nossa economia e o pequeno negócio que é aquele que em todo mundo a microempresa e o e as empresas familiares são aquelas que dão mais emprego em todo mundo Aliás a Toyota que é Toyota é baseada toda a sua produção eh em produção familiar portanto é necessário repensarmos a política
fiscal a polí pol fiscal não deve ser uma política de exclusivamente de extração de recursos mas deve ser uma política de Promoção e de apoio e incentivo também a às empresas para que elas possam então gerar Mais Emprego mais riqueza e mais impostos e não o contrário que estamos a fazer hoje O que se diz agora é que a a AGT as políticas do Governo da AGT estão a matar a econom e e os empresários Claro que sim o entende-se que o Executivo tenha uma uma grande atenção na necessidade de pagar a dívida aliás porque
a qualidade da dívida que nós temos é extremamente penalizante sobretudo Quando vamos a agências multilaterais diz-se mesmo na gíria internacional que Angola é um dos dos países que mais lucros dá o Banco Mundial e o FMI devido à qualidade da dívida portanto temos que repensar a forma como estamos a contrair dívida mas sobretudo temos que olhar para a integração dos recursos eh nos Nossos programas e nos nossos projetos nós gastamos muito dinheiro desnecessariamente quando temos projetos e programas que são concorrentes e paralelos e que deviam estar integrados eh considerando por exemplo um município o espaço
do município espaço geográfico é único o número das famílias é único mas nós temos as necessidades e as prioridades eh desse mesmo município no entanto temos uma míria de vários projetos e de e de e de e de programas eh que estão direcionados a esse município mas de forma não integrada ou não estarem integrados significa signica que estamos a ter custos e recursos extra e que o âmbito e os requisitos dessas desses mesmos projetos não foram validados pelas comunidades e ao não serem validados pelas comunidades cria-se então o passo e a oportunidade para que haja
um conjunto grande de entidades do Estado a ir buscar recursos ao mesmo orçamento Geral do Estado quando há todo um conjunto de atividades que podem ser partilhadas e que devem ser Integradas se assim o fizermos vamos ver que vai chegar mais longe o nosso orçamento e que vamos conseguir uma maior integração econômica das nossas famílias porque a pobreza e a fome não se combatem per si elas são uma consequência da falta de criação de rendimento para famílias o foco não deve ser o combate a fome e a pobreza mas sim a causa e a causa
é a falta de rendimento das famílias temos que ser capazes de criar rendimento para as famílias e isso consegue-se nas cadeias de valor por exemplo as cadeias de valor que dizem respeito a ao ao agronegócio têm todo um conjunto de subprodutos possíveis de serem desenvolvidos pelo os próprios agricultores eu gosto de falar no tomate mais uma vez porque me dizem que é o produto que mais se estraga na comunidade eu regressava ontem do sul do país fiz 3.000 km de estrada até o município do coroca e eh Parei em várias localidades ao longo da estrada
e vesse muito produto sobretudo tomata ser estragado Tive o cuidado de passar algum tempo a falar com as senhoras com as mas a explicar que não é necessário estragar o tomate lava o tomate corta o meio põe um pouco de sal e seca o sol da mesma forma que você seca o peixe que você seca o tortulho que você seca as folhas as quisas Então o que é que está a fazer está a preservar esse mesmo produto para estender a sua vida ah útil e para poder ser utilizado quando não temos a produção do tomate
no caso do tomate é quando chove muito temos menos tomate não é então mas isso pode-se fazer também com a senora cortar os palitos nós podemos secar a cenoura e tratá-la da mesma forma portanto há todo um conjunto E todas as folhas podemos fazê-lo com todas as folhas hah há todo um conjunto de de de soluções práticas simples que Devíamos estar a ensinar na escola no tempo e no espaço da escola e que não estamos a fazer e depois deixamos as crianças crescer e quando já deixaram o sistema escolar obrigatório vamos buscar os dinheiros da
nossa segurança social para ir dar formação técnica ou profissional está errado o tempo e o espaço de aprendizado é no tempo da escola onde a criança está muito mais apta para cativar e para aprender também portanto se é isso que queremos fazer fazer com os dinheiros da Segurança Social e e com o Ina fop então que o façamos mas não em paralelo e não depois das Crianças estarem já cheias jovens adultos cheios de vícios então o inefop deve ir para as escolas a formação técnic profissional tem que começar desde ternidade como fazem os países ditos
desenvolvidos Então se gostamos de copiar vamos copiar boas soluções essa Será uma boa solução as crianças Quando saírem da escola do Ensino Médio já têm pelo menos uma base suficiente para iniciarem pequenos negócios e lá está a criação de rendimento para a família em vez de deixarmos os jovens crescerem sem uma qualquer capacidade técnica ou profissional e depois irmos gastar muito mais dinheiro com muito menos sustentabilidade Porque infelizmente dar uma formação a a jovens adultos de 2 3 meses ou ainda que sejam 6 meses Um certificado e um kit não tem tido sustentabilidade Ok a
em relação à dívida Angola tem um grande pendente com com a China e falou há pouco tempo que não compreende porque que Angola continua a fazer tanta dívida Nossa opinião que se deve ter há há tanta necessidade assim de de de sear tanta dívida também nesse eu dizia na entrevista que de e acho que a semana passada o vosso jornal que o problema tem a ver também com a falta a nossa falta de capacidade de e avaliarmos o impacto dos projetos porque esse dinheiro ele é eh solicitado para projetos não é e a nossa falta
de capacidade de avaliarmos a o impacto desses projetos antes durante e no final faz com que continuemos a perpetuar os mesmos erros que temos perpetuado isso significa outra coisa falta de capacidade de gestão Por parte dos gestores públicos sobretudo que têm estado a tratar da implementação desses programas e desses projetos e não vamos longe olhemos para as nossas estradas as nossas estradas em Angola custam 1.5 milhões de dólares por cada quilômetro nós asas estradas em Angola custam três vezes mais do que custam na Namíbia e a pergunta que nós fazemos é esta já já é
a segunda vez que estamos a tratar da estrada ou que tratamos já da estrada Luanda lubango por exemplo Então significa que já gastamos 3 milhões de dólares corrijam-me se eu estou errada mas 1,5 por cada quilômetro vezes 2 São 3 milhões de dólares por cada quilmetro Então por é que as estradas estão no estado lastimável em questão Se nós formos Fazer uma avaliação do impacto que isto tem na economia basta irmos à GT ver o valor atribuído a importação de pneus terminais rolamentos amortecedores Suspensões já para não falarmos barras de direção já para não falarmos
nos múltiplos acidentes onde perdemos milhares de vidas anualmente portanto se nós contabilizarmos tudo isto isto acaba por ser um peso muito pesado não só na nossa economia mas sobretudo socialmente a pergunta que se tem que fazer é quem fez a avaliação destes projetos e há alguma fiscalização ou o dono da obra não fiscalizou o fiscal contratado não fiscalizou e o e o Construtor não tem capacidade para o fazer é isso por isso temos o estado de estradas que temos hoje não fomos capazes durante os empréstimos porque foram feitos empréstimos para podermos eh construir ou reconstruir
estas estradas não se fez o estudo necessário e suficiente do fluxo de camiões e do peso que os camiões têm sim ou não não sei eu faço perguntas e o tempo que é gasto é claramente um peso desnecessário porque tempo é dinheiro é claramente um tempo desnecessário quando olhamos para o custo Inicial desse mesmo desse mesmo investimento feito numa infraestrutura que é base para o desenvolvimento da economia portanto se isso é pesado para as grandes empresas de transporte e se calhar podemos ir aí a uma unicargas e fazer um levantamento de quantos pneus terminais rolamentos
barras de direção quantos acidentes é que temos portanto estes custos têm que ser imputados a alguém e depois há uma outra questão não menos importante que afeta a nossa economia que tem a ver com a justiça nós não temos Justiça na economia Por uma questão simples quando um empresário leva um processo ao tribunal e leva 9 anos a ser tratado e nos dizem que é normal Claro que não pode ser normal então não há Justiça o outro problema não corrupção sim corrupção existe o problema não é corrupção e só existe a instituições corruptas quando e
se a sociedade ela própria é corrupta O problema não é corrupção problema é a impunidade E aí sim é uma questão de estado Aí sim é uma questão de estado porque se sistematicamente não há punição para atos que são crime tipificados na nossa lei então de que serve tanta diplomacia económica para irmos buscar investidores no nosso país quando a primeira questão que investidor nos coloca é como funciona a justiça e nós temos que dizer que que a justiça é Angola perante aquilo que é expectável num desenvolvimento de uma economia normal não funciona não está a
funcionar então sem Justiça Sem infraestruturas e com um grau de impunidade daquele que nós temos aliado à concorrência também entre empresas de estado e empresas e de dos privados torna o nosso ambiente de negócio muito complicado para que possamos desenvolver e criar a riqueza quer seja criando emprego quer seja criando mais rendimento para podermos pagar mais impostos esse tipo de política praticamente concorre para o desinvestimento no país Claro que sim de nada nos serve andar pelo mundo todo dizer que que temos terras que temos mão deobra que temos água que temos energia quando aquilo que
é básico que é justiça não funciona quando as nossas infraestruturas de transporte e logística são afetadas da forma como são Basta ver que se formos à Namíbia a infraestrutura rodoviária a maior parte da da Namíbia não tem asfalto mas tem excelentes estradas e não precisamos de pô lá o asfalto também a camadinha de asfalto que se põe agora que os buracos estão a aparecer depois do último tapete vê-se que é uma camada demasiadamente pequena para poder tratar daquilo que é o fluxo do tráfico combinado com o peso que é eh transportado ao longo destas estradas
porque os empresários continuam a tentar mas o Estado tem que ajudar e temos que ter a questão da da Justiça tratadas a questão da responsabilização dos atores que intervém na execução de programas e projetos que usam o dinheiro do orçamento Geral do Estado porque o estado não tem dinheiro O dinheiro sai da mesa das famílias e todos esses empréstimos têm de ser pagos pelo dinheiro das famílias por isso é que nós sentimos que os preços estão altos que os impostos são demasiadamente altos para aquilo que é a necessidade de Promoção e desenvolvimento de mais atores
económicos no nosso país isto para falar em relação aos gestores que Ger as pessoas que geram orçamento ou do Estado eh que não tem consciência se calhar da dívida ou ou para onde depois vai o país eh o que que acha que deve ser feito para mais formações eh mais Consultores estrangeiros porque que eh essas esses esses gestores não têm noção disso se não t noção disso não estão no sítio certo uma empresa não nunca pode funcionar se não tiver as pessoas certas no lugar certo então o que é que está feito a ser feito
da avaliação não havendo uma avaliação correta das competências das pessoas que estão na execução desses programas e projetos a alguma coisa está mal e a nossa avaliação hoje da função pública é um dos maiores calcanhares daqueles que temos porque a avaliação da função pública ela é empírica e ela não está baseada em dados concretos de desempenho não há grau de desempenho que esteja a ser avaliado é empírico e quando isso acontece aliado à falta de capacidade de gestão de projetos que devia ser uma disciplina obrigatória antes de um qualquer funcionário público Qualquer que seja o
seu nível entrar na função pública Então nós vamos ver que o resultado só pode ser esse se você não tem as competências se você não é avaliado Mas você continua a ter a oportunidade de executar grande parte de pedaços do orçamento em programas e projetos então o resultado não pode ser sustentável é algo que temos que olhar para isso a nível das empresas é fácil Se as pessoas certas não estão no lugar certo elas entram em falência acabou mas o Estado está a perpetuar a incompetência também quando não é feita a avaliação e a responsabilização
dos Milhões de Dólares que são feitos que são utilizados na execução de programas e projetos e muitos deles nunca acabam mas estamos sempre a começar mais novos portanto é necessário que haja este equilíbrio mas sobretudo esta responsabilização se já temos um projeto que iniciou e não foi acabado em vez de começarmos um novo projeto devemos começar pelo menos com aquela infraestrutura e este país está cheio de infraestruturas inacabados de Cabinda ocen e que estão aí e o dinheiro foi gasto Ok eh falou aqui do tomate que tá que se estraga ao longo das estradas quer
dizer o problema é do escoamento estamos sempre a a com tocar a mesma tecla que é o problema do escoamento não só com tomate eh o governo há tempos problema não é o escoamento sim sim o problema não é o escoamento quando o agricultor pega na semente de Qualquer que seja o produto e coloca na terra ele tem que saber que dali a 6 semanas 8 semanas 3 meses 1 ano ele vai ter uma quantidade expectável de tantas toneladas ou de tantos quilos não é depois no final que ele vai tentar resolver onde é que
ele vai vender como é que ele vai vender portanto há uma cota responsabilidade quando nós fazemos as campanhas de de lançamento dos anos agrícolas de perceber comprender e entender se o Agrícola de malange com Ana agrícola para o mesmo produto por exemplo no município do curoca e eu posso lhe dizer que não e vai haver mais fome no coroca porque todos os anos teimamos em nas primeiras chuvas simultaneamente de Cabinda ou do do norte e do Sul nós colocamos a semente do Milho mas como não trabalhamos de forma integrada o que é que acontece nós
sabemos que há mais de 15 anos que nós temos uma mini seca entre Janeiro e a segunda semana de fevereiro o inamet sabe isso o inamet tem previsões mas não há integração na comunicação então o milho foi lançado nas primeiras chuvas no abertura do ano agrícola mas o milho está a secar e o milho vai secar e este será o 155º ano em que o milho Seca no município de coroca porque foi lançada a semente no tempo errado nas primeiras chuvas agora de Fevereiro é quando se deve lançar a semente do Milho por quê Porque
vai receber a chuva de fevereiro março e abril e isso esses dois meses e meio já vão dar para que o milho possa sobreviver no entanto há dois outros cereais que podem fazer e substituir e são têm mais resiliência às intemperes que é o maço e a ma sambala feijão ma cunde e abóbora que em Associação Porque não são grandes tensões de de de de de terra são pequenas Lavras e que em Associação podem no mesmo tempo produzir cinco produtos folha de feijão folha de abóbora abóbora feijão e Mig de quem a culpa Ness o
agricultor que plantou o milho num época errada é a falta de integração do conhecimento a escola devia estar a ensinar não ensina conteúdo programático não está virado para a sobrevivência dos nossos jovens não está não está adequada sequer aquilo que são as nossas necessidades regionais daí que os nossos filhos quando acabam o secundário mal ou bem a nível Rural eles fazem um Êxodo e continuamos a ver a chegada de jovens às grandes cidades mas acho que não terminou quando fal falava do do escoamento nesse caso quem devia planear o escoamento o produtor ou ou o
governo ou as as instituições que vão comprar o produto todos todos há uma cota parte de responsabilidade do governo porque se lança a semente nalguns casos é dada a semente e no caso do coroca eu vou dizer que se não continuarmos a ser capazes pelo menos em do anos seguidos de alimentar as populações com ajuda alimentar e simultaneamente ajudá-los Tecnicamente a fazer as culturas corretas nos tempos corretos e a água é um problema mas o município do coroca tem a margem direita do do Rio coroca e tem 27 nascentes de água naturais permanentes portanto é
uma questão de gestão de recursos hídricos também lá está a integração a escola o comércio a indústria energia e águas e também os recursos minerais porquê Porque temos também recursos minerais a serem explorados nessa região que é mais afetada pela seca não só no município do coroca mas nos outros municípios dos gambos do virei por exemplo então a responsabilidade social dessas empresas deve ir de forma integrada a sermos capazes de termos sustentabilidade alimentar local Ou seja criar rendimento para as famílias e quando recursos são todos unidos é possível agora quando eles concorrem todos uns com
os outros e não há integração não há cordenação local Ah sim vamos continuar a ter fome mas a oportunidade está lá e eu acredito que somos capazes de resolver até porque qu Quando menos temos nós somos obrigados a ser mais resilientes maisos aliás falando disso em declarações ao expansão H A doutora disse que todas as instituições do Estado concorrem umas às outras também sim sim ealizar isso felizmente que felizmente que a a profissão do jurista está ameaçada pela Inteligência Artificial e ainda bem neste caso nem sempre eu concordo mas o grande problema que nós temos
a nível da dos estatutos orgânicos das nossas instituições públicas é que o legislador que é o nome bonito que nós damos aos jovens sobretudo mas às pessoas que produzem a legislação que depois é aprovada como estatuto orgânico não tem o cuidado e muitas vezes os meios para poderem ver quais são as atribuições estatutárias que são de uma área e que são de Outra área mas nós temos uma Bíblia que se chama classificador das atividades económicas que é o cai versão dois que é o documento que está aprovado pela Organização Mundial do Comércio e pelos 198
membros dessa mesma organização incluindo Angola Portanto o classificador das atividades económicas descreve claramente o que é que é setor primário secundário e terciário e o que é que é como comércio indústria o que é que é agricultura silvicultura o que é que é pescas e o que é que é energia e Águas bem como Ministério bem como recursos minerais portanto recursos minerais energia e Águas pescas e Agricultura estão no setor primário no setor secundário só temos transformação que é indústria no setor terciário Aí sim temos comércio e serviços e nos serviços temos Transportes telecomunicações banca
Seguros mas também temos saúde e também temos ensino entre outros então o que que acontece quando os nossos estatutos orgânicos eles entram em espaços cinzentos ou espaços de outros Ministérios ou de outras instituições nós estamos a concorrer e não estamos a integrar e ao concorremos O que é que nós fazemos gastamos mais dinheiro desnecessariamente porque não há o que é que começa a onde e o que é que acaba Onde por exemplo o sal é uma um produto transformado é indústria mas está nas pescas então há uma concorrência institucional e que afeta a forma como
o nosso orçamento Geral do Estado é utilizado Ou seja a qualidade da despesa ela é afetada pelo facto de não haver um a linha ento Claro de quem faz o quê quando como e aonde de acordo com aquilo que é o classificador das atividades econômicas e por isso temos várias instituições do Estado vários ministérios várias agências vários institutos que estão a fazer a Desenvolver atividades que estão nos estatutos orgânicos uns dos outros então isto gera confusão mas gera sobretudo má qualidade da despesa e gera outra coisa falta de sustentabilidade dos programas e dos projetos porque
não conseguimos trabalhar numa cadeia de valor a cadeia de valor ela tem que ser afetada pelos respectivos atores institucionais de acordo com as competências e as capacidades técnicas que esses essas mesmas instituições do Estado têm quando isso não acontece gera a confusão gera a duplicação de tarefas mas sobretudo de recursos também e claramente afeta o resultado com falta de sustentabilidade Ok o o Presidente da República no início do seu mandato eh fez ainda o Executivo continua a fazer uma série de reformas econômicas Ok mas o que se vê é que as famílias as empresas continuam
ficaram mais pobres e continuam na miséria o que faltou então para para para que se alcançasse os objetivos para os quais foram planeado esses projetos As Reformas económicas são um projeto e a gestão do projeto obriga-nos para que eles tenham sustentabilidade que haja a validação do âmbito e dos requisitos por todas as partes interessadas e quando Nem todas as partes interessadas participam e quando o âmbito e os requisitos não são validados pelas partes interessadas então nós temos o que estamos a ter hoje temos uma grande vontade política mas uma execução que não está correta ela
não corresponde àquilo que é a nível do nosso planeta testado e retestada como boas práticas de gestão se não temos boas práticas de gestão na execução dessas Reformas e acabei de mencionar alguma que é duplicação ou a concorrência no orçamento Geral de est em atividades que eh pertencem na cadeia de valor a um a uma instituição mas que outra instituição também o está a fazer Portanto vamos gastar mais dinheiro mais recursos em atividades que não Devíamos estar a fazer que Devíamos estar a estender ao longo da cadeia de valor e por isso as famílias são
aquelas que pagam por quê Porque o estado não tem dinheiro e é do bolso das famílias que o estado vai buscar busar dinheiro para pagar as dívidas que contraímos com reforma ou sem reforma portanto a gestão de projetos tem que estar na base na base de toda a política que nós desenvolvermos na nossa grande oportunidade de reformos rapidamente o nosso a nossa economia por forma a podermos produzir mais dando mais capacidade de criação de rendimento Às nossas famílias E aí sim vamos ter a redução da Fome ou a erradicação da fome e da pobreza deoutra
forma não vamos conseguir aí também entramos na questão da diversificação da economia não é aliás agora com pronto quando no na época do bundo petróleo quase que não se fez nada agora fala-se muito disso mas eh a pronto as divisas agora estão cada vez mais mais escassas devido também à produção de petróleo que que tá muito baixa não é Nesse caso fica mais difícil por exemplo a a diversificação da economia a diversificação da economia é um grande chavão soa muito bem mas se não tivermos capacidade técnica ou profissional h a nível das nossas escolas por
forma a criarmos jovens interessados desde ten ridade a olhar para o seu meio ambiente a serem capazes de as suas próprias secretárias ou as suas próprias carteiras escolares em vez de continuarmos a pagar e apagar e apagar e em vez de continuarmos aí buscar técnicos no exterior para virem fazer ou Consultores do exterior para virem resolver os nossos problemas meu filho não vamos conseguir quem resolve os problemas da nossa casa temos que ser nós vamos cair vári às vezes mas vamos aprender e isso é uma coisa que não temos sido capazes de fazer nós não
temos tido capacidade de aprender as lições das nossos fracassos Porque nós não temos tido a humildade de olhar de frente identificar os nossos fracassos onde é que nós falhamos por é que nós falhamos e como é que não vamos falhar outra vez isso aprende-se quando começamos a andar pela primeira vez nós caímos tanto vezes até aprender a andar mas depois de aprender a andar nós raramente caímos mas também Não desistimos quando caímos mas nós continuamos a cair sistematicamente nós não olhamos de frente para os nossos erros nós não fazemos avaliação do impacto dos Nossos programas
E dos nossos dos nossos projetos acha que a agricultura deve ser a base paraessa diversificação agricultura é base em todo em todo mundo sem alimentação não há sustentabilidade humana e a indústria é o fator decisivo é a transformação do produto que nos vai dar a capacidade de criar mais rendimento de criarmos a extensão de vida dos nossos produtos agropecuários mas sobretudo é a indústria que nos dá a capacidade de criar valor acrescentado aos nossos produtos quer sejam e da agricultura quer sejam da pecuária das pescas ou dos recursos minerais temos que aprender a transformar dentro
do nosso país os nossos blocos de granito de mármore não podem continuar a sair do nosso país como estão temos que os transformar no país temos que olhar para aquilo que já temos e como é que nós fazemos uso fruto daquilo que já temos mas temos que capacitar os nossos jovens temos juristas a mais psicólogos a mais e Eng de menos não temos Engenheiros não temos técnicos básicos médios não temos e sem isso o país não vai ter diversificação não vai ter desenvolvimento são esses jovens que Imagine que se pegamos no programa do inefop e
em vez de termos um programa paralelo integrarmos na escola primária e secundária esses jovens vão já começar a fazer algo novo por quê Porque a mente deles foi ocup pada desde Terra idade a aprender a desenvolver a criar coisas novas e se nós não fizermos isso não é com juristas e psicólogos que nós lavamos não é só com quadros superiores um país sem Engenheiros e sem técnicos não vai conseguir desenvolver seu potencial na sua plenitude e temos agora nós não temos técnicos suficientes para a agricultura não temos técnicos sufici para a indústria não temos e
temos que ter problema com a formação neste caso problema é a forma como a a educação no seu todo o sistema de ensino está desarticulado das necessidades técnic profissionais do país o país eu pergunto assim estamos a a usar não sei quantos mil milhões para o novo programa e já vamos no terceiro programa do do in Mas a pergunta que eu faço tem o inefop a o levantamento de Quantos técnicos agrícolas nós precisamos de Quantos técnicos de que competências nós precisamos para desenvolver a nossa a nossa indústria mineira a nossa indústria ligeira a nossa indústria
pesada ou a nossa agroindústria quem está a formar esses técnicos Então se isso não está aliado ensino primário e secundário ensino técnico profissional e ensino da Ciência e Tecnologia com o ministério da indústria e do Comércio com o Ministério da Agricultura com o Ministério do setor do setor primário quer seja do recursos minerais quer seja da Agricultura das pescas e também da energia e água se isso não tiver tudo integrado como é que a Coreia do Sul saiu da pobreza perfeita para um país tecnológico eles tinham uma estratégia Clara precisavam de tantos técnicos disto daquilo
do outro e do outro e as escolas começaram a formar nós temos esse plano de Quantos técnicos de que que nós precisamos é a pergunta que eu faço o o inefop sabe exatamente Quantos técnicos nós precisamos em cada uma das nossas no nosso desenvolvimento industrial trabalhou com a indústria trabalhou com os outros setores primários no sentido de se identificar o que é que nós precisamos esses recursos estão integrados e lá voltamos nós à integração do recursos porque produzir técnicos produzir conhecimento também é uma cadeia de valor e ela tem que ser iniciada desde ter idade
não é depois dos jovens andarem no cuduro e no faf andó é que eles de repente vão vão querer começar a descobrir pequenas coisas a mente já está ocupada com outras coisas vamos ver como é que o Japão faz Ok os os Pronto já Vimos que a industrialização do país continuando uma miragem os polos agroindustriais carecem de infraestruturas Ok mas aqui a doutora trabalhou no governo trabalhou no idia que é o Instituto de desenvolvimento industrial Ok o que fez qu Qual foi o seu contributo para o desenvolvimento de no país Temos 22 polos industriais pelo
menos um por cada província província tem dois ou três E também temos um programa chamado profid para o desenvolvimento de polos industriais rurais Ok e vamos falar da Integração mas depois o Ministério da Agricultura tem um outro programa de polos agroindustriais mas depois vamos falar de avaliação do impacto todos os dinheiros que foram disponibilizados desde a resolução 1/89 que cria os parques industriais no país todos os valores foram aonde Onde está o impacto onde está a avaliação onde está a responsabilização o mesmo para o profid um excelente programa que devia ter mais integração mas não
está a funcionar por que que não está a funcionar é uma questão de avaliação é uma questão de Justiça também de responsabilização se não temos é porque quem esteve a gerir não teve que apresentar contas não fez a apresentação daquilo que estava a fazer mas o estado em si também não fez a avaliação do impacto não fez a responsabilização Então temos a maior parte dos nossos polos agroindustriais dos nossos polos industriais quase sem nada sem infraestrutura por quê Porque depois o governador atribui terreno o administrador atribui terreno o sob atribui terreno mas não há uma
política Clara que diz que todo o Executivo todo todo o detentor do Poder deve direcionar o desenvolvimento industrial para as áreas definidas como polos industriais ah lá não há infraestrutura sim mas os terrenos que estão a ser a ser concedidos também não tem infraestrutura então é uma questão de falta de integração porquê Porque os valores depois não entram para onde eles devem entrar lá está a concorrência concorrência institucional não temos um plano diretor do desenvolvimento industrial de cada município de cada província por quê como que vamos desenvolver o país se não temos planos diretores municipais
e planos diretores provinciais por setores Ah isso custa muito dinheiro nós não temos dinheiro não tem que custar muito dinheiro nós já temos nossos funcionários públicos mal ou bem a serem pagos temos competências vamos chamar a universidade também os valores que normalmente atribuímos a as grandes empresas de consultoria internacional divididos o mal pelas aldeias como costumamos dizer vai chegar e o resultado desses planos vão ser planos de acordo com as nossas necessidades e as nossas prioridades é uma questão de gestão de integração Porque isto é um projeto também é um programa também isso foi uma
das ideias que levou no ideia sim para além de se fazer a inventariação dos ativos que nos tinham sido que nos foram atribuídos era necessário também perceber compreender e entender porque é que não estávamos a trabalhar o porquê temos que olhar de frente para o erro para a falha para podermos então começar a corrigir leva tempo mas é necessário ser um esforço Conjunto das respectivas instituições que trabalham em coordenação para que programas e projetos do executivo sejam efetivamente executados de acordo com aquilo que são a validação do âmbito dos requisitos pelas partes interessadas ou pelo
stakholders Mas por que que saiu doide houve as coisas os seus projetos não foram levados em conta houve lá pronos eh os seus interesses não foram tidos nem achad as suas ideias que que houve lá eu não sou funcionária pública eu estava de empréstimo no estado foi um privilégio tremendo perceber compreender e entender melhor da parte de dentro porque é que não estamos a funcionar mais mas tudo tem o seu tempo e para mim chegou outros continuam mas pelo menos eu levei um grande aprendizado e estou aqui hoje a explicar O que é que eu
encontrei a concorrência interministerial a concorrência interministerial institucional na qualidade da despesa do orçamento a falta de responsabilização e e dos estudos do impacto da avaliação levam a que gastemos tanto dinheiro e depois não não consigamos chegar ao resultado final a que nos propomos quer seja dos planos de desenvolvimento Nacional quer seja das estratégias quer seja de um qualquer projeto ou de um qualquer programa chegou a a levar essas preocupações a nível superior todos vocês sabem que sim Ok doutora hoje é 2024 prevê a subida dos preços da eletricidade da água Ok e também eh Tá
previsto também a subida dos combustíveis porque anv dias difíceis para o as nossas famílias não é uma questão de antevisão é uma questão de cálculo aritmético básico se há uma desvalorização gritante do poder de compra dos nossos concidadãos e se não há um acompanhamento ah proporcional à questão do rendimento das pessoas dos cidadãos então vai ficar mais difícil a partir de Março agora já já seria em janeiro mas a partir de março vai ser implementada a subida do do salário público salário da função pública em 25% também houve agora houve o ano passado a subida
do salário mínimo não é para 70 100000 quas vai trazer alguma alguma melhoria para a condição econômica das populações isto a questão é temos o estudo do impacto antes agora qual é o impacto que isto vai ter nos nossos concidadãos Que medidas é que simultaneamente serão implementadas para mitigar aquilo que são os resultados que saem dessa aritmética Quais são as medidas de mitigação que vão ser implementadas se o poder de compra não acompanha a desvalorização da moeda a inflação Quais são as medidas de mitigação é muito bom dizer que temos que porque as instituições que
nos emprestaram o dinheiro disseram que temos que mas que medidas de mitigação o estudo do impacto está onde temos que soluções pode pode avançar não é para que haja um equilíbrio entre a inflação salário mínimo queas pode que a doutora pode avançar para nós a agricultura é a base a indústria é o fator decisivo dizia Agustinho Neto e é isso que nos pode faltar se não soubermos utilizar os recursos que temos então a grande oportunidade perante esse cenário é aumentar a nós temos que aumentar a produção os nossos jovens não podem continuar a estudar só
psicologia e e e ser juristas não pode nós precisamos na escola de começar a ensinar às crianças como plantar a integração do Desenvolvimento Agrário do desenvolvimento pecuário tem que entrar na escola atividade técnic profissional tem que entrar na escola as crianças são o maior veículo de comunicação do nosso país somos um país de crianças certo 75% da nossa população tem menos de 25 anos somos um país de crianças o que é que vamos fazer ensinar aonde na escola no mesmo espaço da escola não precisamos de inventar outras escolas o espaço já está lá as pessoas
são as mesmas as crianças e os jovens são os mesmos em cada município sabemos Quantos estão onde é que eles estão Então temos que descentralizar o conhecimento e levar o conhecimento temos que integrar o inamet e explicar que entre fevereiro entre janeiro e fevereiro H uma mini Seca no sul de Angola por isso não se pode plantar milho nas primeiras chuvas tem que se plantar uma sangue e maçã mala ou esperar pela segunda chuvas tem que se levar o conhecimento a escola somos um país de crianças a formação técnica profissional tem que entrar na escola
não é paralela a gastar não seu não tem que ser na escola é no tempo e no espaço de aprendizado da criança que temos que aprender que passar conhecimento por quê eles são futuro da enga Então não temos mais velhos mais velhos estão a morrer todos Ok eh Doutora nós temos vários planos o p estar de planos de desenvolvimento e falou há pouco tempo que o problema grande problema que temos aqui é que ah os planos começam não é mal terminam não terminam depois dá-se início a outros e a que se deve isso quais são
as f estão na base de não terminar os planos começar logo um novo Acho que o jornalista sab a resposta Já de aqui falta de capacidade de gestão nós temos falta de capacidade de gestão porque numa empresa imagina que é uma empresa privada eu não posso cavar dinheiro do chão não tenho onde tirar eu se tenho um plano o plano falhou boa é bom que falhe Pelo menos eu aprendi alguma coisa mas eu tenho que olhar para a falha de frente eu tenho que assumir o meu erro e tenho que aprender com esse erro e
não vou fazer um novo plano e largar aquele não vou pegar naquele vou corrigir o meu erro e vou refazer o plano adequar o plano Para quê Para que ele tenha sucesso o setor privado tem que funcionar assim nós não temos onde ir buscar dinheiro se nós não fizermos assim entramos em falência acabou o Estado tem que ter exatamente as mesmas práticas porque o estado não tem dinheiro quem paga o dinheiro do Estado São as famílias por isso é que as famílias estão Como estão Então essa responsabilidade é de todos porque estado somos todos nós
então a responsabilidade é de todos deixa de apontar o dedo nos outros Faça você também a sua parte seja excelente naquilo que você faz Ok doutora temos já uma hora de conversa e estamos praticamente no fim da nossa entrevista e dou-lhe agora eh palavra toda sua para acrescentar aqui se calhar algo que não tenha perguntado que lhe interessa falar hum não é um país cheio de oportunidades é um país cheio de recursos naturais só pode ser mesmo a nossa falta de capacidade de gestão eh que nos põe um país com tanto recurso num estado de
pobreza em que está portanto a oportunidade está lá temos conhecimento suficiente temos muita gente ainda com conhecimento estamos a gerir mal o conhecimento aos 60 anos estamos a mandar as pessoas para para casa esperar para morrer quando essas pessoas deviam estar por exemplo Integradas num programa para ensinar nas escolas os mais novos e não venha a GT dizer porque você já tem uma pensão você vai ter que pagar mais impostos se você tiver uma segunda uma segunda um segundo emprego pelo amor de Deus isso é contra a Natura para o desenvolvimento do nosso desenvolv do
nosso país e sobretudo para a transmissão do conhecimento não vamos esperar que as pessoas tenham uma pequenina pensão e que queiram ir trabalhar com as escolas que você vai penalizar os mais velhos que já estão a ganhar uma pensão triste vai ter que pagar mais imposto isso é contra a Natura isso é agir contra a nossa economia temos centenas de mais velhos aí a morrer pelos cantos sem nada para fazer quando deviam estar a ser aproveitados quanto mais não seja para ensinar nas escolas criemos as condições não vamos perder esse essas bibliotecas vivas porque é
que estamos a fazer isso ah não porque aprendemos porque lá fora se faz deixa-os de Fora eles nunca quiseram o nosso bem porque é que nós estamos sempre atrás uns dos outros dos de fora e dou um exemplo Pequenino as sondas de onde tiramos a água dos furos no sul do país sempre foram manuais agora o Unicef diz que não vamos mais ter manuais vamos ter Solares e depois quem é que vai tratar do painel solar Ah não porque as novas energias quais novas energias a energia humana é é melhor é pior do que um
painel solar que tem tanta matéria que é prejudicial ao ambiente Ah porque o Unicef diz mas o Unicef não tem que dizer nada em Angola nós não temos técnicos suficientes em Angola não temos capacidade técnica ou profissional nas nossas empresas de produzirem de Ferro aquilo que está as peças que são necessárias para as sondas manuais agora não não temos as sondas avariam não temos água mas a água tá lá porque o Unicef diz que agora temos que importar painel solar é um exemplo pequeninho mas que acaba por se refletir que nós Assumimos que não sabemos
nada e quem vem de fora é que sabe tudo ou seja nós pagamos para que os interesses dos de Fora sejam implementados no nosso país isso não pode estar certo e nós temos essa responsabilidade de dizer não não está bom o que está bom tá bom o que não tá bom não tá bom ok já falamos aqui muito do do do do do do imposto do impacto que está ter na vida das famílias mas os empresários dizem que estão a morrer as empresas estão a fechar por causa da carga fiscal não é só a carga
fiscal a carga fiscal tá desenquadrada do ambiente de negócios tivéssemos nós a cap de analisarmos que os empresários dizem isso Isso é uma função do estado onde é que está o estudo que diz que os empresários podem muito bem pagar isso eu acabei de falar no início do custo da logística dos transportes quanto é que custa quanto é que custa só a logística nestas estradas que custam 3 milhões de dólares se foram feitas nos últimos 20 anos de paz duas vezes a preço de 1 milhão e meio de de dólares por quilmetro quanto é que
está a custar aos empresários em panus terminais rotulas amortecedores barra de direção vidas acidentes tá a custar Quanto depois tem outra coisa AGT ganha mais do que qualquer outro cidadão Mas o problema que nós temos é que a ganha comissão por cima das multas e em vez de andarem a trabalhar no sentido de apoiar porque a GT não está lá para fechar empresa nenhuma a GT tem a função de apoiar o setor privado a desenvolver mais riqueza Mais Emprego mais dinheiro para poder depois iros pagar mais imposto Mas essa não é função da GT hoje
vejam empresa H pois fecham a empresa mas é indevido é é inconstitucional a nossa Ordem dos Advogados devia estar ao serviço da nossa economia também os nossos tribunais deviam Estar ao serviço da nossa economia também todos temos que trabalhar para preservarmos as nossas empresas e não para trabalharmos para as multas porque tem comissão para os funcionários da AGT isso não isso tem que acabar não é normal toda a gente fecha empresas no nosso país isso é anticonstitucional a lei comercial nem sequer prever isso Nesa também fecha empresa tá ver esse é o problema onde todos
onde todos têm poderes ou fazem usurpação de poderes por quê Porque na cadeia de valor da nossa economia há concorrência de poderes também Ok sim sim muito obrigado dout Filomena por mais esta entrevista a expansão caros leitores chegamos ao fim da nossa grande entrevista com a d Filomena de Oliveira e desej a todosos leitores um bom ano e fiquem bem muito obrigado dout obrigada eu [Música] l [Música] [Aplausos] [Música]