E por falar em transição energética, um dos maiores desafios para permitir o avanço das novas tecnologias é justamente esse. Mas vai além, as inteligências artificiais dependem de muita água e o mercado ainda não tem uma solução para esse problema. Vamos ver os detalhes na reportagem.
[Música] Nesse exato momento, uma quantidade inimaginável de dados está sendo processada em centros espalhados pelo mundo. Mas o que muita gente não sabe é que as grandes empresas de tecnologia, como a Amazon, a Microsoft ou o Google estão construindo os poderosos data centers em algumas das regiões mais secas do planeta. O detalhe preocupante nisso é que essas estruturas consomem muita água.
Uma investigação reveladora conduzida pela Source Material e pelo jornal The Guardian mostra que 38 centros de dados já estão operando em áreas com escassez hídrica e que outros 24 estão sendo construídos em condições semelhantes. Essas estruturas que são cruciais para armazenar nossas fotos, vídeos e alimentar a inteligência artificial, precisam de quantidades enormes de água, principalmente para resfriar os servidores. A região de Aragon, na Espanha, a Amazon planeja triplicar a presença com novos data centers.
Juntas, essas instalações podem consumir até 755. 000 m³ de água por ano. Isso é suficiente para irrigar 233 campos de milho, por exemplo.
Agricultores estão alarmados com isso, apontando que a água será tirada de quem atualmente a usa para produzir alimentos. Nos Estados Unidos, um dos exemplos vem de Messa, no Arizona. O Google possui licença para usar 5 milhões e meio de meticos de água por ano, tanto quanto uma cidade de 23.
000 habitantes. As BigTechs prometem se tornar positivas em água até 2030, devolvendo mais água do que consomem. Mas especialistas questionam: será possível compensar o impacto hídrico local para Aurora Gomes?
Porta-voz do movimento espanhol. Tua nuvem está secando meu rio. A resposta é clara: nem pessoas, nem dados sobrevivem sem água, mas a vida humana é essencial.
Já os dados não. À medida que avançamos na era digital, surge uma pergunta inevitável. Será que estamos trocando nosso futuro hídrico pela conveniência tecnológica?
Na reportagem completa no olhardigital. com. br, br, você encontra os detalhes sobre a expansão dos data centers pelo mundo e as condições hídricas das áreas afetadas, com comentários das empresas e muito mais.
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