o Ministério do Turismo apresenta o toque não mente e texturas temperaturas pressões tudo se torna visível no shopping de uma superfície ou as nossas terminações nervosas oh alô Bio dor medo conforto bom e é instantâneo ver com as mãos é quase irresistível o e às vezes proibido Olá meu nome é o seguinte eu sou restauradora de obra de arte particularmente interessado em conservação preventiva é interessante ver que essa questão do toque óbvio que as obras da província com a arte moderna e contemporânea Muitas delas não todas né Mas algumas obras elas requerem essa interação e
o top mas essa proibição do toque mesmo das obras tradicionais Ela não é uma coisa que existiu sempre é uma coisa que vai aparecendo no século 18 É principalmente no século 19 quando a gente tem abertura das coleções na daquele colecionista mais tradicional meio que queria na colecionar tudo isso por tudo de uma maneira uma enciclopé dica essas coleções vão se transformando em museus e vão sendo abertas para o público eu mais Ângela isso já começa em cor uma primeira restrição ao toque né com esse temor um pouco do que acontecer seu público todo mundo
que entrasse começasse a tocar sob o argumento de conservação preventiva as obras foram ficando cada vez mais distante das mãos e da sujeira da umidade nas nossas digitais e a tradição de esqui para apreciar uma obra de arte a gente usa principalmente o sentido da visão não mexer não é Ah mas isso é o único jeito de realmente entender e sentir uma obra de arte funcionando os nossos outros sentidos tocando mexendo cruzando a linha e quando for preciso usar todos eles ao mesmo tempo e no mundo em que a imagem se destaca como entram os
nossos outros sentidos nas formas de perceber e de elaborar o que vivemos Olá eu sou Bárbara correm e esse é o quinto episódio de território específico a temporada de estreia no YouTube podcast e E aí [Música] E aí é mais complexa reflexão para responder apenas do ponto de vista da conservação porque a entram muitas outras questões aí de história da arte da própria filosofia em Walter Benjamin pq A aura da obra etc mas tentando inverter um pouco a questão para conseguir pensar ela a partir da conservação a gente pode tentar pensar o que o que
acontece com uma obra que foi feita para interagir na que acho que a arte moderna e arte contemporânea ela se traduzem performatividade é um sentido da arte performance mas que a arte requer um movimento nessa a gente pensa nas em alguns tipos de obra tipo Calder que tem que girar tem que ter um movimento uma interatividade não é mesmo do toque ou uma questão da própria perenidade da obra ela senta pública observar ela se auto-destruindo Então vem essa reforma eu tenho debilidade na obra de arte que vão ter um impacto enorme na conservação muito mais
até do que os materiais contemporâneos que são introduzidos nessas obras plástico todas as tintas acrílicas na que começa no começo inclusive eram Tintas no ar a mente tintas artísticas a tintas de parede essas coisas não foram feitas para durar aqui nenhuma uma tinta óleo no Renascimento que era feita a partir do pigmento do óleo que todo mundo já tinham conhecimento enorme não os artistas são pegando materiais aí da indústria não feitas pra ti e fazendo arte ninguém sabia como que isso ia evoluir mas eu acho que o que a arte moderna e contemporânea trazem como
questão pra conservação e para o restauro é muito mais essa questão de derrubar uma noção de que a obra de arte ela precisa ser única ela precisa ser feita pela mão do artista então a ideia o conceito da obra ele passa a ser muito mais importante do que o fazer o material ia o problema para os conservadores é que a gente foi treinado justamente para lidar com a matéria a gente pode gente teve aula de Física aula de química né como que os materiais interagem aí de repente você tá de frente de uma obra de
arte que a ideia é muito mais importante do que a matéria a gente a gente trava né então a gente pega uma obra que era um bicho dá-lhe já claro que e coloca numa vitrine pega um penetrável do Parangolé da ética e você não pode mais penetrar você não pode mais vestir né passa por uma musealização dessas obras você coloca numa vitrine ó vou que aí também entra uma questão do Mercado de Arte de uma fertilização das obras é que acaba atribuindo um valor a materialidade essa questão da autenticidade do seu original de tecido tocar
e pelo artista né gente acaba tratando essas obras muito mais como o conde vista de uma obra tradicional entre "uma obra que a gente não pode tocar porque ela é insubstituível e a gente acaba transformando essa obra de arte não símbolo dela mesmo ele diz né Ela é alguma coisa que tá ali dentro daquela vitrine representando a obra sem ser obra em si que a obra de ti do ponto de que ela foi concebida pela artista ela só se concretizaria só se realizaria nessa interação né o nesse movimento o nessa decadência quando a gente pega
e coloca esse dentro de uma vitrine a gente evitar essa essa função plena a gente guarda ela para o futuro mas enquanto símbolo dela mesma O Dilema do restaurador ou de quem tá trabalhando com coleções desse tipo a isso a gente guarda a obra de arte original para o O Observador mais evita que ela tem essa fricção para ele ou a gente permite que o espectador atual Aproveite a obra de arte na sua totalidade mas causa a sua destruição na no fim das contas E aí Olá meu nome é Luiza ver durinho eu sou Educadora
aqui no instituto Inhotim 1 e nós estamos indo para uma obra que carinhosamente nós chamamos de Magic Square um trabalho do artista Hélio Oiticica e é um desses trabalhos que compõem essa parte do Acervo que está disposto ao ar livre em meio aos Jardins em meio ao trajeto que é um trabalho póstumo essa obra ela foi colocado aqui já após a morte do Hélio Oiticica mais tratada implantada com todos os cuidados e orientações deixadas por este artista que era muito minucioso e detalhista enquanto as suas ideias né O que ele objetivava não apenas também nos
detalhes das cores que são muito específicas ou de que método né seria utilizado para empregar para pintar essas paredes digamos assim de uma forma mais simples a proposta a questão da cor é algo muito importante nessa pesquisa né e para os próprios trabalhos do Ego e seco o que a gente vai circulando pelo trabalho a gente percebe também que a gente tem um azul um azul que não necessariamente está nessa parede de alvenaria de concreto mas ele se revela por meio de uma tela assim como por um teto que também um pouco translúcido essa obra
que pode ser acessada né nessa caminhada pelo jardim e de repente a gente pode se sentir dentro da obra caminhando por esses eixos né que estão Pedrinhas é de fundo de rir Então ela tem esse formato arredondado de diferentes tamanhos e esse formato é fruto de uma lapidação que ocorre pela a gente natural mesmo pelo processo da Correnteza do Rio que acaba lapidando e dando esse formato é uma medida que a gente caminha a gente tem essa outra camada de sentido que também é o som e também essa sensação né de sair desse chão que
é um pouco eu vi que a grama né o próprio solo e essa caminhada por aquelas Pedrinhas a gente os nossos pés vão ser adaptado às alturas desses eixos é o mesmo tempo afundando em alguns espaços e essa essa trilha sonora que acaba se conformando na medida que a gente vai caminhando no espaço hoje especificamente nos trabalhos do Hélio Oiticica né assim como outros artistas que nós temos um acervo que fazem parte de um movimento que chama movimento neoconcreto esses artistas eles deixaram um legado no sentido que a participação do espectador ela é fundamental para
que a obra aconteça [Música] e quando o sabor ou a falta dele faz parte de uma experiência de fruição da obra de arte o Olá sou de Andrade Sou curadora assistente no instituto Inhotim também só o pesquisador e jornalista a obra do sido Meireles na elemento desaparecendo alimento desaparecido o passado Evidente ela tem uma adaptação de 2002 porque foi justamente na documenta 11 de castelo na exposição que ela foi ativada diria né foi realizada ali durante Aquele momento em que a mostra esteve em cartaz e era basicamente e se desdobra né em diversas Artes eu
diria Não no sentido de objeto também mas no sentido de organização prática não é para para sua realização porque o sildo ele pensa numa cadeia mesmo de e no qual ele vai pe ali uma mini fábrica de picolés no lugar em que a obra foi apresentada no caso dessa de 2002 em Castel essa obra do cildo Meireles consistiu na instalação temporária de uma pequena fábrica de picolés em Cássio cidade na Alemanha que seria documento uma das principais mostras de arte do mundo à medida que os picolés eram consumidos ou quando derretiam mensagens apareciam nos dois
lados do Palito e a partir dali ele também vai criando outros elementos na é para uma produção e uma circulação do trabalho desde é logomarcas né a criação de logo para estampar essas logomarcas nos carrinhos de picolé que circulam pela exposição pelo local em que a obra ativada é até a contratação mesmo de pessoas eu tenho aqueles produtos não é uma vez que as peças é que estão dentro dos carrinhos de picolé elas são de Fato comercializadas né um dinheiro mesmo são picolés e o visitante encontra ali de diversas cores e diversos tamanhos e formas
diferentes mas que quando ele abre sua embalagem para de fato degustar Talvez tenham uma surpresa de encontrar um objeto com água não é feito produzido com água o que fica é a mensagem no palito e aí a gente tem Talvez um fechamento de um ciclo né dessa desse trabalho que acontece desde sua produção até o momento final em que essa mensagem revelada no palito de picolé e no qual o visitante o consumidor ou a pé eu simplesmente estava passando por ali e que não necessariamente estava envolvido com a exposição mas que sentiu vontade de consumir
aquele produto e de repente tem aquela surpresa de ter um elemento que vai desaparecendo na e a revelado ali A partir dessa mensagem gravada no palito de picolé o elemento desaparecendo elementos desaparecido eu acredito que seja uma abordagem bastante próxima de uma relação mesmo de venda né uma vez que o artista que o Silvio vai pensar a obra com um produto que desfalque vai circular ali na sua região né em que ela é ativada seja no espaço público seja no exposição de arte e etc mas em nenhum momento a gente descobre Como que o visitante
ou o consumidor ou a pessoa que tava limpasse Ando pela exposição visitando o museu pensou imaginou encontrar aquele trabalho Aquela aquele objeto né aquele produto de consumo e vai preparar ele vai ter a surpresa de se deparar com um elemento que de fato não traz nenhum sabor né uma vez que é os homens com base de água o problema Mônica Rossetto eu sou a perfumista perfumes a Senior ou seja perfume só uma pessoa que queria perfumes nós somos compositores de fragrâncias lá então a gente transforma uma ideia em perfume Oi E para isso para ser
perfumista você precisa treinar o seu olfato memorizar pelo menos 1.500 matérias-primas percebeu o tempo de duração de cada cheiro e quando cheiros Você conhece e a gente faz uma analogia da Perfumaria com a música porque a gente tem notas musicais na música e na Perfumaria a gente combina essas notas que tem um caráter específico ou seja pode ser um cheiro de flor pode ter um cheiro de especiaria pode dar um cheiro de madeira e tem um tempo de duração diferente uma são mais voláteis outras tem uma volatilidade média e outras são mais pesadas então a
gente trabalha com essas notas com fundo acordes olfativos quantas músicas Você conhece o fato é um dos Sentidos mais primários Ou seja é um dos primeiros sentidos do homem porque o homem começou como como um primata ele era um quadrúpede andava de quarto ele sentiu chega o cheiro que fazer com que ele percebesse se tinha um animal atrás dele esse tinha cheiro de sangue ou fato Ele tá ligado no cérebro com o sistema límbico que é um o órgão do cérebro primitivo de gramas de uma forma simples que ele não passa pelo racional você sente
um cheiro imediatamente Você tem uma reação uma coisa muito simples falando dessa experiência de um de comer alguma coisa que te faz mal quando você sente o cheiro de alguma coisa que te fez mal sei lá qualquer coisa você comer uma vez um camarão ficou intoxicado quando você sente o cheiro você sente o mal-estar que você sentiu naquela época você não volta para você ver como não passa pela racional é pelo cheiro que os animais produzem uma substância para atrair o sexo oposto bom então cheiro fez com que o homem aprender ensinar a experiência que
ela como a gente aprende as coisas de verdade aprendi decoração é Experience ando não só no mundo das ideias porque a Perfumaria subjetiva estão sentindo muito subjetivos você precisa experimentar não adianta querer vocês da Perfumaria levar os livros O que é ótimo Sem dúvida alguma mas você precisa cheirar né Você quer aprender música você tem que ouvir Não adianta só estudar uma escala musical é através do olfato que um bebê recém-nascido vai de poucos dias você conhece o cheiro da mãe e esse cheiro traz um conforto faz com que ele sinta bem por isso que
o bebê sempre às vezes carregam cobertura encardido ursinho sujo se você lava ele fica totalmente desolado porque esse cheiro é o cheiro da casa é o cheiro da mãe é um conforto ele se sente confortável mesmo que ele tem aqui para creche ele cata o seu cobertor em casa e junto com esse traz um conforto então ele tem essa essa relação de dia experiência e de sentido e tem uma relação com o paladar também você vai agora com a questão da cor verde as pessoas perder um olfato e perder um Paladar e às vezes as
pessoas só percebem que perderam o fato porque perdem o paladar porque muita gente acredita que o façam sentido totalmente dispensável e não é né E quando você perde o paladar você só sente o sabor doce salgado azedo ácido e tudo fica tão sem graça e você tá deu totalmente eu faço eu chegar umas rosas lindas elas não tem perfume a pessoa que você gosta não tem jeito você não tem cheiro então É como viver num mundo sem cor não é o mundo Branco enfim E aí a primeira vez entrando no carrinho de golfe minha vida
que você trabalha aqui é quanto tempo ele tem 10 anos entrei que eu tinha 16 eu fico dentro de galeria monitorando e também pode ficar na orientação a Entrar na galeria prata que nem tá quando que você deve ser uma galeria que ela é Itinerante ou a segunda ela ele tava mudando a gente aqui ficava a obra do Povo fui ver que era estádio a obra do Jarbas Lopes quero troca troca as famosas rosquinhas coloridos e tem ainda admite que é um coral São 40 caixas de som 39 homens e uma criança somos que ela
foi feita de presente de aniversário para a rainha Elizabeth [Música] E aí E aí [Música] E aí [Música] e o pessoal que tá cantando no coral Eles foram gravados separadamente então quando a gente vai caminhando dentro da sala a gente consegue ouvir cada voz individualmente a gente consegue ouvir as Passagem de Som eles tossindo eles conversando cada voz é gravada individualmente juntas formam um coral E aí [Música] E aí e tem que a gente entra em uma sala bem fria o ar condicionado dela bem forte então a gente já tem esse baque de chegar lá
fora no sol entrar numa galeria bem gelada E aí E aí [Música] E aí [Música] e é para conservar né para ficar o ambiente e daí se Eco das Caixas Tem uma galeria toda em Branco e a gente tem as caixas separadinho são 40 caixas com as vozes de cada um aí a música foi composta para o aniversário da primeira Rainha Elizabeth 1575 no século 16 é A Essência são as passagens de som como foi gravado separadamente quando a gente chega perto a gente consegue ouvir Algum deles respirando Algum deles sendo repassando algumas coisas e
E aí [Música] [Aplausos] E aí E aí E aí [Música] E aí [Música] E aí [Música] e quando a gente tá na galeria aí a gente ouvir uma torta a gente foi assim meu Deus seguem lá dentro a gente precisa não é o para passar na vó visitante mesmo a desejar nessa época Eles foram nós já fica assim meu Deus alguém tá por cima pois não são as passagem de rosa e [Aplausos] [Música] E aí [Música] e além de conduzir os carrinhos pelas ruas ora largas horas estreitas do Inhotim a Letícia conduz Também quem não
houve pela instalação da Jennifer cards eu tô falando fibras porque os meus tios estão surdos e desde pequena já tinha contato com a libras e quando eu tinha 13 Eu fiz curso ou então eu sou entendidas com certificado vem 2019 eu e o meu primo se é filho do surdo gente passa for no projeto aqui Chelsea até embrasun então a gente tinha visita que já são de praxe aqui do jeitinho suas visitas temáticas e panorâmicas mas a gente tinha saído da recepção com a visita em Libras traduzida proposta então a gente fazia em libras e
depois a gente traduzir para português a gente passou por diversas Galerias a gente passou aqui pela praça passamos lá em cima do galpão que a outra que é sonora experiência que a gente faz para o pessoal captar essa música A Gente Faz com balões a gente encher balões e quando é permitido a gente deixa tocar a gente usou essa tática dos balões que não vai interferir no toque na obra então a gente enche os balões e coloca eles na caixa de som então eles vão vibrar no ritmo da música Aquela pessoa vai conseguir sentir a
vibração em ritmo é o jeito que a gente encontrou de ficar mais fácil é um jeito de ouvir um toque e e esse foi o quinto episódio de território específico a primeira temporada do Inhotim podcast acesse conteúdos extras deste e dos Demais Episódios no site em Otim. Org. Br/podcast Siga e ative as notificações para receber o aviso do nosso próximo encontro Eu Barbara Collen te espero aqui E aí eu tive podcast amor produção do instituto Inhotim com a rádio novelo a concepção do Inhotim podcast da Lorena vicini a Coordenação Geral é da Paula scarpim e
do Renan sukevicius com apoio do Vitor Hugo Brandalise do Ricardo Lopes a Lorena vicini a Gabriela longman são responsáveis pela pesquisa e pela falta a produção é da Gabriela Varela e do Renan se o que vícios que também assina os roteiros a edição é da Júlia Mattos a captação externa do Gusttavo cisma a música tema foi composta pelo Luiz Rodrigues e pelo João já base da pipoca salto que também fazem a mixagem a identidade visual é assinada pela alles Blau Oi Juliana e Ricardo Lopes cuidando da Estratégia digital minutinhos podcast tem patrocínio do Itaú por
meio da lei federal de incentivo à cultura e da Fiat realização do instituto Inhotim secretaria especial da cultura Ministério do Turismo governo federal pátria amada Brasil até o próximo episódio de território específico [Música]