e aí e aí é como diz o ditado quando um não quer dois não brigam o mesmo pode ser aplicado também a relação sexual se um não quer dois não transam o estupro é qualquer ato sexual praticado sem o consentimento de ambas as partes nós vamos conversar sobre a cultura do estupro com valeska zanello sicó longa do conselho federal de psicologia e como como funciona essa cultura no estupro né qual que é a sociedade que aceita é de certa forma a coberta o estupro pode ser considerada uma cultura do estupro é isso hein roberto eu
acho que assim primeiro a gente precisa contextualizar o que que seria essa cultura do estupro houve um debate sobre se cultura do estupro seria melhor definição né eu acho que o isso foi uma pontinha do iceberg a cultura do estupro é a cultura da objetificação sexual das mulheres é uma cultura que utiliza do utiliza o corpo das mulheres para apresentá-los ou seja privadas de um protagonismo em relação à sua própria sexualidade seja para dizer sim porque quando elas dizem sim e assumir ativamente a vida sexual elas são punidas seja para dizer não né nos casos
onde isso para acontece a relativizado por qualquer signo que coloca em xeque a sua índole então a gente precisa pensar quais são os mecanismos e mantém essa objetificação sexual das mulheres por quê porque esses mecanismos eles constituem certas formas de masculinidades ou seja certas formas de ser para os homens é baseado na ideia de que as mulheres são objetos a serem consumidos mas também certas formas de ser para as mulheres onde elas aprendem elas mesmas também houve gente falta de corpo isso acontece por exemplo no casamento heterossexual um exemplo eu gosto de dar e por
isso que às vezes é bom a gente relativizar o termo cultura do sul porque parece que os homens que não se sentem superando não estupram é muitas vezes não tem nada a ver com isso né ea cultura do isso para o que diz respeito a todos nós a todos os homens a gente pode pensar essa questão então é do sexo dentro do casamento heterossexual eu tenho 20 anos de clínica eu sou psicóloga clínica eu nunca atende uma mulher na minha vida inteira e nunca vi uma mulher e nenhuma pesquisa que eu tenho feito que nunca
tenha feito sexo a montagem são as mulheres adultas são aquelas mulheres que já aprenderam a objetificar o corpo e é usada como moeda de troca para manter uma relação heterossexual então nesse sentido muitos não vão perceber isso como violências porque as próprias amigas vão dizer para ela a mãe olha se você não tá comparecendo no casamento seu marido vai arrumar outra e provavelmente se isso acontecer vai ser uma poligamia com sentida que não tem usado por uma altura que eu gosto muito que a marcela lagarde diz que a ideia de que a monogamia para as
mulheres e no caso do homem quando tem outras mulheres a culpa geralmente atribuída a própria mulher porque ela não cumpriu os deveres conjugais porque é uma obrigação a gente sabe que isso tava no código penal até recentemente acho que tem uma década né mas essa é uma questão importante a lei muda mas os costumes levam muito tempo para serem modificados então também não adianta ter uma lei se não costume isso não foi desnaturalizado porque as pessoas não acessam a lei o sentido a gente precisa pensar em política a gente a invenção funcional e educação uma
delas controle da mídia é outro porque a mídia naturaliza as objetificação e é que utiliza as objetificação também para alugar e é interessante também que a própria mídia que você mencionou assim como você falou assim que acontece todos nós fazemos parte dessa cultura do estupro né os homens mesmo não estupradores não praticante mas também as mulheres não é que elas não entram também nessa nesse jogo da objetificação de querer ser a mais bonita aqui então de uma forma diferente né assim não dá para comparar o que os homens ganham objetificação e fez mulher estranho porque
elas não vão quase nada é uma das realizadas muitas vezes elas entram sem saber né assim faz uma lembrancinha tem um paralelo como na china antiga que as mulheres tem que usar o pé amarrado para não crescer que era bonito o pezinho pequeno né mas quem amarrava e os bebês eram as mães elas elas passam essa cultura gente mas olha essa ideia da objetificação sexual das mulheres para elas mesmas faz parte de alguns eu denomino como dispositivo amoroso as mulheres a nossa cultura se isso se subjetivo nesse dispositivo o quê que isso quer dizer que
as mulheres elas se subjetiva ou numa relação consigo mesmas mediada pelo olhar de um homem que as escolha positiva amoroso é o principal fator de desempoeiramento das mulheres da nossa cultura a ideia é o seguinte para ser mulher de verdade você tem que ser tecido escolhida por um homem então se eu sou sua amiga e te encontro na rua e aí rosé essa tá namorando não tem algum defeito tá encalhado na prateleira do amor nunca se entende a mulher como você não protagonismo e que ela pode dormir lá em você é solteira né inclusive as
pesquisas mostram que mulheres casadas têm muito mais depressão porque solteiras então nesse sentido objetificação sexual é uma das armas que algumas algumas mulheres principalmente elas são afastadas de um ideal é é o que é branco louro magro jovens têm para ter acesso essa prateleira só que veja bem muitas mulheres se objetificam para serem escolhidas e amadas então assim é completamente que ele é perversa lógica porque se elas foram estupradas muitas vezes vai ser colocado em xeque se elas mereceram ou não ou seja se forem sua fama foi o que eles estavam pedindo né e esata
mesmo que o que vigora a ideia de estupros em um corretivo né ainda se tem na nossa cultura uma ideia um forte de recarga sexual para as mulheres eu fiz uma pesquisa sobre xingamentos que durou mais ou menos quase uma dessas e foi muito interessante porque a gente acabou fazendo pesquisa com mais de 700 pessoas de quase sociais faixas etárias diferentes homens e mulheres e para todos eles o pior xingamento para uma mulher é equivalências a vagabunda ou seja o que que a xingamento vem me dizer vem me deseja um lugar social que eu não
devo ocupar que é punido né que é passivo o que é ideia então é de uma atividade em relação a própria sexualidade e para os homens apareceu mas entendido no imaginário social como aquele que a face visado como aquele que tá no lugar de mulherzinha e não tinha também o filho também tirar mensagem não é nele aí problema é a mãe dele né assim mas eu fico filho filho da apareceu com sentidos diferentes apareceu como alguém quer trair apareceu por exemplo um cara que é traidor no sentido amoroso tão que a gente fez na pesquisa
foi analisar não não apenas aspectos semântico da palavra mas aspectos pragmáticos que sentido a palavra tem no uso é uma ideia que vem da filosofia da linguagem de um alto chamado vestirem-se então assim foi muito interessante porque e sou cante porque se vende uma ideia de liberação sexual e tal mas a estrutura social é extremamente missionárias ou seja existe um controle evidente dos corpos e da sexualidade das mulheres eu acho olá tudo bem mostrar isso também quando se tenta justificar ela gostava de funk ela tava bêbada imagine se nós mulheres começássemos a estuprar estuprar todos
os homens que estão bêbados e geralmente até assim o álcool e as drogas assim para o homem outro estuprador e olhada como atenuantes né aí pode porque ele fez isso por causa depois que estava drogada assim você não é que já para mulher quer dizer que ela tava querendo né assim não ela foi lá se drogou então ela mereceu isso faz parte exatamente tudo sistema para criação em geral os homens são postados tá então da mesma maneira quando eu falei do dispositivo amoroso é em geral um homem solteiro nossa mas esse saber viver né a
gente sempre vai ser um discurso digamos assim que é muito mais adoçado outros homens e nesse sentido por exemplo da prateleira do amor que eu falei que o principal fator de desempoderamento das mulheres é o maior fator de proteção para os homens nome na nossa cultura ali nasce com certeza de que ele vai ser o amargo ele pode ser e bar do ponto furo entendeu mas ele sabe que sempre vai ser uma mulher não para ele ele até acredita que eu furei mas pelo processo de subjetivação das mulheres nesse sentido as mídias contribuem demais todas
as comédias românticas novelas filmes sempre retratam as mulheres sendo quando tem algum protagonismo tendo como centro o fulcro das suas histórias a relação com o nome ou seja que sim cena que a coisa mais importante na vida de uma mulher é peruano ela não tem a opção de querer ser solteira só dizem olha eu nem vi isso ela fosse solteira né não se pensa o protagonismo das mulheres quer dizer de certa maneira se eu pensei bem várias pesquisas que eu tenho realizado já tem uma década é que quanto mais velha a mulher vai ficando mais
esperadas mas pelo dispositivo amoroso e os homens acreditam não quis são eles que são ótimos e não é muitas mulheres casam com casamento oi e aí ela já vai começando a aceitar qualquer coisa eu já também estimação dos padrões inclusive objetificar pagar com próprio corpo para casa de maneira objetificante para para manter a sexualidade que essa ideia de amor você não quer hoje a mais faz isso por mim as mulheres realmente acabam transando tendo relação sexual sem querer e esses homens não percebem esconde isso pros então assim eu acho que a gente tem que pensar
começa a cultura do estupro jogos seus tentáculos não cotidiano lado os costumes e por isso diz respeito a todos nós a gente reproduz sem se dar conta né tem uma feminista a teresa de lauretis que ela foi um termo que eu acho muito importante chama-se tecnologias de gêneros que quer dizer o seguinte são produtos culturais e o principal exemplo é a mídia se não apenas representam esses valores de gêneros mas eles têm um caráter ativo no sentido de manter e reproduzir esses valores então novela e desanimados quer dizer a gente a inter selada aqui subjetivar
tem certas performances como homem com mulher desde que a gente nasceu desde criancinha e quando a gente não tem a gente é punido bom então assim as crianças pequenas já vão formando esse esses papéis não eu já vou aprendendo esses papéis o menino e a menina exatamente eu trouxe até um exemplo que eu quero compartilhar que tá no desenho da pequena sereia a história de ariel é muito interessante porque é uma sereia extremamente curiosa é o pai fala não pode fazer isso ela não obedece porque a curiosidade essa manha ela não consegue até ela se
apaixonar por um homem então assim só isso aí já diz bastante coisas e o interessante é que ela sofra perder a causa de sereias é para se tornar humana entrada da voz e nesse momento tem uns bichinhos uns beijos em voz que canta uma música para ela eu vou ler um fragmento bem fininho e dizem o seguinte um homens abomina tagarela garota caladinho ele adora se a mulher ficar falando o dia inteiro e fofocando o homem se zanga diz adeus e vai embora não não vai querer jogar conversa fora se o sol olá tudo para
evitar sabe quem é mais querida é a garota retraída e só as bem quietinhos vão casar então que quis subir nos dizer primeiro que toda mulher quer casar se você não quer casar só um defeito algum problema vai para um psiquiatra ou um psicólogo segurar segundo que a coisa mais importante na vida de uma mulher é o casamento é um homem terceiro se o silêncio é o preço que ela deve pagar para manter um homem veja isso se relaciona a cultura do estupro também né eu acho que ele está enfrentando nesse momento uma certa mudança
o que é muito bom que vem pela via do empoderamento das mulheres porque elas são nomeando certas experiências pelas quais nós sempre passamos mas a gente aprendeu a silenciar e eu acho que tem outros motivos também trouxe lançamento de super vou falar disso já já mas assim esse lugar do silêncio do mal-estar só lugar se exaltado outras mulheres no sentido de espaço de negociação amiga para de reclamar o cara é tão legal só foi uma vez só o marido mulher que reclama muito aí simone encrenqueira homem não homem o homem decidido voltando para aquela ideia
que sempre leite uma forma dos adas as performances masculinas tem um duplo padrão né um comportamento semelhante para um pedido de um jeito para outra vista do próprio diagnóstico psiquiátrico não sei uma aqui mas também tem um tema que eu estudo tá mas não tanto para coisa do silêncio em relação ao estupro eu não acredito que tem aumentado o número de estupros eu acho que tem aumentado a visibilidade do estupros então assim acho que um dos motivos é o empoderamento das mulheres e também é o crescimento dessas redes feministas esses coletivos de apoio essas mulheres
porque é muito difícil uma mulher nomear que sofreu estufa porque essa colocar a público por julgamento moral com grande chance tem que ser relevado a violência disse que ela sofreu e ela se revirou lançada através de um julgamento moral você coloca nesse lugar de forças ou seja daquela khmer e e os sobre as corretivos que se ela fosse uma mulher joão ela não teria corrido esse risco então bebeu açaí em geral as perguntas que se fazem para as mulheres nunca para os homens nunca se tenta levantar a história desse homem que estuprou mas a história
dessa mulher foi estuprada então é uma situação de vulnerabilização em função do machismo presente na nossa cultura e que precisa ser transformada então essas denúncias né esse ano passado atendido muitas notícias de estupros contra estupros coletivos mas você não veio isso como um aumento real são simplesmente mais notificações eu não tenho os dados de pesquisa até porque assim é muito subnotificado a segunda segundo o ideia mesmo né só sendo os dez certo né você é louco né pois é então você imagina isso agora imagina os né se liga a mãozinha uma delegacia falar de isso
quando não existe uma dean por exemplo mais complicado ainda bom então assim eu acho que eu acho que não tem o momento eu acho que tem uma maior visibilização em função dos avanços que a gente tem tido que não são imensos comparados com países como canadá mas eu acho que é difícil retroceder eu acho que a gente tem tido conquistas que vão ser daqui para frente maiores aí vem sendo empoderamento das mulheres e por isso que as públicas mesmo que a questão da lei maria da penha tudo que tem sido falado é que as universidades
têm proporcionados coletivos feministas eu acho mais importante ressaltar que nenhuma mulher está livre da possibilidade do estufa não posso falar de mim por exemplo eu já faço e foi estuprado duas vezes uma vez quando era estudante da universidade de brasília tava chegando em casa e veja só uma mulher branca só assim média e sempre tive um carro então digamos aparentemente estaria forçada de sofrer tipo de violência e não foi estuprado por muita sorte porque o posseiro nesse dia estava no meu prédio e a outra vez foi outros e quando eu tava nesse caso então era
alguém que estava escondido eram dois homens que estavam usar e o motorista parou um passageiro parou eu tava saindo do carro e ele foi atrás de mim então assim mas eu tremia tanto que não ia conseguir nem abrir a porta sorte que o porteiro apareceu na hora que for será pareceu-me saiu correndo mas foi foi muito chata assim eu fiquei acho que você cores e shorts né e a outra vez foi quando eu morei na bélgica eu tava terminando o meu doutorado e tava voltando na casa de uma amiga minhas 10 horas enfim também sou
uma situação complicada mas por sorte meu vizinho tava saindo de casa toma suas coisas parecidas né mas eu quero dizer o seguinte que ninguém está livre disso quer dizer não existe assim um comportamento de risco o que é riscada o tipo de masculinidade vigência de mônica no nosso país veja em geral quando eu falo que eu sou feminista algumas pessoas dizem assim mas coitado dos homens coitado de certa forma sim e até um certo limite porque eu quis se tem tem que ter lado nos homens é um tipo de masculinidade já dois ilhas tem pessoas
que me dissessem aqui mais longe no brasil são os homens não são as mulheres que é verdade mas quem mais nosso os homens homens negros com outros homens e quem mais nessa mulheres os homens a gente precisa falar dessa masculinidade adoecido e adoecedoras né porque ela tem sido muito daninhas para os homens mas principalmente para as melhorias colocando aí sobre todas as mulheres essa cultura que exalta a violência e de certa forma também está relacionada a essa cultura do estupro também sim é não só a questão da violência da mesma maneira que existem caminhos privilegiados
de subjetivação para as mulheres eu falei só de um deles que é o dispositivo amoroso em uma terra também mas a gente tem para os homens o dispositivo da eficácia que é mais ou menos o seguinte na nossa cultura o verdadeiro homem é um comedouro e um provedor quer dizer homem interpelado desde pequeno a dar provas da sua maternidade é isso caracteriza o som alto chamado daniel zelândia chama de denomina de casa dos homens ou seja você interpelado aprovar digamos que você não é uma mulherzinha que você não é frágil que você não é chorão
ou seja consumir mulheres né subjulgar mulheres é uma prova de masculinidade por isso fiz sofro é a funcionar esse deves comprar playboy achar legal por exemplo devassa que foi um exemplo de aqui na audiência do senado né sobre a cultura do estupro imagina se fosse o contrário imagina que a gente passasse que eu estivesse com meu namorado fala assim amor vamos no fixas né que eu chegasse lá e falar a senhora quer uma fita branca uma fita negra igual a gente vai uma devassa ruiva mas isso é violências só que isso façam naturalizado para nós
mulheres desde quando a gente nasce que a gente não percebe o que não quer dizer que não tem impacto na saúde mental né então assim por exemplo trabalho com essa questão da saúde mental e gênero a gente pega um ao sim sim a gente encontra e se de correlação entre a violência sexual psicológica e física com transtornos mentais comuns tipo depressão ansiedade e muitas vezes sendo tratados como transtornos em si a gente precisa desnaturalizar essas violências e isso implica em poder ajudar eles e principalmente também construir outras formas de masculinidade para os homens isso é
possível é se tiver agora no canadá vocês tem uma semanas e fiquei muito impressionada como é uma cultura que tem uma equidade de gênero completamente diferente da nossa eu voltava duas horas da manhã de barzinho às vezes andava 34 km eu podia pegar um sites mas eu gostei de usar o espaço público eu não tive essa experiência e eu viajo bastante nenhum lugar do mundo fica podendo dar numa rua e não é livre de violência de assalto não é como mulher sem ser lembrado o tempo inteiro esse lugar é aqui no brasil não fez você
sair e não tenho eu sentar num bar e um sujeito não achar que pelo fato de você tá sozinha aqui aquilo ali você não tá mostrando que disponível seja não ser identificada em geral você tem um namorado meu namorado chega esse é um homem me cantando meu namorado pede desculpa ou o sujeito que tá me cantando peço desculpa pelo meu namorado não para mim ou seja somos objetos intercambiáveis entre os homens isso é bastante interessante mesmo né gente repara que tiver sendo uma mulher sozinha ou duas mulheres sentadas não daria chegar alguém bem como você
falou nela ou não da mulher não vale né quando eu chegar outro homem que é uma conversa entre eles nós somos objetos intercambiáveis somos objetos né e é desculpa não era para você desculpa por outro homem e essa obra de objetificação ela vai sendo absorvida nessa em todos os anos no carnaval né não sei quanto tempo a gente acostumado a ver a globeleza né assim como todas as mulheres saem de roupas mínimas e os homens é isso não né roupas confortáveis e bem confortável se ele não tem vitrine as roupas para as mulheres em geral
são do crime então você vai assim para mostrar o sei se é mostrado um mostrar censura é sempre olhar do outro geral as roupas masculinas em primeiro lugar são roupas confortáveis a gente tensão que que você até apresentou né na audiência pública esse vídeozinho do globalismo né como seria a gente podia assistir aqui novamente para lembrar como seria se se vez a globeleza a gente tivesse globelezo um e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí [Música] e aí ah tá [Música] e aí a nossa adorei a é
interessante que a mulher adorou mas o homem que tava assistindo mais concretamente ameaçado assim eu já ao contrário não acontece nas mulheres estão acostumadas a ver nem a globeleza pelada só com tintas e normal né não tem sim acho que é importante da o crédito né isso foi feito pelo banana ninja esse vídeos mas sim isso é fruto de toda essa cultura do estupro que começa digamos assim a interpelar esse processo de subjetivação nos cedo exemplo que eu dei uma vez uma disciplina na pós-graduação é por exemplo as calcinhas em geral se você pega crianças
e coloca sua calcinha ou cueca enfiadas a tendência tirar o que que acontece que depois você tem mulheres de 20 anos que vão eu adoro usar fio dental que que aconteceu no desenrolar de vida dessa mulher em termos de processo de subjetivação onde ela sente prazer e no provavelmente nessa no conforto pessoal mas tem a ver com esse olhar do outro é inclusive nessa o homem ter essa experiência e foi muito interessante tem um deles falou professora não dá nem para pensar não consegui ficar vendo a hora né então assim como é que isso vai
sendo invisibilizado né afonso digamos assim das mulheres não perceberem agora tem uma coisa no vídeo que eu acho importante destacar que todas as vezes que se objetificam um homem sexualmente na nossa cultura um negro bom então esse é um ponto importante porque porque tem um aspecto racista sim sempre é poupado o homem branco e aqueles sexual seria muito subversivo né se fosse uma lembrança são cauã se você não sei lá rodrigo lombardi se mas no caso da globeleza também ela é uma angulação exatamente porque a objetificação também tem processos diferentes relacionados ao gênero que a
gente chama de interseccionalidades e de todas as mulheres a mais objetificada mulher negra então até pouco tempo atrás sei lá quanto tempo mas se usava principalmente mulheres mulatas para vender sorriso no brasil né a mary del priore que é uma historiadora ela tem ela se encontrou uma frase que circulava no final do século 19 e começo do século 20 que dizia as brancas para casar as mulatas as mulatas para trepar e as negras para trabalhar eu acho que não mudou muita coisa digamos o na embalagem né a gente tem vários depoimentos os negros sobre a
questão da solidão porque mesmo os homens negros dentro da prateleira do amor como eu falei o céu estética branca oro referem as brancas e aí tem outras questões relacionadas ao racismo então de todas as mulheres que sofrem mais violência no brasil não só essa visível que usa os últimos relatórios já comprovaram são as mulheres negras antes de encerrar o celular queria lembrar que assim a gente tem as imagem do estupro um pouco até como você relatou né uma pessoa que chega de carro sai das sombras mas assim eu já vi dados que variam entre 90
ou melhor entre de 70 a 90 porcento dos estupros são praticados por pessoas conhecidas né é o é o padrasto é o título é o pai o avô é o amigo da família o primo né e como isso também é uma coisa que é assim é aceita isso é uma futura né porque e todo mundo acompanhando isso não tem como acontecer sim como se combate isso e eu acho que baseada nesta ideia do silêncio porque olha mesmo quando a gente se encontra em prontuários psiquiátricos a relatada a questão da violência quando alguém da família em
muitos casos você coloca assim a gente não conseguiu identificar quem era se mantenho segredo né mas eu acho que uma questão fundamental é que quando se fala isso é porque geralmente como criança e adolescente ainda é mais ela estável estupro contra a esposa nem e sentido mas como isso e sopro a gente precisa falar dessas masculinidades eu acho que tem várias formas de combate eu acho que tem controle da mídia que eu acho um aspecto um aspecto fundamental ou seja tem uma política de combate a esse tipo de objetificação e eu acho que principalmente a
escola a gente precisa falar de gênero na escola né infelizmente a gente está vivendo um momento político complicado em que sentido o que as pessoas o final do sobre educação e sobre gênero desconhece o que seja gêneros é muito sério porque muitas vezes fazem oposição ensino de gêneros sem nem saber a que estão seu polo a gente precisa chamar especialistas na educação e do campo de gênero eu acho que estão ponto importantíssimo por quem puder as meninas e traz a possibilidade de construir outras masculinidades para os meninos valesca infelizmente nosso tempo acabou muito obrigada pela
sua participação aqui eu agradeço muito a oportunidade está aqui obrigada também a você que nos assiste se você tiver alguma sugestão ou crítica ligue para o alô senado número é 0800 61 2211 e esse programa e outro já selecionados estão disponíveis no nosso site na internet o endereço é senado.leg.br barras tv obrigada pela sua audiência e até o próximo cidadania e aí e aí e aí