1817 oito crianças dos povos originários brasileiros são levados à Alemanha por 2 cientistas junto com um monte de animais e plantas de coisas vivas duas crianças chegam à Alemanha e a história contada sempre sob essa perspectiva a premissa do romance premiado o som do rugido da Onça da Micheline Veruska que traz essa história baseada em fatos reais mas Óbvio dando o nosso Tom a nossa cara a cara dos nossos índios brasileiros para essa versão bora falar sobre esse livro mas antes não esquece se você ainda não se inscreveu se inscreve aqui no canal deixe seu
like seu comentário ajuda o canal a crescer para falar desse livro Eu dividi esse vídeo em três partes primeiro eu vou contar um pouquinho mais dessa história dessa sinopse quer mexer nele trouxe para a gente depois eu vou falar um pouco das minhas opiniões desse livro e por último dizer quem é essa autor e contextualizar um pouquinho essa história com a História Dela beleza vamos lá [Música] e Juri eram duas crianças adolescentes dos povos originários brasileiros levados à Alemanha na verdade foram oito crianças levadas para Alemanha vivas né então junto com outras plantas animais como
uma espécie de estudo mesmo por esses dois cientistas estuda ocorreu em 1817 essas oito crianças então foram colocadas no navio e durante a travessia seis crianças morreram e ficaram somente e nem e jurei apesar de serem dos povos originários né a gente fala como se fosse uma coisa só na verdade eles eram de tribos diferentes e eles foram trocados né pelos próprios indígenas pelos próprios pessoas por como por mercadoria que era uma prática mais ou menos comum aí na época porém o mais diferente de tudo talvez dessa história é que nem foi trocada pelo próprio
pai por mercadoria enquanto o Juri ele já estava né preso e aprisionado ali como um prisioneiro de guerra e foi também então vendido trocado para esses alemães A grande questão aqui desse livro é que essa é uma história real né Então essa é uma história verdadeira mas ela sempre foi contada pela perspectiva dos europeus Então essas crianças foram levadas e o que a gente percebe aqui sobre a voz principalmente da menina né da ine a gente percebe bastante essa solidão que ela sentia porque ela não conseguia se comunicar com o Juri eles falavam línguas diferentes
dialetos diferentes Então ela era a única que falava a própria língua dela ela tava completamente distante de qualquer natureza que ela conhecia a gente percebe então um pouco desse sentimento de solidão e de como que foi essa chegada dessas crianças que inclusive morreram alguns meses depois lá na Alemanha porque enfim é um frio e outras doenças e outras coisas que não estavam habituados aqui dentro do contexto do Brasil esse livro então Conta essa história com uma nada de Realismo mágico uma pitada de como que uma criança indígena enxergaria isso e digo isso com bastante tranquilidade
por saber que esse livro foi feito com base em uma extensa pesquisa aí né então ele realmente reflete tem palavras e tem pensamentos e coisas que refletem né Acho que da melhor forma possível aí uma mistura de Cultura de povos originários que temos aqui então é extremamente interessante sobre esse ponto de vista e a gente então vê essa perspectiva e também tem uma história contada aí pela Josefa que é uma mulher dos tempos presentes dos tempos atuais que se esbarra um pouco aí com a história da própria Micheline quando descobriu quem eram essas duas crianças
né Essas duas imagens dessas duas crianças adolescentes eles estavam numa exposição aqui em São Paulo né no Itaú Cultural e Micheline de fato Viu essas imagens e a partir daí ela construiu essa narrativa foi pesquisar e construir essa narrativa mas Josefa também que passa aqui nesse livro ela conta pra gente pouco dessa dessa questão da de uma mulher que veio para São Paulo que é de outro estado que é de um estado né que tem mais relação com essas origens mesmo de povos originários né Tem isso mais presente hoje em dia e de como ela
tá um pouco se conhecendo de como ela olha para a figura dessa menina e se reconhece de alguma forma e reconhece o quanto que essa busca pela ancestralidade se faz presente na vida dela então a gente tem esses dois núcleos mais focado aqui no Núcleo da ine e a gente vai entendendo essas histórias um pouco sem trelação bom gente meu primeiro destaque absoluto para esse livro é a capacidade de formação de imagens que ele traz para gente né então é uma linguagem muito própria desse livro construída e com base nessas pesquisas de do Imaginário das
Lendas de como Esses povos são e se comunicam e pensam e sentem e me chegam e conseguem Trazer isso de uma forma muito figurativa mesmo imaginativo então pelo menos para mim esse foi um livro que ativou muito a minha imaginação no sentido de imagens mesmo sendo formadas né a gente começa com a imagem da menina conversando com a onça da menina com a onça da menina no rio Então a gente tem muito esse recurso né da adolescente enquanto flashback vivendo essa vida é que se tinha aqui em 1817 né sendo uma pessoa que vivia na
floresta Então a gente tem muito dessa interação da adolescente com a floresta e isso de uma forma muito imaginativa e não é não é cartesiano né no sentido de que ela realmente se apropria aqui do Realismo mágico eu digo isso num sentido quando eu falo Realismo mágico é um pouco da referência do Gabriel Garcia Marques algumas referências da sua literatura que a gente tem mas o que eu acho mais interessante é essa apropriação no sentido de que realmente essa é a forma de pensar de ser e de estar dessas pessoas no mundo né não é
que é uma coisa uma fantasia criada sem sem ter uma base ali né então eu acho que a Micheline ela se apropriou disso de uma forma totalmente interessante e pulsante aqui nesse livro e é com certeza um dos meus destaques principais assim esse não é um livro fácil de ler pelo menos para mim não foi um livro fácil de ler eu tô trazendo para vocês o que eu consegui interpretar e tirar daqui mas eu tenho certeza que esse é um livro que vai entrar para o currículo escolar Esse é um livro que vai cair no
vestibular Esse é um livro que vai ser estudado aí dentro desse universo literário né então eu assim quanto leitora de literatura contemporânea acho que foi um dos livros mais difíceis que eu li nos últimos tempos assim por ele desafiar a lógica cartesiana da coisa e por isso também brilhante né Eu acho que é de um brilhantismo absoluto mas eu acho que ele consegue conseguir me ativar assim algumas coisas né conseguir me ativar essa história do pensamento do pensamento diferente de como essas pessoas vivem vivenciam a natureza como uma coisa única ele conseguiu me ativar também
essa questão da ressignificação da história que é uma coisa que talvez a gente fale muito mas a gente veja muito pouco interpretado e eu acho que me deu essa clareza de como a literatura é algo tão potente para se fazer isso né ou a ficção de forma geral porque quando a gente tem a licença poética né de ficcionalizar alguma coisa a gente também tem uma oportunidade de dar uma outra voz para uma história que sempre foi contada por uma perspectiva única então é claro que não é um livro histórico né ele não representa a realidade
do que aconteceu com essa menina sua perspectiva dela porque Infelizmente essa é uma história que Possivelmente a gente nunca vai saber né a verdade sobre essa perspectiva né sobre a nossa perspectiva brasileira mesmo dessa menina que foi levada mas eu acho que ele dá uma chance da gente pensar em outras possibilidades que não a história escrita por outras pessoas com outros interesses que não os nossos e eu acho que essa esse cuidado de Micheline e pesquisei bastante né sobre como autora construiu esse livro baseado enfim pesquisa e fatos históricos Ele também me deu essa esse
quentinho no coração de saber que é uma ficção mas que tem muito tem um trabalho muito extenso aqui um trabalho muito extenso de linguagem de outras coisas que me faz chegar um pouquinho mais próxima do que essa realidade tão desconhecida né pela gente aqui no Brasil acho que de forma é bem abstrata talvez são os meus maiores destaques para esse livro que é um livro a ser digerido ao longo do tempo bom Micheline verrunche que é uma autora natural de Recife esse é o décimo livro dela então o motor aí já bastante com bastante obras
publicadas é uma autor que começou publicando poesia escreveu alguns romances aí no meio do caminho eu ouvi uma coisa bem bacana no na Live de lançamento desse livro né que ela fez com a companhia das letras que a mediadora falava exatamente sobre como Micheline usa do lado dela de historiadora para fazer Principalmente as prosas né então ela tem um lado poético muito forte mas com as provas ela sempre usa um pouco desse lado da pesquisa a pesquisa histórica e eu acho que essa mistura Traz essa coisa muito única dessa altura aqui pra gente bom autor
super premiada esse livro ganhou o prêmio de romance Lite né do jabuti 2022 Micheline também já ganhou outros prêmios prêmio São Paulo de literatura Premium Rio de literatura então é uma altura aí bastante conhecida dentro dos meios literários mas que só me veio aqui com esse livro em 2022 publicado pela companhia das Letras bom gente espero que tenham gostado se ainda não se inscreveram se inscreve aqui no canal ativa o Sininho deixe seu like seu comentário ajuda o canal a crescer e me conta o que vocês acharam desse livro se é que você já leram
beleza um super beijo e até o próximo vídeo