o olá eu sou maurício sejam bem-vindos ao curso online de dramaturgia um conteúdo artístico-cultural digital financiado com recursos do fundo municipal de cultura de novo hamburgo o funcultura integrante do festival de conteúdos digitais de novo hamburgo nessa primeira de seis aulas a gente vai ver um pouco sobre a história da dramaturgia alguns autores vanguardas e diferentes linguagens lembrando que entendeu o passado nos serve para poder escrever melhor a nossa atualidade temporalidade experimentando possibilidades narrativas a partir das nossas referências acumuladas e claro das nossas ideias e pensamentos próprios oriundos de tudo aquilo que a gente foi
absorvendo durante os nossos estudos e experimentações narrativas agora podemos começar o nosso pequeno recorte sobre a história da dramaturgia o ponto de partida básico para entender o processo de desenvolvimento da dramaturgia acaba passando pelos gregos através das tragédias e das comédias do século cinco grande parte daquilo se conhece sobre as tragédias e comédias gregas vem daquilo que pode ser considerada a primeira análise crítica teatral da história a poética de aristóteles importante apontar que provavelmente os escritos de aristóteles são anotações de seus alunos e não inscritos dele mesmo é como se tudo aquilo que o seu
professor na escola ou faculdade te ensinasse fosse lembrado apenas por aquilo que você anotou das aulas então vão sempre bom anotar as coisas aí só três se propôs na poética a analisar as estruturas da produção grega para entender o seu funcionamento o alcance e o impacto no público e o que motivaria esse impacto no meio dessa análise ele define a estrutura de início meio e fim que é utilizado até hoje com conflito e resolução de conflitos de forma que a obra se conclua nela mesma e exerça o objetivo purificador que ele vai chamar de catálise
que normalmente acontece no clímax ou ápice da encenação essa sequência de três atos ea conclusão da obra dentro dela mesma teve a parte da produção narrativa e dramatúrgica do nosso tempo principalmente do acidente e ainda hoje é a forma mais apropriada e utilizada nas construções narrativas principalmente nos cinemas os dramaturgos gregos cujas obras sobreviveram nos tempos de hoje e que são possíveis de se encontrar são sófocles ésquilo eurípedes e aristófanes além dos escritos filosóficos de platão e aristóteles passado o período grego o nosso próximo ponto de interesse vai se dá a partir do século 15
através da commedia del'arte onde truques e itinerantes de teatro viajavam pela europa e pediram autorização para se apresentarem na praça das cidades em um normalmente pequeno palco improvisado a parte dama turística que nos interessa na commedia del'arte é o seu texto não inscrito toda a estrutura dramatúrgica se desenvolve a partir de personagens recorrentes como arlecchino brighella colombina do torneio curtir ela pantalone entre outros enredos simplificados que permitirão uma total liberdade de improviso e por isso que uma mesma história poderia se desenvolver os dentes formas a cada apresentação era de fato uma dramaturgia do improviso ou
seja colocando em contraponto nas tragédias gregas havia um texto muito bem estruturado e escrito a ser seguido enquanto na comédia del'arte havia apenas uma linha narrativa básica que conectava história enquanto as personagens brilhavam em suas graças cômicas muitas vezes com o elenco improvisando comentários sobre a atualidade sendo uma infração que se atualizava a constantemente de acordo com os acontecimentos da época um grande autor foi fortemente influenciado e que escreveu dramaturgia inspirados na commedia del'arte foi mulher que partiu das estruturas simples para desenvolver uma dramaturgia cômicas satíricas irônica e com altas doses de crítica social em
seus textos de forma mais profunda e complexa ele também era ator em seus espetáculos e apesar de terem um texto mais elaborado ainda contavam com altas doses de improviso circunstancial e destacados que se atualizava também com os eventos de sua época muito influenciados e gregas e pela comédia del'arte vamos chegar daquele que ainda hoje é considerado um dos maiores dramaturgos da história conhecido por gente shakespeare como suas peças eram apresentadas em teatros populares shakespeare escrevia para todos por isso suas peças mesmo as dramáticas acabam tendo núcleos ou alívios cômicos no meio do caminho ao mesmo
tempo em que as comédias sempre trazem algum elemento dramático em sua história isso era possível pois sei que esperar um escritório muito versátil podendo transitar entre diversas possibilidades apesar dessa versatilidade ele não era muito criativo em seus enredos normalmente se baseando em uma história que já existia ou em algum acontecimento histórico real de uma época anterior e se aprofundava no conteúdo e personagens dessa história trazendo uma alta carga poética e metafórica nas falas e nas personagens por isso que seus sucessos são tão lembrados ainda hoje por trazerem diversas metáforas poéticas para por criar imagens a
partir de palavras e de entender que não só o que acontece na história importa mas é uma como ela é contada ea complexidade das personagens também carregam uma importância tão grande quanto à sucessão de acontecimentos em si nisto chegamos na era dos melodramas a partir do século 19 em cabeçadas entre outros por opção ficou que foram os grandes nomes desse gênero o melodrama vai trazer de forma muito nítida a luta do bem contra o mal vai buscar um maniqueísmo muito claro e de fácil absorção com muitas reviravoltas e momentos que façam público saltar a cadeira
e sair da realidade entrando na história torcendo pelos mocinhos e contra o vilão dramaturgicamente é interessante perceber como esse maniqueísmo se manifesta nas personagens porque mais de que pessoas essas personagens não representar sentimentos e terão de expressar esse sentimento de forma ainda maior e mais claro para que o público não tenha dúvida de quem é bom e quem é mau então se escreviam uma personagem para ser valente então ela seria o cúmulo da valente a mocinha doce sensível seria o cúmulo dessas características e o vilão se apresentaria com e da maldade possível que vai buscar
extrapolar os sentimentos ea sensibilidade em personagens que são completamente verdadeiros em suas emoções naquele que são e naquilo que acredita é dessa característica do melodrama que nascem os heróis e os vilões outro aspecto que nasce com o melodrama e principalmente com pizza ricou é a figura do encenador diretor de cena e o próprio termo misancene vem dessa época pois eles começaram a buscar formas de impactar o público para além da dramaturgia utilizando artíficios cênicos para isso antes era dos melodramas não era comum haver uma pessoa responsável pela encenação normalmente a dramaturgia já era escrita pensando
na estrutura disponível para o elenco que já estava acostumado com ela nas tragédias gregas havia uma semi-arena em shakespeare havia um palco normalmente com duas alturas e um balcão e mulher havia a rua e os palcos improvisados a direção das cenas antes do melodrama era feita pelos dramaturgos e pelo elenco partir das orientações dos termos a partir desse momento histórico o dia passa a trabalhar em conjunto com os processos de direção e ambos passam a se influenciam mutuamente imenso chegamos a uma dupla que representa muito bem esse aspecto stanislaski e tiago é partir do século
19 que constantin stanislavski busca uma forma de fazer um teatro que se assemelha mais a vida cotidiana que possa fazer o público se sentir como se olhasse à vida acontecer à sua frente e nisso encontra dentro da linguagem naturalista de tchékhov seu maior expoente tiago vai criar cenas cotidianas onde aparentemente nada acontece mas internamente cada frase e palavra carrega uma enorme carga de subtexto o que direcionava criação das personagens a partir de muito estudo e aprofundamento no texto nas falas e na situações porque se mostrou um veículo perfeito para pesquisa de stanislas que dentro desse
aspecto naturalista que nos interessa na dramaturgia de tchékhov é exatamente isso o tudo que acontece enquanto nada aparentemente acontece é uma fatia da vida em cena no palco e essas utiliza faz um contraponto total com o melodrama nem melhor nem pior só diferente tanto que praticamente em paralelo essa busca do real em cena vamos encontrar mais um contraponto em y strandbar inicialmente ambos escreveram dentro de ideias realistas mas no decorrer de suas vidas foram progressivamente migrando para o simbolismo e o surrealismo em seus trabalhos finais que o que nos interessa nessa dramaturgia que flerta com
o seu real eo simbólico é a ideia de que não existe mais tempo nem espaço lá senta existe uma suspensão do tempo cronológico consciente e proposital nos levando para universos extremamente poéticos e únicos em universos de sonhos e de fragmentação temporal e espacial em ibis em podemos buscar esses elementos em pergunte enquanto strindberg podemos ver nitidamente esses aspectos uma peça chamada o sonho que tem inclusive um filme dirigido por ingmar bergman baseado o que demonstra bem essa linguagem não realista e se aceitar que o teatro é uma representação e não a vida em si e
usar isso como uma potência cênica a ser explorada ainda próximo mais período a gente vai encontrar outro diretor dramaturgo que vai buscar um caminho ainda diferente dos anteriores que aberta outro preste ele vai buscar um teatro que vá além da representação da realidade de forma natural e também da abordagem simbólica não realista as cenas não vão necessariamente seguir uma ordem dramática mas vamos seguir uma conexão de sentido em busca de movimentar intelectiva mente o público brest vai dizer que a arte não é um espelho para refletir a realidade mas um martelo para moldá-la e nisso
a gente percebe a intenção de criar peças que não servissem como escape momentâneo para o público mas que os investigasse a refletir ea desenvolver um pensamento crítico acerca da realidade para isso ele vai usar com um artifício dramatúrgico a fragmentação do texto a conexão entre com a quebra de ritmo narrativo a utilização de música e poesia para tirar um aspecto dramático da cena e entrar nesse espaço conhecido como épico onde é um contato direto com o público uma quebra da quarta parede um personagem falando de si mesmo na terceira pessoa narrando a si mesmo e
diversos outros artifícios que querem a erosão do teatro e criei um convite a participar intelectualmente da cena sem se deixar levar por ela de forma dramática e emotiva o público não é mais apenas um observador mas passa a ser parte daquilo que observa quando reconhece a realidade grotesca das situações tem uma frase que eu gosto bastante que é a obra é pretexto para o debate isso se encaixa perfeitamente no uma dramaturgia que busque isso fazer pensar fazer com que a peça e seus temas sigam junto do público para casa claro que isso é algo mais
fácil de falar do que fazer mas a gente tenta ainda nessa fuga do real agora entrando no século 20 vamos ter aquilo que ficou conhecido como teatro do absurdo e tendo uma fortes expoente samuel beckett e eugénia essa vertente absurda não é história não há sentido e tudo pode acontecer pois se a vida não faz sentido muito menos o teatro deveria fazer os diálogos podem ser simples ou complexos variar entre isso ou parecer linguagens de beber porta pode ser engraçado pode não ser engraçado mas é fundamentalmente existencialista numa tentativa de traduzir o absurdo que é
estar vivo e talvez conseguir conviver melhor com a incerteza do viver trama turisticamente nos interessa a liberdade de linguagem de impactos e de alternância de sensações que algo assim tão livre randômico ou aleatório pode nos trazer criativamente é como estar no brainstorm com vários de você jogando e dez a mesa enlouquecidamente e no final você escolhe todas essas nós ainda queremos muitas vanguardas para abordar como expressionismo meta teatro a comédia o improviso o realismo mágico o construtivismo e outras infinitas possibilidades dramatúrgicas claro mas como ponto de partida é isso que a gente viu hoje já
abrange uma boa gama de possibilidade e eu sugiro que você se aprofundem naquelas que interessa em mas é vocês e busca encontrar sua própria voz o seu próprio estilo toda hora que você tiver comigo é sempre um ponto de partida escreva a partir daquilo que você aprendeu e não exatamente aquilo que você aprendeu a gente está falando de arte e ativar ia se modifica em cada texto a gente entende a teoria mais transcende ela tem experiência naquilo que você lê estuda mas não precisa ser aquilo que você lê estuda toda a fórmula mágica no fim
das contas é uma mentira e é sempre bom lembrar disso e se tem uma grande mentira na arte é que existe um jeito certo de fazer tudo cada texto que você escrever vai ter que partir de 10 absoluto novamente e é bom a gente começar a se acostumar com isso porque não não tem caminho fácil mas pelo menos a gente pode estudar os caminhos que já foram feitos para poder descobrir como trilhar o nosso próprio e aí e aí