orvalho da manhã Micheline Célia levantou devagarinho e enrolou-se na toalha caminhou em Passos como de sussurros até o banheiro abriu o chuveiro e entrou de uma vez não queria acordá-lo a água escorreu no corpo se misturando ao lamento salgado e incompreendido perguntas e culpas transitavam em seus pensamentos esfregou a pele com raiva deixou molhar a Carapinha arrependida do alisamento o padrão estético que não evitava queria expelir too od de abuso que grud na melanina noit e cutuca est cada das tentativas olos del não pass de um to secado paraen e gose da quas cri brin
livos ranos do recc da adoles seada noiro Rural do vé prec que desde cedo provou da herança de cabresto de seu marido pai patrão desde então a submissão fez Império em sua cina desejava horizontes em silêncio ameaçava Abrir asas mas seu vo era impedido pela espada das ordens e dos bons costumes pensava nos filhos na família e na vizinhança Trindade de convivências cegueiras e conformism a foto com os filhos estampada na na penteadeira não traduzia o amargo dos últimos anos a complicidade da mais velha era um escape mas ainda incapaz de brotar mudanças muitas À
vezes buscou uma resposta um aval de respeito e autorização de sua mãe para abrir caminhos nesse abrindo mas as investidas nunca tiveram sucesso conversar com Dona Aparecida era como buscar um olho d'água em terra árida e o aconselhamento essencial era não tentar alternativas por isso seria uma heresia um atentado ao destino traçado certo por linhas tortas Dona Aparecida afirmava que o marido de Célia era escolhido pelo supremo criador de tudo e todos as palavras que celar União sob qualquer hipótese eram dignas de cumprimento Não havia mais nada a fazer Célia acreditava nessa bênção tanto que
nas primeiras desavenças procurou o missionário responsável pelo matrimônio para colher orientações mas as pragas que lhe eram entregues feit um buquê vinham enfeitadas com pedidos de paciência zelo e Calma tudo adubado com esperança e fé sempre acusada pela falta desse adubo aos poucos Célia se cansou de ser doutrinada para mansidão e logo no primeiro o ano de casamento não frequentava mais as missas não suportava se ajoelhar para anjos que se assemelhavam muito às famílias Poderosas da terra natal e em nada com a maioria do Vilarejo os papos com Dona Aparecida também cessaram numa luta perdida
em doses de cansaço deitou-se afastada sem poder evitar o ronco que cessou às 5:30 hora do batente fingiu dormir até ouvir a porta celar cochilou e acordou com os filhos indo ao colégio ainda sonolenta passou um café adorava o cheiro e o sabor do fruto crença de bons fluidos o tremor das horas se aproximava com a presença e o desprezo que vinha como presente do meio-dia fungou o braço e sentiu o odor azedo do sereno anterior permitiu-se outra chuveirada despiu-se lentamente em frente ao espelho conservava um belo corpo traços sofridos cobiçando vida afagou os cabelos
já naturalmente crespos Novos ares sopraram fixou o olhar fundo nos olhos de breu na boca carente e sentiu-se no próprio jardim divisão serrada e poros acesos foi colhendo lentamente folha por folha flor por flor sentindo o perfume e o gosto do próprio sabor tateou cada ponta cada linha cada fio cada relevo uma infinitude de essências em si mesmo um fino orvalho regou as extremidades acompanhado pela recia dos Colibris uma rosa se abriu carecendo colheita germinando de delírios sonhou como sonhou um desejo nunca almejado fisgou as horas ainda estava em tempo foi até o quarto colocou
o vestido reprimido da adolescência pegou a mochila velha cheia de vontades e oua de passado não olhou para trás a trilha revelou cores inéditas sem volta e sem Adeus a foto dos filhos partiu cravada no peito prometendo contato sua coragem deu o último suspiro de uma vida partida e respirou desafio de um gigantesco futuro Célia não sabia o que a esperava se é que algo a esperava Mas a vida lhe sorria então foi fim