E aí pessoal, vamos começar mais um podcast dos sócios. Quem fala aqui é Bruno Perini, host do podcast. Estou como sempre com Auto Perini, minha esposa, host, o belo rosto dos sócios. >> Olá pessoal, sejam bem-vindos a mais um episódio dos sócios. >> E qual o tema de hoje, Bolinha? >> Hoje vamos abordar um tema pitoresco, talvez, né? Vamos falar sobre um livro e sobre o tema do livro que é coisa de Rico e chamamos o Michel Alforado para falar sobre alcoforado. >> Isso. Autor do livro. Inclusive >> escreveram errado aqui, tá? Não fui eu
que ele tá escrito errado. Olha aí, ó. >> Ô Joel, ao fim do episódio passa no RH para uma conversa lá, cara, >> de novo. >> E desejo sorte nos desafios em 2026, meu amigo. Foi ótimo contar com você aqui no grupo. >> Tadinho. Não, mas enfim. Vamos falar Sobre esse, >> falar sobre o livro que é bem interessante. Aqui o Joãozinho 30 tem uma frase que eu já repeti aqui no podcast muitas vezes, né? Ele falava que o espetáculo do pobre é o rico. >> É o rico. >> Todo mundo quer saber da vida
do rico, né? Tem páginas dedicadas só a isso praticamente. E se você vai olhar com milhões de seguidores. Então é interessante saber por que a gente tem, Né, esse tipo de de atração em observar a vida dos outros, sobretudo daqueles que estão no topo da pirâmide, digamos assim, e as coisas peculiares dessa vida. Mas antes de apresentar o nosso convidado, falar um pouco da história dele, eu tenho dois recados para vocês. O primeiro deles é da oficina, inclusive tem presente aqui pro Michel da oficina. >> Muito obrigado >> para quem tá assistindo a roupa que
eu Tô usando, a camisa, a calça, é tudo da oficina. Então passo lá, já faço as minhas compras também as de Natal. Nossa de Natal está recheada de sacolas da oficina que eu vou dar de presente para parentes. Eu acho que é uma marca que traz muita versatilidade e pro homem é muito bom. Você precisa ficar indo em várias lojas para encontrar aquilo que você quer. Tem desde roupas mais básicas, como essa camiseta que eu tô usando, até cortes mais sofisticados Para quem precisa, por exemplo, tá impecável para uma reunião de negócios. E para quem
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que tenha lucros muito altos, respeitando esse limite, é imposto zero. Isso não vai mudar para 2026. Ia, mas acabou caindo. Eles também tem um cartão que você usa na função crédito, mas na verdade é débito. Você carrega o cartão na plataforma com cashback pode chegar a 10%, e você escolhe a moeda na qual você quer receber. Eu, por exemplo, deixo em Bitcoin. Se eu for pegar os primeiros cashbacks que eu recebi desse cartão, eles mais do que dobraram de valor porque eu deixei em Bitcoin. Então é muito interessante e para quem não tem conta, nós
temos um benefício especial. Vocês podem usar o cupom Perini 30 e com esse cupom, após negociar os primeiros R$ 300 em cripto, você recebe um cashback de R$ 30. Também tem Qcode Aparecendo na tela e link na descrição. Agora apresentando o nosso convidado que vem pela primeira vez aqui nos sócios. Michel Alcoforado é antropólogo e PhD em antropologia do consumo. Autor dos livros Coisa de Rico e de Tdio Ninguém morre. possui formação complementar pela University of British Columbia, Berlin School of Creative Leadership, ESPM e London College of Fashion. Fundador do grupo Consumo Oteca, attua na
tradução de movimentos culturais em estratégias De inovação para marcas e organizações. É colonista da rádio CBN, criador do podcast É tudo culpa da cultura e host do Causcast, ambos dedicados a mercado, consumo e comportamento. Michel, é um prazer receber você aqui nos sócios. Gente, eu que agradeço imensamente. Sou fã de vocês dois. Tô feliz demais de estar aqui. Obrigada. >> Bom, e para começar, que que um antropólogo faz? Cara, >> achei engraçado você perguntar isso. Não >> é porque muita gente entende que você está estudando comportamento, etc., né? Mas como é que é isso? E
como é que você buscou essa especialização assim mais voltado para no final antropólogo do luxo, né? >> Então, olha, >> eu li no livro, mas pro pessoal que eu não leu. >> Olha a loucura. Eu era um estudante de classe média do Rio de Janeiro e meu pai achava que a gente ia fazer medicina, Direito, engenharia, como todo mundo fazia ali pelos anos 90, pelos anos 2000. E eu um dia vi um antropólogo falar na televisão que era o Roberto da Mata e ele falava sobre o Brasil de um jeito diferente dos economistas. Ele tava
preocupado com as pessoas se comportavam como elas se comportam. Então, antropólogos eh são esse tipo de gente, esse tipo de profissional que tem uma fixação em entender porque que as pessoas fazem o que elas fazem, por mais Estapafúrdio que pareça aquilo que elas estão fazendo. Eu tenho certeza que vocês aqui quando lidam com os alunos ou eh lidam com investidores, o cara vai lá e faz as pior escolha possível. Assim, você olha e fala: "Não é possível que o cara tá falando isso". Ou mesmo quando você tá fazendo uma públ diz: "Eu tô te dando
desconto". E o cara diz: "Ah, eu acho que eu não quero não". Aí você fala: "Putz, por que que essa pessoa tá se comportando desse jeito?" O Antropólogo te ajuda a entender? E eu fiz aquelas coisas que antropólogos para fazem para virar antropólogo. Eu fiz graduação em ciências sociais, mestrado, doutorado em antropologia. Mas chegou um determinado momento que eu achei que a antropologia era boa demais para ficar presa na academia. E eu queria falar com outro tipo de gente. E aí em 2010 eu volto pro Brasil, porque parte da minha formação foi no Canadá, eu
volto para cá e tento levar a antropologia para dentro Do mundo das empresas. Então eu abri uma consultoria que é o grupo Consumoteca, onde nesse primeiro momento a gente estava focado em comportamento de consumo. Era quando as empresas já estavam dizendo: "Olha, o consumidor precisa estar no centro da tomada de decisão". E hoje, mais fortemente eu trabalho junto a grandes executivos no Brasil e na América Latina, ajudando esses caras a adaptar a estratégias das suas organizações a partir do ponto de Vista do consumidor. Então é isso. E como é que eu virei antropólogo do luxo?
Virei por conta dessa pesquisa. Eu em 2010 o Brasil ia dar certo, vocês lembram, né? Eh, tinha aquela euforia no Brasil, todo mundo acreditava que o negócio ia virar. Isso queentou na capa da Deconôm. >> Isso, aquele momento importante, o dólar valia 1,60, os brasileiros se enfiavam em qualquer voo que parasse em Miami para comprar, comprar, comprar, comprar. Eu morava no Canadá, eu não tinha dimensão do que tava acontecendo no Brasil. E aí, eh, chego no aeroporto de Miami, vejo um casal, o casal tava na minha frente. A imigração tinha aqueles dois momentos. Um, você
tinha que carimbar o passaporte, no outro você entregava um papelzinho que a gente preenchia correndo dentro do voo porque sempre esquecia a caneta. E aí naquela segunda imigração, esse casal entrega o papel pro oficial da migração. Oficial Da migração olha para eles e pergunta, a pergunta clássica: "Vão ficar quantos dias aqui?" >> E eles disseram: "A gente ia ficar 15 dias." E a oficial falou: "Aonde?" Eles eram hotel o Faena, aquele do dinossauro de ouro. E aí ele disse: "Então, mas cadê as malas, senhores?" Eles falaram: "A gente veio comprar tudo, inclusive as malas". Oficial
não entendeu como é que alguém eh viaja sem uma calcinha, uma cueca, uma pasta de dente, um doorflex, Sei lá o quê. E aí leva esses caras pra salinha e no caminho ele faz uma pergunta que mudou a minha vida, que era: "Caramba, né? O que que esses brasileiros estão fazendo aqui? brasileiro é assim, é rico de verdade. E aí eu falo, tenho aqui uma pesquisa que eu olho para esses caras, eles me parecem gente de classe média, mas aos olhos do americano eles são ricos. Então por que os americanos estão vendo riqueza onde eu
não tô vendo? E aí Começou a pesquisar antropologia e eu fui entrando no mundo dos ricos para tentar perceber como é que dentro da sociedade brasileira alguém, né, é reconhecido como rico. Porque já adianto que dinheiro é só parte desse negócio. Se depois você ganha dinheiro, temos estatísticos, o dinheiro só representa um quarto dessa guerra. Depois você ganha dinheiro, você precisa batalhar para convencer os outros que você é rico como de ser, porque senão você não gosta Do privilégio da riqueza. Então essa loucura desse jeito brasileiro de tentar inventar riqueza, foi que me jogou na
antropologia do luxo ou na antropologia dos ricos. >> E em retrospectiva, hoje você considera essas pessoas que foram pra salinha ricos? >> Eu ia perguntar exatamente isso. Você sabe que sim ou não? Sim ou não? Por quê? Porque sim. Porque no Brasil dinheiro, >> eles tinham dinheiro. É um quarto. Eles quarto. Quarto. Isso. E o que que é o mais legal nesse processo? Quando a gente olha para qualquer sociedade no mundo e o fulano faz parte do 1% mais rico daquela sociedade, você pode facilmente a ferir e dizer: "Ó, essa pessoa é rica". Então, no
Brasil, se a gente usa a mesma régua, todo mundo que tem renda mensal em torno de R$ 28.000, você faz parte do 1% mais rico da sociedade brasileira. >> Se você ganha mais de R$ 15.000 por mês, você faz parte do 1.6% dos mais ricos da sociedade brasileira. R$ 15.000. OK? >> Então, alguém que tem um salário de R$ 15.000 faz parte do 1%, 1.6% magico da sociedade brasileira. Se você ganha mais de R.000, você faz parte dos 8% do Brasil. Então, quando eu olhei para alguém que tinha mais de R$ 28.000 e estatisticamente essa
pessoa facilmente pode ser classificada como rica em Relação ao que que a sociedade brasileira é, aquelas pessoas eram ricas, sim. Mas depois, né, a gente vai vendo que para parecer rico do jeito que a gente acha que rico parece, você d um bocado mais. Então eles não eram ricos naquele momento, mas pros estatísticos, pros estatísticos, eles são ricos, né? Eh, e hoje eu diria que eles são, eles são, né? porque eles foram mudando seus hábitos e comportamentos, mas naquele momento eh eu fiquei em crise. >> Segui acompanhando, seg parte tá tá bem no começo do
livro. Claudete Mário Jorge, >> isso, isso mesmo. Eu segui acompanhando esses caras e foi muito interessante ver o drama que é quando você ganha dinheiro, você tem que inventar um novo, um novo jeito de estar no mundo. Eh, eu falo isso no Brasil, a gente tem um olhar bastante negativo com os novos ricos, né? Tem sempre olhar crítico em relação, cara, mas a gente deveria ser Empático aos novos ricos. Você imagina alguém que tá sem nenhum centavo no bolso, ganha uma grana e aí a sociedade começa a dizer para ele: "Olha, o que você comia
já não serve mais, para onde você viajava já não serve mais. A casa que você morava já não serve mais, a ideia de decoração de casa que você serviu, tudo que você aprendeu na vida não serve mais. Então você tem que tem que aprender uma outra coisa. >> E aí, eh, Caldet, Mário Jorge são um Desses tipos. Entendi. >> E é interessante a estatística que você colocou, né? Eu tinha anotado até do livro nesse ponto que no Brasil 1% mais ICO tem uma renda de R.000, né? Acima de R$ 28.000 por mês e um patrimônio
de 4.6 milhões. >> Isso mostra como a gente é um país pobre. >> Porque se você pega e pensa nisso em dólar, tá falando que esse cara que tá no 1%, ele tá ganhando pelo câmbio atual Em torno de 5200. E ele não tem um patrimônio de 1 milhão de dólares. >> Uhum. >> Mas ele tá no 1%. Então, de fato, pro Brasil, como ele é 1%, esse cara é rico, mas em termos internacionais, ele não é rico. >> Seria uma classe média, realmente. >> Aí no seu livro você foi depois tendo acesso a pessoas
realmente que no. E 0.001. >> Isso >> a gente e engraçado, né? Eu vou até a gente tava discutindo sobre isso, obviamente durante a semana, já que a gente vinha fazer o podcast. E aí, eh, nós hoje, e uma coisa que você fala no livro é que as pessoas que são ricas geralmente não se consideram ricas. Nós não nos consideramos tão ricos quanto eu, >> entre aspas, eu sei por conta de estatísticas que a gente tá no grupo. Agora, lendo o livro, eu falo para ela, Nós somos de fora, >> nós somos emergentes e eu
adoro ser emergente. Eu gosto do fato de ser emergente e e tem e os e as minhas amigas, >> por que você gosta, Maluc? Eu gosto porque eu vi, eu conquistei tudo que eu tenho, >> então eu acho incrível isso e modestia parte eu acho que eu tenho um gosto bom. Então talvez eu seja uma emergente, não sei, agora vou me achar, né? Mas uma Emergente que tem um pouco de de ah, talvez gostos bons, não sei. >> Eu acho que passa por isso, mas elegância. É, eu tenho eu tenho várias amigas que são emergentes
e a gente estava discutindo sobre isso. Não sei se a gente conhece ricos que não são emergentes. >> Eu conheço alguns na >> até pouco, conta todo do podcast, pessoas que vieram aqui >> no nosso grupo. >> Mas isso que você falou, por exemplo, você perguntou por que ela acha legal, a gente conquistou. Eu conheço alguns herdeiros hoje e a vida do herdeiro, o pessoal pensa: "Pô, é muito legal você receber o dinheiro, né? E tudo isso é muito bacana". Mas o negócio é que eu vejo que é mais difícil para eles buscar algum senso
de propósito. Até você coloca, né, que alguns vão virar os ocupados e desocupados, por exemplo, no livro, porque esse cara não construiu, Ele recebeu. E aí fica aquilo, será que eu tenho que trabalhar no negócio da família ou conquistar meu próprio rumo? Mas ao conquistar o próprio rumo, dificilmente ele vai ter tanto sucesso quanto os antecessores dele, né? Então, >> mas esse negócio que você traz é muito interessante. Eu brinco e é uma brincadeira, obviamente, que a vida do herdeiro é dificílima, tá? Sabe por que a vida do herdeiro é dificílima? Porque eh o herdeiro
não tem futuro. O futuro Dele foi sequestrado no momento que ele nasceu. Eh, quem tem o futuro, em geral são os emergentes ou as camadas médias. Os mais pobres têm pouca margem de imaginação de futuro e os herdeiros nenhuma. É quase como se tivesse a síndrome da rainha Elizabe, sabe? Nasceu e disseram para ela: "Querida, você pode querer ser hip e vender miçanga em trancoso, mas você vai ser rainha, tá? Olha só, aproveita aí, daqui a pouco você vai virar rainha". A mesma coisa Acontece com os herdeiros. Os herdeiros nascem, quando eles nascem, inclusive dentro
de um grupo empresarial, já tá dado que em alguma medida eles vão ter que assumir algum cargo naquela organização. Então o futuro tá sequestrado e mesmo os caras que vão tentar fugir desse negócio. É uma batalha ercúria. Eu entrevistei herdeiros e herdeiros de grandes empresas, grandes grupos familiares brasileiros e eh mesmo quando o fulano Sai eh da linha que foi planejada para ele, que era assumir um cargo na família, em geral, ele não consegue fazer isso no Brasil. o cara se muda. >> Eh, ele vai morar na Europa, vai morar nos Estados Unidos para tentar
inventar um outro caminho dele, porque por mais que ele decida, sei lá, virar artista plástico, ele continua sendo recebido em todos os lugares como um herdeiro de tal grupo. Então, o sobrenome pesa demais. >> Nepo baby, né? é o Nepo Baby. Aí pesa Demais porque captura qualquer possibilidade de invenção de futuro. A graça quando você eh e aí talvez o peso também de ser emergente é que você tem que inventar um futuro, né? E um futuro eh que tá marcado por uma série de interrogações, >> que é pode dar certo, pode dar errado, o que
eu tô fazendo talvez não seja reconhecido ou isso que eu gosto para caramba, talvez não é aquilo que as pessoas acham que eu tenho que gostar, Né? uma série de conflitos que aparecem aí também, mas o herdeiro não tem futuro. Então é difícil abessa você, porque a coisa do propósito é isso, né? É um grande motor que te empurra pra vida e que te faz acordar de manhã achando que vai dar alguma coisa que você tá fazendo no presente. Então o presente ganha significado pela essa ideia ou essa imagem que você acha que vai ser
o teu amanhã, o amanhã do teu filho e por aí vai. O herdeiro perde Isso. Então a vida fica esvaziada de sentido mesmo. Fica uma vida mais bege, mais sem graça. >> Não, eu me preocupo com isso porque agora a gente tem uma filha. >> Isso que eu ia te falar. E aí? >> Pois é, a gente discute muito isso, >> cara. Como é que a gente faz, por exemplo, pro dinheiro não estragar ela, né? Como é que a gente vai dar para ela experiências que e pelas quais a gente passou e que foram importantes?
>> O fato de eu administrar o meu dinheiro bem é porque eu era quebrado lá atrás, entendeu? >> Porque se eu tivesse sempre dinheiro em abundância, talvez eu não fosse bom em administrar. Pessoal às vezes me procura no Instagram e fala assim: "Pô, Bruno, eu tô com um problema. Eu recebi uma herança aqui de 5 milhões." Eu falo: "Cara, isso não é um problema". >> Aham. >> Isso não é um problema. O problema não Tá na abundância. O problema é gerir a escassez. Você tem dinheiro, né? Então vamos administrar esse negócio bem que você vai
conseguir uma renda mensal, vai est tranquilo. E a nossa filha já nasceu num ambiente onde ela não vai ter problemas que nós tivemos lá atrás. >> Então eu não sei, por exemplo, né? A gente teve filha agora, eu com 37 anos. Por quê? Porque o caminho geralmente é, você começa a trabalhar, constrói patrimônio e aí depois você tá com a Vida mais tranquila, você fala: "Agora eu posso ter filho para dar estabilidade pro meu filho". >> Claro, >> ela vai ter estabilidade desde o dia zero. Será que o melhor para ela então é ter filhos
com 20 e poucos anos? >> Aham. E >> ou não? ter que fazer faculdade para ter um trabalho que ela não precisa, por exemplo. >> Mas a minha discussão, inclusive a gente Falou sobre isso, é é que eu acho que ela ainda vai herdar muito da nossa filosofia de de gente que não tinha dinheiro, então ela vai conviver com muitos hábitos que a gente ainda carrega. Então a gente não abandonou todos os hábitos econômicos. Talvez a gente ainda tem muitas, muitos trejeitos de pessoas que não tinham dinheiro e que hoje, graças a Deus e a
nosso esforço, a gente tem abundância. Então, eu não eu não sei se ela vai ser herdeira Clássica. É um é uma herdeira carregada de outras coisas. >> Em geral demora umas duas ou três gerações para virar uma herdeira clássica. >> Então, ela vai ainda, >> vai bem ainda. Ela vai meuser. É, ela ainda vai estar os seus netos, eu acho. Caso de vocês, os netos de vocês também já não vão ter problema. de dinheiro. Então, eh, então os netos de vocês vão, em geral, a transição acontece porque Olha que loucura quando a gente tá olhando,
né, todo mundo, todo rico tradicional no Brasil, todo herdeiro no Brasil foi novo rico em algum momento. Eles gostam de vender essa coisa de que, ah, minha família é de berço, eu tenho beço, mas todo mundo, inclusive, sei lá, as famílias mais tradicionais, os ginito no livro, eh, foram novos ricos. Assim, a família ela vem do sul do país e ela começa com uma loja de tecidos no Saara, no Rio de Janeiro. Eh, uma junção muito Importante do bom gosto que o Guin tinha com eh o sócio dele que era versado em línguas. Eles começam
a fazer importação de produtos, ganham uma importância na carioca e eles vão ficando ricos. Eh, então, qual é o momento que começa a marcar uma coisa do herderino tradicional? é na segunda geração, assim, quando a gente esquece ou quando a gente já tem a possibilidade de se afastar de quem inventou o dinheiro. Então, quando os netos de vocês e os Bisnetos de vocês vão ser mais tradicionais, porque é o momento onde a gente não tem muito detalhe de como é que a pessoa que inventou esse dinheiro ou que conquistou esse dinheiro, eh, que vida que
é essa que ela viveu antes e que vida que é essa que ela inventou depois. Quando a gente esquece isso, já começa a aparecer uma tradição. Aí por mais duas gerações, o dinheiro já começa a ser dividido. >> É porque vai aparecendo um certo fastio Em relação ao trabalho produtivo, eh, tradicional, né? Então, aparece o primeiro antropólogo, sei lá, aparece o primeiro artista, eh, aparece gente que não tá tão preocupada assim em desenvolver esse trabalho. Mas a sua filha, eu acho que não vai ter esse dilema. Mas que momento que vocês acharam assim, olha, eu
acho que que marcos são esses quando vocês acharam, acho que a vida tá mudando assim, eu tô ganhando dinheiro mesmo. Eh, porque por Mais você se compare sem eu eu quando você disse, eu não me acho rico, mas sei que sou rico, eh, que é a gente não é rico igual os outros ricos como vocês talvez podem conviver, mas todo mundo tem plena consciência do privilégio que vive, assim, você sabe que a tua casa não é normal, teu carro não é normal, né, o teu relógio não é normal, você sabe tudo disso, assim. Então, mas
como é que você achou que a tua vida tinha mudado? >> Tem tem um marco antropólogo >> interessante perguntando. >> Não, porque, por exemplo, eu eu ia na casa de de algumas pessoas e o pessoal eh fazia expresso. >> Ah, >> e eu não fazia aquilo para mim não não entrava na cabeça. Falava: "Nossa, aqui é muito caro que não faz um café coado como a gente fez." Aí quando a gente comprou a máquina de inexpresso, que >> aquilo não era mais um problema, eu Pensei: "A vida tá mudando." >> Mas nessa época eu ainda
voltava para casa para tomar o café. Não. E a Malu, por exemplo, no restaurante, ela achava, a gente já casada muito casado desde quando a gente era não tinha dinheiro nenhum. >> É, a gente veio veio junto construindo. Mas a Malu, por exemplo, ela em restaurantes, né, sei lá, conta dava R$ 1.000 >> e no final o garçom falava: "Quer um Cafezinho?" Ela: "Não, o café era tipo R$ 12. Vou tomar em casa". Daí eu falei: "Amor, a conta deu 1000, >> é o café de 12 que é o problema, entendeu? Mas a gente tem
essas coisas ainda, né?" E Maria Teresa talvez não tenha, mas um ponto muito interessante que você coloca no livro é que tem essa diferença também por conta dos laços sociais. A pessoa que ela é emergente, ela tem laços com amigos que e com quem estudou, que não Conseguiram o mesmo sucesso financeiro, por exemplo, familiares. E aquilo vai se perdendo ao longo do tempo, até uma hora que o cara chega e já nasce, onde todo o network dele também. É, então isso talvez seja algo que um drama que vocês vão enfrentar assim, é que por mais
que a sua filha seja totalmente imersa nesse mundo, e eu tenho certeza que vocês vão dar para ela consciência do privilégio que ela tem, né? É diferente do que vocês tiveram quando pequeno, >> eh ela vai se desgarrando dessas origens assim, >> eh, porque ela vai conviver mais nesse mundo que vocês vivem do que no mundo de onde vocês vieram. Sim. E aí isso vai criando um outro eu. Eh, e eu engraçado que eu falo que quando a gente ganha dinheiro, tem um ciclo de metamorfose, assim, primeiro ciclo é sanar o passado. Então, é comum
que a pessoa vá lá e tenta resolver a vida da família, assim. Então, a mãe que não tem plano de saúde, Eu vou pagar um plano de saúde, meu pai tem uma dívida, sei lá, com que, eu quito a dívida, não sei quem não tem casa, eu compro uma casa pro fulano. >> É tipo na história da nossa vida, >> tem que resolver o passado, o que o herdeirinho não precisa, né? Porque ele ganha o dinheiro, o dinheiro é dele, né? Então não precisa resolver o passado. Aí tem um segundo momento que você vai ter
que começar a batalhar para entrar nesses novos círculos de relação que vão Te cobrar uma transformação do eu. Então a marca de roupa que você gostava eh certamente não era oficina, era outra. >> Isso, comprava isso no fast fashion. E aí você começa a dizer: "Opa, tem um momento que você fala: "Não posso mais usar isso assim ou eu posso mais". tem um descompasso entre aquilo que você precisa e aquilo que você acha que pode. Eu entrevistei um grupo de eh meninos que tinham formado uma startup, eles venderam para uma grana preta e eles Tinham
uma renda de prolabor quando a startup era deles em torno de R$ 8.000. E aí eles vendem, cada um deles consegue 200 milhões, 180 milhões, uma grana assim absurda. E aí e o cara sai de salário de 8.000 para um salário, para uma um patrimônio de 190 milhões. Quando ele olhou aquele dinheiro, eu perguntei para ele assim: "Que que vocês vão fazer agora com essa grana?" Assim, falá: "A gente vai fazer uma coisa que a gente sempre quis fazer". Aí um queria viajar Muito e ele comprou uma passagem pra Tailândia. Eu falei: "Vai de primeira
classe ou vai de executivo?" Não, comprei na econômica. Aí eu falei: "Rapaz, o outro queria um carro". Aí ele compra um carro, mas ele compra um carro usado. Ele comprou uma Mercedes. Comprou uma Mercedes usada. Eu falei: "É blindado?" Aí ele: "Não, eu". Eu falei: "Rapaz, tu tem 190 milhões, tu tem que andar de blindado". Aí ele f comprou usado, por Que que você não comprou uma nova? Então tinha um descompasso que você vai ter que atualizando assim nessa invenção de um novo eu, né? Para poder transitar por esses novos ambientes. O que é duro
é um processo difícil, né? Eh, apesar óbvio, de muito prazer, né? Que você não vai precisar fazer conta, mas você tem que inventar um novo eu, né? Eh, e isso também tem uma loucura do impacto que você tem nas suas relações, né? eh eh dos amigos, né, que não venham entender Que você tá, você não virou outra pessoa, você foi obrigado a entrar em outro jogo, né, você não ficou metido, né, você entrou em outras relações. Eh, e isso tem uma carga de conflito que vem junto também, né? Então, ganhar dinheiro é ótimo, eh, no
sentido óbvio, da do privilégio de você poder gozar do dinheiro que você tem, mas tem um percurso aí que as pessoas não olham, né, que é de invenção de um novo eu mesmo para transitar nesses novos Ambientes, apesar de você continuar sendo o mesmo. E eu acho que esse é um conflito que sua filha não vai precisar passar, né, e vocês tiveram que de algum modo enfrentar e conseguiram, né, conseguiram. E porque se não fizer esse percurso, eu brinco que empobrece. Eh, se você não inventar um novo eu para ser reconhecido, eh, por mais que
você não descobre, eh, qual é o melhor investimento, porque essas conversas são feitas em pequenas rodas. >> Você não, ninguém te chama para fazer um novo negócio, não aparece o patrocinador pro teu podcast. Tá, >> se você não faz essa transformação e não entra, você não faz dinheiro da filhote, por mais que você entenda de finanças, que é importantíssimo. Mas tem uma dimensão das relações, tu precisa dominar para caramba, né, que é importantíssimo. >> Quando era militar, eu tive um Comandante que ele falava, eu fui zer um da minha turma, né? Ele falava: "Pô, você
é muito bom, mas você tem um problema >> e por conta disso você nunca vai ser general". Daí falou: "Qual o problema?" Ele falou: "Você não toma o whisky". Ah, >> falou: "Depois de um certo estágio". É, é questão social, é política, entendeu? Então você tem que est depois do expediente na rodinha certa do ISC do charuto, porque isso vai contribuir com Você. Tem que passar por Brasília. É muito difícil sair general sem passar por Brasília no final da carreira como coronel, >> né? Daí eu falei: "É, é, >> mas depois sair do exército, eu
pensei, tô livre disso". Não, é a mesma coisa aqui, só muda a roda, entendeu? >> Mas isso de fato acontece. Mas eu eu queria pegar um outro ponto aqui. >> Eu ia eu ia só comentar um ponto que ele que ele falou sobre perder um pouco dos Laços antigos, das amizades, às vezes das pessoas. E é e é quase uma questão logística às vezes. Por exemplo, né, nós esse final de semana estivemos no Rio por conta da família e a gente foi para Bangu, né? A gente não foi pra zona sul, a gente não esteve,
a gente foi para Bangu, que é onde a minha família, parte da minha família estava e tudo mais. >> E e é perigoso, né? Então, a gente aqui em São Paulo, a gente anda de carro blindado, né? A gente, a minha filha Nunca andou num carro que não é blindado. Ela anda em carro melindado. Então, a gente tem todo um cuidado. A gente sabe onde se mover, a gente sabe quando ir, a gente sabe. Mas quando você tem que, às vezes você precisa, nesse caso, a gente precisou ir para um lugar onde a gente não
tinha total controle da nossa segurança, do do que a gente ia fazer, das pessoas que estavam ao nosso redor, como a gente tem aqui. Então, no final das contas, não é que as às vezes A gente vai perder de propósito esse relação, é que logisticamente não faz mais sentido. A segurança não é a mesma. A gente tem receio, então talvez seja mais fácil a gente trazer a família toda para cá para vir nos visitar do que ir até lá, porque não, que é o que a gente faz no Natal, por exemplo, 30 pessoas dentro da
minha casa, porque é a casa que vai receber e comportar todo mundo de uma forma gostosa e etc. Então, no final das contas, às vezes, as pessoas Vocês se >> é >> distanciaram, não é? E e não é exatamente isso. E também no final as suas relações acabam eh se perdendo porque você acaba tendo interesses totalmente diferentes, as pessoas já não conseguem conversar, nós empreendemos, né? Então, eh, a gente tem amigos empreendedores que dividem os mesmos problemas, as mesmas questões que a gente tem. E talvez alguém que continue No funcionarismo público ou algum outro problema
ou algum outro trabalho não tenha uma conversa fluida com a gente, porque a gente não tem os mesmos problemas, literalmente. >> É. E eu acho que é engraçado isso, que eu fiz muita pesquisa em condomínios eh de emergente na Barra da Tijuca, em outros lugares. E era engraçado que a área de lazer era sempre cheia. Você vai num condomínio, sei lá, eh, no Genópolos, no ITM Bibi, a área de lazer Não tem ninguém, a academia tá lá vazia sempre. E nesses lugares não. E aí as pessoas, por que que a academia, o fulano tem piscina
dentro do apartamento dele? Por que que ele se enfia na piscina do condomínio? Porque é construção de rede e relação, né? Eh, ali que você se atualiza, é ali que você constrói vínculo, é ali que você estabelece e novos papos, entende? Vai se atualizando, é ali que você faz negócio também. É outra dinâmica. E aí Às vezes fica difícil, né, o pessoal é de onde a gente sai e entender esse processo todo, né? Isso acontece em todas as relações. Se você for pensar, por exemplo, né, eu sou filha de militar, o Bruno foi militar, o
meu irmão é militar, então nós vivemos esse mundo durante boa parte da nossa vida e temos muitos amigos militares até hoje. >> É, falar que é até fácil manter relação por causa da internet hoje em dia. >> É, hoje é mais fácil. E aí os os Militares eles eles ficam num bloquinho e numa comunidade única. Por quê? Porque ali as pessoas vivem os mesmos problemas. Então, eh, elas também têm mais distanciamento às vezes da família e mais proximidade com pessoas que trabalham com eles, que dividem as mesmas relações, os mesmos problemas. >> É, todo grupo
tem os de dentro, de fora. >> É isso. Exatamente. Qualquer grupo, em qualquer sociedade, a gente tem isso, assim, esse pessoal que a gente eh acha Que é do nosso grupo, em geral, a gente é de fora de alguém também. A gente vai batalhar para se inserir nos grupos que a gente deseja estar. Esse de dentro e de fora, o Michel usa essa nomenclatura no livro. Mas o ponto que eu queria ver, Michel, por exemplo, você fala: "Ah, a filha de vocês não vai ter esse problema e os netos aí talvez já começa a se
desconectar um pouco da origem do dinheiro, né? Aí vira herdeiro de fato." Eu pensei, tomara que seja assim, porque Que a sucessão deu certo, né? E há várias histórias de famílias que ganharam muito dinheiro e no final o dinheiro foi se esvaindo até que eles voltaram a ter a condição do do criador original daquela riqueza. Me chama atenção, por exemplo, a história dos Ver nos Estados Unidos. Uma família riquíssima. Fizeram dinheiro com estradas de ferro >> e também com navegação. Aí o Vbuilt original, vamos colocar assim, ele Passou pro filho que dobrou o patrimônio, mas
depois o patrimônio foi se esvaindo, sendo dividido. A tal ponto que hoje quando você faz uma reunião da família, um século depois da construção da riqueza, não tem mais nenhum milionário. >> Uhum. >> Eu pensei, poxa, deu muito errado, porque era muito dinheiro >> lá atrás. Eu queria saber se você teve contato também com essa pessoa que ela Teve acesso à riqueza e perdeu ao longo do tempo. >> Vários. Eh, é, não é muito difícil assim. Você vai no Rio, por exemplo, quando vocês não vão paraa casa da família da Malu e vão, sei lá,
ficar na zona sul, ficar no Leblon. Eh, eu brinco que você vai encontrar um fulano que mora num baita apartamento no Leblom. Ele vive uma vida confortável, eh, e ele vive essa vida que a gente vai chamar de uma classe média tradicional. Ele vai Ter uma história para contar do do vovô que foi rico e perdeu tudo, do papai que foi rico e perdeu tudo. Eh, porque o ciclo é engraçado assim, primeiro que a herança vai se dividindo, né? E se você não produz dinheiro na mesma medida que a divisão, a família automaticamente vai empobrecendo,
porque eu sou o dono do dinheiro, eu tenho dois filhos, esse dinheiro se divide por dois. Meus filhos têm dois filhos, o dinheiro se divide por quatro. Se a geração que recebe Dinheiro não for capaz de dobrar na mesma proporção que ela recebeu, eh, a família por si só vai empobrecendo. Então, isso acontece e acontece porque depois que a família vira um negócio mais tradicional, que é em duas, três gerações, como disse, vai aparecer o primeiro artista, que é uma brincadeira que eu faço, >> que é alguém que não tá querendo, >> não tá produzindo
nova riqueza, não tá fazendo esse filho mudar. Eh, isso tem Mudado agora antigamente eh nos últimos tempos, tá? Pela invenção dos ou pela estabilização desse negócio que a gente vai chamar dos family offices no Brasil, né? Então, a gestão da herança como um patrimônio da família e não só vamos cuidando aqui ou um amigo meu administro, eu vou gastando e faço a conta de quanto dá para gastar até eu morrer. Eh, isso acabou, né? Agora, o que as grandes famílias fazem é inventar uma empresa para gerenciar esse Dinheiro, saber como o dinheiro vai dar filhote.
Então, a profissionalização dessa herança tem, algumas famílias têm [ __ ] esse processo e eu ouvi muita gente preocupado em entregar pra próxima geração no mínimo o mesmo dinheiro que recebeu. Então, uma fixação assim, ah, eu recebi 100 milhões do meu pai e eu e meus irmãos, por mais que a gente entenda que esse dinheiro vai ser dividido, no mínimo a gente precisa entregar 100 milhões pra próxima Geração. Eh, então você vive do quanto aquele dinheiro rende com conforto, mas você tem uma preocupação e a próxima geração tem uma preocupação também de levar esse dinheiro
ou mais ou no mínimo entregar o mesmo dinheiro que recebeu. Agora, que traço é esse de empobrecimento? Claro, olha que loucura que é o jeito brasileiro, né? Isso aí tá diretamente conectado ao teu assunto, tema desde sempre, que a gente é apaixonado por mobilizar dinheiro, né? >> Né? toa os índices de poupança no Brasil comparado com outros lugares, apesar da gente estar entre as 10 maiores economias do mundo, é baixíssimo. É baixíssimo porque a gente é aficcionado em mobilizar dinheiro. Então o fulano ganha dinheiro, ele sai comprando casa, ele compra fazenda, ele compra relógio, ele
vai comprando tudo. Eh, e aí quando ele começa a empobrecer, eh, ele demora muito a abrir mão desse patrimônio imobilizado. Então, pro fulano entender Que ele não tem mais dinheiro para bancar aquela casa, a casa já tem que estar com rachadura quase assim, pro fulano entender que ele não tem dinheiro para ter barco, para ele entender que assim, eh, para você ter frota de avião, você tem que ser bilionário, senão vale a pena você entrar no avião de carreira ou alugar de vez em quando. É, pro fulano entender isso, demora muito. E esse é o
ponto de fracasso, eh, desses grandes, dessas grandes fortunas que Ficam apegadas ao dinheiro imobilizado, né, aos o patrimônio e não entendem que a vida mudou. eh ou não entendem como eu eh mobilizo de novo esse patrimônio para ele poder dar filhotes dentro do mercado financeiro. Não entendem isso. Então agora os cartões de crédito t lançado, né, eh essas novas bandeiras, a Visa lançou, né, acho que tem que ter 30 milhões dentro do banco para conseguir ser privileg também. >> É, tem uns bem exclusivos agora. É, e é desgraçado porque o recrutamento de desses clientes para
participar desses desses é grupos novos aí de cartão de crédito no Brasil, ele tá sempre envzado, tá? Por quê? Porque o fulano tem uma casa em São Paulo, no Jardim Europa ou aqui em Alfaville, ele tem uma casa de praia, ele tem uma casa de campo, ele tem casa em IP e no banco ele tem um dinheirinho assim. Então ele tem um patrimônio de 30 Milhões, 40 milhões, 50 milhões, mas dinheiro no banco para colocar ele dentro desse cartão de crédito, ele não tem. Aí ele liga lá no banco e fala: "Mas eu fulano, como
é que eu não tenho?" "Ah, não, senhor precisa ter patrimônio aqui dentro do banco em dinheiro. Não, mas não vou ter porque como é que eu vou ficar sem minha casa de neve? Como é que eu vou ficar sem minha casa de praia?" E aí o patrimônio todo mobilizado, fonte número um, para Começar o dinheiro a desandar pelo custo de manutenção. Isso as pessoas não fazem conta. Então, o qu E aí, sobretudo quando a gente olha paraas novas gerações, acontece a mesma coisa, né? O cara recebe essa coisa que a classe média vive também. Ah,
apartamento nos genópolis que foi a leilão porque o fulano não tinha grana para pagar o condomínio. É porque o cara não entende que vai dar, ele não faz conta, que assim, ele não vai ter como pagar aquele Condomínio, aquele PTU e aí ele deixa aí ao leilão, perde o patrimônio porque ele não tem coragem de vender antes. Então essa é uma loucura clássica no Brasil pela maneira como a gente produz queza. Eu digo aqui que, e por isso que teu trabalho é tão importante, o trabalho de vocês, a gente não entende dinheiro até hoje no
Brasil direito. Assim, se as pessoas entendem se a conta tá no vermelho, se ela tá no azul. Eh, se o chefe diz para você, vou te dar 10% de Aumento, no Brasil a gente acha que é ruim 10% de aumento, porque ele não permite que você volte pra casa de Uber. você vai continuar voltando de transporte público. Então, o momento que não muda o padrão de vida, ou seja, não me permite acesso a outras coisas, a gente não entende no Brasil e a gente é apaixonado pelas coisas. Então, fulan só entende que a vida dele
mudou, não é quando o número do banco tá crescendo. Por mais que o banco tem inventado o Delta lá, faz a curvinha, ele não entende direito. Ele entende quando ele muda de apartamento, >> ele entende quando o filho dele muda de escola, ele entende quando ele sai da econômica e vai de executiva. Então é um modelo de sociedade que pensa riqueza por consumo, não pensa riqueza por investimento. E aí, eh, fica difícil criar poupança, fica difícil a gente pensar, né, em outras formas de fazer esse dinheiro. Então, é clássico o fulano eh perder dinheiro, falir,
né, que eu brinco que são os falidos. Os falidos são aqueles que t as coisas, mas não tem dinheiro para bancar as coisas. >> E aí eu fui muito à casa de falido. >> É clássico assim, como é que eu sabia que era um falido? Na hora que tocava campainha, abri a porta. Rico em geral, a casa tem ou é branca para pintar todo ano ou tem cor forte. Ah, é terra cota, é amarela, Né? Para poder pintar todo ano, tem uma baita manutenção, que aquilo é um traço de distinção. Então, a casa tava com
aquele branco meio chumbado, já tava areia assim, off white. Aí eu dizia: "Hum, já desandou, né? esvazia a piscina para dispensar o jardineiro ou o piscineiro. O jardim, né? Paisagismo é um tema importantíssimo na construção de uma casa de alto padrão. Um jardim já tá meio chumbrado, sabe assim que um jardim de paisagista é um jardim que parece que Não foi pensado, mas foi pensado para caramba, né? >> Então o jardim tá meio chumbrado >> e a pessoa não sai daquela casa. E eu perguntava para ela: "Por que que você não vende essa casa? Vai
morar num apartamento, num bairro legal, menor? Pega esse dinheiro e investe para viver de renda". batalhei muito para chegar até aqui. Como é que eu vou morar numa casa menor do que essa? E aí é tão doido isso que eu perguntava quando eu falava Pros ricos que o Buffet, né, mora na mesma casa há 60 anos. >> Eles me perguntavam assim, mas que que ele fez com tudo que ele comprou depois que ficou rico? Porque a gente vai sempre comprando coisa para entender que a gente é rico e para mostrar pros outros que a gente
é rico. Esse para mim é o principal ponto mais sensível na maneira como a gente gerencia patrimônio no Brasil. Essa loucura de comprar coisa. A loucura do você tem pena do Outro que mora de aluguel, eh, você tem pena do outro que não tem carro, né? Aí o fulano é obrigado a comprar um carro para convencer na roda de amigos que ele deu certo. Você tem pena do outro que não tem relógio, você tem pena do outro que não viaja nas férias. A gente acha que alguém deu certo quando gasta dinheiro e não quando investe
dinheiro, né? >> E não quando tem o dinheiro investido, né? >> É. É isso. É bem interessante também, porque eu tenho um canal no YouTube há muitos anos, né? E a gente começou nossa história na internet com o meu canal no YouTube e quando começou a gente morava em Realendo >> e tinha uma cozinha bem bem pobrezinha assim atrás porque a gente economizava muito dinheiro. E naquela época nós éramos classe média >> e logo depois a gente já virou uma classe média. >> Era classe média, mas vivia como se fosse menos. >> Que como se
fosse menos. >> Quanto quanto vocês guardavam geral? >> Na época >> é que varia de quando eu me formei eu ganhava 4500. Eu guardava 1500 por mês. No final, logo antes de fazer essa transição para empreender, >> a gente junto ganhava R$ 10.000, pouquinho mais, porque vi um dinheiro de site já dava uns R$ 12.000 e a gente Guardava quase R$ 6.000. >> Ah, >> só que aí no meu quartel, por exemplo, o pior carro era o meu, entre os oficiais, >> entendeu? Pessoal viajar paraos Estados Unidos para tirar férias, né? A gente ia pra
Argentina porque o câmbio ajudava. Aham. >> Então a gente tinha hábitos bem mais históicos, digamos assim, em comparação com as pessoas muito tempo. Mesmo depois que a gente começou a ganhar mais Dinheiro, a gente continuou economizando muito e cada vez mais. Você falou 30% e depois foi uma quantidade, a gente aumentou muito nossa nossa economia, sei lá, chegava chegou um momento que a gente economizava 80%, 90% hoje hoje em dia, né? Isso, porque como a renda aumentou muito, o nosso padrão de consumo, ele até subiu, mas >> falo que a Maluja é mais econômica do
que lá atrás, porque lá atrás elas tinha R$. Para gastar, ela tem muito mais, em Proporção ela gasta muito menos daquilo que ela pode. >> Mas o ponto que eu ia chegar é que um belo dia nós mudamos de apartamento em São Paulo. A gente quando veio para São Paulo morávamos numa kitnete. Depois a gente mudou para um apartamento que era maior, que tinha o quê? 200 m². 55 m², 170. >> E aí era mais bonito, era mais fence, mais chique, né? É justamente porque a gente queria gravar, a gente trabalhava Em casa e tudo
mais. E eu lembro que as perguntas no meu canal era: "Meu Deus, o que aconteceu? Como vocês ganharam tanto dinheiro? >> Essa hora que acharam, ficou >> do nada, né? do nada, porque foi o padrão de consumo, literalmente, foi quando apareceu na nossa cara que a gente de fato tinha ganhado dinheiro, mas a gente já tinha aquele dinheiro há muito tempo, a gente só não expressava esse dinheiro em forma de consumo. Isso Que você tá dizendo é muito interessante, eh, sobretudo por causa do trabalho de vocês, que esse talvez seja o principal, eh, ponto de
de queda de alguém, sobretudo quando a gente olha para ou grandes empreendedores ou para executivos, que o cara eh para ele fazer mais dinheiro, ele precisa vender um padrão de vida que às vezes ele não tem. Uhum. >> Então, eh, o brinco que pro cara virar diretor, ele é gerente, ele começa a Viver uma vida como se ele fosse diretor. Então, ele não poupa. Aí ele vira diretor, ele fica naquela: "Eu preciso começar a viver agora uma vida como se eu fosse vice-presidente". Aí ele não poupa, aí ele vai viver uma vida de vice-presidente como
se fosse presidente e não poupa. Aí chega um momento que ele inventa uma estrutura que é caríssima, né? É, as crianças estudam na escola de R$ 15.000, o, a casa é enorme, a casa de praia, o gás, Viagem executiva, babá, meta, não sei quê. E aí ele aposenta ou ele é demitido no mercado de trabalho e para ele voltar ele acredita que ele tem que continuar sustentando aquele padrão de vida. Então a poupancinha que resta para ele, ele vai torrar, porque ele acha que se eu não frequentar o clube, se eu não tiver o barco,
se eu não tiver esse casa, se não tiver sei lá o quê, as pessoas não vão me chamar para trabalhar. E aí ele acaba, ele fale, né, totalmente. Eh, e Isso é uma loucura, sobretudo quando a gente tá olhando nessa nesse mundo da internet, né, eh, que os stories, né, tem um papel importante, as pessoas embarcam nessa antes de ter patrimônio, achando que aquilo vai dar para elas um lugar. E nem sempre. Aí é caminho pro fundo do poço, né? Eh, de você achar que você pode viver essa imagem. Pouca gente faz o que vocês
fizeram, né? Gente o que vocês fizeram. >> Eu já conheci pessoas, né? Por causa da Consultoria que a gente tem aqui, a Portfel. A Portfel, ela é uma estrutura de family office que a gente adaptou para poder atender muita gente, varejo inclusive o cara com mais de 100.000 a gente já consegue atender hoje em dia. E um ponto interessante, quando a gente cria essa estrutura, várias pessoas do digital falaram: "Pô, Perini, eu queria que você tomasse conta do meu dinheiro, você não podia, você não fazia isso, mas agora você tem gente para me indicar Para
fazer". Eu beleza, vamos lá, né? E aí você tem quanto para para tomar conta? O cara fala: "Pô, vou começar a juntar agora". Falei: "Pô, mano, calma aí, da internet há 5 anos tendo sucesso. Quanto é que você faturou ano passado?" "Ah, faturei 5 milhões". E você não poupou nada? Ele falou: "Não, gastei tudo". E tipo, faturamento não é lucro, né? Mas no caso dessas pessoas de internet com equipes inutas, você fatura cinco, paga imposto, paga equipe, sobra 3,5, entendeu? O cara gastou tudo, >> não poupou nada. Daí ele falou: "Não, porque no ano seguinte
eu vou crescer, pô". Só que todo mundo projeta crescimento. >> Isso. Todo mundo projeta. >> A pandemia muita gente cresceu porque todo mundo ficou trancado em casa e aí começou a consumir mais online. Então o pessoal projetou em 2021 que ia crescer, muitos não cresceram. Então eu falo para Malu, assim como com jogador de futebol Você tem um um uma massa gigantesca ganhou muito diniro e depois fica pobre, a internet vai ser igual. Eu tenho certeza, infelizmente, que muitas pessoas que ganharam dinheiro agora não vão conseguir sustentar esse patrimônio ao longo do tempo. Aliás, nem
tem patrimônio, né? >> É. E >> exatamente por isso não vão sustentar. >> A vida útil de um influencer, né? Influencer só influencer. É Rafa Loto lá Do Pix mostrou uma vez que era em torno de 5 a 6 anos. >> Hum. Então, a carreira desse cara é disso, assim, ele acha, ele gosta de acreditar que vai ficar com 200 anos fazendo stories e as pessoas apaixonadas por ele. Não vai, >> não vai. Se ele não construir algo no offline, né, que sustente aquela coisa. Ficou só achando puble, não vai, não vai. E aí é
derrocada, porque de novo ele sustenta esse interesse na vida Dele. E quando que você tava falando muito bem no começo do programa, que é vendendo uma vida que as pessoas gostariam de ter. essa vida leva o dinheiro todo que ele ganha, porque ele fica apostando nessa coisa do carro, a casa do e aí acaba aquilo, ele termina falido. Então, eh, para mim um dos pontos fundamentais pra gente pensar em organização financeira no Brasil é entender que gestão de patrimônio não é gestão de consumo. E isso aqui tá assim, Né? As pessoas acham que a minha
vida vai melhorando e eu vou gastando o dinheiro que eu tenho. Eu eu sou péssimo, eu sou antropólogo, né? Então eu não tenho eh nenhum controle de planeira de Excel, nunca soube fazer. Primeira coisa que quando eu ganhei dinheiro, eu contratei um consultor financeiro que faz para mim diz: "Não pode gastar mais restaurante esse mês. Eu vou posso eu posso viajar?" Eu pergunto: "Posso viajar?" Aí ele fala: "Você não pode viajar, então não posso. Não viajo. >> Eu posso comprar tal sapato? >> Posso não, po?" Ah, então pode. Tá bom. Pode, então posso. O que
ele diz que eu posso e eu vejo já tá crescendo. Tá bom. É isso mesmo. Eh, porque eu o que você faz é uma democratização, mas tem um esforço do fulano eh de consumir esse conteúdo para poder gerenciar o próprio dinheiro. Eu não não tenho essa capacidade. Aí pago o fulano e ele diz Para mim que que eu posso, que que eu não posso. >> É uma escolha sensada. >> Uma escolha sensada. Mas sobre o que você falou do pessoal imobilizar muito dinheiro, né? também tem uma explicação histórica para isso aqui no Brasil, porque a
gente passou por nove trocas de moeda, >> então, fomos um país com muita eh instabilidade. E se você pega, por exemplo, a inflação acumulada desde os Anos 80, onde o problema se agravou mais, tivemos aquela década perdida hiperinflação até 94, começo do plano real, é um número surreal, é um número acumulado, tá no site do IBG isso, de 13 trilhões, 342 bilhões, 346 milhões, 617.000 671,7%. >> Isso é inflação acumulada. >> É loucura. >> Então, se a gente você fala que uma inflação de 100% é preço dobrando na Média, né, que alguns preços podem muito
mais do que dobrar, isso aqui são preços na média, multiplicando por 26 bilhões de vezes. >> É, >> é surreal isso ter acontecido. E aí a minha avó, por exemplo, pegou época de hiperinflação. Minha mãe pegou pequenininha, não lembra muito, né? Eu não peguei. Eu nasci em 88. Então, a minha primeira lembrança de dinheiro já era no plano real. Eu com 6 anos na Padaria com R$ 10. Uhum. >> Que inclusive eu comprei a padaria inteira. Meu pai me deu uma nota assim, falou: "Vai lá se divertir com seus amigos e a gente comprou tudo.
R$ 10 hoje não compra nada, né?" >> Mas a minha avó, ela fala: "Pô, quando é que você vai comprar tijolo? Porque patrimônio é tijolo." >> Porque o que que não derretia com hiperinflação? O dinheiro na mão derretia, né? Aplicação eh bancária foi Confiscado. Então para ela, ó, segurança é tijolo. >> E acho que isso tá mais presente na memória do brasileiro do que ele costuma eh raciocinar. você tá certíssimo. Então, os europeus, os americanos conseguiram construir uma noção de percepção de valor da moeda. A gente não conseguiu. E para além disso, tem dois aspectos
que eu brinco aí no livro que eh foram fundamentais da gente não entender dinheiro. O primeiro deles é a Intensa urbanização do Brasil. Então, no começo do século XX, o Brasil era 80% agrário, 20% urbano. E aí quando chega em 1970 isso inverte. a gente vira 20% da gara e 80% urbano. Então, uma elite da terra muda pra cidade com uma lógica de cidade do interior, sabe? Que você passa ali a terra do fulano, a casa do ciclano, esse feijão do seu belano e a gente vai ter que se acostumar com dinheiro, onde eu alugo
tua casa sem saber quem é você, né? Então a gente Demorou, juntou com a inflação, como você colocou, juntou com a troca de moeda, ninguém percebia nada. E um outro fator foi que a industrialização aqui é recente, né? Eh, o processo de migração pro capitalismo é recente. A gente faz isso no século XX. Até 88 você tinha escravo, gente escravizada, então, eh, você não tinha força consumidora nesse país. E aí a gente faz isso a toque de caixa também. Então, os americanos demoraram 300 anos, os europeus 400 anos Para se acostumar com dinheiro. A gente
fez na toca de caixa com todos esses percalços econômicos. Então a gente não sabe falar do dinheiro mesmo. Eu brinco que tu abre a tua conta aí tem R$ 1.000, R 1100, tu não entende direito a diferença de 1000 para R100. Não, você tá preocupado por que que eu posso comprar com isso? Eu tinha um amigo maravilhoso que dizia para mim, falava para ele: "Que que você vai fazer quando você ganha na loto?" Ele falou: "Se eu Ganhar quanto?" Eu falei: "Ah, uns 5 milhões". Aí ele falou: "Eu entro amanhã no site, compro uma casa
de 55 milhões e meio para voltar aqui para trabalhar amanhã de novo." Muito b >> que é essa coisa, né? de como é que a gente mobiliza tudo. É uma loucura. >> A gente >> você quer uma pergunta, quer fazer? >> Pode fazer, depois eu faço. >> Não. E eu queria saber também, Michel, Logo no começo do programa eu falei, né, sobre por que a vida do rico ela ela causa tanto frisson assim, na sua visão como antropólogo, após a pesquisa, por que que o pessoal quer saber tanto da vida do rico? Se isso é
é muito aqui no Brasil ou não, se é normal, a gente tá na média dos países ou se no Brasil tem um temperinho a mais onde fofoca atrai mais vi do que, por exemplo, outras culturas? Não, eu acho que a gente tem um interesse, há um interesse comum e Sobre a vida dos ricos. Eh, não à toa White Lotos fez tanto sucesso e Mulheres Ricas, que é aquela série que teve aqui era uma franquia global, né? Tinha em outros lugares também. Mas o grande ponto aqui é que a gente tem fascínio pelos ricos, né? E
em outros lugares, sei lá, na França, dos países nórdicos, alguém que é rico tem vergonha de ser rico. >> Então >> eu ia dizer depois eu tenho uma pergunta Sobre os europeus. >> É, a gente tem fascínio aqui, né? A gente fica vendo o vídeo de react e de influenciador sobre o outro na primeira classe da Emirates, né? A gente adora ver React de mansão em Alfaville, né? A gente tem um fascínio mesmo de ficar imaginando. E eu digo que a gente constrói esse negócio é em casa, porque não importa quanto dinheiro a família de
vocês tinha, toda a família tinha um tio rico. Se o tio rico não for teu pai, é Alguém que você vai ficar de olho para imaginar que que essa pessoa faz. Eu gosto são vocês, né? Eles vêm aqui e ficam de olho. Como é que é a casa do fulano? Que que ele come? Que joia é essa? Que marca é essa? Então a gente vai criando um fascínio Joãozinho 30 tava certíssimo, né? As camadas populares têm um fascínio pela vida do luxo mesmo. Não que elas imaginem eh que vão viver como João Paulo Lemon vive.
Eu não acredito nisso. Mas a gente gosta de Acreditar que você se algo acontecer, você vai viver uma vida desse teu rico próximo. E é o a melhor casa da rua. Lá em Bangu devia ter muito isso, assim, qual era a melhor casa da rua, quem tinha o melhor emprego da rua. A gente ambiciona ser esse que é próximo e aí já não fascina enorme. E a gente tem um olhar positivo. Eu falei isso a assim quando o governo tava com essa conversa do da taxação dos super ricos, né? Eu falei em inúmeras entrevistas que
essa Lógica do pobre contra rico no Brasil não faz sentido, né? Pop que ficar rico aqui. Eh, não tem esse debate do ai que país é esse que o fulano vive desse modo. Não, o gerente da firma tá preocupado com a taxação do rico, porque ele tem certeza que ele vai virar diretor ano que vem, né? O o influenciador tem certeza que ano que vem ele vai aumentar. Não, mas o cenário tá péssimo. Aí tem certeza que algo vai acontecer? Uma força divina eh vai jogar Na lota, no bicho, na bet, sei lá onde. E
a vida dele vai mudar. Então a gente tem fascínio por esse aspecto. E o segundo ponto, segundo ponto é que mesmo você não tendo dinheiro, no Brasil a gente inventa uma figura que é importantíssima, que é você pode se comportar como rico mesmo sem ser. >> Tem muita gente falando isso hoje, né? que é o chamo de metida besta, que é o avesso do falido, porque o falido é aquele que tem as coisas, mas não tem Mais dinheiro. E aí tá tudo acabando. O mettido besta é aquele que tem as coisas, mas também não tem
dinheiro. >> Fez no crediário. >> É isso. Então é isso que todas as marcas de luxo piram quando o gestor da marca brasileira chega na França, na Itália, nos Estados Unidos e diz que tem que parcelar de 10 vezes. Que país é esse que o fulano compra um Rolex e parcela? que o fulano entra na Tiffany e compra Uma joia parcelado, né? Um diamante parcela às vezes 20 vezes, né? Faz um crediar de diamante. Ninguém nunca viu isso em nenhum lugar. >> Financeiramente meu marido vai dizer que vale a pena, tá? >> Se não tiver
juros, independente se você tem dinheiro ou não. >> Então, claro que faz sentido, né? Mas é até porque o quando inventaram o crediário já inventaram, já embutiram no preço. Então é, mas isso na cabeça de um Gringo não faz sentido. >> Não faz nenhum sentido. É. E eu acho um negócio, um negócio interessante também, que é o nosso fascínio pelo falsificado, né, que é uma lógica eh típica dessa performance da elite brasileira, porque alguém que é de classe média eh nos Estados Unidos não vai na Canon Street em Nova York querendo saber qual é o
último modelo de bolsa falsificado da Luis Vitton, sei lá. Não, a pessoa entra na, sei lá, na loja de departamento, usa A bolsa da loja de departamento. Aqui não, né? Aqui a bolsa chegou no shopping Guatemi, três semanas ela tá na 25 de março. Ou no shopping Venezia tá todo mundo comprando, querendo, né? O movimento que Lacoch faz, que é muito interessante, né? Eh, uma marca que começa como casual day e de gente bem-sucedida, entra no funk, todo mundo quer o jacaré de todo modo. Isso é um, isso é dessa sociedade, né? onde a gente
tá não só preocupado em saber como é que Os ricos vivem, mas a gente tá preocupado também em parecer mais rico do que é. Então é um é uma é uma contradição brasileira. Todo mundo nega a posição de rico, o que não nega o privilégio. Qualquer stories que você abre aí, tá alguém dizendo alguma coisa: "Eu reconheço minha condição de privilegiado. Eu reconheço que eu tenho babá privilegiado. Eu reconheço que moro em tal base privilegiado." Então a gente nega riqueza, mas reconhece o Privilégio. Mas ao mesmo tempo da empregada doméstica ao presidente da maior empresa
brasileira, tá todo mundo desesperado, querendo parecer mais rico do que é, eh, com essa performance. E aí um livro como esse, né, uma série, um programa de televisão, eh, ajuda a gente a entender, um funkstentação, ajuda a gente a entender, né, que que os ricos fazem para parecer rico. >> Você ficou surpreso com o sucesso do livro? >> Muito, muito, muito, porque eu tinha duas coisas contra mim. Uma que era um livro, né, num país que lê cada vez menos. >> É, >> e outra que era um livro de antropólogo. Ninguém sabe até outro dia
o que que o antropólogo fazia, né? Então, fiquei muito surpreso, muito surpreso. Eh, eu acho que é um sucesso, né? Hoje, eh, a gente desde que saiu, eh, é o livro tá na lista dos mais vendidos da Veja, Entre os três primeiros. Varia, o café com Deus Pai, às vezes leva, eu levo meu primeiro também competir, né, com Deus Pai, eu acho. >> Mas às vezes eu passo café com Deus Pai. Eh, mas eu acho que ele é um livro que conseguiu levar um pensamento que era restrito para um grupo pequeno, que era acadêmico, de
uma forma fácil, eh, para muita gente. Então, ele explodiu, né? Ele virou um bestseller. E, mas não acho que é só, eu brinco sempre que quando Você tem um grande sucesso em qualquer coisa na sua vida, nunca é um fator só. Não pode olhar pra vida de você e dizer assim: "Ai, foi porque fez o vídeo em casa, foi porque eu sabia sobre finanças". É uma coleção de coisas, né? Eu acho que eu tinha uma presença digital com alguma relevância. Eu tenho uma habilidade de comunicação que era valorizada pelas pessoas, explicar coisa difícil de um
jeito fácil. É um livro fácil de ler. Eu brinco que é um livro Que dá para você ir lendo no ônibus, lendo na executiva. Os gicos agora apostam sempre na executiva que estão lendo coisa de rico. Então acho que ele é um livro que juntou uma série de fatores e aí ele virou o que virou. Mas foi uma surpresa. Eu sei lá. Eu >> E quem tá lendo mais? Mais os ricos ou mais os que aspiram? >> Eu devo o primeiro sucesso à Faria Lima. Eh, >> loucura. >> Durante muito tempo a livrar. Querem saber
como parecer mais rico ainda. >> É, mercado financeiro quer saber como é que rico se comporta para parecer. >> Para ser rico. Exatamente. >> E sabe como é que foi engraçado? O mercado financeiro começou assim, eh, primeira livraria que mais vendia o livro era a livraria travessa do Shopping Guatemi. >> Lá chegava e acabava. Chegava e acabava. >> E o ciclo foi engraçado porque as Mulheres em geral cabe a elas o papel do controle dessa performance pra família parecer família de rico. Ela que vai combinar a decoração da casa, qual a casa vai morar. Ela
que vai dizer que a criança tem que ter cara de tal coisa para ficar com cara de criança rica. Ela que vai inventar essa performance. E as mulheres compraram antes dos maridos pelo título, igual elas devem ter comprado o livro da Glorinha Cal, sei lá, eh, livros de sobre o mundo dos Ricos. Elas compraram livro sobre o mundo dos ricos. >> E é isso, né? Coisa de rico, a vida dos engenheirados brasileiros. E quando elas foram lendo, eu acho, elas gostaram, mas elas diziam pros maridos: "Olha, não é só fofoca de rico, não, tá? Aqui
tem um pensamento do mecanismo de como é que o mundo dos ricos funciona e elas começaram a obrigar os maridos a ler e aí o livro foi explodindo. Então a Faria Lima foi o primeiro lugar a vender Muito. Eh, e depois pessoal de imagem pessoal comprou muito, mas os ricos compraram, os ricos gostam, inclusive os tradicionais. >> Sabe quem me recomendou seu livro? >> Hã? >> Foi um psicólogo amigo nosso, Wesley Delanogari. >> Ah, claro. >> Ele comprou o livro, leu assim, falou: "Perini, lê esse livro aqui, cara, você vai gostar." E acho até interessante
que Você chama Michel para um podcast. Eu pensei e já tinha me recomendado. Eu tinha botado na lista assim, mas eu tinha outras leituras que eu pretendia fazer antes. >> Aí quando o Eslin falou, eu falei: "Cara, já botei na lista". A pessoa falou, ele falou, falei: "Vou passar a frente aqui, vou marcar esse podcast com o Michel para fazer esse assunto." Mas você tinha uma pergunta, Brud. >> É, algumas, na verdade, mas vou tentar Ser rápido porque o Michel tem horário. Eh, você falou que um qu4arto pra pessoa ser rica e quais são os
outros três quartos? >> Primeiro campo, viagem. Não dá para você ser rico e não falar de viagem. Muito bom isso. >> É, não à toa, o terminal 3 de Guarulhos virou a batalha de Ward banco, né? Eles estão lá, quem tem a sala VIP que dá dup escarpado, qual que tem montanha russa, qual que não tem, porque viagem é um Território importantíssimo na invenção. Eu brinco que não dá mais numa certa classe média para cima, não dá para você tirar férias e não dizer para onde você vai viajar. Se você não vai viajar, minta, né?
Diga que você vai para algum lugar. É tão doido isso que quando alguém diz que vai ficar pelo Brasil, a pessoa tem pena, né? Você tem pena do ah é o que que aconteceu esse ano? Porque viagem é o principal território. >> Segundo território é corpo, corpo e Esporte, né? >> Então eh não é por acaso essa performance, né? De que uma vida com boa gestão até, se eu não me engano, eh alguém que falou dessa coisa, a fulano se tiver gordo, não acho que da minha equipe, sei lá o quê. Eh, >> acho que
o Thes Gomes falou is >> é, eu acho que falou e aí causou uma polêmica danada. É, tando certo, errado, isso é um perfil clássico entre as elites brasileiras. O corpo é uma gestão Importante da ideia de performance. E tem até um uma uma coisa bem específica que quando a gente olha para as mulheres muito ricas, elas querem ser minhon e as mulheres mais eh que não são tão ricas, que não tem tanto dinheiro, né? O popular mesmo é aquela coisa mais voluptuosa, cheia de é um padrão, uma cirurgia plástica, né? A moça quando vai
e ela é de elite tradicional e ela vai fazer plástica, ela pede pro cirurgião plástico fazer uma plástica que parece Que ela não fez plástica. >> Então é um liftin muito delicado, é um peitinho no lugar assim. Agora >> são ml, né? >> Já o o tem isso, novo o novo rico ou essa classe média, pelo contrário, ele precisa mostrar que gastou dinheiro na plástica. Então é o a boca tem que ser a boca, o peito tem que ser o peito para mostrar que esse corpo, eu tive grana para bancar isso, mas corpo é o
principal, depois de viagem, é o Principal campo de batalha dessa performance da riqueza. Sabe por quê? Porque quando alguém eh fica rico, você tem uma ideia de que essa pessoa, ela soube gerenciar a vida dela de um jeito melhor do que alguém que não ficou. o imaginário, né, brasileiro em torno disso. >> E alguém que sabe gerenciar, alguém que controla os desejos do corpo em prol de algo maior. Então, disciplina é um valor importante pros ricos e por aí vai, né? >> Então, quando alguém engorda, é um sinal que algum campo da sua vida tá
visível, que alguma coisa saiu do lugar. Ou você trabalhou demais, se estressou demais, ou comeu demais, ou bebeu demais, ou viveu nas bónias demais. Então, o corpo é uma batalha importantíssima na distinção. E aí os desdobramentos, né? Eu brinco que se tiver alguém aí assistindo a gente que tá ostentando maratona de 5 km, sabe aquele bagulho? Corrida de 5, isso aí de classe média Baixa, porque o Gico já estão naquele bagulho de qual sexta, já fizeram as seis maratonas que dão medalha, sei lá o quê. Aí agora é Iron Man, é triathlon, aí disputam a
bicicleta, o nutrólogo, é a qon. Eles não comem porque o marombado come, sei lá, 200 g de frango com batata doce. Resolve. O moço do Iron Mano, né? milimetricamente 12 ml de água com não sei quantos de proteína. É tudo quebrado, né? Eh, para mostrar essa Gestão do corpo pensado, de um corpo construído em torno disso. Então é isso. Eu diria que viagem, corpo. Aí depois você vai ver as coisas de eh mais materiais, né? Casa, carro, sei lá o quê. Mas viagem >> seria o último quarto, então seria os bem. >> É os bem
materiais. É, eles compõem esse negócio assim, mas não adianta você ter bem material se não tiver gerindo o corpo, se não tiver viajando. É. Eu, os Dados são absurdos. Olha a loucura. Alguém que faz parte das elites brasileiras viaja em média 14 vezes por ano, tá? E aí não é a não é para fora, não. É assim, tá? Fui paraa praia porque quando você ganha um dinheiro, você acha que descer pro Guarujá não é mais viagem. Você só deu um pulinho ali. Isso é viagem, gente. Isso é viagem, tá? Ah, eu fui a Buenos Aires,
isso é viagem, tá? Eu fui no Rio, isso é viagem. É >> Bangu, >> isso não conta como viagem. Isso é >> Mas conta, amor. >> Isso é viagem, né? 14 vezes ao ano. Então, viagem um tempo importantíssimo. >> Vocês fazem isso certamente, né? É só de ir no Rio aí, né? Ver a fam. >> Mas agora com a bebê a gente viajou menos. Acho que sem ela >> já não. Mas com ela também. A gente foi pro resort. A gente foi para Portugal. A gente tem meses já foi, já foi pr >> Não, eu
falei isso pra Malu. Eu tirei meu passaporte 22 anos meses para Portugal >> para viajar pelo exército pra Itália. Porque eu tive do primeiro de turma, ela tirou passaporte com seis meses, pô. É, foi. >> Eu demorei. A minha primeira viagem internacional foi, é, minha primeira viagem de avião foi internacional pelo exército. >> Ela viajou agora quantas vezes já? >> De avião? Acho que foi umas quatro já, né? >> Umas quatro vezes. >> Quatro ou cinco. É. >> Pois é. E é engraçado você falar do corpo, né? Porque eu lembrei na hora de um perfil
que eu vi num num é um perfil de finanças, mas ele posta muito meme também, que é o Arturito. Ele postou assim: >> "O ruim de você ser gordo hoje em dia é que o pessoal sabe que além de gosto Você tá quebrado." E agora temos que mjaram, né? >> Maturito divulgou o livro. >> Divulgou, >> divulgou. Foi generoso pra caramba. É esse negócio. Olha a loucura. Foram 300.000 canetas emagrecedoras vendidas nos primeiros se meses de 2025. >> É bizarro, né? >> É. Quem não tá tomando tá mentindo. >> Bizarro. numa certa elite. É isso,
né? Então, voltou de novo essa ideia do Corpo como um grande marcador de classe. Eh, então, corpo, gestão de corpo, que que você tá comendo? Bebeu ou não bebeu? Fez exercício, quem é teu personal? Qual a academia, né? As academias de luxo voltando com muita força, né? E esse treino sobretudo pros homens, né? Porque o que vem crescendo aí muito entre os homens é o que eu chamo do vencedor bom vivã. Eh, na geração anterior do pai da gente, cara bem-sucedido, era aquele que chegava no escritório 6 da manhã, saía 10 da noite, voltava para
cá, dormia. No outro dia ele tava lá e ele era o provedor dessa família. Agora ficou mais complexo ser provedor e ter tempo livre. Procedor, tempo livre, cuidar do corpo, da espiritualidade, da família, do filho, da mulher, do não sei quê. Eh, você tem que ter bem em todos os campos da sua vida. Isso é possível com gestão. Então, a ideia de gestão, de que eu avanço, de que eu sou melhor versão de Mim mesmo, eh, ganha uma importância enorme entre as elites brasileiras. >> Eu tenho uma última pergunta, posso fazer? Eh, você falou do
do pessoal da Europa, né, dos europeus e a gente vê para mim, né, que observo sempre que vou pra Europa, o europeu rico não parece rico, >> né? Então, e qual que é, ele tem uma grande diferença entre o europeu e o brasileiro ou até o americano, eu diria. >> Sim, sim. nos Estados Unidos, eh, é Porque o grande questão de da diferença é que no Brasil a gente precisa das coisas >> Uhum. >> de rico para inventar que a gente é rico. >> Eh, mesmo aquele rico, eu brinco sempre que quando aparece um tradicional
e senta aqui, o fulano que chega aqui fala: "Meu Deus, fulano tão rico, né? Parece tão simples, a pessoa simples, nem parecia que era rico." É que em Geral você não tá entendendo o que que ele tá usando, né? Porque ele não usa coisas tão simples assim de você entender. Então, o relógio dele, >> blusinha simples que que é caríssima. Isso é a blusinha, a blusinha simples dele é prada, né? Sei lá, e não tá com logo ou cachimi loropiana, né? Não pode lavar aqui em alfavilho, né? Que encolhe. >> É, deu um problema, né?
Correio do ovo lá. >> Lavou, encolheu ele e processou. >> Ah, é. >> É. O sapato dele, o jeans dele é seva, não é qualquer, não é, sei lá, tá igual a gente comprava lá no Rio, né? Não é, é outra coisa. Então, a gente, no Brasil precisa das coisas para inventar. Nos Estados Unidos não. Nos Estados Unidos eu não tô dizendo que os ricos americanos não comprem, eles compram. Só que o que mais você vai ser mais importante na invenção dessa riqueza é o Quanto dinheiro você tem no banco. Então, dinheiro lá na tabu,
as pessoas falam facilmente quanto elas têm no banco. Aqui no Brasil é. Então eu não consigo dizer para você quanto dinheiro você tem, eu tenho, mas eu vou tentar te mostrar quanto dinheiro eu tenho. Então eu vou lidar com a tua imaginação. Então a gente olha, eu brinco que todo mundo tá calculadora interno, você chega aqui, eu faço um cálculo. >> Você que sabe. Pra pessoa que tá me Assistindo e não tem a menor ideia, ela não consegue fazer esse cálculo. >> Sim, ela não consegue. Então a gente vai brincar com essa coisa de como
é que eu eh vou usando coisas para te ajudar. E aí você lida com quem que você quer marcar, né? O que você tá usando não é pro fulano que tá andando aqui na rua ver. Mas é para quem você quer mostrar pra pessoa fazer esse cálculo. Então, coisa que é muito importante, Estados Unidos não é nesse ponto, porque eu digo Para você, ah, eu tenho tanto de patrimônio facilmente no primeiro encontro, né? Segundo ponto, em quantas pessoas você manda? Então, os americanos fazem questão de dizer, eu mando em 100.000 pessoas, sei lá, né? E
o terceiro ponto é >> o quanto você é querido pela tua comunidade. Então, a filantropia assume um papel importante nos Estados Unidos, por isso, né? Então, ah, eu sou reconhecido pela sociedade, né? o Buffet Junto com Bill Gates inventar aquela fundação que você doa, vão doar mais de 50% da fortuna em vida, >> porque isso faz ele fazer mais dinheiro. E essa giving maravilhosa, que que você tem? Você escreve lá, né? Eu tenho mais de 1 bilhão de dólares, eu dou o market que é 50% da minha fortuna em vida. Que que você ganha com
isso? um encontro de três dias em algum lugar do mundo das pessoas que fazem parte desse grupo. Nos Estados Unidos você faz muito mais Dinheiro encontrando buffet assim de cueca do teu lado, sunga na piscina, né? Ou Bill Gates, coisa que vale muito mais que qualquer coisa. Então, nos Estados Unidos é assim, na Europa, sobretudo na França, eh, você mora em Paris, você não precisa andar todo pendurado. Eh, em geral, elas têm uma bolsa, né, que elas misturam com roupa de departamento ou um sapato. Então, a fulana assim, agora, onde é que ela tá preocupada?
Qual bairro de Paris ela mora? >> Então, um bairro é muito importante em Paris, que eles vão chamar do Bocartiê, que é o bom bairro, né? Que que é o bom bairro? Tem árvore, eh, comércio chique. Então, tem uma loja de Chanel embaixo do teu prédio, aquele prédio clássico que a gente imagina de Paris, né? Prédio histórico. Te dá uma ideia, se tu vem com uma família com sobrenome chique, então sobrenomes são muito facilmente reconhecíveis na França, encontrou um rico francês, ele vai ter um d alguma Coisa, sabe? A de Albuquer Lin, se for d
alguma coisa é chique. E se você tem um chatô, né, um castelo e herdado do tempo, >> é. Pode tá caindo os pedaços. Pode tá caindo aos pedaços, mas é um traço de nobreza valorizado. Aí a fulana não precisa de tanta coisa igual a gente tem um castelo, né? >> É. É. Acho que não precisa de joias, bolsas. >> Não precisa. E aqui a gente precisa. E Sabe o que que eu tenho dito? assim, a gente tem que parar de olhar para eh pro pro nosso jeito como um jeito menos sofisticado. É apenas o nosso
jeito. Assim, aqui precisa mesmo, assim, se você chegar numa reunião eh de grandes executivos sem um relógio X, eh, você vai ser menos importante mesmo. Então, compre seu relógio. O que eu acho, que eu tenho dito é que >> se você pode, >> se você pode, é o que eu tenho dito é Não precisa virar vítima da indústria, não. Se você quiser e teu dinheiro der, compra um closet só de bolsa. Chique. Tá tudo bem. Mas o que eu tenho falado é, em algum momento da sua carreira, você vai precisar de uma bolsa. Em algum
momento da sua carreira, se você tiver indo bem, você vai precisar de um relógio. Compra um e saiba usá-lo, né? Não precisa, ah, eu vou usar esse relógio quando eu vou encontrar com o fulano. Tira lá do cofre, do teu Armário, da tua sacola, sei lá da onde, põe no braço, vai pra reunião, volta para casa, tira ele do braço. Se em algum momento no nosso jeito de construir essas vínculos, essas relações, a gente vai precisar dessas coisas. Então faz isso de forma intencional, eh, que aí você não é vítima, né? Você tá sabendo jogar
com aquilo. E se quiser gastar teu dinheiro tudo comprando isso, gasta também, né? Dinheiro é eu acho que todo mundo que Tem o dinheiro que tem faz o dinheiro que quer, assim, eu, mas usa de forma intencional. >> Perfeito. Bom, estamos no horário, né, para liberar o Michel, que ele tem outro compromisso. Dá para falar muito mais desse assunto ainda e com certeza o pessoal ficou curioso. Então, Michel, para quem quiser saber mais do seu conteúdo, te acompanhar além do livro, deixa os perfis, por favor, fala como é que o pessoal te encontra. >> Tá?
O livro é coisa de rico, tá em todas as livrarias, mas eu divulgo muita coisa sobre outros assuntos também no @michelcoforado no Instagram, no LinkedIn, e que são os meus principais canais. E eu tenho um podcast que eu tento trazer outros antropólogos para falar fácil sobre vários assuntos, que é o É tudo culpa da cultura. Eh, a primeira temporada a gente falou de amor, então tem outras formas de amar e é sobre isso que a gente fala lá. Se a Gente tem uma antropola que estudou casamento indiano, 97% dos casamentos na Índia ainda são arranjados.
Não é eu que escolho, né? Papai e mamãe senta na mesa e resolve. Eh, o segunda temporada a gente falou de sexo e na terceira a gente tá falando de corpo. >> Então, por que que precisa ser magro? Por que que precisa fazer plástica? Por que que não precisa? Então, quem quiser saber mais sobre o comportamento, eu acho que é uma boa pedida. Queria Agradecer a vocês imensamente de eu volto, hein? Hoje eu precisei sair porque eu tenho rádio, mas eu volto e vai ser um prazer enorme. >> Muito obrigado pela presença, Michel. E vocês
encontram a gente aqui semanalmente no canal dos sócios, sempre com o episódio novo para agregar de alguma forma a vida de vocês. E também me encontram no @maluperini lá no Instagram. >> Vocês me encontram no canal do YouTube Você Mais Rico, vídeo semanalmente, perfil do Instagram, Bruno_line Perini e aqui nos sócios. Para quem assistiu nosso, muito obrigado pela audiência, o nosso convidado, obrigado pela presença, espero que volte mais vezes. E é isso, gente. Um grande abraço e até a próxima. >> Beijos. เ