salve salve salve pessoal sejam bem-vindos ao episódio número 3 nosso café livro sala mostra o livro de hoje é o mundo não é chato caetano veloso né então se você como todo bom brasileiro é também um apaixonado pelo caetano veloso fica aqui com a gente tem certeza que você vai se divertir muito e eu vou tentar fazer ali alguns comentários tentando mostrar como comer porque esse livro aqui vale muito a pena tá certo quando a gente pensa em caetano veloso a gente caetano veloso e livro né a gente pensa logo na verdade tropical mas existe
um outro e esse aqui pouco falado mas é um livro muito interessante de textos do caetano veloso é um livro organizado é um livro de textos reunidos mas é é muito interessante inclusive porque ele abrange um período muito grande né ele vai textos que são dos anos 60 no cartão veloso por exemplo fazendo crítica de cinema em jornal até 2005 no período de abrangência absolutamente largo e dá para perceber também de alguma maneira um processo de amadurecimento é uma massa de cimento natural do caetano veloso né então como está organizado esse livro aqui né tá
localizada em temas né texto sobre brasil sobre música discos cinema teatro literatura gente o estrangeiro né no período em que que tu não passa fora do país e a prosa claro que não não haveria tempo de comentar todos esses textos mas alguns valem a nossa consideração né por exemplo que está aqui na parte brasil que é o texto de uma conferência que proferiu no museu de arte moderna do rio de janeiro em 93 e que chamado de diferentemente dos americanos do norte porque esse texto eu penso que seja vários ritmos né porque aqui de alguma
maneira e está contido o e que pelo menos ao meu ver né é um dos propósitos estéticos e políticos primordiais da obra do caetano veloso aqui o caetano coloca que o que sempre me intrigou até mesmo antes do tropicalismo era saber como o brasil poderia contribuir com os rumos da sociedade ocidental vejam só que interessante né é tradicionalmente se fala de uma missão dos países do sul como sempre atrasados né como se os países do sul tivessem que dá conta das tecnologias que chegam do norte se adaptar elas né correr sempre atrasado e o caetano
veloso diz o seguinte que ser interessante que o brasil pudesse superar algumas de suas tragédias crônicas né nas suas e históricas insuficiências a pobreza a miséria mas daí para não se adaptar algum acidente mas para de alguma maneira tomar nas mãos o futuro da espécie é saber como o brasil pode contribuir com o mundo não é ficar preso no português mas é saber como português enquanto uma particularidade pode também ser um traço daquilo que é universal e aqui a gente vê obviamente uma herança forte dos modernistas é uma herança sumário numeração do uso de que
os olhos caetano é um gênio né aos olhos do caetano de muita gente inclusive aos olhos daqueles que fizeram o tropicalismo então caetano também faz uma defesa por exemplo da bossa nova a bossa nova foi muito acusada de ser um estilo musical de um otimismo ingênuo como se a bossa-nova fantasia as um país que não existe acho que e talvez o pato o brasil da bossa-nova nunca tenha existido um e o que não significa que os compositores os cantores cantoras da costa nova fossem enchemos cartão coloca aqui nessa conferência ainda né que só se chega
a batida de violão de joão gilberto de chega de saudade se conhecendo também o uma espécie de de lado nefasto da humana então a bossa-nova seria por caetano veloso uma possibilidade de nós pensarmos a nós mesmos né e aí então vamos estado de maturidade de conhecimento desse desse conhecer muito bem e se pensava muito bem poder fazer então a projeção uma representação futura de si mesmo de alguma maneira a bossa nova nos oferece uma ideia de brasil e mistura de uma maneira muito intrigante é algo que pode ser tomado como uma crítica mordaz ao mesmo
tempo em que é sutil é um refinamento muito curioso de se ver e que tá contido na bolsa nova tanto que o caetano lança um álbum acho que em 2014 uma música chamada aposta nova é [ __ ] e que ele disse que a nossa vida nunca mais será igual nunca mais será igual muito por causa da bossa nova aqui então é muito interessante ver que o caetano fala nessa conferência esses para tá até porque vejam só né nesse livro a gente tem um caetano que é uma espécie de crítico né talvez mais do que
o artista o junto um artista aparece aqui nesse livro caetano que é um fico tem muita gente que diz que a arte ea crítica de arte são coisas que não se misturam né com o seu crítico fosse uma espécie de recalcada que olha para o trabalho do artista e fica procurando defeitos né eu não partilho dessa opinião eu acho que o crítico de arte a figura importantíssima muito porque o crítico de uma maneira é alguém que quer contribuir para o jogo o crítica sujeito que quer mais jogo ele quer que o artista seja o melhor
de si mesmo ele quer contribuir para aquela coisa toda né alguém se dispõe a pensar a arte e tudo artista era também um pouco porque não um crítico da própria obra nesse livro caetano faz então uma crítica da própria obra a gente encontra aqui uma visão muito particular do caetano e de parcerias que ele fez com ele pensou cada parceria de artistas que ele admira uma crítica também alguns artistas consagrados nosso país né então não interessante tudo que tudo que existe aqui né até porque é quando a gente fala pelo menos um campo das ciências
sociais né sobre a identidade a um consenso de que a identidade ela não é um a própria ciência né mas a identidade nacional ela é um processo de construção a identidade assim que uma fabulação é algo dirigido de fato não construção e como nós construímos a nossa identidade nacional é tão veloso é um artista nesse ponto central ele é brilhante como artista mas ele não deixa de ser também um intérprete do brasil é um artista brasileiro que não é apenas brasileiros mas que se dispôs a pensar o país em que em se encontrava né e
aí eu acho que a gente pode traçar um fio condutor que vai dos modernistas que passa pela bossa-nova que tem uma outra expressão no tropicalismo e se a gente quiser chega até chico sais nação zumbi e uma cretina todos começo propósito estético e político de unir o que é regional o que é particular ao que e tudo isso tem que ver não tomar as mãos o futuro da espécie é o brasil pensando como contribuir ao invés de sempre abaixar a cabeça para aquilo que vem de fora né é claro parece que produz genes com cartola
um tom jobim como noel rosa vinícius de moraes e tantos outros não sei se diria que é um país que deve sempre abaixar a cabeça né mas é um país que tem por que não o jeito de pensar própria identidade e no estado uma dúvida esse pensamento de se projetar futuros na projetar assim mesmo no novo horizonte acho que é isso que o perdão faz é isso que os artistas da bossa nova fizeram e é um pouco diz que a gente encontra neste livro né que tem outros textos belíssimos infelizmente a gente dá vontade de
ficar aqui falando muito sobre esse livro não dá para comentar tudo né e nenhum no texto que eu acho lindo aqui que é a orelha do livro eu preciso dizer que te amo um livro com letras do cazuza né e olha só que o cartão fala do que às vezes eu até gritei essa passagem aqui em que o cartão vai dizer que o tom desesperado lucas usa né tá sempre cheio de um gosto pela vida e o lamento é antes de tudo sensualidade aqui que definição sutil e precisa né sobre o caso que é um
outro artista que eu vocês perceberam na sua também não é aficcionado dá certo então gente que o mundo não é chato outro livro belíssimo de caetano veloso uma opção ali né além do verdade tropical beleza então espero que vocês tenham gostado né e se você gostou curte o nosso vídeo se inscreve no canal e espalha nosso conteúdo porque isso ajuda muito e lá e fiquem de olho então os próximos episódios do nosso café livro sala certo beijão e até a próxima