Hoje eu vou te ensinar como você pode viver com mais desapego e aprender a desapegar de uma forma muito mais inteligente. Não digo só de desapego em relacionamentos, mas desapego na vida. Como ter uma vida mais desapegada, menos controladora, mais tranquila e menos suscetível pelas cobranças que a gente tem nos dias de hoje?
Desapegar é importante pra gente poder sofrer menos por antecipação. E hoje é um dia muito, muito feliz, especial para mim, porque o meu mais novo livro, A Calma é um caminho sem volta, tá chegando em todas as livrarias do Brasil. É um livro lindo que eu escrevi esse ano e tá chegando agora nas livrarias.
Um livro que vai te ensinar como você pode ter um pouco mais de calma e inteligência emocional também, obviamente em tempos que cobram tanta performance, tanta velocidade, tanta comparação, tanta conquista, aonde a gente se encaixa no meio de tudo isso. Você pode achar em qualquer livraria ou claro, o link tá aqui na Amazon também, no Google, você procura, você vai achar fácil e eu tenho certeza que esse livro vai ser a tua melhor companhia desse final de ano, combinado? E agora a gente vai começar a aprofundar o tema de desapego, que é um tema que eu adoro, porque ele é muito mais inteligente e profundo que você possa imaginar.
A gente acha muitas vezes que o desapego é tipo, ah, desapega da pessoa, ah, esquece, sabe? Como se fosse uma mini rejeição, como se fosse alguma coisa boba e frívola. Mas na verdade o desapego é uma maneira de a gente olhar a vida para ser um pouco menos controlador e aceitar um pouco que a vida é um pouco mais impermanente, que a gente não tem como controlar tudo.
Então a essência do desapego é, em primeira instância, a gente conseguir viver com menos controle e, claro, sofrendo um pouco menos por antecipação. E qual é o problema do apego na nossa vida? Porque a gente sofre duas vezes.
A gente sofre quando imagina que vai perder e sofre quando perde de fato. E a vida, gente, é ela é impermanente. A gente não tem como ter certeza das coisas.
Então, a gente tem que estar num estado de mais presença, tranquilidade, aceitar a vida como ela é. O apego faz a gente sofrer porque deixa a gente assim, ó, sabe, apertado, querendo que as coisas aconteçam do nosso jeito. E se não acontecer, a gente vai sofrer.
Eu já tô sofrendo antes das coisas acontecerem. E é verdade que elas vão acontecer querendo ou não, e nem sempre do nosso jeito. Então, a verdade é que quanto a gente mais agarra alguma coisa, seja um relacionamento, um bem material, uma casa, uma ideia, uma expectativa, mais a gente fica com medo de perder.
E quanto mais a gente tem esse medo e essa angústia de perder, mais a gente gasta uma energia interna prever os movimentos, tentando controlar tudo, tentando entender como as coisas vão se movimentar numa vida que nem sempre te dá garantia disso. E eu sempre falo para vocês, a vida não é um jogo de garantia. A vida não é um jogo de certezas.
A vida é um jogo de confiança, um jogo de acreditar, seguir o que você acredita e acreditar que aquilo vai te trazer resultados. e talvez eh boas notícias. E também na relação amorosa a gente confunde muito, né?
Eu uso esse exemplo muito na minhas palestras, que é que o apego é como se fosse uma uma propriedade, né? A gente acha que muitas vezes é amor, mas é apego disfarçado de amor. Então, a comparação que eu uso na palestra é que muitas vezes a gente olha, é como se fosse o seguinte, o apego ia te dizer: "Me faz feliz, não sai daqui, fica aqui, olha como eu gosto de você".
Enquanto o amor vai falar: "Eu gosto de você, eu espero que você fique ao meu lado, mas eu não tenho como ter controle sobre isso, além de demonstrar o meu carinho, o meu afeto e tudo que eu posso te dar de melhor. " É isso que eu posso fazer, né? É como um pássaro numa gaiola, né?
Se o pássaro tá na gaiola, fica na gaiola, não sai. Supre as minhas expectativas. Ou você pode deixar o pássaro na árvore e falar: "Espero que você goste de ficar aqui".
Porque é um lugar gostoso, um lugar que tem carinho, que tem comida, que tem, né, as coisas que você precisa. E a decisão é tua, porque eu não posso decidir por você. Eu posso fazer o meu melhor e acreditar que isso é o suficiente.
Mas as pessoas se confundem, como eu falei, eh que o desapego é como se fosse uma indiferença. Você pode estar perdidamente apaixonado, amando alguém e não estar apegado, tá? É, é, é bom você ter essa claridade.
A gente acha que se eu tô amando, eu tô apegado. O jeito de amar é assim, não existe amar de outra forma. E ao contrário, a gente consegue estar amando demais e não estar tão apegado.
Por quê? Porque a relação do apego é a nossa relação com a posse, não com o sentimento. A relação do controle, do, como eu falei, supra minhas expectativas, me faça feliz, não vá embora.
Fique aqui, eu não sei o que fazer sem você. Isso é controle, né? Então me alimente das emoções que eu preciso para sentir que eu estou vivendo.
E a diferença acima de tudo isso é que quando a gente ama, a gente ama aquela pessoa, entende? e não ama a fantasia que a gente tem sobre ela e não ama o que ela nos proporciona e não ama o que a gente gostaria que fosse, não ama nossas expectativas e projeções, a gente ama a pessoa e só de ter oportunidade, ela tá do nosso lado já é o suficiente. E aí fica aquele questionamento, né?
Se a gente ama de verdade, será que a gente deixa aí? A questão é a seguinte, a gente aproveita enquanto está naquela situação e a gente aceita quando vai, né? Aceitar, repito, não é ai não me importa, é fazer o máximo que você pode e entender que chega um ponto eh numa metáfora mais bobinha, eh, imagina como se fosse um animal de estimação que você gosta muito e ele tá partindo.
Eh, o apego é, não, eu vou manter ele aqui, nem que seja com, eh, em máquinas só para ele poder ficar ao meu lado, mas ele tá sofrendo. Você vê como é apego teu. Não é amor ao ao animal, é sobre a tua necessidade.
Então, se você lida com aquilo, você deixa aí em prol daquilo melhorar, daquilo ser um estado mais saudável para aqueles dois seres como um todo. E aí entra num ponto importante sobre a vida, a ilusão de posse, né? A ilusão que a gente tem controle sobre as coisas.
A gente não tem ninguém, nem nossos pais, nem nossos filhos. A gente não tem e esse, sabe, esse domínio. A gente tem a experiência de viver.
Nós não somos donos das coisas que circulam na nossa vida. Nós temos experiências de ter elas. A gente tem a o prazer de poder viver.
A gente aproveita o viver e não o ter. A gente não tem como ter, né? A gente não sabe quando vai, nem a gente mesmo.
Então, por que que você se prende tanto a isso? E qual é a razão que você quer ter? Qual é a segurança que você quer ter para poder se abrir, para ser feliz, para poder se conectar de verdade?
É como se você não me der garantia que você vai suprir o meu apego. Eu nem quero tentar porque eu vou sofrer com a possibilidade de acabar. Mas tudo acaba, meu pequeno pimpolho.
Então, o princípio desse apego é que tudo é temporário, tudo é impermanente e parece um pouco pessimista, mas é você não lutar com a natureza da vida, com a natureza do tempo e das coisas. Então, ao mesmo tempo, algumas pessoas vão olhar e fala: "Ah, se tudo é impermanente, se tudo é temporário, Dante, não quero prestar atenção em nada. Se tudo é temporário e tudo é impermanente, então que eu viva, que eu ame, que eu entregue, que eu seja honesto, que eu não guarde afeto para aproveitar essa experiência, para poder ser mais honesto comigo e e com as coisas que eu sinto.
Entende a diferença de visão de vida sobre aquela situação? E aí a gente vive um pouco mais presente, porque é o que eu tenho de fato. Olha o que que você tem nesse momento.
O presente, o teu trabalho nesse momento, a relação nesse momento, a conversa que a gente tem aqui. E talvez nem o trabalho direito e a relação a gente tenha, porque isso também pode ser fugaz, mas eu não quero aprofundar tanto assim. Mas olha o que você tem naquele momento e aproveite, vive, se entrega, né?
microplanejamentos faz parte da vida, mas achar que aquilo é uma dívida que as coisas têm com você é pedir para sofrer muito na sua vida. E aí você vai entender que o desapego liberta, ele vai te transformar numa pessoa mais leve, mais consciente. Por quê?
Porque quando você aceita que as coisas não precisam ser de um jeito específico, você não fica tão refém, você não fica tão eh controlador, né? tão refém, tão necessário, eh eh tão necessitado que as coisas sejam de uma maneira perfeita, projetada, né? E quanto mais a gente idealiza, sempre digo para vocês, mais a gente se distancia do que é verdadeiro, do que é do que é, né?
Quanto mais a gente idealiza o propósito, a felicidade, o amor, mais a gente se distancia do que é o amor, do que é a felicidade, do que é o propósito, que muitas vezes é um acontecimento e não um construção idealizada. É uma construção, claro, de longo prazo, mas não é idealizada. Ela é um processo, uma vivência, um processo empírico para cada um de nós.
E aí a gente começa a entrar num estado de mais paz. Por quê? Primeiro porque a gente não depende tanto dos fatores externos para poder sentir em paz com nós mesmos, porque como eu falei, a gente não tem como ter controles deles.
E segundo, porque você começa de fato viver o presente, né? Você não fica mais ansiando o futuro, você não fica mais sentindo que o futuro é uma ameaça, né? Eu vivo o que eu tenho, faço o melhor que eu posso e acredito que isso é o suficiente.
Você é que tá aqui, eu vou até soltar um spoiler que eu falo em muitas palestras minhas. Eh, eu gosto muito dessa frase, foi o suficiente. É uma frase que eu carrego no meu coração e quem sabe um dia eu faço uma tatuagem sobre isso até.
Eh, foi o suficiente, é uma uma frase que eu carrego para entender que foi suficiente. Ah, mas podia ter sido mais. A gente luta, né, com mais.
Meu pai podia ter vido mais um pouco, eu podia ter ficado um pouco mais naquele lugar, eu deveria não ter ido embora ou deveria ter ficado. Às vezes as coisas foram suficiente do jeito que elas foram e tá tudo bem. Aceita o que é, não só o que poderia ser dentro da tua cabeça.
A tua cabeça é muito capaz de criar cenários perfeitos que não existem. E aí a gente se ilude, se machuca por projeções. Então, em resumo, desapegar não é virar um monge, tá?
Não é rejeitar as coisas, não é não ligar para nada. Desapegar é um entendimento que eu vou fazer o melhor que eu posso e é isso que eu tenho, o melhor que eu posso. Ah, mas o outro falou: "Eu não tenho como saber.
Eu não tenho nem como saber como você vai reagir nesse vídeo, nem como você vai reagir ao meu livro. Não, eu tenho como fazer um livro melhor que eu posso e acreditar que isso é o suficiente e viver isso plenamente, sem controlar, será que o livro vai chegar em tal lugar? Se as pessoas gostarem, se não gostarem, não é sobre mim.
O que que eu posso fazer é tratar a minha estratégia, né? Entender quem eu sou, fazer o melhor que eu posso e, como eu falei, deixar que a vida caminhe um pouco. Eh, a vida é um rio.
Às vezes tem você tem que soltar e nesse rio e deixar ele levar um pouco, né? Você não vai ficar puxando o rio para uma corda, deixa ele. Ele tem o movimento dele como o tempo, como a vida.
E aí você começa a aceitar o resultado das coisas. Claro, a gente melhora, lapida, entende, isso faz parte da vida também, né? Não é aceitar qualquer coisa e mas a gente sabe que o nosso esforço é o onde tá o nosso controle, né?
A nossa dedicação. Por isso que a gente fala sobre sentir tanta cobrança do outro. Vocês muitas vezes focam no resultado, tem que focar na intenção.
Eu faço daqui para lá. Ah, se o outro respondeu, se não foi legal, aí eu não tenho como saber. Eu faço a minha parte, isso é o suficiente, porque daí eu começo a amar sem controlar, eu começo a desejar as coisas sem desesperar e relaxa um pouco mais.
Quer dizer que você sempre vai conseguir fazer isso? Não, mas quer dizer que a inteligência é ter o raciocínio para saber para onde voltar quando você se perde. Essa é a sacada.
E aí você vai ver que o desapego é maturidade emocional, porque a vida não te deve nada. Nem quando a gente tem um filho, ele deve algo pra gente, né? As pessoas às vezes criam uma dívida.
Cara, ninguém deve nada. A vida não vai te entregar tudo que você quer. Aceita isso e tá tudo bem.
Tá tudo bem porque no fundo, no fundo, não há nada a perder. Nunca houve. O que a gente pode perder no fundo é eh se distanciar da nossa essência, do que a gente é, do que a gente acredita.
Essa é a grande sabedoria. E o resto eh a gente deixa acontecer. Não precisa ser de um jeito, como eu falei, um monge, uma coisa displicente, mas é entender dentro de nós que eu vou fazer meu melhor, eu não consigo controlar tudo, não foco só no resultado, mas na minha intenção.
Existem coisas que eu não tenho muito o que fazer e eu vou aceitar gastar menos energia com que não é sobre mim e mais energia em ser verdadeiro com que há dentro de mim mesmo. Ficou claro, hein? Que aula sobre de desapego.
Espero que você tenha gostado. E se você ficou até o final desse vídeo, eu quero que você deixe um coração, um emoji de coração amarelo aqui nos comentários, que daí eu sei que você ficou até o final desse vídeo. Por que amarelo?
Porque me lembra luz e aí eu achei que ia ser legal. Porque sempre coração? Porque às vezes eu não tenho tanta criatividade para outros emojis.
Então o coração é o que vem na minha cabeça. Comenta, deixa um coração amarelo. Eu sei que você ficou até o final desse vídeo e tá junto aqui com a gente sempre.
Não esqueça, o primeiro link na descrição. Você tem acesso a todas minhas palestras aonde eu estou, meus livros, meus cursos e o livro novo também. Não perde, fica perto que a gente tá junto.
E vamos lá que é só o começo de tudo que a gente tem que fazer. E claro, meu podcast também, você tá vendo que eu tô fazendo aqui, né? Fica ligado.
Fechou? Até o próximo vídeo. A gente se vê logo.
Fala logo. Tudo de bom.