Bom dia, bom dia! O sol já nasceu lá na Fazendinha, acorda os bizerros e as galinhas. Como disse o grande poeta grego, cujo nome agora não me vem, tudo bem.
Pessoal, espero que vocês estejam em paz hoje, dia 16 de fevereiro, com mais uma reflexão histórica. Espero que vocês estejam gostando. De vez em quando eu recebo uma mensagem de não.
Hoje eu perdi o controle, cara! Na hora do almoço, fiz uma merda. Briguei, discuti.
Precisava, depois assisti à meditação à noite e fiquei arrependido. É parte do processo, não é isso? Nós não somos seres divinos; nós não somos divindades encarnadas, portanto, nós erramos.
Estamos todos aqui para aprender, e a notícia é que nós não deixaremos de errar em algum momento, exatamente porque somos marcados por essa humanidade, por essa condição transitória, por essa condição de efemeridade, né, que caracteriza a nossa vida. E errar está no nosso horizonte. O que nós precisamos é treinar para evitar o erro tanto quanto possível.
Não se esqueçam de curtir, comentar aqui, tá legal? Para dar força ao projeto. Hoje, com a meditação que traz por título "Não torne as coisas mais difíceis do que elas precisam ser.
" A gente constantemente faz isso; nós tornamos as coisas que às vezes são banais, são simplórias, são cotidianas, em coisas difíceis, incômodas, que atrapalham a nossa vida. A meditação de Marco Aurélio cito, o filósofo-rei. Se uma pessoa te perguntasse como se escreve o teu nome, tu irias vociferar cada letra?
Eu gosto desses exemplos do Marco Aurélio: uma coisa cotidiana, uma coisa banal. No meu caso, então, nem se fala, porque meu nome é um símbolo de ostentação de pobreza: dois "e", um "n" e "y" no nome. Esse homem nunca vai ficar rico na vida; "n" e "y" não podem estar errados se ficar rico.
Tem que perder tudo no jogo! Então eu tenho que dizer sempre, a toda hora, alguém pergunta: "Denis, como se grava? 2n y.
" Se eu ficar com raiva toda vez que eu tenho que fazer isso, e eu preciso fazer isso, afinal de contas, é o meu nome, é uma tarefa cotidiana. Eu preciso tocar a minha vida; eu não vou ficar vociferando cada letra, tornando isso um problema, uma atividade cotidiana, um problema. E se a pessoa ficasse irada, irias devolver a raiva?
Não irias! Em vez disso, soletrar o nome para ela gentilmente, você desarma a pessoa. Você desarma o outro sujeito, fala com você com certo tom arrogante, agressivo.
Mas você, no controle da situação, responde gentilmente, evitando assim uma série de problemas. O remédio tá dentro. Portanto, lembra-te na vida de que teus deveres são a soma de atos individuais: pequenas coisas, pequenos momentos.
Sair lá de fora, o pneu da moto tá furado, e agora? O mundo acaba? Não!
O modo como eu reajo a isso. . .
Eu preciso arrumar! Adianta ficar descontrolado? Adianta fazer isso de forma difícil, pesada, sofrida?
Lembrei aqui do caso que eu já contei numa meditação anterior, do casal noivo, né? Dos noivos que estavam indo fazer uma sessão de fotos e o carro capotou numa estrada de fazenda. E eles fizeram a modelagem lá nas fotos com o carro capotado, em cima do carro, fazendo graça com aquilo!
Tá vendo? Quer dizer, é reagir da melhor maneira possível, tornar aquilo uma coisa agradável. A noiva podia ter se jogado no chão: "Minha vida é uma desgraça, meu casamento vai dar errado!
" Não fizeram disso uma grande festa. Teus deveres são a soma de atos individuais; prestar atenção a cada um deles como é teu dever. Apenas conclui metodicamente tua tarefa, presta atenção a cada um deles, dando a eles o peso necessário para que não te tirem da tranquilidade, da paz, da prudência, de uma visão racional.
Como nós dizemos sempre: deixa a razão fazer o seu trabalho! Deixa a razão fazer o seu trabalho e conclui metodicamente a tua tarefa. Faz o que é preciso.
Às vezes eu me meto em muitas coisas e muitos projetos. Oi, Thalis, não pode faltar, né? Meu galã!
Vem cá, fala bom dia pra galera. Bom dia, galera! Olha eu novamente, estou aqui com meu papaizão.
Às vezes eu me meto em muitas coisas e eu falo: "Cara do céu, não é possível que eu vou ter que fazer isso hoje. " Eu dou tanta aula, faço tantas palestras, tantos cursos, escrevo tanto que às vezes eu nem sei para onde eu tô indo direito. E aí, em vez de reclamar, eu lembro dessas meditações e falo: "Cara, senta e faz e goza os benefícios da tarefa bem realizada, do trabalho cotidiano bem realizado.
" Não fica de "é com ê" não, não fica de "reira". Já se propôs a fazer, então vai lá e faz. Acaba logo com isso, faz da melhor forma, metodicamente.
Comentar dos nossos autores: aqui está uma situação comum. Você está trabalhando com um colega frustrante ou um chefe difícil; eles pedem que você faça alguma coisa e, por não gostar do mensageiro, você protesta na mesma hora. Nunca, né?
Trabalhar com chefe ignorante que não sabe conversar, que não sabe liderar; um colega apedeuta, um sujeito torpe. Dá vontade de dar uma cacetada todo dia! Quem nunca?
Às vezes, o cara te pede algo de maneira rude, de uma forma que você não considera adequada ou educada ou gentil suficiente, você protesta. "Ah, este ou aquele problema! " Ou o pedido deles é ofensivo e rude.
Por isso, você lhes diz: "Não, não vou fazer isso! " E aí eles revidam e a coisa vai escalando para uma situação insustentável, uma coisa idiota! O conflito se intensifica.
Nesse meio tempo, se você pudesse dar um passo atrás e enxergar a situação de maneira objetiva, deixar a razão, a sensatez e a prudência falarem, provavelmente veria que nem tudo que eles estão pedindo é inaceitável ou absurdo ou difícil de fazer se você simplesmente desse de ombros. O que precisava realizar? E fosse embora.
Na verdade, uma parte é até muito fácil de fazer, ou pelo menos agradável. Faz parte do seu cotidiano. E se você fizesse o que eles pedem, isso poderia tornar o resto das tarefas um pouco mais tolerável.
Também rapidamente você teria terminado tudo, em vez de criar todo um vórtice, toda uma confusão, todo um problema. A vida e nosso trabalho já são difíceis o suficiente. Quer sair do seu trabalho?
Se organize para sair. Quer mudar de chefe? Se organize para mudar.
Enquanto está ali, evita ao máximo. Evita ao máximo se você tem controle de si. Problemas evitáveis, que são bobagens e não fazem sentido em médio e longo prazo, simplesmente realiza e vai embora.
Lembra que o domínio de si é o que nós estamos buscando aqui: o domínio de nós mesmos, que é a parte mais difícil da filosofia histórica, o autodomínio, essa autarquia, esse controle das paixões. Lembra lá, né? A ira, sujeito que responde com raiva a coisas.
A raiva é uma péssima conselheira. Sempre por isso que essas mensagens que eu recebo. .
. aí, né? Pô, Deão, tava com raiva e falei uma merda.
. . É, eu com raiva.
Simplesmente a gente acaba colhendo péssimos resultados. Não tornemos a vida ainda mais árdua reagindo emocionalmente a questões insignificantes ou procurando batalhas que não são, de fato, importantes para nós. As nossas batalhas são as batalhas importantes, aquelas que têm peso real na nossa vida.
Não essa merdinha cotidiana do chefinho que não disse do jeito que eu acho que ele deveria dizer ou do coleguinha que não me trata da forma como eu acho. Que importância tem esse cara na sua vida? Parvum parv decent.
Tenho gravado no braço para não esquecer nunca: parvum parv decent. As coisas medíocres, a quem é medíocre, quem gosta de mediocridade, que seja medíocre. Você não precisa entrar nessa mediocridade, essa coisinha pequena.
Não deixemos a emoção interferir com as ações simples e apropriadas no caminho para a virtude. Eu separei aqui o significado dessa palavra para vocês no meu super quadro em grego. Lá, Cecon está em grego, em cima, Alf Cap Omicron Ni.
Embaixo, aqui, eu coloquei transliterado para vocês. Cecon, transliterar é escrever a palavra em caracteres latinos, recuperando o som da palavra. Transliteração, o que é o Cecon em grego?
É o dever, a ação que leva a uma vida virtuosa. Então, não deixar que coisas pequenas do dia a dia nos impeçam de agir de acordo com o que é nosso dever, uma ação resultado de escolha racional, que nos leva a uma vida virtuosa. Portanto, essa sim é muito mais importante do que essas coisas baixas que de vez em quando nos tiram do eixo.
Para você não chegar mais tarde e falar assim: "Pô, não, eu devia ter me controlado, não por causa de uma bobagem, por causa de um nada. " Briguei no trânsito! Vejam vocês que loucura, por causa de umas bobagens, né?
Coisa que dali a meia hora não tem mais importância nenhuma. Você perdeu horas e horas da sua vida em contrariedade. Beijão, juízo.
Tenha um excelente dia!