bem-vindos e bem-vindas ao nosso canal teoria social latinoamericana eu sou Rafael Seabra e hoje a gente vai fazer uma discussão bem breve vou apresentar um capítulo desse livro a invenção de nossa América publicado pelo Carlos Alt mirano [Música] argentino bom Seguindo aqui com a proposta para quem tá chegando agora né Conheça o nosso canal né dê o like no nosso vídeo e se inscreva para seguir né as nossas discussões os nossos debates e apresentações o Carlos A Mirando Ele é professor eh emérito da Universidade Nacional de kilmes da Argentina e esse texto traz uma série
de ensaios né que foram redigidos ao longo de um tempo e eles estão segundo o autor relacionados né a temas em que eh se manifestaram não só no passado mas se manifestam eh no presente em relação à constante preocupação sobre a identidade né da América Latina seja na definição né do nome mais adequado ao seu ser histórico seja na busca de raízes ou seja um começo e as manifestações dessa origem ou então nos debates sobre a a questão da originalidade né da sua expressão fosse uma originalidade já dada ou a ser alcançada né então é
uma discussão que tá muito próxima do que eu fiz em outro vídeo né sobre a questão do anglo-saxon aon ismo dos Estados Unidos enquanto eles se davam por certos da sua identidade a gente tem né O que parecia uma desvantagem mas eu acho que hoje é sim uma grande vantagem a discussão sobre o que nós somos por quê Porque isso nos obriga a situar né diante da história e diante das perspectivas que são abertas pelo sistema Mundial então é um debate extremamente atual necessário e importante esse livro foi publicado pela edusp né o ano passado
ele tem sete capítulos mas eu vou comentar apenas um aqui bem rapidamente não vou esgotar o tema obviamente eu vou comentar um que eu acho que é pouco conhecido pouco discutido por nós que é a questão do cismo né ou seja dessa ah desse agrupamento social que não se vê nem como espanhol tenta se construir como americano mas é um ser né em processo de formação que é o capítulo TRS a condição codia e a identidade americana como é que isso foi um debate muito importante na formação nacional no contexto de construção de um estado
que tipo de república Que tipo de democracia como se exerce poder quem exerce o poder então a gente vê que é um debate bastante interessante e rico e que infelizmente nós aqui eh discutimos Não muito né então como eu disse é um livro muito bem recebido pelo vazio que ele preenche a única Oposição a única questão que eu tenho assim ressalva com o livro é aqui do que a gente discutiu já e Leu no nosso descupa de pesquisa é o Rosé Marti é um quase desaparecido né um ilustre ausente na discussão dele embora o livro
temha O nome de nossa América eh que tá em Bolívar tá em outros autores Mas eu achei uma deficiência mas o livro é muito bom e eu acho que deve ser lido né as independências e as discussões né paraa definição da identidade coletiva dessas repúblicas que nasciam né as repúblicas da América espanhola elas são centrais pra gente poder compreender as nossas sociedades né as nossas Ciências Sociais e os nossos projetos nacionais que no momento a gente tá bem carente disso no caso né o altamirano ele se propõe a refazer o percurso sobre Os relatos históricos
fundadores que gravitavam ao redor da revolução e da Independência como também aqueles acontecimentos que haviam levado à ruptura do império espanhol e a essas guerras de independência Então são relatos históricos H que pressupunham o fato de que a independência tinha sido a culminação de um processo longamente amadurecido no seio da sociedade colonial e que durante o período colonial mas principalmente no século XVI eh existia um conflito entre a dominação espanhola e os seus representantes de um lado né e aqueles que eram os criolos os americanos né de outro lado então são os historiadores do século
XIX que vão começar a costurar os fatos eh tentar construir uma narrativa um um uma perspectiva histórica que que eles eram aparentemente desconexos e que são antecedentes da luta de independência Então são eventos que forma a antessala da revolução crió então é uma literatura predominantemente Liberal uma literatura histórica com Clara orientação pedagógica e cívica então o seu objetivo principal era proporcionar narrativas de coesão e identificação que elaborasse um mito fundacional é uma auto biografia dessas jovens Nações e o altamirano ele tenta então examinar como é que essa ideia de revolução criola a partir eh de
uma determinada questão ela se torna interessante para nós ou seja os criolos da Independência se identificavam como criolos né ou seja esse termo ele é posterior ou ele é concomitante a esse processo independentista dizendo de outra forma né Essa categoria de ela pertencia já ao discurso historiográfico eh mas ela também já era uma categoria identitária né Essa são questões importantes os membros desse grupo social ou seja aqueles que planejaram e promoveram a luta de independência e mesmo no século XVII eh se reconheciam e se autod definiam como criolos bom essa noção de ela fazia parte
do vocabulário conceitual dos historiadores do século XIX que vão contribuir para essa criação do nacionalismo n ou esses autores que também eram criolos vão utilizar esse vocabulário para designar tanto um grupo social né como um ator político que que eles quer dizer com isso que é o setor dos espanhóis nascidos na América e ao mesmo tempo né o agente da revolução que poria fim ao laço Colonial então para esse relato a invasão francesa à Espanha teria criado a oportunidade para que essas aspirações né que já estavam presentes na sociedade Colonial elas viessem à tona E
com isso houvesse uma ruptura então haveria uma consciência e que ela vai se despertar né também n pela circulação de ideias iluministas entre fins do século XVII e início do século XIX o termo era uma noção desagravo né ainda que se referisse a América Espanhola aos filhos dos peninsulares nascidos aqui nessa terra eh ele tinha essa noção e ele também era outro desagravo mas no sentido contrário que era guatti upim então as ideias da revolução de dependência como sões criolas ela foi comum em quase todos os autores dessa narrativa histórica Inicial né fossem liberais ou
conservadores elogiasse a revolução e a independência ou nenhuma delas ou somente a segunda mas não a primeira né então é esse que o Carlos altamirano tá trazendo pra gente naquele eh contexto nenhum desses autores poderia ser considerado um Historiador profissional no sentido que a gente entende hoje porque a maior parte deles eram né sujeitos ligados a vida pública dos seus países né vão se tornar políticos governantes diplomatas magistrados educadores jornalistas e às vezes também militares muitos eram autodidatas e embora alguns se encontrassem marginalizados né circunstancial ou definitivamente eh do centro do Poder todos eles pertenciam
à fileira das elites né dirigentes Ou estavam ligados a elas como membros de uma fração ilustrada dessa sociedade onde a maior parte do povo era analfabeto para quem tá assistindo até aqui né tá gostando do vídeo deixe o like se inscrevam no canal ajude a compartilhar essas ideias e comenta né se já leu se conhece essa obra n o que que entende dessa nossa longa discussão sobre os vários nomes de América né E a questão do próprio criodermis Americanas eh como acontecimentos providenciais de alcance universal de modo que a revolução de independência eh da América
Meridional né da América do Sul tinha sido obra dos criolos E aí em história de San Martim de 1887 eh o que a gente tem ali é um propósito de entrelaçar a ação do Libertador e nas suas relações né com a emancipação hispano-americana o objetivo então do Historiador argentino do Mitre era o presente Ou seja a partir de 1860 como uma maneira de observar tanto o passado né como o futuro e da independência dos Estados americana né e a gestação desse espírito seria parte disso Ou seja a culminação da revolução e essa conquista da emancipação
eh cumpriam essa meta de uma consciência e desse espírito então a independência ela tinha sido uma realização do patriotismo nativo e sua deposit Ária né acabou sendo o que ele chama entre aspas né raça crio no sentido de Cultura como o Mitre denominava Então você tinha grandes cinco grupos étnicos sociais da organização Colonial né ele vai dizer que é a primeira raça espanhola que tinha preeminência social e política depois a raça servil formada por índios e negros no meio termo os mestiços que eram essas raças intermediárias entre os espanhóis os índios os africanos e por
último os criolos que eram os descendentes diretos espanhóis de sangue puro mas modificados pelo meio e por suas uniões com mestiços que se assimilava na leitura do bartolomé Mitre então na obra dele o extinto de independência praticamente tinha surgido com a chegada né dos espanhóis ao novo mundo então você vê que tem uma certa similaridade na ideia do Mitre com a ideia de anglos Saxon ismo né ou seja de criar um mito fundador embora né de uma forma um pouco mais particular ou bem mais particular então a revolta dos conquistadores né contra a coroa no
Peru encabeçada por salo Pissarro já tinha deixado né ver o germe do que se verificaria séculos depois com as lutas de emancipação Então o que era o instinto ou seja essa rebeldia e Independência nos encomenderos né se tornaria consciência nos criolos Então o período colonial seria uma longa etapa de incubação três séculos sem densidade própria e sem outra característica além do absolutismo e arbitrariedade né de uma ordem antinatural E aí Resumindo né os criolos comandaram e conferiram identidade à emancipação sul-americana e as nações que surgiram né da ruptura com a Espanha então a definição criola
da revolução independentista incluiu uma dupla negação essa revolução não havia sido europeia mas sim Americana e nem hav havia sido Bárbara ou seja indígena mas sim civilizado ou seja dentro daquela esteira da discussão de civilização e barbária que tá no Sarmiento que tá no alberdi e outros intelectuais da época mas essas concepções noventistas Elas já foram superadas né o avanço das Ciências Sociais eh já demonstrou eh que além dessa distinção e rivalidade entre peninsulares e criolos eh existiam outras realidades né ou seja estruturas sociais e étnicas H que eram anteriores e vão continuar sendo também
posteriores a essa ruptura com a Espanha e com a formação de novas repúblicas porque as revoltas que as índias espanholas conheceram eh e foram numerosas no século XVII e a grande maioria eh dessas revoltas eh Elas não tinham uma característica nacionalista e menos ainda separatista elas não eram exatamente percursoras da Independência criola embora mostrem né uma certa instabilidade é um um movimento social muito amplo eh não Exatamente é um processo linear como se esperava né na obra do Mit cada uma dessas revoltas dessas levantas populares né respondeu a contextos eh tinham sujeitos e conflitos muito
particulares ainda que no interior dessa ordem Colonial isso aconteceu na América portuguesa na América espanhola na América francesa então algo que é consensual na historiografia contemporânea é que foi o processo de crise e fratura da monarquia espanhola o que vai propar né o aparecimento de nações latino-americanas então h o que que me chamou atenção nessa discussão da altamirano foi a definição de guerras de independência como guerras civis né ele retoma alguns debates e ele vai dizer que mais que guerras de emancipação Nacional né foram guerras civis entre setores da classe principal composta por codos E
pulares então foi somente Em 1815 quando o rei Fernando vi e reconduzido né ao trono que a guerra de independência Deixa de ser uma guerra civil para se tornar de fato uma guerra anticolonial Então veja que é uma interpretação bem diferente né de outros autores que a gente já discutiu aqui no próprio canal outra concepção n Que Avança nessa linha de guerra civil é de que se tratava de uma guerra de soberania sobre quem teria o direito de governar na ausência do monarca tá gostando do vídeo né tá achando interessante curte o vídeo né se
inscreva no canal e comenta né se já tinha pensado essa concepção da nossa luta de independência ou se conhecer esse debate né como uma guerra civil você faz mais sentido dizer que é uma guerra civil e entre classes dominantes ou se é de fato uma guerra anticolonial uma revolução de independência bom seguindo adiante a divisão criou deos e peninsulares não tinha na sociedade Colonial o papel Central que o discurso insurgente atribuía a ela a partir de 1810 por quê porque tanto crios como peninsulares né os americanos eles eram espanhóis ou seja eram brancos pelo menos
aparentemente né De acordo com o sistema de categorias socio étnicas que imperava aqui nas Índias ocidentais então segundo historiadores como Tomás Pérez berro e também né o o François Xavier guerra que são os que eh respaldam essa leitura do Carlos altamirano que também não estão traduzido ao português Infelizmente essa imagem conflituosa entre criolos e peninsulares não era uma realidade cotidiana durante a colônia isso porque a querela tinha como motivo definir e estabelecer a autoridade legítima ainda que fosse uma autoridade interina em meio à crise à monarquia hispânica provocada pela ausência do rei ou seja do
soberano eh quando o Napoleão eh invade a Espanha o Carlos v abdica e o Fernando vi assume e depois é preso na sequência eh as juntas de governo né as Juntas Provisórias vão ser criadas eh aqui na América o que se fazia é que se exercia o Poder Em Nome do Rei ou seja se defendia uma certa autonomia em nome do Rei e então havia um certo consenso né nesse redor mas ele não era tão simples assim e o Perez berro eh ele segue o argumento de que mesmo durante o período ronti que eu acabei
de dizer entre 1810 e 1808 e 1810 eh existia certa hesitação Por parte dos criolos em realmente se fazer Independência que é o que acabei de mencionar ou seja eram demandas de obterem né as mesmas condições e os mesmos direitos que os espanhóis como surtos ou seja era dá uma um salto de qualidade na condição de súdito e não exatamente construir a condição de cidadão que é bem distinta né A questão aqui é que se não possuíam os mesmos direitos e as mesmas condições eh se não eram iguais eh mesmo com a questão de serem
brancos isso não sugere que existem interesses e projetos diferentes em relação ao novo mundo né Essa é uma pergunta importante ou seja Então o que me espanta nesse capítulo daam mirano é a ausência do Francisco de Miranda é a ausência do Teresa de Mier é ausência do Antônio narinho que já tinham Sim já no final do século XVI e começo do século XX perdão XIX uma concepção bem Autonomista né e bem distinta mas são polêmicas né alo que é importante discutir e saber é que esse termo ele tem um longo uso antes de ser apropriado
pelos historiadores do século XIX ele tinha sido um modo de denominar e identificar certa classe de pessoas ou seja ele tinha funções prátic de classificação social e o seu uso aqui no Novo Mundo hispânico ele vai se dar em algum momento do século XV e também né se atribui o seu surgimento a uma adaptação do português né que Originalmente tinha significado n de escravo que nasce na casa do seu senhor ou então de um negro nascido nas colônias ou então o branco nascido nas colônias e derivaria então do verbo criar ou seja o escravo criado
na casa do seu senhor independente da origem né com o tempo ele passou a designar não exclusivamente os espanhóis eh nascidos na na América né mas como esses espanhóis do novo mundo eram nomeados antes que se tornassem usual a denominação de criolos então eles costumavam identificar a si mesmos como mancebos da terra ou como filhos e netos dos conquistadores beneméritos pelos méritos dos pais ou filhos de encomenderos Então você vai ter que esperar até o século XVII para que outro nome né o de espanhóis americanos se difundisse pelas índias espanholas o Carlos altamirano ele busca
nos comentários reais do INCA garcilaso de La Vega o uso do termo no século XV e segundo as suas crônicas esse nome era uma invenção dos negros de como chamavam aqueles que já nasceram no cativeiro e não na Guiné de modo que também os espanhóis passaram a utilizá-lo para nomear os seus filhos nascidos aqui no novo mundo nos dois casos era uma denominação afrontosa ou seja o nascido no cativeiro seria menos honrado do que o nascido na Guiné e também o nascido na América é menos honrado do que o nascido na Europa e aí segundo
o historiador cubano Juan José Aron eh a gente vê nesses exemplos que não era a pigmentação da pele nem a condição social o que caracterizava o mas sim o fato de ter nascido no Novo Mundo de ascendentes não indígenas eh fossem europeus ou africanos no entanto né já desde o século XVI a acepção prepoderante é que designa como o descendente do espanhol nascido nas Índias ocidentais e é um termo que carregou por muito tempo né conotações negativas primeiro Como lembro o Pedro Henrique urenha né a mestiçagem eh com o estamento dominante Inca e Azteca eh
era muito recorrente entre os espanhóis eh e em muitos casos os criolos eram mestiços então esse eram aspecto negativo naquele momento e havia a percepção na metrópole de que os mestiços eram menos tendentes à lealdade e com a crise das encomiendas né era inevitável né que os espanhóis empobrecidos se mesclassem com os índios negros e mestiços e o historiador francês O Bernard lavet ele vai ressalvar né que nessa época nessa perspectiva tudo aquilo que era atribuído né daí em diante aos criolos não era mais do que a reprodução da reprovação contra os índios então fraqueza
física devido à influência nefasta do clima americano eh o enfiamento devido ao calor o envelhecimento moral causado pelas normas relaxadas das da Vida nas índias a degeneração provocada tanto no caso dos mestiços e mulatos como nos ojos pelo leite das Mães ou seja as amas de leite para eles eram geralmente índias ou negras tudo isso eram fatores que tornavam né aparentemente inferiores ou eram usados como justificativa E com isso o Carlos altamirano ele conclui de que eram os espanhóis né e faziam parte sistema de dominação na situação Colonial mas os peninsulares usavam essa categoria com
o objetivo de conferir um sentimento né desdenhoso a essa designação e considerar que os nacistas na América se caracterizavam por seus atributos físicos e mentais diminuídos dado né os efeitos do Meio geográfico os crios então eles não se autodenominavam assim ou eram né bastante reticentes em se denominar assim e aí um problema qual TAM mirano traz a luz é sobre a identidade côja né Ou seja pode haver uma identidade sem identificação Ou seja eu sou definido assim embora não não não me identifique com ela n ou seja ela engloba aquele grupo porém né Sem eh
se sentir pertencente a ele e essa denominação acabava sendo insultante né Para aqueles que eram né rotulados Por ela então até que ponto isso realmente foi assim então no contexto da sociedade Colonial eh qual que era a sua comunidade de referência qual que era a sua Pátria como é que esses criolos se identificavam de fato eles se diziam como espanhóis se diziam como americanos ou americanos espanhóis Então as duas eram suas referências mas n exatamente como americanos espanhóis então isso sugere que essa denominação de era menos aceito do que a gente se supõe então o
barão de humbolt Alexander V humbolt ele vai dizer né nos seus relatos sobre a nossa Espanha que os criolos preferem ser chamados de americanos E desde Versales especialmente depois de 1789 ouve-se eles dizerem muitas vezes com orgulho não sou espanhol sou americano fecha aspas E aí a gente volta pro pra questão que que a gente iniciou lá né no na na na nossa fala no início do vídeo né Quando surge o crod dismo para quem assistiu até aqui deixa o like né se inscrevam no canal E aí eu vou responder agora ou pelo menos começar
né a esboçar algo que se aproxima disso para a frederica Morelli o crion ismo né como categoria identitária ele foi forjado no curso do século XIX n durante a formação e construção da Nação então a tese do bartolome Mitre né ou sobre ele tá correta na época Colonial o termo não era empregado pelas elites brancas nascidas na América para se diferenciar das europeias ou de outros grupos subalternos e aqui né a gente volta a esse ponto de partida Então foi uma invenção historiográfica né Nacional uma espécie de pedagogia cívica no século XIX para criar a
ideia de uma comunidade Nacional durante as próprias lutas de independência esse termo variava conforme a região então por exemplo no México o Miguel ao Hidalgo que era o um prócer eh ele fez uma exortação aos criolos né e aparece nos seus né pronunciamentos Eh como alterno a Americanos no peru e no Rio da Prata os termos vão ser outros então vão ser geralmente americanos sul-americanos espanhóis americanos indianos Filhos do Sul filhos do inca e até colombianos então o determinante aqui é sobre identidade Eh Ou seja é possível extrair alguma identificação Continental eh um nós e
que fosse comum a toda a hispanoamérica dentro da variedade de expressões que a linguagem da Independência registra bom o codm era uma identidade flutuante durante o período colonial que aguardava então o momento de se alçado né e de revolucionar e independentizar essa Pátria de Fato né ou seja era algo que tava meio que adormecido esperando que alguém o reconhecesse n ou seja esse nós pra gente poder concluir aqui e ele não foi exatamente um nós mas sim um nós americanos ou seja era América o termo de referência mais Geral de pertencimento compartilhado além de América
o outro termo né de referência mais compartilhado era o de Colômbia né ou de América Meridional isso porque o vocábulo América ele tinha um significado geográfico com implicações geopolíticas que faziam referência à Possessão dessa parte do mundo por parte da monarquia espanhola e Portuguesa então a América liberada era a bandeira de mobilização e a partir desse nome ocorre então a desidentificação com o pertencimento espanhol de novo né o livro a invenção de nossa América Eu recomendo muito foi lançado pela edusp an passado é uma leitura bastante interessante são sete capítulos estão todos muito bem escritos
dá para ler em separado né o o o os capítulos não precisa de uma sequên lógica como eu sempre digo a América Latina insiste a América Latina resiste eu fico por aqui e até o nosso próximo vídeo e um abraço