E aí, as narrativas compartilhar desse tem o prazer de continuar, vendo o Professor Paulo Edson, que agora vai começar a contar sobre a aventura dele na Inglaterra. É o momento em que ele vendeu o teclado, pegou um dinheirinho que já tinha e ajudou um pouco a família. Ele foi embora e tinha quantos anos?
Paulo tinha 19, 19. São Paulo, está com você a palavra. Então, Roberto, a Inglaterra daquela época, né?
Isso foi em 86, os anos 80. É muito diferente de quando a gente conhece a Inglaterra agora. O que aconteceu com o mundo?
Você não quer saber? Aconteceu que o mundo ficou muito parecido. Sabe, ele que os jovens hoje, os homens, têm cabelo, ouvem as mesmas músicas, comem as mesmas comidas, os carros são iguais, os produtos são iguais.
Mas naquela época, os países eram diferentes. Sem pressão de usar. .
. que foi o único país a ter o ICI naquela época, né? Foi a Inglaterra.
Eu não fui aos países que. . .
Ah, cara! Eu não fiquei uma semana na Espanha também. Lembro que a cara do país não é a Inglaterra era inglês, é um país em inglês; a Espanha é um país espanhol, né?
E o Brasil não, vai ser brasileiro, né? Hoje, todo mundo. .
. muito, muito borrada essa definição, né? Hoje, quando cheguei na Inglaterra, a primeira coisa que o brasileiro faz, como todo brasileiro, é procurar emprego.
O que é a primeira coisa que a gente faz? Eu te falei, né? A palavra "sorte" me acompanha a vida inteira.
Comecei trabalhando num restaurante italiano, lavando prato. Num restaurante italiano! Mas ele queria ter uma banda, não é mesmo?
Minha vontade era essa: tocar e, pelo menos, gravar. Agora, eu não lembro exatamente como eu cheguei ao Ryan, um irlandês imigrante, numa banda de rock que precisava de tecladista e também de baixista. Inclusive, o meu amigo que foi domingo, o Marco, ele abaixei, era o baixista da banda do Sol.
Nós fomos juntos, né? Ele deu certinho, precisando de baixista e tecladista. Então, nós entramos com a banda, a Rubi, com Roberto.
Foi uma experiência muito legal, eu e trabalhando. Trabalhar o dia inteiro era sempre bico, né? Eu fui pedreiro, eu fui lavador de pratos.
Aí, uma igreja perto da casa lá precisava de um pianista para colocar de novo em aula de balé; eu fui tocar piano na aula de balé na igreja. Emagreci, super bonitinho! É muito bonito.
Eu tô indo a casa e a gente vai fazer o bico. Eu comecei a trabalhar com essa Banana. .
. não sei, experiência muito legal, muito legal mesmo! É a gente poder agir com os músicos, é inglês, música dos países.
Poxa, foi que eu te falei assim, foi uma experiência com o estúdio aqui em São Paulo, foi lá em Londres. Tem uma banda que acontece de circuito de bandas. Na Inglaterra, basicamente, é assim: você vai começar a tocar nos pubs mais periféricos, no subúrbio.
Quanto mais você vai tocando, mais chance você tem de tocar em pubs mais próximos do centro, que são os mais procurados. Eu lembro que a gente já chegou até a tocar como headliner. Poxa, mas eu tava muito contente, muito contente com o que estava acontecendo.
E olha só, um amigo meu, um amigo espanhol, falou: "área, lá na ONU, no departamento de cacau da ONU, a gente pressiona. . .
só pensa em guerra, né? Mas a ONU é cheia de departamentos. " E muito bom.
Sediados em obras que estavam precisando de um arquivista. Não era bem o meu cargo, mas basicamente precisava de organização de documentos. Esse prédio tinha cinco andares, com um pé na Oxford Street, na avenida principal de Londres.
"É, você não quer? " "Claro que quero! " Nossa, Roberto!
Que tipo de emprego ganhava! Olha, era um dos empregos mais bem remunerados lá, mas mesmo assim, ganhava muito bem. Nossa, a qualidade.
. . eu tinha também, era muito boa.
Eu adorava, eu tinha contato com os tradutores e fazia toda a documentação. Toda a documentação da ONU naquela época era em 14 línguas: inglês, francês, russo e espanhol. Então, em cada salinha do mesmo andar que eu ficava, tinha a sala do tradutor de russo, a de espanhol, a de francês e eu era o responsável por organizar os documentos.
Parava, e toda vez que tinha os congressos, né? Haviam congressos, o que acontecia nesse prédio onde eu trabalhava era um encontro de quem comprava o cacau e quem vendia cacau. Tô vendo representantes da África e do Brasil para vender e os representantes europeus e asiáticos para comprar.
Então, todas as negociações eram feitas em rodadas de três dias. Eu tinha que ter toda a documentação na cabine com os tradutores e para as minhas ligações. Então, assim, foi o primeiro contato que eu tive com tradução e eu fiquei muito interessado.
Poxa vida, que trabalho! Que responsabilidade! E que coisa interessante trabalhar com tradução!
É todo mundo aí, cada um falava uma língua, e tinham as cabines com os tradutores. Olha só, né? Eu nunca imaginaria que eu poderia fazer isso na minha vida, mas eu gostei.
Fiquei encantado em trabalhar com esse tipo de atividade, né? E aí, eu tive sorte também que a ONU, a ONU e depois a organização internacional, o que é. .
. com qualquer nacionalidade trabalha lá, realmente pode contribuir para todos os sistemas de assistência que você tem no governo, né? Eu tive sorte de ter registrado no governo dentro do.
. . Tem um "churros number," que é uma espécie de um FGTS, é uma coisa misturada.
Eu fiz FGTS e INSS. Que a gente tem aqui, que a gente paga? Eu tinha insurance, lembra que foi dado trabalho legalizado, né?
Contrário dos outros bicos que eu fazia, era tudo trabalho legal que você ganha um dinheirinho trocado na hora, né? Eu morava numa casa com os poloneses, uma casa espetacular no bairro residencial norte de Londres. Os poloneses voltaram para a Polônia e o Deivid, que era o inglês dono da casa, falou o seguinte: "Você não quer morar na casa de graça?
Você cuida da casa para mim porque tenho muito medo da casa ser invadida. " Era uma casa de três quartos com um quintal maravilhoso, com macieiras, aquela coisa mais linda do mundo. E ainda, na época, eu namorava uma americana.
Era de sorte, só tinha de azar na Inglaterra. Eu morava num lugar ruim, e estava super difícil para conseguir emprego. Eu falei: "Vem, amor, aqui na casa que espaço não falta.
" Estava morando comigo lá por uns meses, mas ela voltou para os Estados Unidos, né? E eu lembro que foi uma época muito, muito boa. Assim, eu tinha um emprego bom, não imaginava que eu ia ter um emprego bom morando numa casa boa, sem ter gasto com aluguel.
Eu fiquei muito tempo lá de graça, cuidava e ajudava o Deivid. O Deivid, ele era bem mais velho do que eu, na época ele tinha uns 50, 60 anos, e eu tinha quase 20, né? Ele tinha uns brinquedos de infância guardados no sótão, e eram brinquedos dos anos 40 e 50, mais coisas, uma coisa mais bonita que a outra, super conservados.
Eu lembro que comecei a limpar os brinquedos para ele. Tinha um trenzinho que era a coisa mais linda, tinha um carrinho, não tinha um bonequinho que se mexia, sabe? Era coisa muito antiga, e eu lubrificava.
Eu limpava! Quer dizer, eu ganhei mesmo a simpatia dele, né? Ele tinha uma biblioteca e sempre me dava os livros, me deu um dicionário, dicionário daqui, espetacular, inglês-inglês.
Ele me trazia livros interessantes, né? Muito bem. Aí, depois, eu abri o contrato.
Era temporário, foi por um ano e pouco que eu tinha ganhado uma. E aí, outra coisa também: alguém ofereceu uma vaga em qualquer universidade pública da Inglaterra. Eu pensei: "Poxa, eu gosto tanto, estou gostando tanto de ver esse trabalho dos atores, vou fazer um curso de línguas aqui, gosto de língua inglesa.
" E aí eu comecei o curso na Westminster, aqui na UFMG. O colégio, hoje é gigantesco, mas na época era um prédio pequenininho, a umas cinco quadras da ONU. Então, aconteceu: eu trabalhava, eu saía e já ia direto para a faculdade à noite.
Eu lembro que tinha um outro dia da semana que eu precisava faltar para tocar com a banda. Eu tocava com a banda, né? E o único tempo que eu tinha, Roberto, era muito puxado.
Acordava muito cedo, tinha que começar a trabalhar. Quando tinha congressos, eu tinha que chegar lá tipo às 7h da manhã. Eu morava lá no norte de Londres, então eu tinha que acordar meio que às 5h da manhã e já ia para a ação.
E depois, a correria para a faculdade. A escala na faculdade à noite, no caminho de volta, era muito. A hora que eu tinha para fazer a lição de casa.
Todo dia tinha muita lição de casa. Eu passava para melhor. Eu fazia o metrô, que acontecia, e todo mundo que sentava do meu lado sentava ao seu lado.
E eu perguntava: "Desculpa, você pode me explicar porque tá assim? " Geralmente, as pessoas, quando você pede uma ajuda, têm que seguir assim, que a alma humana é bondosa, né? Eu lembro que sempre fui muito bem atendido por todo mundo que estava do meu lado, eles ajudavam.
E eles eram legais, ensinando gramática da língua inglesa. E eles também ficavam na dúvida. Eu lembro super bem que a pessoa, assim, uma vez perguntei: "Eu não vou lembrar exatamente, mas é assim, assim, assim.
" E aí ela falava: "Nossa, eu não sei quem não sabe. " E é aí que aconteceu. Esse tempo que eu fiquei lá, depois eu vim trabalhar no hotel.
Acabou meu contrato na ONU e fui trabalhar no hotel. Aí já não tinha mais a banda, nem que aconteceu a banda. Sou eu, acho que o nosso baterista tinha que viajar para alguma coisa assim.
Eu fiquei muito amigo do guitarrista e fiz algumas coisas com ele, ele até gravou com uma gravadora, um estúdio, Roberto. É uma gravadora com fita cassete que tinha 4 canais. Isso foi um acontecimento, né?
Na época, por exemplo, eu gravei muita coisa com. . .
Esse era o nosso guitarrista, ficou um grande amigo meu. Ele tinha um estúdio em casa e gravava lá. Na casa dele eu gravava, ele tinha teclado lá também.
Eu também tinha comprado, com o dinheiro que eu tinha ajuntado de outro trabalho. Então, eu fui tocando muita coisa de estudo, né? Na língua inglesa, aí também a música, né?
Aí eu fui trabalhar no hotel. Foi essa a experiência espetacular que eu tive no hotel e eu trabalhava com gente de todas as habilidades. E eu lembro que tinha muitos estrangeiros que trabalhavam.
Eu comecei como motorboy, eu carregava malas, mas fui subindo e, em um certo ponto, Roberto, eu era gerente de manutenção do hotel. Meus dois subordinados, os ingleses, então davam a ordem para os ingleses, e o Pou e o Billy. Eu lembro que toda sexta-feira nós temos o clube ao lado do hotel e pagávamos sempre o via.
Para eles, um pai entendeu; o pai também vai ficar grandes amigos meus. Assim, essa convivência com eles era. .
. eles eram uns sofredores, que falam que é o que mais pesa: os peões. Mas elas são os piores que pegam no batente, né?
E tem o inglês "okhotny", que é um sotaque típico de Londres, que é do outro impresso, de quem daqui é roçado. Eu lembro que é quase como quem sabe assim, muito rocri, convivendo com eles. Aí eu acabei o curso, né?
Retornei ao Brasil, e tinha um monte de coisas. Eu me diverti muito com isso, mas estava cansado. Frio, não estava aguentando mais.
Ainda bem que eu consegui terminar. Voltei, Roberto. Eu cheguei aqui em Sorocaba, lembro super bem: três, quatro dias depois, tinha uma professora de inglês na minha irmâ, ela ia se mudar para escolher, e ela falou assim: "Olha, estou com muitos alunos.
Você não quer assumir? Eu preciso, não tenho para quem passar. " Para você ver a carência que existia de professores de língua inglesa na nossa cidade.
Foi uma locomotiva, assim, temos nacionais de inovação em Dulce e tudo mais. Ela não some, passo a luz. Mas quando passou, mais duas empresas também, a Castelinho.
Comecei assim, já sabia letras de preparo de dar. Então, comecei a dar aula, aprendendo, dando aula. Foi aprender a dar aula.
E depois, em uma semana que eu cheguei, que voltei ao Brasil, já estava trabalhando além nas empresas. O que eu fiz? Resultados.
Intérprete? Não, não, vou começar a rolar também. Ó, 18 antes do expediente, depois tinha das 5 às 6 horas, e depois só que aí foi algo até já automático.
As empresas perguntavam: "Ele não pode preparar para a gente a produção desse documento? Você pode fazer isso? " E aí, Roberto, trabalhando em uma das empresas, a outra falou: "Olha, eu quero você aqui por tempo integral.
" E eu fui. Poxa, ótimo, né? Eu comecei.
Então, assim, aí eu comecei também na escola Divina Inglesa, à escola de idiomas mesmo, né? Vê se trabalhar na Spitze, é uma das poucas escolas que tinham, né? Estava ainda muito efervescente, se estruturando essa cadeia de escolas de língua da cidade, né?
Então, eu voltei no momento em que foram muitas oportunidades que eu tive. E foi aí que eu fiz aqui: eu não sabia exatamente, mas só dizia: "Eu vou fazer administração. " Eu comecei a administração, não era Uniso ainda, né?
Era a faculdade, era Finas, foi Facas, o Fida, depois, né? Já estava em transformação. Então, para mim, a transformação na vida é a Cida, não assinatura.
Um ano só era Facas. Eu fiz Facas, administração, o que o Fida foi o ano que me formei. Eu sou da única turma formada que foi em 95.
Não tem nada, tem que por na parte de existir na sua mãe e filha. Isso foi isso, né? Depois, chamou a mesa e eu fiz administração de empresas, que eu achava que era um curso que poderia aplicar em várias áreas, que eu pudesse trabalhar.
Eu não tinha muito certo aquilo, não estava indo definido que eu seria professor, sabe? Eu não tinha isso. Mas eu nunca tinha pensado em ser professor na vida.
Nunca entendi. Coisas que eu falei para você: engenharia era o primeiro que eu quis fazer. Aí eu passei.
São por si, algo mais amplo. Mas não sabia da verdade. Eu estava meio que a sabor do vento.
Os sinais vão te levando, a vida vai te levar, né? Mas depreciadora trabalhar com educação, na hora de ensinar, né, na língua. Aí, uma empresa, a tradução.
Para mim, você faz conversa. Quando eu vi, eu estava tomado o tempo inteiro, o link da aula, né, em escolas. Elas tomavam e faziam.
Eu trabalhava com tradução, sempre um treinamento do dente que eu tinha, o tratamento da língua inglesa, mas não era voltada à didática, né? Foi aí que alguém me disse: "Olha, o que você fez lá, você pode apostilar na Uniso. " Não costura.
Aí eu fiz um ano de letras da Uniso e, um ano depois que eu estava com dois diplomas, eu estava com a administração e habilitado em didática. Fiz pedagogia, tive aquelas matérias que mais funcionam, as leis. Mas não estava funcionando.
Eu já estava nesse, o Nando, já havia um tempo. Aí, Roberto, eu fiquei um tempo em uma fábrica de freios na Live Signo. Então, ficar vai.
Eu entrava às sete da manhã, dava aula o dia inteiro, fazendo produção, e dava aula no final do expediente. E todos os departamentos, quase passar o planeta. Mão, contabilidade, porque a gente tinha.
. . eu tinha que ter uma relação muito estreita com o Milton, que era nossa matriz nos Estados Unidos, e eu fazia ligação e preparava o documento.
Foi assim que eu aprendi. Freios de freio, não sabia tudo de frente. Eu fui uma coisa muito legal, foi o outro lado, assim, dessa divisão de um dia a dia da empresa.
Numa fábrica, eu fiquei por seis anos lá. É, são ótimos períodos. Eu tenho ótimas lembranças.
Foi um aprendizado enorme, e trabalhando com escola de língua inglesa. Em 96, descobri da Ilhabela. Vai comer!
Essa história do pirata, como piratas. A minha vida, nós somos em janeiro. Lembro que foi com os amigos, a gente ficou em uma pousada lá na Praia da Feiticeira e só chovia.
Eu disse: "Pessoal, seguinte, não ficar aqui dentro da pousada. Eu vou correr adorável! " Naquela corria muito.
Gostava, adorava. Correr, e já era de terra. Ainda eu saí correndo na rua principal.
Vai, canta da água! Não dava para continuar correndo; a água entrava no nariz. Quando você tirar os que estão embaixo da árvore, vem você com essa história?
Não vou embaixo da época esperando a chuva passar. Eu achei sozinha o turista Isabela, que se escondeu do pirata. Você me.
. . Como assim, piratas ingleses aqui?
E a internet não era em todo lugar, né? Eu tive que ir no centro da cidade. Acho que foi em um bar, um café.
A gente pagava por tempo usando a internet. Eu descobri que era Thomas Cavendish. Também, que que é isso?
Mas eu nunca imaginaria que um pirata inglês responderia numa ilha no litoral paulista. Optei pela Amazon, manuscrito, e veio. Ligo quando comecei a ler, né?
Aquele inglês, seis cientistas, né? Eu fui: "Nossa, isso é demais! Eu vou traduzir por esporte.
" Está fazendo. . .
E ele viu. Agora você vai parar de novo, tá? Um tempinho depois, o Paulo vai contar a história deste livro aqui: ó, O Corsário de Ilhabela.
Tá bom, então daqui a pouquinho nós continuamos. Acontecendo o bloco, aí o Paulo vai contar esse histórico, mais detalhes do que aconteceu lá em Ilhabela. Tá bem, então até já!
Daqui a pouquinho nós continuamos. Um abraço e até lá!