Melhor policial. Boa tarde. >> Boa tarde.
>> Desculpa, não consegui ouvir, perdão. >> Nome do senhor e a delegacia. Maon Douglas da Silva, delegacia de município de Piraju.
Certo, policial, o senhor foi rolado como testemunha em um processo que Vinícius Prova, Jonathan Alves Vieira, Ciel Guilherme de Oliveira, Loana da Silva Campos e Otávio Rodrigo Scarcelli estão sendo acusados de eh até o dia 21 de dezembro de 2023 constituíem e integrarem uma organização criminosa. vai ser ouvido como testemunha e com a obrigação de dizer a verdade. Responder pelo crime de falso testemunho.
O senhor se recorda, tem alguma informação com a participação nessa investigação? >> Sim, excelência, eu participei da análise telemática pós eh operação, a primeira operação que houve em dezembro de 2023. Eh, inicialmente foi feito um relatório preliminar por outro investigador.
Quando retornou essas mídias da do Instituto de Criminalística, eh, eu participei dessa análise telemática do dos aparelhos celulares dos investigados e posteriormente na segunda operação, em dezembro de 2024, eu participei da do da busca e apreensão, mandado de prisão do do do investigado Cel, do Real Celinci. Obrigado, excelência. Ma, boa tarde.
Como vai? >> Boa tarde, excelência. Tudo bem?
Michael, o senhor pode narrar, por gentileza, quando que o senhor ingressou nas investigações? Eh, se o senhor tem informação ou tem conhecimento de o que aconteceu antes, como que se deflagrou essa investigação e o que que o senhor levantou na análise dos aparelhos. >> Perfeito, excelência.
Eh, em em eu ingressei na DPM em setembro de 2024, né? Então, eh, quando eu entrei, essa investigação, ela já tava em curso desde eh até onde eu sei, acho que dezembro, dezembro ou um pouco antes de de em 2023. E então eu peguei essa investigação em curso, né?
tive a incubência de prosseguir com essa análise telemática, eh, baseados baseando-se nos relatórios que haviam de investigação, relatório, eh, salvo engano, 1 de 2024 e relatório 631 de 2023, que são os relatórios que o 600, o 600 e e pouquinho que eu falei agora, ele é correspondente ao mandado de busca e apreensão. O relatório um é análise preliminar dos aparelhos. Então, eh, quando eu iniciei essa investigação, eu tinha como base esses dois relatórios e propriamente os aparelhos.
Na análise telemática foi possível vislumbrar eh que havia sim indícios, elementos ali que corroboravam ali para pra prática de de tráfego ilícito de entorpescente ali que eles os membros se organizavam ali para realizar essa essa atividade ali. E foi possível identificar também que eles tinham determinadas eh determinadas funções ali, né? existiam pelos autos.
Foi possível foi possível identificar ali que eh, por exemplo, o Vinícius Strova, ele fazia ele ele fazia determinadas incumbências. Eh, o Jonathan ele fazia a guarda e ocultação dessas drogas e os demais também faziam ocultação e repasse por meio daqu meio do do da análise telemática. Foi possível vislumbrar isso?
Senhor se recorda os aparelhos de quais pessoas o senhor analisou? Efetivamente? Eu eu analisei o aparelho correspondente ao Vinícius Trova, ao a Graziele e assim que é a companheira do Vinícius Trova, o dois aparelhos em posse do Jonathan Alves Vieira, o o aparelho do Luan, do Luan, o aparelho não, do Luan, perdão, desculpa.
O Luan, acho que o Luan e o Otávio, se eu não me engano, acho que não teve extração de dados. e o do Cel. >> Nesses dados que foram alcançados com com a quebra do sigilo telemático, foi possível identificar a liderança de algum deles em relação a esse grupo?
>> Foi possível identificar a liderança pelo Vinícius Trova. Ele pelos áudios e tanto que existia voz de comando em relação à ocultação de drogas. Então, pela, pelas mensagens, foi possível inferir essas essas informações aí.
Bem, eu não tenho mais perguntas, excelência Maelon, obrigado. Bom dia, >> obrigado, excelência de Vinícius, >> eh, boa tarde, senhor policial. Tudo bem com o senhor?
>> Boa tarde, doutor. Tudo bom, senhor? >> Por gentileza, senhor policial, o senhor foi subordinado ao policial Sandro?
Não, eu ingressei eh na Polícia Civil em maio, em maio de 2024 e iniciei o exercício na delegacia do município de Piraju e em setembro de 2000, perdão, setembro de 2024, maio de de 2024 ingressei na academia de polícia, em setembro eu comecei na delegacia de polícia de Pirajuuba. Eh, por gentileza, os dois relatórios que o senhor teve como base, eh, quem chefeava a investigação seria o policial Sandro? >> Olha, eu eu não me eu eu, pelo que me recordo, sim, era o Sandro chefe de investigação.
Sim, na época. >> Eh, o senhor se recorda quem foi o se o policial Sandro participou das buscas e apreensões? Hum.
Olha, eu não me recordo, mas não me recordo porque eu não não tava aqui na na delegacia. Então >> eu pergunto pelos relatórios. >> Não, pelo relatório, sim.
Pelo relatório. Foi eh salvo engano, foi ele que eu inclusive acho que no no relatório de investigação que eu fiz, eu subi esses relatórios assinados lá. Então, eh, pelo que eu me recordo, sim, é do foi o Sandro que fez o relatório preliminar.
Por gentileza, senhor policial, eh a metodologia de da apreensão de objetos, o correto é assim que o objeto é apreendido. Se for celular, o mesmo é é pedido pra pessoa desligar o celular, é ensacado, lacrado e é mandado paraa perícia. É, esse é o procedimento no momento da apreensão.
É, inicialmente ele é inicialmente o celular ele se vier no mandado de busca e apreensão que existe ordem judicial para poder fazer a utilização dele, eh a o manuseio pode ser pode ser feito, mas ele é ele é como regra geralmente ele é feita a lacração e mandado pro Instituto de Criminalística. Mas eu não, pelo menos, eh, os celulares que foram aprendidos na segunda operação foram todos lacrados e mandados para para laud pericial. O primeira operação não, como eu não participei, não sei não sei dizer qual foi feito o procedimento, certo?
Eh, eu reformulo a pergunta. Como via de regra, eh, objetos apreendidos, em específico, celulares, eh, o correto é desligar o aparelho celular, ensacar, lacrar e mandar para a perícia. Eu tô perguntando se o procedimento padrão é esse.
Sim. O procedimento é desligar o celular, fazer a lacração e enviar para pra perícia, né? Os celular são são apreendidos.
Eh, por gentileza, senhor policial, o senhor poderia eh definir qual seria a função de cada um dos acusados? a função dos acusados. Eh, o Vinícius Trova, ele tratava-se do líder, era quem realmente era a pessoa eh responsável por toda eh a a o material ilícito, né, no seu já a droga.
O Jonathan tinha função de tinha função primordial de fazer a ocultação e guarda dessa dessa droga. E os demais eles também tinham essa função eh também de octação, não tanto quanto o Jonath, né? Tanto que no nos a possível deslumbrar que o próprio eh que eles o próprio Jonathan ele se atribui o termo de lagarto, né?
Responsável por ocupação das ordens. E os demais eh eles faziam tanto a ocultação quanto eles faziam também a o o a distribuição dessa dessa droga. Por gentileza, senhor policial, o senhor menciona que primordialmente a função do Jonathan seria a guarda e a ocultação.
Eh, fora essas duas funções, ele teria outra função secundária? Olha, ele assim em relação à organização criminosa, eh, a a organização criminosa seria essa essa função primordial dele. Eh, seria essa função em relação a às outras funções, não sei dizer, foi somente o que foi verificado pelos relatórios de investigação, >> tá?
Eh, por gentileza, então, com relação, tirando no caso do Jonathan, todos os outros eh se misturam as funções entre ocultação, guarda, distribuição, venda se misturam? >> Sim, pelo que foi possível eh vislumbrar, sim. Então, eh, seria possível dizer que não existe uma estruturação sobre a análise do senhores da investigação?
Não existe uma uma estruturação, tanto que pelos pela própria eh pelo próprio relatório é possível verificar que que nas conversas, algumas conversas que o o próprio, né, uma conversa que, se eu não me recordo aqui do próprio Ciel com eh o Jonathan, o Ciel menciona isso claramente, você que é o responsável pelo lagarto e eh existem existem outros áudios que mencionam ali a a o próprio o próprio Jonathan eh estando em posse dessa dessas drogas aí. >> Com relação ao áudio que o senhor menciona, eh é um áudio aonde não fica bem definido. Um fala que a responsabilidade é do Jonathan, Cel fala que a responsabilidade é do do Jonathan, o Jonathan fala que é do Cel.
não se eh não se tem essa definição no áudio de quem seria a responsabilidade. E eu aí eu faço a pergunta em si. Eh, então era esporádico.
Ora um guardava, ora o outro ocultava, ora o outro transportava. Então, pela eh pela investigação seria, digamos, Bombril. Hora faz uma coisa, hora faz outra.
>> Olha, como eu falei, eh, primordialmente a função era essa. Eh, eventualmente os outros também poderiam fazer essa optação de de droga também, né? Não, eh, primordialmente, eh, pelo que se vislumbra pelas investigações, mas assim, nada impede de que, de repente, outros possam ter guardado essa droga, ter ficado com essa droga também.
Eu pergunto, eh, havia na proximidade da na região das residências dos acusados, haviam símbolos, demarcações, eh, territoriais comuns em organizações criminosas? >> Não, não sei responder essa pergunta. Eh, pichações.
>> Algum a suposta organização criminosa teria algum símbolo, alguma denominação? >> Hum. Não, que eu que eu me recordo não.
>> Sem mais perguntas, agradeço, senhor policial >> pela defesa, Dr. Vânia e Dr Luiz, só para eu me situar, ambos farão perguntas ou vai concentrar em alguém? Excelência, o Dr Luiz vai fazer as perguntas porque eu tô simultaneamente em outra audiência.
Então, bem, posso direcionar exclusivamente a ele, né? Então, Dr Luiz, alguma pergunta? >> Obrigado, excelência.
Boa tarde, Maron. Tudo bem? >> Boa tarde, doutor.
Tudo bem? >> Tudo joia. Marcon, eh, você mencionou que foi feita análise telemática.
Eh, eu gostaria de saber como que foi realizado, né, o acesso a celulares apreendidos para proceder aí à conta dessas informações, né, qual que foi o meio utilizado, eh, se foi conectado via USB em um computador, se foi realizado prints, né, diretamente pelo aparelho, eh, ou se foi fotografado por outro aparelho celular. >> Uhum. A análise que eu fiz, ela voltaram as mídias pelo Instituto de Criminalística via CD.
Eh, essas esses essas mídias foram retiradas e salvas do computador e executado o software cerebrite, que é um software, um software disponibilizado pela, pelo Instituto de Criminalística. Eh, em relação aos áudios, em relação a às conversas, elas foram extraídas direto do próprio software, né, gravadas, algumas foram gravadas eh via Windows, né, pelo próprio Windows, um aplicativo nato do do Windows, e outras elas e as algumas conversas foram foram realizadas a o algum uns prints, né, porém foi exportado também a conversa toda direto do do Cerebride. Eh, teve uma análise, né, anteriormente a essa coleta do Celidade que eh que o senhor mencionou, que foi ali manuseado o aparelho.
Então, nesse período, o senhor não teve esse contato com os aparelhos? >> Não. Eh, essa análise eu não estava ainda na delegacia de polícia ainda.
>> Bom, então muito obrigado, Maica. Obrigado, excelência. Sem mais perguntas.
>> Obrigado, >> policial. Muito obrigado. Boa tarde, senado.
Obrigado.