Muito bem, vamos reagir ao Luigi, que é o cara que faz o react de todo mundo. Agora você parece que o jogo mudou, não é mesmo? >> Quem vai fazer um react desse vídeo?
>> Faz um react do meu react aí, Luí. >> Um abraço aí, Luigi. >> Bora, >> camarada.
>> Hei de completar 38 anos, mais dois ciclos ao redor do sol e eu chego finalmente nos temidos 40 anos. Quando meu pai faleceu aos 44, 45 anos, eu olhava para ele como um grande adulto, uma pessoa muito >> O Luí é camarada, né? >> Camaradinha >> mais velha.
Poderia imaginar que um dia eu seria. E agora próximo a atingir a idade dele e superá-lo, né? Ser mais velho do que um dia meu pai foi, não é uma coisa que me assusta mais.
Já me assustou na minha juventude, na minha época dos 20 e poucos anos. Eu tinha muito medo de envelhecer. Eu tinha medo dos 30 e tinha pavor dos 40.
E hoje há 2 anos de de finalmente chegar nessa idade, eu já não sinto tanto medo assim. E eu gostaria de hoje compartilhar com vocês algumas coisas que eu aprendi que me ajudaram muito nessa caminhada dos 30 anos, que é um um momento assim muito muito impactante, importante na vida de muita gente. Primeiro conselho que eu gostaria de dar para vocês é desapeguem dessa ideia de ser feliz, de buscar felicidade de dias perfeitos, de momentos perfeitos a todo custo o tempo todo.
A felicidade é só um nome que a gente dá pr aquele sentimento que a gente tem quando o momento que acontece a gente não quer que ele acabe. Mas ao mesmo tempo, esses momentos eles são hiper valorizados ou hiperdimensionados no sentido de que você acaba não prestando atenção nas pequenas coisas que acontecem no seu dia. Então você acorda com aquela paranoia de viver um dia feliz, um dia incrível, um dia perfeito, um dia feliz, e você fica focado, fica focada naquele grande momento, naquele clímax, como se tudo fosse um grande filme, aquele momento de cinema que todo mundo levanta e grita.
E você vai deixando passar pequenas coisas bonitas, divertidas, gostosas, satisfatórias do seu dia. Uma coisa que eu sempre costumo falar pr as pessoas é: "Dê valor ao ordinário, dê valor à rotina, dê valor àilo que te agrada e você não percebe, dê valor naquilo que você realmente sente falta quando você não tem, como por exemplo, uma boa noite de sono, uma manhã preguiçosa de sábado, o primeiro golo de café do dia, a leitura de um livro, almoçar com a sua mãe, almoçar com seu pai, visitar algum amigo, convidá-lo para ir atar sua casa, sei lá, brincar com seu filho, com a sua filha, se divertir, assistindo um vídeo na internet, às vezes são essas pequenas coisas que realmente farão muita falta na tua vida. Aliás, são essas coisas que farão falta na tua vida.
dos meus momentos mais solitários, meus momentos mais tristes, tudo que eu sentia falta era de tá conversando alguma besteira com meus amigos ou tá ouvindo a minha mãe contar alguma história ou senti o cheiro da comida dela. Então, esses pequenos momentos que quando eu tinha eles rotineiramente na minha vida e eu morava aqui no interior antes de ir para São Paulo, eu sinto que eu não os valorizei o suficiente. Quando tiraram isso de mim e eu tinha lá a grande metrópole na minha frente, eu podia fazer todo santo dia alguma experiência nova, tudo que eu queria era comer o arroz na minha mãe, ouvir uma lurota dos meus amigos e ter um dia calmo, sem tanto barulho.
Então essa ideia da felicidade, ela me transformou numa pessoa muito ansiosa também. Então, eu vivia sempre esperando pelo próximo dia, eu ficava sempre esperando pelo próximo evento, eu ficava sempre eh cobrando de mim que eu tinha que me divertir, que eu tinha que estar feliz, que eu tinha que aproveitar, que era um grande momento. E eu ficava tão paralóico com aquilo, eu ficava tão ansioso com aquilo que eu não percebia com e o momento acabava.
Então, hoje eu dou muito valor e é o que realmente me agrada e me deixa uma pessoa feliz. A Duda, minha noiva, ela fala que eu sou uma pessoa que eu tô sempre na mesma frequência todos os dias e ela me pergunta como eu consigo. Fala: "Olha, não, nem sempre foi assim, né?
Foi na base de muita luta e de muita >> Só fazer uma baliza rápida aqui, né? A melhor forma hoje da gente compreender a nossa personalidade eh por meio de uma de um construpto que é cientificamente o mais robusto que a gente tem até hoje, porque tem correspondências genéticas, amplo eh amparo estatístico em termos epidemiológicos e tal, que é um construto chamado de Big Five, cinco grandes traços de personalidade. Eu sei que o nome é meio estranho e parece um bagulho de coach, mas é o que a gente tem hoje.
Sim, esses bagulho fleumático, sanguíneo, sei lá o que, não tem evidência nenhuma. O que realmente tem é Big F é pouco difundido, infelizmente no Brasil, exceto porque tem um módulo no RD só sobre isso. Tem podcast também no Wesle podcast só sobre o Big F.
Exatamente. Que é com o mesmo professor. Um dos grandes cinco fatores é neuroticismo.
Neuroticismo é um traço de personalidade que todo mundo tem. Alguns com o volume aumentado, alguns com o volume reduzido. Ou seja, umas pessoas tm mais esse traço de personalidade, outras têm menos, que é basicamente você é o que ele comentou que ele era antes, né?
Você fica muito ansioso pelas paradas. você quer as parada, é meio que um impulsivo, só que muitas vezes tingido de coisa de um de uma afetividade negativa, entendeu? É uma ansiedade que às vezes deveria ser positiva para você ir para um evento, alguma coisa assim, só que você fica meu tão querendo aquilo e tal, que aquilo comece te prejudicar ou faz você experimentar sensações ruins e focar em coisas ruins, né?
É claro hoje que esse traço de personalidade, de neuroticismo, como o próprio me diz, né? um traço de personalidade, ele ele existe quase basicamente desde a sua infância e te acompanha o resto da vida. Ele é relativamente estável, só que os dados mostram que em média, em média, algumas pessoas sim, algumas pessoas não, mas em média a maior parte das pessoas reduz esse traço de personalidade conforme avança na vida.
As pessoas quando ficam um pouco mais velhas, que é o que ele tá falando aqui basicamente, né? você vai ficando um pouco mais velho ali 35, 38, principalmente quando você é uma pessoa que passou por alguns perrengues na vida, né? Você teve momentos difícis em relacionamento, você teve momentos difícil no trabalho, você não é aquela pessoa hiper protegida, hiper mimada, que foi, digamos que impedida de passar por momentos que façam você criar repertório comportamental ou no linguagem popular criar casca, você fica com essa, você reduz um pouco o traço de neuroticismo.
Se você não teve essas experiências durante a sua vida, talvez você vire aquela pessoa um pouco mais velha que continua sendo dessa forma, né? Mas a galera em média tende a reduzir um pouco. Você fica realmente menos estressado, menos preocupado.
Você liga menos para hate, você liga menos pra galera que tá te xingando. Você não se importa muito mais com a opinião dos seus pares, exceto aquelas poucas pessoas que você de fato confia e se importa e você fica mais de boa. Cara, tipo, as paradas da vida elas deixam de fazer aquela barulheira que faziam antes porque você começa a sacar um pouco com a banda toca, entendeu?
Então isso tem muita correspondência, muito legal. Comigo também tá sendo assim. Eu tive filho agora, né?
Acho que o Luigi tem tem filho, né? Acho que sim, um pouquinho mais velho. Eu tinha uma recém-nascida agora.
E e eu senti que eu já vinha desligando um pouco o volume do neuroticismo na minha vida. Mas o fato da filha, cara, é uma parada que eu já tinha muito essa política do Luigi. Tanto é que tem aulas no reservatório de dopamina de 3 anos, qu anos atrás, 3 anos e pouco atrás, que são aulas que eu falo, cara, valorizo simples, tenho uma vida frugal, né?
Esse esse é o é o é o adjetivo que eu usei, né? Tenha uma vida frugal, eh, faça sua vida ter essa característica, que é basicamente o quê? Você, pô, guardar um pouco de dinheiro, viver um pouco abaixo da sua renda.
Quando você for investir esse dinheiro em alguma coisa, invista numa coisa que esteja atrelado com seus valores. Mesmo que pela outra pessoa possa parecer fútil, mas se tá atrelado com seus valores, vale a pena. Isso não necessariamente indica que você deva gastar com muitas coisas eh eh que podem ser fúteis.
Um exemplo que eu dou, se você gosta muito de ciclismo, talvez vale a pena você investir numa boa bicicleta, mas você não deve investir numa boa bicicleta porque o seu grupo gosta de ciclismo e você tá sem uma boa bicicleta. Deu para entender mais ou menos, né? E e cara, vivo o ordinário, assim, é o que ele disse, uma amanhã calma, a leitura de um bom livro, um almoço com os familiares, ouvir mais os amigos quando você tiver na roda de conversa e não ficar no celular.
Eu concordo totalmente com essa primeira dica. Pô, concordo totalmente, cara, porque é, são os momentos que realmente a gente consegue criar memória, são os momentos que a gente vai levar daqui pra frente. E acho que o, não sei se ele vai falar disso depois, mas muitos jovens hoje, eu, eu eu tento evitar falar isso porque parece aquela parada de, sabe, de um cara velho que fica reclamando da geração anterior, mas são dados.
Os dados indicam hoje que os jovens passam mais tempo na rede social, até porque, digamos que a nossa geração não teve contato com rede social quando era jovem, né? diferente dos jovens de hoje. Eh, e os jovens ficam muito tempo por derrede social.
Isso tem evidentes associações com piora na saúde mental, principalmente em meninas. As meninas elas sofrem mais com essa exposição exagerada dentro das redes sociais. Os jovens muit, muito provavelmente não, eles não têm tanto repertório.
Isso de novo, os estudos mostram, para lidar com essas críticas dos pares. É o inverso. Os jovens eles se importam muito com a opinião dos pares, desproporcionalmente.
Tem estudos, por exemplo, que eles pegam adolescentes e eles colocam um fone de ouvido no adolescente com outros adolescentes, eh, pares, amigos e tal, que eles conhecem e, e o adolescente tá jogando um joguinho de videogame de carrinho. E aí eles, esses adolescentes ficam falando, vai, acelera mais, pô. Vamos, vamos, você tá, vai.
E aí você tem uma questão de premiação. Se você não bate, não sai da estrada, você tem que a se arriscar, mas não tanto porque senão você perde prêmios. Você é punido se você se arriscar muito.
Os jovens, cara, eles eles se importam muito mais com o que os outros jovens eles se arriscam mais quanto outros jovens ficam instigando. Se você bota um adulto fazer isso, o adulto ele não liga tanto pra opinião dos outros adultos, ele se importa menos. Qual qual eles?
Ele é menos influenciável, digamos assim. E quando você vai olhar aí a o cérebro dos jovens e dos adultos, existe um correspondente neurobiológico que explica esse comportamento. Assim como a falta de insulina explica a alta glicemia num diabético tipo um, esse comportamento de maior de maior risco e esse comportamento de se importar mais com a opinião dos pares dos jovens é explicado por uma alteração biológica no cérebro.
os jovens, ele tem uma redução da atividade do córtex préfrontal, eh, uma atenuação dessa atividade, porque essa área do cérebro termina de amadurecer pelos 20, 22 anos em média, tá? E pelo fato dos jovens terem essa menor racionalidade e construção de perspectiva de futuro, eles se importam muito mais com o que os outros estão falando. Tem outros correlatos neurobiológicos que explicam essa importância exagerada que os jovens dão aos pares, mas esse é um dos principais.
Além disso, os jovens eles têm uma dificuldade de ter comportamentos empáticos. não significa que eles não sabem que o outro tá sofrendo, mas principalmente ali pelos 12, 14 anos, eles têm uma dificuldade de se colocar no lugar do outro pela perspectiva da outra pessoa. Tem um estudo muito legal que eles botam uma prateleira e aí tem umas e aí tem um um interlocutor lá, né?
É é um desenhinho. Aí tem um cara lá, o jovem tá olhando a prateleira de trás e aí tem umas partes fechadas que ele não consegue enxergar. Os jovens eles têm dificuldade de saber que aquele cara não enxerga essa bolinha que ele tá enxergando porque tem um negócio aqui na frente.
Então ele tem dificuldade de olhar essa situação pela perspectiva do outro. >> Mas esse passo de empatia, ela tem alguma área de fatura biológica também ou talvez seja mais da área do cérebro? >> Ele tem pouca vivência também >> também, mas imaturidade na área do cérebro.
Os estudos mostram que a empatia ela tá em vários lugares no cérebro, mas principalmente numa regiãozinha próxima ao córtex perfrontal. Quando você vai ver o amadurecimento do cérebro de um jovem, eh, essa é a última área a amadurecer, a última de todas, é a que mais demora para amadurecer. Isso não significa que ele seja um pau no no lugar lá.
Significa só que ele >> que ele ele acha sacanagem o pai dele querer ir embora um pouco mais cedo ou a mãe dele numa reunião que tá o patrão do pai dele só porque ele não só porque ele não quer, entendeu? ou reclamar que não ganhou o presente. >> Isso, reclamar que não ganhou o presente, mas o pai não tem condições de dar o presente.
É, >> é, é mais difícil fazer essa. Só que claro, isso num universo de pessoas que jovens que não vivem em rede social é uma coisa, porque você tem acesso a poucas influências. No universo de rede social, com esses efeitos de ecochamber, né, câmera de eco que o algoritmo te reforça, cara, você acaba gerando uma dificuldade do jovem de conseguir ponderar as suas referências.
exemplo do exemplo continuando nesse exemplo do presente continuando nele é tipo, pô, o amigo dele ganhou um [ __ ] do game [ __ ] e o pai dele não conseguir. >> Exatamente. Não é culpa do pai dele, né, cara?
E é difícil fazer essa análise. Mas >> eu acho que isso aí faz parte também, né, velho? Se o cara não for assim na adolescência também, >> não é?
Exatamente. E assim, um, alguns desses jovens que, digamos que tem menos freio e são mais impulsivos, cara, muitos deles montam uma banda e a banda faz sucesso. Outro cria o Facebook.
>> Exato. É isso aí. Outro ele, essa impulsividade leva ele a devorar 30 livros por mês de fantasia.
Outro leva a conhecer, tocar vários instrumentos, alguns leva para droga, outros bem mais difícil esse esse impulso acontecer na pessoa mais velha, por exemplo. >> Exatamente. E é importante que tem esse momento, é necessário no momento de desenvolvimento.
>> Eh, só que o problema é que a internet pode gerar uma alguma questão delicada, dependendo do quanto de de que conteúdo que tá chegando naquele sujeito. E aí isso acontece, o que o Luigi tá falando, isso tudo em média, tá, galera? Ah, mas eu tenho um primo meu que é [ __ ] inibido.
É em média, cara. Média. Eu tenho que tatuar aqui, ó.
Em média. Eu faço assim. Se que eu vou falaria.
>> Mas isso que o Luigi tá falando aqui é muito real. Aí quando você vai ver os traços de personalidade, duas coisas tendem a a mudar com a idade, né? Porque traço de personagem geralmente não muda.
Se você é uma pessoa introvertida, é um dos traços de personalidade é extroversão. Você pode ter muito ou ter pouco, né? Esse traço muda muito pouco durante a vida.
Agora, claro, se você foi hostilizado, se você é extrovertido e foi hostilizado publicamente alguma vez, que criou um trauma absurdo em você, cara, é um negócio na sua faculdade que você foi apresentar e saiu errado e daí sei lá o quê. Pode ser que esse esse evento ambiental altere o seu traço de personalidade ou se você foi violentado fisicamente, sexualmente, pode ser que altere, tá? Mas em geral fica muito estável se não ocorrer esses eventos extremos.
dois traços, voltando ao vídeo dele, que mudam com o avanço da idade, é a conscienciosidade, que é um dos traços de personalidade, que é basicamente você ser uma pessoa mais responsável em linhas gerais, essa seria uma boa definição. É você ser um pouco mais organizado, se a pessoa te e não significa que você não é bagunceiro, só que você tem noção das suas responsabilidades e que se você não fizer vai dar problema. é a pessoa ter uma reunião com você semana que vem, você anotar, comparecer na reunião, não ir deslechado.
Essa conscienciosidade tende a alterar principalmente à medida que você for adotando papéis sociais que envolvem conscienciosidade. Um dos maiores exemplos é filho. Ter filho, a literatura mostra que que seria como se fosse o trauma na extroversão pra conscienciosidade.
O cara que tem filho, ele começa a ser mais responsável, cara. Tipo, tem um ser ali que ele não faz nada até um ano e ele depende totalmente de você. Você não pode, vou abandonar tudo aqui uns três dias.
E tem alguns que fazem, né, saem para comprar cigarro e não voltam mais. Mas em geral aumenta a consciidade. E o segundo é neuroticismo, que é o que ele tá falando aqui, né?
Você começa a ficar menos papanóico, cara. Você começa a ficar mais assim, tipo, [ __ ] eu vou tomar meu café aqui tranquilo, velho, que deixa o mundo desabar e aí depois eu vejo lá o que eu eu resolver o bagulho. Não, vamos ver reflexão de muita meditação, eu diria.
Eu entendeu que o que me faz feliz mesmo é o meu cafezinho da manhã, eh, são as minhas orações, é fazer uma comida paraa minha filha, é dividir uma refeição com ela, é conversar com a minha mãe, essas pequenas coisas que eu realmente amo e que realmente me fazem feliz. Voltando ao tema felicidade, então pare de querer encontrar o grande momento, o grande clímax. Você deve estar perdendo esse momento exatamente agora.
Segundo conselho que eu gostaria de dar para vocês eh tentar viver uma vida sem que você seja o centro das suas próprias atenções. É se doar pelo próximo mesmo. Eu sei que pode parecer uma conversa absurda, uma conversa arcaica, romântica.
Afinal de contas, a gente vive numa sociedade cada vez mais eh dominada pelo neoliberalismo, onde cada um por si e Deus por ninguém. Na verdade, o que que é Deus? Deus é o que exatamente, né?
Deus já virou um consumo. Então é cada um por si, cada um pensando no teu, correndo atrás do teu. Coletividade, até mesmo por quem eh fala tanto sobre ela, é uma quase uma abstração.
Então, quando você descobre que a sua vida ela pode se engrandecer, ela pode ganhar dimensões das quais você nunca imaginou quando você se doa pro próximo, e por se doar ao próximo são pequenas coisas. Você não precisa exatamente ser o grande, sabe, que sai na rua e salva o mundo, não. Você pode simplesmente ser o ombro amigo de alguém.
Você pode simplesmente mandar uma mensagem para uma pessoa que você sabe que tá em luto, uma pessoa que tá passando por um momento difícil, você estende a mão para ela. Eu descobri muito o valor disso quando eu fui pai, né? Então, quando a minha filha nasceu, eu entendi ali pela primeira vez na minha vida que eu seria capaz de dar a minha vida para alguém.
Hoje eu daria minha vida, não só pela Alice, que é minha filha, mas daria a minha vida pelos meus sobrinhos, pela minha noiva, pela minha mãe, por todo mundo. E isso tira de mim essa vaidade, né, da gente se achar tão especial, tão intocável. Porque uma coisa que eu percebo em quem, porque eu fui essa pessoa, tá gente?
Em quem se valoriza muito, vive por si mesmo e está no centro das atenções da própria vida, é como essa pessoa uma pessoa reclamona. Tudo, tudo incomoda ela, tudo machuca ela, tudo é um problema para ela, tudo é demais para ela, porque tudo tudo porque a vida, o mundo tem que ser para ela. Ela é a coisa mais importante no mundo.
É óbvio que você precisa se cuidar, é óbvio que você precisa prestar atenção em você. Aliás, muitas vezes a gente deixa de prestar atenção na gente porque a gente tá prestando muita atenção nos outros. Mas ao mesmo tempo para você eh cuidar de outras pessoas fará bem a você mesmo e cuidar de você mesmo te deixará pronto para cuidar de outras pessoas.
Eu costumo falar há 5 anos nas minhas lives no YouTube que tristeza compartilhada é uma tristeza diluída. Então, quando você tem pessoas próximas a você, que você já leva a vida nessa forma, você diluir essa tristeza, você divide ela contra as pessoas, as pessoas vão te colocar para cima, vão, talvez, que isso é muito interessante, é uma coisa que acontece muitas vezes, elas mostrarem para você que talvez esse problema que tá te entristecendo não é tão grave assim. E compartilhar e felicidade compartilhada é felicidade em dobro.
Então, quando você tem a oportunidade de compartilhar alguma coisa boa, um momento feliz seu, uma conquista com alguém que você ama, que você gosta, esse momento ele dobra a felicidade, porque se a pessoa te ama, ela ficará feliz por você, da mesma forma que você ficará feliz pelas conquistas de outras pessoas. Isso é extremamente importante. E por fim, eh, faça de tudo em vida para não ter a verdadeira morte, que é ser esquecido.
>> Bom, sobre esse segundo conselho, concordo totalmente. Ô, Luigi, você tem que ler um livro chamado Ética Prática do Peter Singer. Lê aí, cara.
Lê aí e faz um react do livro que você vai gostar bastante. O Peter Singer, ele dá um argumentos morais muito sólidos para você ser uma pessoa que partilhe coisas, não só coisas, mas comportamentos com outras pessoas. Tem um outro livro dele, cara, que é mais de divulgação ética prática e de filosofia analítica mesmo.
É bem bem chatinho de ler, mas é muito legal. E tem um outro dele, talvez você, o Luid é o cara que faz umas comidas também ou não? >> Acho que não >> churrasco e tal.
>> É, talvez se você for essa pessoa, você não vai gostar muito porque ele defende que não pode comer animal, que é imoral. Essa parte aí você pula. E aí tem um outro lá dele que é a melhor coisa que podemos fazer vivos, alguma coisa assim, que ele aí o livro inteiro meio que divulgação falando sobre a importância de você cuidar da comunidade e tal.
Acho que você vai gostar também. A verdadeira morte é ser esquecido. E como que a gente faz para não ser esquecido?
A gente tem que fazer grandes obras, ganhar prêmios Nobel, sermos políticos, sermos grandes escritores. >> Também é uma boa ideia. >> Não, >> muita gente que ninguém nem sabe da existência, exceto aqueles que a amaram, até hoje contam história sobre ela.
Morreu lá numa casinha, lá no interior, lá que salta do Itararé. E até hoje as histórias sobre ela são contadas, eh, são faladas. Ela é sempre renemorada e isso a mantém viva e a manterá viva enquanto essas histórias forem contadas.
E uma pessoa que é amada, ela jamais morrerá. Uma pessoa que é verdadeiramente amada, ela sempre permanecerá viva na memória de outras pessoas. E enquanto você permanecer nessa memória de novo, você permanece vivo.
Então, seja essa pessoa, seja essa pessoa amada, amável, seja simpática, acolhedora, seja, seja solidária, seja carosa, seja a pessoa que isso todo nós, todos nós aqui passaremos, seja aquela pessoa que quando você se for, muita gente vai sentir tua falta, muita gente vai chorar sua falta, muita gente vai lembrar dos maus momentos, não só chorar, mas também relembrar com felicidade os bons momentos que vocês passaram juntos. Então são pequenas coisas, três conselhos que eu tenho para dar para vocês. Quem sou eu para ficar aconselhando outras pessoas?
Mas eu acho que aos 38 anos essas três coas, >> parece ter 38, né? >> Foram essenciais nessa minha jornada, >> nessa quase uma d >> Não sei por que a produção botou esse vídeo aqui para mim. >> Eu sei.
>> Aliás, sabia que eu faço aniversário sábado, né, cara? >> É lá. É fech >> que idade?
Que idade? >> Hum. Eu sei, hein.
32 >> 31 >> 38. >> Muito bom, Luidi. Obrigado por compartilhar esse vídeo, compartilhar os seus ensinamentos.
Vai postando mais uns aí pra gente fazer react, porque a gente também tem que ter views aqui no canal, né? >> Tu sabe como é que funciona. >> Sabe como é que funciona?
Exatamente. Galera, inscrevam-se aqui no canal, deixe o seu like aí pra gente continuar fazendo vídeos e nós nos vemos no próximo.