Bom dia, boa tarde, boa noite, a depender de que horas você tá nos ouvindo. Sejam muito bem-vindos ao nosso primeiro podcast da Monkey. Eu sou o Cali Gedeon, sócio CFO da Monkey, host de diversos dos nossos webinars que eu tenho certeza que você já ouviu. Se ainda não ouviu, por favor, e vejam na nossa página. Tem diversos temas super interessantes que eu tenho certeza que você vai se interessar por aí também. E tô aqui hoje com a minha sócia, a Roberta. Olá, pessoal. Eu sou Roberta, sou sócia e diretora de novos negócios na Mankey. A
gente tá aqui hoje com a B3. É um super prazer táar aqui com a B3 hoje. Eh, obrigada pela presença de vocês. A gente recebeu aqui também o Banco Central, eh, e fizemos um podcast com eles também. A gente tem o link aqui do do programa completo no nosso canal. Então, se vocês tiverem curiosidade e quiserem assistir esse podcast completo, fiquem à vontade para clicar aqui no link também e assistir esse podcast. E hoje a gente tá aqui para falar do mesmo tema de duplicato escritural. Agora do ponto de vista da B3. Acho que eu
vou mudar um pouco esse nome, né, para duplicata eletrônica. Eu acho que a gente devia dar um nome um pouco mais popular. Duplicata escritural não parece algo novo, né? Deixa aqui nos comentários qual o nome que você acha que devia ser. Eu acho que devia ser dup para rimar com Pix ali, ficar algo mais próximo. Vamos à DUP, então. Vamos à Dup. Vou apresentar os nossos convidados. Primeiro a Bruna. A Bruna é engenheira, tem mais de uma década de experiência aí em mercado financeiro. Ela é product manager hoje na B3, mãe da Catarina e uma
especialista aqui no tema em duplicatas. Vai nos dar uma aula hoje, eu tenho certeza absoluta que vamos sair daqui com muito mais conhecimento. A gente tá aqui também com Michael, com Michael Oliveira. Ele tem mais de 15 anos de experiência na área comercial, trabalhou também no mercado financeiro, em bancos e hoje ele trabalha na área comercial da B3, especializado aqui no assunto de DUP, né, Michael? Exatamente. Muito obrigado. E indo direto ao nosso tema, é uma mudança muito aguardada por todo o mercado. É uma norma que já é de 2018, então o mercado acho que
por um tempo até ficou descrente de que se de fato isso ia acontecer. E eu queria começar te ouvindo um pouco, Bruna, o que que que é isso? O que que é essa grande mudança, o quão revolucionária ela é. Conta pra gente um pouquinho da dinâmica aí dessa mudança regulatória. Perfeito. É bom, primeiro queria agradecer aqui o convite de vocês, né, Estarmos inaugurando aqui a série de podcasts da MAN, que é um prazer para B3 ter sido convidada. Prazer pra gente aqui. É uma honra estar aqui com vocês, tá? Eu acho, e aqui eu acho
que é engraçado você ter feito essa analogia com o Pix, né, chamando de DUP. A duplicata, ela nasce da mesma agenda do Pix ali pelo Banco Central. Existe uma agenda eh de inovação do Banco Central que é chamada de BC hashtag, onde o Banco Central tem esse viés aqui de trazer antiga Bem mais foi muito isso. Perfeito. É a antiga Bem Mais que evoluiu para BCA, onde ele tem uma série de iniciativas ali que visam trazer mais segurança, mais transparência pro mercado, aumentar o acesso ao crédito, né, para as empresas aqui, eh, não só, né,
para pequenas e médias, mas também com certeza ali paraas grandes, né? Então, eh, é interessante você ter feito essa analogia com o Pix, porque a duplicata de a duplicata escritural, né, a DUP aqui, a duplicata eletrônica, ela nasce da mesma agenda do Banco Central que veio com a inovação do Pix. Então, eh, e isso traz aqui um pouco do dos objetivos, né? Isso mostra um pouco de quais eram os objetivos do Banco Central com essa iniciativa. Então aqui eh quando a gente fala de um aumento de segurança para esse mercado, consequentemente a gente tem uma
redução de fraudes aqui, onde a gente tem redução de taxas e o aumento aqui ao Crédito, eh, o ao acesso ao crédito por pequenas e médias empresas, tá? Então, eu acho que aqui a gente consegue eh tudo que a gente traz de mudança para esse mercado, a gente consegue diretamente relacionar a esses grandes objetivos aqui do regulador, tá? Explica só rapidamente para para quem tá nos ouvindo aqui ou nos assistindo o que que é exatamente a registradora, qual que é esse novo papel da B3 que é um papel novo, não é? A B3 aqui enquanto
e exchange, enquanto e bolsa, é a B3 enquanto registradora. Qual que que é esse papel exatamente? Perfeito. É, aqui a gente tem uma nova figura surgindo no mercado que é o papel do escriturador. Além da registradora, a B3 agora também vai passar a ter esse papel no mercado. E aí, o que que é um escriturador, né? A norma e ela vem aqui trazendo algumas responsabilidades para essa figura. E o escriturador, ele passa a ser a entidade responsável por garantir a unicidade da duplicata. Ou seja, a eh eu trago uma segurança em dizer que aquela duplicata
não vai ter uma cópia dela circulando no mercado. Eh, e aqui também eu consigo eh controlar a baixa que ela vem a partir do pagamento. Então, a partir do momento que essa duplicata é paga, ela tem a baixa, né? Eu eu eu acabo tirando ela do sistema porque eu não faz mais sentido ter o circul a circulação dessa duplicata aqui no mercado, tá? E quando a gente fala da ponta da de registro Aqui da registradora, que a a B3 também tem esse papel, é quando a gente gera eh eh leva esses dados aqui da duplicata
para esse novo ambiente, levando eh tornando a duplicata um ativo financeiro negociável no mercado financeiro. Então, é como se eu dissesse que a ponta da escrituração se comunica com economia real aqui, né, com as empresas e a ponta da registro, eu tô falando com o mercado financeiro. Então, todas as operações de crédito que são vinculadas às duplicatas também são trazidas aqui para esse ambiente de registro, tá? Acho legal lembrar só que a duplicata eletrônica ela só necessária, a existência dela só é necessária quando for acontecer uma antecipação, né? Então, acho que é legal trazer isso
também. Perfeito. Aqui é uma grande dúvida, né, que a gente escuta muito aqui no mercado, né? Eh, eh, todas as empresas que a gente conversa costumam trazer esse ponto aqui como uma dúvida. e o que que de fato eu preciso escriturar, o que que a norma tá trazendo de mudança pro meu dia a dia. E aqui a norma é clara em trazer somente as duplicatas que são escritur que são negociadas. Então, e o que que isso significa na prática? Se você tem uma operação de desconto, de capital de giro, de antecipação ali com o banco,
você como cedente passa a ter a responsabilidade de fazer escrituração. E do outro, e por outro lado aqui, se você tem um programa de risco sacado, por exemplo, os seus fornecedores precisam também escriturar as duplicatas para continuar viabilizando as operações de crédito com os bancos, tá? Então, tecla sap rapidamente, o que que é pro nosso leitor que o nosso ouvinte que acabou de chegar uma duplicata eletrônica? Uma duplicata, ela é a digitalização. Uma duplicata eletrônica, ela passa a ser a digitalização de um título que antes era cartular, porque o título de crédito é o título
que pode ser que cartolar, um papel. Um pedo, um pedaço de papel, né? Onde ele era levado ali pros bancos para fazer negociação. Por muitas vezes foi confundido ali com boleto, né? Então por muitos anos os bancos começaram. Não é é algo diferente. Ele tá entre o boleto e a nota fiscal. É um título intermediário ali, porque o boleto ele é um instrumento de pagamento. A nota fiscal ela é uma formalização da compra e venda, né? E é para fins de fisco aqui, né? Para recolhimento de impostos. E a duplicata, ela vem como um título
de crédito. Ela é destacada desse documento fiscal, sendo passível de negociação no mercado. Então, a gente também pode trazer aqui a duplicata como título de crédito que pode ser executado, né? Eu posso levar protesto, são eh e e coisas que nem a nota fiscal nem o boleto permitem, somente a duplicata aqui nesse caso, tá? Obviamente traz muito mais segurança do ponto de vista de quem vai financiar, de quem vai dar esse crédito e se traz mais segurança para quem vai dar crédito também baixa custo de financiamento para quem tá tomando crédito. Perfeito. E quando a
gente fala da duplicata sendo trazida aqui ambiente de registro, né, numa entidade autorizada pelo Banco Central que tem a competência Ali dada pelo órgão regulador, eu falo de segurança, eu falo de publicidade, as informações aqui ficam centralizadas, então eu garanto que todas as partes estejam com a informação equalizada. Então isso de fato leva à redução das taxas e o aumento aqui do crédito no mercado. Então aquele problema que acontecia lá antigamente quando eh da chamada duplicata fria, quando alguém descontava uma duplicata que não existia de fato lastro, ele tende a não acontecer mais. Perfeito, perfeito.
Ele tende a desaparecer porque a mesma fonte de informação para dois, três, quatro bancos diferentes acaba sendo a mesma. Antigamente não o esse mesmo título, o fato de eu ter um papel na mão, eu poderia fazer cópias desse título e levar em diversos financiadores diferentes, que é uma fraude clássica aqui que a gente tem no mercado, né? Utilizar mesmo a duplicata em duplicidade, triplicidade aqui em diversos players, tá? Então, acho que a gente pode falar que a duplicata eletrônica é a versão digital da duplicata física, né? Perfeito, R. É isso mesmo. Aqui a gente tá
trazendo pro ambiente de registro, ambiente eletrônico, todas as informações importantes ali para uma tomada de decisão do financiador na concessão do crédito. Legal. Você falou um pouco de dos benefícios, né, de segurança, Competitividade, transparência que esse essa nova dinâmica vai trazer pro mercado. Mas acho que seria legal a gente explorar um pouquinho mais isso, né? Eh, então vocês pudessem contar um pouco mais pra gente de como essa segurança vai ser trazida, como essa competitividade vai ser trazida de fato, acho que seria legal, não? Perfeito. Aqui quando a gente fala da da pensando na jornada completa,
né, desde o nascimento da duplicata, o que que a gente faz aqui para garantir uma segurança nessa duplicata que tá sendo escriturada? Lá no primeiro momento, eu já faço uma validação desse lastro. Qual que é o lastro, né? O lastro é o documento fiscal. Pode ser uma nota fiscal eletrônica, uma nota fiscal de serviço, uma CTE. são instrumentos aqui utilizados hoje, né, para formalização daquela prestação de serviço ou relação de compra e venda de mercadoria. Então, essa formalização, hoje eu tenho ali informações da fatura, informações de valor, data de vencimento, tudo isso são informações eh
imprescindíveis aqui pra originação de uma duplicata. Então, a partir do momento que eu tenho esses dados, consigo validar esses dados direto em órgãos da do governo aqui, né, como Secretaria da Fazenda, né, CPRO, né, que é um grande provedor aqui de dados, a gente consegue trazer essa segurança também pro pro ambiente. Então, quando eu falo que eu escrituro uma duplicata, eu validei os dados da nota fiscal, garantir que aquela duplicata não foi escriturada Anteriormente, e que aqui é é o critério básico da unicidade, e dou publicidade dessas informações, de forma que essa duplicata fica disponível
para os bancos que têm autorização a consultar esses dados. Então, a empresa ela tem hoje eh a capacidade de dar autorização aos bancos que ela quiser ficar na mão dela a visualizar a agenda, que é um grande arquivo, né, fazendo aqui eh trazendo aqui para para uma linguagem mais clara, né, pro mercado. É um grande arquivo onde vem aqui todas as informações do contas a receber daquela empresa. Então eu tenho ali uma listagem de duplicatas com todas as informações necessárias para garantir uma tomada de decisão coerente ali pela pelo financiador. A gente tá falando bastante
aqui, né, da do regulamento de como isso vai funcionar, mas acho que o Michael talvez pode trazer um pouquinho pra gente da prática disso com os clientes, de de como isso tá sendo pros clientes, né? Todos esses benefícios que você tá trazendo. Michael quer trazer um pouquinho pra gente da das dores que tem você tem sentido dos clientes e de desses benefícios, de como esses benefícios vão vir pros clientes também? Perfeito. Bom, obrigado primeiro aqui pela oportunidade de participar com vocês, fazer esse bate-papo. Eu acho que é um tema que tá realmente em voga nas
empresas. Eh, muitas delas se preocupam em como se adaptar, seja do ponto de vista do contas a receber, de como que Isso gera oportunidade para ele conseguir mais crédito, de ele conseguir ter uma abrangência melhor de oferta, melhores taxas. E também a gente observa que do ponto de vista de contas a pagar, muitas empresas vão ter impactos ali de identificar quem que vai ser o novo canal de pagamento, de saber se o título foi ou não antecipado e aí conseguir fazer isso de uma forma mais transparente e a liquidação correta. Mas eu diria aqui até,
Rook, que quando a gente fala do ponto de vista de sedente ou na norma a gente chama de sacador, é um uma grande oportunidade dele conseguir direcionar para quem ele vai eh canalizar aquele optin, que é o conceito de da agenda. o financiador consegue enxergar essa agenda, ofertar uma melhor taxa e isso tende a abrir muito o a potencial de operações. Deixa eu só perguntar rapidinho pra gente para ficar claro para todos aqui quais são as partes envolvidas. Então, tem a empresa que tá comprando um bem um serviço, tem a empresa que tá vendendo um
bem ou prestando um serviço, tem o financiador na outra ponta, tem registrador, quais que são os nomes, essa sopa de letrinhas para esclarecer para exatamente para esclarecer pros nossos. E isso daí é realmente bem comum a gente falar nas empresas porque é a dúvida, né, das nomenclaturas. Então você tem o papel do fornecedor, que ele é o sacador e o dono daquele recebível. Então ele tem o papel e a responsabilidade de escriturar. É ele quem traz o emissor da duplicata escritural. Então Emissor da duplicata, ele quem traz vida para essa duplicata no ambiente eletrônico, digamos
assim. Aí você vai ter o papel do sacado, que são as empresas pagadoras, que aí no contraparte, digamos, desse emissor é aquele que pode manifestar a o aceite da duplicata ou de repente colocar alguma situação de manifestação, né, avaria, eh, problemas na entrega. Então esse daí é um papel do sacado e aí você vai ter o papel do financiador, que é justamente os agentes financeiros, bancos, FIDIC ou até Fintex também que podem acessar esse ecossistema para poder fazer a oferta de crédito. Mas não só restrito a isso, a gente tem um quarto papel que é
o de agente intermediador, que aí pode ser empresas especializadas que atuam em nome de sacado ou de sacador para poder facilitar um pouco esse processo. Eu quero só puxar um gancho aqui do de um ponto que o que o Michael trouxe no início da fala, né? Que a gente aqui quando vai falar muito de duplicatas é muito eh natural que venha na nossa cabeça o sacador, né? Quando a gente pensa em duplicata aqui escritural, a gente pensa no sacador, porque é o cara que vai ser responsável ali pela originação da duplicata, ele que traz aqui
o título pro ambiente eletrônico. Só e só que aqui eu acho que é importante a gente reforçar muito a participação do pagador, que é o sacado nesse nesse modelo, né? Porque eh aqui é a parte que tem mais dor no processo. Então, sempre que a gente pensa na empresa pagadora, e aqui a gente tá falando de qualquer empresa, né? Então a gente não não conseguiria segregar, né? Ah, eh, tal empresa tem pacto, tal empresa não tem. Esse cenário não existe, todas têm impacto. A partir do momento que você tem ali um compromisso de pagamento e
um fornecedor tenha já ingressado no modelo da escritural, essa empresa já tem um impacto geral em todo contas a pagar dela, porque ela já precisa estar adaptada aqui para as novas novas regras de funcionamento. Então acho que é importante também até até Michael, se você puder trazer um pouco do que você tem de vivência ali na ponta com os clientes, né, as dores que os clientes pagadores e já eh tem trazido aqui pra B3, né, pra Mankey também. Acredito que vocês tenham muito para trazer nesse nessa nesse contexto. Acho que é legal aqui também pro
público que tá assistindo e conhecer um pouco mais. Excelente. Quando a gente olha por essa ótica, a primeira preocupação que a gente observa é a questão do aceite, da manifestação. Primeiro porque hoje é algo que não se faz, ou pelo menos não se faz de forma eh eletrônica ou formal. E o aceite ele passa a ter um valor muito eh grande, porque eh o momento em que o sacado reconhece aquela transação e isso pro mercado financeiro gera uma análise de risco diferenciada. E além de ter que fazer isso, de novo, tecla sap, o aceite é
basicamente então quem deve aquele título falando eu devo, o valor é X e a data de pagamento é Y. Exato. Exato. Eu reconheço, né? Eu reconheço exatamente isso. E aí entra justamente esse parâmetro, porque é é algo que não era feito no modelo cartular. Ele passa a ter um significado muito grande pro âmbito de crédito e ele tem um prazo legal. que tá previsto na norma de 10 dias. E aí a gente já observa essa primeira grande dor nas empresas, porque 10 dias é um prazo muito apertado, é algo que não tá dentro do ciclo
financeiro, ciclo de caixa que você conhece muito bem, que às vezes a mercadoria chega com 11 dias, 15 dias após e aí a gente já começa a observar uma certa e dor de adaptação. A outra grande frente que é a gente trabalha bastante com solução é a questão da troca de titularidade. Uma vez que grandes empresas ou pagadores eh detém um pagamento direcionado pro fornecedor e tá previsto às vezes em contrato, que ele só vai pagar aquela conta do fornecedor, agora pode ser que esse título seja antecipado e aí vai ter um outro agente que
vai ser o responsável ali por receber o recurso. E aí o pagador tem que acessar o ambiente de escrituração para enxergar os novos dados de pagamento. E se o pagador pagar no lugar errado, se houver um erro pro lado do pagador, ele corre o risco de pagar errado, né? Ou pagar duas vezes. E acho que aí que entra também algumas soluções que tão sendo desenvolvidas, né, para conseguir ajudar essa empresa, eh, nessas dores que vão surgir, né? Toda mudança gera impacto, como a Bruna falou, e gera dores, né, e oportunidades, claro. Então, aí também que
entram soluções, como, por exemplo, o agente intermediação, né, que você comentou que pode solucionar a parte dessas dores. Então, eh, acho que a gente tá aqui conversando sobre a urgência do tema. É um tema muito urgente, de fato, e importante, que gere impactos, mas com soluções possíveis para que toda essa dinâmica funcione e traga todos esses benefícios que tem o objetivo da dinâmica trazer, né? na segurança, a transparência, a competitividade. É, olhando desse ponto de vista de urgência, é interessante as empresas já irem se preparando, entendendo como é que vai funcionar essa sistemática de manifestação,
de aceite, trocas de domicílio, porque muitas das empresas não pagam por boleto. E como a Bruna comentou no começo, duplicata não é boleto. Boleto é só o instrumento de pagamento. E aí, tendo a duplicata como título de crédito, nessa duplicata, o pagador tem a premissa de escolher a forma que ele vai pagar. Então, ele pode pagar por TED, pode pagar por Pix. Então, toda essa parte transacional, eh, os parceiros, as empresas de tecnologia tem um papel muito importante para poder atender as empresas. E pensando aqui em tamanho de mercado, em tamanho dessa oportunidade, o que
que é o tamanho desse mercado hoje e para onde vocês vislumbram que ele pode em termos de dimensão? É, hoje a gente tem um mercado aqui e que chega, que ultrapassa, né, já 11 trilhões de reais aqui ao ano, tá? é um mercado muito grande, tem muita oportunidade, né, para acontecer aqui com as mudanças da duplicada escritural, porque quando a gente olha os dados do Banco Central, né, tem dados ali dos FIDIC também, hoje a gente só tem por volta de 10% desse valor que tá sendo negociado, só 10% desse volume total acaba virando crédito
para as empresas. Então, quando a gente eh vê uma oportunidade dessa de mudança tão grande no mercado, né, que tem o objetivo de trazer mais segurança, a ideia é que a gente consiga aumentar essa penetração de crédito, né, baseado nessa nesse volume todo que a gente tem de potencial ao ano, tá? Quando a gente pensa nesse volume total, a gente só consegue pensar nas oportunidades que a gente vai ter a partir dessa da entrada do novo modelo. Então, empresas aqui com maior acesso ao crédito, menores taxas. E eu acho que eh quando a gente fala,
não é só achismo aqui, né, que a gente vai ter uma redução de taxa, é um comportamento que a gente já conseguiu observar depois da entrada da norma de cartões, por exemplo, né? Então, depois que a gente teve eh o modelo de cartões incorporado aqui pelas registradoras, né, os bancos aqui já operando nessa nesse novo formato, a gente conseguiu observar de fato uma redução das taxas. Então, é o mesmo comportamento esperado aqui pro mercado de duplicatas. E só pra gente ter uma dimensão do que que são 11 trilhões, que que seria algo comparável assim? Qual
o valor de mercado das empresas negociadas na B3 hoje? Eh, aqui quando a gente olha as maiores empresas, a gente tem por volta de R trilhões de reais aqui. Então é para vocês terem uma noção do tamanho da oportunidade. Maior do que o valor total das empresas listadas em bolas. Exatamente. Então é o dobro do que a gente tem de empresas listadas. Então tem muita oportunidade, tem muita coisa rolando. Um um outro dado também que é interessante, que é fonte do próprio Banco Central, é que olhando micro e pequenas empresas, 48% tem dificuldade de acessar
crédito. E aí você pega que essas empresas têm recebíveis bons contra bons pagadores, o potencial de alavancagem é muito grande, muito grande. Vocês diriam que a gente consegue comparar essa essa mudança, né, a duplicado escritural? com uma revolução que foi o Pix pro pro mercado de pagamentos. Com certeza. Com certeza. Aqui eh o Pix ele acaba de certa forma eh tendo, como eu comentei no início, né? Ele acaba tendo a mesma origem ali, né? quando a gente pensa nos motivadores do Banco Central e e até a demora, eu vou chamar assim, né, que a gente
tá tendo para pro modelo entrar, né, de fato em funcionamento, é pelos impactos que a gente vai ter no mercado, né, porque vai gerar uma revolução muito grande no mercado de crédito. Então aqui a a ideia é a gente garantir, né, manter o modelo em funcionamento. Hoje já tem um mercado enorme de duplicatas acontecendo, né? É, obviamente não com esse nome, né? As pessoas não costumam usar o termo duplicata, né? Pr as operações e que já acontecem hoje, mas qualquer desconto de Recebível que não seja um cartão é uma duplicata, né? Os bancos não usam
esse termo hoje, acaba chamando desconto de boleto, né? Como a gente já falou no início, mas aqui tem um mercado muito grande que só tende a crescer. Então, eh, com certeza a mudança ela é geral. a gente tem impacto eh tanto nas empresas, contas a pagar e receber, a gente tem impacto em todos os bancos que já operam com esse tipo de produto. E para vocês terem noção do quão grande é a mudança que a gente vai ter no mercado, a gente tá tendo mudança até no boleto. O próprio boleto tá sofrendo mudança para acomodar
a duplicata. Então a gente tem aqui o boleto dinâmico, né, que é uma discussão em andamento no mercado, mas deixa boleto dinâmico para uma próxima conversa, que tem bastante coisa aqui para falar ainda. E pensando no do ponto de vista ali regulatório, do ponto de vista de cronograma dessas mudanças, o Banco Central acabou de aprovar o plano de testes homologatórios. Você quer explicar pra gente um pouquinho do que que é isso e qual a importância disso? eh, último dia do mês, né, ali, a aprovação do plano de testes. E esse plano de testes é basicamente
um grande documento ali, é um documento extenso que tem todos os testes que os escrituradores e registradoras precisariam fazer para serem aprovados pelo Banco Central. E aí, qual que é o papel do Banco Central aqui nesse processo, né? O Banco Central, ele ficou responsável pela aprovação desse documento. Agora, a gente tem uma auditoria externa que vai ficar responsável por auditar esses testes. Então, as casas que sinalizam aqui, e aí, só para deixar claro, as casas são as registradoras, é um termo que a gente costuma usar aqui no mercado, mas as registradoras que sinalizam estar prontas
para ingressar nesse período de auditoria, executam todo esse plano de testes, que hoje tem 515 testes, tá? é bem extenso. Então a gente executa os testes e essa auditoria atesta. Olha, evidenciei que todos os testes foram executados com sucesso. Esta casa aqui, no caso B3, está apta para ingressar neste novo modelo. A partir dali, a gente tem eh outros grandes marcos que a gente pode explorando aqui, tá? Então, as as casas, as registradoras tiveram que declarar prontidão, né? dizer, "Estou estou pronta." E agora entra no período de testes para ver se de fato elas estão
prontas e o Banco Central é que vai definir, fazer esses testes, definir isso, né? É isso, Rô. A gente ainda tá até aguardando a data de início desses testes. Ainda não é uma data que foi eh e acordada, né? Porque é uma data que não vem do Banco Central. Essa data é um acordo de mercado aqui entre as signatárias, entre as registradoras. E aí esse primeiro ciclo acontece, o período ali previsto para que isso aconteça e é definido em norma pelo Banco Central é de 4 meses. Então a gente tem um período de 4 meses
e e aí quando a gente foi for pensar que o Não, de ano vai ser agitado lá, Vai aqui a gente já cancelou o Peru de Natal, Ano Novo aqui. O time já tá ciente e que férias aqui não vai ter nesse período porque é um time que tá dedicado ali, né? Já fazem mais de anos, né? Que tá construindo. A gente tava aguardando muito por esse momento, né? o sistema ali tem sido construído justamente aguardando esse período. E aí quando a gente pensa em 4 meses, né, aqui em novembro, então dezembro, janeiro, fevereiro, março,
então provavelmente ali em abril a gente tem um início da produção assistida. Essa produção assistida ainda não é um momento de obrigatoriedade pro mercado, mas é um momento ideal para começar a testar. Então, quando a gente fala aqui das empresas, a gente nem gosta de falar que a obrigatoriedade vai ficar mais para frente, porque não dá para se preparação na obrigatoriedade. As empresas precisam começar a se adequar nesse período de produção assistida, porque é o movimento que o mercado financeiro tá tomando, né? os bancos aqui, as plataformas já estão se preparando para este momento. As
empresas também precisam porque eh não vai ser fácil, como a gente acabou de comentar, vai ter uma grande mudança no mercado, vai ter muito eh eh muita disrupção, eu tenho que ter um educacional muito grande para as empresas, então tudo isso leva tempo. Então quanto antes empresas começarem a entrar, e eu entendo que esse seja o momento ideal, vai ser mais benéfico aqui pro mercado. pensando, pensando agora em checklist do CFO, da grande empresa que tem que se preparar. O que que ele tem que fazer? Procura Monkey. Adorei. Eu acho que aqui é um primeiro,
brincadeiras à parte, né? Mas eu acho que aqui um primeiro grande step é procurar alguém de confiança que entenda do das mudanças, né? Eu acho que aqui eh até falando um pouco da MKY, vocês têm se posicionado muito como esse agente aqui, né? Que vai trazer e toda essa essa solução pras empresas. Então você já têm se movimentado há muito tempo, integrações prontas aqui com registradora, com a B3. Então acho que é legal ter essa pessoa, essa entidade que que vira uma uma questão de autoridade no tema, né? Então a Mankey aqui como uma empresa
que vai fazer essa conexão, então com toda a solução de contas a pagar, contas a receber ali pra empresa para fazer essa conexão com as registradoras. Então, acho que isso é é um primeiro grande step aqui para se adequar para essa mudança. Eu acho com certeza que eh é importante a gente falar do educacional, entender quais são as mudanças, né? É importante porque é é sempre eh eu tô aqui há há há um tempo, né, falando sobre o tema, né? Então, eu já tô há quase 5 anos aqui falando sobre duplicado escritorial na B3 e
no mercado. E a gente vem percebendo uma evolução e um amadurecimento, né? Antigamente é quando a gente ia procurar empresas para falar, a gente não conseguia nem entrada, né, para falar sobre o tema com as empresas. Hoje não, a gente tá sendo procurado, prioridades, né? Me parece a questão da reforma tributária que agora as pessoas estão começando a se preocupar que a partir de janeiro muda alguma coisa. Exatamente. Exatamente. E tem esse ponto, né? Então, por isso que é importante se antecipar, porque tem tem a reforma tributária também batendo na porta e tá vindo junto
com duplicado escritural. as empresas falam: "Pô, mas junto é junto, vai ser junto. Eh, vai ter bastante coisa para para mudar ali, né? É, e nessa linha assim, não é só mudança do ponto de vista do sistema, é processo. É entender dentro da empresa se é tesouraria, se é contas a pagar, quem é que vai fazer as manifestações. Muitas das vezes a gente conversa com empresas grandes, varegistas, que ele fala: "Maichael, como é que eu vou manifestar uma avaria se isso não tá no financeiro? tá lá no pessoal que recebe a mercadoria. Então tem toda
uma fase de integração que precisa ser olhada com carinho, cautela pelas empresas, mas o quanto antes ela conseguir se antecipar esses movimentos e capturar o benefício logo no começo do ano na produção assistida, como a Bruna falou, melhor vai ser porque ela também consegue impulsionar as demais da cadeia de fornecedores, por exemplo. A gente tem falado há muito tempo desse tema, né? E quando a gente fala desse tema, a gente fala da importância de se antecipar, né? Então, a gente tá falando isso aqui, mas acho que a gente tá falando há tanto tempo disso, mas
hoje acho que não é mais antecipar, né? A gente não tá mais falando de uma antecipação, a gente tá falando de uma coisa real que tá acontecendo agora, como você falou do cronograma. A partir de abril a gente já vai entrar em produção, eh, paraas empresas se prepararem, esse tema ele precisa estar Na mesa agora, né? Então, não é mais uma questão de se antecipar, né? A hora é agora. Hora é agora assim para tá pronto. Acho que a hora é agora. Não, perfeito. A hora é agora. Eu acho que aqui quem não entrar agora
vai tá atrasado, não é nem questão de satisfação, de fato. Sem razão. Bom ponto. E e a gente só falou de desafios aqui para as empresas, mas quais que são os principais benefícios assim, o que que vocês veem como, poxa, o que que muda de positivo para tanto para quem tá tomando crédito, para quem tá eventualmente fazendo uma compra a prazo, o que que muda do ponto de vista aí mais de surpresas positivas e não só falando do lado negativo, eh olhando do ponto de vista de que tem um contas a receber grande e recebíveis,
ele consegue ter uma gestão muito mais próxima. da carteira dele. Então, ele consegue direcionar, por exemplo, eh, as agendas, como eu comentei. Então, ele pode ter um pool de bancos ou vários participantes do de leilão, né, como vocês também ofertam, e ele consegue direcionar quem vai enxergar aquela agenda. Eh, de repente ele consegue desatribuir um determinado agente financiador. Então, essa gestão do Contas a receber, ela fica muito mais facilitada. E logicamente que um ativo mais seguro, com transparência avaliado, o potencial dele conseguir taxas melhores também é muito grande. Então é aqui, Michael, desculpa se eu
puder contribuir também nessa parte. Quando a Gente pensa na duplicata, pro fornecedor, pro sacador, é um retorno do título ali para ele. Então ele ele volta a ser o dono, ele tem ali total poder, influência sobre tudo que vai acontecer com aquilo. Quando a gente desvincula o boleto com as operações de crédito, eu dou mais liberdade para ele negociar. Então, quando a gente fala aqui de aumentar competitividade, é porque esse fornecedor ele passa a ter uma um leque maior de opções aqui para negociar no mercado. Ele não vai precisar amarrar a cobrança dele no banco
para poder conseguir créditos melhores, né? Então ele passa a a ser o dono, né, daquele ativo. Ele tem o total poder de decisão sobre a operação, com quem que ele vai, né, para onde ele leva aqueles títulos, ele escolhe, né, para quem que ele libera informação. Então tudo isso é é uma grande mudança aqui, né, do que a gente tem hoje. É, a gente também observa o seguinte, tem muitas empresas que acabam fazendo operação de desconto de duplicato até linhas de capital de giro com os boletos em si. Só que aqueles contratos que são recebíveis
às vezes até mais longos, parcelados, ele também vai conseguir obter crédito. Então, a facilidade dele levar, por exemplo, eh, operações com grandes sacados, que hoje ele não faz, até por restrição que muitos dos sacados acabavam impondo sobre ele, cai, né? Existe até um veto que tá citado na lei que ele consegue levar esse contrato para poder fazer a operação de antecipação ou de garantia em qualquer Banco, sem ter essa anuência completa do sacado. E obviamente um crédito com garantia é um crédito mais barato para quem tá tomando. Exato. Exatamente. E você falou bastante dos benefícios
pro cedente, né, pro sacador, mas também existem vários benefícios pro sacado, pra instituição financeira. Querem falar um pouquinho desses benefícios também? Sim. Eh, quando a gente vai aqui pra ponta do pagador, eh, a gente tem o além, né, de permitir um financiamento maior ali da sua cadeia, né, porque e acaba se revertendo em benefícios para ele, né, quando a gente pensa em grandes empresas, aqui tem toda sua cadeia de fornecimento, se eu tenho uma uma saúde financeira adequada ali daquela daquela cadeia de fornecimento, isso acaba se revertendo como benefícios pro próprio pagador, né, pro cliente
ali. Então, eh, é de cara aqui, a gente já pode ir direto as eh os benefícios que o cedente tem, que acabam já se convertendo em benefícios pro pagador, tá? Eh, além disso, a gente passa a ter também uma centralização das informações daquele pagador. Eh, ele pode concentrar o contas a pagar dele aqui dentro de uma instituição, né, de uma de uma de um escriturador. Então, ele consegue ali visualizar as duplicatas que ele tem emitidas contra ele, ele consegue centralizar as informações de pagamento, Ele consegue eh fazer inclusive o pagamento, né? tá, que a gente
não explorou muito essa parte de liquidação, mas também é possível fazer o pagamento pro escriturador. Então ele pode concentrar o pagamento dele também para essa entidade que vai direcionar e garantir o pagamento, correto? Então o ponto que o Michael trouxe aqui agora a pouco, né, de falar que eh a empresa que paga errado paga duas vezes, aqui traz uma segurança, né? Se eu faço o pagamento, que é o famoso duas etapas, né? aqui é é o nome que tá sendo usado aqui pro mercado de duplicatas. Então a gente acaba tendo esses benefícios aqui sendo convertidos
diretamente para esse pagador, tá? Veja um cenário, desculpa, é interessante. Tem empresas, por exemplo, que fazem 10.000 pagamentos dia, 20.000 1 pagamentos dia e é comum, Marco, e como é que eu vou saber se esses títulos foram ou não foram antecipados, né, com a a nova regulamentação? Então, além da escrituradora colocar essa canal ou um hub centralizado da informação, com a solução que a Bruna trouxe, que é o pagamento em duas etapas, ele consegue direcionar o pagamento pra escrituradora. E aí esse risco de checar se foi cedido, se não foi cedido, quem é o novo
detentor passa a ser da escrituradora. E aí a B3, nesse caso, ela já tem aí as clearings há muito tempo de liquidação e pode fazer isso com bastante segurança pros participantes. Boa. É, eu acho que um ponto legal também de adicionar aqui quando a gente pensa em benefícios é redução de fraude também, porque hoje o sacado ele acaba Ficando a cega se alguém emite uma duplicata contra ele, tenta descontar em algum banco, porque ele não tem visibilidade, né? Só que com a duplicata escritural a gente passa a notificar esse sacado. Toda duplicata que é escriturada,
obrigatoriamente o escriturador faz uma notificação. Então o sacado ele passa a ter visibilidade dos títulos que estão sendo emitidos e posteriormente negociados contra ele e ele tem o poder de derrubar aquela duplicata. Ele pode se manifestar indicando uma recusa por desconhecimento, por exemplo. Então aqui já é um benefício também que a gente tem com relação à fraude, que é muito comum no mercado de duplicatas, né? Eu queria explorar um pouco mais esse ponto que vocês mencionaram do pagamento, principalmente em duas etapas, né? Pensando do ponto de vista do CFO da empresa. Ele tá fazendo um
pagamento que agora não é mais pro fornecedor que ele contratou, é para um terceiro ainda que seja uma instituição autorizada pelo Banco Central. como que ele depois, primeiro acho que tem talvez uma preocupação ali de compliance para quem que eu tô pagando, eh, quem que descontou esse título, é alguém que que poxa, me gera uma desconfiança. E o segundo é como é que eu concilio tudo isso? Eu acho que tem duas preocupações que que talvez surjam ali do ponto de vista da empresa que tá pagando. Perfeito. É comum as empresas grandes pagadores usarem o termo
de que paga diretamente um fornecedor e isso muda um pouco a percepção, porque agora ele vai pagar a uma duplicata. E essa duplicata, ao longo da vida dela no ecossistema, ela pode sofrer as alterações, que aí pode ser por sessão, a troca de titularidade. E aí a B3 ou as escrituradoras, elas se colocam nesse Papel de poder informar. E aí existe o processo de conciliação dentro da empresa que ele pode fazer o pagamento em duas etapas, transferindo uma TED, por exemplo, para B3, mas com a informação de quais duplicatas ele está pagando. E aí eu
consigo fazer esse split para direcionar o a liquidação pro canal, correto? É, eu acho que é importante também adicionar aqui nesse ponto, né, uma uma grande preocupação que surge, né, das empresas aqui com relação a esse fluxo de pagamento, eh, com relação a comprovante, auditoria, porque aqui é é uma realidade comum, né, para grandes empresas. Como que a gente, eh, embute isso dentro da solução? Então, tudo isso já tá previsto, né? o eh essa etapa de direcionamento do pagamento é gerado um comprovante. Esse comprovante ele é dado pra empresa, né, para para ter a comprovação
de que de que de fato aquele pagamento foi realizado, né? Agora a gente tem a figura do escriturador, então também faz parte do processo a indicação dessa troca de titularidade. É importante ter essa essa mudança de pensamento, né? E acho que aqui até para reforçar um ponto que o Michael trouxe que é é é eh eh tá sempre presente aqui nas falas do Banco Central. a gente tem incorporado bastante aqui nas nossas na nas vezes que a gente conversa aqui com clientes também é que agora a gente não paga mais a quem a gente paga
o quê, né? Então aqui o pagamento é da duplicata. Não importa para quem eu tô pagando, o importante é pagar aquela duplicata. Se eu tô pagando pro fornecedor ou se eu tô pagando pra instituição financeira, o importante é que eu tô pagando e a baixa vai ser realizada. Então é importante essa mudança de pensamento aqui, porque é é a principal educacional que a gente precisa ter paraas empresas. Perfeito. É, eu já escutei isso de diversas formas, né? Aqui vocês falaram de duas formas diferentes. Eu já escutei, você passa a pagar algo e deixa de pagar
alguém, né? E acho que é um conceito muito legal para entender de fato um dos objetivos aqui dessa dinâmica, né? Sim. Perfeito. Mas, mas como que isso se comunica ainda explorando um pouco mais o tema, por exemplo, leis internacionais de lavagem de dinheiro. Vá lá que eu sou uma multinacional que tem uma restrição em relação a algumas entidades. Eu não sei no final do dia quem que antecipou aquele título e eventualmente o beneficiário final do meu pagamento pode ser uma uma instituição que tá numa lista restrita, por exemplo. Interessante a pergunta. Eh, toda essa parte
de KC, né, e checagem dos participantes também fica a cargo das escrituradoras e registradoras. Legal. Então, todo participante que for entrar como agente financiador, ele tem que passar por uma jornada de onboarding, de checagem de poderes para que não corra esse risco. Até porque, usando do exemplo que a gente tá eh trazendo da liquidação em duas etapas, é a escrituradora que vai ficar determinada ali para poder fazer o repasse. E depois de fazer o repasse, a baixa no sistema e a comprovação numa espécie de cartório eletrônico mesmo, com toda a vida, o útil da duplicata
até o momento da liquidação. Isso é garantido pelo papel da escrituradora. É, e aqui uma preocupação que surge, né, quando a gente fala de ter um financiador ali indicando uma troca de titularidade, sempre surge essa preocupação. Ah, mas e situações de fraude, né? Eu tenho ali, como que vocês vão garantir que não seja uma fraude, Né? Então, acho que aqui a gente acaba até conectando com esse plano de testes que eu citei agora a pouco, porque lá eu não testo só as funcionalidades. As escrituradoras elas vão precisar testar resiliência, segurança, mecanismos de controle a fraude.
Então, eu tenho cenários hoje no plano onde eu valido que eu consigo capturar um fraudador tentando acessar a plataforma, eh, um fraudador tentando criar acesso, né, fazendo onboard como participante. Então tudo isso já tá previsto, foi é é solicitado ali pelo Banco Central, né, e faz parte do escopo aqui para ter autorização pra entrada no mercado, tá? Acho que de fato essa acaba sendo uma preocupação importante. Hoje em dia a gente viu com Pix que a a escala da fraude ela muda e e obviamente a gente não quer ver isso na duplicata, né? Acho que
vale a gente explorar um pouco os benefícios pras instituições financeiras, apesar de ser um pouco óbvio, acho que vale a pena a gente conversar aqui também. Não, legal. Eh, eu acho que aqui dá pra gente trazer um pouco do que a gente escuta conversando ali, né, com bancos. Eh, uma coisa que é muito comum, eh, bancos que costumam operar com duplicata, tem bancos que são conhecidos como duplicateiros hoje no mercado, né? Eles têm uma operação gigantesca para conseguir ficar monitorando o título, fazer checagem. Eles ligam, gente, eu fiquei chocada. Eles ligam no telefone pro pagador
para fazer a confirmação de Que aquela duplicata é legítima. Então assim, o custo operacional que esses bancos acabam, né? Quem é cliente da mã? Perfeito. Boa. Mas assim, o custo operacional que eles têm hoje para garantir esse esse nível de de segurança para operar com o título é muito custoso, né? né? Então eles eles têm um gasto muito grande com esse esse tipo de operação, além de de fato ter uma fraude, né, que ela é é é materializada depois e aí tem a perda ali que acontece é da operação. Então, quando a gente fala de
ter essa segurança já embutida já no momento da escrituração, eu tenho as informações de aceite ou recusa do sacado direto na plataforma, eh, eu já reduzo esse custo aqui paraa empresa e isso converte diretamente no benefício financeiro que que o banco vai ter com isso, com a instituição financeira, que também acaba reduzindo as taxas aqui pro tomador, né? Então, é de bate pronto aqui, é, eu acho que o principal ganho vai ser esse custo operacional que os bancos possuem, além, né, da inadimplência ali, os custos com fraude também, tá? É, e além disso, oportunidade, né,
assim, eles vão ter oportunidade, mais oportunidade no mercado, né? A gente falou muito aqui de como esse mercado é grande e dá dificuldade a acesso a crédito de pequenas e médias empresas, né? Então, eh, a gente tem um mercado aqui que não é tão explorado pelas instituições financeiras, que provavelmente vão ser eh uma grande oportunidade para eles atacarem também, não? Perfeito. E tem, eu acho que quando a gente fala de oportunidade, um ponto que é muito legal de trazer, eh, foi criada aqui a questão da duplicata Fumaça, né? Foi uma que hoje não é não
é utilizado no mercado, mas que tem um mar de oportunidade porque SAAP aí para Duplicata Fumaça. Perfeito. A Duplicata Fumaça é uma duplicata que ainda não foi performada, né? Tudo que a gente, porque sempre que a gente fala de uma duplicata é algo que já foi performado. Eu já tenho ali uma um documento mercadoria, ela já foi entregue, já concluiu já concluí a obrigação. Eu já tenho uma compra e venda materializada, né? Quando a gente fala de um fumaça, é que ainda não aconteceu. Eu tenho todos os indícios de que vai acontecer. Eu tenho um
contrato de formalização. De repente eu tenho um contrato de fornecimento mensal de uma determinada mercadoria ou de um serviço e isso pode ser convertido em crédito ali para aquele cedente. Então a norma traz essa novidade, né? Vai ser possível conseguir operar também, o que acaba sendo uma oportunidade também pras pras instituições financeiras. Eh, uma outra coisa que eu ia comentar do ponto de vista de financiador que assim, além desse leque de micros, pequenas empresas que tem dificuldade de crédito, existe um universo gigante de duplicatas que não passa por um ambiente centralizado, que os bancos que
são duplicateiros, eh, em tese já poderiam operar, mas não consegue operar por conta de integrações sistêmicas. E aí um processo eletrônico Vai bastar com que o dono daquela agenda, com um aceite, um optin, que é o termo que a gente usa bastante, que é o da agenda, passe essa premissa para um novo entrante, um banco novo, uma fintec consiga acessar sem ter tantas integrações assim. Então isso deve ampliar bastante concorrência, consequentemente melhores taxas, consequentemente mais operações. Então eu vejo que bancos que já estão no game tende a operar mais e novos entrantes também passam a
circular. E e falando um pouco do dos de estress com mudança regulatória, de coisas que já deram errado e de aprendizados, né? Eh, pensando aqui, isso se assemelha muito ao que já aconteceu com arranjos de cartões de crédito, né? Arranjamento de cartão de crédito. Então, é uma mudança, digamos, similar e tiveram alguns eh algumas pedras no meio do caminho na mudança para pros arranjos de cartão de crédito. Queria explorar um ponto específico da interoperabilidade. Que que é para quem tá nos ouvindo a interoperabilidade e como que foi feito diferente aqui pro mercado de duplicatas escriturais,
duplicatas eletrônicas de dups? Perfeito. Aqui primeiro para explicar esse conceito, né? Isso daqui é basicamente um grande ambiente ali onde eu tenho uma integração, uma conexão entre todas as registradoras do mercado. Então, todas as registradoras para eh passarem pelo plano de testes que eu comentei aqui agora, né, para se provarem aptos a ingressar em produção eh na vida real ali em funcionamento, Precisa estar conectado a essa grande plataforma Interope, né? né? O nosso apelido aqui para para essa grande esse grande ambiente onde a troca de informações acontece ali, né? Então é como se eu conseguisse
viabilizar uma operação de crédito em outra registradora, porque o o a empresa tá conectada lá e não aqui na B3. Então é uma forma de conseguir fazer a integração entre todas as registradoras, tá? Como as casas se falam, né? Como as casas se conversam. Perfeito. E aqui eu diria que a grande mudança, uma grande que aqui eh a gente teve muito problema lá atrás em cartões, eh a forma como esses ambientes foram construídos, elas são muito diferentes. Lá em cartões, eu tenho uma comunicação direta entre todas as casas, né? Então enquanto B3 eu preciso me
comunicar com N casas ali individualmente para viabilizar essas comunicações, enquanto aqui em duplicato escritural não. Eu faço uma conexão única com esse grande ambiente que é um hub acaba fazendo direcionamento de todas as mensagens, as informações entre todas as casas. Como que chama esse hub? Esse hub se chama Plat. Então, se antigamente você, Bruna, precisava conversar com a Roberta, com Michael, com Calil, agora você só precisa conversar com a Plat. Perfeito. Eu só converso com a Plat e aí eu indico pra Plat com quem eu quero falar. Falo: "Plat, eu quero conversar com a registradora
A, a Platvá, envia paraa A e me retorna o resultado. B, B e retorno o resultado." Então, essa plataforma, a Plat, ela acaba operando como um grande hub de comunicação entre as casas. Eh, todas as mensagens são de fato padronizadas, porque se eu tiver qualquer erro, eu nem consigo conversar com esse hubíjam padronizadas entre as casas. Então essa é a principal mudança do que a gente teve lá em cartões. Porque em cartões quando a gente entrou o primeiro problema que deu foi que as casas não falavam a mesma língua. E aí gerou um problema, teve
um problema generalizado aqui no mercado com relação à confiança dos dados que estavam sendo trocados, né, pelo entendimento de fato de cada informação. E aqui quando a gente olha para duplicado escritural, tudo isso virou lição aprendida e foi e feita uma mudança grande na forma com que a arquitetura foi pensada ali de solução para essa interope, tá? Então, B3 tá mais otimista na na Interope, muito, muito. A gente tá bastante otimista. os testes que a gente tem feito aqui já e envolvendo a Interope tem sido super positivos. Legal. A gente tá se encaminhando aqui pro
final do podcast. Eh, foi uma aula aqui do que a gente do que a gente conversou sobre a duplicata, DUP, Interope e todos aqui os os assuntos que a gente Falou. Na próxima no próximo podcast eu vou trazer uma camiseta aqui pro Caliil escrito tecla sap. Boa, boa. Meu, mas é importante. A gente acaba tendo muito imerso nesse tema e pra gente tem é são coisas que pra gente são muito óbvias. É importante ter alguém sempre nos lembrando aqui de traduzir. Por isso mesmo, pra gente sempre lembrar que o que a gente tá falando aqui
precisa ser traduzido para quem não tá diariamente no assunto, né? Mas eu queria aqui, antes da gente encerrar, escutar um pouco de vocês, eh, o que vocês têm de mensagem para passar paraas empresas que ainda não tão se preparando para essa nova dinâmica, que ainda não estão falando sobre esse assunto. A gente falou um pouquinho aqui da eh da urgência e da importância, mas acho que é como mensagem final aqui. O que vocês falariam para essas empresas aqui como mensagem principal? É o momento é agora, né? Aqui é importante começar a minimamente entender as mudanças,
entender os impactos, começar a adequar os seus sistemas, porque quando a gente eh eh pensa que na produção assistida pro final do primeiro trimestre de 26, já vai est tarde, já vai ser o momento já vai ter passado, vai ser muito mais custoso, vai ser muito mais traumático fazer qualquer mudança, eh, se eu tiver já passado do timing, correto. Então, eh, o Banco Central acabou de sinalizar que não tem mais volta, né? Aqui tudo mostra que, de fato, a norma tá caminhando para uma entrada em produção, Para uma obrigatoriedade. Por muito tempo a gente tinha
dúvida, né? Porque como o Cali comentou no início, né, a gente teve uma lei lá de 2018, foi a primeira primeiro movimento aqui do mercado, depois normas, né, vindo ali do Banco Central a partir de 2020 e por muito tempo falou: "Meu Deus, será que vai entrar?" "Não vai, né?" É, tinha uma dúvida, agora vai, agora vai, vai. Então a gente já vem tendo essa sinalização do Banco Central, né, de que as coisas estão caminhando. Então é importante já esse movimento começar a acontecer. Não deixem para depois, não esperem. Eu sei que tem temas sensíveis
também acontecendo no paralelo, tem reforma tributária também, mas é importante vocês procurarem eh vocês empresas, né, procurarem eh eh entidades aqui que representam essa autoridade no mercado, né? Então, que detém conhecimento, que vão conseguir te auxiliar e ter uma jornada mais soft aí paraa adequação, tá? Excelente. Eu acho que o grande recado é esse, né? Não deixar pra última hora, porque o momento já é agora. Eh, tem toda essa parte de adaptação de cultura que aí é olhar para dentro, não tem jeito. Busquem seus parceiros entender como que cada um pode ajudar na jornada, seja
na parte de integração, seja na parte do pagamento em si, seja na parte do funding, né, que é para poder trazer recurso paraa operação. Mas é algo que vai acontecer. as empresas eh podem aí se adaptar ao modelo, mas também ter Mais oportunidades com tudo isso que vai acontecer a partir do ano que vem. Ano que vem. Bom, obrigado, obrigado a todos vocês. Obrigado à Bruna, obrigado ao Michael pelo tempo de vocês aqui hoje, pela, por compartilhar conosco esse conhecimento que obviamente para você empresa pode ser um problema de 11 trilhões, uma oportunidade de 11
trilhões. A gente encara sempre sob a ótica da da solução desse problema. A mãe quer estar do lado de vocês enquanto parceiro para solucionar esses problemas. E conta pra gente o que que você achou desse novo formato de podcast. Eh, conta aqui nos comentários se você gostou. Eh, nosso objetivo é continuar produzindo conteúdo de altíssima qualidade e com altíssima relevância também. São temas super relevantes que a gente espera que seja uma preocupação de vocês, assim como é uma preocupação nossa. E meu muito obrigado a Roberta que foi host comigo hoje e deixo para você a
última palavra. Foi um super prazer, B3, Bruna, Maicel, obrigada aqui pela presença, pela estreia aqui com a gente, né, no nosso no nosso podcast. E acho que a duplicada escritural, como a gente falou aqui, é um tema super importante e urgente, né? Não é mais sobre se adiantar, como a gente falou, eh, mas sobre estar prontos. e a mãe quem tá aqui para ser parceiro de vocês. Eh, mas nosso papel, mais como mais do que como parceiros, eh, tá aqui divulgando sobre o assunto, ensinando sobre o assunto, aprendendo sobre o assunto também e ajudando vocês
a se prepararem para essa nova dinâmica e para esse momento que está por vir. Contem com a gente. E se você não se inscreveu ainda no nosso no nosso canal, clica aqui para se inscrever e segue a gente também no LinkedIn. Tchau, tchau. Obrigada. Tchau, tchau. Obrigado. Obrigado, pessoal. M.